segunda-feira, 8 de agosto de 2022

HD Brasil traz novidades em termos de customização de pinturas

 Muitos proprietários investem em pinturas customizadas, muitas vezes inspirados em catálogo da própria HD, e a HD Brasil está investindo nessa customização trazendo a pintura Apex customizada com inspiração nas motos que participam do King of Baggers.

Para quem tiver interesse, consulte o site da HD  (veja aqui). A HD Brasil deve trazer 35 unidades com a pintura customizada de fábrica e vale a consulta nos dealers locais para fazer reserva.

HD apresenta novidades anunciadas (II): Road Glide CVO


Outra novidade anunciada que ainda não aparecia nos números da ABRACICLO, a Road Glide CVO também vai aparecer nos números do terceiro trimestre.

Foi entregue a primeira Road Glide CVO produzida no Brasil. A moto foi entregue na Rio HD e o casal de novos proprietários posou para a tradicional foto de entrega da moto.
 

HD Brasil apresenta novidades anunciadas: Pan America

 


Recebi de Dan Morel a informação que saiu da linha de montagem a primeira Pan America. Esse modelo vem em pré-venda desde maio e deverá começar a ser entregue em setembro.

Eu comentei no post anterior que a Pan America ainda não aparecia nos números da ABRACICLO e com essa informação já devemos ter uma subida nos números da HD para o terceiro trimestre.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

ABRACICLO: produção do primeiro semestre

 A BMW segue líder do segmento premium, seguida pela Triumph, Harley-Davidson e Ducati. A Royal Enfield continua fora da ABRACICLO e não há números de produção.

Recorrendo ao site da FENABRAVE e consultando os emplacamentos no primeiro semestre verifica-se que a Royal Enfield vem conquistando mercado e já consegue emplacar quase tantas unidades quanto a BMW.

Vamos aos números: BMW produziu 6.126 unidades e tem como meta 12.000 unidades para 2022, a Triumph produziu 2.820 unidades e tem como meta 5.500 unidades, a Harley-Davidson produziu 1.020 unidades e tem como meta 2.500 unidades e a Ducati produziu 573 unidades e tem como meta 1.200 unidades.

Metas modestas perto do volume produzido pelas marcas populares, mas representam um ano de pequena recuperação em relação à 2021. Se cumpridas as metas, as montadoras terão uma produção 10% maior que o ano de 2021.

Voltando aos números referentes aos emplacamentos, onde posso incluir a Royal Enfield, temos a BMW com 5.616 emplacamentos seguida pela Royal Enfield com 4.539 emplacamentos, Triumph com 2.504 emplacamentos, Harley-Davidson com 990 emplacamentos e a Ducati com 500 emplacamentos.

O grande trunfo da RE vem sendo a Meteor 350 que vem respondendo por metade dos emplacamentos. Vale ressaltar que a Meteor não pode ser classificada como uma moto premium, embora seja uma custom de baixa cilindrada que atende bem uma fatia do segmento custom que praticamente não tem opções.

O top ten da produção da Harley-Davidson é o seguinte: Fat Boy (192), Limited (168), Road Glide Limited (156), Heritage (101), Fat Bob (87), Street Glide Special e Road King Special (ambas com 78). Breakout (54), Road Glide Special (53) e LRS (35).

Vale lembrar que não aparece nenhuma CVO produzida, embora tenhamos o modelo no catálogo 22 e a que a LRS vem sendo produzida em ritmo lento por ser o único modelo equipado com o M8 117 ci.

A Sport Glide, único modelo equipado com o M8 107 ci, vem perdendo espaço pela sua motorização menor e pelo pouco conforto oferecido a garupa, principalmente na comparação com a Heritage que tem motor 114 ci, alforges maiores e garupa mais confortável. É a candidata a ser o mico do ano.

A Pan America ainda não aparece na lista de modelos produzidos apesar de se encontrar em pré-venda, dando a entender que ainda não chegou nos patamares pretendidos para iniciar a produção.

