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quarta-feira, 19 de julho de 2023

o que dizer do mercado de "motos clássicas" ?

As motos clássicas tem um encontro tradicional no Rio que acontece entre junho e julho. Nesse encontro podem ser vistas motos de coleção que praticamente só saem para esse encontro e despertam muitos negócios.

Atualmente muitas Harley-Davidson do início dos anos 2000, mesmo as Twin Cams que chegaram com sistema de admissão de combustível através de carburador, vem sendo elevadas a esse status de clássicas e conforme o estado de conservação passam a ser consideradas como "veículos de coleção".

Isso impacta diretamente o mercado de motos usadas uma vez que uma Twin Cam carburada consegue ter preço bem maior que uma Twin Cam injetada com menos anos de uso, e conforme a dificuldade em encontrar modelo semelhante, chega a valores fora da realidade de um veículo com décadas de uso (ou de garagem).

Já vi anúncios de modelos com 30 anos de uso com preço superior ao preço praticado para a venda de uma CVO Road Glide Ultra 120 anos, e parece que tem mercado porque o vendedor é pessoa reconhecida no mercado de "colecionáveis" e tem grande reputação nesse mercado.

Não vou entrar no mérito dos valores desse mercado, mas vou fazer uma comparação com o mercado de usadas em Portugal para dar um parâmetro para os interessados nesse tipo de Harley-Davidson.

Usando a tabela de motos zero praticada em Portugal e no Brasil posso chegar a uma taxa de conversão entre o Euro e o Real. 

Em Portugal, as motos clássicas (Ultra Limited, Street Glide Special, Road King, Fat Boy, Heritage) tem uma taxa de conversão entre preços praticados de um euro para cada 4,60 reais e para as novidades (Sportster S, Nightster Special, Pan America, Low Rider ST) tem uma taxa de conversão de um euro para cada 6 reais.

Apenas para entender o que essa conversão mostra, as novidades em Portugal não tem o "fator novidade" que é aplicado no Brasil, sendo motos mais baratas em Portugal que no Brasil.

A CVO Road Glide Ultra 120 anos tem uma conversão de um euro para cada 4,80 reais, pouca coisa diferente dos modelos clássicos da HDMC. E em Portugal já se pode encomendar a CVO Street Glide e a CVO Road Glide, diferente do Brasil.

Vale a ressalva que o mercado português é bem menor que o mercado brasileiro, com apenas 4 dealers, e vende cerca de 300 motos por ano, todas importadas dos EUA, enquanto no mercado brasileiro temos 18 dealers e montadora brasileira pretende produzir 2000 motos neste ano.

Dito isto vamos a realidade que pode ser encontrada nos anúncios feitos na internet.

Existe um revendedor de motos usadas que parece ser especializado nas ditas motos clássicas e podemos encontrar no site (www.jpmmotos.pt) anúncios de uma Fat Boy 1990 (a primeira Fat Boy a sair da prancheta de Willie G), conhecida como Ghost Grey e que teve a produção de 4.400 unidades para todo o mundo, por 15.500€, uma FXTS Springer 1998 por 15.000€, uma Shovel FLH1200 1976 por 12.750€ e uma Sportster 1200 2005 por 8.900€.

Eu nunca vi uma Ghost Grey no Brasil e tanto a Shovel quanto a Springer são modelos raros no mercado brasileiro por serem anteriores à operação do Grupo Izzo. Já a Sportster é um modelo mais comum e mesmo assim não encontrei nenhum anúncio do modelo com fabricação antes de 2014, e pode ser considerado como um modelo "colecionável" se alguém descobrir aqui no Brasil.

Usando uma taxa de conversão de um euro para cada 5 reais (maior que a taxa do modelos clássicos e menor que a taxa das novidades) teríamos esses modelos anunciados por: Fat Boy Ghost Grey por R$77.500,00; Springer por R$ 75.000,00, Shovel FLH por R$ 63.750,00 e a Sportster 1200 por R$ 44.500,00.

Desses modelos só temos em produção a Fat Boy 114ci, que em Portugal custa 27.400€ e a Ghost Grey, moto de produção limitada, sendo anunciada por 15.500€ (confesso que fiz proposta para compra por 14.000€ e não foi a frente), representa uma desvalorização de 43% em relação ao modelo novo.

Considerando o fator coleção, 43% de desvalorização em relação ao modelo novo é um valor de mercado bem mais aceitável que temos visto aqui no Brasil, onde os valores para motos com mais de 30 anos de uso conseguem ser maiores que os valores de tabela para os veículos novos.

Nosso mercado de usadas teve forte valorização, mas o mercado de "colecionáveis" consegue ter uma valorização ainda maior.

Como eu sempre escrevo, cada um sabe onde o sapato aperta, mas não dá para ignorar os valores extraordinários que esses veículos vem atingindo. 

E se tem oferta por esses valores, tem público consumidor.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Harley-Davidson pre-owned: a grande rival da Harley-Davidson

Dentro da estratégia de vender "prestígio" e "life-style", a HDMC provoca uma escassez na produção de suas motos para gerar uma demanda e aumentar a procura.

Com o aumento da procura, a alta de preços é justificada pela "exclusividade de ser proprietário de uma Harley-Davidson" e participar do "universo Harley-Davidson".

Todas as aspas utilizadas nas duas primeiras afirmações se devem a serem citações que escuto nos salões dos dealers para justificar a tabela praticada.

E aí começa o problema: a Harley-Davidson sempre foi um produto que o vendedor fazia muito pouco esforço para concretizar a venda. O comprador já chegava querendo fechar negócio, procurando o melhor financiamento e/ou desconto, sendo que muitas vezes colocavam acessórios no preço final da moto para financiá-los em conjunto.

