quarta-feira, 10 de julho de 2024
Seguro Harley-Davidson: vale a pena?
quarta-feira, 3 de julho de 2024
Low Rider S: long live to the queen
Há três semanas postei sobre uma promoção que a Rio HD estava fazendo para a compra da Low Rider S 117 por conta de uma oferta que tinha recebido.
Recebi algumas mensagens via e-mail e via FB querendo saber o fim da negociação.
Não teve negociação porque não me interessei em trocar de moto e a Low Rider S provavelmente será minha última HD e última moto.
Tive a oportunidade de fazer um ride test na LRS 117 em abril do ano passado (veja aqui) e não vi muita vantagem na troca de motor e já li vários relatos sobre problemas com o velocímetro, sendo o mais comum embaçar e você não conseguir ler as informações em viagem. Esse é um problema recorrente nas HDs, acontece na minha também, mas no meu velocímetro eu só não leio o painel digital.
Junte a isso o filtro de ar cônico que equipa as 117 (tanto a LRS quanto a LRST) que atrapalha o uso do comando avançado, pegar mais um carnezinho e as viagens de moto cada vez mais raras só trazem a conclusão que a LRS vai continuar comigo até decidir parar de andar de moto.
A Fat Boy ficou comigo 10 anos, a LRS completa 4 no fim do ano, a tendência das motos é ficarem cada vez mais tecnológicas e menos divertidas para os dinossauros como eu: deixa a LRS na garagem que já serve para matar a vontade de andar moto durante a semana rodando na cidade.
sábado, 8 de abril de 2023
HDMC Brasil: o que espero para 2023
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Harley a mais de R$100.000: quem vai comprar?
Com a nova tabela, mesmo que ainda não esteja sendo praticada pelos dealers, o que mais é lido nos grupos e fóruns de proprietários é que a HDMC Brasil não sabe o que faz, que os preços estão "abusivos" e que o próximo passo da marca no Brasil vai ser "entrar no avião e voltar para os EUA".
Antes de qualquer opinião sobre a estratégia da marca, seja nos EUA ou no mercado internacional, vale a pena lembrar o básico da economia de consumo: ou você vende muito com uma margem de revenda pequena que se traduz em preço menor, ou você vende menos (não é vender pouco, mas vender menos quantidade) com uma margem de revenda maior que se traduz em preço maior.
A HDMC teve uma estratégia de buscar novos consumidores, oferecendo novos produtos e tentando universalizar sua marca através do aumento de vendas. Essa estratégia não funcionou, a marca apresentou prejuízos em seu balança trimestral e causou a queda do CEO responsável por essa estratégia.
Como qualquer empresa, a HDMC visa o lucro para seus acionistas e mudou o CEO que apresentou uma estratégia bem diferente: apostar nos produtos tradicionais, agregar valor ao produto pela tradição da marca e aumentar a margem de revenda.
Essa estratégia vem sendo aplicada ao longo da pandemia (que ofereceu uma oportunidade de causar escassez sem que a marca fosse taxada de aproveitadora pois as fábricas precisaram fechar por conta da pandemia) no mundo inteiro.
Como parte dessa estratégia de agregar valor é preciso causar escassez do produto para incentivar a demanda, mostrando que a marca oferece uma exclusividade que se traduz no preço mais alto.
A escassez do produto aumenta a demanda e com a demanda em alta se justifica o preço mais alto.
Se comparar os preços em dólar e fizer a conversão direta (sem pensar em impostos de importação e circulação de mercadoria) os preços brasileiros não são muito diferentes dos preços norte-americanos e por isso estão dentro da realidade da marca para o mercado internacional.
E nisso entramos na segunda parte do problema: os valores de tabela não são preços diferentes do preço internacional, mas como muita gente não consegue comprar, a marca ganha o adjetivo de "louca".
Na realidade o problema não é apenas o preço internacional praticado no Brasil, mas sim a queda no poder aquisitivo do consumidor brasileiro.
Ou seja, não é a HDMC que cobra muito, somos nós que ganhamos pouco.
A HDMC Brasil não parece que vai sair do radar da HDMC USA: mesmo com o volume de vendas no varejo caindo, não vi reclamações dos dealers que apostaram na nova estratégia da HDMC (lembrando que a HDMC deu opção ao dealers de continuarem na rede), ou seja, estão dentro do esperado e, depois de dois anos encolhendo, a HDMC traz novos modelos mostrando que existe interesse no mercado brasileiro, mesmo que tenha encolhido.
