sábado, 10 de outubro de 2015

Salão Duas Rodas - 2015: Harley-Davidson

Maior stand entre as montadoras, com direito a sala separada para HOG e Harley-Davidson, banda de rock em palco elevado e os modelos espalhados pelo stand.

A HDMC não traz nenhum modelo novo, manteve todo o catálogo 2015 para a 2016 (sim, o mico do ano Low Rider segue em produção e a Softail Slim não apareceu).

A grande novidade fica por conta dos motores 103B nas Softails e nada mais. Levando em consideração que os motores 103B estão em produção desde 2013 (eu já os tinha visto na viagem dos 110 anos da HD), a grande novidade não é tão nova assim, mesmo já sendo a versão High Output.

A adoção desse motor é excelente por conta da nova tecnologia (já conhecida das Limited desde 2013) e do novo sistema elétrico, calcanhar de Aquiles do TC96.

Já estavam presentes as novas CVO e a Road King Police entra no catálogo 2016 também, agora na cor azul aeronáutica.

As novas suspensões das Sportsters visualmente já se mostram mais robustas, resta saber como se comportam.

Dynas, Tourings e V-RSC não mudam, fazendo realmente valer a pena comprar uma 2015 antes que a tabela vire.

Se as mudanças nas Softails e Sportsters valem gastar mais é algo a ser avaliado: no caso das Sportsters, em caso das novas suspensões mostrarem ser uma solução para o problema crônico e evitem a troca delas, pode ser interessante aguardar os novos modelos.

Já para as Softails a adoção do TC103B High Output representa um salto de qualidade na tecnologia embarcada que pode ser inclusive a solução para o problema crônico da queima de reguladores de voltagem, uma vez que o sistema elétrico precisa ser modificado por projeto. eu aguardaria para fazer a compra no ano que vem.

8 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal o blog e seus comentários, mas por que vc não gosta da low rider? E das dynas em geral?
Guilherme

wolfmann disse...

Guilherme, a impressão que tenho é que a HDMC Brasil não gosta das Dynas e o mercado não gosta da Low Rider em particular.

A Low Rider é o modelo HD com menor número de vendas até o final do terceiro trimestre e só por conta disso já dá para afirmar que é um modelo destinado ao fracasso como foi a Switchback ou Blackine. E nenhum dos três modelos citados são modelos que se possa classificar como ruins: a Blackline era moto de nicho de mercado, a Switchback perdeu a briga doméstica com a Heritage e a Low Rider simplesmente não decolou. E posso te dizer que são modelos que eu gosto muito: a Blackline é uma FX, modelo que sempre me agradou pela inspiração Chopper, a Switchback tinha um custo benefício bem melhor que a Heritage, apesar das péssimas suspensões para viajar garupado, e a Low Rider é o projeto mais vintage do catálogo, o que sempre me agradou.

Já a HDMC dá uma prova irrefutável que não gosta da família Dyna: tira modelos bem aceitos para trazer outros nem tanto, mantém uma motorização ultrapassada dentro do próprio catálogo HD e é sempre a última família em entrar em produção, dando impressão que a montadora só faz isso para cumprir contrato depois de já ter cumprido suas principais metas com Tourings, Softails e Sportsters.

A família Dyna é responsável por verdadeiras lendas entre os modelos HDs: a mãe FXR (que não faz parte da família Dyna, mas serve de inspiração para o nascimento da Dyna), a Convertible, a Daytona, a Wide Glide e a que deu início em 1991 a Dyna Glide Sturgis. Não tem como não gostar das Dynas.

Abraço.

Anônimo disse...

É verdade, pelo menos no dealer de Porto Alegre foi difícil encontrar a low rider e no dealer de Ribeirão Preto ele só tinha a de teste drive, mas não tinham para venda. Consegui comprar a minha em Poa, mas eles só tinham ela lá uns 02 meses depois da primeira vez que fui procurar uma. Eu também gosto deste estilo vintage (tanto que comprei uma), sendo que ela e a heritage são minhas preferidas.
Guilherme

Dinis Afonso disse...

pouts.... acabei de comprar uma low rider... E leio "o mico do ano"... confesso que agora fiquei preocupado....

wolfmann disse...

Dinis não tem outra classificação: é o modelo produzido em Manaus com menor número de unidades (104). Para te dar ideia, a Iron é o best seller com 867 unidades produzidas.

Mas isso não é demérito para o modelo, apenas indica que será um modelo de revenda mais complicada por conta da baixa procura pelo mercado.

Divirta-se com a moto.

Vinicius Barros disse...

51 mil dilmas em uma 1200??
puff.. não vale!

Celso Abreu disse...

Wolfmann, essa nova Road King Police 2016 azul será vendida por encomenda ?
Qualquer um pode comprá-la ou só quando sobrar dos órgãos militares como o lote 2013/14? Abraços!

wolfmann disse...

Celso, acredito que será o mesmo esquema das RKP brancas: uma série especial feita com sobras dos empenhos não pagos de licitações.

Cada dealer deverá ter uma cota e havendo desistências, abre espaço para que um dealer possa ter um reforço na sua cota.

Não havia nenhuma previsão de início de vendas.

abraço.