A tabela foi dando saltos, os valores foram ficando fora da faixa de poder aquisitivo e muitos decidiram realizar o sonho através de uma usada, que os dealers passaram a revender a partir de 2020 em uma mudança clara de estratégia de venda. 

A Harley-Davidson pre-owned passou a ser uma ferramenta para manter os dealers no comércio de motocicletas e manter o life-style vivo.

Quem frequenta o café da manhã do HOG consegue ver as mudanças sazonais no salão de vendas do dealer: temos momentos que o salão está completo por motos novas e em outros momentos temos o "fundo do salão" (onde ficam as motos usadas) invadindo a parte destinada às motos novas.

E o preço da exclusividade de um produto Harley-Davidson começou a ser cobrado no mercado de motos usadas, com uma valorização muito grande. Apenas como exemplo, minha LRS (um modelo com bastante rejeição dentro do público consumidor de HD) custou em dezembro/2020 R$ 84.200,00 com direito a brinde do Kit Confort (banco two-up, guidão confort, pedaleira para o garupa e instalação do kit sem custo) e hoje podemos encontrar a mesma moto, sem o Kit Confort instalado, por R$ 86.900,00.

Economicamente tenho um produto que, descontada a inflação, não teve depreciação financeira e ainda valorizou cerca de 3% (apenas para exemplificar: 3% é o rendimento que o trabalhador tem em um ano de depósito do FGTS).

Avaliando uma troca, com a melhor hipótese de conseguir vender pelo valor pedido pelo dealer para a revenda da minha moto (R$ 86.400,00), teria de financiar R$ 30.000,00 para trocar por uma LRS 117 2023.

E ainda tenho a alternativa de fazer a troca por uma usada, que está anunciada no site do mesmo dealer por R$ 101.900,00, permitindo que tivesse que financiar apenas a metade do valor pela mesma motocicleta, com apenas a primeira revisão feita.

Está claro que hoje a grande rival em uma compra de HD zero não é Royal, BMW ou Triumph: é uma usada, ou dentro da filosofia do life style HD: uma "Harley-Davidson pre-owned".

Para quem tem o "bolso raso" o mercado de usadas é uma alternativa muito interessante para viver o sonho Harley-Davidson.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

aumento de custo nas peças e precarização na manutenção

A defasagem cambial vem trazendo um problema para manutenção das motocicletas e isso não está se restringindo apenas às HDs. Quase todas os modelos importados e/ou montados em Manaus vem sofrendo com a carestia de peças de baixo volume de vendas usados em manutenções que são mais espaçadas.

Tomando a manutenção das HDs como exemplo, a compra de kit para o Cam Service, troca de correias e pneus vem se tornando manutenções bem onerosas, mesmo quando não são feitas na oficina do dealer.

Eu tenho lido cada vez mais tópicos pedindo orientações para fazer "gambitechs" ou indicações de peças similares às peças originais de HDs, BMWs e Triumphs.

Nada contra substituir um kit de juntas originais por um kit de juntas aftermarket, desde que sejam destinadas ao modelo que está em manutenção, ou usar uma bomba de água de carro no lugar de uma bomba de água, desde que atenda às especificações de projeto da moto.

Eu mesmo usei um farol Sealed Beam de Opala na Fat Boy por muitos anos por ser uma solução muito mais em conta que comprar um novo globo ótico para ser usado na cabeça de touro que tinha colocado na moto (a solução definitiva acabou sendo um globo ótico comprado como sobra de reparo feito em outra moto).

Mas vem acontecendo reiteradamente a busca por pastilhas recondicionadas, lubrificantes fora de especificação de projeto, uso de pneus traseiros de outros modelos como dianteiro em moto de modelo diferente entre outras pesquisas, além de busca por soluções para eliminar erros no log de erros bypassando sensores ou jumpeando circuitos entre outras gambitechs que não vale a pena citar para não dar mais ideias.

E nem entro no mérito do uso de pneu de carro na traseira de muitas HDs de pneu largo.

Sempre disse que cada um sabe onde aperta o sapato, e quem está buscando essas soluções alternativas quer manter a moto rodando dentro do orçamento pessoal ou simplesmente quer gastar menos por "achar um roubo o preço das peças".

O problema que surge é quando a moto é revendida. Quem compra uma moto usada deve ser cauteloso e se precaver quanto a problemas que uma inspeção visual pode detectar, mas e quanto aos defeitos que estão escondidos como uma pastilha colada? Como avaliar se a manutenção foi feita e se foi feita de forma correta ou estamos comprando um saco de problemas?

O aumento do universo de proprietários de motos premium cobra o preço no mercado de usadas e mais do que nunca saber a procedência ter a assessoria de um bom mecânico vem sendo necessário na hora de comprar uma premium usada.

Nessa hora vai ser interessante comprar uma moto com certificado de origem como a HDMC vem começando a fazer nos EUA.

HDMC investe no mercado de usadas

Em novembro/2020 eu postei sobre a estratégia recomendada pela HDMC aos dealers em investir em estoque de HDs usadas para compensar a redução de faturamento com as quotas menores em 2021 (pode ver aqui).

De novembro/2020 até agora o mercado de usadas vem sendo alvo de demanda reprimida pela falta de motos zeros e vem subindo, ao contrário do que escrevia há cinco meses atrás.

Agora a HDMC criou o Certificated Pre Owned Bikes e entra com força no mercado de usadas nos EUA.

Segundo a Ride Apart, esse programa foi proposto aos dealers em março/2021 ( pode ler em inglês aqui) com a intenção de criar um diferencial no mercado de usadas.

Agora em abril/2021, (postado em 20/4/21 no site autoevolution.com e pode ler em inglês aqui) o programa foi implementado e permite que motocicletas com até 5 anos de uso e com no máximo 25.000 milhas - 40.000 kms, sem modificações no motor, parte elétrica ou quadro (ou seja, admitindo apenas personalização estética) possam ganhar o HD Pre Owned Certificate que permite usar os serviços de financiamento do HD Financial Services, um ano de garantia e um ano de anuidade HOG permitindo ao proprietário participar da "experiência HD" de forma completa.