Não imagino qual serão as metas para 2022, mas eu acho que a marca vai explorar novos mercados com a Pan America no segundo semestre e movimentou bem o mercado no primeiro semestre com o anúncio do M8 117 na Low Rider S e a volta da CVO.
Resumindo: HD zero vai ficar difícil de ser comprada, mas ainda vai ter muita gente que vai tirar o escorpião do bolso para comprar. Resta saber se teremos interessados suficientes para cumprir as metas da marca para o Brasil. Eu aposto que sim.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
respeite para ser respeitado
Desde a publicação da postagem anterior venho recebendo vários comentários querendo saber motivo do problema ocorrido no evento onde ocorreu o incidente veiculado pelo vídeo.
Do mesmo modo venho recebendo relatos de outros problemas ocorridos em eventos organizados por MCs e pedindo para divulgar.
A regra de ouro "respeite para ser respeitado" vale para tudo na vida.
O blog foi criado com a intenção de divulgar informações que possam servir para tirar dúvidas que aparecem todos os dias de proprietários de HDs e no "mundo harley".
Não foi criado para investigar o que acontece ou deixa de acontecer entre moto clubes, integrantes de moto clubes e/ou incidentes diversos que acontecem diariamente.
Quando acontece algum problema cabe aos envolvidos resolver ou divulgar e o blog nunca foi veículo de divulgação de versões ou interpretações sobre incidentes.
Respeitar as tradições, as cores e o escudo de MC começa no entendimento que os assuntos de MC são restritos aos integrantes do MC e será sempre um assunto interno, salvo entendimento contrário do MC.
Aos leitores que mandaram os comentários que não foram respondidos no blog (tentei responder a todos que deixaram forma de responder privadamente), peço que entendam a responsabilidade de tudo que é veiculado no blog é minha e portanto reservo a mim o direito de publicar ou não.
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
quando o foco da pilotagem muda do piloto para a moto
Pelos números de emplacamentos publicados pela FENABRAVE pode-se notar que perfil de consumo de moto turismo está mudando: temos quase a metade dos emplacamentos feitos em Big Trails (GS1250, Tiger e GS850) e cerca de 10% de estradeiras custom (o catálogo Harley-Davidson).
O consumidor de motos premium parece mostrar que não tem mais a disposição para manejar uma moto grande, pesada e sem auxílios eletrônicos que tornem a pilotagem mais amigável.
A pilotagem deixou de ser um desafio para ser um instrumento no deslocamento de grandes distâncias. O "novo piloto" quer o prazer de chegar e ostentar sua moto sem grandes sustos ou desafios.
A Harley-Davidson PanAmerica não é apenas um projeto em busca de diversificação do catálogo, é uma efetiva busca pelo consumidor que não tem interesse nos projetos clássicos que sustentaram a marca e quer uma moto mais fácil de pilotar que ostente um nome tradicional.
O "território" das Tourings e Cruisers está encolhendo e as Big Trails estão deixando o off road para a estrada, tal e qual os SUVs vem fazendo no setor automobilístico.
Hoje em dia os iron butt estão sendo cada vez mais feitos em motos que diminuem o desafio de usar a habilidade para enfrentar grandes distâncias e aventuras como a do Rodrigo Azevedo (canal do YouTube Eu e minha Moto) em fazer a Estrada Real com uma Road King não servem mais como um "exemplo de superação".
Acho que todos os segmentos em duas rodas são divertidos, já passei por todos: do off road às estradeiras custom, passando pelas superbike naked, e cada vez que faço um ride test em uma Big Trail vejo como a pilotagem deixou de ser divertida para ser algo burocrático.
O blog segue aberto para os "dinossauros" até que sacramentem a nossa extinção com motos onde o maior desafio será não jogá-las no chão porque essas motos não caem, o piloto é que as derruba.
quarta-feira, 10 de março de 2021
o que é melhor: comprar a HD "pronta" ou "customizar"?
Se decidir pela "customização" da LRS para andar garupado o modelo vai atender perfeitamente às necessidades da garupa, a viagem vai ser feita com (relativo) conforto e vai dar para carregar a bagagem (lembrando sempre das capacidades de carga que alforges e sissy bar oferecem).
