terça-feira, 20 de agosto de 2019

HD 2020 já está no site da HD USA

Dan Morel postou ainda há pouco em seu blog e no site Minuto Motor sobre o novo modelo apresentado no Dealers Convention, antes mesmo do site HD USA publicar o novo catálogo: Softail Low Rider S.

A Low Rider S tem acabamento dark e motor 114. Quem quiser saber mais leia aqui.

Já o catálogo HD USA pode ser acessado no site HD (veja aqui).

O rumor sobre um novo quadro monochoque para as Tourings e a aposentadoria do M8 107ci não se confirmaram.

A LiveWire entra no catálogo oficialmente (já podia ser encomendada antes) e tem preço a partir de U$ 29.799.

A família Street segue sem alterações (Street 500, Street 750 e Street Rod

A família Sportster encolheu, mas se mantém viva, agora com os modelos Iron 883 (único modelo a usar o Evolution 883), Iron 1200, Forty-Eight e Roadster.

A família Softail cresceu com a chegada da Low Rider S e ficou assim, com motorização M8 107ci: DeLuxe, Sport Glide, Slim, Low Rider, Street Bob; com motorização M8 114ci: Low Rider S, Fat Bob, Breakout, Fat Boy e FXDR. A Heritage Classic é a única a receber as duas motorizações tendo a Heritage Classic M8 107ci acabamento cromado e a Heritage Classic M8 114ci acabamento dark.

A família Touring acaba com a denominação Ultra para a Road Glide, passando a usar a denominação Limited e terá modelos standard usando o M8 107ci (Road King, Road Glide, Electra Glide e Street Glide) e os modelos Special (Road King, Road Glide e Street Glide) e Limited (Road Glide e Ultra) usando o M8 114ci.

A família Trike segue sem modificações com os modelos FreeWheller e Tri Glide Ultra, ambos com motor M8 114ci, mas a família CVO substitui a Road Glide pela Tri Glide, todos motorizados com o M8 117ci.

Também foram apresentados os protótipos Adventure Touring (que começou sendo chamado de Pan America) e o Streetfighter.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Harley-Davidson 2020: o que esperar?

Amanhã acontece o Harley-Davidson Dealers Convention em Milwaukee e teremos o lançamento da linha 2020.

Dan Morel vem postando sobre os vazamentos a respeito do novo line up da HD desde julho/2018 e quem quiser fazer a leitura (link para o blog) vale a pena.

A grande estrela para 2020 é a LiveWire, pedidos já liberados no site HD-USA, e as bicicletas elétricas para crianças (as IronE).

Dan Morel aposta na apresentação dos primeiros protótipos com a motorização refrigerada a água e modulares, no caso a aposta é a Pan-America. A Pan-America será a entrada da HD no segmento Big Trail Turismo. 

Na linha tradicional poucas novidades, exceto cores. As apostas em julho eram a total remodelação da família Sportster, a aposentadoria precoce do M8 107ci e um novo quadro monochoque para as Tourings, aproximando ainda mais da família Softail.

A homologação dos modelos Iron 1200 e 883, Roadster e Forty-Eight já derruba a primeira aposta, mas serve para decretar a morte das Sportsters Custom, Super Low e Forty-Eight Special (esses dois últimos nunca vieram para o Brasil).

Sobre a aposentadoria precoce do M8 107ci e o novo quadro para as Tourings vamos esperar amanhã para ver, mas são duas hipóteses bastante prováveis.

Tradicionalmente a família Touring indica as tendências e os motores M8 107 ci já são passado nas Tourings aqui no Brasil (nos EUA ainda equipam a Road King e a Electra Glide standard) e o quadro monochoque parece uma tendência nos protótipos (Big Trail, Street Fighter e Custom), além de já estarem equipando as Softails.

Agora é esperar pela apresentação amanhã no HD Museum.

desempenho do mercado no primeiro semestre: números ABRACICLO

As duas montadoras líderes no segmento PREMIUM, BMW e Harley-Davidson, parecem estar testando o mercado em 2019 pelo que indicam as projeções com base no primeiro semestre: com produção pouco maior que em 2018, mas adequando a produção de modelos conforme a demanda. Basta ver o catálogo HDMC Brasil encolhendo.

