quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pneus IV: Metzeler completam 10.000 kms

Os pneus Dunlop originais tem uma reputação muito ruim na chuva, mas tem grande durabilidade: eu consegui rodar 43000 kms com o dianteiro original e a metade com o pneu traseiro original.

Por conta da boa reputação de aderência no piso molhado que os Metzelers tem, fiz a opção por eles quando troquei o jogo de pneus. Mas como não existe almoço grátis, sempre disseram que a durabilidade deles seria menor que a durabilidade dos Dunlops.


Bom, esse jogo de pneus alcança a marca de 10000 kms rodados, o que representaria meia vida nos pneus Dunlops e continuam mantendo um desgaste bem parecido com os originais.

Na foto acima está o pneu dianteiro: sulcos bem profundos, sem mostras de estar "quadrado" ou sem mostras de deformações irregulares.





E na foto acima o pneu traseiro, já mostrando sulcos menos profundos, mas com bastante borracha. Detalhe para a marca na banda de rodagem mostrando os efeitos em rodar com 4 libras abaixo da calibragem recomendada.`


Pela diferença de custo entre as marcas, os Metzelers já se mostram uma solução bem melhor que a troca mantendo os Dunlops e pelo exame visual parece que irão durar tanto quanto os originais, desmentindo a fama de pneus menos duráveis.


Sobre o uso desses pneus, até agora vem sendo uma experiência bem melhor que os quilometros rodados com os Dunlops. O perfil mais agudo me obrigou a baixar a calibragem para deixar a banda de rodagem parecida com o Dunlop (que me agrada mais) e até o momento não apresenta deformação que condene a prática.


Outro detalhe interessante foi a minha dificuldade em me adaptar à maior velocidade de saída de curva que esses pneus permitem, mas depois que acostuma fica muito bom.


Vamos ver até onde irão esses pneus e se os relatos de que a partir de agora a deterioração será mais acelerada.

HD 110: muito cedo para pensar nisso?

Já postei sobre a divulgação da data referente à festa em Milwaukee dos 110 anos da HDMC, e surgem sempre os comentários "eu vou", "ainda é cedo", "nem sei se estarei andando de moto"... e assim por diante.

Eu irei e já comecei os preparativos. Mas como assim preparativos? Ainda falta mais de um ano!

Sim preparativos. O evento é quinquenal e a cada edição agrega cada vez mais pessoas, tanto é assim que a HDMC vai comemorar o aniversário em vários locais do mundo e em várias épocas, com o mesmo padrão dos Harley Days que iniciaram no ano passado.

Acomodações, roteiros, como ir, quanto dinheiro poupar... Tudo isso fica mais fácil se você se planeja com antecedência. O aluguel da motocicleta pode ser feito de várias formas, as reservas para acomodações já foram liberadas (e não existe mais lugar na cidade) e em breve a parte aérea será liberada para reservas.

As operadoras de mototurismo começam a liberar seus pacotes e servem tanto com referência quanto como solução para o planejamento.

O colega de grupo do Facebook, Dan Morel, deixou um texto muito interessante sobre isso no seu perfil (um post no blog que é colaborador) e vale a leitura: http://brosbikers.com.br/harley-110th-anniversary-dos-donts/ .

Minha opção foi a do calouro: vou com operador de mototurismo, a Brazil Bike Travel porque é sempre bom aprender com a experiência dos outros.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nova edição do curso de orientação para pilotagem em grupo

Os passeios do HOG Rio continuam agregando cada vez mais calouros no trem e, mantendo o projeto visando a segurança no trem, já marcou a segunda edição do curso de pilotagem em grupo: com os mesmos instrutores, Artur Albuquerque e Fernando Tanure, e acontecendo na próxima sexta 2/3 na loja Rio HD (av. das Américas 14800).

Inscrições podem ser feitas pelo Facebook: https://www.facebook.com/events/195247667243405/

Enquanto isso, no Centro de Distribuição do Rodo Anel, nada de peças...

Se as novidades HD 2012 se mostram um best seller, não se pode dizer o mesmo da logística de distribuição de peças da HDMC.

Promessa de pronto atendimento para reposição de peças, sejam elas em garantia ou não, ainda está longe de ser cumprida.

O Centro de Distribuição funciona mal e são várias motos aguardando solução de problemas de garantia, notadamente para atender substituição de reguladores de voltagem que vem apresentando seguidos problemas.

Os dealers estão sendo obrigados a serem "imaginativos" para contornar a situação criada pela péssima reposição de peças.

Cada vez mais se escutam os comentários que o antigo dealer realmente não era o único culpado pelo péssimo serviço de pós-venda.

Como sempre, vamos aguardar e torcer pela normalização do problema, lembrando sempre que o direito do consumidor é uma alternativa que deve ser usada em casos de longas paradas em oficina.

Chegaram (e já se foram) quase todas as novidades de 2012

Estive na loja Rio HD na última sexta e voltei no dia seguinte...

Fiquei impressionado com a demanda reprimida pelas novidades do catálogo 2012.

Chegaram quase todos os modelos (faltam aparecer no salão as Ultra Limited e Dyna Switchback) e não se encontra nenhuma unidade para pronta entrega.

