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terça-feira, 26 de março de 2019

RKS: 53 dias parada na garagem... e ligou de primeira!

Desde janeiro, quando voltou da oficina do dealer, até o último sábado (23/3), a RKS esteve parada na garagem.

Uma série de contratempos (recuperação de pneumonia e viagem) aconteceram. Não quis ter uma recaída na pneumonia enquanto estava ultimando preparativos para viajar com a família e sequer liguei a moto na garagem.

Na volta da viagem (19/3) fui ver como se comportou a bateria: liguei a moto, que pegou de primeira sem sequer reclamar, e dei algumas voltas na garagem.

Eu parei a moto com o tanque marcando 3/4, bateria tinha sido recém recarregada por conta da troca do regulador e pneus estavam (e continuam) sem terem sido calibrados.

O Rodolfo saiu com a moto no sábado (23/3) porque a moto dele estava fazendo serviço e foi só elogios para a moto, ou seja: a moto nada sentiu com o período inativa.

Disso tudo fica a constatação de algo que já tinha percebido: o sistema elétrico do M8 evoluiu muito em relação ao Twin Cam. Certo que teve o problema do regulador, mas mesmo assim é um sistema melhor projetado e tem tudo para se tornar confiável se a troca do fornecedor dos estatores/reguladores se mostrar eficaz.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

viagem e moto parada na garagem: dicas para evitar surpresas

Estou de volta ao Brasil. Cheguei no domingo e após quase vinte dias parada, a Fat voltou a rodar hoje sem maiores surpresas.

É comum acontecer algumas surpresas na hora de voltar a ligar a moto depois de um intervalo de tempo parado, como bateria descarregada ou problema de alimentação.

Se a moto é bem cuidada, pequenos detalhes na hora de estacionar a moto merecem ser lembrados.

Tanque cheio ajuda a evitar oxidação interna e evita sujeira boiando no combustível. Sem maiores sujeiras já  se evita que a bomba puxe combustível sujo e ocasione algum entupimento que impeça ou dificulte a partida depois de longo tempo estacionada.

Pneus calibrados um pouco acima da calibragem normal ajudam a evitar deformações devido a ação do peso da moto no mesmo local do pneu por longo tempo. Eu normalmente calibro os pneus com mais 10 libras (cerca de 40% a mais que a calibragem normal), voltando a calibragem normal assim que volto a usar a moto.

E finalmente a bateria. Se não houver fuga de carga, a bateria consegue segurar carga suficiente por pelo menos um mês. Ao contrário dos carros (que ficam apoiados nos pneus deixando a bateria devidamente isolada), as motos normalmente ficam com o descanso apoiado no chão e possibilitam um descarga lenta para o solo e dependendo da qualidade e carga da bateria, a mesma acaba sem carga suficiente para dar partida. Aí só mesmo com uma chupeta ou fazendo pegar no tranco.

Para evitar essa descarga lenta, basta colocar um calço de borracha (até um chinelo havaina serve) no local onde o descanso vai ficar apoiado no solo. Não sei se já repararam, mas é comum ver um suporte para o descanso nas autorizadas e é esse descanso que evita a descarga lenta.

Para períodos maiores, recomenda-se desligar o positivo da bateria, voltando a religar.  Vale lembrar que as motos com mais tecnologia embarcada podem ter algum problema com a "volta a vida" após terem a bateria desligada por muito tempo.

A HDMC vende um carregador inteligente que mantém a carga da bateria: fica ligado à energia e cada vez que a carga da bateria cai a níveis mínimos, o carregador recarrega a bateria em carga lenta até a completa capacidade.

Resumindo: tanque cheio, pneus mais cheios e um calço de borracha fazem uma grande diferença na hora de  ligar a moto depois de muito tempo parada.