terça-feira, 9 de agosto de 2016

Penedo Riders Fest

Esse fim de semana aconteceu o evento que costuma fechar a temporada de inverno dos eventos de motociclista: o Penedo Riders Fest.

Sem mudanças em relação ao ano passado, com a presença tanto da RIO HD quanto a Indian RIO representando as suas marcas, o evento não teve relatos de problemas.

Eu não animei a pegar a estrada, principalmente por conta de uma viagem que começo no próximo fim de semana, mas parece ter sido um evento proveitoso para alavancar vendas.

O dealer carioca da Indian segue sua política agressiva de pré-venda focada nos proprietários de HD, mostrando um ótimo produto e se tornando a primeira opção para quem anda aborrecido com a HDMC. Felipe Carlier e sua equipe Indian Rio vem mostrando como deve ser a postura para entrar em um mercado tomado pela imobilidade, onde o consumidor balança entre HD (apoiada no life style) e BMW (apoiada na tecnologia) sem pensar muito no produto e sim no status da marca.

Os vários amigos que foram ao evento voltaram satisfeitos e essa é a melhor recomendação para voltar em 2017,



HOG 10 anos: coxa master?



Completei dez anos como HOG member este ano, com direito a patch para marcar a ocasião, devidamente preso no colete que tem ficado no armário.

Nesses dez anos foram muitos quilometros, amigos e situações que a Fat e o HOG proporcionaram. Desde entender como funciona uma HD até a solidariedade que todos prestaram quando a Silvana teve seu acidente em 2009.

Os eventos HOG durante o período do Grupo Izzo sempre foram momentos memoráveis, mas eram outros tempos: menos gente e menos life style.

A viagem para a festa de aniversário dos 110 anos da HD foi outro ponto alto nesses dez anos, assim como o ano de 2012 (em que recebi o patch de Road Captain) em que a Silvana foi Diretora assistente. Esse foi um ano de muita movimentação, alguma interferência do marketing HDMC e muitos eventos beneficentes.

E, por coincidência, também foi o último ano em que estive envolvido diretamente com as atividades do HOG e do HOG RJ. De lá para cá fiquei na platéia para ver os rumos que a HDMC dava ao espaço de convivência que era o HOG quando me filiei.

Hoje o HOG no Brasil tem sido uma ferramenta valiosa para o marketing da pré-venda da marca, com eventos bem maiores (teria de ser assim, afinal o universo HD aumentou bastante) e de fórmula bem mais insossa para quem teve oportunidade de participar dos primeiros eventos HOG.

Uma coisa não mudou no HOG: os Chapters são muito marcados pelo envolvimento do staff. Quanto mais o staff se envolve nas atividades semanais, mais o Chapter ganha repercussão.

Se permitem uma sugestão: falta aos dealers, de maneira geral, darem um maior suporte, como já faz o dealer carioca com uma política de privilegiar os membros HOG RJ com descontos nas compras e apoio às atividades programadas pelo staff HOG.

Para os calouros que estão sempre chegando posso sugerir uma coisa: não foquem apenas no life style. Aprendam com os veteranos que ainda frequentam as reuniões, aproveitem os eventos para trocar experiências e andem de moto. Não fiquem apenas olhando: moto foi feita para rodar, HD foi feita para ser aproveitada na estrada.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Novidade da Indian para 2017



Essa é a grande novidade para 2017 da Indian: a central multi-mídia Ride Comand que equipa a Roadmaster e a Chieftain.

Essa central vem para equiparar-se ao Infotainment da HD e considero mais completa por agregar as informações do computador de bordo que já estava presente na linha 2016

Para quem não conhece o painel da Rodmaster e Chieftain linha 2016, veja a foto e compare:




O painel ficou menos discreto, maior e bem menos harmônico, mas bem mais completo com a possibilidade de usar o GPS (não há comentários sobre o produtor do software adotado no GPS), conexão Bluetooth com celular e conexão USB para os tocadores de música como Ipod.

Dan Morel concorda comigo, achando que a solução adotada poderia ter sido melhor estudada para evitar destoar do estilo clássico que a Polaris vem adotando para a marca Indian (leia aqui).

Enfim, nada que o proprietário não acabe acostumando, principalmente com o aumento de funcionalidades disponíveis no Ride Comand.

A linha de produtos se manteve a mesma, sem inovações mecânicas apenas novas cores e combinações, e pode ser vista no site americano (visite o site).

