segunda-feira, 15 de outubro de 2018

ABRACICLO: números terceiro trimestre

Números divulgados no site da ABRACICLO mostram leve variação para menor, mas seguem mantidas as estimativas para 2018 para BMW vender cerca de 7500 motos e a HDMC vender cerca de 5500 motos.

Os números de produção/venda da HDMC seguem equilibradas: 4227 unidades vendidas e 4020 produzidas, e a continuar nesse ritmo o encalhe deverá ser mínimo para 2019.

O catálogo 2019 ainda não aparece no site da HDMC Brasil, mas já começam a aparecer tabelas com novos preços a serem praticados, confirmando a chegada da Iron 1200 (R$46.900,00), Sport Glide (R$73.400,00) e a estrela do evento HD 115 FXDR (R$80.200,00).

O motor 114 passa a equipar as Tourings, com exceção da Road King Classic. Já a Roadster e a Sportster Custom 1200 não aparecem na nova tabela.

O Bira postou sobre o assunto, incluindo a nova tabela e para os interessados leia aqui.

Top ten da HDMC para o terceiro trimestre mudou pouco e para efeito de melhor visualização juntei as vendas das motorizações diferentes que equipam determinados modelos como a Fat Boy e a Fat Bob, as versões comemorativas como a 48, Fat Boy, Limited, Street Glide e as versões CVO (Road Glide e Limited).

Vamos a lista: segue como best seller a Iron 883 (659 vendidas/619 produzidas), em segundo a Fat Boy  107/114/anniversary (583 vendidas/636 produzidas), em terceiro a Fat Bob 107/114 (547 vendidas/549 produzidas), em quarto Road Glide Special/Ultra/CVO (422 vendidas e produzidas), em quinto Ultra Limited/Limited anniversary/Limited CVO (359 vendidas/351 produzidas), em sexto a Sportster 48/48 anniversary (317 vendidas/247 produzidas), em sétimo a Sportster Roadster (231 vendidas/184 produzidas), em oitavo a Breakout 114/114 anniversary (215 vendidas/217 produzidas), em nono a Street Bob (169 vendidas e produzidas) e em décimo a Road King Special (134 vendidas/144 produzidas).

Parece que a decisão de tirar a Sportster Custom 1200 é definitiva: a HDMC vem fabricando basicamente sob encomenda ao longo de 2018 (apenas 60 vendidas e produzidas).

Heritage, Deluxe e Slim tem vendas um pouco menores que a Street Bob (respectivamente 108, 130 e 97 vendidas em relação às 169 vendidas) e o principal motivo disso é a diferença de preço em favor da Street Bob, como já havia comentado na postagem sobre os números do primeiro semestre. Acredito que a HDMC poderia alavancar as vendas desses modelos se fizer a opção pelo motor 114, principalmente porque as Tourings já virão com essa motorização em 2019.

A Road King Classic e a Street Glide são as candidatas ao mico do ano. Enquanto a RK Classic vendeu apenas 60 unidades (metade das vendas da irmã RK Special) a Street Glide não chegou sequer a 50 unidades (48 unidades juntando com a versão anniversary - menos da metade das vendas da Road Glide Special) mostrando bem a importância do fator "novidade". 

E 2019 parece que será ainda mais duro para a Road King Classic, único modelo na família Touring que não receberá a motorização 114.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Milwaukee 8: Engine Idle Temperature Management System (EITMS)

O EITMS, ou o "sistema que desliga o cilindro traseiro" era corriqueiro nos Twin Cam, podendo ser setado pelo acelerador eletrônico nas Tourings ou via programação nas Softails, mas eu não tinha certeza se essa função estava setada no M8.

Desde ontem (2/10) o calor no Rio apertou e a temperatura nos corredores de transito vem subindo e notei que o EITMS existe no M8.

O M8 já é um motor que dissipa menos calor que o TC e isso é um aumento no conforto para usar as HDs no trânsito, mas foi uma boa surpresa notar o EITMS funcionando ontem.

Ao lado da marcha lenta girando na casa dos 800 rpms e com o EITMS entrando em funcionamento ficou bem mais suportável usar a moto no transito pesado.

Resta saber como vai ser quando chegarmos no pico do verão. Confesso que muitas vezes deixei a CVO em casa para usar o ar condicionado no carro durante o verão por ser um sofrimento usar a CVO em transito pesado, coisa que acredito não vá acontecer com a RKS.

