sexta-feira, 2 de maio de 2014

ergonomia: pequenos detalhes fazem muita diferença na pilotagem segura

Achar a minha "posição" na Fat custou algum tempo, mas encontrei: trocando o riser original por um pullback riser de 4 polegadas e adotando o banco orginal da Night Train, o Badlander fiquei com a moto mais na mão.

Isso não é novidade.

Com a suspensão traseira copiando todas as imperfeições do piso, fato que prestei atenção após a Silvana ter me chamado a atenção para o desconforto na garupa. Para amenizar enquanto não levo a Fat para a revisão dos 72000 kms (já chegou, mas falta tempo), trouxe o banco original da Fat para dar mais conforto na garupa, já que o banco original é mais largo e mais espesso que o falso banco do garupa do Badlander tem.

Preguiça em ficar montando e desmontando o banco para a Silvana andar na garupa até o Rota nas noites de quartas: o banco original está em uso.

Já fiz viagens com esse banco (a viagem a Florianópolis foi com ele para permitir que a Silvana usasse a garupa no evento) e sempre notei que precisava ajustar os espelhos em uma posição mais alta.

Muda o banco, muda a posição de pilotagem e pequenos detalhes fazem grande diferença na pilotagem. Demonstrando o que estou comentando:

Com o banco original, eu fico mais para trás e com as pernas mais abertas impedindo que plante os pés no chão e me fazendo pendurar no guidão para ficar mais perto dos pedais.


Usando o Badlander esse panorama muda: o banco é mais baixo (menos espuma) e mais cavado deixando mais apoio para a lombar e permitindo fechar mais as pernas e plantar bem os pés no chão, mas ainda fico um pouco distante dos pedais e acabo ficando com a coluna na posição do "C" invertido.


A melhor posição sempre foi com a bolsa "sentada" no lugar do garupa: deixa a coluna reta e me leva para frente no banco, me posicionando na parte mais cavada da sela permitindo fechar as pernas e plantar os pés no chão, além de me deixar mais perto dos pedais.


Eu consegui um encosto pochete do Erê, preso no banco com uma fita e fecho em velcro, o encosto me leva para a parte mais cavada e deixa a lombar ereta, simulando o efeito da bolsa "sentada" na garupa.


O detalhe mais interessante é que esse encosto não incomoda a garupa e nem diminui o espaço para a garupa sentar-se já que o encosto se posiciona unicamente na sela do piloto.

Diferença principal entre o banco original com encosto e o Badlander pode ser traduzida como estar pilotando "dentro" da moto e "em cima" da moto.

Com o Badlander, estou mais baixo e mais atrás (algo perto de uma polegada), ficando com os pulsos mais altos (um mini-ape baixo), braços mais esticados e joelhos mais dobrados obrigando a fazer mais força nas plataformas para forçar a inclinação. O corpo precisa se deslocar mais, mesmo usando o contra-esterço, ou seja, formo um conjunto no interior do quadro praticamente sentado no tanque de óleo da moto, entre os paralamas, baixando o centro de gravidade.

Com o conjunto banco original/encosto lombar estou mais alto e mais à frente, ficando com os pulsos mais baixos, braços menos esticados e joelhos menos dobrados permitindo usar o peso do corpo nas plataformas facilitando tanto a extensão do braço para o contra-esterço como a inclinação da moto usando o peso nas plataformas, ou seja, formo um conjunto montado no quadro elevando um pouco mais o centro de gravidade.

Além disso, a coluna mais ereta permite que o olhar se posicione mais longe, antevendo problemas mais cedo.

Essa é a novidade: o uso do encosto me devolveu a pilotagem característica das motos custom/cruiser.

Mas cá entre nós, continuo gostando mais da posição do Badlander, mesmo notando que faço mais força e que a moto não nasceu para esse banco.

Um comentário:

Luiz Monteiro disse...

Bom dia, Wolfmann

Gostei muito deste encosto ( encosto pochete ) poderia me enviar fotos para ver se consigo fazer um aqui??

Abraço

Luiz.

luizmonteiro8@me.com