Para o Brasil é esperado que a Dark Horse aporte ainda este ano, mas nos EUA a linha fica completa com a Chieftain Dark Horse, Springfield e Scout Sixty.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dan Morel traz mais detalhes sobre o Milwaukee 8

Dan Morel segue na frente das informações sobre o Milwaykee 8.

Desta vez ele traz fotos do motor (ambos os lados) e informações com um pouco mais de detalhes sobre o provável sucessor do Twin Cam.

Leiam neste link

sábado, 23 de julho de 2016

2017 será o ano do enterro do Twin Cam?

Dan Morel postou em seu blog uma aposta/novidade para 2017 que promete render muita polêmica: o Milwaukee 8 (leia aqui).

O Milwaukee 8 é um V2 multi-valvulado que estaria sendo preparado para equipar as novas Tourings em 2017.

Como já é uma praxe da HDMC lançar as novidades tecnológicas na família Touring, a aposta já começa com grande chance de ser efetivada. Na postagem é possível ver a parte de cima do Milwaukee 8 no que seria um quadro Touring.

Esse novo motor nasce bem maior que nasceu o Twin Cam, com 107 ci e parece manter a refrigeração a ar, ou talvez mantendo a refrigeração híbrida que foi apresentada no Rushmore Project.

Pouca coisa se sabe desse motor, além da característica técnica de ter quatro válvulas por cilindro (por isso o número 8 no nome do motor).

Buscando maiores informações, não encontrei nada além do que Dan Morel já havia postado.

Mas por que esse novo motor promete render polêmica? O Twin Cam já não mostra a passagem do tempo, estando perto do limite na sua linha de evolução? Aposentar o TC e trazer um novo motor não é o que todos estavam esperando?

Para responder isso, vamos começar entendendo o que significa adotar um motor multi-valvulado para motorizar as HDs: deixamos de ter um motor que privilegia o regime de baixa rotação onde o torque aparece muito cedo e passamos a ter um motor que privilegia o regime de alta rotação onde o torque aparece bem mais tarde forçando um trabalho extra na caixa de marchas para manter o motor girando na faixa de torque máximo.

Aliado a isso, sendo ou não um motor multi-valvulado, a provável manutenção da refrigeração a ar vai manter o motor defasado tecnologicamente, provavelmente dissipando muito calor e ainda bem pouco econômico. E sendo multi-valvulado, será um motor que vai ter recomendação para gasolina de alta octanagem, ao contrário do TC.

Com isto na mente, a HDMC parece estar trazendo um "novo velho" motor para substituir o Twin Cam, muito provavelmente resolvendo os calos do Twin Cam, mas trazendo novos calos como a provável necessidade de troca de correia dentada, ou sistema similar, do comando de válvulas como acontecia nos antigos motores Fiat de 16v.

Além disso, esse motor já nasce grande e a evolução dele parece ser no sentido de deixá-lo maior ainda, o que para o mercado americano não representa grande problema, mas nos "mercados politicamente corretos" da Europa e Japão pode ser um tiro no pé.

Resumo da ópera: a HDMC troca seu motor tradicional, impondo ao proprietário que mude seu modo de pilotar para se adaptar a um motor que funciona de maneira totalmente diferente, e que mesmo resolvendo problemas de um projeto antigo, traz outros problemas de um projeto que não pode ser chamado de novidade, mas sim de um projeto menos antigo.

A polêmica vai nascer exatamente pelos poucos atrativos que a novidade vai trazer, fazendo muita gente adiar trocas, gerar muita zombaria para os que comprarem o Milwaukee 8 (não chega a ser um "porsche", mas será que é HD mesmo?) e não chega a ser suficiente para combater a "ameaça" do cacique que continuará tendo um conjunto tradicional muito eficiente, e promete novidades para o dealer convention da marca que acontece ainda neste mês.

Agora resta aguardar o dealer convention da HDMC, marcado para agosto, para saber se Dan Morel continua mantendo sua "bola de cristal" limpa e antecipando as novidades que a HDMC pretende trazer.

E que venham as novidades... Quem a sabe a HDMC não traz um produto que realmente seja um novo marco na história da empresa.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

ABRACICLO: balanço do primeiro semestre

A HDMC segue com sua política de descontos em modelos determinados e os números da ABRACICLO mostram que o mês de junho teve um desempenho muito semelhante ao mês de maio (primeiro mês em que a HDMC começou essa política): foram 401 motos produzidas para 403 vendidas, e no acumulado do primeiro semestre a HDMC tem 2348 unidades produzidas para 2148 unidades vendidas.