Por enquanto segue a "lua de mel" com a RKS.

Slip On Eliminator 400 Vance&Hines: ponteiras instaladas

Como já havia comentado em postagem anterior, comprei as ponteiras Eliminator 400 da Vance&Hines. Não tive tempo para instalar antes da revisão, mas foram instaladas logo em seguida.

As ponteiras foram compradas via web na Motobox (veja o link para as ponteiras disponíveis no site) e instaladas pelo Adriano, como sempre.

As ponteiras originais tem um visual agradável e a troca se deu somente por preferência pessoal. Abaixo uma foto da traseira da moto com as ponteiras originais.




As novas ponteiras são mais abertas e sem o visual "charutinho" e deixaram a traseira da moto com um visual mais encorpado pelo tamanho da saída.

Abaixo uma foto de como ficou:


e no detalhe:



E como pediram "fotos com som", certo Tovar, segue um vídeo delas em marcha lenta que está publicado no Youtube:


O som das ponteiras é bem grave, incomoda pouco se você não "enrolar o cabo", não tive qualquer tipo de problema com back fires ou decel pop, demonstrando que o mapa original do M8 é bem resolvido.

E como já previa, eliminei um ponto de dissipação de calor com a troca das ponteiras: como são menos restritas, os gases dissipam com mais facilidade e diminui o calor nas ponteiras que costumava incomodar nos tornozelos.

Com isso o custo de uso subiu para estratosféricos R$ 5,02/km rodado aos 1700 kms rodados: as ponteiras custaram R$ 3.499,00 divididas em 6 parcelas, com frete de R$ 178,00 da GolLog e R$ 180,00 da instalação.

E that's all folks... Salvo algum problema, espero parar a moto na oficina somente daqui a um ano ou quando completar 4.000 kms para troca de óleo.

moto na chuva: consequências


Dia seguinte a entrega da revisão, onde foi lavada, e a moto acabou tomando uma chuva forte.

Resultado disso: banco molhado soltando água pela costura nos dois dias seguintes, além de velocímetro, marcador de combustível e farol embaçados.

Nada que não seja uma "característica" das HDs, mas é a primeira moto que tenho e apresenta essas características.

Como os dias seguintes não foram de sol, essas "características" demoraram a ser resolvidas e o farol segue com ligeiro embaçamento ainda hoje (quase uma semana depois da chuva).

Com isso já posso dizer que tenho uma "legítima HD"....

primeira revisão na RKS

Quarta feira passada (28/8) foi feita a primeira revisão da RKS.

Moto recebida na Rio Harley-Davidson na véspera para fazer serviço na primeira hora da data agendada. Não tinha nada a reclamar, apenas lembrei um olho de gato que ficou faltando no alforge direito quando da entrega da moto em janeiro e que não foi resolvido até agora.

Esse olho de gato gerou uma OS interna para requisição da peça e quando chegar prometeram de avisar. Eu acredito que a solução será retirar o olho de gato do alforge esquerdo, mas vou esperar pela conclusão.

Revisão feita, moto entregue no fim de tarde de quarta feira.

Moto foi entregue limpa e apresentaram relatório das ações executadas. Resumindo o relatório foi feita troca de óleo de motor, caixa e primária, troca de filtro de óleo, reaperto geral, lubrificação de caixa de direção, verificação de folga da correia, alinhamento de rodas e calibragem de pneus.

Chamou a minha atenção que continua sendo utilizado o Motul para caixa e primária, mas usam o óleo HD SAE 360 para o motor. Detalhe que o HD SAE 360 tem base mineral ao invés do Motul 7100 que tem base sintética e vinha sendo usado pelos dealers até 2016 (última revisão que fiz na CVO) o que vai obrigar a uma provável troca intermediária se atingir 4000 kms antes da próxima revisão.

Não houve desconto HOG (presente na revisão feita na CVO em 2016) e a revisão ficou em R$1.099,00. Com isso o custo de uso sobe para R$2,93/km rodado.

Próxima revisão dentro de um ano a contar desta revisão (agosto/2019 com tolerância de quinze dias) ou 8000 kms rodados, o que acontecer primeiro.