Essa motocicleta não pode ter recalls pendentes e terá uma revisão completa antes de receber o certificado HD de qualidade ("110-point quality-assurance inspection”).

Segundo Jochen Zeitz, CEO da HDMC, essa iniciativa da HDMC vai permitir um up grade na confiabilidade das motocicletas usadas e permitir que mais pilotos possam participar da "experiência HD" que vem acoplada à compra da sua HD.

                “We believe this program will drive Harley-Davidson desirability and enhance the overall customer experience, allowing more riders to have access to our motorcycles and provide them with an added level of confidence in their purchase,” disse Jochen Zeitz, chairman, presidente and CEO, Harley-Davidson, em uma declaração à imprensa.

Traduzindo livremente: "Nós acreditamos que esse programa possa trazer à Harley-Davidson mais desejo e ampliar a experiencia do consumidor, permitindo que mais pilotos possam ter acesso às nossas motocicletas acrescentando um nível maior de confiabilidade na sua compra". 

Não sei se o programa vai ser implementado de forma mundial ou se limitar aos EUA e, talvez, alguns mercados de interesse da HDMC, mas podemos concluir que a HDMC continua alimentando a ideia da "experiência HD" em life style como forma de capitalizar o prestígio da marca à venda de seus produtos deixando-os exclusivos.

Com a certificação, a HDMC busca diferenciar o produto licenciado/certificado do restante do mercado de usadas, onde comprando um produto licenciado/certificado o consumidor terá a "certeza" de que estará comprando um produto, mesmo que personalizado pelo antigo proprietário, original e com manutenção segundo o manual de fábrica por um preço mais baixo do que o preço pago pela moto zero.

Fica claro que esse produto certificado terá um diferencial de preço em relação ao mercado de motos usadas pois leva a chancela da HDMC.

Com esse programa, atrelado aos produtos do Harley-Davidson Financial que vendo permitindo a opção de troca em outra motocicleta nova (o valor residual será abatido do valor da avaliação e servirá como entrada para próxima compra) no programa "Harley sempre nova", a HDMC busca um diferencial para o seu produto não só no mercado de motos zero, mas também no mercado de motos usadas.

É a "gourmetização" da "moto coxa". Resta saber quais os parâmetros para avaliar a moto que pode participar do programa de certificação: o dealer paga mais por uma moto que será certificada ou vai pagar o preço de repasse que costumam pagar na troca por uma zero?

E o mercado, como vai se comportar? Será que vai pagar mais por uma moto que foi certificada pela HDMC quando o segundo dono colocá-la à venda, ou será que isso não agregará valor?

Eu entendo que pode ser uma alternativa para quem quer uma moto com procedência e pode pagar um pouco mais pelo certificado, mas para quem vende a "moto coxa" não trará grande benefício porque não acredito que o dealer vai pagar mais para ter uma moto que pode ser certificada no estoque.

E ainda vai acabar com o "filé" que os vendedores gostam de oferecer para os clientes mais chegados porque a política de venda de motos usadas vai passar a ser tratada com mais atenção pela gerência do dealer.

Vamos ver se o mercado brasileiro vai ser alvo desse programa HDMC 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Dealers encerrando as atividades: quem é o vilão da estória?

Postei no mês passado a posição da HDMC Brasil afirmando pela continuação das atividades (veja aqui), mas o anúncio do encerramento de atividades feito por vários dealers vem deixando a comunidade preocupada com o futuro da marca no Brasil.

Até o momento sete dealers já se posicionaram pelo encerramento do contrato de representação da marca, são eles: Salvador, Fortaleza, Cascável, Vitória, Caxias do Sul, Santos e ABA SP.

Nos comunicados que tenho lido, os dealers se justificam afirmando que a nova estratégia da HDMC inviabiliza o modelo de negócio e creditam a responsabilidade do fechamento das lojas a HDMC.

Um contrato tem sempre duas partes e se uma das partes está insatisfeita e deseja encerrar o contrato deve indenizar a outra parte. Esse é princípio envolvido na teoria geral dos contratos, ou traduzindo: quando um não quer, dois não brigam.

Desse modo, tanto HDMC quanto os dealers envolvidos no relacionamento contratual são responsáveis pelas decisões de fechamento das lojas.

A estratégia atual da HDMC prevê uma reestruturação do modelo de negócios a partir de uma simplificação de processos e melhoria da logística de distribuição e isso vai ter um preço e tomar tempo para dar resultados por isso vai diminuir produção e cobrar mais caro pelos seus produtos.

Para não inviabilizar o modelo de negócios com aumento além da capacidade do mercado consumidor, a HDMC está cortando a margem de revenda do dealer.

As consequências práticas serão um número menor de motos produzidas diminuindo o faturamento dos dealers e uma margem de revenda menor reduzindo ainda mais o capital para se sustentarem.

O que mais tenho escutado é que a HDMC terá como meta vender 3000 motos em 2021, cortando as cotas dos dealers pela metade e que a margem de revenda também foi reduzida a metade com o novo contrato, representando uma queda no resultado final dos dealers de mais de 50%.

Quem não quis bancar essa aposta no novo modelo de negócio, assinou o distrato e foi indenizado pela HDMC, mas notem que não ter o bar'n'shield no letreiro não vai tirar o dealer do mundo HD.

Todos os comunicados dos dealers que estão encerrando atividades afirmam que continuarão prestando serviços e revendendo motos usadas, ou seja deixam de vender motos zeros, mas vão continuar vendendo HDs, fazendo revisões e vendendo roupas e acessórios.