O resultado de junho mostra que a nova estratégia de vendas vem dando resultado, não deixando encalhe para o mês e demonstrando que o controle de demanda está dando certo, apesar da necessidade de ajuste à realidade econômica que o país vem passando.

Com os números de junho, a HDMC deve conseguir atingir e ultrapassar a meta para 2016, produzindo e vendendo mais de 4000 unidades. É bem verdade que essa meta deve ser revista para cima para compensar o ajuste negativo na tabela que as promoções vem fazendo no faturamento.

Correndo por fora, a Indian segue produzindo para atender a demanda: 68 unidades produzidas para 66 vendidas, acumulando no primeiro semestre 382 motos produzidas com 373 vendidas. Esses números, ao contrário da HDMC, não garantem a meta de 800 motos para 2016, ficando pouco abaixo e já podem ser vistas algumas promoções de preço nas Scouts, provável reação a nova estratégia da HDMC.

O top ten da HDMC: Iron com 399 produzidas e 531 vendidas, Breakout com 306 produzidas e 204 vendidas, Sportster 48 com 238 produzidas e 163 vendidas, Fat Boy Special com 229 produzidas e 217 vendidas, Limited com 222 produzidas e 211 vendidas, Heritage com 149 produzidas e 141 vendidas, Deluxe com 128 produzidas e 67 vendidas, Street Bob com 127 produzidas e 47 vendidas, Fat Bob com 102 produzidas e 29 vendidas, e Sportster XL 1200 Custom com 98 produzidas e 90 vendidas.

O mico do ano segue com a Low Rider, cada vez mais micando em 2016, com apenas 17 unidades produzidas e vendidas. Aliás a família Dyna vem sofrendo bastante com a decisão da HDMC em manter a motorização antiga (TC96) vendendo apenas 73 unidades no primeiro semestre. Apenas como ilustração, a família Sportster responde por 784 unidades vendidas, mais de 10 vezes o que foi vendido pela família Dyna.

Dois fatos chamam a atenção nos números da HDMC: a não produção de Fat Boy tradicional há dois meses (apenas 36 unidades produzidas e 66 unidades vendidas no primeiro semestre) e a chegada das CVO  2016 com 5 unidades da Street Glide produzidas em junho, vez que o primeiro semestre foi gasto desovando o encalhe das unidades 2015: 44 CVO Limited e 13 CVO Street Glide 2015 foram vendidas no primeiro semestre de 2016.

Da análise dos números da HDMC podemos esperar que a Breakout, Deluxe e a família Dyna estejam na fila para as promoções a fim de desovar o estoque.

Na Indian, a Scout reina absoluta com 254 motos produzidas e 247 vendidas. Os demais modelos venderam menos de 60 unidades cada um (48 vendidas e 49 produzidas da Classic e 42 vendidas e produzidas da Vintage) e a novidade apresentada no mês passado, a Roadmaster já vendeu a metade (23 unidades de 27 produzidas) de Classic e Vintage que estão no mercado desde o ano passado.

Nessa briga por espaço no segmento Custom premium, a Indian promete a Dark Chief para o segundo semestre, mantendo o ritmo de apresentar novidades e manter o interesse pela marca, mas vai precisar ter preços mais competitivos se quiser crescer dentro desse segmento. A HDMC já aponta essa tendência com as promoções seletivas.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

para terminar de atualizar: HD vai ser vendida? Novo recall da HD?

Durante a semana passada duas notícias me chamaram a atenção: a especulação na bolsa de NY que a Harley-Davidson poderia ser vendida através de uma tomada hostil no mercado mobiliário e a investigação de possível falha no ABS das HDs fabricadas entre 2008 e 2011.

Sobre a investigação, Wilson Roque fez um post no seu blog (leia aqui) comentado que existe a investigação e que dependendo do resultado a HD pode ser obrigada a fazer um recall sobre o ABS. Eu já soube de dois casos, um deles com acidente, onde o ABS falhou em duas Electras 2008 impedindo o freio de funcionar.

Sobre a tomada hostil, Bayer publicou no Old Dog uma movimentação extraordinária na bolsa de NY que poderia deixar a HD em novas mãos (leia aqui), fato que o Wilson Roque terminou descartando em virtude de nada ter acontecido (leia aqui).

De toda a forma, voto com o relator Bayer quando diz que devemos aguardar novos capítulos dessa novela, principalmente se levarmos em conta a experiência fracassada da AMF quando esteve a frene da HDMC trazendo muita desconfiança para os proprietários de HD quanto a qualidade dos produtos (que anda irregular nos últimos anos).