terça-feira, 5 de outubro de 2021

Harley-Davidson reajustou a tabela

Virou o mês e a tabela no site da Rio Harley-Davidson mostra novos valores para os modelos zero quilometro. 

Já esperava algum ajuste na tabela de motos zero pela atual conjuntura econômica e a variação cambial voltando a ser positiva, mas não tinha nenhum tipo de alerta para reajuste nas redes sociais e nenhuma conversa sobre "aproveitar o preço antes do aumento". 

A Low Rider S continuar não aparecendo na publicações de produção da ABRACICLO e os modelos que aparecem para venda como moto zero são 20/21 e por isso segue sem qualquer alteração no preço e segue como "moto de entrada" no catálogo 2021.

O aumento foi de 1,5% e a nova tabela é a seguinte (fonte site da Rio HD):

                                    Low Rider S 114                          R$ 90.500,00 (preço antigo)

                                    Fat Bob 114                                  R$ 98.425,00

                                    Sport Glide 107                             R$ 100.375,00

                                    Breakout 114                                 R$ 101.800,00

                                    Heritage Classic 114                     R$ 103.775,00

                                    Fat Boy 114                                   R$ 105.725,00

                                    Road King Special 114                  R$ 111.750,00

                                    Street Glide Special 114                R$ 129.300,00

                                    Road Glide Special 114                 R$ 131.900,00

                                    Ultra Limited 114                          R$ 139.200,00 
   
                                    Road Glide Limited 114                R$ 137.925,00

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Low Rider S: chegando na marca de 4.000 kms

E enquanto não se decreta a "extinção dos dinossauros" sigo com a minha média de lazer (400 km/mês) sem grandes ocorrências. A última foi o erro C1032 em junho que não voltou a se apresentar.

Atingindo a marca de 4.000 kms (2.500 milhas), metade do previsto para a segunda revisão (8.000 kms ou 5.000 milhas), mas acredito que a revisão vai ser feita no tempo.

Lubrificantes na marca, sem consumo, pneus e pastilhas sem desgaste excessivo (inspeção visual) e consumo com média excelente (20 km/l).

A LRS vem se mostrando um moto com uma pilotagem muito agradável, ciclística e freios acima da média das minhas outras Harley, a ergonomia se mostrou acertada com a adoção do guidão Reach Handlebar do Kit Confort que veio de brinde na compra da moto e comando avançado.

Não sinto falta de wind shield, mas ainda não fiz nenhuma viagem com trecho superior a 120 km.

As ponteiras V&H Twin Slash são bem mais barulhentas que as ponteiras V&H Eliminator que tinha na RKS, mas nada que me atrapalhe (ou já me acostumei). 

Não senti falta em nenhum momento de ajuste de performance que me obrigue a fazer remapeamento (tenho ponteiras e filtro de ar esportivos), mas venho mantendo um ritmo bem tranquilo no uso da moto.

A LRS vem se mostrando cada vez mais como uma solução provisória que vai se tornando definitiva.

quando o foco da pilotagem muda do piloto para a moto

Pelos números de emplacamentos publicados pela FENABRAVE pode-se notar que perfil de consumo de moto turismo está mudando: temos quase a metade dos emplacamentos feitos em Big Trails (GS1250, Tiger e GS850) e cerca de 10% de estradeiras custom (o catálogo Harley-Davidson).

O consumidor de motos premium parece mostrar que não tem mais a disposição para manejar uma moto grande, pesada e sem auxílios eletrônicos que tornem a pilotagem mais amigável.

A pilotagem deixou de ser um desafio para ser um instrumento no deslocamento de grandes distâncias. O "novo piloto" quer o prazer de chegar e ostentar sua moto sem grandes sustos ou desafios.

A Harley-Davidson PanAmerica não é apenas um projeto em busca de diversificação do catálogo, é uma efetiva busca pelo consumidor que não tem interesse nos projetos clássicos que sustentaram a marca e quer uma moto mais fácil de pilotar que ostente um nome tradicional.

O "território" das Tourings e Cruisers está encolhendo e as Big Trails estão deixando o off road para a estrada, tal e qual os SUVs vem fazendo no setor automobilístico.

Hoje em dia os iron butt estão sendo cada vez mais feitos em motos que diminuem o desafio de usar a habilidade para enfrentar grandes distâncias e aventuras como a do Rodrigo Azevedo (canal do YouTube Eu e minha Moto) em fazer a Estrada Real com uma Road King não servem mais como um "exemplo de superação".

Acho que todos os segmentos em duas rodas são divertidos, já passei por todos: do off road às estradeiras custom, passando pelas superbike naked, e cada vez que faço um ride test em uma Big Trail vejo como a pilotagem deixou de ser divertida para ser algo burocrático.

O blog segue aberto para os "dinossauros" até que sacramentem a nossa extinção com motos onde o maior desafio será não jogá-las no chão porque essas motos não caem, o piloto é que as derruba.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Abraciclo e FENABRAVE: números julho/2021

Como já postei antes, a ABRACICLO deixou de publicar os números referentes às vendas de motocicletas e vem publicando apenas os números referentes à produção dos associados.

