domingo, 1 de dezembro de 2019

Softail Low Rider S: herdeira das Dynas?

Quando a HDMC trouxe os novos M8 para a família Softail e decretou o fim da família Dyna muitas proprietários romperam com a HDMC.

A exclusão da família Dyna deixava muitos fãs inconformados por não encontrarem nada que pudesse ter o apelo da mítica FXR e sua sucessora Dyna, mas parece que isso mudou.

Desde o lançamento da Low Rider S eu venho lendo muitos elogios e projetos para a compra do modelo de proprietários de modelos da família Dyna.

Dan Morel já comprou a dele e disse que a HDMC acertou em cheio no modelo e quem conhece o Dan sabe que ele é bem apegado às tradições (atualmente tem uma Sporster Low 2006 e uma Dyna Evo 1999). Espero para breve o relato dele sobre a Low Rider S.

Enquanto o relato não vem e o meu pé não permite fazer test ride no modelo, vou transcrever a postagem do forista do Fórum Harley MarcioCVital fez ontem sobre o modelo, que pegou no dealer de BH.

Bom galera, acho que já dá pra colocar umas impressões da motoca...
Quem acompanha o fórum aqui a mais tempo sabe que eu tinha uma Dyna Street Bob (2015), e que acabei vendendo ela e ficando com uma Bonneville T100. Na época ponderei várias coisas e achei que ficar com a Bonnie foi uma decisão muito boa, curtia muito a moto mesmo e não tinha intenção de trocar por agora.
Mas foi ver a LRS e andar nela, e... Fudeu...
Não tinha andado nessas novas softails ainda, mas nas antigas eu já andei em praticamente todas... Na época do meu finado blog, o BHRiders, eu tinha acesso a todas as motos da CC e andei em praticamente todas as HDs que tinham aqui. Estou citando isso pra dar o contexto que essa é simplesmente a melhor HD que eu já andei. Acho que a HD se superou nessa, mas como sempre os caras vacilam em umas coisas bobas.
Vamos aos pontos:
Estética:
Achei a moto simplesmente linda! Pra quem gosta dessa linha Dark Custom então. Gostei muito do acabamento das peças, da pintura do tanque, da carenagem do farol. As rodas de liga com tom de cobre ficaram lindas. Bacana também o farol de Led e a lanterna traseira.
O velocímetro e contagiros ficaram bem legais no painel.
No geral devo mexer bem pouco na moto... Além das coisas que já alterei, não tem muito o que fazer mesmo, a moto é linda toda original.
Pontos negativos: As manetes prata destoam do conjunto (tanto que já troquei por pretas). O suporte da placa: podia ser embaixo da lanterna traseira (eu já entortei e deitei um pouco pra ficar menos feio).
Só com a chuva de ontem já deu aquela famosa infiltração de humidade no velocímetro, não dá pra entender como a HD não consegue selar essa merda direito... Foda-se, já vou acionar a garantia na semana que vem. (PS: a minha Bonnie tb tinha esse problema hahahaha, e minha Dyna tb, aliás, acho que toda HD tem isso).

Motor:
Forte pra karaleo esse 114. Tem um torque absurdo e vc tem que tomar cuidado pra moto não te jogar pra trás!
Ponto negativo: achei que a refrigeração líquida ia melhor a questão da temperatura, mas não, continua esquentando pra cacete! O escapamento tem som de kombi/fusca, então devo trocar as ponteiras e remapear, deve melhorar um pouco a temperatura e ter som de HD mesmo.

Câmbio:
Normal de HD, a primeira dá aquele tranco que parece que tá quebrando a moto!!! O neutro entrou bem fácil, sem problemas.

Freios:
Melhorou muito mesmo, nada daquele freio borrachudo das HDs que eu já andei. Achei que ela freia muito bem mesmo!

Ciclística:
Tb melhorou bastante! A moto é bem ágil na cidade e curva muito bem na estrada. Entrei em curvas a 120, 130 sentindo bastante segurança. Numa reta grande dei uma esticada, 180, 190 e a moto ficou bem estável, chegou fácil nessa velocidade inclusive.

Conforto:
Gostei bastante da suspensão e do banco. As pedaleiras são um pouco altas, mas não me incomodou. Talvez para uma pessoa mais alta não fique muito confortável, pois os joelhos vão ficar mais altos (tenho 1,72).
O guidão e riser pra minha altura ficaram bem bacanas tb, acho que nem vou mexer.