A BMW produziu 4092 unidades e vendeu 4651unidades, projetando para 2019 uma produção semelhante a de 2018 (cerca de 8200 unidades), mas vendendo bem mais que em 2018 (cerca de 9300 unidades, perto de 20% de aumento). Como não existe milagre (vender mais do que produzir) sem haver um excedente anterior (que em 2018 foi de 598 unidades) eu projeto perto de 8000 unidades vendidas para 2019.

O bom desempenho da BMW deve-se a aposta feita na motorização 310 cc. A BMW G310 GS já é o best seller da marca alemã com 1226 unidades vendidas para 997 produzidas projetando uma produção de 2000 unidades e venda de 2500 unidades. Corrigindo com base no encalhe de 2018, que provavelmente foi uma preparação para atender a demanda pelo novo modelo neste ano, acredito que o modelo vá ser responsável por um terço da produção/venda da marca em 2019.

Já a HDMC produziu 3159 unidades e vendeu 2724 unidades, projetando cerca de 6400 unidades (5987 unidades) e venda de 5500 unidades (5739 unidades) para 2019. A confirmar essas projeções podemos esperar um encalhe grande e por isso acredito que a produção deva estacionar e novas promoções devem surgir para manter os números semelhantes ao ano passado.

Não consigo avaliar até que ponto o fator novidade dos últimos modelos que entraram no catálogo HDMC Brasil influenciaram seus números (representam 10% da produção/venda da montadora), pois aliado a entrada dos modelos no catálogo, a HDMC retirou do catálogo os modelos que fariam competição caseira.

O top ten da HDMC no primeiro semestre ficou assim: Fat Boy (nas versões 107 e 114) em primeiro lugar com 683 vendidas/762 produzidas; em segundo vem a Iron 883 com 376 vendidas e 373 produzidas; em terceiro vem a Fat Bob com 373 vendidas e 471 produzidas; em quarto a Iron 1200 (que herdou os órfãos da Forty-Eight) com 201vendidas e 211 produzidas; em quinto vem a Road Glide (nas versões Ultra e Special) com 191 vendidas e 227 produzidas; em sexto vem a Limited com 168 vendidas e 194 produzidas; em sétimo aparece a Sport Glide (que herdou os órfãos da Heritage Classic e abocanhou uma parte dos fãs da Deluxe) com 149 vendidas e 169 produzidas; em oitavo aparece a FXDR (que herdou os inconformados órfãos da V-Rod) com 145 vendidas e 203 produzidas; em nono aparece a Road King Special (sendo quatro vendas na versão Police) com 94 vendidas e 96 produzidas e por último, em décimos a Street Bob com 69 vendidas e 87 produzidas.

A Softail Slim segue sendo uma moto de nicho para a turma que gosta das bobbers (61 vendidas e 83 produzidas), a Deluxe sentiu a chegada da Sport Glide (61 vendidas e 80 produzidas) assim como a Breakout anda apanhando da FXDR (65 vendidas para 97 produzidas).

A candidata a mico do ano é a Street Glide Special (52 vendidas e 54 produzidas) e só sobrevive por ser um modelo mais barato que a Road Glide Special.

As exclusivas CVO, Street Glide, Limited e Road Glide, estão amargando o preço de venda (todas acima de R$150.000,00) com 21 vendidas para 48 produzidas e o ritmo de produção deve diminuir ou até mesmo parar por conta do baixo percentual de vendas em relação à produção.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Bell Star MIPS

Com a aposentadoria do Custom 500 passei a usar o Star MIPS com maior frequência dentro da cidade, principalmente antes de comprar o Scout Air.

A avaliação do uso urbano do Star MIPS foi surpreendente: boa visão lateral e frontal (não chega a seu um N-43 ou um N-44), bem ventilado e a viseira Panovision funciona muito bem escurecendo e clareando com rapidez.

O casco tricomposto dele me animou a comprar o Scout Air pois o peso reduzido faz diferença no uso.

Recomendo o investimento a quem procura um capacete integral.

Bell Scout Air


Em março postei sobre o fim da vida útil do Custom 500 e falei sobre as minhas alternativas para o substituir: AGV Blade, outro Custom 500 ou Scout Air.

Acabei comprando o Scout Air: o casco tricomposto falou mais alto na hora da escolha.

Comprei via internet na Superbike (R$663,00 em três vezes), mas já comentaram que esse capacete pode ser encontrado na Kpa7 que fica na Barra: não fui conferir.

Comprei do mesmo tamanho do Custom 500 e encontrei a mesma dificuldade inicial com o capacete muito justo.

