quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

HOG Rally 2017: Foz do Iguaçu

O evento HOG deste ano já foi anunciado e será realizado em Foz do Iguaçu. A curiosidade é que o primeiro HOG Rally foi realizado em Foz do Iguaçu.

As vendas dos pacotes se iniciam em março, o evento será realizado no feriado de sete de setembro e o modelo do evento deve ser o já consagrado pela HDMC Brasil: recepção, Rally, almoço, jantar, premiação e dispersão, sem grandes atrações além do encontro e das atividades em torno da marca.

Não foi divulgado custo para o passaporte e nem os hotéis que serão sugeridos.

Quem tiver interesse já pode se programar, procurando acomodação e marcando suas férias porque do Rio até Foz serão dois dias de viagem, três dias de evento e outros dois dias de viagem.

Conforme forem divulgados os detalhes, vou postando.

Road King Special

Novidade anunciada nos EUA, a Road King Special vem completar a linha Dark Custom da HDMC.

Esse modelo já vem equipado com o novo M8 refrigerado a ar e mostra uma Road King mais baixa e com mais cara de "Street Glide" perdendo os auxiliares, o "mata-gato", o wind shield e as rodas raiadas; e ganhando rodas em liga leve, alforjes rígidos, suspensão da Street Glide (com regulagem na mola, como toda a nova família Touring), um guidão mini ape e uma cara mais "jovem".

Eu gostei do que vi, resta saber se e quando virá para o Brasil. Dan Morel afirma que teremos a novidade no nosso catálogo para o segundo semestre (leia aqui).

Wilson Roque também postou sobre o modelo e você pode ler aqui.

Minha avaliação é que o novo modelo virá para uma briga com a nova Indian Springfield (e acho que ganha...) e vai ocupar um pouco do espaço destinado à Street Glide nos salões dos dealers HD.

Para mim que não gosto do morcego (aturo por conta do infotainment), é uma bela opção. Principalmente por conta da suspensão mais baixa (usa a suspensão da Street Glide).

Esperar para ver.

OFFicina e Ruta Pub

Para quem gosta de encontros no meio da semana, a Indian Rio está promovendo um evento semanal nas quartas feiras a partir das 19h na própria loja.

São Food Trucks diversos e um bom espaço para jogar conversa fora.

E o WD assumiu o Ruta Bar que funciona na av. das Américas 3939, no Shopping Esplanada da Barra e vem trazendo rock ao vivo nas sextas feiras.

Vale conferir.

ABRACICLO: fechamento 2016 e abertura 2017

Fiquei devendo os números de fechamento de 2016: entre as três "concorrentes premium", mais uma vez a BMW voltou a vender (e produzir) mais que a HD, enquanto a Indian segue timidamente.

Por que comparar BMW e HD? Porque muitos proprietários de HD fazem a escolha pelas Big Trail e a marca bávara vem se mantendo líder de vendas (posto que foi ocupado pela HD antes). KTM, Ducati e Triumph ainda seguem em um ritmo bem inferior às duas marcas premium principais.

Os números da Indian servem como referência para uma empresa aspirante nesse segmento e que não alcançou a meta desejada (800 motos vendidas).

A BMW fecha 2016 como líder com 5482 unidades vendidas (5125 unidades produzidas), a HDMC fecha 2016 novamente em segundo com 4825 unidades vendidas (4391 unidades produzidas) e a Indian fecha a lista do segmento premium com 565 unidades vendidas (566 unidades produzidas).

Nota-se pelos números que o primeiro bimestre de 2016 foi de desova de estoque de 2015 (número de motos vendidas tanto de BMW quanto de HDMC é maior que o número de motos produzidas) e o ano seguiu ao ritmo das promoções. As duas marcas superaram suas metas mostrando que as promoções atingiram seus objetivos.

No top ten da HDMC em 2016, a best seller não foi novidade: A Iron 883 vendeu 893 unidades e manteve o posto durante quase todo o ano de 2106; em segundo ficou a Fat Boy Special com 609 vendas (a Fat Boy tradicional ficou bem atrás com apenas 97 vendas); em terceiro outra softail: a Breakout com 577 vendas; em quarto ficou a Limited, que graças à desova do início do ano alcançou 470 vendas; em quinto outra Sportster, desta vez a 48 com 459 vendas; em sexto ficou a Heritage com 267 vendas; em sétimo a Road King com 248 unidades vendidas (sendo 83 RK Police); em oitavo a Deluxe com 213 vendas, em nono a Sportster Custom 1200 com 193 vendas; e fechando a lista a Street Glide Special com 171 vendas.

A família VRSC se despediu do catálogo com 206 unidades vendidas: 115 Night Rod Special e 91 Muscles. Não dá para mensurar o desempenho da família porque sua produção não terminou 2016, sendo dedicado o fim do ano para terminar de vender o estoque produzido.