Acho que é isso! To apaixonado por essa moto!  [endoidei] [endoidei] [endoidei]
Qualquer dúvida é só falar!!!
  
Ele postou fotos da moto dele e realmente as mudanças estéticas que fez (descritas no post) ficaram muito boas.

A Low Rider S e as novas Tourings com seu Reflex™ Defensive Rider System (RDRS) prometem serem as estrelas para 2020. A Low Rider S já está cumprindo seu objetivo.

5.000 kms com a RKS

Muitas viagens com a família, três cirurgias (pé, cotovelo e joelho esquerdos) e poucos passeios de fim de semana se traduzem em quase dois anos de RKS e 5.000 kms rodados.

Embora continue usando a moto sempre que posso, meu uso passou a ser predominantemente urbano e de deslocamentos entre casa e trabalho. Certo que usar uma HD nesse perfil não é o mais indicado (a razão recomenda o uso de uma moto mais leve e econômica), mas essa é a fase atual.

A moto se comporta muito bem no trânsito urbano, tem um consumo semelhante ao consumo da minha antiga Fat Boy (12,5 km/l e 18 km/l - medido em apenas uma oportunidade) e se mostra bem confiável.

Gosto mais dela do que da CVO: é realmente uma Fat Boy "bombada" e dá muito prazer mesmo com esse perfil de uso.

Nesse tempo usei a garantia apenas uma vez por conta do regulador e fiz apenas duas revisões: a primeira na Rio HD com 1600 kms e agora a segunda ao completar treze meses da primeira revisão na marca de 5.000 kms com o Adriano.

O projeto dos M8 se mostra uma evolução em relação ao projeto do Twin Cam, e quanto mais eu uso a RKS mais me convenço do acerto do projeto, com uma parte elétrica bem mais resolvida para a tecnologia embarcada (ainda não tive problema com a bateria, mesmo sendo Moura!).

Em termos de manutenção preventiva nada diferente da manutenção das Twin Cam: troca de filtro e lubrificantes a cada 8.000 kms, reaperto e limpeza de contatos. 

Chamo a atenção para um detalhe que é bem diferente das Twin Cams em termos de manutenção: a inspeção das velas exige que se solte o tanque. A adoção de duas velas por cilindro deixou a posição da vela no cilindro traseiro bem difícil e sem levantar o tanque não tem jeito de usar a chave de vela.

Outro detalhe: as velas tem um desgaste bem maior do que nos Twin Cams. Enquanto passei dez anos apenas regulando eletrodo das velas na Fat Boy, na RKS já vi que será necessário trocar a vela na próxima revisão. E com a queima em menor intervalo, acredito que o uso de uma vela de iridium traga melhora no desempenho e na queima da mistura. Está na minha lista para a próxima revisão.

Atualizando os custos de uso com a compra e instalação do sissy bar/bagageiro (R$ 2.228,00), revisão (R$ 990,00) e lavagem (R$70,00) ainda assim o custo se manteve em R$ 2,09/km rodado (marca de 5.000 kms rodados).

RKS experimentou os serviços da TWC

Two Wheels Club (TWC) inaugurou em outubro e pretende ser uma opção na zona sul para lavar e cuidar da aparência da motocicleta.

Ainda em fase de implantação (apenas a lavagem e os serviços de polimento e revitalização estão funcionando), o TWC pretende ser um local para lavar a moto, beber uma cerveja enquanto aguarda a moto ficar pronta, além de barbearia e estúdio de tatuagem.

Existe a intenção de criar um "brechó" de peças usadas.

A RKS foi lavada no local, o resultado ficou muito bom e o local tem tudo para se tornar uma referência na zona sul para serviços de lavagem e bar temático.

Fica na Visconde de Silva 14, Botafogo.

segunda revisão da RKS

Em janeiro desse ano a Rio HD entrou em contato para agendar a revisão de um ano da moto. Na época alertei para o calendário de manutenção não estar atrelado a data da venda, mas sim ao período da manutenção.

Como tinha feito a primeira revisão (1600 kms) em 28/9/18, a segunda revisão marca intervalo de um ano ou 8000 kms, portanto somente após setembro de 2019, já perto da garantia terminar (dois anos da compra).

Com a proximidade do fim da garantia, e com a moto funcionando dentro da normalidade, decidi por não fazer a revisão na Rio HD e voltar a fazer a manutenção preventiva com o Adriano.

