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sábado, 4 de maio de 2019

Fat Boy renovada: problema com reposição de pneus

Sempre que um modelo novo aparece no mercado ou a fábrica decide "renovar" um modelo tradicional na busca de novos mercados se imagina que a reposição de partes e peças de desgaste por uso tenha sido equacionada.

Com a nova Fat Boy parece que a HDMC equacionou mal a reposição de pneus.

A Fat Boy é um modelo tradicional, nascida em 1990 pela mão de Willie G Davidson, imortalizada por Arnold Schwarzenegger no filme Exterminador do Futuro e que vem sendo modernizada conforme as pesquisas de mercado que a HDMC faz.

O modelo atual foi lançado em 2018 e é totalmente novo em relação ao modelo tradicional da década de 90 e o modelo renovado em 2007, ou seja, não existe equivalência entre as unidades que são maioria no mercado e as novas unidades vendidas a partir de 2018 e isso traz um problema para quem precisa de peças de reposição pois o mercado after market ainda não se encontra preparado para atender demandas específicas, exceto escapes.

É certo que a Fat Boy compartilha várias peças de reposição com outros modelos da família Softail lançada em 2018, mas é um modelo que tem algumas peculiaridades como o tamanho dos pneus.

O pneu traseiro já é uma medida conhecida do mercado after market pelo uso na Breakout, mas o pneu dianteiro é totalmente novo deixando o proprietário atrelado à fábrica e a seus dealers.

Isso já vem se tornando um problema para quem precisa trocar os pneus, pois o dianteiro vem tendo vida útil menor que a vida útil do pneu traseiro, além de ser curta: em média 12000 kms para o dianteiro e 15000 kms para o traseiro.

Quando você cota o pneu dianteiro para reposição no dealer, porque não encontra similar em outras marcas, vê valores absurdos (de R$2.500,00 a R$4.000,00) e não tem para pronta entrega.

E não é um problema recente: em agosto de 2018 já apareceu a primeira reclamação no site Reclame aqui sobre o tempo para entrega do pneu dianteiro.

E o problema vem se arrastando de tal forma que já existem proprietários usando pneu traseiro, cuja medida pode ser encontrada no mercado (o ME880 traseiro tem a mesma medida), no lugar do pneu dianteiro seja pelo menor valor ou seja por não ter o pneu para pronta entrega.

Vale a pena manter sua Fat Boy Twin Cam por mais algum tempo antes de trocar na Fat Boy M8 e ver como o problema será resolvido.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

como um pneu de perfil baixo altera o uso da moto

Ao contrário da minha antiga Fat Boy que tinha pneus com perfil 90 e 80 (130/90R16 na dianteira e 150/80R16 na traseira), a CVO usa pneus com perfil mais baixo (130/60R19 na dianteira e 180/55R18 na traseira) e isso acarreta alguns cuidados extras no uso da moto.

Percebi que a calibragem é fator marcante no uso desses pneus, principalmente no pneu dianteiro.

Enquanto na Fat esquecia de calibrar os pneus, calibrando apenas quando sentia a moto mais pesada (normalmente o pneu já estava com oito a dez libras de diferença para a calibragem recomendada) e influenciava muito menos no equilíbrio da moto, na CVO calibrar os pneus com frequência (a cada dois meses, e ainda não seria o ideal de acordo com o fabricante) é fundamental para manter a moto mais equilibrada quando enfrenta irregularidades do piso.

O perfil baixo e o aro maior parecem deixar a moto bem mais sensível a essas irregularidades, e antes que pensem em irregularidades do tipo buracos ou degraus na pista, estou me referindo a pequenos desníveis de piso por conta de recapeamento ou fresagens de pista.

Acredito que a Street Glide Special sofra da mesma forma, apesar de usar um aro menor na traseira, porque usa o mesmo aro da CVO, assim como a Breakout que também tem um aro dianteiro grande e pneu de perfil baixo.

Não dá para ser desleixado como era com a Fat: a CVO não perdoa esse desleixo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

buscando pneus para a Fat: vou voltar para o Metzeler

Esta semana estive rodando mais frequentemente com a Fat e pude constatar que não vale a pena insistir mais tempo com o Commander II.

Peguei forte vento lateral na Barra, que aliado às imperfeições de piso, deixou a moto bastante instável.

