sexta-feira, 14 de outubro de 2016

dicas que a experiência ensina

A família Touring sempre foi uma família pesada, principalmente para romper a inércia, e devo confessar que isso me deixava muito incomodado na hora das manobras e saídas com a moto.

Com o tempo a gente acostuma, mas tem alguns detalhes que ajudam.

Todo proprietário de Touring fala que a moto só pode sair com o "guidão reto". Essa "dica" eu pude comprovar com a CVO: se você tenta sair esterçando a moto inclina e pode tombar. Se ela sai "reto" da vaga e você esterça já com o motor enchendo e os pés na plataforma, a manobra se torna muito mais simples. Algo que a gente já faz instintivamente desde que aprende as técnicas de controle em baixa velocidade.

Complementando essa máxima posso dizer que a  moto sai do descanso com muito mais facilidade com a roda alinhada ou esterçada para  a direita.

Normalmente, quando se estaciona a moto, a moto fica com a roda esterçada na direção do descanso (esquerda) e você precisa levantá-la para poder sair ou manobrar a moto. Sempre notei que isso fica mais fácil esterçando a roda para o lado contrário ao lado do descanso, mas nas Tourings isso é fundamental. 

Depois que comecei a fazer isso, meu nível de satisfação com a CVO cresceu muito. Para quem está iniciando, pode anotar e tornar um hábito esterçar a roda antes de levantá-la do descanso.

Outra "dica" é sobre o uso da embreagem hidráulica. Quem está usando as novas embreagens hidráulicas reclama muito do "peso" do manete. A embreagem hidráulica é mais "pesada" porque não tem a posição de meia-embreagem que a maioria costuma usar deixando a embreagem baixa na regulagem do cabo, permitindo a saída soltando muito pouco a embreagem.

A embreagem hidráulica só tem duas posições: aberta ou fechada. Aberta, o movimento é liberado, e fechada, o movimento é impedido. A posição de meia embreagem começa a aparecer depois que o sistema hidráulico encontra-se cheio (depois que a embreagem foi aberta completamente pela primeira vez) e você consegue dosar a abertura do sistema para diminuir a vazão do fluído. O "peso" da embreagem acaba te fazendo perder esse ponto com rapidez pelo cansaço de manter o manete no ponto ideal da meia embreagem.

Desse jeito fica difícil manobrar no corredor, por exemplo. A experiência me ensinou a puxar o manete fazendo a pegada o mais perto possível do final dela, aumentando a alavanca e fazendo menos força. Desse jeito a gente consegue achar um ponto de meia embreagem e sustentar esse ponto, coisa que fazendo a pegada normal acaba inviabilizando com rapidez.

Um comentário:

luciano pereira disse...

Show parceiro! Tô sonhando com a primeira hd, e toda dica é válida