quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Oberon Performance: chegada do novo manete

E segue a novela dos manetes reguláveis da Oberon Performance.

Recebi na quinta passada (2/8) via DHL Express o novo manete regulável para a embreagem hidráulica C-400 e estarei tentando instalar amanhã (9/8) tanto o novo manete quanto o manete que recebi em junho. Vamos ver se tudo funciona, o Adriano vai fazer o serviço.

Vale comentar que o serviço da DHL Express é muito rápido, principalmente na comparação com o serviço prestado pelos Correios: enviei o manete errado para a Inglaterra na sexta feira 27/7, a DHL Express avisou o recebimento pela Oberon Performance (confirmado via e-mail pela própria Oberon) na terça 31/7, remetendo o novo manete na própria terça e recebi em casa em 2/8. Menos de uma semana para a troca.

Já a Oberon Performance continua pisando na bola: o Customer Service providenciou um estorno via cartão de crédito referente ao valor que paguei para o envio do manete para a Inglaterra, não foi cobrado nada pela nova peça, mas mandou o invoice original junto com o novo envio.

Isso acarretou uma taxa de importação e ICMS pagos a DHL a maior em cerca de R$ 350,00, uma vez que o invoice veio descrevendo novamente dois manetes quando foi enviado apenas um.

Efetuando a conversão, o valor pago a mais à Receita Federal e Estadual pela DHL Express acaba sendo o valor de um novo manete.

Resumo da ópera: reforço a não recomendação de compra via web junto a Oberon Performance.

Se funcionar, vou atualizar o custo de uso da RKS sem incluir essa lambança de idas e vindas junto à empresa inglesa.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

HDMC segue procurando novos caminhos: more roads to Harley-Davidson

Na última segunda feira (30/7) a HDMC iniciou sua prospecção de mercados para os próximos dois anos.

Com um filme públicitário (que pode ser visto no site da empresa e no Youtube) e press release a HDMC mostra idéias para (re)conquistar o consumidor.

Wilson Roque (leia aqui) e Ubiratã Muniz (blog Bira de Harley - leia aqui) falam sobre o material publicitário. Enquanto Wilson Roque se prende ao press release da Harley, o Bira analisa os detalhes técnicos dos protótipos e deixa sua opinião sobre as ações da HDMC.

Nessas horas faz falta a opinião do Bayer (Old Dog Cycles), que já falava sobre os novos caminhos da HDMC em suas últimas postagens no ano passado. A mais significativa para este momento da HDMC é onde ele comenta que se você não gostou das mudanças feitas no catálogo 2018, é porque essas mudanças não foram feitas para você (leia aqui).

E eu sigo a linha do Bira e do Bayer: a HDMC vai mudar, mas não para agradar os clientes tradicionais. A fábrica vai mudar para conquistar novos clientes, bem diferentes dos clientes atuais.

O cliente cativo, tradicionalmente underground e outlaw, não é o objetivo dessas mudanças. Esse cliente que anda de Shovel, Evo, Twin Cam só serve à fábrica para continuar difundindo a marca e o life style porque esses clientes eventualmente trocam suas usadas por motos zeros, não usam a oficina dos dealers e dificilmente compram peças e acessórios com o carimbo HD dando preferência ao aftermarket.

Existem dois fatores fundamentais que forçam as mudanças: conquistar algo diferente ou se adaptar à novas realidades. E a HDMC está exposta a esses dois fatores quando decide atirar em todas as direções com a apresentação de uma Big Trail, uma plataforma modular para que modelos possam compartilhar diferentes motorizações (de 300 a 1250 cc), uma moto esportiva e a ampliação do projeto de motorização com energia elétrica.

É lógico que os modelos tradicionalmente associados à HDMC (cruisers custom) continuarão sendo a galinha dos ovos de ouro. Pensar HD é lembrar da Fat Boy, da Electra, da Sportster e essas vão continuar até onde for permitido pela legislação verde porque em algum momento próximo esses projetos antigos de motores ineficientes vão ser aposentados.

Com o mote de apresentar uma "nova experiência" a fábrica procura continuar seus clientes tradicionais, que tanto reclamam do pós-venda oferecido, mas na realidade amplia a venda de life style com boutiques premium para vender seus produtos.

