terça-feira, 15 de agosto de 2017

atualizando os números da ABRACICLO

Fiquei devendo em julho os números do primeiro semestre da ABRACICLO por estar viajando com a a família.

Atualizando com os números publicados em agosto, temos para os sete meses um crescimento nas estimativas feitas no primeiro quadrimestre para a HDMC: 5000 unidades vendidas (5002). 

Já a BMW teve ligeira queda nas estimativas: 6800 unidades vendidas (6795).

A Indian sofre com o rompimento da parceria com a Dafra: apenas 200 unidades (216), representando uma queda de quase 50% (de 378 para 216 unidades). A HDMC agradece.

Na ponta da produção, tanto BMW quanto HDMC parecem ter equilibrado seus estoques: as estimativas corrigidas para a HDMC são 4800 unidades produzidas (4793) enquanto a BMW tem estimativas corrigidas de 6400 unidades (6356), mostrando a necessidade das fábricas em forçar o ritmo de produção para atingir a meta de vendas.

A Indian segue o padrão de produzir o que vende: estimativa corrigida de 200 unidades produzidas (192) e a Scout segue sendo o best seller da marca.

O top ten da HDMC é o seguinte: em primeiro a Limited com 402 vendidas/409 produzidas; em segundo a Iron 883 com 398 vendidas/545 produzidas; em terceiro Breakout com 309 vendidas/158 produzidas; em quarto Fat Boy Special com 306 vendidas/212 produzidas; em quinto Roadster 1200 com 300 vendidas/314 produzidas; em sexto Fat Boy com 212 vendidas/258 produzidas; em sétimo Heritage Classic com 193 vendidas/188 produzidas; em nono Deluxe com 137 vendidas/121 produzidas e em décimo a Road King com 132 vendidas/132 produzidas.

Vale notar que a Limited tomou a primeira posição da Iron 883, mas o excesso de produção da Iron leva a crer em uma promoção ou que já tenha atingido a meta de produção para este ano.

Outro detalhe a notar é a fraca produção das Softails, bem abaixo do número de vendas, mostrando o esforço em desovar o estoque antes de entrar em produção novamente: tomara que seja um indício que teremos novidades para 2018, talvez acompanhando o catálogo USA.

As Dynas mostram a mesma tendência das Softails, com o agravante de vendas fracas (85 Fat Bob, 43 Street Bob e 11 Low Rider) e produção nula (2 Street Bob e 1 Low Rider), o que pode significar que o catálogo USA possa ser implantado no Brasil com a nova motorização.

A linha CVO deve estar perto do final de produção para este ano (últimas unidades da Street Glide CVO foram produzidas em junho), se já não tiver sido interrompida esperando o novo motor M8 de 117ci e quase todo o estoque encontra-se vendido: Ultras tem 23 vendidas e 22 produzidas (nada vendido e produzido desde maio) e Street Glide tem 16 vendidas e 19 produzidas.

Twin Cam deve se despedir em 2018

Dan Morel postou em seu blog (leia aqui) que o motor M8 deve ser o substituto do Twin Cam no catálogo HDMC USA.

A novidade deve ser anunciada oficialmente no Dealer's Convention, que acontece na semana que vem em Los Angeles.

Essa transição já era esperada com o lançamento do M8 na linha Touring, e vai exigir algumas alterações nos quadros de Softail e Dyna.

Outra novidade é o crescimento do motor M8 para a linha CVO, passando de 114ci para 117ci.

O motor M8 114ci vai equipar a linha S, que surgiu no ano passado e esse ano vai ser estendida a todos os modelos Softail e Dyna Fat Bob.

Agora é esperar pelo anúncio do catálogo HDMC Brasil e torcer para que o Twin Cam não tenha a vida prolongada no nosso mercado.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Penedo Bike Fest

Começa hoje o tradicional evento de Penedo.

Muitos colegas na estrada e o evento promete ser bem animado.

Os Poeiras já estão no local e teremos mais alguns Poeiras no sábado para um bate&volta.

Se o clima ajudar, estarei por lá no sábado junto com Poeiras no bate&volta.

Bom evento, boas estradas.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Indian apresenta a linha 2018... nos EUA

Dan Morel mostrou a nova linha Indian 2018 em seu blog (veja aqui) e não traz novidades tecnológicas, mantendo a família Scout, a família Chief e a família "touring" que agrega as Chieftain, Springfield e Roadmaster.

A grande novidade foi o modelo Scout Bobber, que me agradou bastante. A Indian foi muito feliz nas modificações na Scout básica e traz um modelo que vem recebendo elogios de todas as publicações americanas.

Além da Bobber, a Indian ampliou a linha Dark Horse, que já contava com a Chief Dark Horse e agora traz a Chieftain Dark Horse e a Springfield Dark Horse. A linha Dark Horse usa e abusa do tom negro e agora traz também novos paralamas dianteiros menores, se diferenciando das versões básicas já conhecidas.

Para quem não gosta do paralama clássico, a linha Dark Horse é a melhor opção.

A Indian mostrou também a Roadmaster Elite, que vem a ser um modelo acima da conhecida Roadmaster e manteve a Scout Sixty com o motor de 60 ci.

Com a paralisação da montagem em Manaus e a promessa feita pela Indian Brasil que nada seria modificado, passando a importar a moto completamente montada e não mais no sistema CKD, resta aos fãs da marca torcer para que a estratégia para o nosso mercado envolva os novos modelos apresentados nos EUA, ou pelo menos a nova Scout Bobber e pelo menos uma Dark Horse.

Esperar para ver.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Moura nunca mais e viva a Yuasa

Estive em viagem de férias com a família e a CVO ficou parada na garagem durante 20 dias e bastou apertar o starter e a moto pegou como se tivesse ligado no dia anterior.