Eu sugiro que antes de comprar a sua HD "dos sonhos" pense bem no que pretende fazer com a moto. Andar rotineiramente na cidade com uma Touring não é impossível (eu usei Tourings no Rio de Janeiro por 4 anos), mas tem coisa melhor (fazendo menção à minha conclusão que deu origem aos e-mails).
É claro que a escolha de uma moto é uma decisão muito mais emocional do que uma racional, a melhor prova disso foi ter trocado a Fat em uma CVO quando a Fat atendia as minhas necessidades com eficiência e mesmo assim parti para a compra porque era uma modelo que me chamava a atenção desde que foi lançado.
Apenas para reforçar que a escolha é emocional, fiz um cálculo da média gasta com a RKS para manter e usar a moto chegando a mais de R$ 1.000,00 por mês.
Comprar "pronta" ou "customizar" é equivalente a comprar nova ou usada, portanto vale o mesmo que venho escrevendo faz tempo: analise o que precisa e o que planeja fazer com a moto. Depois olhe as opções de mercado para fazer uma escolha que não venha a se arrepender.
Com a LRS foi assim: eu queria voltar a usar HD, vendi a RKS para resolver um problema que apareceu e mesmo querendo comprar outra RKS, acabei na LRS. Foi o que deu para fazer e estou bastante satisfeito com a "solução provisória", tanto que deve ser uma "solução permanente" até que apareça algo mais interessante novamente.
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
impacto da tabela out/2020 da HDMC
O impacto mais esperado desse reajuste vai ser uma retração nas vendas.
Já li em vários grupos de proprietários que estão felizes por já terem trocado a moto, outros que estão bem infelizes pela rasteira que levaram e outros que já estão conformados em manter as máquinas atuais por mais tempo.
Por mais que possamos justificar o reajuste em face da variação cambial, que continua reduzindo o poder de compra do consumidor médio brasileiro, esse reajuste chega em má hora: o mês de Agosto só tem números de venda no atacado melhores que o mês de Abril (mês em que a economia brasileira parou por conta do isolamento social mais rígido).
Não li nenhuma análise na imprensa especializada, a "irmandade dos blogs" também não se manifestou ainda, mas a minha visão é que a HDMC Brasil vai rezar pela cartilha do Jochen Zeitz e levar a marca para um patamar de exclusividade ainda maior do que o patamar de produtos premium que sempre disputou a liderança com a BMW visando uma lucratividade na margem de revenda e não mais na escala de vendas.
Lembrando sempre que a HDMC Brasil já se manifestou pela retirada da família Sportster do line up 2021 e isso vai deixar como "modelo de entrada" a Softail Fat Bob com motor 107 custando mais de oitenta mil reais.
Quando postei sobre a nova estratégia da HDMC, o plano Rewire, já comentei sobre a saída de "modelos repetidos" (mesmo modelo com duas motorizações) e isso dificulta ainda mais a compra da primeira HD zero, pois se isso acontecer o "modelo de entrada" passa a ser a Deluxe acima dos noventa mil reais.
Ora, uma marca que tem seu modelo mais barato acima de noventa mil reais, que muitas vezes nem ocupa o top ten de vendas da marca, não pode estar pensando em aumentar as vendas, mas sim buscando um público muito exclusivo tentando caracterizar a marca como produto de status e não mais como um produto premium.
Realmente não consigo prever até onde a marca vai conseguir vender o life style como produto exclusivo e nem como os dealers vão conseguir manter a lucratividade em mercados de menor poder aquisitivo.
E isso tudo sem investir em melhora no controle de qualidade de seu produto, principal queixa dos consumidores da marca.
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
COVID 19 e os efeitos econômicos: HDMC fica ou sai do Brasil?