Medindo os sulcos, a situação ainda não indica a troca mostrando pelo menos 1 a 2 mm acima da marca TWI, mas o tempo cobra seu preço.

Foram 24000 kms rodados com esse jogo de pneus, que custou em em setembro de 2012 R$1000,00.

Hoje são mais de quatro anos de uso (um pneu tem prazo de validade de cinco anos, quando começa a deteriorar mais rapidamente) e não vou sequer manter o pneu dianteiro, que tem ainda mais borracha que o pneu traseiro (4 a 5 mm acima da TWI).

O Commander foi um pneu bastante prazeiroso de usar, bem adaptado ao meu estilo de pilotagem e demonstrou ser um pneu bastante durável. É bom notar que os primeiros 10000 kms com esse jogo de pneu foram feitos em pouco mais de um ano, deixando os 14000 kms a serem rodados em três anos: usos bem diferentes e que o pneu se comportou sempre de forma uniforme.

Por tudo isso a minha intenção sempre foi trocar por outros Commanders, mas venho buscando esses pneus desde junho, quando já davam sinais de fim de vida, e até agora não encontrei nada, apesar das dicas que vários leitores deixaram nos comentários.

Com isso, vou migrar novamente de marca: a Metzeler lançou em novembro de 2013 o novo Marathon ME888 Ultra e os relatos de uso desse pneu tem sido bastante satisfatórios. Em post antigo que fiz, quando o ME888 foi lançado, a Metzeler já falava que o 888 era um pneu totalmente diferente do 880 que não deixa boas lembranças, tendo nova geometria e novo composto.

O custo do ME888 é muito semelhante ao custo do Commander em 2012: a Homa Motos vende o ME888 por R$476,80 (130/90) e R$599,90 (150/80) chegando ao total de R$1076,70, não chegando a 10% de diferença.

Vou consultar outros fornecedores, mas pelo vi na web os preços variam muito pouco de um fornecedor para outro.

Agora é comprar e montar.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Commander II chegando no final

Com a CVO na revisão, a Fat voltou à rotina diária, e ontem garoou no Rio de Janeiro.

Uma chuva fina, que mal lavou o asfalto, mas mesmo assim o pneu traseiro deu mostras que cansou. Com leves escorregadas, até mesmo em linha reta, me fez parar e verificar a pressão (estavam 4 libras mais baixos, ou seja, nada que preocupe).

Esse par de pneu foi colocado em setembro de 2012, perto de completar 4 anos, e já vão com pouco mais de 23000 kms rodados, e passaram pela vistoria de licenciamento há pouco mais de três meses.

No seco (hoje o dia amanheceu com piso molhado, mas secou no caminho) ela se comportou bem e isso vai me dar tempo de procurar outro par de pneus, embora o dianteiro ainda se encontre em bom estado, mas o tempo de uso (4 anos) já recomenda a troca do par e não apenas do pneu dianteiro.

Como os Commanders desapareceram do mercado (vou procurar mesmo assim), e os Dunlop originais andam com preços proibitivos, a minha tendência será experimentar os novos Metzeler ME 888.

Vamos às compras.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Commander II atingindo a marca de 20000 kms

Comecei a usar os Michelin Commander II em setembro de 2012 (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2012/09/rodando-com-os-michelin.html) e atualmente estão na marca de 19.500 kms rodados.

Em dezembro do ano passado já comentava que esse jogo de pneus não deveria ser problema na vistoria de licenciamento 2015, na época com 17.000 kms rodados (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2014/12/2014-termina-com-fat-sem-problemas.html), fato confirmado.

Nada indica que o pneu traseiro vá terminar antes de completar a marca dos 20.000 kms, e na minha avaliação acredito que vá chegar muito perto da marca de 25.000 kms.

O pneu dianteiro apresenta melhores condições e deve confirmar a prática de dois pneus traseiros a cada pneu dianteiro, o que me deixa com pelo menos outros 20.000 kms antes da troca do dianteiro.

Na relação custo benefício os Commanders II já tem a vantagem 30% a mais na durabilidade e na comparação com o Dunlop deve ter a mesma durabilidade ou pouco maior, mas já ganhou no custo cerca de 40% mais barato.

As impressões de uso continuam muito boas, sem sustos no piso úmido ou molhado, sem mostrar desgaste excessivo no centro em relação aos ombros do pneu ("pneu quadrado") e mantendo boa dirigibilidade em baixa ou alta velocidade.

