terça-feira, 22 de janeiro de 2013

upgrade: fazer ou trocar de moto

Antes que alguém pense que upgrade da Fat é uma Road King peço para lerem um post antigo do Bayer no old dog: http://olddogcycles.com/2011/11/vamos-esclarecer-algumas-coisas.html

Upgrade é aperfeiçoamento. Upgrade não é customização, mas começa com a desculpa da customização

Normalmente você customiza a usa moto para deixá-la mais adequada ao seu gosto e uso, mas na maioria das vezes o modelo escolhido não é o melhor para o seu perfil de uso.

As modificações que fiz na minha moto tiveram de tudo um pouco: de tampinhas estéticas e nacele de farol passando por riser/banco/highway pegs/sissy bar/faróis auxiliares até troca de filtro e escape, SERT, sem falar na nova linha de freios.

A HDMC já tinha feito um upgrade com a adoção da injeção eletrônica, mas a adoção do Stage I devolveu à moto o uso que ela tinha sido projetada, com entrada de ar, mistura mais rica e saída menos restrita. Valeu o upgrade e hoje em dia isso vem sendo um upgrade necessário para quem gosta realmente dos V2.

Existem alguns upgrades que melhoram bastante a frenagem das HDs: troca de fluído DOT 3 por um de especificação mais moderna (DOT 4 ou 5.1), troca das linhas de freios pelo aeroquip e os discos flutuantes. Tudo isso já foi feito pela HDMC nos modelos mais novos, sem falar no ABS adotado desde de 2011 na linha Softail (já era de série nas tourings desde 2008).

Até agora só troquei o fluído de freio por um de especificação melhor e mexi na linha de freio e muito em decorrência da deterioração da linha original. Já que era para trocar, melhor procurar algo melhor. Quando os discos "encerrarem a carreira", vou adotar os flutuantes. Adaptar ABS é inviável na minha opinião pois são muitas mudanças que incluem eletronica da moto.

Nem sempre isso se sustenta. Um upgrade que veio com os motores TC96 foi a adoção de um sistema hidráulico para os tensores e correntes do comando de válvulas. A HDMC já disponibiliza um kit de atualização para os motores TC88 e a S&S já colocou no mercado um sistema de correntes que substitui o sistema original HD nos motores TC88.

Isso já foi motivo de postagem e acabei decidindo manter o sistema original, Hoje já se comenta nos fóruns gringos que até mesmo o sistema adotado desde que o TC96 entrou em linha vai precisar de manutenção. Vai levar mais tempo, mas continuará precisando verificar e trocar os tensores. Já o sistema S&S depende muito da habilidade na montagem pois as folgas são muito pequenas e o estrago decorrente de problema na montagem será tão ou mais prejudicial que o estrago decorrente do desgaste excessivo no sistema original.

Outros upgrades visando a perfomance de motor como novos comandos ou kit completo para aumento da capacidade do motor vai trazer junto a necessidade de investimento em interface de gerenciamento da injeção e muito possivelmente um investimento na embreagem.

Se a gente coloca na ponta do lápis, alguns desses upgrades custam mais caro que a troca da moto por um modelo mais novo. Vale a pena melhorar, mas é sempre bom pensar até onde se deve ir porque muitas vezes quando a gente termina acaba vendo que gastou muito e é um caminho sem volta.

3 comentários:

Rui Tsukuda disse...

Wolfmann
Estou negociando uma RK 2011 com 16 mil km . Está ainda com os pneus originais , quanto km duram normalmente os pneus ? Quais itens deverá ser trocados na manutenção de 20 mil km? Prefiro uma com menos de 10 mil km , mas está difícil de achar uma 2011 que já tem motor 103 e novo chassi.

Qual sua opinião? Vale a pena aguardar aparecer uma pouco rodada?

Obrigado

Rui

wolfmann disse...

Vamos por partes: não existe revisão de 20.000 kms nas HDs. A programação marca revisões a cada 8.000 kms (5.000 milhas). Se essa RK que está negociando não tiver feito a revisão aos 16.000 kms já mostra um vendedor pouco cuidadoso com a manutenção da moto.

A revisão de 16.000 kms inclui troca de lubrificantes de motor, caixa e primária, limpeza do elemento de filtro de ar (se for lavável) ou substituição, verificação do estado das velas de ignição, lubrificação da caixa de direção, verificação,de pastilhas e substituição se for o caso, reaperto geral. Eu costumo trocar o fluido da suspensão dianteira a cada 16.000 kms, mas não é previsto.

Ou seja, é uma despesa que pode variar entre 500 e 1000 reais, dependendo de onde faça.

Sobre os pneus: normalmente um pneu traseiro de touring chega aos 20.000 kms, mas conheço apenas um que levou o pneu de uma Road King aos 32.000 kms. Seguindo a maioria dos casos é uma despesa a ser feita em breve, e se quiser manter o pneu com banda branca vai ter um acréscimo.

Essas despesas devem ser levadas em consideração nessa negociação, e em caso do vendedor não oferecer um desconto por essas despesas, eu continuaria procurando.

E para encerrar, 16.000 kms em 4 anos é uma rodagem de baixo uso (4.000 kms/ano), e normal entre proprietários que usam a moto apenas para lazer. Encontrar uma moto com 4 anos e menos de 10.000 kms rodados não é tarefa fácil e a baixa quilometragem pode trazer junto alguns problemas de vazamentos e entupimentos que podem acabar saindo caro.

Nem sempre uma moto de garagem significa o melhor negócio. Melhor uma moto que tem uso que uma moto que esconda defeitos que só serão percebidos quando colocar a moto para rodar.

Abraço.

Rui Tsukuda disse...

Wolfmann, muito obrigado pela suas dicas, você é o cara !! Está me ajudando muito na compra da minha primeira HD .
Abraço
Rui