sábado, 28 de maio de 2016

ride test na Indian Chief

E finalmente consegui uma oportunidade de fazer o ride test e experimentar a Indian Chief.

Dan Morel já escreveu sobre as impressões no ride test que fez, e foi inclusive alvo de postagem anterior minha.

Além dele, os inúmeros relatos de satisfação que já li, me deixavam cada vez mais curioso sobre a moto.

O ride test foi de cerca de 40 quilometros, saindo da Barra até Ipanema e voltando, com trânsito variando de leve a intenso, onde obrigou a fazer corredor em determinadas situações.

Longe de ser uma condição de "uso normal", o ride test foi bem variado, com piso em reparos, piso ruim e piso novo, além de trafegar pelo trânsito mais parado por conta de sinais e cruzamentos, passando pela via expressa da Lagoa-Barra e o novo viaduto do Joá.

A moto escolhida por mim foi a Chief Classic, tendo sido oferecida a Chief Vintage (que foi pilotada pelo Lobo, acompanhando todo o caminho) e a Scout (que não me atrai e por isso não cogitei testar).

A Chief é uma moto de peso semelhante às Softails da Harley-Davidson, mas com entre-eixos maior dando a impressão de ser um moto muito grande e pesada.

Essa impressão inicial se desmancha no momento de sentar na moto: a moto mostra ser fácil de tirar do cavalete lateral (que fica meio longe para quem tem perna curta) e o conjunto banco/suspensão se mostra confortável antes mesmo de colocar a moto em movimento.

A moto usada para o teste usava ponteiras esportivas, que deixou o ronco bastante grave e agradável de ouvir (pelo menos para quem gosta do som dos V2).

Saindo para o teste, em menos de 10 metros já me sentia a vontade na moto: veste muito bem, o guidão pode ser melhor regulado, mas a posição original é muito boa. Senti falta do contra-pedal (vendido como acessório), mas é questão de condicionamento.

Pilotando, de cara o trânsito já obrigou a fazer corredor, coisa bem natural para a Chief. Com trânsito livre, a moto despeja potência rapidamente e ganha velocidade de forma bem natural, chegando a empurrar na aceleração.

A moto se comporta de forma muito similar ao comportamento das Softails da HD: neutra, exige força no uso do esterço, mas mantém a trajetória com facilidade.

A frenagem é muito linear e homogênea. Não fiz uso do ABS em nenhum momento.

As retomadas são bem fortes, mas merecem uma atenção da engenharia da Indian para poder aproveitar melhor o motor 1800 que mesmo sendo bem elástico, mostra uma indecisão na baixa.

A tampa do cilindro é responsável pela boa dissipação do calor e a moto esquenta muito pouco, praticamente fria se compararmos com os Twin Cam 96 e 103 e esquenta tanto quanto o Twin Cam  110 de refrigeração híbrida que equipa a CVO.

É uma moto que representa uma alternativa tão boa, em muitos quesitos bem melhor, que as HDs.

Para a turma que não gosta do índio no paralama dianteiro e os paralamas fechados cobrindo a roda, recomendo trocar os paralamas porque a moto é excelente.

No resumo é uma Softail com tamanho de Road King que resolve a maioria dos problemas (ou características como gostam de dizer) das Harley-Davidson.

Sobre o dealer Indian: pelo menos no Rio, a equipe de vendas é super solícita. Não deixa nenhuma dúvida sem resposta e dá total atenção ao consumidor. Não comento sobre a oficina, mas até o momento não li queixas sobre o atendimento e não acredito que existirão problemas tão cedo pelo pequeno número de motos rodando.

Agora é esperar que liberem um dos novos modelos que chegaram (Roadmaster e Cheiftain) para ver como se comportam com o angulo de cáster mais fechado, e consequentemente trazendo uma cíclista bem diferente das Chief.

2 comentários:

Paulo Augusto Almeida Junqueira disse...

Poderia comparar com sua CVO e a FAT no percuruso velho conhecido???

Abs

wolfmann disse...

vou fazer um post sobre isso.

abraço