sábado, 2 de julho de 2011

Test Drive

Um dos motivos para o encontro era trocar de motos entre os integrantes do grupo para cada um ter uma idéia do que seria usar uma moto diferente da sua.

Talvez, na comparação, ver que está mal montado ou tirar de vez algum "pensamento maligno" sobre a troca de montaria.

Eram sete motos a disposição: duas Fat Boy, duas Sportsters 883 R, ejá uma Electra Glide edição comemorativa dos 100 anos da HD, uma Suzuki DL-1000 V-Strom e uma BMW RT1200.

Apesar de termos duas Fats e duas Sportsters, ainda assim tinhamos sete motos diferentes: a minha Fat é mais antiga, usa pneus mais finos e motor TC88 com caixa de cinco marchas. A Fat do Jaques é 2010, bem diferente da minha (pneu 200 e motor TC96 com caixa de seis marchas).

Já as Sportsters eram injetadas, mas a 883 do PJ conta com o comando central, meio seca e usa o enriquecedor do Porcão (fórum HD) enquanto a 883 do Floro usa comando avançado, guidão V-bar e modificou a embreagem.

A EG é carburada, usa motor TC88 e aros 16". Bem diferente da atual injetada. Semelhante talvez apenas na posição de pilotar (que ficou mais baixa após as mudanças de 2009 e 2010), embora ache que a centenária seja ligeiramente mais baixa.

A BMW RT1200 conta com banco mais baixo e a V-Strom mudou apenas o riser.

Todos, com exceção do Bugno, experimentaram todas as motos (eu me abstive de usar a V-Strom por não ter curiosidade e não me interessar pelas Big Trails), mas até agora só o Celestino e eu postamos as nossas impressões no fórum.

Na hora do test drive, a diferença mais marcante foi a comparação entre as duas Fats. Ciclística bem diferente, críticas para o BadLander (muito duro) e maior maciez da minha Fat (está mais rodada e contribuiu para isso) deixaram boa impressão, mas acho que a nova Fat também teve seus adeptos.

Vou transcrever as impressões do Celestino:

Minhas impressões:

- FAT BOY DO WOLF: esperava uma moto "bruta", tanto pela cara de bandida dela como pelo histórico das "mexidas" em mapa....e encontrei exatamente o contrário!!! Moto macia em seus comandos, empurra muito bem com o TC 88 injetado....cambio e freios excelentes, banco badlander é uma verdadeira tortura.

- FAT BOY DO JACQUES: impressionante a diferença entre as duas FAT....o motor TC 96 mostra muito mais torque, mas o cambio (relações) nao parece muito casado com ele, principalmente a segunda marcha se vc quer andar trotando....o motor pede mais gás para nao ficar dando cabeçada. Não senti (pela baixa velocidade) nenhum escorregão, mas a inclinação da moto se faz de forma muito diferente, bem mais obediente com o pneu magro.

- 883 DO FLORO: realmente muito esperta, empurra muito na arrancada e retomada, bem diferente da 883 normal. Diz ele que só mexeu na embreagem....mas eu acho que ele esconde algum segredo na criança. Pedaleira em boa posição mas o guidão nao me agradou....muito estreito e esconde completamente o velocimetro.

- 883 DO DRPJ: posso comparar com a da Marcela e a grande diferença é o passo linear da injeção. Muito agradável. Se trouxer o guidão um tantinho mais para trás vai ganhar demais em conforto.

- V STROM DO MURAD: talvez a moto que mais curiosidade tinha em experimentar e, com o risco de me entenderem mal, nao gostei. Apesar de o motor empurrar uma barbaridade, falta suavidade e linearidade na entrega da potencia. Cambio muito macio com freios bem Suzuki.....borrachudos ao extremo. Alta, confortável no banco, o guidão está muito mal posicionado....e olha que o Michel ja deu uma melhoradinha com um raiser. Creio, na verdade, que me acostumei demais ao estilo Custom e talvez por isso tenha estranhado tanto.....mas a verdade é que a bela menina saiu da minha "lista de desejos".

RT DO BUGNO: nessa nova ainda nao tinha andado e vi muita evolução em relação à antiga dele....apesar de poucas mudanças estéticas, a mecanica do novo modelo é muito menos "agressiva".....linear, sem vibrações e muito leve, visto que meu ponto de referencia é a LT (na linha BMW). Mais ágil que a referida, estranhei demais o fato de frear bem menos (principalmente acionando o freio traseiro), mas quero crer que sao pastilhas em fim de vida.

Enfim.....foi bom demais!!!! Mas querem saber qual eu mais amei????

Minha linda, divina e maravilhosa CARMEM ELECTRA...

Como complemento, o rally da região de CARLÓPOLIS......eita vida dura!!!! Bateu na frente, bateu atrás, bateu no meio, no passado e no futuro......quando paramos nos posto, achei que ia ter que remendar os pedaços.....mas nada, absolutamente nada, se soltou......agradeci por nao ter ido com a BMW.....com certeza teria que refazer toda o conserto da criança. Foi uma verdadeira prova de resistencia aos mau tratos.

Pneus BRIDGESTONE aprovadissimos em chuva, curvas, frenagens de panico.....

Abraços,Celestino e Marcela
EG 100 ANOS / 883 C
BMW K 1200 LT
motranqueiros.zip.net
motociclistas.nafoto.net


E as minhas:

Ainda não tinha rodado com nenhum dos modelos presentes e só recusei mesmo andar na V-Strom do Murad por não ter interesse ( e até preconceito) nas Big Trails.

