segunda-feira, 6 de agosto de 2012

viagem e moto parada na garagem: dicas para evitar surpresas

Estou de volta ao Brasil. Cheguei no domingo e após quase vinte dias parada, a Fat voltou a rodar hoje sem maiores surpresas.

É comum acontecer algumas surpresas na hora de voltar a ligar a moto depois de um intervalo de tempo parado, como bateria descarregada ou problema de alimentação.

Se a moto é bem cuidada, pequenos detalhes na hora de estacionar a moto merecem ser lembrados.

Tanque cheio ajuda a evitar oxidação interna e evita sujeira boiando no combustível. Sem maiores sujeiras já  se evita que a bomba puxe combustível sujo e ocasione algum entupimento que impeça ou dificulte a partida depois de longo tempo estacionada.

Pneus calibrados um pouco acima da calibragem normal ajudam a evitar deformações devido a ação do peso da moto no mesmo local do pneu por longo tempo. Eu normalmente calibro os pneus com mais 10 libras (cerca de 40% a mais que a calibragem normal), voltando a calibragem normal assim que volto a usar a moto.

E finalmente a bateria. Se não houver fuga de carga, a bateria consegue segurar carga suficiente por pelo menos um mês. Ao contrário dos carros (que ficam apoiados nos pneus deixando a bateria devidamente isolada), as motos normalmente ficam com o descanso apoiado no chão e possibilitam um descarga lenta para o solo e dependendo da qualidade e carga da bateria, a mesma acaba sem carga suficiente para dar partida. Aí só mesmo com uma chupeta ou fazendo pegar no tranco.

Para evitar essa descarga lenta, basta colocar um calço de borracha (até um chinelo havaina serve) no local onde o descanso vai ficar apoiado no solo. Não sei se já repararam, mas é comum ver um suporte para o descanso nas autorizadas e é esse descanso que evita a descarga lenta.

Para períodos maiores, recomenda-se desligar o positivo da bateria, voltando a religar.  Vale lembrar que as motos com mais tecnologia embarcada podem ter algum problema com a "volta a vida" após terem a bateria desligada por muito tempo.

A HDMC vende um carregador inteligente que mantém a carga da bateria: fica ligado à energia e cada vez que a carga da bateria cai a níveis mínimos, o carregador recarrega a bateria em carga lenta até a completa capacidade.

Resumindo: tanque cheio, pneus mais cheios e um calço de borracha fazem uma grande diferença na hora de  ligar a moto depois de muito tempo parada.

21 comentários:

LFCorullón disse...

Wolfmann, o que você me diz: blackline ou fat bob? Terias como me dar sua opinião, talvez prós e contras de ambos os modelos? Agradeço e parabéns pelo blog.

wolfmann disse...

Eu gosto de ambos os modelos, mas compraria a Fat Bob.

Além da minha preferência pelas rodas dianteiras mais largas, acho a Fat Bob mais fácil de ajustar para o meu uso que a Blackline.

O grande problema na customização de uma Blackline é o velocímetro/odômetro no meio dos semi-guidões, inviabilizando uma modificação mais simples como a troca de risers (não existem) ou guidão e com isso melhorar a posição de pilotagem para pilotos com menos de 1,80m.

A Fat Bob também pode vir a precisar de alguma modificação para uma pilotagem mais confortável para os mais baixos, mas é muito mais simples para modificar o guidão.

Ambas tem posição de pilotar muito semelhante (pernas e braços esticados, muitas vezes forçando a coluna) e por isso já começo pensando em buscar uma posição mais adequada.

Além do guidão, essa melhoria na pilotagem pode ser conseguida trocando o banco, que tem mais opções para a Fat Bob que a Blackline.

Em termos de suspensão, a Blackline será bem mais confortável que a Fat Bob, mas não chega ser um fator que pese na escolha.

A garupa dos dois modelos é ruim, sendo pior a da Blackline, e com certeza vai ser necessário um novo banco para melhorar o conforto da garupa, talvez até mesmo uma troca de amortecedores no caso da Fat Bob.

E por último, o desempenho da Fat Bob é melhor que o da Blackline. O motor sem os balanceiros passa mais vibração, mas permite gerar uma potência maior (caso da Fat Bob).

Resumindo a situação: a Fat Bob é mais fácil de ajustar para um piloto mais baixo (permite mudanças simples no guidão e banco), tem melhor desempenho e exige mudanças maiores para dar um conforto ao garupa (troca de banco e talvez amortecedores) por conta da suspensão menos eficiente que a da Blackline.

