quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

HD 2022: o que esperar para 2022

 Na postagem anterior comentei sobre os rumores e indícios que vem aparecendo sobre o catálogo 2022 USA.

O que isso representa para o catálogo 2022 Brasil?

Para o Brasil não se deve esperar muitas mudanças. Entre os modelos excluídos no catálogo USA, apenas a Softail Sport Glide é comercializada no Brasil, mesmo que não tenha tido uma produção expressiva ainda é responsável por cerca de 7% da produção total e ocupa a sexta posição no catálogo HD Brasil 2021 na frente da  Road King Special, Road Glide Special, Street Glide Special e Breakout.

Dentro desse cenário de boa aceitabilidade eu não acredito que a Sport Glide saia do catálogo, não só porque enquanto houver estoque nos EUA do motor 107 haverá produção dos modelos para exportação, mas também pela manutenção da Low Rider S no catálogo HD Brasil 2021 sem que a mesma apareça nas listagens da ABRACICLO até novembro de 2021 como tendo sido montada no Brasil.

Sobre a Low Rider S, modelo não foi montado pela HD Brasil em 2021, mas foi vendido ao longo de 2021, por isso não dá para afirmar que vá ser descontinuado, principalmente porque segue no catálogo USA. A Low Rider S teve uma produção total de 258 unidades (90 em 2019 e 168 em 2021) e uma venda total de 179 unidades (47 em 2019 e 132 em 2020), restando para ser comercializadas 79 unidades em 2021.

Como as promoções do kit confort cessaram, acredito que as 79 unidades foram vendidas e o estoque foi zerado.

Comparando com a lista dos modelos produzidos até novembro de 2021 vemos que esse total está no patamar da Road Glide Special (96 unidades) e Street Glide Special (84 unidades) mostrando que a não produção do modelo em 2021 foi estratégica face o estoque que havia.

O modelo mostrou dificuldade de venda: passou o ano todo com o menor preço da tabela, sem qualquer reajuste desde outubro de 2020, e para acelerar as vendas foi dado brinde de banco, guidão e pedaleira do garupa ao proprietário.

Com brinde e sem reajuste o modelo conseguiu desempenho de vendas proporcional à Softail Slim e Softail Deluxe, ambas fora do catálogo 2021. Acho as perspectivas para seguir no catálogo bem ruins.

Se houver a vontade de manter a Low Rider S no catálogo Brasil, a HD tem de (re)começar a montar o modelo em janeiro para fazer o modelo aparecer após o carnaval.

Não acredito na possibilidade dos modelos standard (Electra Glide, Street Glide, Road King e Road Glide) ou a Electra Glide Revival, principalmente se for confirmada a aposentadoria do M8 107. Até mesmo a família CVO tem poucas chances de aparecer na terra brasilis muito mais por conta do preço de revenda que deve assustar até o mais fanático fã do life style Harley-Davidson.

Será mais fácil aparecer a nova Sportster S ou a Pan America que um desses modelos que listei acima. Abro uma exceção para algum modelo CVO muito mais por esperança de ver o M8 127 do que pela lógica empresarial.

Se a rotina de lançamento da linha 2021 se confirmar, devemos ter o lançamento da linha 2022 até o fim do ano nos EUA e o catálogo Brasil após o carnaval. Até lá é ficar atento para ver se a Sport Glide vai entrar em promoção no fim de ano, o que seria um indício que o modelo não vai aparecer em 2022.

Harley-Davidson 2022: quando vamos conhecer o catálogo novo?

 No ano passado a Harley-Davidson já não apresentou o catálogo 2021 na época do Dealer's Convention (agosto) e este ano segue a mesma rotina.

Nenhuma apresentação dos modelos 2022 está marcada, muitos rumores em grupos de proprietários nos EUA, mas nada confirmado.

Dan Morel já publicou a paleta de cores para os modelos 2022 (veja aqui) e pela paleta já se nota que alguns modelos não estarão no catálogo 2022: Sportster Iron 1200 e as Softails Sport Glide e Slim.

