quarta-feira, 22 de março de 2017

ABRACICLO: números do carnaval

Reza a lenda que o ano só começa após o carnaval, e parece que as montadoras levam isso a sério.

No segmento premium a produção é pífia nos dois primeiros meses: a BMW produziu 839 unidades, a HDMC produziu 738 unidades e a caçula Indian produziu meras 58 unidades.

Com esses números as estimativas para 2017 sobem ligeiramente: cerca de 5000 unidades para a BMW e cerca de 4500 unidades para a HDMC. A produção da Indian espelha cerca de 350 unidades para 2017, número que deve mudar.

Na comparação com 2016, este ano ainda não mostra grande recuperação no mercado, vez que os números estimados estão bastante parecidos com os resultados finais de 2016.

Na ponta da venda, as fábricas fecharam com seus dealers as seguintes vendas: BMW 779 unidades (previsão em cerca de 4700 unidades vendidas para 2017), HDMC 648 unidades (previsão em cerca de 3900 unidades vendidas para 2017) e Indian 72 unidades (previsão em cerca de 450 unidades vendidas para 2017), mostrando também que os números seguem muito próximos dos resultados de 2016.

O top ten do carnaval da HDMC mostra a desova dos estoques das Dynas e o sucesso inicial de vendas dos novos M8.

Ficou assim: Breakout (em promoção) com 95 unidades, Fat Special (também em promoção) com 79 unidades, Iron com 76 unidades, Fat Bob (queimando estoques) com 75 unidades, Ultra Limited (já aparecendo na quinta posição com o novo M8) com 53 unidades, Roadster (olha a "novidade" da HDMC) com 43 unidades, Street Glide Special (outra com motor M8) com 39 unidades, Street Bob (também queimando estoques) com 35 unidades, Sportster 48 com 30 unidades e Heritage Classic com 28 unidades. Menção para a Road King Classic que aparece no décimo primeiro lugar com 21 unidades vendidas (outro com motor M8).

Com base nos números do carnaval, acredito que mude pouca coisa no mercado premium: a BMW e HDMC seguem liderando e a Indian fazendo esforço para se desligar das "marcas menores" do segmento.

Também podemos esperar que o M8 tenha uma boa participação nas vendas da HDMC, não só na família Touring, mas também nas CVOs que já contam com 12 unidades vendidas (a preços nunca antes imaginados por ninguém....). A esperada Road King Special deve alavancar as vendas do M8 no final do ano, garantindo um bom ano de estréia para o novo motor da HDMC.

Acredito no potencial da Roadster (deve tirar o lugar da Sportster 48) e penso que as Dynas só não terão um ano pior devido as prováveis promoções que serão feitas. Carregar o "vovô" TC96 é um peso que nenhuma HD merece... Sem falar que o preço não pode baixar muito por conta dos valores praticados na família Sportster... Ou seja, as Dynas estão entre a cruz e a espada nesse ano de 2017 e espero que o Salão Duas Rodas traga o motor TC103 como novidade para a família Dyna.

segunda-feira, 13 de março de 2017

HOG Rally Foz: inscrições esgotadas

Desde sábado (11/3) o site oficial do evento já informa que os passaportes já estão esgotados.

Para os interessados que não compraram o passaporte resta a lista de espera, ou comprar de um amigo que tenha desistido.

É bom lembrar que os passaportes comprados de pessoas que desistiram do evento só poderão ser retirados mediante apresentação da carteira HOG.

A organização também terá uma lista de espera uma vez que nem todos os interessados chegam a confirmar pagamento, mas contatos apenas via telefone indicado na página do evento.

sexta-feira, 3 de março de 2017

HOG Rally Foz: divulgado preço das acomodações nos hotéis parceiros


O HOG RJ divulgou planilha na sua página de Face Book com os preços das diárias dos hóteis parceiros (veja aqui)

O hotel que sedia o evento, o Mabu Thermas Grand Resort, tem preços de R$689 (single) e R$968 (duplo).

O hotel da mesma cadeia do hotel do evento, o Mabu Interludium, tem preços mais acessíveis: R$209 para o single e R$241 para o duplo, mas a página oficial do evento já mostra esse hotel como esgotado.