No tempo em que a moto usava a bateria Moura isso seria um milagre. Em experiências anteriores, a Moura não conseguia dar partida após uma inatividade de apenas cinco dias, mostrando uma capacidade bem baixa em manter a carga sem estar em movimento.

Eu sempre usei Yuasa na Fat. É uma bateria confiável, com bom CCA e de boa durabilidade.

Insistir em usar a "original" Moura se mostrou uma opção ruim quando fiz a troca anterior. Ainda não experimentei a Moto Batt, também muito elogiada.

Para quem enfrenta problemas com a bateria original eu recomendo, exceto se a troca for sem ônus via garantia, que deixem de lado a Moura e invistam em uma Yuasa ou experimentem a Moto Batt.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fazedores de Poeira







Alguns leitores que fazem parte do meu Facebook e não são do Rio me perguntaram se estou fazendo parte de um MC por conta de fotos onde aparecem os Fazedores de Poeira e eu estou na foto com camiseta ou o colete com o escudo nas costas.

Senhores, continuo não fazendo parte de MC.

Tal e qual foi na época dos Biduzidos e Malvadões (que continuo frequentando), os Fazedores de Poeira, ou apenas os Poeiras, são um grupo de amigos que se reuniram graças a iniciativa de Marcelo Salmon há pouco mais de um ano.

Todos fazemos parte do HOG há pelo menos oito anos e atualmente estamos afastados das atividades do Chapter.

Criamos um círculo de amizades que transcendeu ao HOG, frequentando a casa uns dos outros e fazendo viagens juntos.

Hoje o grupo se reúne nos fins de semana para fazer um passeio ou combinar alguma viagem, como a que foi feita no início do ano pelas serras paranaenses e catarinenses ou a última feita no fim de semana passada para comparecer ao Bike Fest de Tiradentes.

Vai quem pode, aparece quem está de folga e procuramos manter o grupo unido e rodando.

Embora os Poeiras seja um grupo fechado, sempre aparecem convidados para se juntar nos passeios porque a ideia é manter uma boa convivência com todos, independente da marca da moto ou grupo.



o que esperar de um evento

Fim da Bike Fest em Tiradentes e novamente ouvi muitas críticas sobre o excesso de participantes, dificuldades em bares, bandas fracas, além das já tradicionais queixas sobre valores majorados pela hotelaria e bares para aproveitar a oportunidade.

Em seguida vem a tona a insatisfação de um MC, tradicional organizador do evento em Cabo Frio- RJ, por ter a verba pública destinada ao evento cortada e logo em seguida aparece um segundo MC para realizar o mesmo evento com soluções alternativas.

E para terminar a semana vem a comunicação de um dos grupos que frequento de que não participaria do evento realizado em via pública na orla turística de Niterói em virtude dos organizadores (que também houve uma divisão entre eles) começar a cobrar pelo uso do espaço destinado ao grupo, coisa que nunca havia sido feita.

Três eventos, três acontecimentos comuns, três assuntos que rendem muita polêmica.

Eventos grandes realizados em cidades pequenas, como Tiradentes e Penedo, costumam ter sempre uma grande frequentação e costumam ser fonte de renda extra para hotéis e restaurantes: fato notório.
Assim como falhas rotineiras da parte da organização (normalmente para acomodar alguma restrição ou "política") também são esperadas. Tanto é assim que somente os anônimos acabam frequentando o espaço destinado ao evento. Aqueles grupos assíduos, que usam o evento apenas como pretexto para um encontro, normalmente promovem "eventos" particulares onde apenas os convidados participam (e esses costumam ser o principal tema da conversa quando se comenta sobre o evento principal).

Outro assunto relacionado a participar dos eventos é quem organiza o evento.

Muitos amigos sequer se movimentam para participar de um evento se a organização muda ou se algo muda na organização, como é o caso de Cabo Frio e Niterói. Um evento conta com a tradição da realização para se firmar no calendário. Se a organização não entende isso, normalmente o evento fracassa. Esse foi um dos motivos da HDMC modificar o formato do HOG Rally de dois dias para o tradicional formato de três dias.

Tanto Cabo Frio quanto Niterói devem ter uma renovação entre os participantes pois já ouvi várias desistências em participar dos eventos. Isso não significa um fracasso, pois dependerá da renovação dos interessados em participar do evento, mas com certeza vai representar uma arrecadação menor para os organizadores.

Um evento motociclístico segue basicamente o mesmo formato: expositores, palco com bandas e bar, portanto esperar algo além disso é exagerar nas expectativas.

O bom evento se caracteriza por bons expositores: montadoras e customizadores conhecidos são os melhores chamarizes. Melhor ainda se tiver uma atração musical conhecida.

A HDMC sempre faz um evento monomarca, que para os fãs da marca é ótimo pois os participantes tem todos o mesmo interesse e a troca de experiências acaba acontecendo.

Mas ultimamente os bons eventos tem sido poucos e o que se encontra é sempre "mais do mesmo", coisa que vem me desmotivando a comparecer a eventos, exceção feita quando sei que vou encontrar amigos no evento porque aí qualquer coisa é motivo de festa.

Portanto, se você está começando nas duas rodas e nunca foi a algum evento, compareça. Nem que seja para saber como é e decidir que não volta ou que poder fazer uma triagem entre os vários eventos que aparecem no calendário.

Dê preferência aos eventos que a maior parte dos seus amigos diz que vai comparecer para não ficar se sentindo como um peixe fora da água.

Curta a estrada para ir e voltar do evento, essa é a melhor parte dos eventos na minha opinião.