domingo, 2 de agosto de 2020
minha visão do cenário atual do "mundo HD"
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
sem novidades no front
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
assuntos recorrentes: primeira moto, primeira HD, upgrade de moto, upgrade de HD, escolhendo a sua HD
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Harley or Indian, that's the question
quarta-feira, 25 de maio de 2016
maio amarelo não impede mais vítimas na "guerra do trânsito"
Ubiratã Muniz Silva23 de maio às 14:10 · Brasília, DF ·CARTA ABERTA À COMUNIDADE MOTOCICLÍSTICA DE BRASÍLIA E ÀS AUTORIDADES DE FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO DO DISTRITO FEDERALOntem à tarde faleceu um dos nossos, o Antônio Eduardo, "Road Captain" do chapter do HOG - Harley Owners Group de Brasília.Não o conhecia pessoalmente, nunca cheguei a conversar com ele, o conhecia apenas "de vista", já que nunca participei muito ativamente dos eventos do HOG Brasília (mais por falta de tempo do que de vontade). Mas já sei por amigos em comum o quanto que nosso "Road Captain" era querido por todos, além de ser, é claro, referência e exemplo em pilotagem segura e consciente.Deixo aqui meus sentimentos de indignação pelo ocorrido. Infelizmente, TODO SANTO DIA eu presencio em nossa cidade algum motorista cambaleando pela pista mexendo no celular. Até segurando tablet de 10" junto ao volante e teclando (ziguezagueando a 25 por hora em via de 70) já vi.O fato é que foi aprovada, há poucos dias, a revisão do Código de Trânsito Brasileiro, que aumenta (dentre outras medidas) as penas pecuniárias (multas) para quem dirige mexendo ao celular. Em que pesem as boas intenções dos legisladores em mudar a categoria desse tipo de infração, na minha opinião, não passa de mera letra morta, e explicarei a vocês o porquê:Há quanto tempo não sabemos de alguém ser multado por conduzir mexendo no celular? Quando foi o último caso de multa por conduzir usando o celular que você viu?O fato é que nossos órgãos de fiscalização de trânsito, infelizmente, só querem fiscalizar aquilo que não dá trabalho ou não dá despesa para eles.A fiscalização de trânsito no Brasil infelizmente se resume basicamente ao controle de seis infrações específicas: velocidade e avanço de sinal, além de, agora, também, o tráfego em faixas exclusivas de ônibus (controle de todas elas feito de forma automática pelos radares fixos e móveis, sem qualquer intervenção humana - até a leitura da placa é feita via computador, por OCR), alcoolemia e documentação atrasada (averiguáveis em blitze feitas em local estático, sem necessidade de patrulhamento ostensivo) e muito de vez em quando (só me resta supor que ou quando há metas de arrecadação a cumprir ou quando os agentes estão se sentindo entediados) por estacionamento irregular.Pergunto novamente: Com exceção de blitzes armadas em locais fixos e estáticos, quando foi a última vez que você foi parado na rua por um policial ou agente de trânsito por uma infração? Quando foi a última vez que você viu agentes de trânsito mandando veículos encostar, seja um motorista falando ao celular, seja um carro com luz queimada ou até mesmo sem as menores condições de rodar, seja um veículo em alta velocidade trafegando pelo acostamento para fugir do engarrafamento?QUALQUER endurecimento na lei para quem dirige usando o celular será inócuo se não houver fiscalização ostensiva de trânsito, com patrulhamento e agentes parando motoristas irregulares a qualquer local e momento. Quem se lembra dos tempos em que se você estivesse fazendo besteira, uma viatura policial simplesmente mandava você encostar e você levava, além da multa, uma bela bronca do policial de trânsito? Essa era uma ação que tinha resultados muito mais "educativos" do que simplesmente receber um boleto bancário 30 dias depois da infração.Mais do que pedir o endurecimento das leis, temos que pedir é que as leis atuais sejam de fato cumpridas, o que não ocorre. Os órgãos de fiscalização de trânsito precisam sair de trás das funções burocráticas e voltar a fazer patrulhamento ostensivo, como era antigamente. Patrulhamento em duplas de moto seria ideal, pois mantém-se o "elemento surpresa". Seria o uso mais correto para aquelas motos BMW caríssimas compradas com o nosso suado dinheiro de impostos.Peço desculpas pelo texto longo, é que estou realmente indignado com essa situação. Mais ainda