O mico do ano ficou mesmo com a Dyna Low Rider: apenas 37 unidades vendidas para 28 produzidas. E é perfeitamente compreensível esse péssimo resultado visto que a família Dyna teve números muito ruins em 2016, visto ser a única família que não teve sua motorização atualizada mantendo o antigo TC96. Os números foram Fat Bob com 109 unidades vendidas e 181 unidades produzidas (o maior encalhe de 2016), a Street Bob teve 166 unidades vendidas e 182 unidades produzidas e somadas aos números da Low Rider temos 312 unidades vendidas para 391 unidades produzidas.

Para terminar a análise de 2016 temos as CVOs, que não chegaram a completar a cota das 30 unidades de cada modelo, que venderam o encalhe de 2015 e as encomendas 2016: 91 vendas (58 Limited e 33 Street Glide) para 38 produzidas (13 Limited e 25 Street Glide); e a novidade do último bimestre de 2016: a Sportster Roadster que inicia muito bem: de 50 produzidas em dezembro, 19 foram vendidas.

O ano de 2017 começa com a Indian em férias coletivas e sem produzir nenhuma unidade e vendendo 34 unidades, provavelmente encomendas visto que o balanço de 2016 indica apenas uma unidade na fábrica.

Já as líderes BMW e HDMC começaram lentamente, mas produziram em janeiro: a BMW vendeu 358 unidades para 323 produzidas e a HDMC vendeu 263 unidades e produziu 307 unidades.

Pelos e-mails dos dealers e pelo balanço de 2016, pode-se supor que uma parte dessas vendas é fim de estoque produzido em 2016, o que deve levar os líderes a aproveitar o curto mês de fevereiro (mais curto ainda com o carnaval) para equilibrar os números de produção/venda de 2017.

Não tive acesso a nenhum número referente à metas para 2017, mas tudo indica que a meta seja manter os números de 2016, o que já remete a algum movimento das fábricas para melhorar seus números uma vez que a primeira estimativa leva a números inferiores aos de 2016 (4300 para a BMW e 3200 para a HDMC). É aguardar março para começar a ver como irão se comportar as fábricas.

O primeiro top ten da HDMC (jan/17) ficou assim: Breakout com 59 vendas (53 produzidas), Fat Boy Special com 47 vendas (60 produzidas); Iron 883 com 46 vendas (29 produzidas); Roadster 1200 com 22 vendas (35 produzidas); Sportster 48 com 18 vendas (26 produzidas); Heritage com 14 vendas (32 produzidas); Fat Boy com 13 vendas (25 produzidas); De Luxe com 10 vendas (19 produzidas); Fat Bob com 9 vendas (nenhuma produzida) e Street Bob com 8 vendas (1 produzida).

O anúncio da motorização do M8 nas Tourings fez com que a família tivesse números bem ruins: apenas uma Limited foi vendida, mas existe uma longa fila de espera pelos novos modelos o que deve levar a Limited, Street Glide Special e Road King para o top ten.

As VRSC estão chegando a final (foram 4 vendas da Night Rod e 4 vendas da Muscle em janeiro); as novas CVOs (motorização M8 114) já estão em produção (9 Limited e 1 Street Glide aparecem na lista de produção) e família Dyna está em "alta", provavelmente pela falta de opções nos dealers (Fat Bob e Street Bob aparecem no top ten e a Low Rider anota 3 vendas, totalizando 20 vendas em janeiro), mas não conseguiu bater o fator "novidade" da Roadster 1200 que vendeu mais que a família completa (22 unidades contra 20 da família Dyna).

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

SMB 2017: ecos do salão

Encerrou no domingo 29/01 o Salão Moto Brasil.

Esse evento vem crescendo na aceitação do público (ainda abaixo do esperado) e dos expositores.

Este ano comprei o ingresso, mas acabei não indo por conta de compromissos.

Esse ano contou com a participação de dealers de quase todas as marcas (exceção feita a Triumph) e mais uma edição do evento promovido pelo Lord of Motors: o Bike & Art Show.

No Bike & Art Show customizadores de todo o país se reúnem para mostrar seus trabalhos e na votação popular ganhou o Fazzi, de Niterói. Na votação entre os customizadores Celio Dobrucki e Eric da Red Lag Garage empataram.

Em que se pese a época do ano (janeiro, onde as novidades já são todas conhecidas), o SMB vai se tornando um evento marcante no calendário nacional.

Sucesso e parabéns aos organizadores.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

afinal, o que é um evento?

Já é notório o caso do Bodes do Asfalto que foi multado no Ceará sob a alegação de que estaria organizando um evento em rodovia federal sem a devida autorização, em infração ao art. 174 do CTB.

Segundo Tulio Dantas, membro do MC e amigo meu de BSB, não havia qualquer tipo de evento, mas sim um deslocamento do MC.

Ora, esse tipo de deslocamento é comum nos MCs, que marcam seus passeios para confraternizar ou fazer os passeios mandatórios das atividades dos mesmos. O próprio HOG organiza esses passeios semanalmente.

Essa novidade veio trazer insegurança a quem viaja em grupo, pois não havia uma definição do que seria um evento em estrada federal, deixando a cargo da autoridade policial definir, conforme a ocasião, o que seria um evento e impossibilitando que se viaje em grupo como já é uma prática usual entre os adeptos do moto-turismo.

