sábado, 4 de maio de 2019

Fat Boy renovada: problema com reposição de pneus

Sempre que um modelo novo aparece no mercado ou a fábrica decide "renovar" um modelo tradicional na busca de novos mercados se imagina que a reposição de partes e peças de desgaste por uso tenha sido equacionada.

Com a nova Fat Boy parece que a HDMC equacionou mal a reposição de pneus.

A Fat Boy é um modelo tradicional, nascida em 1990 pela mão de Willie G Davidson, imortalizada por Arnold Schwarzenegger no filme Exterminador do Futuro e que vem sendo modernizada conforme as pesquisas de mercado que a HDMC faz.

O modelo atual foi lançado em 2018 e é totalmente novo em relação ao modelo tradicional da década de 90 e o modelo renovado em 2007, ou seja, não existe equivalência entre as unidades que são maioria no mercado e as novas unidades vendidas a partir de 2018 e isso traz um problema para quem precisa de peças de reposição pois o mercado after market ainda não se encontra preparado para atender demandas específicas, exceto escapes.

É certo que a Fat Boy compartilha várias peças de reposição com outros modelos da família Softail lançada em 2018, mas é um modelo que tem algumas peculiaridades como o tamanho dos pneus.

O pneu traseiro já é uma medida conhecida do mercado after market pelo uso na Breakout, mas o pneu dianteiro é totalmente novo deixando o proprietário atrelado à fábrica e a seus dealers.

Isso já vem se tornando um problema para quem precisa trocar os pneus, pois o dianteiro vem tendo vida útil menor que a vida útil do pneu traseiro, além de ser curta: em média 12000 kms para o dianteiro e 15000 kms para o traseiro.

Quando você cota o pneu dianteiro para reposição no dealer, porque não encontra similar em outras marcas, vê valores absurdos (de R$2.500,00 a R$4.000,00) e não tem para pronta entrega.

E não é um problema recente: em agosto de 2018 já apareceu a primeira reclamação no site Reclame aqui sobre o tempo para entrega do pneu dianteiro.

E o problema vem se arrastando de tal forma que já existem proprietários usando pneu traseiro, cuja medida pode ser encontrada no mercado (o ME880 traseiro tem a mesma medida), no lugar do pneu dianteiro seja pelo menor valor ou seja por não ter o pneu para pronta entrega.

Vale a pena manter sua Fat Boy Twin Cam por mais algum tempo antes de trocar na Fat Boy M8 e ver como o problema será resolvido.


sexta-feira, 12 de abril de 2019

números da ABRACICLO 2018/2019

O ano de 2018 fechou e acabei não postando sobre os resultados das montadoras, portanto vou fazer um resumão de 2018 e primeiro trimestre de 2019.

A HDMC ficou mais uma vez atrás da BMW em 2018. A marca alemã produziu 8194 unidades e vendeu 7596 unidades, batendo a meta para 2018 (7500 unidades vendidas), mas ficando com um encalhe que ainda não tinha acontecido: 598 unidades.

A HDMC também bateu sua meta para 2018 (5500 unidades vendidas) com 5987 unidades vendidas e 5739 unidades produzidas, ficando pela primeira vez sem encalhe para 2019, motivo para a falta das tradicionais promoções de início do ano da HDMC.

Analisando o desempenho das duas montadoras é possível afirmar que a HDMC foi mais eficiente que a BMW dentro do mercado brasileiro.

O top ten da HDMC para 2018 mostra a Fat Boy (com duas versões de motorização) pegando o primeiro lugar da Iron 883, uma briga doméstica na família Touring entre Road Glide Ultra e Limited Ultra, o fator novidade falando alto nas vendas de Sport Glide e FXDR (lançadas em outubro) e o resultado muito fraco de Road King Classic (que no catálogo americano aparece apenas como Road King) e Street Glide.

Iniciando pelos micos Road King Classic e Street Glide: os dois modelos, juntando suas várias versões (Road King Classic e Police: Street Glide, Special e anniversary edition) conseguiram vender menos que a Softail Slim (modelo menos vendido dentro da família Softail). Road King Classic e Police venderam 101 unidades com 93 unidades produzidas e Street Glide, Special e anniversary edition venderam 84 unidades com 92 unidades produzidas, enquanto a Softail Slim vendeu 135 unidades com 121 unidades produzidas.

Vamos ao Top Ten HDMC Brasil: Fat Boy em primeiro com 964 vendas e 956 produzidas; Iron 883 com 823 vendas e 774 produzidas; Fat Bob com 797 vendas e 790 produzidas; Ultra Limited com 445 vendas e 431 produzidas; Road Glide Ultra com 416 vendas e 393 produzidas; Sportster 48 (que saiu do catálogo 2019) com 365 vendas e 295 produzidas; Softail Breakout com 280 vendas e 277 produzidas; Softail Street Bob com 246 vendas e 244 produzidas; Road King Special coom 227 vendas e 224 produzidas e Road Glide Special com 172 vendas e 161 produzidas.