com a alegação da motorista (de acordo com a matéria do Bom Dia DF) que as "motos frearam de repente" (ora, então ela nunca ouviu falar em MANTER DISTÂNCIA não?). É óbvio que ela estava sem atenção à via.Maior ainda é meu medo que este caso seja mais um crime de trânsito que termine impune, já que a referida motorista tem parentesco próximo com autoridades do Poder Judiciário (magistrados).Agora entendamos todos que a legislação de crimes de trânsito no Brasil é, infelizmente, muito branda,e por mais injusto que isso possa parecer, se a motorista for eventualmente for condenada a pagar cestas básicas, já é uma vitória (provavelmente, se houver condenação, não vai além disso). Sabemos que qualquer mudança na legislação visando endurecer as penas para esse tipo de crime de trânsito só se aplicará a novos casos, já que nossa Carta Magna é clara: lei penal só retroage em benefício ao réu. A nós cidadãos, infelizmente só resta trabalhar com o que a lei nos oferece hoje. E, claro, com a opinião pública.Nada vai trazer o Antônio de volta. Nada. Uma vida foi perdida por um motivo fútil, e nada a trará de volta.A vontade de fazer justiça com as próprias mãos, principalmente no meio motociclístico, é grande, eu sei. Mas não resolve nem traz nosso colega de volta. O que temos que fazer é agir, como cidadãos conscientes que somos, para que a morte dele não seja em vão. Temos que exigir providências das autoridades para que outras mortes sem sentido como essa deixem de ocorrer. TEM que existir policiamento ostensivo de trânsito nas cidades e estradas. Não bastam apenas câmeras espetadas em postes, nem são suficientes as blitzes estáticas em saídas de bares e baladas. Tem que ter viatura e moto circulando,sim, mandando parar quem tá fazendo besteira ao volante ou ao guidão (sim, tem muito motociclista irresponsável por aí também). Tem que ter viatura circulando nas cidades e estradas. Tem que ter polícia rodoviária com radar escondido pegando (E MANDANDO PARAR) quem aposta corrida (de carro e moto) na BR-060. Tem que ter agente na rua, mandando infrator parar, dando, além da multa, aquela enquadrada básica que é muito mais educativa que um boleto bancário com desconto quando pago antes do vencimento.Mesmo que não consigamos mudar a cabeça das pessoas ou convencer as autoridades a fiscalizar com menos preguiça (em vez de só fiscalizar o que não dá trabalho), só o fato de, como comunidade, termos tentado mudar alguma coisa, é a melhor homenagem que podemos fazer ao Antônio e sua família, seja a família de sangue, seja a família motociclística.Poderia ter sido qualquer um de nós. Poderia até nem ter sido um biker. Poderia ser um ciclista, um ocupante de um carro de menor porte, um pedestre, um adulto ou uma criança, ou uma família inteira atravessando a rua. O fato é simples: não podemos, repito, NÃO PODEMOS deixar essa morte sem sentido cair no esquecimento.Brasília, 22 de maio de 2016Ubiratã Muniz da Silva (Bira)Motociclista independenteFiliado ao HOG-Harley Owners Group desde Outubro/2013
quarta-feira, 23 de março de 2016
custo de uma HD
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
outra "façanha" da seguradora administradora do DPVAT
Para quem não acredita vou postar a imagem da carta recebida pelo Chacon:
domingo, 27 de dezembro de 2015
crise na confiabilidade da Fat?
Ainda assim, verificações de elementos chaves para a longevidade no uso da moto não apresentaram desgaste além do esperado: belt e tensores estavam em bom estado, além dos esticadores da corrente da primária que também se mostraram em bom estado.
Aliado a baixo desgaste de alguns elementos que normalmente apresentam nível de desgaste que causa a substituição como pastilhas de freio, ainda longe de seu final, e os pneus, que também aguentam continuar rodando, demonstrando que não tenho abusado da moto no uso diário.
sábado, 12 de setembro de 2015
primeira moto