Na postagem seguinte, Dan Morel traz uma novidade que está sendo implementada pela Harley-Davidson: reserva de motos 2022 feita via site da fábrica (válido para os EUA). No site o futuro proprietário informa o modelo pretendido, seu ZIP Code (o nosso CEP) e a Harley-Davidson envia para o dealer mais próximo o contato do futuro proprietário para fazer a negociação da compra futura. Tudo isso pode ser lido aqui.

Nessa postagem mais recente no blog Doctor Dan, ele publica as telas onde a fábrica permite ao futuro proprietário escolher o modelo pretendido e já confirma a exclusão dos modelos que não apareceram na paleta de cores 2022: Iron 1200, Slim e Sport Glide.

Como Dan Morel já comenta na postagem dele, a saída da Iron 1200 é esperada pois a família tradicional já não pode ser comercializada em vários mercados por conta das normas verdes.

Já a saída dos modelos Slim e Sport Glide dá força ao rumor de que o motor Milwaukee 8 107 ci será descontinuado. A Slim e a Sport Glide eram os únicos modelos a usarem exclusivamente o M8 107 e sua saída do catálogo 2022 confirma de forma extra oficial essa aposentadoria.

O rumor sobre a aposentadoria do M8 107 surgiu mais forte em um grupo de proprietários de Road King onde se lia uma "promoção" de compra da Road King standard com motor M8 114 pelo mesmo valor do modelo com o motor M8 107 (motorização padrão para o modelo). 

Nessa mesma postagem lia-se em um comentário que a motorização padrão para a linha 2022 seria M8 114 e 117, com os modelos CVOs sendo equipados com o novo M8 127.

Mais uma vez: não existe confirmação oficial, apenas conversas e rumores.

E vamos acompanhando.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

números ABRACICLO novembro/21

 Foi publicado no site da ABRACICLO os números referentes à produção dos associados até novembro/21 e não mudou nada em relação às postagens que fiz ao longo desse ano: BMW segue líder no mercado de marcas premium, seguida pela Triumph, Harley-Davidson e Ducati.

Não houve publicação dos números referente à venda no atacado referentes ao ano de 2021 e fazendo uma rápida pesquisa na FENABRAVE mostra que a produção reflete nos números de emplacamentos com BMW, Triumph, Harle-Davidson e Ducati, respectivamente.

Vamos aos números da produção: BMW produziu 9.778 unidades e projeta 10.667 unidades para 2021 sendo o modelo mais produzido a GS 1250 Adventure.

A Triumph produziu 4.835 unidades e projeta 5.275 unidades para 2021 sendo o modelo mais produzido a Tiger 900.

A Harley-Davidson produziu 2.135 unidades e projeta 2.329 unidades para 2021 sendo o modelo mais produzido a Softail Fat Bob.

A Ducati fecha o grupo das marcas premium com 917 unidades e projeta 1000 unidades para 2021 sendo o modelo mais produzido a Diavel.

Em relação à postagem que fiz em setembro (veja aqui) a única marca que superou as estimativas foi a Triumph que projetava em julho 4.700 unidades produzidas e já superou esse número em novembro. 

BMW e Harley-Davidson tiveram suas estimativas reduzidas, no caso da BMW baixou de 11.000 para 10.667 e no caso da Harley-Davidson baixou de 2.500 para 2.329. A Ducati manteve o alvo de 1.000 unidades.

O ranking de produção da Harley-Davidson mostra a Fat Bob (468 unidades), Fat Boy (431 unidades), Road Glide Limited (252 unidades), Ultra Limited (220 unidades), Heritage (174 unidades), Sport Glide (147 unidades), Road King Special (137 unidades), Breakout (126 unidades), Road Glide Special (96 unidades) e Street Glide Special (84 unidades).

Buscando os emplacamentos na FENABRAVE temos a surpreendente Royal Enfield perdendo apenas para a BMW: a novata conseguiu emplacar 5.845 unidades. Esse número é 175% a mais que os emplacamentos da Harley-Davidson (2.118 unidades) e 31% a mais que os emplacamentos da Triumph (4.464 unidades) e pouco mais da metade dos emplacamentos da BMW (10.947 unidades).