Portanto a fábrica lamenta se você não gostou das novidades, mas não pode fazer nada por você... simplesmente porque essas novidades não foram pensadas para atender suas críticas, mas sim para poder sobreviver e completar 200 anos.


quinta-feira, 26 de julho de 2018

ABRACICLO: números do primeiro semestre

Sem novidades: a BMW segue como líder no segmento premium com uma previsão de vender entre 7500 e 8000 unidades (fechou o primeiro semestre com 4098 produzidas e 3754 vendidas) e a HDMC segue em segundo, cada vez mais distante, com previsão de vender entre 5500 e 6000 unidades (fechou o primeiro semestre com 2723 produzidas e 2790 vendidas).

Os dois fabricantes espelham um 2018 melhor que 2017 onde a BMW produziu 6641 unidades e vendeu 7054 unidades, e a HDMC produziu 4781 unidades e vendeu 5141 unidades.

Vai ser esperar para ver.

O top ten da HDMC fica com a best seller Iron (488 vendidas e 462 produzidas), Fat Bob 107 (220 vendidas e 209 produzidas), Fat Boy 107 (216 vendidas e 211 produzidas), Fat Boy 114 (207 vendidas e 163 produzidas), Sportster 48 (195 vendidas e 169 produzidas), Ultra Limited (170 vendidas e 187 produzidas), Breakout 114 (154 vendidas e 164 produzidas), Road Glide Ultra (138 vendidas e produzidas), Fat Bob 114 (138 vendidas e 139 produzidas) e fechando com a Sportster Roadster (131 vendidas e 120 produzidas).

Algumas observações: a Heritage parece que perdeu um pouco do seu público fiel: com apenas 92 unidades vendidas, fica bem abaixo do top ten e a Heritage sempre foi assídua frequentadora nos tempos do Twin Cam. Resta saber para onde se dirigiu esse público: aposto na Softail Slim que custa R$9.000,00 a menos (12%) que podem ser revertidos com troco para pedaleiras e banco com sissybar para a garupa.

Aliás o quesito preço também atinge a Softail Slim na briga com a prima Street Bob: entre as Softail Slim e Street Bob, a Street Bob mostra melhor aceitação (112 conta 86 Slim vendidas). Ambos modelos destinados ao mesmo público (bobbers monoposto) e com pequenas diferenças no acabamento (tanque, painel e guidão diferentes), a diferença de 15% no preço faz a diferença na hora da escolha. 

Eu continuo preferindo a Slim, mas reconheço que o modelo não apresenta atrativos suficientes na comparação com a Street Bob que façam com que o comprador decida gastar mais R$ 9.000,00 por um tanque maior, painel analógico e guidão hollywood, quando pode usar os mesmos R$ 9.000,00 na compra de pedaleiras e banco com sissy bar para a garupa.

Uma análise dessa "briga em família" mostra um cenário muito bom para a Street Bob.

Enquanto a família Sportster segue com excelente resultado, respondendo por quase 30% das vendas, a renovação dos modelos Fat Bob e Fat Boy mostra que temos nessa dupla um adversário para as Sportsters: se agregarmos as motorizações 107 e 114, esses dois modelos são responsáveis também por quase 30% das vendas.

E para terminar, na batalha das Road Kings, o fator novidade se mostra mais uma vez imbatível: a Road King Special já tem o dobro das vendas da Road King Classic mesmo sendo mais "pelada" que a irmã Classic (faltam faróis auxiliares e wind shield).


HD 115th anniversary celebration event: Milwaukee 2018

Entrando em ritmo de finalização de preparativos para participar do evento em Milwaukke.

Viagem marcada para 17/8 para fazer parte do grupo da Brazil Bike Travel pela segunda vez.

Este ano a viagem será mais "sossegada": apenas 3000 kms saindo da Luisiana (New Orleans) e subindo pelo Mississipi, Tennessee (Memphis, Lynchburg, Nashville), Kentucky, North Carolina (Robbinsville), Missouri (Saint Louis), Illiinois (Pontiac e Chicago) e Wisconsin (Milwaukee).

Serão 19 dias com várias paradas mais longas para poder conhecer a destilaria do Jack Daniels, visitar Graceland, fazer o tail of the Dragon durante o percurso até Milwaukee.

Provavelmente ficarei "mudo" durante a viagem, mas assim que chegar farei o relato.

Polaris encerra a comercialização das Indians: um mês depois do anúncio

Há um mês atrás a Polaris anunciava o término das importações das Indians para o Brasil.

No Salão Duas Rodas do ano passado, a Polaris anunciava o final da montagem CKD dos modelos informando que as motos passariam a ser importadas montadas aguardando a melhora da situação econômica no Brasil.