Já que você investiu um bom dinheiro na moto, nada melhor que proteger seu investimento, ainda mais pra você que tá começando agora com motos custom. Coloque um mata-cachorro. Não precisa ser original da HD não. Compra um nacional, barato e de boa qualidade e a CC instala para você. SÉRIO, ITEM MAIS IMPORTANTE DESSA SUA NOVA "JORNADA"....Os cursos de pilotagem vão te ajudar muito. Faça o mais rápido o possível.O que você precisa aprender mais rápido, na minha singela opinião:1) Controlar bem a moto em baixas velocidades (baixas mesmo, tipo 5 km/h): ajuda muito o controle se você usar o freio traseiro e meia embreagem. Isso vai te trazer, ao longo do tempo, confiança para manobrar a moto, em especial em lugares apertados e PRINCIPALMENTE fazer curvas fechadas em baixa velocidade. item número 1 de quedas entre principiantes2) LUGAR DE MOTO É NO CORREDOR. ponto final: O coeficiente de frenagem de um carro é bem maior que de uma moto, mesmo com ABS. Logo, se você estiver no corredor e o transito parar de repente, vc não casseta a moto atrás de ngm!!!! Se os motobas encherem ou encostarem, vai pro lado e deixa passar. (Se você tiver medo do corredor, ande com a moto como um carro, mas, lembre-se de observar bem a distância entre o veículo da frente, e atenção especial as frenagens dos carros e que mutos tem lâmpadas queimadas)Citação de: GUGOPLEXO em Julho 31, 2015, 12:23:40 pmVou dar meu pitado, considerando quase 30 anos pilotando motos.1-) Se a habilitação é recente, primeira moto, melhor se comportar como carro no início, seja em avenidas largas ou estreitas, até ter confiança e domínio suficiente para trafegar entre os carros, situação atualmente permitida pelo veto ao artigo 56 do CTB, mas que depende da avaliação da autoridade de trânsito segundo seus artigos 192 e 193.2-) Ver e ser visto. Pontos cegos têm em todos os veículos e o motociclista ainda não tem olhos nas costas. Bons retrovisores, menos 'convexos', ajudam. As Harleys tem som característico, o que ajuda bastante a chamar a atenção dos outros motoristas.3-) Se não é sua primeira moto e vc tem boa habilidade, não terá dificuldade em andar com qualquer moto no corredor, de bis a ultra, desde, lógico, que tenha espaço para passar. Acho muito relativo essa coisa de 'escadinha', pois é o perfil de cada um que determina sua forma de condução.4-) Os 'motobas', na sua maioria, literalmente correm para ganhar o pão. Normalmente usam o corredor mais à esquerda, assim, sempre que posso, fico no do meio para não atrapalhar.5-) em cidades densamente povoadas como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc, o costume acaba criando regras próprias entre os motoristas. Portanto, importante saber onde está andando, para não tomar de cara uma fechada por ter sido um pouco incisivo na sua buzina. Aconteceu isso comigo no Rio de Janeiro ao tentar passar um taxista. A selva é, inequivocadamente, de pedra.De resto, para mim, lugar das Harleys é na estrada e não para o dia-a-dia, mas obviamente essa condição não vale para todos.Abx.Citação de: kaatz em Agosto 06, 2015, 10:18:32 amUm ponto importante é que as harleys não freiam igual a carro, andar atrás deles além do risco da colisão na traseira da moto, existe o risco de voce bater atrás de um carro, não ver um buraco e não ver o que ocorre a frente.Na pior situação, o corredor lhe proporciona alguns metros a mais como área de escape.Concordo com o que o Gugoplexo falou sobre Harley no dia a dia. Se sua rotina é basicamente trânsito urbano das grandes capitais acho que vale a pena refletir sobre a melhor moto para o corredor, porque penso ser inevitável utilizá-lo.3) Carro tem ponto cego, mas não tem ponto surdo: Coloque um par de ponteiras nessa sua motoca. Pode ser nacional de boa qualidade e preço ou pode pedir pro Levi (tem banner aqui do fórum) trazer um Vance & Hines legal pra vc.... (ou ate um Screaming Eagle original...)4) Equipamento de proteção: Nada de capacete Taurus aberto pra começar. Pega um bom com queixeira (pode ser removivel ou escamoteável)5) Não tenha medo da máquina. se cair, levante (existem vários vídeos mostrando como levantar uma HD sem provocar problemas de coluna)6) Curvas: Bom, o Marcos Bonfim já disse muita coisa a respeito das curvas. Aliás, foi um dos melhores comentários a respeito aqui no fórum.Citação de: marcos.bonfim.7 em Julho 27, 2015, 10:48:45 pmParabéns pelo brinquedo. Minha primeira moto foi uma esportiva de baixa CC que era um canhão. E tive que descobrir em menos de 300 MTS como se faz uma curva numa moto de verdade. Era acertar ou dar de cara num poste.1) CG tem pouca distância entre eixos e ângulo de caster. Sendo assim se VC virar o guidão ela vai se comportar como uma bicicleta. Numa moto com 2mt de distância entre eixos isso não acontece. As Harleys não tem um caster muito avançado mas já dão lá pra casa dos 30 e tantos graus. Então o guidão serve mesmo apenas para VC se