A comunidade HD vai continuar sendo atendida.

domingo, 15 de novembro de 2020

como anda o mercado de HD usadas?

Um dos efeitos do Rewire nos EUA foi a subida do preço das usadas para diminuir a diferença para as motos zero e a HDMC usou sua rede de revendedores para isso, incentivando os dealers a fazerem um estoque de usadas e regulando a demanda.

Aqui no Brasil houve movimento semelhante. Eu recebi e-mail de dealers querendo comprar minha RKS e acredito que outros proprietários foram alvo da mesma investida.

Mas essa busca por aumentar o estoque de usadas visou motos com até 5 anos. Motos mais antigas só interessavam para troca e acredito que aqui no Brasil a estratégia foi a mesma.

Aumento na tabela de motos zeros e as motos usadas mais novas nas mãos dos revendedores gera uma escassez de oferta de motos mais procuradas e faz a procura por motos com mais idade aumentar.

O reflexo disso nos preços deveria ser um aumento nos preços das motos usadas, mas eu não vi isso.

Com a venda da RKS e os aumentos nas tabelas me fizeram prestar mais atenção no mercado de usadas já que esse pode ser o caminho para voltar a comprar uma HD no futuro próximo, e não tenho visto grande valorização no mercado de usadas.

Existem anúncios bem caros, mas vejo que esses anúncios ficam por bastante tempo. Já as motos com preço mais dentro da realidade estão vendendo rapidamente.

A COVID vem trazendo boas oportunidades para quem está com dinheiro na mão pois existem vários proprietários que enfrentam dificuldades financeiras e colocam a venda o que tem na mão. Problema vem sendo encontrar compradores com dinheiro na mão porque também falta para eles.

O que vem sendo a válvula de escape é a facilidade de crédito: com juros baixos e muitas vezes sem entrada, o carnê vem sendo a solução para quem quer comprar uma HD, seja zero ou usada, mas esse tipo de venda é restrito aos comerciantes. O vendedor particular não financia.

Resumo da ópera é o mesmo: se tiver dinheiro na mão consegue fazer um bom negócio e se quiser comprar uma moto zero vale a pena fazer as contas por um bom financiamento e manter o dinheiro nas aplicações para uma eventualidade.

domingo, 2 de agosto de 2020

HDMC troca de CEO para enfrentar a crise

Em março a HDMC USA anunciou a troca do CEO da empresa: saiu Mathew Levatich e entrou Jochen Zeitz.

Jochen Zeitz é alemão, executivo que colocou a PUMA como principal concorrente da ADIDAS e NIKE e faz parte do staff da HDMC USA desde 2007.

Os números da HDMC já mostravam queda e o último balanço mostrou um prejuízo líquido de 92 bilhões de dólares com uma queda nas vendas globais de 27%.

O que isso trouxe para a comunidade HD no mundo?

A melhor palavra para traduzir os comentários que venho lendo desde março, e que ficam cada vez pior, é apreensão pelos futuro da marca.

Muita gente achando que a HDMC vai enfrentar uma crise que semelhante à crise que levou o controle acionário para as mãos da AMF e muita gente achando que a marca vai deixar de existir.

O novo CEO já começou desmontando todo o planejamento estratégico que vinha sendo posto em prática por Levatich: encerrou o programa New Roads onde a HDMC mostrou novos modelos em segmentos diferentes do tradicional segmento custom e paralisou o projeto Livewire da moto elétrica da HDMC.

Zeitz iniciou o programa Rewire que busca um retorno às origens, valorizando a tradição que envolve a marca e seus modelos mais emblemáticos.

Junto com tudo isso, a recessão causada pela pandemia da COVID 19 e pelas medidas de isolamento social que paralisaram as linhas de produção já deixaram muitos dealers HD em situação difícil. Zeitz já afirmou que não serão fabricados mais modelos 2020 e as linhas de produção serão reativadas para produzir a linha 2021, que será reduzida em até 30% dos modelos presentes no catálogo.

Isso implica em 70% dos dealers sem motos novas para revender e buscando alternativas (já cheguei a receber e-mails, de dealers americanos onde tenho cadastro, propondo compra da minha moto) para continuar trabalhando no mercado de usadas.

No Brasil temos uma produção pífia, uma tabela de preços bem amargos e as motos usadas com valorização pela escassez de ofertas.

Problema nesse cenário é que temos escassez na procura de motos novas também.

sábado, 4 de maio de 2019

Fat Boy renovada: problema com reposição de pneus

Sempre que um modelo novo aparece no mercado ou a fábrica decide "renovar" um modelo tradicional na busca de novos mercados se imagina que a reposição de partes e peças de desgaste por uso tenha sido equacionada.

Com a nova Fat Boy parece que a HDMC equacionou mal a reposição de pneus.

A Fat Boy é um modelo tradicional, nascida em 1990 pela mão de Willie G Davidson, imortalizada por Arnold Schwarzenegger no filme Exterminador do Futuro e que vem sendo modernizada conforme as pesquisas de mercado que a HDMC faz.

O modelo atual foi lançado em 2018 e é totalmente novo em relação ao modelo tradicional da década de 90 e o modelo renovado em 2007, ou seja, não existe equivalência entre as unidades que são maioria no mercado e as novas unidades vendidas a partir de 2018 e isso traz um problema para quem precisa de peças de reposição pois o mercado after market ainda não se encontra preparado para atender demandas específicas, exceto escapes.

É certo que a Fat Boy compartilha várias peças de reposição com outros modelos da família Softail lançada em 2018, mas é um modelo que tem algumas peculiaridades como o tamanho dos pneus.

O pneu traseiro já é uma medida conhecida do mercado after market pelo uso na Breakout, mas o pneu dianteiro é totalmente novo deixando o proprietário atrelado à fábrica e a seus dealers.