Os demais hotéis tem os seguintes preços: Wish Resort variando entre R$630 e R$840 para o single e entre R$680 e R$890 para o duplo: o Recanto tem preços variando entre R$805 e R$1000 para o single e entre R$805 e R$1015 para o duplo; e o Bourbon tem preços de R$584 para o single e R$687 para o duplo.

Verificando a planilha disponibilizada pelo HOG RJ, nota-se que foram os valores foram negociados e representam reduções em relação aos preços cheios das acomodações.

São preços menores aos encontrados hoje (3/3/17) no Trivago: o Wish tem o quarto duplo por R$669 (menor preço HOG R$680), o Bourbon tem o quarto duplo por R$850 (preço HOG R$687) e o Recanto já não aceita reservas.

Já li comentários nas redes sociais afirmando que os hotéis parceiros teriam majorado seus preços para o evento e a pesquisa desmente esses comentários. É certo que os hotéis parceiros não estão entre os mais baratos em Foz do Iguaçu (pesquisando hoje no Trivago ainda é possível achar hotel na cidade com diárias começando em R$150), mas pela pesquisa os hotéis parceiros nunca estiveram entre os mais baratos.

A título de curiosidade, minha filha esteve passando este carnaval em Foz do Iguaçu e recomenda muito bem o Wish, com facilidades muito além de um mero quarto limpo para dormir. Acredito que os demais hotéis parceiros ofereçam o mesmo padrão.

Cabe a quem decidir participar do evento encontrar a melhor opção para seu bolso, uma vez que a hotelaria faz diferença no orçamento.

quarta-feira, 1 de março de 2017

HOG Rally Foz do Iguaçu: inscrições abertas




As inscrições para o principal evento HOG do ano já estão abertas (você pode consultar o site aqui).

Na abertura da postagem está uma foto com os valores para o evento e no site você recebe sugestões de hotéis para a hospedagem.

Detalhe nas sugestões: se decidir por uma das sugestões, somente poderá fazer reserva após a compra do passaporte. A organização do evento envia um relatório com os participantes diariamente para os hotéis e somente mediante a confirmação de que está participando que a reserva é liberada.

Eu fiz uma pesquisa rápida e o hotel do evento (Mabu Thermas Grand Resort) e seu coligado (Mabu Interludium) não estão aceitando reservas para a data do evento. Nos demais (Bourbon, Wish e Recanto) o site Trivago tem preços variando entre R$650,00 e R$850,00 por noite (quarto duplo).

A programação divulgada mantém o formato conhecido: chegada no dia 7/9 com Welcome Drink e festa na piscina do Hotel do evento; no dia 8/9 a programação prevê passeio ao parque das Cataratas do Iguaçu, almoço, confraternização e festa temática: no dia 9/9 temos a Flag Parade seguida de almoço e no 10/09 dispersão e início da volta.

O Rally não está na programação, mas os riding games devem ocorrer na tarde do dia 8/9. Não foi divulgado nenhuma atração para a festa temática.

Para sair do Rio, participar do evento, hospedar-se nos hotéis sugeridos e tomar uma cerveja eu estimo um orçamento perto dos R$5.500,00/casal.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CVO completa o primeiro ano comigo

Em 10.02.2016 a CVO passou a morar na minha garagem.

Comprei a moto com perto de 5000 kms rodados e esse passou a ser o marco inicial dela.

Os primeiros seis meses foram de aprendizado e adaptação ao comportamento da moto (cheguei a fazer uma comparação em abril - veja aqui - e no fim de 2016 - veja aqui).

Já os seis meses seguintes foram praticamente de uso exclusivo, tanto que decidi pela venda da Fat Boy por ela ficar parada durante muito tempo na garagem.

Com um ano a moto anota 8700 kms no odômetro, a maior parte rodada no segundo semestre.

A moto apontou uma pane elétrica em março e visitou a oficina do dealer pela primeira vez: era o chicote traseiro direito que rompeu o isolamento e fechou curto.

Em agosto foi feita a revisão anual, com atraso (veja aqui), em setembro foi trocada a bateria (veja aqui) e surgiu o erro P0031, que obrigou a uma troca do sensor de O2 (novidade para mim pois a Fat não tinha sensor de O2) e melhorou muito a performance dela, tanto que até agora não me animei a remapear como pretendia.