Fiz como no Custom 500: com o polegar fui "ajustando" nos locais onde o capacete apertava mais na cabeça e ficou perfeito, tal e qual o Custom 500.


O formato do capacete não é "formiga atômica", ficando bem justo na lateral e com um forro mais espesso no tampo da cabeça. Como o capacete é um 3/4 e não um Jet, o pescoço fica mais exposto, acabando na linha do maxilar ao invés da linha inferior da cabeça.


A pala do capacete é bem minimalista ao contrário do Custom 500 que tinha uma pala vintage, mas com tamanho suficiente para cobrir a visão direta do sol abaixando a cabeça.

É um capacete muito leve, o mais leve que já usei até hoje (mais leve inclusive que o capacete customizado que teve o forro substituído).

Originalmente esse modelo não tem viseira e também, ao contrário do Custom 500, não aceita as viseiras Bubble que são adaptadas nos capacetes "old school" vendidas em separado por não ter os colchetes no casco.

Mas é possível comprar uma viseira feita especialmente para ele: custa R$198,00 e comprei na Motosprint.



A viseira é fixa, segue a linha inferior do capacete, e na cabeça segue a linha do maxilar.


Nessa foto dá para perceber bem como o queixo fica descoberto.

O peso da viseira é insignificante perto do peso total, cobre bem os olhos e o nariz, deixando bem ventilado mesmo sendo fixa.

Existe uma versão smoke (escurecida).

Já venho usando esse capacete há dois meses (um mês com viseira), alternando com o Star MIPS. Para o inverno carioca está excelente, mas no verão a viseira vai ficar em casa.

sábado, 4 de maio de 2019

Fat Boy renovada: problema com reposição de pneus

Sempre que um modelo novo aparece no mercado ou a fábrica decide "renovar" um modelo tradicional na busca de novos mercados se imagina que a reposição de partes e peças de desgaste por uso tenha sido equacionada.

Com a nova Fat Boy parece que a HDMC equacionou mal a reposição de pneus.

A Fat Boy é um modelo tradicional, nascida em 1990 pela mão de Willie G Davidson, imortalizada por Arnold Schwarzenegger no filme Exterminador do Futuro e que vem sendo modernizada conforme as pesquisas de mercado que a HDMC faz.

O modelo atual foi lançado em 2018 e é totalmente novo em relação ao modelo tradicional da década de 90 e o modelo renovado em 2007, ou seja, não existe equivalência entre as unidades que são maioria no mercado e as novas unidades vendidas a partir de 2018 e isso traz um problema para quem precisa de peças de reposição pois o mercado after market ainda não se encontra preparado para atender demandas específicas, exceto escapes.

É certo que a Fat Boy compartilha várias peças de reposição com outros modelos da família Softail lançada em 2018, mas é um modelo que tem algumas peculiaridades como o tamanho dos pneus.

O pneu traseiro já é uma medida conhecida do mercado after market pelo uso na Breakout, mas o pneu dianteiro é totalmente novo deixando o proprietário atrelado à fábrica e a seus dealers.

Isso já vem se tornando um problema para quem precisa trocar os pneus, pois o dianteiro vem tendo vida útil menor que a vida útil do pneu traseiro, além de ser curta: em média 12000 kms para o dianteiro e 15000 kms para o traseiro.

Quando você cota o pneu dianteiro para reposição no dealer, porque não encontra similar em outras marcas, vê valores absurdos (de R$2.500,00 a R$4.000,00) e não tem para pronta entrega.

E não é um problema recente: em agosto de 2018 já apareceu a primeira reclamação no site Reclame aqui sobre o tempo para entrega do pneu dianteiro.

E o problema vem se arrastando de tal forma que já existem proprietários usando pneu traseiro, cuja medida pode ser encontrada no mercado (o ME880 traseiro tem a mesma medida), no lugar do pneu dianteiro seja pelo menor valor ou seja por não ter o pneu para pronta entrega.

Vale a pena manter sua Fat Boy Twin Cam por mais algum tempo antes de trocar na Fat Boy M8 e ver como o problema será resolvido.


sexta-feira, 12 de abril de 2019

números da ABRACICLO 2018/2019

O ano de 2018 fechou e acabei não postando sobre os resultados das montadoras, portanto vou fazer um resumão de 2018 e primeiro trimestre de 2019.

A HDMC ficou mais uma vez atrás da BMW em 2018. A marca alemã produziu 8194 unidades e vendeu 7596 unidades, batendo a meta para 2018 (7500 unidades vendidas), mas ficando com um encalhe que ainda não tinha acontecido: 598 unidades.