Isso já vem se tornando um problema para quem precisa trocar os pneus, pois o dianteiro vem tendo vida útil menor que a vida útil do pneu traseiro, além de ser curta: em média 12000 kms para o dianteiro e 15000 kms para o traseiro.

Quando você cota o pneu dianteiro para reposição no dealer, porque não encontra similar em outras marcas, vê valores absurdos (de R$2.500,00 a R$4.000,00) e não tem para pronta entrega.

E não é um problema recente: em agosto de 2018 já apareceu a primeira reclamação no site Reclame aqui sobre o tempo para entrega do pneu dianteiro.

E o problema vem se arrastando de tal forma que já existem proprietários usando pneu traseiro, cuja medida pode ser encontrada no mercado (o ME880 traseiro tem a mesma medida), no lugar do pneu dianteiro seja pelo menor valor ou seja por não ter o pneu para pronta entrega.

Vale a pena manter sua Fat Boy Twin Cam por mais algum tempo antes de trocar na Fat Boy M8 e ver como o problema será resolvido.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

quando uma moto é exclusiva

Uma das "qualidades" mais usadas nas descrições de motos à venda é o fato dela ser "exclusiva".

Mas o que vem a ser uma "moto exclusiva"?

Eu entendo que a exclusividade decorre de algo que a distingue, seja uma customização especial ou seja um modelo de baixa produção.

Eu vi algumas motos exclusivas: a Dercy (Shovel customizada pelo Pedrão que você pode ver no blog do Hecho a Mano), uma Dyna Daytona vendida em Campinas (só três iguais no Brasil), uma Dyna Convertible que pertenceu ao Adriano (salvo engano, não chegam a dez unidades rodando no Brasil) e a Electra Glide centenária do Celestino (a única que vi carburada ao contrário do equipamento normal de injeção eletrônica).

A exclusividade vem sendo "popularizada" com os modelos comemorativos e numerados, com as edições CVO (que apesar de serem produzidas em número menor, ainda assim são motos de linha de produção) e ultimamente vem aparecendo as "últimas unidades fabricadas". Eu mesmo tenho uma "exclusiva" desse tipo: a Fat é a última produzida e vendida no Brasil com o pneu 150 na traseira.

Eu acredito que as motos de colecionador (e a Fat ainda tem muito que rodar antes de ser uma "moto de colecionador") tem valor por serem raridades e não por serem exclusivas.

Na hora de fazer negócio, analise bem a "exclusividade" da moto que está sendo anunciada para não acabar pagando a mais por algo comum.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

HD e Indian: como anda o mercado de usadas?

Boteco é sempre um bom lugar para achar assunto para o blog: a bola da vez é o valor de revenda das HDs e das Indians.

Sobre as Indians só posso especular: o movimento de compra de moto zero segue em alta, a satisfação também segue em alta e as únicas usadas que tenho visto serem vendidas são as motos de ride test, e não demoram muito tempo terem novos donos.

Sobre as HDs o buraco é mais embaixo. O mercado segue comprador, ou seja, oferta em alta e procura em baixa. Fatores que causam esse movimento é facilidade de comprar uma moto zero(seguem as promoções), o alto número de interessados que são calouros curtindo o "sonho HD" e os vendedores que ainda tentam manter o preço das usadas em alta (se as motos novas baixaram de preço, porque as usadas não baixariam, não é mesmo?).

E no caso das Tourings ainda temos a novidade do Milwaukee 8 interferindo nos negócios: mesmo que a linha 2017 ainda não traga o M8, o mercado já parou pela expectativa. Até mesmo o mercado top das CVOs está parado, pois a HD não vem trazendo as CVOs 2016 a espera das CVOs 2017 que serão equipadas com o M8 de 114 ci.

Se o M8 vier mesmo, prevejo uma nova "febre das Electras" como foi quando o chassi foi modificado. 

As usadas que ainda valorizam são as carburadas, mas mesmo assim vejo motos anunciadas há algum tempo sem serem vendidas, e as injetadas mais antigas, e mesmo assim as mais rodadas ainda aguentam alguma resistência para serem vendidas.

O melhor negócio tem sido trocar a sua usada por uma zero: os dealers tem interesse em vender suas motos zeros e a negociação acontece com menos dificuldade.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

mercado de usadas se acomodando

Tenho visto vários anúncios de Harleys para venda e estou notando um detalhe interessante: as tradicionais "ofertas milionárias" estão desaparecendo.

Muitas motos mais antigas e negociadas pelos valores da tabela FIPE estão voltando ao mercado com reduções de até 20% em relação à primeira oferta.

Especulando sobre o assunto, acredito que o mercado simplesmente parou e os vendedores seguem com a necessidade de se desfazerem de suas motos, ou não estariam desistindo dos valores iniciais.

Apenas com exemplo, vou usar a minha FAT, ano 2006, com tabela FIPE em R$ 32.451,00.

Não tenho visto moto anunciada igual a minha (mesmo ano de fabricação), mas sim de anos anteriores (2004/2005) e com pedidas extremamente salgadas: entre R$30.500,00 (a mais rodada com 60000 kms) e R$38.000,00 (a menos rodada com 2500 kms).

De outro lado estou vendo Fat Boy 2011 com pedida de R$38000,00, o mesmo valor da maior pedida por uma Fat Boy 2005.

Do mesmo modo, já vi Fat Boy 2008 por R$34.000,00, que vem a ser o preço intermediário na pesquisa que fiz sobre os preços de venda para as Fat Boys 2006/2005/2004.

Apenas para finalizar, acredito que o preço mais justo para esse modelo fique na faixa entre R$28.000,00 e R$30.000,00, dependendo do estado de conservação (ítens a serem substituídos proximamente e acessórios que sigam com a moto), bem abaixo da tabela FIPE e muito mais baixos que os valores pedidos nas ofertas, que acredito serem revisados conforme a negociação não aconteça por falta de interessados.