Vale lembrar que a Low Rider S não foi produzida em 2021 e seguiu em "promoção de preço antigo" até outubro/2021, quando deixou de ser anunciada, provavelmente por ter esgotado o estoque.

Não vejo movimentação da Harley-Davidson para aumentar a produção em 2022, nem no Brasil e nem nos EUA.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Low Rider S: seguro renovado

 Renovei o seguro da LRS esta semana: R$ 3.833,36 na Porto Seguro com as mesmas coberturas, franquia reduzida e reboque ilimitado. Quem estiver interessado pode ler aqui sobre a contratação do seguro no ano passado.

O prêmio subiu em relação ao valor do casco atingindo 4,4%.

O valor teve um aumento de 37,87% em relação ao valor pago no ano passado (R$ 2.780,33) e a justificativa que vem sendo dada pelas corretoras é o aumento da tabela FIPE que é base para o valor do casco, mas é uma justificativa incompleta pois o percentual do prêmio subiu em relação ao ano passado.

E vamos para mais um ano com a moto segurada.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

respeite para ser respeitado

 Desde a publicação da postagem anterior venho recebendo vários comentários querendo saber motivo do problema ocorrido no evento onde ocorreu o incidente veiculado pelo vídeo.

Do mesmo modo venho recebendo relatos de outros problemas ocorridos em eventos organizados por MCs e pedindo para divulgar.

A regra de ouro "respeite para ser respeitado" vale para tudo na vida.

O blog foi criado com a intenção de divulgar informações que possam servir para tirar dúvidas que aparecem todos os dias de proprietários de HDs e no "mundo harley". 

Não foi criado para investigar o que acontece ou deixa de acontecer entre moto clubes, integrantes de moto clubes e/ou incidentes diversos que acontecem diariamente.

Quando acontece algum problema cabe aos envolvidos resolver ou divulgar e o blog nunca foi veículo de divulgação de versões ou interpretações sobre incidentes.

Respeitar as tradições, as cores e o escudo de MC começa no entendimento que os assuntos de MC são restritos aos integrantes do MC e será sempre um assunto interno, salvo entendimento contrário do MC.

Aos leitores que mandaram os comentários que não foram respondidos no blog (tentei responder a todos que deixaram forma de responder privadamente), peço que entendam a responsabilidade de tudo que é veiculado no blog é minha e portanto reservo a mim o direito de publicar ou não.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

eventos organizados por MC: qualquer um pode participar?

Circula um vídeo nos grupos de WhatsApp de um incidente em um evento de motos que teria acontecido entre dois clubes 1% e com isso apareceram algumas mensagens condenando este ou aquele MC, afirmando ser perigoso frequentar esse tipo de evento, mostrando que haviam seguranças armados e etc.

Não vou entrar no mérito do incidente pois além de não ter participado do evento, também desconheço os motivos que levaram ao incidente.

Mas cabe lembrar as regras de ouro: respeite para ser respeitado e só vá aonde for convidado.

Nunca houve restrição a participação de não membros em eventos públicos organizados por MCs, desde que a pessoa que não é membro do MC tenha sido convidada, penetras quase sempre não são bem recebidos. O membro que tiver convidado a pessoa que leva um penetra vai ficar bem aborrecido com o seu convidado, mas isso é para ser resolvido depois. Portanto se for convidado para um evento de MC é sempre bom avisar antes se for levar algum amigo junto, não acredito que haverá qualquer tipo de inconveniente (sempre bom lembrar que o convidado que leva um amigo é responsável pela conduta do amigo).

Lembrando que um clube 1% tem regras próprias de comportamento e que os membros são muito comprometidos com o clube, não se deve esperar muita gentileza quando acontece um incidente.

O vídeo que motivou a postagem é uma mostra disso.

O que leva a outra regra de ouro: respeite para ser respeitado. Quem faz convite deseja o comparecimento do convidado, mas não quer se aborrecer com ele. Bom senso é fundamental. Se for convidado, compareça, divirta-se, mas pense antes de fazer um comentário de gosto duvidoso ou uma brincadeira inconveniente: não vale a pena arrumar um confusão por uma bobagem.