Em tempo: com a abertura da nova filial da Rio HD em Botafogo (rua Real Grandeza, 358) não existe mais a necessidade de ir até o Recreio para fazer manutenção, fazer pequenos reparos, colocar acessórios ou acionar a garantia. Tudo pode ser feito na filial de Botafogo, que ainda tem pouco movimento e, para quem não mora na Barra, Jacarepaguá ou Recreio, é excelente opção para usar os serviços autorizados HDMC.

Aproveitei que ia instalar o sissy bar e fiz a revisão, que já estava atrasada um mês em relação ao prazo previsto no calendário de manutenção preventiva, com o Adriano.

Na revisão pedi para verificar o nível do lubrificante da primária e caixa de marchas, pois surgiu um problema recorrente nos fóruns de passagem de lubrificante de um reservatório para o outro.

O lubrificante da caixa de marchas migra para a caixa primária deixando a primária com lubrificante em excesso e a caixa de marchas com nível abaixo do mínimo, prejudicando a lubrificação dos discos da embreagem e podendo causar desgaste que leve a troca.

Não aconteceu na minha moto, mas fica o alerta para verificar o nível do lubrificante da caixa em menor intervalo pois esse é caso de garantia e já existe uma solução que adota um kit de mangueira para evitar essa migração.

Aliás, a minha moto passou sem qualquer ocorrência dos problemas relatados no uso do M8 107. Nem tive problemas com a bomba de óleo (defeito recorrente que era motivo de troca sem qualquer questionamento) e nem problema de migração de lubrificante entre as caixas de marcha e primária.

O único problema, além do tradicional embaçamento do velocímetro, foi a troca do regulador.

Na revisão a moto sofreu reaperto (muitos parafusos frouxos), trocou óleo do motor e filtro de óleo, trocou óleo na primária e na caixa de marcha, trocou o fluído hidráulico nos freios dianteiro e traseiro assim como na embreagem hidráulica, limpeza na caixa de fusíveis e ajustou os eletrodos das velas, além da instalação do sissy bar/bagageiro.

Pneus calibrados e lavagem feita na Two Wheels Club (Rua Visconde de Silva, 14).

Moto está pronta para mais um ano ou 8.000 kms.

RKS recebeu um sissy bar

Blog parado por conta de uma viagem e uma cirurgia no pé, volto com as novidades da RKS.

A Silvana andou apenas uma vez na moto, reclamou que o banco "expulsa" o garupa e eu fiquei de comprar um sissy bar para resolver as eventuais voltinhas dela. Além disso, o sissy bar serve em viagens para prender a bolsa de viagem, no melhor estilo Fat Boy.

Pesquisei alternativas e entre o (alto) custo do acessório original HD e as opções entre importar de forma direta ou comprar um similar nacional, decidi pelo similar nacional.

A melhor opção nacional para guidões e sissy bar tem sido a Wings Custom. Bom preço, boa qualidade e facilidade de compra via internet, inclusive com parcelamento via cartão de crédito.

Depois de conversar com os diversos proprietários que optaram pela Wings, fiz contato via WhatsApp com a empresa e fiz a compra pelo site.

Optei pelo sissy bar e bagageiro destacáveis, com dock e parafusos inclusos: R$ 2.078,24 com frete.

Apenas para ilustrar: a cotação na Rio HD para o mesmo conjunto chegava em R$ 8.500,00 (instalação inclusa) e importar diretamente teria um custo de U$ 694,80 (docks U$164,95, sissy bar upright U$199,95, back rest passenger U$ 74,95, detachable luggage rack U$ 254,95), adicionando custos de frete, impostos e fazendo a conversão cerca de R$ 6.000,00.

A instalação demanda desmontar os suportes dos alforges e espadas.

O conjunto é bem acabado, tem bom encaixe e não vibra como vibrava o meu sissy bar na Fat Boy.

Abaixo vão umas fotos para ver como ficou.












segunda-feira, 21 de outubro de 2019

HD Brasil: catálogo 2020 no site

Ia passar desapercebido por mim, mas graças a um comentário de um leitor do blog (obrigado, Augusto) visitei o site da HD Brasil e já está publicado o novo catálogo para 2020.

Novamente temos um catálogo enxuto para enfrentar o mercado desaquecido e a confirmação das apostas publicadas por Dan Morel no seu blog e na coluna Minuto Motor: chegam a Low Rider S, a Heritage Classic em versão dark (sabe-se lá o motivo para chamar uma Heritage sem cromados de Classic) e a Road Glide Limited.

Deixaram o catálogo as Softails Slim e Street Bob, a Sportster 48 e a Road Glide Ultra.