Vamos ver se esse pneu traseiro vai me levar ao Salão Duas Rodas em Outubro.

domingo, 15 de dezembro de 2013

10000 kms com os Commander II

Nesse fim de semana completei 10000 kms com o jogo de Michelin Commander II em pouco mais de um ano (foram colocados em setembro de 2012).

Minha experiência até agora tem sido muito boa: o comportamento da moto é melhor que com o Dunlop no seco e não deixa nada a desejar ao Metzeler na chuva. Para mim vem sendo o melhor de dois mundos já que não havia me adaptado ao perfil mais esportivo do Metzeler no piso seco e sempre tive receio do Dunlop no piso molhado.

Em relação à durabilidade, ainda vou longe do TWI (> 2mm de sulco) e os desenhos mostram um desgaste uniforme tanto na lateral quanto no centro, mostrando que realmente estou bem adaptado a esse pneu (bem diferente do Metzeler que mostrava um desgaste maior no centro por conta do uso com calibragem abaixo da indicada para compensar o perfil mais esportivo).

Se continuar desse modo, acredito que vão ter durabilidade igual ou maior que o Dunlop.

Com custo muito semelhante ao Metzeler e durabilidade semelhante ao Dunlop, o Commander II mostra uma excelente relação custoxbenefício.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Metzeler ME 888 Marathon Ultra

A Metzeler apresentou seu novo modelo Marathon no Salão de Milão: o ME 888 Ultra.

Esse novo pneu promete o mesmo desempenho do ME 880 com maior durabilidade.

O novo desenho promete mais estabilidade no seco e no molhado, com desempenho uniforme durante toda a vida útil do pneu e estabilidade em alta ou baixa velocidade.

A Metzeler promete uma nova geometria para a carcaça do pneu especialmente projetada para motos tourings. A confirmar isso, a minha grande queixa sobre o perfil muito agudo pode ter sido resolvida deixando a moto menos sensível à irregularidades de piso, com borracha uniforme não apenas nos ombros dos pneus como no centro.

Outra promessa da Metzeler é a uniformidade de desempenho ao longo de toda a vida útil do ME 888, coisa que não acontece com o ME 880. O ME 880 apresenta um excelente desempenho no segundo terço da vida útil, mas deteriora rapidamente no último terço da vida útil e o primeiro terço mostra um pneu muito duro, bem diferente do excelente desempenho do segundo terço, ou seja: o ME 880 é um pneu bom no início, muito bom no segundo terço e ruim no final, coisa que o ME 888 promete corrigir.

As medidas do ME 888 serão as mesmas do ME 880 para 2014: MT90B16, 130/90R16, 130/80B17 e 100/90R19 para pneus dianteiros; MT90B16, MU85B16, 170/80B15, 130/90B16, 150/80B16 e 180/65B16 para pneus traseiros.

Inicialmente a Metzeler não anuncia pneus para aros 21 e nem para as Fat Boys com seus aros 17 como acontecia com a produção até 2013, mas acredito que essas medidas serão incorporadas durante o ano de 2014.

Lançamento ainda não tem previsão para chegar ao Brasil.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Commander II na chuva

Neste domingo passei pela primeira chuva forte, com direito a bolsões de água, com os Commander II: 50 kms na avenida Brasil retornando de Mangaratiba (do Gericinó até à Lagoa).

Já tinha ido a Florianópolis e pego trechos de piso molhado e úmido, mas foi a primeira vez com trechos alagados e o comportamento dos Michelin foi muito bom.

Levando em consideração que não sou um amante da chuva e normalmente rodo 20% (as vezes mais) abaixo do limite da via, procuro evitar as freadas bruscas usando o freio motor e não excedo os limites de inclinação nas curvas, ou seja: piloto com muita prudência, esses pneus não deram susto ou escorregaram em nenhum momento.

Atravessaram os bolsões com o dianteiro abrindo caminho facilmente e o traseiro transferindo potência com suavidade.

Minha avaliação: são os melhores que usei até a agora.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Michelin: os primeiros 500 kms

Tal e qual os Metzelers, vale dar as primeiras impressões dos novos Commander II.

