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terça-feira, 29 de outubro de 2024

Harley-Davidson USA: mudança na estratégia de marketing?

A HDMC USA conhece suas limitações em relação ao seu público consumidor e está sempre buscando estratégias que possam atrair um público novo para seu "universo".

Fica claro que os produtos tradicionais tem pouco ou nenhum atrativo para o consumidor mais jovem e a matriz tenta soluções como foi o lançamento do modelo LiveWire, que hoje é uma divisão independente na HDMC USA produzindo e vendendo motocicletas e bicicletas elétricas e tem uma performance interessante quando comparada com outras empresas do setor que utiliza os motores elétricos em duas rodas.

Recentemente a HDMC USA lançou sua campanha mundial "United We Ride" buscando mostrar que a empresa está implementando valores inclusivos e se inserindo de maneira gradual na agenda woke.

Essa estratégia não foi bem recebida pelos consumidores mais fiéis da marca gerando um boicote e muitas reclamações no mercado americano fazendo com que a matriz repensasse a estratégia e abandonasse as políticas inclusivas que vinha adotando.

Essa ação da HDMC USA não é fato isolado: várias outras grandes empresas americanas estão seguindo esse mesmo caminho e cancelando iniciativas.

Ford, Toyota, John Deere (empresas de máquinas agrícolas), Molson (fábrica de cervejas) e Microsoft são empresas que adotaram o mesmo caminho.

Dentro desse retorno, a HDMC USA parece interessada em aumentar a linha de produção dos motores Milwaukke 8, deslocando a linha de produção dos motores Revolution Max para a Tailândia.

O M8 equipa todos os modelos tradicionais da marca e o aumento de espaço dedicado a fabricação desta linha de motores indica que a HDMC pretende aumentar a produção de modelos que adotem esses motores.

E nada indica um desinteresse da parte da HDMC nos modelos "não tradicionais" Sportster S, Nightster e Pan America, que utilizam o motor Rev-Max. Esses motores serão produzidos na Tailândia (apesar de protestos dos sindicatos nos EUA) e exportados para os EUA a fim de equipar e manter a linha de produção dos modelos acima citados.

O que isso pode impactar no mercado brasileiro? É cedo para responder, mas vou me permitir especular. 

A linha de produção em Manaus funciona em cima de metas anuais e tem espaço para, pelo menos, triplicar sua produção.

Com o aumento provável da produção de modelos tradicionais nos EUA, existe boa possibilidade para que as metas nacionais sejam revistas para cima e em caso de aumento de metas de produção fica claro que as metas de vendas também devem ser aumentadas.

Com aumento da meta de vendas, a filial brasileira vai precisar repensar seu "marketing de escassez" e avaliar não só a forma de financiar as novas vendas, como atrair o cliente que está afastado pelos valores praticados no mercado de motos zeros, reposicionando alguns modelos ou até mesmo toda a tabela para permitir vender a produção excedente.

Vamos acompanhando para ver até onde teremos mudanças no mercado brasileiro. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

ABRACICLO e FENABRAVE: descompasso entre metas de produção e emplacamentos

Fechando o terceiro trimestres de 2024 e tudo indica que as montadoras decidiram esquecer de vez o ano de 2023

Enquanto 2023 foi um "ano de espera", 2024 vem sendo um "ano de recuperação", mas as metas de produção e emplacamentos mostram que as estratégias para o último trimestre e consequente fechamento do ano devem estar sendo revistas.

A FENABRAVE mostra aumentos significativos da Triumph e Ducati enquanto Royal Enfield, BMW e Harley-Davidson seguem um ritmo de crescimento mais comedido.

A Royal Enfield emplacou 12.389 unidades, projetando uma meta de 16.500 para o ano e encerrar como top one em 2024 com um aumento de 18% nos emplacamentos

A BMW emplacou 11.224 unidades, projetando uma meta de 15.000 para o ano e ficar com o segundo posto em 2024 com um aumento de 7% nos emplacamentos (o menor crescimento entre as 5 montadoras).

A Triumph emplacou 8.593 unidades, projetando uma meta de 11.500 para o ano e completar o pódio do top three como em 2024. Se mantiver a meta terá um aumento impressionante de 60% nos emplacamentos.

A Harley-Davidson emplacou 1.449 unidades, projetando meta de 2.000 unidades e um aumento de 25% nos emplacamentos.

