quarta-feira, 22 de abril de 2009

Como foi o XII HOG Rally

O XII National HOG Rally, o principal evento da Harley Davidson/HOG no Brasil em 2009, inclusive com participação do staff do HOG internacional, e por isso vale um resumo do que aconteceu em Campos do Jordão.

Minha inscrição no evento foi feita pelo Chapter RJ e como opção minha e da minha esposa Silvana, que veio pilotando a FX, viemos no trem no HOG.

Acho importante fazer a viagem no trem do HOG para que haja a troca de experiência entre os veteranos (e este ano tivemos a volta do companheiro Carlos Matos, ex diretor do Chapter RJ, o membro mais antigo do Chapter RJ que esteve presente no trem do HOG) e os calouros. A presença dos veteranos ajuda muito a manter uma regularidade e coesão no trem, além de transmitir segurança e confiabilidade aos calouros. Sem contar que o evento começa viajando com o trem e não apenas na cidade do evento.

Essa opção vem sendo criticada por companheiros mais antigos que vem optando por fazer as viagens em trens menores e mais compactos, mas o grande significado do HOG é integração entre os proprietários de Harley Davidson na estrada e não somente no evento. Enfim, para cada cabeça existe uma sentença.

Saímos no sábado às 7h20 e com auxílio de batedores estávamos no Belvedere em Seropédica às 8h10. Para um grupo de 106 motocicletas, o auxílio dos batedores na saída do Rio (e outras grandes cidades) significa mais segurança e rapidez, além de evitar que o grupo se divida nos sinais luminosos. Pena que o grupo de batedores tinha compromissos diversos nos dias do evento e não pode acompanhar o grupo na viagem inteira.

A decisão de agrupar fora dos pedágios se mostrou rápida, mas requer um pouco mais de conversa para conseguir uma melhor execução, pois a reunião no Belvedere foi bem tranqüila (o posto fica a cerca de 1 km do pedágio), mas a reunião no posto em Queluz (Graal Estrela) e no pequeno posto na entrada em Taubaté ficaram um pouco mais distantes (mais de dez quilômetros) e os colegas reclamaram que tiveram de trafegar em velocidade acima da permitida para alcançar o grupo, coisa que não havia necessidade pois todos se encontrariam no abastecimento. Questão de conversar e aprimorar o entrosamento para chegarmos a bom termo. No computo geral, essa técnica de agrupamento fora do pedágio rendeu pelo menos quarenta minutos a menos na viagem evitando a parada para agrupamento logo após o pedágio e uma alegria ao piloto de trafegar relativamente sozinho na Dutra.

A subida da serra para Campos do Jordão transcorreu sem incidentes, embora alguns insistissem na técnica da escalada para ultrapassar os companheiros. Viajar em grupo não é corrida para ver quem chega primeiro. É opção, e se você não quer subir a serra na velocidade do grupo, saia do trem nessa ocasião. É mais seguro para os colegas que vão no grupo e mais seguro para você que faz a opção de viajar de outra forma. Grupo exige disciplina para manter a segurança.

Chegada em Campos do Jordão às 13h30, estacionamento no local do evento para ser credenciado (tivemos de aguardar até 14h00) e sábado livre para check in nos diversos hotéis. E fica novamente a sugestão de que a hotelaria indicada pratique preços diferenciados para os participantes do evento, a título de descontos para grupos pois é meu quarto evento e tenho conseguido preços melhores negociando com antecedência e sem mencionar o evento do que ao contrário.

No segundo dia do evento tivemos a realização do Rally, onde participei novamente como navegador. O Rally foi curto (apenas 2 horas com velocidades bem baixas) e relativamente fácil. O resultado apresentado no jantar de confraternização comprovou isso. Basta dizer que perdemos a metade dos pontos perdidos em Tiradentes e ficamos apenas em décimo quinto lugar (terceiros colocados dentro do Chapter RJ) e o vencedor perdeu apenas dez pontos. A sugestão para utilizar GPS alugados e evitar os PCs manuais parece ser a solução para dar mais confiabilidade ao resultado do Rally.

À noite tivemos o show do Rodrigo Santos (ex-Barão Vermelho) que não foi muito bem recebido pelos participantes, mas foi um show divertido e bem dançante. O tradicional patrocinador dos eventos HDs, Jack Daniels, contribuiu bastante para a alegria distribuindo a bebida. A Coca Cola entrou com os refrigerantes e a cerveja e no final os taxis fizeram a festa da galera que estava mais longe. Os que estavam hospedados mais perto foram a pé. Lógico que muitos vieram de moto, mas não soube de nenhum incidente.