Fiz muito poucas alterações para adaptar a ergonomia da moto (instalei as highway pegs e nada mais), desisti do encosto lombar por me obrigar a trocar o banco original (coisa que não quero fazer pois gosto do estilo da moto como está) e até agora não me decidi pela troca das ponteiras para não me obrigar a usar o infotainment em um volume mais alto.

A customização de fábrica que vem com os modelos CVO se mostra muito bem feita pois até mesmo as mudanças que planejava fazer ainda não saíram do papel por ela estar me agradando do jeito que está.

O motor TC110 esquenta, mas a solução da refrigeração híbrida em conjunto com o radiador de óleo e o modo parade se mostraram satisfatórias para encarar o verão carioca (mas continua dissipando muito calor, não se animem).

O único senão da CVO continua sendo o morcego, acessório muito útil na estrada, mas que custa uma adaptação do piloto para o uso urbano com a perda da visão próxima. Esse "calo" é algo a conviver ou desistir da moto: por enquanto estou convivendo porque gosto muito do conforto do infotainmet, mas não deixo de ter pensamentos impuros com a Indian Chieftain e com a nova Road King Special.

Não planejo voltar à usar os serviços da oficina do dealer, não porque tenha queixas. O atendimento foi sempre muito bom, o preço foi um pouco acima do que costumo pagar, mas a distância obriga a perder pelo menos um dia para levar e buscar a moto no Recreio e sempre fui muito bem atendido pelo Adriano na sua oficina em Botafogo.

Também não pretendo levar o plano de manutenção que a HDMC Brasil vem recomendando (notem que a recomendação de revisão a cada 8000 kms ou um ano de uso é exclusiva para o Brasil). Pretendo voltar ao plano de manutenção de revisão por quilometragem, fazendo uma transição quando a moto completar o segundo ano.

Essa transição vai ser uma troca lubrificantes e filtro, o que deve acontecer provavelmente perto dos 10000 kms (conforme a minha média de uso atual), deixando a revisão completa para quando completar a marca de 16000 kms (provavelmente em 2018).

Outro detalhe é acompanhar a vida útil da bateria Moura (a segunda em menos de dois anos contando com a original) para decidir sobre a próxima compra. No ritmo atual essa bateria deve durar mais do os 15 meses iniciais (de junho 2015 a setembro/2016) e se conseguir completar mais de dois anos sem problemas devo manter a marca pelo custoxbenefício.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

assuntos recorrentes: primeira moto, primeira HD, upgrade de moto, upgrade de HD, escolhendo a sua HD

Assunto recorrente em qualquer fórum de proprietários e que sempre me consultam é como começar no "mundo Harley".

Antes de mais nada vale sempre a pena lembrar uma postagem do Bayer de 2011, onde ele desmistifica vários (pré)conceitos existentes: então antes de mais nada leiam aqui.

Com essa postagem na cabeça vamos separar os três tipos de iniciantes no "mundo Harley": temos o sujeito sonhador que nunca andou de moto e sempre teve o sonho de ter a sua HD para "viver a liberdade"; temos o sujeito que já construiu uma vida confortável e quer se dar ao "luxo de ter uma HD" para completar o portfólio; e temos o sujeito experiente em duas rodas e que decidiu "finalmente dar uma chance para a HD" porque não quer abrir mão de andar de moto apesar da violência urbana.

Esses três tipos têm em comum a total falta de experiência com as HDs e vem com todo um repertório de ideias que dificilmente se concretizam quando apertam o starter da sua HD.

Quem é leitor do blog sabe que sou adepto em adquirir experiência com máquinas menores (podem recordar lendo aqui), mas normalmente o "sonhador" e o "realizado" não tem paciência para adquirir a experiência gastando tempo em motos menores e buscam logo realizar o sonho ou completar o portfólio, normalmente comprando uma HD zero que eles considerem "ideal".

Já o "experiente" tende a se considerar apto para pilotar qualquer motocicleta, independente das diferenças que existem entre elas.

E mesmo assim sempre aparece aquela pergunta: "qual a HD que devo comprar?"

