quinta-feira, 5 de setembro de 2013

HD 110th Experience: volta para casa

Com as últimas 90 milhas até Chicago para completar a passagem pelo nono estado americano (Illinois) o odômetro da viagem completou 2940 milhas (4704 kms). Highway durante todo o trajeto, pista dupla, sentido único.

Pedágio apenas no Illinois. O primeiro foi tranquilo: havia cobrança manual, mas o segundo foi complicado: unattended, ou seja cobrança automática com moedas em valor certo (não dá troco) e se você não tiver moedas, não consegue pagar.

Foi meu caso. Para as contigências desse tipo, você precisa anotar a licença do carro, estado da licença, hora da passagem, local da passagem e entrar na web para fazer o pagamento via cartão de crédito. Tem sete dias para isso, ao final do prazo é multado. Detalhe é que o site não aceita endereço fora dos EUA, eu usei como endereço o Aeroporto de Chicago e indiquei que o carro era alugado. Recebi e-mail confirmando o pagamento, sinal que o "jeitinho" funcionou.

Chegamos cedo no Aeroporto, mas preferimos não arriscar a entrar na cidade e ficar presos no trânsito. O check in no aeroporto é feito por você mesmo. Dei sorte, como haviam poucos passageiros naquele momento, pedi e recebi ajuda de um funcionário da US Airways que fez o check in.

Dentro do aeroporto ainda andamos bastante fazendo hora. Existe comércio variado e achei uma loja HD para comprar a última camiseta.

Embarque no horário, malas despachadas diretamente para o Rio (não faria novo check in) e estava preocupado apenas com a conexão: tempo muito curto entre as conexões e achei que teria que correr, mas não aconteceu. O processo de saída dos EUA foi simplificado e não precisei sair do terminal de passageiros e entrar novamente, a leitura do cartão de embarque vale como carimbo de saída do país e foi só sair de um avião e entrar em outro.

As aeronaves eram iguais às da ida (um B-767 e um A-321) e a viagem transcorreu sem incidentes.

Rodei a grande maioria das estradas com uma mini van da Chrysler: a Town&Country. Carro bem espaçoso, quase sempre com seis passageiros e algumas malas de consumo razoável para um motor de seis cilindros e 3 litros de capacidade do motor (23 mpg ou 9,5 km/l). Comprei um GPS da Garmin (Nuvi 42) que atendeu perfeitamente e nem precisei ligar meu Ipod no carro: ele tinha um rádio via satélite com programação 24h de rock de todos os tipos e épocas.

Pude experimentar e comprovar que não nasci para andar de Electra e suas primas Ultra e Street Glide. Serei candidato a uma Sportster 48 para fazer companhia à minha Fat e quando a Slim aparecer por aqui, pode ser que ela ocupe o lugar da Fat.

Vi muita coisa que só vi em filmes, joguei muita conversa fora e fiz uma viagem sem preocupação graças ao Giba e a Brazil Bike Tour que organizou um passeio agradável, sem problemas (e os que apareceram foram solucionados rapidamente pelo Giba) e sem estresse de longos deslocamentos.

Não fiz um check in ou check out: chegava no destino, pegava a mala e recebia a chave do quarto. Na saída sequer entregava a chave, levantava da mesa do café e pegava a estrada.

Para quem quer fazer turismo, curtir um passeio de moto e não se estressar, vale a pena pensar em viajar com a BBT. Fiquei satisfeito.

2 comentários:

Bayer - Old Dog disse...

Bela viagem e quilômetragem.

Interessante a sua conclusão:

"Pude experimentar e comprovar que não nasci para andar de Electra e suas primas Ultra e Street Glide. Serei candidato a uma Sportster 48 para fazer companhia à minha Fat e quando a Slim aparecer por aqui, pode ser que ela ocupe o lugar da Fat."

Mais uma prova de que não existe o tal upgrade de HD, e sim qual moto você gosta mais e qual te "veste" melhor.

wolfmann disse...

Não digo que não comprarei ou que não compraria uma touring, basta que a Silvana se interesse em andar de moto.

Não é um demérito das Electras, simplesmente não me sinto a vontade dentro do "casulo" do morcegão.

Gosto das softails, são estradeiras que casam comigo. A Slim seria uma evolução tecnológica (motor maior, ABS, eletrônica mais desenvolvida) no mesmo "tamanho" da minha Fat.

Hoje sinto mais falta de uma moto mais ágil para encarar o transito cada vez mais pesado que de uma moto para rodar quilômetros nas estradas.

A 48 veste bem e vou me render aos mini apes: experimentei uma 48 customizada de fábrica com um mini ape de 12 que ficou muito confortável. Vamos ver quando chegar por aqui.