É boa notícia para quem está procurando sua moto (recomendo paciência) e má notícia para a turma que estava valorizando suas motos com base na tabela de zero quilômetro praticada pela HDMC (que também já reviu os valores para poder alcançar as metas propostas para 2016).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

tabela nova: como ficam as usadas

Tabela nova em prática e embora todos opinem que as motos zero vão encalhar, todos também especulam sobre a reação do mercado de usadas.

Não dá para tentar especular sobre o mercado de usadas sem especular sobre o mercado de motos zero.

O Bayer deixou uma postagem muito forte sobre esse assunto há coisa de duas semanas (leia aqui) e mesmo concordando com vários pontos contidos na postagem, vamos concordar que os preços das motos novas diferem muito pouco entre o nosso mercado e o mercado americano.

Nosso principal problema é ganhar em real e não em dólar.

Entre os modelos 2016, os únicos que realmente são diferentes e podem justificar, ainda que de maneira superficial, o aumento são as Softails que trazem um pacote totalmente novo. Se esse pacote vale o quanto pesa, é outra análise.

Outra justificativa superficial para a nova tabela é a variação cambial. Vamos combinar que as motos vendidas no Brasil, mesmo que em regime de CKD, são nacionais (chassi 932 e não o 1HD ou 5HD) e a priori estariam menos afetadas por essa variação cambial.

A realidade é que a estratégia de posicionar o produto fabricado dentro do segmento premium obriga a uma estratégia visando regular a demanda através da administração da oferta. Os executivos da HDMC Brasil viram o mercado encolhendo com a crise de confiança que o país atravessa e ajustaram a produção à retração do mercado e para manter a lucratividade sem mexer na margem percentual de revenda o preço tem de subir.

Vale sempre lembrar que lucratividade não é margem de revenda, mesmo que estejam relacionados. 

A margem de revenda é o percentual entre o preço de produção e o preço de venda.

Lucro é o valor a ser apurado após o recebimento da receita originada nas vendas, deduzindo as despesas operacionais.

Em tese, você aumenta sua lucratividade se conseguir vender mais, seja em volume de vendas ou seja em volume de receita. A HDMC Brasil sempre se orientou para a receita, daí chegamos a esses valores alucinados para manter a lucratividade com uma retração do volume de vendas.

Se o mercado de motos novas obedece às estratégias do fabricante, o mercado de usada obedece ao desejo de comprar esta ou aquela moto, se o comprador consegue crédito fácil ou se o comprador tem recursos para efetuar a compra da moto pelo valor que o vendedor pretende.

Ou seja, não depende da vontade do vendedor estabelecer a melhor estratégia para vender a sua moto, mas sim da aceitação da sua moto pelo mercado comprador.

Se o modelo não for um modelo muito procurado, a tendência do valor de venda é baixar. Se o caso for o oposto, a tendência é o valor de venda subir.

O que todo comprador procura? Uma "galinha morta". O que todo vendedor acha que tem na mão? Uma "mosca branca".

A "galinha morta" é aquela moto pouco rodada e de preço baixo, de preferência no modelo que você estava desejando.

A "mosca branca"é aquela moto rara que todo mundo procura e não se incomoda de pagar acima do valor do mercado.

Muito raro encontrar uma moto em que vendedor e comprador concordem que o valor pedido é justo. 

E afinal como ficam as usadas com o aumento? Acho que ficam no mesmo lugar. Não creio que a valorização artificial que a HDMC Brasil deu para as motos zero se reflita no mercado de usadas.

Hoje o mercado de usadas está com um oferta cada vez maior pelo número de motos vendidas, o comprador busca determinado tipo de moto (produção recente, baixa quilometragem e que caiba no bolso) e o vendedor que não tem essa moto para oferecer (produção mais antiga e quilometragem mostrando uso normal) tem de oferecer por um preço mais baixo para poder ganhar no quesito "bolso" quando for o comprador fizer a comparação.

E mesmo a moto mais desejada não vai conseguir acompanhar a valorização das motos zero porque enquanto a fábrica regula a oferta para manter a demanda em alta, o vendedor não consegue manipular o mercado com a mesma eficiência e vai acabar sofrendo com a falta de crédito ou recursos dos prováveis compradores, sendo obrigado a baixar o preço que ele havia valorizado para um nível que possa ser negociado.

Para 2016, o mercado de usadas vai continuar na mão do comprador, mas o mercado de motos zeros vai ser (muito bem) controlado pela fábrica.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ecos da tabela 2016 HDMC

A tabela para 2016 já foi divulgada há mais de trinta dias e até agora muita gente (incluindo dealers) custa a acreditar que esses preços serão praticados.

Tenho conversado com muitos colegas e no mês passado muitos achavam que isso não iria ser implementado, mas agora muitos já se conformaram e já pensam em como fazer para trocar a moto zero.

Conversas sobre pressões que os dealers vem fazendo sobre a HDMC também estão diminuindo, dando mostra também que já tratam de pensar em rever estratégias, e talvez metas, para 2016.

Senhores, nada indica que esses preços serão revistos, e apesar das críticas e das previsões sombrias, a HDMC vai realmente implementar a tabela assim que os modelos 2015 em estoque tenham sido vendidos.

A HDMC já prepara a estratégia para que a linha 2016 entre nos dealers ainda em 2015 (os números divulgados este mês pela ABRACICLO mostram indícios disso) e já temos alguns interessados em modelos novos deixando nome com os vendedores.

No mercado de usadas essa tabela também já mostra seus efeitos: os anúncios de particulares estão escasseando e aqueles que ainda anunciam, já fazem pedindo preços maiores para vender suas motos.