No terceiro dia tivemos a parada no melhor estilo norte-americano, com premiação para o Chapter RJ que desfilou com muita animação e com as garupas desfraldando cangas de praia como se fossem bandeiras. As cangas deram um toque bem especial ao desfile pois todas eram com motivos cariocas (Cristo, Pão de Açúcar, Praias) e conquistaram os jurados da parada.

Logo em seguida à parada as motos se dirigiram ao local da foto oficial e tivemos o ponto negativo do evento: a organização não deu nenhuma orientação aos diretores dos chapters e deixou a cargo dos batedores da PM a condução dos participantes do evento. O batedor errou o caminho, descendo por uma picada de terra batida, com muitas erosões, buracos e pedras, enfim um caminho digno de uma off Road, e tivemos algumas quedas nesse trajeto. Tudo evitável se houvesse mais pessoas sabendo o caminho e bloqueando esse erro imperdoável do batedor.

No jantar de confraternização o animo dos participantes era bem pouco e clima de festa ficou bastante prejudicado.

Saldo do evento: aos participantes ficou a imprensão de desleixo por parte da organização por conta de eventos isolados, como a largada do Rally feita de modo atabalhoado e o percurso para o local da foto. A cidade de Campos do Jordão é muito bonita e recebeu bem os participantes, mas os preços praticados foram fora do padrão esperado por muitos dos participantes. A loja oficial do evento praticamente não tinha novidade, sequer a tradicional camiseta com o nome da cidade.

Ao Grupo Izzo fica a sugestão de voltar ao nível de eventos anteriores (este ano sequer foi disponibilizado um kit diferenciado para os diretores) e dar maior valor ao grande patrimônio HD: seus clientes! Por exemplo: se for para usar as dependências de um local privado para realizar a foto oficial, melhore a forma de saída (fila enorme para conseguir uma liberação para quem não consumiu nada é tratar o cliente de forma desrespeitosa) ou programe a foto para um horário onde os participantes possam aproveitar o local e a saída se faça de forma menos estressante.

E por último: abraço aos colegas que não consegui conversar (como o Reinaldo do HOG POA, que encontrei somente na largada do Rally - em tempo: recebi os adesivos! Valeu! O PHD Roque, que participou do evento e só tive conhecimento pelo Blog dele. E os Biduzidos Chacon, Dalton, Bocuzzi, Malanconi, Gus, Fabiano, JF, JM e Monsó). Fica a promessa do chopp quando visitarem o Rio.

4 comentários:

Wilson Roque disse...

Wolfmann,
concordo plenamente com sua análise do evento. Foi meu primeiro National HOG Rally e fiquei bem desapontado.
Lamento não ter podido encontrá-lo. Procurei por você, mas com o grupo espalhado pela cidade, ficou difícil. Em outra oportunidade ou na minha próxima ida a Niterói, para visitar meu filho e a família. Quem sabe num café na HD Barra da Tijuca.

wolfmann disse...

Será um prazer conhecê-lo.
Com relação ao HOG Rally, eu penso que o planejamento e organização do evento de 2009 foi um desserviço ao HOG. Todo esforço que já foi feito pela diretoria do Chapter RJ(frise-se ser um trabalho voluntário e não remunerado) em conquistar novos membros atuantes e fazer do HOG um ponto de atração para os colegas harleyros ficou muito prejudicada pela sensação de que o HOG não dá valor aos seus participantes, bem a nível do tratamento dispensado pelo Grupo Izzo em seu pós-venda.
Acredito que as demais diretorias também se sentiram desprestigiadas com o evento pobre deste ano.
A realidade é que a marca é forte e consegue superar maus administradores, mas se você não se sente bem na sua casa, acaba se mudando e nisso o HOG perde adeptos que se mudam para outros pontos de encontros onde se sentem mais bem acolhidos.
Espero sinceramente que os representantes do HOG internacional que estiveram no evento cobrem providências no sentido de fazer os concessionários da marca darem melhor tratamento ao HOG Brasil.

HOG - Porto Alegre Chapter disse...

Grande Wolfmann,
Não vai faltar oportunidade de conversar com o amigo pessoalmente. Grande abraço,

Reinaldo

wolfmann disse...

Tenho certeza disso, nem que seja no fim do ano... se tudo correr bem pretendo ir ao evento de Punta no Uruguai.
Por enquanto são apenas planos.
abraço.