Vale notar as vendas das novidades lançadas em outubro, e com apenas um trimestre de vendas,  FXDR (79 vendas que projetaria 316 vendas no ano) e Super Glide (69 vendas que projetaria 276 vendas).

Para finalizar 2018 vemos o resultado ruim para duas top ten de 2017: Sportster Roadster (terceira colocada) e Heritage (sétima colocada): tanto a Sportster Roadster quanto a Heritage venderam 170 unidades cada.

O primeiro trimestre de 2019 começa projetando números inferiores aos que fecharam 2018, normal para o primeiro trimestre. A HDMC vendeu 1179 unidades (projeção de cerca de 4700 vendas) e produziu 1379 unidades (projeção de cerca de 5500 unidades).

A BMW vendeu 1898 unidades (projeção de cerca de 7600 unidades) e produziu 2106 unidades (projeção de 8424 unidades).

Analisando os números referentes a produção do primeiro trimestre pode-se esperar que as metas para 2019 sejam igualar 2018.

O primeiro Top Ten da HDMC Brasil fica assim: Fat Boy com 315 vendas, Iron com 236 vendas, Fat Bob com 130 vendas, Road Glide Ultra com 83 vendas, Limited Ultra com 78 vendas, FXDR com 64 vendas, Sport Glide com 64 vendas, Street Bob com 47 vendas, Road King Special com 46 vendas e Breakout com 37 vendas.

As candidatas a mico do ano continuam sendo a Street Glide (15 vendas) e Slim (14 vendas).

Vale notar que a opção por duas motorizações da Fat Boy foi muito feliz pois alcançou a posição de best seller e mantém em 2019, a briga doméstica das Ultras (Road Glide e Limited) mostra uma divisão entre a "turma do tour pack", as duas novatas já mostram bem sua força ao assumir o sexto e sétimo lugares na lista e não se entende o motivo para a saída da Sportster 48 do catalogo 2019.

A saída das clássicas Road King e Heritage para dar lugar às darks Special e Sport Glide parece bem justificada, assim como a saída das Sportsters Custom e Roadster (que já vinham com números em decadência), mas nada justifica a saída de uma top ten para a entrada de uma nova motorização de um modelo best seller, no caso a Iron 1200 que em 2019 vendeu apenas uma unidade.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

HD Brasil encolhendo seu catálogo

Devagar e sem muita propaganda a HD Brasil vem encolhendo o catálogo disponível para venda no Brasil.

Consultando o site já vemos que a família Sportster perdeu a 48 e a Custom que estavam no ano passado fazendo companhia as duas versões da Iron.

Na família Softail chegou a Super Glide com grande divulgação e a Heritage Classic saiu de fininho este mês.

E na família Touring a Road King Classic já abandonou o catálogo desde fevereiro.

Não se trata de uma decisão global pois os modelos ainda constam no catálogo USA, mas sim de uma decisão da filial brasileira indicando que não quer "brigas domésticas" para poder concentrar esforços nos modelos que foram lançados por último nas famílias Sportster (Iron 1200) e Softail (Sport Glide).

A saída da Road King Classic já era esperada por mim devido ao fraco desempenho de vendas frente a "irmã" Road King Special.

Com isso a linha HD Brasil fica menos "clássica" e mais "dark".

quinta-feira, 28 de março de 2019

e o Custom 500 vai ser aposentado

O Custom 500 é meu "companheiro" há quase 5 anos.

Nesse tempo laceou muito pouco, nunca caiu no chão, tem algumas marcas de pancadas em paredes e o forro, mesmo mantendo a limpeza e higienização, está se desfazendo.

Na comparação com outros capacetes, ele se mostrou um produto melhor que os Nolan N-43 e N-44 em termos de laceamento (o Custom 500 começou bem justo, sendo necessário uma adaptação na forma da cabeça), a pintura sobreviveu bem ao tempo de uso (ficava preso na moto sempre que chegava em casa) e o estado geral era razoável.

O que incomoda mesmo são os pedaços do forro que ficam presos na cabeça conforme tiro o capacete. Acredito que o tempo de uso aliado ao suor (foi o capacete que sempre encarou o calor do Rio de Janeiro) tenham contribuído para isso acontecer.

Com a chegada do outono/inverno vou começar a usar mais continuamente o Bell Star alternando com o capacete personalizado que mandei pintar.

Enquanto isso vou analisando o próximo "capacete urbano".