Pneus limpos e rodando sem grandes preocupações e na comparação com os Dunlops originais e os Metezelers que os substituíram eu coloco os Michelin no meio da escala: boa aderência, mas não tão rápidos quanto os Metzelers; e com pilotagem muito semelhante aos Dunlops, mas bem melhores no piso úmido/molhado.

Voltar a usar a calibragem recomendada já mostrou uma pilotagem mais confortável, ao lado disso o perfil mais estradeiro que esportivo dos Michelin deixam a moto bem menos sensível ao piso e vento lateral como era com os Metzelers.

Depois de 500 kms rodados já estou muito mais a vontade pilotando a Fat do que estava com os Metzelers uma vez que a moto inclina na medida que estou esperando e não além do que esperava como acontece com os Metzelers.

E como tudo tem seu preço, os Michelin mostram ser menos rápidos nas saídas de curva. A moto segue tracionando bem em saída de curva, mas a menor inclinação na curva e o perfil mais estradeiro fazem com que a moto ganhe mais velocidade conforme vai se levantando e não quando ainda estava mais inclinada.

Para mim está perfeito, mas a turma que gosta de raspar pedaleiras vai preferir os Metzelers.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

rodando com os Michelin

Primeira impressão de uso dos novos pneus é que a melhor marca de pneu é novo.

Moto está mais estável e voltei a usar a calibragem indicada no manual, o que deixou a pilotagem mais confortável. Havia baixado 4 libras para deixar o uso dos Metzelers mais adequado e isso deixava a moto um pouco mais dura e sentia-se mais as irregularidades do piso.

Voltando à calibragem de manual isso deixou de ser sentido. Rodei pouco e ainda é cedo para uma avaliação, mas a primeira avaliação é que voltei a ter a moto mais adequada ao meu jeito de pilotar. Os Michelin parecem mais estáveis e com perfil mais parecido com os Dunlops, mas macios como os Metzelers.

Vamos ver se isso será confirmado.

Custo da brincadeira: R$ 450,00 para o pneu dianteiro, R$ 550,00 para o pneu traseiro, montagem/desmontagem e balanceamento das duas rodas R$225,00, troca de pastilhas dianteiras R$ 225,00 e uma lanterna nova para substituir a lanterna traseira quebrada R$240,00.

Total da brincadeira: R$1675,00, que acrescidos ao par de buchas trocadas por conta do tombo pela passagem pela poça de diesel deixa em R$ 1755,00.

Com isso o custo de uso sobe para R$ 0,47/km rodado (aumento de R$ 0,01) aos 58000 kms rodados.

E apenas para constar: a moto precisou ser limpa novamente... duas lavagens em menos de seis meses deve ser um novo recorde... hehehehehe

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Troca de pneus agendada

Senhores, não vou esperar o final do pneu dianteiro e agendei a troca para quarta feira próxima.

Pneus comprados na Brazil Custom a preço de R$450,00 o dianteiro 130/90R16 e R$ 550,00 para o traseiro 150/80R16, ambos Michelin Commander II.

Não espero grandes transformações, além da usual melhora na condição de pilotar pela diferença do velho para o novo.

Além disso, para consertar a moto do tombo pela derrapagem no óleo diesel espalhado, tive de trocar as buchas do riser a custo de R$ 80,00.

Atualizarei em breve os custos de uso da Fat, assim como as impressões sobre a troca dos pneus.

sábado, 18 de agosto de 2012

os surpreendentes Metzelers

Postei há cerca de dois meses que o meu pneu traseiro começava a mostrar desgaste.

Pois é: ele acabou. Com 15000 kms o pneu traseiro mostra sulcos centrais com profundidade abaixo dos 2 mm recomendados (atualmente chegou a 1,6 mm) e já vou procurar outro para fazer a substituição.

Por que surpreendente? Porque esse pneu acabou repentinamente. Em uma inspeção visual você acha que ele ainda pode rodar mais tempo, mas o comportamento mudou bastante. Nitidamente a moto tem um comportamento inclinada e outro comportamento em pé, fazendo que a retomada de aceleração provoque um balanço que incomoda. É lógico que tudo se acostuma e muitos podem continuar levando o pneu por mais quatro ou cinco mil quilometros, mas é perigoso principalmente em piso úmido.