segurar.2) Curvas em moto de verdade não são feitas pela moto. Mas pelo piloto. Uma questão de física aplicada que os pilotos de moto chamam de pêndulo. Numa esportiva ele precisa ser bem exagerado te levando a apoiar o joelho no asfalto com o corpo todo para fora da moto devido a velocidade alta. Ahhh saudade... As vezes dava até uma raspadinha no cotovelo. Já nas moto de maior peso e de estrada o pouco que VC deixar seu peso "cair" para o lado da curva já é normalmente suficiente, dados os fatores como a distância entre eixos e o baixo centro de gravidade.Para te explicar melhor... Assiste umas curvas do Rossi na Moto GP. E depois começe a olhar com mais piedade para os motoboys fazendo curva com a moto para um lado e o corpo tentando ficar retinho. Ehh coitados. Por que isso que vão pra cova rápido.Agora nas Harleys a coisa é muito mais tranqüila. Para não ter erro reserve um bom ângulo de curva, para não ser forçado a deitar demais. Lembre que é impossível fazer qualquer curva decente com velocidade ou não, sem deitar a moto, pelo menos um pouquinho.Para iniciar a curva tenha torque na mão, ou seja, não esteja num rotação na qual não seja possível aceleração. Se preciso reduza uma marcha, antes de iniciar o processo. Deixe o seu peso ceder levemente para o lado da curva. Nem será preciso descolar o traseiro do banco. Um leve jogo do tronco já resolve. Ajude com um pouco de esterço para o lado da curva. No momento em ela começar a inclinar compense na aceleração. E pronto a física fará a moto andar sobre um eixo imaginário que será o vetor da curva. Quando mais rápido o deitar e acelerar e com maior ângulo, maior a velocidade angular e mais rápido VC está de novo indo reto, do lado de lá da curva. No entanto há limites... As pedaleiras, escapes e sua agilidade, assim como as condições da pista e dos pneus.Para sair da curva simplesmente vá alinhando o guidão e aliviando o peso da lateral para o centro da moto.Assim VC faz curvas de quase qualquer velocidade. Mas depois de dominar esta parte. Sugiro estudar o contra-esterço que vai facilitar muito a vida na hora de inclinar a moto. E principalmente na estrada onde sequências de curvas não te dão tempo para utilizar apenas o peso do corpo.7) Vai no estacionamento de algum supermercado. Se vc for de SP, tem um mercado la no começo da raposo que o pessoal usa pra treinar. La vc pega umas caixas de papelao e treina alguns slalons com a moto... de preferência em baixa velocidade.8)Citação de: Dado em Julho 31, 2015, 10:03:46 amSe a moto for PESADA e por algum motivo, manobrando, você desequilibrar ou pender demais a ponto de não conseguir segurar, NÃO tente levantar ela, você vai se matar de fazer forca até te dar uma câimbra e vc soltar ela com tudo no chão arrebentando mais ainda.Se pendeu e vc viu que não da pra voltar deite ela devagar até o chão... ai vc sai dela e se coloca em uma posição boa para levantar.Dessa forma vai minimizar e muito o prejuízo!!!9) Não pare rápido segurando o freio da frente com muita força enquanto não está 100% reto. É muito comum este tipo de queda10) MUITO IMPORTANTE - não compre peças de moto roubadas, esta cobra pode te picar um dia! Investigue a fundo a origem!11) Aprendendo com os erros, nossos e de amigos:Citação de: PeterKing em Janeiro 13, 2013, 06:56:50 pm[...] Realmente pensando com cabeça fria vemos que podíamos ter feito algo pra minimizar riscos!Tenho 4 meses de HD!Acho que faltou um pouco de direção defensiva entende?Hj sinceramente eu esperaria a carreta fazer a curva passaria por tras dela e pela esquerda !mesmo que buzinassem atras de mim!E como tu disse! Farol , buzina tudo e mesmo assim ficar muito esperto ![...]Nao posso reclamar pois ganhei minha vida novamente mas que doeu tb o coração qdo vi a motoca putz!To pagando a bichinha ainda!Mas blz!De qq forma fica o aprendizado e alegria de viver ,por isso quis relatar isso aquiPelo menos trocamos experiências e alertamos ate mesmo os mais experientes !!!!!Citação de: Udo em Janeiro 11, 2013, 05:14:02 pmFala, galera!Bom, hoje de manhã eu sofri um acidente com minha moto. Estava a uns 50 km/h na Estrada de Itapecerica e iria passar entre um Fiesta branco e um caminhão, quando o Fiesta me fechou e eu freei.A roda da frente derrapou e eu fui pro chão, embaixo do caminhão de 2 eixos em movimento.No momento pensei: Vai passar por cima de mim, morri.Só que, ao invés de acontecer