O que o novo catálogo permite concluir: as Sportsters vão focar o fã interessado em ingressar no mundo HD: tem o menor preço de venda e não trazem mudanças significativas com exceção de pintura e acabamento dark.

As Softails mantém a receita de sucesso com a Fat Boy e Fat Bob com as motorizações 107 e 114, traz a motorização 114 nos modelos já habituais (Breakout, FXDR) e traz as "novidades" também com a motorização 114 (Low Rider S e Heritage Classic), mantendo a motorização 107 apenas na Deluxe e na Sport Glide. A saída da Softail Slim já era esperada no ano passado pela baixa participação nas vendas e vinha dando espaço para Street Bob (mesma plataforma de motor/caixa/quadro) de valor mais baixo. E agora a Street Bob dá lugar para a Sport Glide, novidade de mid-season, que mantém a mesma plataforma das finadas Slim e Street Bob, mas com preço mais "salgado".

Na família Touring é interessante notar a "morte" da primeira versão M8 lançada em 2017: o M8 107. Essa motorização segue em fabricação nos EUA (equipa a Electra Glide, a Street Glide e a Road King, todas na versão standard), mas no Brasil não vai mais equipar nenhum modelo (a versão M8 107 que equipa as Softails Fat Boy, Fat Bob, De Luxe e Sport Glide já é uma evolução dessa versão inicial).

Além da "morte" do M8 107, também vale a pena notar que a HDMC introduz o sistema de controle de tração com o sistema Reflex™ Defensive Rider System (RDRS – sistema que aumenta a segurança na pilotagem), um novo conjunto de tecnologias de controle de pilotagem para diversos modelos.

O RDRS representa um avanço na segurança e trata-se da mais nova geração de ABS Reflex trabalhando em conjunto com a ECU de forma a evitar não só o travamento da roda, mas manter a motocicleta tracionando em caso de emergência. Quem pilota HD sabe como faz falta o freio motor na parada de emergência.

Na família CVO, virão os dois modelos de motocicleta que foram apresentados nos EUA: Street Glide e Ultra Limited, os Trikes seguem fora do catálogo HD Brasil.

Ainda sem previsão de chegada nos shows rooms dos dealers no Brasil, o catálogo está disponível apenas no site.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Windshield: faz falta ou não?

Windshield é um acessório que costuma ser do tipo "ame ou deixe". Se o conforto para enfrentar viagens de longo curso e com velocidades de cruzeiro acima dos 100 km/h é bem conhecido, a quebra do estilo da motocicleta ao ver aquela "parede de vidro" é algo a ser evitável.

Temos o meio termo do windshield destacável que muitos usam normalmente, principalmente na família Touring da Harley-Davidson.

Além do windshield tradicional, também temos as carenagens de guidão que servem como anteparo do vento frontal e em alguns casos melhoram a aerodinâmica da motocicleta. É certo que para uma melhora sensível no arrasto provocado pelo vento frontal é preciso uma carenagem de área menor obrigando ao piloto ficar em uma posicão racer ao invés da tradicional posição custom que estamos acostumados nas HDs.

O tamanho da carenagem ou windshield tradicional será sempre inversamente proporcional ao ganho aerodinâmico, ou seja, quanto maior a "parede", maior será o conforto e menor será o ganho aerodinâmico.

E o uso? Como fica?

Eu experimentei usar o windshield tradicional e usei uma Street Glide por dois anos. Tem semelhanças, mas também tem diferenças.

A maior semelhança é o conforto que proporciona. Você pode acender um cigarro atrás de um windshield porque não existe vento frontal atingindo sua face (dependendo da altura do windshield). O uso proporciona menos cansaço em viagens longas por você não estar se "segurando" no guidão para enfrentar o vento frontal.

E a maior diferença é o prejuízo da visão próxima que eles proporcionam. O windshield tradicional atrapalha muito menos a visão do solo junto à roda dianteira que o morcegão, deixando mais fácil desviar de buracos e problemas de piso. No morcegão você está sempre vendo o piso cerca de dois metros da roda dianteira e muitas vezes isso atrapalha na hora de desviar.

Essa característica foi fundamental para voltar a usar uma moto sem morcegão: simplesmente não me adaptei à perda da visão próxima e o uso de uma bolsa de viagem "sentada" na garupa ameniza muito o confronto com o vento frontal.

Sem falar que a moto fica muito mais bonita sem o windshield.... Portanto se você preza mais o estilo que o conforto, esqueça o windshield.