Esse anúncio já deixou muitos proprietários preocupados e muitos outros interessados mais receosos ainda em efetivar a compra da Indian.

Assim que foi feito o anuncio surgiram várias discussões sobre o que seria da marca e dos proprietários das pouco mais de mil motos vendidas no mercado brasileiro.

No Fórum Harley eu escrevia na época o seguinte comentário:

Como disse o Bira era uma morte anunciada desde o momento que encerraram as operações CKD.

Quem teve a oportunidade de fazer o ride test sabe que o Thunder Stroke é melhor que o Twin Cam, tanto é que a HD se apressou em trazer o M8. A Scout é outro nível, capaz de bater qualquer concorrente. Ou seja, a Indian tem um bom produto e a tendência no mercado interno americano é seguir incomodando a HD.

O problema no nosso mercado, além da estagnação da economia, foi o projeto de implantação  da Polaris que não decolou. Com preço acima da concorrência, a moto virou símbolo de status enquanto foi novidade. Com a chegada do M8 deixou de ser novidade e virou uma moto cara, e considerada feia por uma parcela significativa dos consumidores de produtos do segmento Custom.

Junte a isso o pequeno número de dealers no Brasil, a inexistência de oficinas especializadas, a dificuldade em encontrar soluções aftermarket deixando os proprietários presos às autorizadas e temos um produto sem a principal característica do segmento custom: a possibilidade do proprietário poder fazer uma personalização fora do catálogo.

Em termos de concorrência, o único benefício foi forçar a HD a adotar soluções mais modernas no seu catálogo porque em termos de preço a Indian deu um tiro no pé do consumidor porque nunca se transformou em opção para o consumidor (sempre mais cara que as HDs) e permitiu que a HD se reposicionasse no segmento Custom aumentando a tabela, coisa que o mercado não permitia porque o Grupo Izzo jogou os preços para baixo quando encerrou a operação deixando uma tabela bem defasada de herança para a HDMC.

Lamento pelos proprietários que ganharam uma herança para os filhos, porque vender uma Indian usada já era sinônimo de perder dinheiro e agora vai ser equivalente a vender um Gurgel BR800, mas a Indian nunca foi um concorrente para a HDMC no Brasil: sempre se comportou como uma parceira.(

Com esse modelo de negócios, a Polaris já vai tarde.

O Bira que menciono é o blogueiro que vem mantendo o blog "Bira de Harley" e vem deixando vários relatos interessantes sobre as Softail M8. Ele deixou uma postagem no blog dele que vale a pena ler: http://bira-hd.blogspot.com/2018/06/meus-dois-centavos-sobre-saida-da.html

Mas exatamente o que mudou no segmento custom dentro do mercado brasileiro? Nada, absolutamente nada. 

Nem sequer se nota grande variação de preços, e era esperada uma desvalorização, e muito menos uma maior oferta de usadas no mercado.

Os dealers Indian ainda estão com as portas abertas, fazendo negócios nas últimas unidades e mantendo tanto boutique quanto oficina abertas para prestarem serviços e dar garantia.

A Polaris por sua vez ainda não elegeu os representantes que serão responsáveis pelo cumprimento da lei do consumidor de manter peças e serviços por dez anos.

A única coisa que mudou foi o aparecimento de alguns "importabandistas" trazendo peças e acessórios de Indian mediante encomenda e prévio pagamento (normal em um universo tão reduzido de consumidores).

Aos colegas que andam de Indian fica a solidariedade pela forma que foram mal tratados pela Polaris e a certeza que em breve os serviços paralelos vão tratar de dar suporte para manterem suas motos rodando.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Oberon Performance: atendimento ao consumidor não funciona

Em 05/06/18 eu postei sobre uma compra de manetes reguláveis, que infelizmente não deu certo porque o modelo indicado no site não serviu apesar de constar como sendo apropriado para motocicletas com embreagem hidráulica.

Entrei em contato com o Customer Service da empresa (a inglesa Oberon Performance) explicando o problema (manete não funciona com embreagem hidráulica) e a empresa pediu detalhes do pedido e o motivo do problema.

A empresa confirmou que os modelos serviriam para uso em embreagem hidráulica, fato que não se comprova, e pediu fotos para constatar o problema.

Enviei fotos dos manetes recebidos e fotos dos encaixes dos manetes na moto e recebi a resposta que o manete correto era o C400 e não o C140 que eles indicam no site.

