quinta-feira, 20 de março de 2014

ciclista e as responsabilidades no trânsito

Segunda feira (17/03) tive um acidente que terminou com a Fat no chão: um ciclista saiu da calçada para o asfalto sem olhar e para não derrubá-lo fui obrigado a frenagem de emergência.

Chão sujo, roda travada e moto no chão. Pequenos arranhões no manete da embreagem (mais algumas marcas do uso) e tive que desamassar o encaixe do manete no punho que estava enforcando a embreagem.

Junte a isso ralados pela queimadura da calça no asfalto e o joelho inchado pela pancada: nada que três dias de anti-inflamatório não resolvessem.

Passado o susto, comecei a observar melhor o comportamento dos ciclistas no Rio de Janeiro: muitos acidentes fatais envolvendo ciclistas e carros e/ou ônibus e/ou caminhões levam a crer que somos muito mal educados no trânsito e não respeitamos o ciclista.

Não é bem assim: o ciclista exige respeito, mas não respeita o trânsito e muito menos os pedestres. Em três dias vi três "atropelamentos" de pedestres por ciclistas em "alta velocidade". Um desses atropelamentos aconteceu com uma bicicleta elétrica, essa sim em velocidade elevada para andar na sarjeta e dificilmente iria conseguir parar a tempo de evitar o "atropelamento" do idoso que ficou no chão, com o ciclista se levantando e saindo rapidamente.

Com o incentivo ao uso da bicicleta nasce a necessidade de educar o ciclista de que, apesar do desejo em posar com a parte fraca no trânsito, isso não é a realidade.

Sempre procuro fazer a ultrapassagem por bicicletas junto às calçadas como se ultrapasse um veículo maior, mas acho impressionante quando venho pelo corredor entre carros e ônibus e aparece do nada uma bicicleta, que precisa de muita disposição no pedal para se adequar à velocidade do tráfego quando volta a rodar.

A imprudência nasce da falta de respeito do ciclista por si mesmo, se colocando na maioria das vezes em situação de risco simplesmente por que é "politicamente correto" usar a bicicleta no lugar de um carro.

Norma bem conhecida por quem anda de moto é que o respeito é dado a quem a respeita.

Não vou deixar de tentar evitar o acidente com uma bicicleta porque um ciclista foi imprudente, mas espero que o ciclista não se coloque na mesma situação com um carro ou um ônibus...  o resultado vai ser bem diferente.

6 comentários:

Mazz disse...

Esses ciclistas são muito folgados, mas nada que uma "super nanny" nas costas deles não resolva... em especial para os que derrubam idosos...

Wilson Roque disse...

O ciclista é mais uma revelação da falta de educação e da impunidade. Aqui em SC há muitos ciclistas. Andam na contramão, entram na pista sem olhar, um caos total. Até fico admirado com os poucos acidentes que vejo no dia-a-dia.

andré disse...

Em 1981 foi fechado e derrubado por um ciclista,não fiquei machucado e moto só quebrou a manete de embreagem. Abs.

Bayer // Old Dog disse...

Sinto muito mesmo, mas vão se os manetes, ficam-se os dedos...

Aqui em SP alguns ciclistas são extremamente politizados, mas mesmo assim há uma subcultura que não entendo.

Por causa das recentes faixas de ônibus pintadas à direita, muitos andam na faixa da esquerda em vias rápidas, onde o limite é de 70km/h. Ou seja, é comum acontecer de um veículo mudar de faixa repentinamente na minha frente e eu ser surpreendido com um ciclista naquela faixa.

Não faz o menor sentido. Eles alegam que é pela segurança, mas se colocam na posição mais insegura possível.

wolfmann disse...

O Rio é uma cidade que tenta implantar a cultura da bicicleta e acho isso válido.

O que realmente vem incomodando o ciclista "politicamente correto e dono da verdade" se expondo e a culpa do acidente ficando para o motorista ou motociclista que é envolvido mesmo tentando preservar a integridade do ciclista.

Já está passando da hora de iniciar a educação do ciclista para conviver com pedestre, carros, motos e veículos pesados.

Marcão disse...

Da próxima vez, manda-lhe um road rash.