Thiago Lara disse...

Oi Wolfmann, tudo bem?

Tô comprando uma Night Rod, quero comprar usada (penso em 2009 com ABS) mas não entendo nada de moto grande, só tive moto pequena. Daí tenho lido bastante aí pelos fóruns (de lá que achei vc e seu blog), já me informei das modificações necessárias, sepst, suspensão dianteira, filtro e ponteiras e tudo o mais... Mas pra mim o difícil é mesmo comprar usada sem conhecer, sem saber o barulho que faz normalmente, sem conhecer a tocada da moto, sem ter parâmetro pra avaliar se a moto tá boa ou não.

Será que vc poderia me recomendar algum mecânico de Harley (ou seria um mecânico de V-Rod? rs) aqui por São Paulo pra me ajudar a dar uma avaliada nas motos que eu estou vendo? Além da "consultoria" eu tb vou precisar de mecânico pra fazer as modificações e tal...

Eu procurei um email seu mas não achei, daí estou mandando o meu email num segundo comentário nesse mesmo post. Peço por favor que vc não aprove esse segundo comentário, pra que esse endereço de email não fique exposto. (É o email que recebo no telefone celular e quero preservá-lo de spam.)

Desde já obrigado pela ajuda. Aliás isso tudo que vc escreve aí pela net está ajudando muito mesmo, não fosse suas dicas eu estaria bem perdido. :)

Abração,

Thiago Lara.

Anônimo disse...

Caro Wolf :
É minha rotina deixar a moto parada por 18 dias, todo santo mes, por conta do meu trabalho (off-shore). Não faço nada e não tomo nenhuma medida adicional e nunca tive problemas: ela sempre pega na primeira tentativa. Seus conselhos são bem válidos, principalmente para uma bateria já cansada, com mais de 4 anos. Quanto à fuga de corrente pelo pézinho, acho improvável . Eu tenho um carro, um Honda Fit que se ficar mais de uma semana parado a bateria vai pro saco. Ele tem fuga e no entanto está apoiado sobre 4 pneus. Quando eu deixo a bateria dele desconectada no cabo massa, ele fica mais de trinta dias sem descarregar.
Abraços !
Leo Clima - Teresópolis.

andré disse...

E eu pensava que o calço de borracha era para não arranhar o descanço. Uma vez vi o calço à venda no ML.Abs.

Wilson Roque disse...

Sempre bom lembrar estas providências. Eu também vou estar um mês fora de casa, na minha próxima viagem, em Setembro e me lembrarei do detalhe do isolamento do descanso. Muito boa.

wolfmann disse...

Leo, o isolamento da bateria é recomendação da própria Heliar (sou revendedor de baterias em um dos postos).

E o isolamento do descanso é recomendação da HDMC aos dealers que exponham motocicletas já ativadas.

Minha bateria completou 2 anos e meio e já começa a se esforçar para fazer o arranque funcionar.

Isolar o descanso proporcionou a melhor partida dos últimos quatro meses e só não efetivo isso como hábito porque confesso ser preguiçoso em ficar procurando o calço e colocar a moto em cima dele.

Recomendo que você comece a pensar em fazer isso quando for deixar a Dyna parada no teu período embarcado.

wolfmann disse...

Thiago, eu normalmente converso com os amigos que tenho em São Paulo quando preciso de algo de lá.

Não tenho experiência com as V-Rods, mas acredito que além do exame visual normal (pintura, cromados, se não existe marca de vazamento de algum óleo na primária, carter e cabeçote, verificar o fundo da moto e escapes para ver se não caiu, pneus e consultar como foi feita a manutenção) você deva ter algum cuidado em verificar as mangueiras do sistema de arrefecimento, pois podem apresentar algum ressecamento e propiciar algum vazamento.

Cadastre-se no www.passeiodemoto.com.br . É um fórum de amigos meus, com poucos participantes e a grande maioria é de São Paulo. Eles com certeza vão poder te auxiliar nessa compra.

Vou replicar esse comentário para seu e-mail.

Abraço e boa compra.

Ryaga disse...

Oi Wolfmann,

Eu comprei uma Night Rod 2014, ela está na CC ainda na caixa. Vou retirá-la em Dezembro pois estou fora do Brasil. Mas todo ano eu fico uns 06 meses fora do Brasil, o que você aconselha?

