terça-feira, 6 de dezembro de 2016

vendi a Fat

E terminou, pelo menos na minha mão, a saga da Fat Boy.

Depois de 10 anos (o último rodando muito pouco) e 82.000 kms a Fat Boy vai fazer os caminhos com outro piloto.

Vendi para um amigo do QI, que sei que vai ter o mesmo cuidado com a manutenção que tive, e muito mais cuidado com a conservação que tive.

Pedi R$28.000,00, mas como foi para um amigo dei um desconto e a moto foi vendida por R$ 25.000,00, no estado que se encontrava e que qualquer um pode acessar lendo o blog.

Com isso 2017 entra mais leve para o bolso (menos um seguro, menos um IPVA e menos despesas com a manutenção de motos) e mais "touring", pelo menos até aparecer alguma opção que seja interessante (o novo M8 interessa e a Indian traz a nova estrela do catálogo: a Springfield).

5 comentários:

Paulo Augusto Almeida Junqueira disse...

Previsível e totalmente aceitável.

Só não entendi se a street te encantou pra valer ou eh paixão passageira...

Abs

wolfmann disse...

PJ, só o tempo vai dizer. A CVO foi uma atração desde que a vi, medo de não acostumar que já superei. Estou bem satisfeito e vendi a Fat sem dó, se a CVO seguir o caminho atual, é moto para mais dez anos. Vamos ver se consigo um ride test no M8, que dizem maravilhas, para ver se a CVO segue sem concorrente.

Anônimo disse...

É o fim de uma ERA....

Grande Lobo

Sds
Ricardo Free Rider - Manaus

Leonam disse...

Wolfmann, como vai?

Qual a sua impressão sobre rodar com uma touring na cidade do Rio de Janeiro? Estou estudando opções para trocar minha Dyna e gostaria de pensar em uma boa moto de viagem (especialmente bagagem para Patroa) e estava considerando uma Electra. Minha ideia era comprar um detachable kit e rodar como uma Street e usar o tour pak apenas para viajar.

Minha preocupação é que uso a moto para ir ao trabalho com alguma regularidade e tenho o receio de ficar muito preso no transito.

Parabéns pelo Blog!

Abraço

Leonam

wolfmann disse...

Leonam, eu tenho ideia de escrever sobre isso, mas falta tempo.

De toda a forma vou ter resumir: você vai ficar mais preso no tráfego.

A largura do corredor para a Dyna é pouca coisa mais estreito que o corredor para a SG, mas a inércia da touring faz com que a manobras fiquem mais pesadas e muitas vezes eu não tenho disposição de ficar fazendo força para desviar dos espelhos de carros que estreitam o corredor.

Outra coisa é o comprimento da moto, maior que o da Dyna, e que atrapalha o "swing" dentro do corredor te obrigando a uma velocidade mais baixa.

O ideal é passar pelo corredor controlando a moto usando a técnica de condução em baixa velocidade, usando o freio traseiro e embreagem, para evitar colocar o pé no chão e não precisar sair da inércia muitas vezes.

Em termos práticos essa dificuldade traz uma diferença de minutos no final do trajeto, exemplificando: eu faço Gávea/JB/Lagoa/Rebouças/Cosme Velho/Laranjeiras em 20 minutos com transito pesado enquanto fazia o mesmo trajeto com a Fat Boy em 17/18 minutos.

Outro exemplo é sair do dealer no Recreio depois de pegar a moto na revisão e vir para Laranjeiras enfrentando o tráfego matutino: levei 50 minutos e o meu melhor tempo com a Fat Boy não passou de 40 minutos nas mesmas condições.

Outro fator que deve ser levado em conta nessa condução em transito pesado é o aumento do cansaço pelo esforço em controlar o maior peso (quase 100 kg a mais) e isso desgasta, além do desconforto pela maior dissipação de calor por estar totalmente carenado (morcego e perneiras).

Leve tudo em conta na hora de decidir. Eu sinto prazer em pilotar a SG e encaro as dificuldades sem maiores problemas, mas elas existem. Talvez procure um meio termo de uma Touring sem carenagem (uma RK ou uma Indian Springfield) pelo prazer de voltar a tomar vento no peito, mas por enquanto estou satisfeito com a troca da Fat pela SG.

É uma troca excelente para a estrada, mas paga um preço do aumento do cansaço no uso urbano.