Eu só posso responder pela minha experiência e pela minhas necessidades de ergonomia: posso dizer que dei muita sorte em ter começado pela Fat. Depois de experimentar várias motos, de todas as famílias HD (até na Night Rod eu andei em um test drive no Rio Harley Days), eu posso dizer que as softails são a minha primeira escolha para entrar no mundo HD. As softails tem uma ciclística neutra, um motor balanceado e suspensões que absorvem bem as irregularidades, poderiam ter freios duplos na dianteira, mas ninguém é perfeito. 

A minha preferida no catálogo 2017 é a De Luxe, pela ótima ergonomia; em seguida pensaria em uma Fat Special, também pela ergonomia; A Heritage nunca me agradou pelos acabamentos nos bancos, mas é a melhor escolha para quem pretende andar garupado e não compraria a Breakout pelas diversas adaptações necessárias para melhorar a ergonomia, apesar de ser fã da linha FX.

Pensando em trocar de moto, vindo de uma softail, começa a dúvida: eu acabei em uma touring, mas levei algum tempo para me ajustar à diferença de peso e a inércia decorrente desse aumento de peso. Uma vez adaptado, não penso em voltar para as softails por mais que a experiência com a Fat tenha sido muito boa.

As tourings são muito divertidas quando estão rodando, mas o peso cobra na hora de manobrar sem motor, assim como nas manobras urbanas (corredores). Depois que a gente se adapta acha tudo normal e vê que o mundo é muito melhor em uma touring que numa softail, mas essa não é uma moto para iniciante.

Escolher uma Sportster ou uma Dyna vindo de uma softail é uma questão de objetivo: se você pretende uma moto mais leve, pense na Sportster, se acostumou e gosta do peso das softails, pense em uma Dyna. A minha tendência é escolher uma Sportster 48 seja pelo estilo, seja pelo motor 1200. Não penso nas Dynas enquanto mantiverem o TC96: não vale a pena comprar uma moto nova que já está completamente defasada em relação ao resto do mundo, mas se o TC103 já estivesse nelas minha escolha é pelo "mico" Low Rider: sou fã do estilo e a ergonomia é ótima para o meu tamanho.

Tanto Sportster quanto as Dynas tem ótima performance nos circuitos urbanos (leia-se "corredores") e acompanham normalmente o ritmo das softails (se não andarem na frente) na estrada. Os problemas das duas famílias são conhecidos: a Sportster evoluiu no quesito freio e suspensão, mas continua sendo uma moto para andar sem garupa e a Dyna continua seu rebolado, merecendo adaptações para dar mais conforto para a garupa. Dá para começar a vida em uma das duas, mas vai passar por alguns sustos que não passaria se estivesse de softail.

As VRSC nunca foram minha escolha, vira e mexe sequer comento sobre elas, mas é uma moto para quem gosta de arrancar forte. Gosto mais da Night Rod que da Muscle, inclusive pela melhor ergonomia.

Enfim, seria um "downgrade" sair da minha Fat para uma 48? Foi um "upgrade" sair da minha Fat para a CVO?

Nenhum nem outro... apenas troquei de HD porque a oportunidade apareceu e a CVO me agradou desde seu lançamento em 2015: vestiu bem no "ass test" e confirmou as expectativas depois que me adaptei ao seu peso (ainda falta resolver o assunto "morcego"). Foi uma boa troca.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

HOG Rally 2017: Foz do Iguaçu

O evento HOG deste ano já foi anunciado e será realizado em Foz do Iguaçu. A curiosidade é que o primeiro HOG Rally foi realizado em Foz do Iguaçu.

As vendas dos pacotes se iniciam em março, o evento será realizado no feriado de sete de setembro e o modelo do evento deve ser o já consagrado pela HDMC Brasil: recepção, Rally, almoço, jantar, premiação e dispersão, sem grandes atrações além do encontro e das atividades em torno da marca.

Não foi divulgado custo para o passaporte e nem os hotéis que serão sugeridos.

Quem tiver interesse já pode se programar, procurando acomodação e marcando suas férias porque do Rio até Foz serão dois dias de viagem, três dias de evento e outros dois dias de viagem.

Conforme forem divulgados os detalhes, vou postando.