Um colega me orientou esvaziar o tanque, passar WD dentro ele. Colocá-la num cavalete e desconectar o cabo positivo da bateria.

O que você me diz?

Obrigado, sds.

wolfmann disse...

eu deixaria ela na caixa e pediria para ativar somente quando fosse pegar a moto para rodar.

Depois disso, o cavalete é uma excelente opção para evitar danos aos pneus.

Em relação ao tanque, eu manteria cheio. Esvaziar e usar WD vai te trazer o incômodo de limpar o tanque para voltar a usar. Se você mantiver o tanque cheio, vai evitar que exista ar e inicie processo de oxidação. Assim que voltasse a rodar, procuraria substituir o combustível antigo (que teria perdido qualidade com o decorrer do tempo) por um combustível novo.

Sobre a bateria, a melhor solução é um battery tender (carregador de bateria automático) que iria manter a bateria carregada. Desligar a bateria por tanto tempo pode trazer complicações para a ECU que perderia a programação, tal e qual um carro moderno.

Ryaga disse...

Obrigado Wolfmann,

Mas veja; o pessoal da Tennessee (Campinas) irá mantê-la na caixa até a minha chegada sim. Porém essa minha dúvida será para depois, pois vou retirá-la em Dezembro/2014 vou andar uns 3 ou 4 meses (Período de férias) e terei de viajar a trabalho novamente por 06 meses. Minha dúvida será nesse momento, sigo seu conselho do mesmo modo?

Battery Tender
Cavalete (Algumas libras a mais nos pneus?)
Tanque cheio

A propósito, que gasolina usar no dia a dia e para deixar o tanque cheio? Aditivada ou simples?

Um abraço, muito obrigado pelas dicas.

wolfmann disse...

Já que viaja com frequencia, invista no battery tender da própria HD: é um acessório muito vendido nos EUA por conta do inverno. Eles ligam na bateria e o carregador na tomada, colocam a moto no cavalete e cobrem com uma capa para voltar a usar somente quando a neve derreter.

Sobre o combustível, no período em que vai usar frequentemente use a gasolina que quiser. A injeção aceita tudo, eu faço um mix de gasolina comum com gasolina pódium (um tanque de pódium a cada três tanques de comum).

Quando for para a moto, encha com a pódium, nossa melhor gasolina.

Ricardo Garcia disse...

Jóia,

Vou entāo comprar o carregador. E vou seguir seu conselho sobre a gasolina. (Consegui baixar o manual ainda que em inglês, vou procurar a respeito também)

Já sobre o cavalete, encontrei na internet alguns caseiros para vender, nāo achei muito confiável colocar um batia peso em cima por 06 meses. Você indica algum?

Obrigado, sds.

wolfmann disse...

Não conheço nenhum fabricante, as oficinas costumam usar um cavalete triangular com uma alavanca para puxar um dos lados do triângulo e deixar a moto apoiada no vértice e base apoiada no chão: simples e funcional.

Ricardo Garcia disse...

Wolfmann, agora uma outra possibilidade que estive pensando;

Eu tenho o meu Padrasto que mora muito próximo a minha casa, nāo seria um problema para ele ir até lá e ligá-la semanalmente. Nāo arriscaria pedir para ele dar umas voltas,rs. Ele tem uma Honda CG 125 ano 1982, nāo acho seguro para ele e nem para a Night Rod, rs.

Mas de repente ligar sim, o que acha? Qual a melhor opçāo?

Ligá-la semanalmente e dar umas aceleradas com ela no cavalete, ou como conversamos antes; deixá-la no cavalete, tanque cheio e ligada no Battery Tender?

Obrigado, abs.

wolfmann disse...

Ligar a moto sem rodar não assegura que o estator gere energia para carregar a bateria.

O método mais confiável para manter a carga da bateria por longos períodos parada é o battery tender.

abraço.

Ricardo Garcia disse...

Wolfmann,

Estava pensando em comprar o Battery Tender, aqui na Europa. Mas entrei no site e vi que é classificado; Europa, Japāo, Australia, etc.

Você sabe o que pode mudar de um para outro? Isso quer dizer que se eu comprar aqui na Europa (Espanha) nāo vai funcionar?

Obrigado.

wolfmann disse...

Só posso imaginar que seja a voltagem da entrada (110v para as Américas e 220v para Europa).