isso, as rodas traseiras me empurraram pra frente e eu fiquei com o corpo todo embaixo do caminhão, ainda em movimento.Nisso eu consegui me alinhar em relação ao caminhão e pensei: Se eu ficar assim, ele vai passar direto e daí blz!E foi isso que aconteceu. O caminhão seguiu em frente, eu deitado no asfalto com a cara colada no chão e ele passou. O para-choque traseiro (aquele que retrai quando o caminhão passa por uma valeta) ainda bateu no meu capacete e o caminhão só parou uns 50 metros depois. O motorista, que não teve culpa de nada, ficou muito assustado com tudo, me deu todos os dados que pedi e seguiu seu caminho, pois eu disse que ele não poderia fazer mais nada ali.Eu nem acreditei enquanto levantava, com um dos pés descalços e ralados nos joelhos e punhos. Me levantei e mexi braços e pernas pra ter certeza de que não tinha quebrado nada, enquanto vários motoqueiros pararam o trânsito e correram pra me ajudar. Eles gritavam: Não levanta, mano, o caminhão passou por cima de você!Só que eu estava bem. Caminhei até a beirada da avenida e um dos motoqueiros trouxe meu tênis que tinha sumido. Calcei, tirei o capacete, enquanto todos diziam que eu tinha nascido de novo.E é verdade, nasci de novo. Caí embaixo de um caminhão em movimento e saí quase intacto.A moto pode dar perda total, só terei confirmação na semana que vem. O meu mac, que estava no baú, ficou preso entre as rodas dos eixos traseiro do caminhão, que é onde eu teria ficado, e morrido. O mac ainda liga, mas a tela está destruída e o hd não gira. Depois vou ver se dá pra recuperar os dados.Mas estou bem e quero comemorar isso. Aceito sugestões e estão todos convidados pro meu re-aniversário.Deixo aqui o meu muitíssmo obrigado a todos que torceram, rezaram e ajudaram, em especial aos anônimos de duas rodas que pararam no momento do acidente.Pode dizer o que quiser dos "motoqueiros", mas hoje eles me ajudaram quando eu mais precisei.Muito obrigado, um abraço e boa vida a todos, pois não é todos os dias que dá pra ter uma segunda chance.12) AH o vendedor mandou eu pegar a sportster, que é uma moto de entrada.... [bravo]O que todo mundo tem que entender é que sportster não é moto de entrada nem o primeiro degrau da escada... é a HD mais clássica em linha, e uma das mais difíceis de pilotar... acho que so perde pra rocket e pras v-rods com o pneuzao todo.... o motor é altão e bem arredio.... (se não acredita que ele é arredio, segura ele a 135 kms/h segurando BEM firme durante mais de 20 mins kkk)uma deluxe por exemplo é a mais fácil de pilotar..Por fim: Assista o DVD "Ride like a pro" (se vira pra achar kkkk) e observe bem os outros motociclistas, tem bastante a aprender com eles.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
evento de moto: ir ou não ir, essa é a questão....
sábado, 8 de agosto de 2015
de volta a realidade brasileira
A falta de auto-crítica é total: brasileiro não conta derrota, e quando acontece alguma derrota a culpa não é dele, mas sim de terceiros que o estão boicotando. No país do "nunca antes" tudo são vitórias e os problemas são tentativas de golpe.
Não se trata de desmerecer as conquistas, mas sim de não esquecer as transgressões e buscar culpados para a devida punição: esse é objetivo da auto-crítica.
A solução passa pela educação do povo e não pela alfabetização funcional do povo ou pela chegada de mais alunos ao terceiro grau. A falta do exemplo doméstico deixa a população sem parâmetros do que é certo ou errado, acreditando em todo o tipo de bobagens que venha a ser publicada nas redes sociais.
A educação pelo exemplo é a principal diferença que vejo na comparação com Portugal, país que tem os mesmos problemas de tráfico de influências e corrupção, e apesar disso a impunidade não acontece. Pasmem: até o ex-presidente Lula vem sendo alvo de investigação por tráfico de influência na negociação que envolveu a Portugal Telecom nas privatizações das empresas de telefonia brasileiras.
É essa mesma educação que permite à motocicletas usarem a faixa de ônibus em nome da mobilidade urbana, que faz o carro parar na faixa de pedestre assim que o pedestre se aproxima do meio fio para atravessar e que permite ao cidadão entender que existem medidas a serem tomadas para chegar a um objetivo.
A perda da sensação de segurança social é o que mais incomoda na chegada ao Brasil.
E o que mais provoca a vontade de não continuar na terra brasilis.