Esse pneu parece ter um composto bastante característico: até completar os primeiros 5000 km ele se comporta de maneira razoável por conta do perfil mais esportivo. Entre os 5000 e os 10000 km ele se comporta de forma sensacional e os últimos 5000 km te trazem mudanças bruscas nas retomadas que vão piorando conforme os sulcos ficam menores.

Em termos de custoxbenefício, o Metzeler é melhor que o Dunlop pois embora tenha menor durabilidade, seu custo menor ainda traz benefício para o bolso.

Já o uso é menos linear que o Dunlop, que não tem mudanças bruscas conforme a idade do pneu: o Dunlop é um pneu médio durante todo o seu uso ao contrário do Metzler que alterna entre razóavel e ótimo.

Esse comportamento está me fazendo analisar seriamente se volto a colocar outro Metzeler para acompanhar o dianteiro (que ainda tem 6 mm de sulco e deve aguentar o desgaste de outro pneu traseiro antes da troca). Se encontrar o novo Commander II da Michelin para a medida da Fat sou capaz de iniciar a experiência, mas o ideal seria trocar o jogo para não ter resultados influenciados pelo Metzeler dianteiro.

Não gostei do Metzeler.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

viagem e moto parada na garagem: dicas para evitar surpresas

Estou de volta ao Brasil. Cheguei no domingo e após quase vinte dias parada, a Fat voltou a rodar hoje sem maiores surpresas.

É comum acontecer algumas surpresas na hora de voltar a ligar a moto depois de um intervalo de tempo parado, como bateria descarregada ou problema de alimentação.

Se a moto é bem cuidada, pequenos detalhes na hora de estacionar a moto merecem ser lembrados.

Tanque cheio ajuda a evitar oxidação interna e evita sujeira boiando no combustível. Sem maiores sujeiras já  se evita que a bomba puxe combustível sujo e ocasione algum entupimento que impeça ou dificulte a partida depois de longo tempo estacionada.

Pneus calibrados um pouco acima da calibragem normal ajudam a evitar deformações devido a ação do peso da moto no mesmo local do pneu por longo tempo. Eu normalmente calibro os pneus com mais 10 libras (cerca de 40% a mais que a calibragem normal), voltando a calibragem normal assim que volto a usar a moto.

E finalmente a bateria. Se não houver fuga de carga, a bateria consegue segurar carga suficiente por pelo menos um mês. Ao contrário dos carros (que ficam apoiados nos pneus deixando a bateria devidamente isolada), as motos normalmente ficam com o descanso apoiado no chão e possibilitam um descarga lenta para o solo e dependendo da qualidade e carga da bateria, a mesma acaba sem carga suficiente para dar partida. Aí só mesmo com uma chupeta ou fazendo pegar no tranco.

Para evitar essa descarga lenta, basta colocar um calço de borracha (até um chinelo havaina serve) no local onde o descanso vai ficar apoiado no solo. Não sei se já repararam, mas é comum ver um suporte para o descanso nas autorizadas e é esse descanso que evita a descarga lenta.

Para períodos maiores, recomenda-se desligar o positivo da bateria, voltando a religar.  Vale lembrar que as motos com mais tecnologia embarcada podem ter algum problema com a "volta a vida" após terem a bateria desligada por muito tempo.

A HDMC vende um carregador inteligente que mantém a carga da bateria: fica ligado à energia e cada vez que a carga da bateria cai a níveis mínimos, o carregador recarrega a bateria em carga lenta até a completa capacidade.

Resumindo: tanque cheio, pneus mais cheios e um calço de borracha fazem uma grande diferença na hora de  ligar a moto depois de muito tempo parada.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Pneu V: Metzeler começa a acusar desgaste

O pneu traseiro completou 14000 kms e já começou a me lembrar que está ultrapassando a meia vida.

Os sulcos estão cada vez menos profundos, principalmente perto do centro do pneu e já percebo algumas "sambadinhas" se acelerar mais forte, nada que assuste, mas serve para lembrar que está acabando.

Muitos colegas já haviam me dito que o comportamento dos Metzelers muda bastante quando ultrapassa os 15000 kms e parece que vou confirmar essa informação, iniciando um desgaste bastante acentuado a partir dessa marca e não chegando aos 20000 kms que os Dunlop chegam.

De toda a forma, mesmo que não considere válido continuar usando os pneus além dos 15000 kms, ainda assim vai valer a pena ter adotado os Metz ao invés de manter os originais: a diferença de preço entre as duas marcas continua deixando o custo de uso bem mais em conta, mesmo não tendo a mesma duração.

