sábado, 24 de janeiro de 2015

projeto 2015: Street Glide

Continuando o dever de casa, a Street  Glide é uma opção interessante, ainda mais depois das inovações do Rushmore Project trazendo o ABS reflex e sem a dor de cabeça de ser cobaia no aperfeiçoamento da refrigeração híbrida.

Infelizmente nem tudo é perfeito. a suspensão traseira da Street Glide é uma fonte de queixas, principalmente dos proprietários de Electras e Ultras que procuraram na Street uma moto confortável e mais leve que as motos que usam.

A principal queixa é o pequeno curso da supensão, dando fim de curso com alguma facilidade, principalmente se estiver garupado e com bagagem. Isso é atestado nos testes feitos por revistas americanas.

As suspensões da família Touring sempre foram um dos grandes diferenciais em termos de conforto para viajar. A possibilidade de regulagem hidropneumática onde, com uma bomba de ar especializada, se regula a dureza da suspensão traseira e junto com o grande banco e o encosto no tour pack fazem toda a diferença no conforto do garupa.

Para a pilotagem, a regulagem da suspensão traseira também representa o diferencial, já que a carga na motocicleta influencia consideravelmente a forma de pilotar e poder regular a ação dos amortecedores acaba sendo um atrativo para quem usa a moto.

A Street Glide, apesar de pertencer à família Touring, é uma das customizações de fábrica que a HDMC faz seguindo as tendências de customizadores, no caso transformar uma Touring em uma Bagger.

A Bagger é toda a motocicleta que conta com alforges, como a Heritage ou a Road King, mas o estilo que os customizadores popularizaram é um pouco mais que isso: é um chassi baixo, com roda dianteira maior e roda traseira menor e por isso a Street Glide tem rodas diferentes das Electras e Ultra além de suspensão traseira mais curta (12" contra 13" dos demais modelos) e isso faz toda a diferença no conforto da moto.

Para o mercado americano a HDMC tem duas versões da Street Glide: a standard e a Special. A standard usa os amortecedores hidropneumáticos tradicionais da linha Touring, apenas mais curtos 1 polegada, e a Special usa os amortecedores Showa com pré-carga na mola e regulagem milimétrica na pré-carga.

No Brasil a Street Glide standard foi vendida desde o lançamento, usando a suspensão da Special desde 2013. Para 2015 a HDMC Brasil vai trazer a versão Special, aposentando a versão standard.

Na prática isso representa uma moto mais luxuosa, com o infotainment usado na Limited, incluindo a GPS tão criticado.

Todos são unânimes em recomendar a troca da suspensão traseira pela suspensão das Electras (amortecedor hidropneumático de 13 polegadas), mas recomendam bastante que a Fat seja trocada pela Street Glide pelo conforto que a moto agrega na estrada. Na cidade os comentários se dividem.

O modelo me agrada pelo novo motor TC 103 Highoutput que representa um motor mais bem resolvido em baixas rotações e de aceleração mais linear, a segurança aumentada com a presença do ABS mais moderno na linha HDMC e a embreagem hidráulica.

O morcegão é algo para me acostumar, mas é de longe a solução que menos me deixa claustrofóbico dentro das Electras: windshield menor, carenagem menos carregada, nova abertura do Rushmore Project e o som serão novidades interessantes para contrabalançar o uso do "caminhão".

Decidindo pela Street Glide, a ideia é alterar o mínimo: Stage I, remapear, troca de punhos, sissybar e grelha destacáveis. Não pretendo mexer na suspensão traseira antes de usar e ver se realmente é esse problema todo, já que os fóruns americanos mostram vários proprietários das Street Glide Standard trocando os amortecedores tradicionais pelos Showa.

10 comentários:

Wilson Roque disse...

Sem dúvida a suspensão é o calcanhar de Aquiles na Street Glide, comparada com as Ultras. No mais, é uma opção mais light e a motorização com TC 103 faz muita diferença. O GPS não é ruim, testei nos EUA ano passado e foi aprovado com distinção. Para os EUA. Para o Brasil é como a buzina; só em caso de emergência.

Catunda disse...

Recentemente rodei por três dias com uma Street Glide alugada. Gostei muito, pois é mais leve que as Ultras e tem o som, que é impagável! Um abraço!

Celso Abreu disse...

Fico meio dividido por causa do morcegão, minha filha detesta. Por isso continuo com a minha Fatboy .

wolfmann disse...

Confesso que o morcego não faz a minha cabeça como qualquer windshield, mas acho válido experimentá-lo já que a ideia do projeto 2015 é ser diferente dos modelos que sempre rodei.

Minha última moto carenada foi uma RD 350 na década de 90, mas não era um parabrisa, mas sim um detalhe aerodinâmico tal e qual o morcego da SG após a reestilização do Rushmore Project. Resta saber até que ponto a entrada de ar no nariz vai diminuir a turbulência no capacete.

Celso Abreu disse...

Se você comprá-la vou te acompanhar e ver seus comentários , quem sabe acabo me animando....Abraço e sucesso na sua escolha, seja qual moto for.

Anônimo disse...

Wolfmann, tenho uma street glide special 2015 com 1000 kms e desde que comprei observo que ao subir em rampas ingremes como garagens de edificios ou ao trafegar em rodovias ou ruas que subitamente apresentam desniveis no asfalto onde voce sente que a moto levanta a suspensão e depois volta ao normal, ouço um barulho na frente tipo um "tuc" que não sei se é na caixa de direção ou bengalas.Tal barulho não aparece ao andar em asfalto ruim e recapeado ou passar em buracos. Só aparece quando a moto levanta subitamente a suspensão dianteira e volta ao normal com a sensação de algo na dianteira apresentando alguma folga.Já levei duas vezes na CC onde foi feito reaperto e lubrificação da caixa de direção assim como troca de oleo dos amortecedores dianteiros, porem sem desaparecimento do problema. Eles insistem em dizer que a moto não tem nada. Mas é só passar em desniveis e subir em rampas e lá está o tal "tuc".

wolfmann disse...

Se a suspensão já foi verificada, eu procuraria pela fonte do barulho dentro do morcego (fixação de rádio e instrumentos e a própria fixação do morcego) e verificaria se o tanque encontra-se devidamente preso ao quadro.

As vezes são coisas simples.

Lucio Flavio disse...

Desculpe me meter na conversa. Tenho uma street 2015 e TB percebi o barulho. Pelo que percebi eh nas bengalas quando terminam o curso no sentido da extensão do movimento. Se VC deixa descer um pouco de ré, na rampa, e acionar o freio dianteiro vai ouvir sempre. Depois de levar a concessionária e avaliarem que nada ia sair do lugar fiquei tranqüilo. Grande abraço

thales fonte disse...

Pessoal verifiquem se o sissybar ou a grelha (destacaveis) não estão batendo no amortecedor traseiro direito. Se estiver batendo é só inverter o amortecedor traseiro direito, montando ele de ponta cabeça.

thales fonte disse...

Pessoal verifique se esse tuc não vê do choque entre algum acessório desfaça e e o amortecedor traseiro direito. Se for é só inverter o amortecedor traseiro montando ele de ponta cabeça.