Os revendedores de usadas tem aumentado discretamente seus preços e muitos que trabalham em esquema de consignação tem visto o estoque diminuir nas lojas.

Como digo sempre, o mercado vai tratar de regular as demandas. Os vendedores já trabalham com previsões bem inferiores às de 2015 e só teremos alguma novidade se a demanda ficar abaixo dos piores patamares que já estão planejando para 2016. 

Portanto, para quem ainda está pensando se espera para ver algum milagre só posso sugerir o seguinte: compre a 2015 (se achar) agora ou faça como eu e vá se mantendo longe de problemas e carnês em 2016 mantendo sua moto rodando.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

mudanças no mercado de HD usadas carioca

Entre os revendedores de HD usadas mais conhecidos no mercado carioca, dois estão de mudança: a Fórum Motos está se mudando para o Shopping Esplanada da Barra, ao lado do Parque das Rosas e a Biker Friends está mudando a gerência com a saída do Luiz Cláudio.

No caso da Biker Friends, a loja segue no mesmo endereço, mas com outro nome ainda não conhecido e o Luiz Cláudio está voltando para o espaço virtual no endereço de sempre: www.bikerfriends.com.br .

A ideia é criar um portal para manter os anúncios de motos, peças e acessórios, e criar um espaço para consultas técnicas e novidades HD.

Acessem e façam cadastro para maiores informações.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Facebook e o mercado de peças usadas

 Um recomendação, sempre repetida, é não comprar peças usadas sem procedência.

Uma fonte bem conhecida de revenda de peças usadas e/ou importadas sem procedência sempre foi o Mercado Livre, OLX e outros mercados similares.

Já há algum tempo as comunidades de proprietários de HD no Facebook vem servindo como balcão para negociar peças usadas, e como sempre vale a mesma recomendação para não comprar peças sem procedência.

A procedência no Facebook é estabelecida pelos amigos em comum e pela reputação que o vendedor tem dentro da comunidade.

Mesmo assim acontecem incidentes. E comento isso por experiência própria.

O painel do odômetro da Fat estava completamente ilegível por conta da exposição ao sol e umidade de chuva e por isso venho me mantendo atento às ofertas que aparecem nos grupos de Facebook, pela facilidade de estabelecer a procedência da peça.

Não estava fazendo questão de um velocímetro novo por não ver vantagem na peça nova: a possibilidade de perder os dados registrados no odômetro era a mesma em uma peça nova ou usada, por este motivo aguardei aparecer uma oportunidade onde alguém estivesse customizando ou trocando o velocímetro por algum instrumento combinado (speed/tachmeter).

E apareceu. Foi anunciado um velocímetro de softail 05, vendido em conjunto com o dash board, por um revendedor do norte do Paraná. Não entrei em detalhes sobre o motivo da venda (falha minha), a foto mostrava o equipamento em condições e por ter vários amigos em comum acreditei que a peça estaria em condições de uso.

Peça usada é sempre uma aposta a ser feita, principalmente comprada à distância e se baseando nas informações do vendedor. Questão de confiança.

Infelizmente a definição de condição de uso parece ser diferente para o vendedor: o dash board veio amassado, provavelmente por aperto excessivo do parafuso principal, e o velocímetro mostrava ter sido aberto por algum motivo que desconheço.

No estado que chegou, a peça era inviável de ser usada pois estava vulnerável a infiltração de água de chuva.

Não foi uma boa aposta.

Fiz algumas "cirurgias" com a ajuda do Adriano e consegui aproveitar algumas partes do dash board para reformar o meu dash board e instalei o velocímetro após fazer um isolamento com uma camada de silicone.

O resultado foi melhor que eu esperava (crédito do Adriano) e o novo velocímetro voltou a vida com a quilometragem feita na moto onde havia sido instalado originalmente (pouco menos de 10.000 kms).

Como esse velocímetro não era de uma softail 05 (apesar de ter sido anunciado como tal), ganhei relógio no display do odômetro e algumas luzes-espia de alertas como FOB e ABS.

Já rodei, parece que tudo funciona como deve, inclusive os alertas de erro com a luz do ABS acesa (o ABS da minha Fat nunca funcionou... desde que comprei.... hehehehe). Agora vou aferir o velocímetro com o meu GPS.

Mas fica o alerta para ser o mais específico possível na compra para evitar incidentes baseados na confiança de que o vendedor não venderia algo cujo o destino deveria ser a lata do lixo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

hora de comprar HD?

Os números da ABRACICLO para o primeiro bimestre mostram um mercado em baixa para as HDs zero (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2015/03/numeros-abraciclo-para-o-primeiro.html), nada de novo acontecendo nos EUA em termos de lançamentos (https://drdanmorel.wordpress.com/2015/03/22/novidades-nem-tantas-do-bike-week/) e o dólar seguindo em valorização criam um cenário propício a promoções.

A HDMC já começou a se mexer para tentar melhorar a situação: está lançando a campanha Open House (http://www.harley-davidson.com/content/h-d/pt_BR/home/Open_House.html), onde os dealers estarão com uma programação noturna de bandas de rock, chopp e petiscos onde os lançamentos 2015 (Street Glide Special, Low Rider, Street Bob e Breakout) terão condições diferenciadas, além da possibilidade em marcar test drive.

Já o mercado de usadas anda movimentado com várias motos aparecendo por conta da última "febre das Electras" que fez da Limited o best seller de 2014 e isso se traduz em uma forte oferta para a demanda.

Dentro desse cenário temos um inversão no que vinha acontecendo, onde a HDMC regulava a produção para manter a demanda em alta e a oferta aumentou.

A decisão de comprar a sua HD neste momento vai passar sempre pelo seu bolso, mas é uma boa hora para negociar.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

mais uma opção no cenário custom do Rio de Janeiro

Reinaugurada no sábado com festa e direito a show, a Moto Barra Custom.