A Ducati emplacou 876 unidades, projetando meta de 1.200 unidades e um aumento de 41% nos emplacamentos.

Se o cenário da FENABRAVE é otimista, o cenário da ABRACICLO se mostra ainda mais otimista: a BMW anotou 12.107 unidades montadas e uma meta de 16.100 unidades produzidas, a Triumph produziu 9.789 unidades e uma meta de 13.000 unidades produzidas, a Harley-Davidson produziu 1.694 unidades e uma meta de 2.250 unidades produzidas, a Ducati produziu 821 unidades e uma meta de 1.100 unidades produzidas.

Comparando os números da FENABRAVE e da ABRACICLO mostram que as montadoras devem diminuir o ritmo de suas linhas de produção, focando nos modelos mais vendidos, para evitar um encalhe nos estoques das fábricas.

Mesmo assim vale notar que a Royal Enfield com uma estratégia de preço mais acessível e grande produção vem tendo bons resultados, assim como a Triumph ao apostar na faixa das 400cc que caiu no gosto do consumidor.

O top ten da Harley-Davidson até o terceiro trimestre é o seguinte: em primeiro temos a Street Glide 117ci (200 unidades produzidas) seguida pela Road Glide 117ci (192 unidades produzidas), Pan America (180 unidades produzidas), Breakout 117ci (162 unidades produzidas), Fat Bob e Sporster S (138 unidades produzidas), Heritage (126 unidades produzidas), Fat Boy (120 unidades produzidas), Ultra Limited (114 unidades produzidas) e Low Rider ST (108 unidades produzidas).

O fator novidade e o motor mais atualizado das duas tourings standard (Street Glide e Road Glide) cumpriram seu papel e deixaram as duas no topo da classificação.

A "garupa exigente" pode ser a responsável pela manutenção da Ultra Limited no top ten, uma vez que é a única com o "sofá" para a garupa presente.

Os motores 117ci mostram seus atrativos com a Breakout deixando para trás modelos tradicionais como Fat Boy, Fat Bob e Heritage, assim como a Low Rider ST entre os cinco modelos mais produzidos.

A família CVO trouxe o exclusivo motor 121 VVT e vendeu a cota rapidamente (12 Road Glide ST e 18 Street Glide) e engoliu o motor 117 da Road Glide (apenas 12 das 30 planejadas).

E por fim vale mostrar que a RKS precisa ser repensada: apenas 48 unidades produzidas, ficando a frente apenas da Low Rider S 117ci que perdeu definitivamente seu lugar para a irmã carenada.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Harley-Davidson: tabela atualizada

Buscando no site da Harley-Davidson encontramos a tabela atualizada que vem sendo praticada após a entrada da Street Glide e Road Glide com motores 117ci.

Esses modelos foram apresentados em abril, abriram as listas de pré-vendas e as motos começaram a chegar em junho, data que a tabela entrou realmente em vigor.

É interessante notar que pela primeira vez que vejo modelos 2023 e 2024 "convivendo" nos salões para vendas de motos zero quilometro no mês de julho. Os modelos 2023 remanescentes tiveram uma promoção iniciada em junho e ainda estavam com a promoção de bônus e taxa zero durante o mês de julho.

Quando fui na Rio HD, inicialmente para lavar a LRS e acabei resolvendo a novela do ABS, ainda vi Street Glide Special zero no salão e esse foi um dos modelos que saíram do catálogo 2024 com chegada da Street Glide 117 ci.

Eu analiso essa mistura de modelos 23 com modelos 24 uma falha no marketing da montadora, que insiste em causar demanda de seus produtos pela falta de oferta.

No site da montadora ainda se pode consultar os modelos 23 (não apresentam mais valores de venda) e os modelos 24 (com valores de venda) para comparar, mas é preciso ter atenção a detalhes que acabam despercebidos como a mudança do motor 114ci dos modelos 23 da Street Glide Special e Road Glide Special (descontinuados) para o motor 117ci da Street Gide e Road Glide que estão no catálogo 2024 ou o motor VVT 121 HO da CVO Road Glide ST que já recebe uma calibração esportiva por ser um modelo base para as competições King of Baggers.

Resumindo as entradas e saídas no catálogo 2024, temos a saída da Street Glide Special, Road Glide Special, Nightster e CVO Road Glide Limited que usava o motor 117ci, e temos a entrada da Street Glide, Road Glide com motor 117ci, a CVO Street Glide e CVO Road Glide com o novo motor VVT 121ci e a atual estrela do catálogo CVO Road Glide ST com o novo motor VVT 121ci HO.