Seguindo a tendência do início do ano, a BMW segue liderando o segmento de motos premium produzindo 6.459 unidades (previsão de 11.000 motos produzidas), seguida pela Triumph com 2.764 unidades (previsão de 4.700 motos produzidas), a Harley-Davidson vem em terceiro com 1.451 motos produzidas (previsão de 2.500 motos produzidas) e a Ducati fecha o segmento com 575 motos produzidas (previsão de 1.000 motos produzidas).

Comparando com os números do primeiro quadrimestre a BMW e Ducati retornam aos números de 2020 com  previsão de 11.000 e 1.000 motos, respectivamente, com o aumento da produção, a HDMC manteve o ritmo com previsão de 2.500 motos e a Triumph diminuiu o ritmo de produção baixando a previsão para 4.700 motos.

A Royal Enfield não está associada à ABRACICLO e por isso não tenho acesso a números da marca.

Consultando a FENABRAVE é possível verificar os emplacamentos, sendo possível acessar números de todas as marcas, incluindo a RE, e verifica-se que a RE já vem muito perto dos números da Triumph: BMW tem 5121 motos emplacadas, a Royal Enfield tem 2.902 motos emplacadas, a Triumph tem 2.780 motos emplacadas, a Harley-Davidson tem 1.205 motos emplacadas e a Ducati tem 577 motos emplacadas.

A média de emplacamentos das montadoras subiu, com exceção da BMW, ficando assim: BMW tem média de 730 (842 em maio), a Royal Enfield tem média de 414 (358 em maio), a Triumph tem média de 397 (362 em maio), a HDMC tem média de 172 (159 em maio) e a Ducati tem média de 82 (76 em maio).

O top 10 entre as cinco marcas apresenta cinco modelos Trail: A GS1250, Tiger, GS850, Himalaya (!!!) e GS750 e a RE tem quatro modelos entre as dez mais emplacadas: Himalaya, Interceptor, Continental e Meteor, mostrando o potencial da marca no mercado brasileiro.

Listando o top 10: GS1250 (2.696), Tiger (1.832), GS850 (1.245), Himalaya (1.126), Interceptor (961), Continental (403), Fat Boy (176), Meteor (144), Limited (138) e Road Glide (125).

Na publicação da ABRACICLO é possível ver a produção de cada modelo: Fat Bob (348), Fat Boy (324), Road Glide (222), Heritage (120), Limited (108), Sport Glide (107), Road King Special (90), Breakout (78) e Street Glide Special (54). A Low Rider S segue no catálogo 2021 sem entrar em produção (todos os modelos a venda são 2020) e é o modelo mais barato na tabela HD.

Não vejo muito esforço das montadoras em aumentar o ritmo de fabricação/vendas e, com os números do início do segundo semestre, devemos ter um 2021 muito semelhante a 2020.

Sem previsão de eventos de lançamentos de novos modelos e com uma estabilidade nas tabelas, acredito que as estratégias das montadoras não devem mudar para 2022.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Sportster S: finalmente o motor Revolution chega a um modelo tradicional

Esse é o motor Revolution-X, que apesar de totalmente novo, tem a concepção geral que nasceu do motor Revolution da família VRSC: um motor com inclinação de 60 graus , comando de válvulas com abertura variável e refrigeração líquida.

Esse motor fez sua estréia com a big trail Pan America e foi ligeiramente amansado para servir de motorização para a Sportster S perdendo 25cv (a Pan America rende 152 cv e a Sportster S rende 121 cv) sempre em regime de giro alto.

Na Sportster S esse motor se mostra bem compactado no quadro e tem 1.250cc.

O Revolution-X nasceu para ser um motor modular, mas até o momento foi lançado apenas no seu maior tamanho.




Com a chegada da Sportster S, as Iron foram incorporadas na categoria Cruiser, embora sejam tradicionalmente motos bem pouco amigáveis no uso em viagens longas, e nasce a categoria Sport para diferenciar as novas Sportsters das tradicionais Sportsters.

Não se sabe por quanto tempo o Evolution vai conseguir ser homologado, mas a escolha de nomear o novo modelo HD como uma Sportster leva a crer que não teremos o Revolution em linha de montagem por muito mais tempo, lembrando sempre que esse motor é um dos mais antigos em fabricação atualmente.

Olhando as duas Sportsters podemos ver que tem pouca coisa em comum além do nome e esse fato deve ser o ponto da discórdia entre os harleyros, principalmente porque as Sportsters sempre foram modelos do tipo "ame ou deixe".


A imprensa especializada vem sendo favorável ao novo modelo, que incorpora bastante tecnologia embarcada, ao contrário da Sportster tradicional que sempre foi uma moto do tipo minimalista.

Entre a tecnologia embarcada aparece o controle de tração e anti-empinamento, além do ABS que já equipa os modelos HD desde 2008. 

O controle de tração permitiu que fosse disponibilizados três tipos de pilotagem pré-programados (chuva, esporte e estrada) e um modo personalizado de pilotagem.