Depois de muitas postagens, comentários e posicionamentos defendendo o deslocamento em grupo, a PRF soltou nota técnica endereçada aos policiais encarregados de fiscalização de transito para evitar múltiplas interpretações do que seria um evento em estrada.

A nota técnica 1/2017/DFTT/CGO pode ser acessada no site da PRF e não pretendo copiar a mesma na postagem, mas sim destacar alguns pontos que merecem maior esclarecimento da parte da PRF, apesar de entender que a nota técnica representa um avanço em relação à situação anterior onde nada era definido.

Inicialmente a nota técnica destina-se a criar base para evitar que a circulação da estrada seja perturbada por um evento e uniformizar a fiscalização desse tipo de evento (ítens 3.1 e 3.4 da NT).

Dentro dessa orientação a PRF, na falta de legislação complementar do Denatran, estabeleceu dois critérios (ítem 3.6 inciso I) cumulativos para que seja considerado um evento: causar problemas de circulação na rodovia e organização prévia visando um objetivo comum.

É sempre bom frisar que o ítem 3.6 inciso III afirma que o mero deslocamento de grupo de motociclistas ou ciclistas respeitando as normas e conduta especificadas no CTB NÃO constitui infração ao art. 174 do CTB, mesmo que o grupo esteja se deslocando em formação.

Outro ponto a frisar é que essa NT deve ser observada por todos os PRFs em serviço, conforme o ítem 4.1.

Se você for observar bem a NT, vai ver que a fiscalização não pode supor que houve uma organização para atingir um destino ou que o trem atrapalhe o transito, coisa fácil no deslocamento de qualquer trem com mais de dez motos, uma vez que o mero deslocamento não é motivo para autuar o trem.

Por outro lado um trem que não dá passagem, trafegando durante todo o trajeto na faixa da esquerda, ou que ostensivamente entra em conflito com outros usuários da estrada para não permitir que o trem seja "invadido" não estará em conformidade com as normas e condutas previstas no CTB e vai permitir ao policial autuar pelo artigo 174.

São os dois lados da moeda: nem o grupo tem todos os direitos sem nenhum dever e nem a autoridade policial pode autuar a seu bel prazer.

Espero que essa ocorrência no Ceará, que nos trouxe essa NT, seja um marco para que possamos usar as estradas com mais segurança. 

De nada vale uma viagem em grupo, onde cada membro se conduz de maneira individual. Do mesmo modo de nada vale uma viagem em grupo onde o grupo vai causando problemas ao longo da estrada.
É preciso cada vez mais se conscientizar de que viajar em grupo traz segurança ao grupo que assume a postura onde cada um se preocupa com o companheiro: seja não perdendo o companheiro de trás de vista ou seja evitando quebrar a formação, mantendo sempre as normas de conduta que são conhecidas de todos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Resumo da quinzena

Janeiro, mês de férias e praia.... para quem pode.... eu sigo na batalha rotineira.

Com pouca coisa acontecendo vamos fazer um resumo dos fatos de janeiro.

Para começar temos o Salão Moto Brasil 2017 acontecendo no fim do mês. Vai de 26 a 29/1 no Rio Centro com estacionamento para motos e triciclos liberado. Você pode encontrar ingressos na Indian Rio, na Rio HD e pela internet. O Lord vem fazendo divulgação e é visita obrigatória o stand do Lord of Motors e as motos customizadas, que traz mestres da customização divulgando seus trabalhos.

Outra notícia bomba foi a decisão da Polaris de encerrar a marca Victory. Wilson Roque fez uma postagem em seu blog (leia aqui), Dan Morel comentou sobre o assunto na time line dele e houve muita especulação sobre o assunto.

Meu ponto de vista é que a Victory perdeu seu lugar para a Indian: em 1998 (ano da fundação da Victory) a Polaris ainda não tinha a Indian no seu horizonte e tomou a decisão de implementar uma marca para entrar no segmento custom americano.

Assumindo a Indian em 2013, a Polaris ficou com duas marcas, a Indian em crescimento e a Victory estagnada, com a mesma tecnologia. Como qualquer empreendedor sabe, melhor concentrar esforços em quem pode crescer, e a Victory morreu. Chegaram a comentar sobre os motivos que levaram a Polaris a não vender a marca Victory, mas no meu ponto de vista seria dar vinte anos de investimento em buscar um lugar no mercado a um investidor que provavelmente não atribuiria valor a esse investimento.

Nisso, a centenária Indian reforça seu lugar ao sol e podemos esperar que a produção seja reforçada para suprir a demanda.

Aqui no Rio, a Indian Rio segue a todo vapor e inaugura o ponto de encontro para happy hour, na própria revenda com direito a food truck e rock, nesta quarta-feira 18/1 a partir das 19h. Passarei lá para ver o movimento, mas a turma do cacique já tem onde se reunir durante a semana.

E para terminar, Wilson Roque pode testar as novas Limited e Street Glide Special com o motor M8 e as novas suspensões. Ele aponta os pontos positivos e negativos e de uma maneira geral, aprovou os dois modelos e, principalmente, aprovou o M8.... Pensamentos malignos para a CVO neste ano.....

Leia sobre a Limited aqui e sobre a Street Glide Special aqui.