terça-feira, 15 de outubro de 2013

números da ABRACICLO para o terceiro trimestre

A HDMC segue seu caminho sem maiores problemas. Com 6211 unidades fabricadas e 6154 unidades vendidas, o ano de 2013 aponta para um crescimento de cerca de 15% (previsão de 8200 unidades fabricadas contra as 6996 unidades fabricadas em 2012 e previsão da mesma quantidade de unidades vendidas contra as 6923 unidades vendidas em 2012).

Números que muitas fábricas andam perseguindo e não estão conseguindo, mostrando que o trabalha na filial brasileira está conseguindo resultados.

Detalhando os números vemos que a família VRSC achou é muito querida no Brasil: com 1140 unidades produzidas e 1010 unidades vendidas a V-ROD nas suas duas versões é o modelo mais vendido/fabricado no Brasil, seguido pela Fat Boy nas suas duas versões (928 unidades produzidas e 836 vendidas),Sportster XL 1200 (631 produzidas com 720 vendidas) e Sportster 883 em suas duas versões (614 produzidas e 711 vendidas).

A Road King aparece no meio das best sellers (701 produzidas e 705 vendidas) por conta das encomendas para renovação das frotas da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas.

A Sportster XR1200 e a Softail Blackline tiveram sua fabricação encerrada em junho e os estoques já estão encerrados (restam apenas duas unidades da Blackline no balanço do terceiro trimestre).

O mico do ano continua com a Dyna Switchback: com apenas 102 unidades fabricadas e 92 unidades vendidas, é o modelo com pior desempenho no catálogo 2013, uma pena porque considero o modelo uma excelente opção para quem quer uma moto para viajar garupado, com pouca coisa a ser feita. A outra opção às Tourings continua bem vendida: a Softail Heritage Classic já conta com 369 fabricadas e 321 vendidas.

Outra decepção vem sendo a Street Glide. Novidade no ano passado, o modelo foi o best seller da família Touring e este ano vem bem abaixo do esperado: apenas 197 fabricadas, contra 334 do ano passado, e 178 vendidas, contra 359 do ano passado. A Road King é o best seller deste ano.

Não tenho como afirmar motivo para essa queda da Street Glide dentro das Tourings, se por deixar de ser novidade ou se a suspensão traseira sem a tradicional regulagem pneumática (já vi anúncio de venda da suspensão de uma Street Glide 2013 pelo proprietário ter optado pela suspensão tradicional) ou outro motivo, mas não deixa de ser um fato a ser analisado pela HDMC esse mau desempenho do modelo.

Não sei se a HDMC tem alguma pesquisa sobre os proprietários que estão trocando seus modelos usados por novos, mas pela amostragem com os colegas mais antigos de HOG RJ, a marca está conquistando novos consumidores já que tenho visto poucos colegas trocando suas motos e o mercado de usadas tem andado fraco, com muitos colegas trocando de marca e mantendo suas HDs antigas junto com motos de outras marcas.

Ponto para o marketing da HDMC que vem conquistando novos consumidores porque o pós-venda continua sendo motivo para troca de marca.

2 comentários:

Wilson Roque disse...

O pós-venda em Santa Catarina deu uma virado no jogo, depois da inauguração da Floripa Harley-Davidson. Em conversa com harleyros antigos e novos, todos elogiam o pós-venda da concessionária, apesar dos problemas de estoque da HD Brasil. O que antes era um inferno (tempo da Izzo), virou referência.

wolfmann disse...

tive duas experiências com a HD Floripa e fiquei satisfeito, apesar do problema com a entrega devido à greve da ECT.

Aqui no Rio também tenho escutado vários comentários de satisfação com o dealer catarinense.

Resta saber quando isso vai se propagar pelo resto da rede.