A HDMC também bateu sua meta para 2018 (5500 unidades vendidas) com 5987 unidades vendidas e 5739 unidades produzidas, ficando pela primeira vez sem encalhe para 2019, motivo para a falta das tradicionais promoções de início do ano da HDMC.

Analisando o desempenho das duas montadoras é possível afirmar que a HDMC foi mais eficiente que a BMW dentro do mercado brasileiro.

O top ten da HDMC para 2018 mostra a Fat Boy (com duas versões de motorização) pegando o primeiro lugar da Iron 883, uma briga doméstica na família Touring entre Road Glide Ultra e Limited Ultra, o fator novidade falando alto nas vendas de Sport Glide e FXDR (lançadas em outubro) e o resultado muito fraco de Road King Classic (que no catálogo americano aparece apenas como Road King) e Street Glide.

Iniciando pelos micos Road King Classic e Street Glide: os dois modelos, juntando suas várias versões (Road King Classic e Police: Street Glide, Special e anniversary edition) conseguiram vender menos que a Softail Slim (modelo menos vendido dentro da família Softail). Road King Classic e Police venderam 101 unidades com 93 unidades produzidas e Street Glide, Special e anniversary edition venderam 84 unidades com 92 unidades produzidas, enquanto a Softail Slim vendeu 135 unidades com 121 unidades produzidas.

Vamos ao Top Ten HDMC Brasil: Fat Boy em primeiro com 964 vendas e 956 produzidas; Iron 883 com 823 vendas e 774 produzidas; Fat Bob com 797 vendas e 790 produzidas; Ultra Limited com 445 vendas e 431 produzidas; Road Glide Ultra com 416 vendas e 393 produzidas; Sportster 48 (que saiu do catálogo 2019) com 365 vendas e 295 produzidas; Softail Breakout com 280 vendas e 277 produzidas; Softail Street Bob com 246 vendas e 244 produzidas; Road King Special coom 227 vendas e 224 produzidas e Road Glide Special com 172 vendas e 161 produzidas.

Vale notar as vendas das novidades lançadas em outubro, e com apenas um trimestre de vendas,  FXDR (79 vendas que projetaria 316 vendas no ano) e Super Glide (69 vendas que projetaria 276 vendas).

Para finalizar 2018 vemos o resultado ruim para duas top ten de 2017: Sportster Roadster (terceira colocada) e Heritage (sétima colocada): tanto a Sportster Roadster quanto a Heritage venderam 170 unidades cada.

O primeiro trimestre de 2019 começa projetando números inferiores aos que fecharam 2018, normal para o primeiro trimestre. A HDMC vendeu 1179 unidades (projeção de cerca de 4700 vendas) e produziu 1379 unidades (projeção de cerca de 5500 unidades).

A BMW vendeu 1898 unidades (projeção de cerca de 7600 unidades) e produziu 2106 unidades (projeção de 8424 unidades).

Analisando os números referentes a produção do primeiro trimestre pode-se esperar que as metas para 2019 sejam igualar 2018.

O primeiro Top Ten da HDMC Brasil fica assim: Fat Boy com 315 vendas, Iron com 236 vendas, Fat Bob com 130 vendas, Road Glide Ultra com 83 vendas, Limited Ultra com 78 vendas, FXDR com 64 vendas, Sport Glide com 64 vendas, Street Bob com 47 vendas, Road King Special com 46 vendas e Breakout com 37 vendas.

As candidatas a mico do ano continuam sendo a Street Glide (15 vendas) e Slim (14 vendas).

Vale notar que a opção por duas motorizações da Fat Boy foi muito feliz pois alcançou a posição de best seller e mantém em 2019, a briga doméstica das Ultras (Road Glide e Limited) mostra uma divisão entre a "turma do tour pack", as duas novatas já mostram bem sua força ao assumir o sexto e sétimo lugares na lista e não se entende o motivo para a saída da Sportster 48 do catalogo 2019.

A saída das clássicas Road King e Heritage para dar lugar às darks Special e Sport Glide parece bem justificada, assim como a saída das Sportsters Custom e Roadster (que já vinham com números em decadência), mas nada justifica a saída de uma top ten para a entrada de uma nova motorização de um modelo best seller, no caso a Iron 1200 que em 2019 vendeu apenas uma unidade.