Vamos ver se eles realmente não chegam aos 20000 kms.

O dianteiro segue indicando que vai longe ainda.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pneus IV: Metzeler completam 10.000 kms

Os pneus Dunlop originais tem uma reputação muito ruim na chuva, mas tem grande durabilidade: eu consegui rodar 43000 kms com o dianteiro original e a metade com o pneu traseiro original.

Por conta da boa reputação de aderência no piso molhado que os Metzelers tem, fiz a opção por eles quando troquei o jogo de pneus. Mas como não existe almoço grátis, sempre disseram que a durabilidade deles seria menor que a durabilidade dos Dunlops.


Bom, esse jogo de pneus alcança a marca de 10000 kms rodados, o que representaria meia vida nos pneus Dunlops e continuam mantendo um desgaste bem parecido com os originais.

Na foto acima está o pneu dianteiro: sulcos bem profundos, sem mostras de estar "quadrado" ou sem mostras de deformações irregulares.





E na foto acima o pneu traseiro, já mostrando sulcos menos profundos, mas com bastante borracha. Detalhe para a marca na banda de rodagem mostrando os efeitos em rodar com 4 libras abaixo da calibragem recomendada.`


Pela diferença de custo entre as marcas, os Metzelers já se mostram uma solução bem melhor que a troca mantendo os Dunlops e pelo exame visual parece que irão durar tanto quanto os originais, desmentindo a fama de pneus menos duráveis.


Sobre o uso desses pneus, até agora vem sendo uma experiência bem melhor que os quilometros rodados com os Dunlops. O perfil mais agudo me obrigou a baixar a calibragem para deixar a banda de rodagem parecida com o Dunlop (que me agrada mais) e até o momento não apresenta deformação que condene a prática.


Outro detalhe interessante foi a minha dificuldade em me adaptar à maior velocidade de saída de curva que esses pneus permitem, mas depois que acostuma fica muito bom.


Vamos ver até onde irão esses pneus e se os relatos de que a partir de agora a deterioração será mais acelerada.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Vento lateral e piso molhado

Um assunto que já falei duas vezes ( http://wolfmann-hd.blogspot.com/2009/11/vento-lateral.html e http://wolfmann-hd.blogspot.com/2008/11/vento-lateral.html ), mas na volta para São Paulo voltei a passar por essa situação e valem a pena algumas considerações.

Os Dunlops originais foram substituídos por Metzelers e estes já contam com cerca de 7.000 kms rodados. Desde o início do uso dos Metzelers venho sentindo a diferença de perfil de construção entre as marcas.

Enquanto os Mets se mostram mais aderentes e mais rápidos nas curvas, exigem mais habilidade para serem usados nas retas. Durante a viagem é nítida a diferença a favor deles em condições ideais (pista seca, vento frontal e piso em boas condições), mas basta que o asfalto seja um pouco mais rugoso e já copiam as imperfeições do piso para o guidom. Em pista molhada aquaplanam com mais intensidade (parecem que balançam mais) e com vento lateral são nitidamente piores que os Dunlops.

Venho buscando uma calibragem que consiga o melhor conforto com a melhor pilotagem e já venho usando uma pressão inferior à pressão recomendada pelo manual para a moto stock (usando pneus Dunlop): venho usando 28 libras em cada roda contra as 32 libras recomendadas.

A calibragem para moto carregada é 36 lb em cada roda e por conta disso calibrei os pneus na saída do Rio com 30 lbs em cada roda. Viagem transcorreu sem maiores problemas além do desconforto normal que os perfis de construção já trazem desde o início do uso com os Mets.

Em piso molhado senti ligeira melhora na pilotagem, que me permitiu manter boa velocidade na estrada (sempre no limite indicado ou um pouco acima), mas cruzando com caminhões em pista simples a rajada frontal me deixava incomodado por deixar a frente leve. Nada que o ser humano não se adapte.

O grande problema foi o vento lateral em pista molhada. Mantendo a calibragem de 30 lbs em cada roda, o vento lateral incomodou bastante por conta da força das rajadas e da constância das mesmas. Em determinado momento cheguei a ser deslocada quase dois metros lateralmente por conta da pancada dada pela rajada lateral.