Se prontificaram a trocar o produto, desde que eu enviasse o produto recebido via DHL Express (modalidade que a empresa trabalha para envio dos produtos comprados via web).

Enviar o manete via DHL Express implica em alguns problemas e mais custos para a troca da manete: é preciso declarar o motivo do envio, pagar taxas e frete além de voltar a pagar as taxas de importação e frete do novo manete que seria enviado pela DHL Express.

Apenas para ilustrar, a DHL é uma empresa mundial de encomendas postais e a modalidade Express implica no uso de seus despachantes para desembaraço das encomendas junto a Receita Federal. Isso resulta em um recebimento em casa, em prazo menor, mas com custos cerca de 50% mais caros por usar toda a estrutura da DHL para desembaraço da encomenda na Receita.

Resumo da ópera: enviar para trocar fica mais caro que comprar a manete certa.

Relatei o problema à empresa, eles se prontificaram a estudar uma forma de baratear o novo frete, mas decidi pela não troca e nova compra.

A nova compra deve ser feita pelo site novamente, e aí começa um novo problema: o manete indicado pelo Customer Service não consta do site, sendo assim voltei a entrar em contato com a empresa pedindo auxílio na nova compra explicando o produto não aparece no site e por isso não pode ser comprado.

A empresa responde assim: "If you could send the lever with the wrong fitting back we will change the fitting to the correct one. Hope this will help ". Traduzindo para o popular: não vendo, só troco.

E aí fica o problema: ou se gasta mais pela manete correta por não poder comprar uma nova, ou fico sem a manete. E reclame com o bispo...

Eu vou tentar da maneira mais difícil, mas efetivamente não recomendo a comprar na Oberon Performance via internet. Se você encontrar "ao vivo e a cores" os manetes, recomendo a compra. O produto é bom, bem acabado e funciona bem (pelo menos o de freio funciona bem), mas não tente isso via internet.

terça-feira, 24 de julho de 2018

comparando a Road Glide com a Street Glide

Um colega de Fórum Harley, proprietário de uma Street Glide, fez contato comigo para conversar sobre uma troca de moto: a esposa quer mais conforto e com a promoção de julho para as Road Glide Ultra, ele estava inclinado a fazer essa negociação.

Não conheço a Road Glide (o focinho de tubarão consegue atrapalhar ainda mais a minha visão), mas comentei sobre a possibilidade de colocar um tour pack removível na Street Glide e, como ele cogitou a Road King Special, até mesmo colocar esse acessório na Road King.

É lógico que a Road King perde no aspecto do conforto para as Glides devido ao infotainment que as equipa, mas para quem prefere a frente limpa é sempre uma opção.

Durante a troca de mensagens o Marcondes mandou uma comparação entre a Road Glide Ultra e a Street Glide que vale a pena repassar:

Peguei uma RGU para teste este FDS e rodei 450km com ela.
Do teste da RGU tenho a seguinte avaliação:
1. Extremamente macia (mais do que a SG);
2. Bolha perfeita. Não tem a turbulência no capacete que a SG apresenta;
3. Motor da moto do teste mais “lerdo” do que a minha. Não sei se é questão de amaciamento (ela tinha 2800km rodados), mas a SG é uma bala em relação a RGU, mesmo tendo o mesmo motor M8;
3. Entrada de ar pelos faróis da RGU diminui o calor que a SG sofre pelo morcego;
4. Conforto para o garupa, sem comentários. Excepcional;
5. Ciclística um pouco melhor do que a SG;
6. MUITO mais difícil de manobrar com ela parada. São 420kg contra 370kg da SG. Sem a “ré patroa” fica complicado;
7. Aparenta consumir mais combustível. A minha faz 18km/l no circuito misto daqui da Serra. Na estrada fez 20 (quando fui à Natal);
8. Freio, uma parede. Mesma coisa da minha;
9. Comodidade do tour pack para guardar os capacetes;
10. O “tubarão” fica um pouco avançado em relação ao “morcego”;
Acho que são essas as impressões.
Forte abraço e bons ventos.
Marcondes
Vale apenas destacar, o que fiz na mensagem seguinte para o Marcondes, que os motores não são os mesmos: a Street Glide usa o M8 de refrigeração a ar e a Road Glide Ultra usa o M8 de refrigeração híbrida e isso faz diferença no uso.

Mesmo assim acredito que a diferença de performance seja devida a mapas de injeção diferentes, assim como peso e aerodinâmica diferentes.