Uma idéia é buscar descrição do produto no site da HD e comparar.

Acredito que se for entrada bi-volt, não vá te trazer problema.

Ricardo Garcia disse...

Olá Wolfmann,

Fiz a comparaçāo (http://www.harley-davidson.com/webapp/wcs/stores/servlet/ProductsComparisonDisplay?storeId=10152&langId=-1&catalogId=10051&catentryId=40511&catentryId=40512&catentryId=40515&catentryId=40514&catentryId=40513&catentryId=40516)

Japāo, Austrália, Reino Unido e Europa. Todos (http://www.harley-davidson.com/store/5-amp-weather-resistant-battery-tender---europe)
têm a mesma configuraçāo e preço (US$ 129,95):

WATER RESISTANT - Yes
OUTPUT VOLTAGE - 12.0 Volt
OUTPUT CURRENT - 5.0 Ampere
INPUT VOLTAGE - 100 to 240 VAC @ 50 to 60 Hz
MAXIMUM CHARGE RATE - 5.0 Ampere
RECHARGE TIME - 1-2 hours
WARRANTY - 1 year limited warranty - See Customer Service section for details
SOLD IN UNIT - Each
IN THE BOX - 7.5 Amp fused Battery Charging Harness with ring terminals, 7.5 Amp fused alligator clip charging harness and power cord to accommodate specific region.

Weather resistant construction provides peace of mind in case of exposure to moisture during charging
Automatically switches to float mode and adjusts the charge rate up or down to keep the battery properly maintained for extended periods of time
Charger features output leads equipped with 2-pin quick-disconnect that is compatible with the 7.5 Amp fused alligator clip charging harness and the Battery Charging Harness with ring terminals (included)
Maximum output charge rate is 5.0 Amperes and is compatible with 2-pin or 3-pin charging harnesses
Accepts worldwide input voltage 100 to 240 VAC @ 50 to 60 Hz
For use in Japan
Typical Recharge Time: 1-2 hours
2-year manufacturer's warranty

Única diferença mesmo foi encontrada num outro modelo (http://www.harley-davidson.com/store/125-amp-weather-resistant-battery-tender---us) de US$ 79,95.

WATER RESISTANT - Yes
OUTPUT VOLTAGE - 12.0 Volt
OUTPUT CURRENT - 1.25 Ampere
INPUT VOLTAGE - 240 VAC @ 50 to 60 Hz
MAXIMUM CHARGE RATE - 1.25 Ampere
RECHARGE TIME - 4-8 hours
WARRANTY - 1 year limited warranty - See Customer Service section for details
SOLD IN UNIT - Each
IN THE BOX - 7.5 Amp fused Battery Charging Harness with ring terminals and 7.5 Amp fused alligator clip charging harness.

Te pergunto; qual deve ser a amperagem indicada para a minha moto, esse de 5.0 ou 1.25? Veja que mesmo o modelo mais em conta de 1.25 Ampere na Night Rod Special… Enfim, nāo entendi!

Pesquisei no catálogo HD 2014 e NĀO achei esse item, acredita? Eu tinha visto um no site da AutoStar, mas também já nāo aparece mais.

Bom, eu imagino que seja somente a questāo do conector da energia (power cord, plug)?

Obrigado, bom fim de semana. Um abraço.

wolfmann disse...

Além da amperagem, a entrada e tempo de recarga também são diferentes.

O produto mais barato tem corrente de saída menor (1,25 A contra 5 A); maior tempo para recarga total (4-8h contra 1-2 h) e não tem voltagem de entrada circuitos elétricos de 110 v enquanto o mais caro aceita voltagem de entrada de 110 a 240 v.

A questão da amperagem determina o tempo para recarga total, portanto eu compraria a primeira opção por ter voltagem de entrada para qualquer circuito elétrico doméstico.

Abraço

Ricardo Garcia disse...

Oi Wolfmann,

Pedi para meu primo ligar nas CCs do Brasil. Ele ligou na Auto Star, CC/ Curitiba e Cc/ Floripa. Eles nāo têm o produto e muito menos previsāo para receber.

Estou comprando esse aqui (http://accessories.harley-davidson.eu/product/99814-09/mantenedor-de-la-batera-estanco-de-mantenedor-de-la-batera-estanco-de-800ma), sexta feira vou buscá-lo na loja (http://www.espaciohd.com).

Será esse valor do link, 77 euros.

Um abraço e obrigado