O problema diminuiu quando voltei a calibragem às 28 lbs, mas acho que poderia ter baixado ainda mais a calibragem da roda dianteira... talvez 26 lbs ou mesmo 24 lbs para deixar a frente mais pesada.

Essa sensação de frente leve não acontecia com os Dunlops originais. Também estava sujeito as variações por conta das rajadas laterais, mas o desconforto e a necessidade de correção de trajetória em reta não era tão acentuada.

Comparando com as Sportsters que estavam usando pneus Dunlops originas e com a Electra Glide que usava pneus novos Bridgestone, o comportamento da Fat era muito mais afetado pelo vento lateral. Mesmo levando em conta os aros sólidos da Fat Boy, ainda assim a diferença de estabilidade era grande, forçando a um ritmo bem mais lento que os demais (enquanto seguiam na casa dos 100/110 km/h, eu segui na casa dos 80/90 km/h).

Só tenho a agradecer a presença do amigo Celestino e sua Electra Glide, e antes o Chacon e seu Scenic, como meus alas durante o pior trecho da viagem. Deu bastante segurança saber que tinha um companheiro na aventura de domar a Fat e seus Mets no meio da ventania.

Fica o aprendizado (ainda a ser confirmado e espero que não seja breve) para baixar a calibragem dos Mets em condições adversas. O consumo do pneu pode aumentar (e o consumo de combustível também deve seguir o mesmo caminho), mas aumenta a segurança.

Para referência, os Mets já chegam na quilometragem que os colegas que usam os Mets há mais tempo que eu dizem ser o início da meia-vida (7.000 kms para serem aposentados aos 15.000 kms) e o desgaste não parece ser tanto. Vamos ver com se comportam daqui em diante... se confirmarem o desgaste aos 15.000 kms, terão uma vida útil de cerca de 25% menor, mas o custo de 40% mais baixo ainda compensa... se passarem a marca dos 15.000 kms estarão valendo ainda mais.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pneus Michelin nas HDs zero

Ontem estive na loja HD RJ e vi uma curiosidade: os pneus série Harley fabricados pela Michelin e não pela Dunlop.

Calçavam uma Dyna Custom e mostram que em breve (se já temos e ainda não sabemos) teremos uma nova opção para calçar as HDs: Michelin.

Inicialmente as informações dão conta que a série HD da Michelin não se encontra para reposição, equipando somente motos zeros (linha 2011).

Esperar pelos comentários sobre esses novos pneus.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Metzeler: uma excelente opção

Já rodei o suficiente para confirmar as primeiras impressões: Metzeler é uma excelente opção para melhorar a performance das HDs. Pneu com bom grip e geometria que favorece a segurança nas curvas e tração nas retas.

Recomendo.

Quanto a durabilidade: acredito que seja menor que os Dunlops por ser um pneu de composto mais macio para melhorar a aderência, mas só o tempo para confirmar isso.

Dentro do menor preço, se os Metzelers chegarem a mais de 60% da durabilidade dos Dunlops terá sido uma excelente troca.

Uma última sugestão: o desgaste dos pneus costuma ser dois pneus traseiros a cada dianteiro gasto. A troca do pneu traseiro melhora a performance, mesmo com a manutenção do pneu dianteiro mais gasto. Se o pneu traseiro já mostra o TWI ou você percebe que ele está "quadrado", vale a pena trocar.

O mesmo não acontece se você troca o dianteiro e mantém um traseiro gasto. A estabilidade fica comprometida pelo desgaste do pneu traseiro que vinha acompanhando o desgaste do pneu dianteiro antigo. Nessa troca é melhor trocar o jogo inteiro.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

desenhos conflitantes nos pneus Dunlop originais da Fat

As Fats mais novas adotam o aro 17 polegadas ao invés do aro 16 polegadas tradicional. Isso não é novidade para ninguém, assim como a baixa durabilidade desses pneus em relação aos tradicionais pneus de aro 16.

Em uma postagem antiga (http://wolfmann-hd.blogspot.com/2009/12/dunlop-muda-o-desenho-do-pneu-dianteiro.html ) já alertava para esse fato, mas agora isso vem se tornando conversa semanal pois os novos D408 se tornaram a única opção para quem vem mantendo os pneus originais.