A BMW do Bugno era a que me despertava mais curiosidade por conta da marca,me deu a impressão de ser uma Big Trail enrustida. A posição de pilotagem (as pernas ficam encolhidas por conta do banco trocado) é bem característica das Big Trail. A frenagem é o ponto forte (não deu para ter uma impressão mais eficiente da ciclistica, mas continua me dando a impressão de ser bem parecida com as trails) chega a ser brutal. O motor boxer "chuta" para direita quando liga, mas é muito linear e não senti vibração. Acho que os cabeçotes expostos necessitam de maior cuidado nos corredores. De uma maneira geral é uma moto agradável, de puxada forte e que não precisa ficar trocando marcha a todo momento. Me deixou a impressão de ser uma GS com roupa de gala.

A Fat do Jaques ainda é stock (ele já pensa em dar uma melhorada em ponteiras e filtro se continuar com a moto) e não tem muito o que dizer... é uma moto bem conhecida por mim (muitos amigos do HOG tem ou tiveram a Fat com pneu 200). Bom torque, a traseira escorrega se você abusar e é uma HD.

A Electra do Celestino tem uma tocada mais tranquila por conta do carburador, já tinha rodado com EGs injetadas e existe um delay entre a resposta da moto e enrolar o acelerador. Gostei. Combina bastante com a moto touring, feita para viagens tranquilas. É muito eficiente e realmente o carburador é um diferencial.

Das Sportsters: a do Floro tem comando avançado e a do PJ usa o comando tradicional. Ambas com filtros esportivos e ponteiras, A do PJ usa o enriquecedor do Porcão. Como a moto do Floro não usa o enriquecedor não vi ganho de performance na moto do PJ, mas esse nunca foi o objetivo do enriquecedor. Para quem quer melhorar a performance, acho que vale mais a pena um trabalho com um Power Comander (o SERT tem desenvolvimento bem limitado para as Sportsters e não o considero como a melhor opção para os EVOs - conclusão que tirei pelas experiências do Karuna com a Sportster dele... só vale mesmo se for para modificações mais radicais no motor como a adoção do kit 1200). Pelo contrário, a moto do Floro é bem mais animada (o PJ já disse que ele usa discos de embreagem diferentes o que deve ajudar no coice inicial). E o comando avançado faz uma diferença muito grande, pelo menos para mim, em termos de pilotagem e conforto. Não pensaria em manter o comando tradicional por mais que se esforcem em dizer que a moto ganha mobilidade... a moto já é ágil e não perde nada com o comando avançado.

De todas a que faz mais a minha cabeça é a Electra carburada... combina bem com a minha tocada mais tranquila. As Sportsters são uma boa opção para o uso urbano, principalmente com o comando avançado e guidão modificado. Falta realmente fazer um test drive com a nova F800R da BMW para descartar as BMWs como opção pessoal.


Apenas com fecho do Test Drive, porque todo teste merece uma resposta: dispenso o motor Boxer BMW (a moto não me motivou a comprar), falta testar os rotax e os 4 em linha da série K (testei o 1200 anos atrás e gostei).

Não troco minha Fat por outra Fat tradicional mais nova. A Fat Lo me anima, mas ainda não motiva a troca.

As Sportsters são valentes e são uma ótima opção para quem usa a moto na cidade. Também são ótima opção com segunda moto, mas eu troco os comandos e o guidão... o banco original segue normalmente (provavel troca por um solo apenas por questões de estilo)

Não gosto do mini-ape. Está efetivamente descartado das minhas opções (aliás, os secas de maneira geral não me agradam).

E se puder e encontrar, minha próxima moto para fazer companhia à Fat vai ser carburada... muito confortável de rodar em baixa e pela viagem, muito interessante de tocar na estrada.

3 comentários:

Wilson Roque disse...

Interessante suas impressões entre as carburadas e as injetadas. Eu tive oportunidade de rodar com uma Ultra Glide 105 anos, minha 2007 e uma 2010, ano passado nos EUA. Gosto do som das carburadas mas prefiro as injetadas por sua resposta mais precisa. Questão de gosto, talvez. Espero ter a chance de pilotar uma 2012 na minha próxima viagem na América, em setembro. Mas, igual a você, não sinto vontade de trocar minha Ultra 2007.

wolfmann disse...

É mera questão de preferência, e mesmo assim seria uma segunda motocicleta para fazer companhia à minha Fat.

A adoção da injeção foi uma questão de sobrevivência da fábrica, muito benvinda diga-se de passagem. A injeção é muito mais confiável que os carburadores e te abre um leque enorme de regulagens.

O próximo passo dessa evolução será a adoção da refrigeração líquida porque a fábrica não vai conseguir se manter dentro dos novos parâmetros impostos pelas normas anti-poluentes de forma sustentável sem apelar para essa tecnologia.

A corrida pelas cilindradas vai terminar por total falta de eficiência e quem não quiser encarar esse cenário vai ter de conformar em ficar restaurando motos antigas, tal e qual em Cuba.

Já tive oportunidade de ver a nova patente da HDMC para a refrigeração líquida e segue a mesma premissa que vem mantendo sua legião de fiéis: mudar tudo sem mudar nada.

Os novos motores tiveram ligeiro aumento de tamanho para acomodar dutos de passagem de líquido e assim refrigerar os cabeçotes e ajudar na dissipação do calor. O radiador de água deve ficar na mesma posição que hoje fica o radiador de óleo.

Quem olhar e não for atento não verá grandes modificações como ocorre no Revolution das VRSC.

Wilson Roque disse...

A refrigeração a líquido será bem vinda, com certeza.