Tecnologia suficiente para buscar os pilotos que se sentem desamparados sem os auxílios eletrônicos que já são disponibilizados há algum tempo por marcas concorrentes como BMW, Ducati e Triumph.

Não faço parte do público alvo desse lançamento, mas a moto não me desagrada e pelas leituras de opiniões em fóruns de proprietários e redes sociais, a Sportster S foi melhor aceita que a Pan America, mostrando que a HDMC vai acertando na busca de novos consumidores.

Lembrando que na campanha More Roads lançada pela HDMC em 2018, o motor Revolution-X equiparia três novos modelos: uma big trail (Pan America), uma custom high performance (Sportster S) e uma street fighter (seria a Bronx que está engavetada). 

Vamos acompanhando para ver como a HDMC vai continuar se reinventando para se manter no mercado.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Low Rider S: erro C1032

Saindo no fim de semana a luz do ABS não apagou e o odômetro passou a marcar em milhas.

Encostei e rodei o diagnóstico e o log de erros apontou erro apenas na seção de ABS: erro C1032c (C1032 ABS Front wheel speed circuit open/shorted).

Após inspeção visual, não vi nada solto que pudesse justificar o curto. Apaguei o log, o odômetro voltou a marcar em quilômetros, e fui rodar e a luz de aviso do ABS não voltou a acender e nem tive nenhum problema no uso da moto, chegando a forçar que o ABS entrasse em ação.

Cheguei e manobrando para estacionar a moto na garagem estercei o guidão totalmente para a esquerda, como faço sempre e a luz do ABS voltou a acender. Rodei o log de erro novamente e novamente voltou a apontar erro no ABS, desta vez C1032h e o odômetro voltou a marcar em milhas.

Novamente fiz inspeção visual, desta vez incluí os punhos no guidão e não encontrei nada solto, zerei o log de erros, a luz apagou, o odômetro voltou a marcar em quilômetros, e movimentei a moto dentro da garagem sem nenhum tipo de mensagem de erro.

Pesquisando na internet tudo aponta para um erro em algum conector, seja no módulo de punho ou seja no sensor de velocidade da roda.

Vou observar se volta a acontecer antes de levar a moto no dealer para verificar o problema, se tudo se mantiver dentro da normalidade, relato o fato na revisão.



domingo, 6 de junho de 2021

emplacamentos 2021: números FENABRAVE

Como a ABRACICLO não tem publicado os números de venda das montadoras aos seus revendedores, busquei a alternativa das publicações da FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) para mostrar um retrato das vendas da HDMC Brasil.

A FENABRAVE tem um relatório que mostra os emplacamentos (venda à varejo) e divide o setor de duas rodas em vários segmentos.

O resumo dos emplacamentos acumulados até maio/21 para o segmento de marcas premium mostra a BMW com 4.211 motos vendidas, Triumph com 1.811 motos vendidas, Royal Enfield com 1.793 motos vendidas, HDMC com 795 motos vendidas e Ducati com 383 motos vendidas.

Essas cinco montadoras são responsáveis por cerca de 2% das vendas totais no Brasil: BMW com 1,03%; Triumph com 0,45%, Royal Enfield com 0,44%, HDMC com 0,19% e Ducati com 0,09%.

É interessante notar que a HDMC parece satisfeita em ter emplacado apenas um décimo do total apresentado pelo segmento de marcas premium e que a caçula, Royal Enfield, nesse segmento já consegue vender mais que o dobro que a HDMC que está estabelecida como operação da matriz desde 2011.

Também vale notar que a RE vem ameaçando fortemente o segundo posto dentro desse segmento de marcas premium, com uma diferença de 0,01% atrás da Triumph.

Foi bom constatar que o sucesso da Royal Enfield, fruto de um trabalho bem estruturado, no Brasil. A ABRACICLO não divulga os números da RE pelo fato da mesma não ser associada.

A HDMC tem seus modelos listados no segmento custom e touring, mas infelizmente a FENABRAVE não lista todos os modelos de cada segmento e não consigo listar o top ten da HDMC, apenas os oito modelos listados nos dois segmentos. O top eight da HDMC ficou assim: Fat Boy com 106 unidades emplacadas, Fat Bob com 82 unidades emplacadas, Sport Glide com 79 unidades emplacadas, Ultra Limited com 78 unidades emplacadas, Road Glide Limited com 63 unidades emplacadas, Road King Special com 41 unidades emplacadas, Street Glide Special com 33 unidades emplacadas e Road Glide Special com 22 unidades emplacadas, restando 291 emplacamentos a serem divididos entre Low Rider S, Breakout e Heritage Classic além de algum modelo 2020 que tenha sido emplacado em 2021 como foi o caso de várias Sportsters Iron 1200.

Mais uma vez chamo a atenção para a Royal Enfield que lidera o segmento custom (onde estão classificadas Fat Boy, Fat Bob e Sport Glide) com o modelo Interceptor com 724 emplacamentos, número cerca de 10% menor que o total de emplacamentos da HDMC.

A HDMC tem seu pior resultado desde que a matriz iniciou suas atividades no Brasil.