Eu já frequento eventos organizados por MCs há mais de vinte anos e nunca vi um incidente. Já vi alguns convidados inconvenientes serem "aconselhados" a ir embora e já fui embora para não me aborrecer.

Concluindo: qualquer um pode participar de um evento organizado por um MC, basta ser convidado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

motor Milwaukee 8: precisa fazer upgrade?

 Eu venho usando motos com motorização Milwaukee 8 desde 2018 quando troquei a CVO por uma Road King Special.

Nesse período rodei 7100 kms com a Road King Special M8 107, 3600 kms com uma Street Glide M8 107 alugada para ir ao evento dos 115 anos da HD e 4300 kms com a Low Rider S M8 114 completando 15000 kms em cerca de 4 anos.

A RKS fez parte da "segunda fornada" do M8 no Brasil e já teve alguns problemas resolvidos e outros resolvidos em garantia, como já postei por aqui.

A SG americana era da mesma "fornada" e não tive nenhum problema com ela na viagem.

A LRS vem se comportando sem qualquer tipo de incidente desde que comprei demonstrando que o "laboratório dos clientes" que a HD usa em suas primeiras séries resolveu os pequenos defeitos iniciais.

Rodar 15000 kms com motos em diferentes estágios de uso não é uma experiência que possa ser classificada como longa duração como foi com a Fat Boy, mas dá para perceber que o projeto tem tudo para ficar em linha por muito tempo (completou 4 anos em agosto).

Hoje já temos uma boa experiência em preparação dos Milwaukke 8 e já aparecem as tradicionais perguntas: vale a pena fazer Remap? O Stage I é recomendado? e o Stage II? 

Sem falar nas tradicionais: Esquenta muito? Dá deixar rodando mais redonda? Vale a pena usar um enriquecedor de mistura?

Eu não sinto falta de desempenho no M8: tanto o 107 quanto o 114 são motores onde o torque aparece cedo com o 107 sendo mais "preguiçoso" na subida de giros, mas nada que um bom trabalho com a caixa de marchas não resolva.

O M8 não é um motor desconfortável no trânsito urbano: esquenta e dissipa calor muito menos que a minha Fat remapeada. Contribui para isso o fato de que o M8 funciona com uma exigência de marcha lenta mais baixa por ter um sistema elétrico bem melhor projetado que os Twin Cam e o radiador de óleo como item de série nas motos que usam o M8.

O M8 também não é um motor "enforcado" pela mistura pobre. O mapa de injeção e o uso de duas velas por cilindro permite um motor com queima mais eficiente gerando um desempenho bom com um consumo de combustível muito bom (a minha RKS tinha uma média na cidade de 14 km/l, a LRS vem mantendo 18 km/l enquanto a Fat Boy nunca passou dos 12 km/l).

Tanto na RKS quanto na LRS troquei apenas as ponteiras, não fiz remapeamento e nem troquei o back plate ou o elemento do filtro de ar. E a troca das ponteiras não trouxe nenhum tipo de problema.

Portanto, para quem não quer um desempenho realmente esportivo, o M8 é um motor para trocar as ponteiras (se quiser o "barulho tradicional") e mais nada.

Para quem busca um desempenho esportivo vale pensar em fazer o Stage II. O Stage I faz diferença no 107, que não tem filtro de alta vazão, e pouca diferença no 114, que já conta com o filtro e back plate esportivos. A troca dos comandos feita no Stage II é que vai fazer a real diferença em termos de desempenho e com isso o remapeamento é obrigatório.

Fazer um remapeamento para enriquecer a mistura ou usar um enriquecedor de mistura é praticamente nulo: no máximo o preparador vai deixar a curva de aceleração mais uniforme, mas o ganho de potência não vai chegar a 5%. O Milwaukee 8 já é um motor bem calibrado para as condições de uso.

Como o Stage II é uma preparação que não se consegue fazer na garagem, eu não penso em mudar nada na LRS além das ponteiras em termos de preparação.

Já a turma que quer frequentar o "clube dos 200" recomendo juntar mais uns trocados e partir direto para o Stage II ao invés de ficar procurando soluções alternativas como remapeamento com mapas prontos fornecidos pelo fabricante do dispositivo escolhido para remapear em casa.