O que vem chamando a atenção é a inversão do desenho do novo pneu e do pneu antigo, que vem acarretando algumas montagens invertidas.

O pneu deve ser montado seguindo o sentido marcado na lateral do pneu, mesmo que o montador diga que está errado. Inclusive alguns pneus D407 (especificação anterior) já vieram com os desenhos invertidos causando ainda mais confusão.

Não pesquisei a fundo sobre os motivos que levaram a Dunlop a ter desenhos conflitantes entre a roda dianteira e traseira, mas não invertam o pneu sob pena de trazer problemas para a pilotagem e desgaste prematuro do pneu. A melhor justificativa para essa mudança é melhorar a durabilidade do pneu, embora eu veja um problema em pista molhada já que com o novo desenho teremos formação de maior lâmina de agua para ser vencida pelo pneu traseiro.

Fica o alerta para verificarem a montagem dos novos pneus dianteiros D408: insistam para que seja montado conforme o sentido de rodagem.

sábado, 2 de outubro de 2010

Pneus III: 500 kms de Metzeler

Moto rodando muito na cidade é sinal de poucos kms feitos.

Nesta semana que passou completei os 500 kms iniciais com o Metzeler na frente e já se consegue uma avaliação livre da cera de armazenagem e já em condições de uso.

É nitidamente um pneu mais rápido. Hoje, a Fat tem seu limite ditado pelo Dunlop traseiro em perto do fim de vida. O pneu dianteiro possibilita uma inclinação bem maior que o pneu traseiro, deixando a moto mais rápida na tomada da curva (quando o limite de inclinação na curva é ditado pelo pneu dianteiro) e mais lenta na saída da curva (quando o limite da inclinação na curva é dado pelo tracionameno do pneu traseiro).

Vamos combinar que continua sendo uma HD, onde os limites são ditados pelas plataformas, e não uma speed. Não estou falando de entrar em uma curva de 90 graus colocando o joelho no chão, mas é bem perceptível o menor esforço para inclinar a moto e fazer a curva mais fechada e consequentemente conseguir um traçado mais rápido.

Já o pneu traseiro mostra suas limitações na hora de tracionar: como você inclina com menos força, a tendência é iniciar a aceleração mais cedo para levantar e sair da curva. Nesse momento é perceptível que a tração demora mais para agir, deixando a moto mais tempo inclinada e fica aquela sensação de hesitação onde você não sabe exatamente o que vai acontecer, mas a moto volta a responder e você vê que não fez bobagem... ou seja, um leve susto até acostumar com esse retardo na resposta.

Na chuva, é nitidamente maior essa diferença, chegando mesmo a rebolar como se fosse uma Fat mais nova que usa o pneu 200, porque a moto inclinou mais rápido e levanta mais lentamente, fazendo com que você acelere mais e quando traciona a roda puxa com mais força devido a diminuição do atrito pela presença da água.

Além dessa diferença, também sinto uma diferença no perfil do pneu dianteiro, deixando a moto com a frente mais leve. Seria como se tivesse uma superfície menor de contato em linha reta e uma superfície maior em curva.

O Dunlop era mais quadrado e o Metzeler mais arrendondado, deixando a moto mais sensível e consequentemente mais precisão no traçado escolhido. O Metzeler deixa a moto com menos "opinião" na hora de escolher o traçado. O piloto tem menos trabalho e a moto responde melhor.

Concluindo: os Metzelers exigem um piloto com mais experiência (ou menos experiência com o pneu original... tudo depende do hábito) por serem pneus mais rápidos e precisos. A mistura de marcas não é o melhor dos mundos, mas nada que um pouco de prática não resolva se for necessário fazer. Alguns colegas simplesmente não se adaptaram ao Metzeler, seja por conta da diferença de composto, seja pela necessidade de adotar uma medida ligeiramente diferente (nas Fats mais novas é necessário usar um pneu mais alto na dianteira para manter a medida de tala 140 mm e na traseira um pneu mais baixo com medida de tala mais larga - tala 210 por falta da medida original no catálogo Metzeler).

Ainda não experimentei o Metzeler na traseira, somente na dianteira (na FX também havia trocado por um Metzeler e tinha gostado muito), mas acredito que vá tracionar melhor. Acredito que até o fim do ano esse Dunlop tenha chegado ao fim da vida e vou experimentar o Metzeler também na traseira.