E para concluir, com os últimos valores divulgados para os modelos Touring (K1600, R18 da BMW e Gold Wing da Honda), a Limited vai se tornando uma opção mais atraente para quem prefere usar uma Touring ao invés de uma Big Trail.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Salão Moto Brasil

E por aqui aconteceu, depois de dois adiamentos, o Salão Moto Brasil no Parque Olímpico.

Com presença das principais marcas, representadas por seus dealers, o Salão Moto Brasil mostrou os modelos que podem ser vistos nas lojas dos revendedores.

O ponto alto do Salão foi o reencontro com muitos amigos que estavam recolhidos por conta da COVID.

Achei interessante a ideia de ter um ponto de encontro onde formadores de opinião sobre motociclismo se encontraram para conversar e atender os seguidores.

O Parque Olímpico foi uma boa escolha pela amplitude do local que permitiu uma série de atividades, entre competições, shows, venda de artigos e stands.

Quem não foi perdeu a oportunidade de encontrar amigos.

EXPOMOTOS 22: primeiro salão pós pandemia

Estive em viagem durante o mês de maio e tive a oportunidade de visitar a EXPOMOTOS que aconteceu na cidade do Porto em Portugal entre 6 e 8/5.

O mercado português tem características bem diversas do nosso mercado, sem montadoras no território nacional, rede de revendedores pequena e frota totalmente inportada, o que deixa um mercado consumidor pequeno e que trabalha na maior parte do tempo através de encomendas. Mesmo assim as marcas tradicionais como Honda, Yamaha, Kawasaki, Suzuki, Harley-Davidson,, BMW, Triumph, KTM, Ducati e Royal Enfield estiveram representadas.

Salão nos moldes bem conhecidos no Brasil, com uma parte na entrada com lojas vendendo capacetes, luvas, casacos, calças e bugigangas diversas. Nada de muito interessante, com capacetes em policarbonato de marcas alternativas e equipamentos em couro de fabricação própria, como jaquetas, luvas e botas. Eu acabei achando um par de luvas de Revit, marca que conheço do site alemão FC Motos, mas os preços são muito similares aos praticados no Brasil.

Na parte de exposição das marcas e modelos, o evento traz dois espaços distintos: um espaço logo na entrada onde estavam expostas motos e scooters elétricas, várias marcas que não conhecia mostrando produtos muito similares entre si, e alguns expositores mostrando customizações e preparação de motores.

No salão principal estavam as tradicionais japonesas (Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki), européias (BMW, Triumph, Ducati e KTM), a indiana Royal Enfield e as americanas Harley-Davidson e Indian.

Não vi lançamentos, com exceção da família ST e a Pan America da Harley-Davidson, que apresentou o catálogo completo oferecido em Portugal. As japonesas trouxeram seus modelos esportivos e trail, a Indian trouxe o catálogo completo, assim como a Royal Enfield. BMW, Triumph e Ducati apresentaram catálogo restrito que acredito serem os modelos de maior interesse em Portugal.

Senti falta da Nightster, modelo da família Sportster que foi apresentado nos EUA em abril, mas que só chega em Portugal em junho, e mesmo assim bem melhor que no Brasil onde tem promessa de entrar no catálogo 2023.

Fiz fotos e "ass test" nos modelos que chamavam mais a atenção como a BMW R18, novidade prometida para o Brasil

BMW R18, a Custom da marca alemã, foi exposta na versão Bagger.

Painel em tela TFT bem grande que pode ser uma distração na pilotagem.

Os cilindros enormes e cromados chamam bastante a atenção na moto.

Carenagem de farol no melhor estilo morcegão.

Os alforges rígidos compõem o estilo Bagger.

No “ass test” chama a atenção o baixo peso da moto na comparação com as Tourings da Harley-Davidson e a posição das pernas com joelhos dobrados. A altura e largura do banco me permitiram plantar os pés no chão. Guidão permite alguns ajustes feitos no riser.

O ponto negativo na ergonomia são os grandes cilindros no motor boxer que obrigam a deixar as pernas bem dobradas.