Vale a pena notar que em 2016 a contagem de tempo não era feita dessa maneira (espaço de tempo entre revisões), mas sim um ano a contar da entrega da moto. Ficou mais racional dessa maneira.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Slip-on Eliminator 400 Vance&Hines

Na viagem para o HD 115 eu cheguei a ver e ouvir essa ponteiras "ao vivo e a cores".

É um produto bem feito e bem acabado como já é tradição na V&H. 

O vendedor garantiu que, a princípio, não seria necessário fazer qualquer tipo de ajuste, mesmo para as HDs internacionais.

A opção a essas ponteiras era a Neighbor Hater da Cobra, mas essa eu não consegui achar.

As ponteiras V&H tinham preço de 550 dólares, taxas inclusas, e pesavam pouco mais de dois kg, além de ser um belo trambolho para quem já tinha um guidão comprado que já tinha me obrigado a comprar uma mala maior.

Mandar via DHL acrescentava mais 210 dólares (over sized package) e iria ser taxada na chegada ao Brasil (acrescente outros 400 dólares na conta) deixando as ponteiras acima dos 1.000 dólares de custo.

Eu pesquisei antes de viajar, já tinha visto as ponteiras em uma loja da web chamada Motobox de São Paulo, mas o produto estava com indicação de esgotado e por isso estava analisando as ponteiras da Cobra.

Semana passada voltei a pesquisar e novamente o Google me levou ao site da Motobox onde constava as ponteiras da V&H pelo preço de 3.500,00 mais frete, com possibilidade de 10% de desconto para pagamento a vista ou parcelar em seis vezes.

Compra feita na última sexta feira e as ponteiras chegaram ontem (segunda feira) com frete via GolLog (envio aéreo). Recomendo a empresa.

Agora é desembalar e instalar após a revisão de 1.600 kms e ver se o vendedor da V&H tem ou não razão ao afirmar que não haverá necessidade de ajustes...

5000 kms com o M8

A RKS vai para revisão de 1600 kms amanhã e com os 3.600 kms percorridos com a Street Glide nos EUA ultrapasso a marca de 5.000 kms usando o M8.

Enquanto a SG americana já usava um motor bem amaciado (cerca de 16.200 milhas ou 25.900 kms), a RKS está cumprindo o final do período de amaciamento fazendo a revisão de 1.600 kms.

Tanto o motor americano quanto o motor brasileiro estão com suas configurações stock, ou seja filtro e escapes originais.

Como a moto americana foi licenciada na Flórida, a configuração stock dela é menos restrita que a nossa, além do fato de usar gasolina com percentual de álcool limitado a 10% (a nossa gasolina usa percentual de álcool variando entre 25 e 27%), mas de maneira geral o comportamento de ambos os motores é bastante similar, com o nosso motor esquentando um pouco mais que o motor americano.

Muitos rumores davam conta de problemas com o M8: nesses 5.000 kms não tive nenhuma queixa. O motor é forte, com aceleração linear e com torque aparecendo em qualquer regime de rotação, tanto que era possível sair de 70 mph (110 km/h) para 90 mph (140 km/h) sem sequer reduzir de sexta para quinta marcha, coisa que não consegui nem com o Twin Cam 110 SE da Street Glide CVO.

Aliás o Twin Cam é um motor que precisa ser "liberado" para render bem: a configuração Stock é muito mais restrita que a configuração Stock do M8, panorama atestado pelos preparadores de motores HD que conseguem um ganho menor com o Stage I no M8 do que o ganho conseguido com o Stage I no Twin Cam pelo fato do projeto do M8 estar melhor dimensionado para as atuais normas verdes que são usadas nas homologações dos motores a combustão interna.

Ainda não penso em fazer nenhum ajuste ou remapeamento na RKS.

Eu cheguei a marca de 110 mph (180 km/h) apenas uma vez e mantive essa velocidade por, talvez, 10 minutos para me agregar ao grupo na estrada e o M8 seguiu sem maiores problemas. Na RKS ainda não ultrapassei a marca de 120 km/h, mas o M8 brasileiro confirma o bom rendimento do M8 americano.

E pela experiência com a RKS percebo que o sistema elétrico do conjunto M8 é bem melhor dimensionado que o do Twin Cam porque a RKS passa intervalos de tempo grandes parada na garagem, sempre ligando na primeira tentativa.

O M8 é um motor melhor que o Twin Cam representando uma evolução em termos mecânicos.