A Moto Barra passa por uma completa mudança de rumo, passando a se especializar no segmento custom, e em especial em Harley-Davidson.

Foi montada equipe para fazer todo tipo de mecânica em HDs sob o comando de José Roberto Camargo, o Zé Roberto que todos conhecem desde o tempo do "concept quiosque" do Grupo Izzo na Olegário Maciel.

A nova loja vai contar, além da oficina especializada, com compra e venda de motocicletas, acessórios para a moto e para o piloto, lavagem, bar, charutaria, barbearia e atelier de tatuagem,

A ideia é transformar a loja em um ponto de encontro para quem gosta de HDs.

Eu e a Silvana estivemos lá para cumprimentar e desejar sorte ao Zé Roberto na nova empreitada.

A loja fica no Recreio, na rua Odilon Duarte Braga 220.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

você venderia sua moto?

Em fim de semana de encontro com amigos o assunto principal é sempre a moto. Que foi mexido, como está andando, novidades, etc.

Celestino me perguntou se continuo com planos de comprar a Street Glide e se teria coragem de vender a Fat. Ele mesmo tem uma Electra com pintura centenária que já passou muito dos 100.000 kms (acabou de passar por uma revisão rigorosa, trocando os amortecedores e molas pelos PS) que afirma não ter coragem de vender, mesmo já com algumas propostas altas em virtude das características da "Carmem Electra": pintura comemorativa e carburação.

Na nossa rápida enquete, nenhum dos três se disse animado a vender a moto de tantos quilômetros: Celestino não vende por nenhuma proposta, Chacon disse que não vende pela "paz no casamento", mas na realidade também tem grande apego à moto pela ligação sentimental que tem com a "Blue".

Eu sou o único que cogito em vender a moto, em caso de conseguir uma boa adaptação com a Street Glide (quem sabe se a Limited Low não aparece no Brasil...), pela lógica de que a Fat acabará encostada e trazendo problemas vários pela falta de uso que ela não tem atualmente (além dos problemas decorrentes do uso), mas como já a Silvana já disse algumas vezes: quero ver na hora de anunciar....

A realidade é que se a moto não tem motivos para ser vendida, você sempre fica indeciso quanto a efetivar a venda. Minha Fat teve poucos problemas ao longo de seu uso, valor comercial que não chega a ser um atrativo para a venda, principalmente levando em consideração o valor sentimental da moto, e baixo valor de despesa em licenciamento e seguro (que não deve ser renovado em breve com a chegada aos dez anos de idade pelo valor do prêmio que subirá consideravelmente em relação ao valor do casco).

O grande motivo para a venda de um veículo é a insatisfação com ele: seja porque ele não te atende mais ou  seja porque ele apresenta custo alto para ser mantido, e atualmente pelo status de ter um veículo novo.

Como a Fat segue me atendendo, dentro das limitações dela, o custo de manutenção é razoável e o status do veículo novo nunca foi motivo para mim, provavelmente não terei a motivação para a venda dela.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

José Roberto da Biker Friends

O Zé Roberto que já foi o Zé Roberto da Harley nos tempos do Grupo Izzo, que já foi o Zé Roberto da Banda de Estrada, que já foi o Zé Roberto do "negro gato" nos shows que o pessoal comparecia e o Zé Roberto do Jiu Jitsu, voltou após uma temporada fora do Rio após o encerramento das atividades do Grupo Izzo.

Andou por Goiânia, Brasília, Guaratinguetá antes de voltar a vender HDs com o Luis Cláudio na Biker Friends.

E o "queridão" estava fazendo falta. Muita gente já foi lá cumprimentá-lo (eu vou também, Zé... pode esperar que pago o café) e as ações de marketing e amizade feitas ao longo dos vários anos como gerente HD movimentam um bocado o mercado de motos usadas.

Colocando em prática o bom humor e a amizade de muitos anos, o Zé vem fazendo do Biker Friends um ponto de encontro para antigos e novos harleyros.

No último domingo, ele convocou e reuniu vários companheiros da "velha guarda" para um passeio bem conhecido de todos: empada em Nogueira. Muitas motos e muitas caras conhecidas, ao contrário do que acontece nos passeios do HOG RJ onde temos uma renovação constante dos participantes, resultado do bom período de vendas de moto zero que o dealer carioca vem passando.

E se o mercado de moto zero segue movimentado, o mercado de usadas ganhou um impulso com o retorno do Zé Roberto.

Bem vindo, "queridão".moo

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

oportunidade para compra

Meu amigo Enio Silveira, colocou sua Fat Boy a venda.

Até aí nada de mais. Temos várias ofertas no mercado.

O diferencial começa pelo ano da Fat Boy: 2001,  continua pelo sistema de alimentação: carburação, para terminar na quilometragem: 23.000 kms.

Moto extremamente bem cuidada, confiável (tem o aval do Adriano Godinho), tanto que foi ao Chile em Março deste ano.

Uma série de acessórios (Wind Shield, ponteiras, Scream"Eagle II, Sissy Bar destacável, além de detalhes de tampas, punhos e pedaleiras) que ficam com a moto.

Eu mesmo estava negociando, mas acabei impedido por algumas despesas extraordinárias. O Enio está vendendo a moto por ter comprado uma Heritage zero e está dando essa oportunidade para quem sonha com uma carburada.

A moto está no Biker Friends (Av. das Américas, 7700) e procurem outro amigo meu que está na loja: José Roberto Camargo. Essa moto entrou para venda com eles no sábado e não acredito que dure até o próximo sábado.

Para quem tiver curiosidade em ver as fotos, o Zé Roberto postou fotos na página dele e compartilhou o link no grupo do Biler Friends (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204550853761522&set=pcb.10204550855361562&type=1&theater)