Não pude deixar de fotografar o nosso "grande lançamento", que vem sendo divulgado nos dealers brasileiros: a Harley-Davidson Pan America

esta é a versão Standard, que não vem para o Brasil


painel em LCD


farol e farol auxiliar em LED

O "ass test" mostrou uma boa ergonomia: não fico longe do guidão, os joelhos não ficam dobrados e os pés plantam bem nas pedaleiras, mas é uma moto alta (mesmo com a possibilidade de regular a altura do banco) e acabo ficando na ponta dos pés. É uma moto leve comparando com as Softails.




esta é a versão Special, que será vendida no Brasil, vestida a carater com bolsa e alforges laterais





A diferença que chama mais atenção é a adoção de aros raiados ao invés dos aros de liga da versão Standard.

O "ass test" mostra que o banco é mais macio e por isso acredito que seja uma moto mais confortável. Perguntei sobre alforges e tourpacks rígidos, mas a Harley-Davidson não disponibiliza esses acessórios em Portugal, o que vai deixar uma demanda entre os proprietários que gostam dos top case das GS/Tiger.

A versão selecionada para o Brasil é a versão top de linha e vem para buscar espaço entre as Big Trails do nosso mercado, acho que vale a pena os dealers fazerem essa demanda junto à fábrica.

Um dos modelos expostos que não virá para o Brasil é a Sportster S, que vem tendo um bom resultado de vendas em Portugal

modelo "fora da caixa", muito mais perto do estilo das V-RSC

banco e escapes bem característicos

espelhos retrovisores na ponta do guidão, uma tendência café racer

frente minimalista, buscando o estilo naked

O "ass test" da Sportster S lembrou muito a Night Rod Special pela ergonomia: moto baixa, pedaleira avançada, guidão obrigando a uma posição mais agressiva em cima do tanque, formando a posição "C" característica

E para terminar a família ST, que também não vem para o Brasil, composta pela Road Glide, Street Glide e Low Rider (este modelo só chega em Portugal em junho).


filtro de ar esportivo, característico dos motores 117

painel sem grandes mudanças. Detalhe para os novos retrovisores

Street Glide tem suspensões mais altas

Road Glide também tem suspensões mais altas

painel sem nenhuma mudança

Os dois modelos tem suspensões mais altas, com bancos mais cavados não dando grande diferença para os modelos Special que estamos acostumados. O grande diferencial é mesmo o motor 117ci que não dá para comentar.

Infelizmente não matei a curiosidade sobre a Low Rider, nem mesmo o modelo tradicional, que mudou o guidão, mas gostei muito da FXST, mesmo não tendo nada a ver com a nossa FXST dos anos 2000.

guidão "meio seca"e tanque menor

a moto lembra muito a Street Bob que veio para o Brasil.

A FXST é o modelo de entrada em Portugal (custa mais barata que a Sportster S) e é uma moto bem interessante. O ass test lembra muito a Street Bob, com pedaleiras em uma posição de meito termo entre as pedaleiras centrais e os comandos avançados. O guidão é confortável e o banco é bem confortável. Fica a sugestão para a HDMC Brasil.



quarta-feira, 13 de abril de 2022

Low Rider S 117

 


A Low Rider S com o novo motor 117 ci já está na Rio HD.

Postagem feita nas redes sociais pela Rio HD mostrando a moto, na cor Gunship Gray, sendo retirada das caixas de transporte, foi a "certidão de nascimento" do motor M8 117ci no mercado brasileiro.

Ainda não tive oportunidade de ir ao dealer para conferir "ao vivo e a cores" as mudanças no modelo, mas assim que puder pretendo visitar o dealer para isso e fazer o ass test, se a moto ainda não tiver sido vendida.

Acredito que não esteja disponível para ride test, mas vou ver se consigo fazer e comparar com a minha Low Rider S.

Confesso que estou muito curioso para saber se o novo motor fará muita diferença no desempenho da moto.