Inicialmente estou tendendo a escolher entre o AGV Blade, que já usei por muitos anos, ou comprar outro Custom 500 (vi uma pintura RSD que me agradou bastante, embora a cor de fundo não seja a minha preferida - prata) que se mostrou um excelente produto.

No Fórum Harley surgiu um tópico sobre o Bell Scout Air, um capacete homologado pelo INMETRO e comercializado pela RS1 (ainda não encontrei em outras lojas) e Mercado Livre com casco tricomposto que me interessou por não ser em fibra de vidro com a maioria dos capacetes abertos comercializados. O ponto negativo nele é o formato 3/4 que não cobre a cabeça de forma completa.

Infelizmente o Bell Custom 500 Carbon ainda não se encontra homologado e comercializado no Brasil e a importação direta dele fica bastante onerosa: cerca de 340 Euros, fora as taxas de importação, que provavelmente deixaria o valor final maior que o valor pago no Bell Star integral que comprei em novembro do ano passado. 

O casco em fibra de Carbono é um atrativo grande para esse capacete, mas o preço final inviabiliza.

Vou tentar encontrar o Bell Scout para poder avaliar "ao vivo e a cores" antes de bater o martelo.

terça-feira, 26 de março de 2019

RKS: 53 dias parada na garagem... e ligou de primeira!

Desde janeiro, quando voltou da oficina do dealer, até o último sábado (23/3), a RKS esteve parada na garagem.

Uma série de contratempos (recuperação de pneumonia e viagem) aconteceram. Não quis ter uma recaída na pneumonia enquanto estava ultimando preparativos para viajar com a família e sequer liguei a moto na garagem.

Na volta da viagem (19/3) fui ver como se comportou a bateria: liguei a moto, que pegou de primeira sem sequer reclamar, e dei algumas voltas na garagem.

Eu parei a moto com o tanque marcando 3/4, bateria tinha sido recém recarregada por conta da troca do regulador e pneus estavam (e continuam) sem terem sido calibrados.

O Rodolfo saiu com a moto no sábado (23/3) porque a moto dele estava fazendo serviço e foi só elogios para a moto, ou seja: a moto nada sentiu com o período inativa.

Disso tudo fica a constatação de algo que já tinha percebido: o sistema elétrico do M8 evoluiu muito em relação ao Twin Cam. Certo que teve o problema do regulador, mas mesmo assim é um sistema melhor projetado e tem tudo para se tornar confiável se a troca do fornecedor dos estatores/reguladores se mostrar eficaz.

voltando de um "longo e tenebroso inverno"

Quase dois meses com o blog parado, e desde já peço desculpas aos leitores que deixaram comentários com dúvidas sobre os erros que aparecem nas suas motos e ficaram sem resposta todo esse tempo.

Mas a vida é o que acontece enquanto se fazem planos: um pneumonia me deixou sem andar de moto (já devidamente tratada), seguida de uma viagem de férias com a família (filhos e netos) deixaram a RK na garagem por longos 53 dias, quando emprestei a moto ao Rodolfo para um passeio dos Poeiras.

Vou tentar colocar a vida em dia, embora pouca coisa tenha acontecido no mundo HD durante esse tempo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

regulador de voltagem: defeito confirmado

Já estou novamente rodando com a RKS. Depois de acionar o Rider Assistance e garantia para resolver o problema da RKS que não ligou na última terça feira (22/1) ficou confirmada a suspeita de problema no regulador de voltagem.

A moto deu entrada na oficina na quarta feira (23/1) depois de problemas com os terceirizados da HD que executam os serviços de reboque.

Na sexta feira (25/1), Jefferson (consultor técnico da Rio HD) me ligou para avisar que a moto estava pronta para deixar a oficina depois de fazer o recall na embreagem, trocar o regulador de voltagem e dar carga na bateria. Ficou ainda a pendência do olho de gato que não foi colocado na revisão de entrega, mas confesso que não lembrei ao Jefferson essa pendência e passou batido.

Como viajei no fim de semana, peguei a moto na segunda feira pela manhã. Moto foi entregue limpa e o Jefferson mostrou as O.S. referentes ao serviço, mas não soube informar a causa do defeito, apenas o defeito encontrado e a solução do mesmo. Portanto não consegui descobrir se o regulador abriu o bico por ser do lote defeituoso ou por problemas de aterramento.

Não consegui apurar se o novo regulador é do lote de fabricação mais recente, mas o Jefferson informou que esse lote havia chegado na semana anterior e não acreditava que fosse dar novo problema.

Nesses dois dias a moto apresentou funcionamento normal, sem oscilações de corrente e dando partida sem problemas.

E continuo sem queixas sobre o atendimento dispensado pela Rio HD: pronta solução, sem falta de peças e protocolo de recebimento e entrega da moto seguido sem problemas.