Na sexta 24/02 estavam sendo colocadas no salão Blacklines (6), Fat Bob (1), Street Glide (1) e V-rods 10th Edition (3), todas de um lado do salão de vendas.

No sábado 25/02 sai da loja para o passeio do HOG RJ às 9h30 e somente duas V-Rods ainda não tinham dono. A rapidez das negociações foi realmente impressionante. Só via os vendedores colocando nos bancos o tradicional aviso de "por favor não sente. Moto vendida".

A fila de espera segue aumentando, os fretes deixaram de ser rodoviários (espera de 28 dias em média) e passaram a ser áereos (espera de 7 dias em média). Vamos ver a próxima remessa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Qual o momento para trocar de moto?

Tem sempre alguém que me pergunta se já é hora de trocar de moto. Tem vários critérios, mas os dois principais são vontade e condição para isso.

Se você está na pilha de trocar de moto e tem como fazer isso, já está respondida a sua pergunta: troca!

Motivos para trocar de moto são todos válidos desde que você preencha os dois requisitos acima.

Eu posso citar um monte de motivos para justificar a troca da minha moto: comprar uma com menos quilometros, em breve terei de gastar mais na manutenção devido desgaste de pneus, o seguro está acabando, procurar uma HD com ABS, usar uma HD com motor maior, pensar em uma HD com uma garupa mais confortável e por aí vai. Todos excelentes pretextos para trocar, mas não quero trocar de moto: portanto não é a hora de trocar de moto.

A HD muda muito pouco ao longos dos anos e racionalmente eu indico como motivos obrigatórios para uma troca de moto a perda de confiabilidade na moto (caiu ou tem um defeito crônico que não se resolve) ou custo de manutenção começando a ficar muito alto para o bolso.

Nessas situações, você perde a vontade de continuar com aquela moto e aparece o primeiro dos dois requisitos: vontade de trocar de moto.

E com o aparecimento do primeiro, o segundo se resolve: arruma financiamento, vende algo além da moto e etc.

Esse é o momento para trocar de moto (ou carro, ou casa ou que quer que seja).

domingo, 12 de fevereiro de 2012

PHD Natal: moto entregue, mas o descaso prossegue sem sanção

Pela leitura do blog do PHD Roque (http://wilsonroque.blogspot.com/2012/02/denuncia-de-maus-tratos-uma-lenda_11.html) já se sabe que a moto foi realmente entregue.

Nessa postagem existe um link para o perfil do PHD Natal onde se vê que apesar de entregue, o serviço não foi feito como se espera, uma vez que uma oficina com autorizada, com mecânicos treinados na fábrica, realizou esse serviço.

Ainda se nota sujeira da viagem ao Peru, detalhes de ferrugem e o comentário infeliz do gerente de oficina afirmando ser normal a oxidação só mostra mais uma vez o despreparo dessa oficina.

A minha moto é lavada de uma a duas vezes por ano, roda no litoral (Rio de Janeiro) e não apresenta oxidação nos locais apontados nas fotos pelo PHD Natal. Essa oxidação não acontece por acaso: ela acontece devido ao péssimo tratamento reservado às motocicletas que ficam na oficina do dealer campineiro aguardando a boa vontade do dealer em realizar o serviço.

E depender da boa vontade de um profissional só marca o amadorismo desse profissional, e como diz o Pedrão em seu blog Infernais, se é para fazer mesbla, eu mesmo faço!

Eu, e vários outros proprietários de HD, continuo esperando que a HDMC tome uma providência no sentido de exigir que seus dealers sejam realmente profissionais para que aqueles que não gozam do tratamento destinado aos amigos dos funcionários do dealer ou simplesmente não gratificam além do (alto) preço cobrado pelas oficinas autorizadas.

Aceito que a fábrica tenha seus problemas de desembaraço de peças e que isso possa acarretar algum atraso, mas não acredito que um problema de 111 dias possa ter sido resolvido na décima parte do tempo de espera apenas com a solução do fornecimento das peças.

Não fosse a grande pressão exercida pela comunidade de proprietários, provavelmente o PHD Natal ainda seguisse com sua moto na oficina.

Inadmissível que seja preciso "socar a mesa" para receber um tratamento profissional quando se sabe que muitas vezes peças são retiradas de motos zero para atender um "cliente preferencial" do dealer.

Se a HDMC não lembra da famosa frase "if I have to explain, you wouldn´t understand", eu faço questão de lembrar: significa que os consumidores de seus produtos (incluindo os produtos Harley-Davidson life style) são mais exigentes que a média dos consumidores de bens de consumo duráveis porque esses consumidores não são apenas consumidores, são fãs de um mito que se formou ao longo de 110 anos.

Se a fábrica deseja manter vivo o mito no Brasil precisa retomar o caminho do profissionalismo prometido durante a "campanha fora Izzo".

Os srs. Rocco (responsável HDMC para a América Latina) e Longino (responsável HDMC para o Brasil) precisam afinar o discurso e cobrar de seus auxiliares providências para o funcionamento esperado de uma empresa como a Harley-Davidson Motorcycles.