Nem todos os modelos tiveram aumento no catálogo 2024: Fat Bob 114, Low Rider S 117, Low Rider ST 117 e Sportster permaneceram sem aumento e a Pan America teve uma queda no valor de venda de 20% para se tornar mais competitiva no segmento Big Trail, que na prática assumiu os valores promocionais praticados desde o fim de 2023.

A tabela em vigor agora é essa:

Sportster S                                            R$125.900,00

Pan America Special                              R$ 119.900,00

Low Rider S 117                                   R$ 116.400,00
Fat Bob 114                                           R$ 123.900,00
Fat Boy 114                                           R$ 129.000,00
Breakout 117                                         R$ 129.900,00
Heritage 114                                          R$ 131.500,00
Low Rider ST 117                                 R$ 137.900,00

Road King Special 114                          R$ 145.250,00
Street Glide 117                                    R$175.500,00
Road Glide 117                                      R$ 175.500,00
Ultra Limited                                         R$ 176.900,00
Road Glide Limited                               R$ 176.900,00

CVO Street Glide VVT 121                   R$ 247.450,00
CVO Road Glide VVT 121                    R$ 276.650,00
CVO Road Glide VVT 121 HO             R$ 247.450,00


terça-feira, 18 de junho de 2024

Rio Harley-Davidson tem promoção de taxa zero

Recebi contato para trocar a moto e logo em seguida recebi e-mail da Rio Harley-Davidson anunciando promoção para forma de pagamento.

Low Rider S, Fat Boy, Road King Special, Road Glide Limited, Street Glide Special e Sportster S, todas com ano de fabricação 2023, podem ser adquiridas com entrada variando entre 60 e 70% e saldo em 18 ou 24 vezes com taxa zero. Além disso estão sendo ofertados vouchers variando entre R$ 4.000,00 e R$ 9.000,00, dependendo do modelo da moto, para serem usados na boutique ou para valorizar uma semi-nova que seja usada na negociação.

Para efeito prático, eu posso trocar minha Low Rider S 114 por uma Low Rider S 117 dando a moto e fazendo um carnezinho de 18 prestação de R$ 2.000,00, restando um troco para comprar uma par de luvas porque para comprar um casaco novo ia faltar bastante....

Fica a dica para quem tem interesse em renovar sua Harley-Davidson por uma 2023.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Harley-Davidson: line up e tabela 2024

Em janeiro já se começa a especular o que pode vir para o Brasil a partir do line up americano, mas só em abril é feito o lançamento do line up brasileiro.

Em 27 de abril a Rio Harley-Davidson fez um evento durante o café da manhã para apresentar as novas Street Glide e Road Glide e apareceu o catálogo no site Harley-Davidson e Rio Harley-Davidson.

As CVOs são as estrelas do catálogo, sempre muito desejadas e temos três modelos este ano: a CVO Road Glide e CVO Road Glide ST com o novo motor M8 121 VVT e a CVO Road Glide Limited com o motor M8 117.

O catálogo traz pela primeira vez a Road Glide com o motor m8 117 e mantém no catálogo os modelos que já estavam no line up 2023: Pan America, Sportster S, Nightster, Low Rider S, Low Rider ST, Fat Boy, Fat Bob, Heritage Classic, Breakout, Road King Special, Street Glide Special, Road Glide Special, Ultra Limited e Road Glide Limited.

A Sport Glide que já não estava no line up 2023, mas foi vendida no primeiro semestre de 2023 por conta do encalhe de 2022, desapareceu de vez e aposentou o motor m8 107ci.

Hoje o menor motor m8 em fabricação é o 114ci. O motor m8 117ci, que foi introduzido no Brasil pela Low Rider S, está equipando a nova Road Glide,  Low Rider S, Low Rider ST, a Breakout e a CVO Road Glide Limited.

O novo motor de válvulas de tempo variável, que serve de base para as motos que competem no King of Baggers, chega ao Brasil nas CVOs Road Glide e Road Glide ST.

Os motores Revolution Max seguem equipando a Pan América, a Sportster S e a Nightster.

A Harley-Davidson mais barata é a Nightster e o modelo tradicional mais barato continua sendo a Low Rider S.

Vamos a tabela de preços (fonte site da Rio Harley-Davidson). Quem quiser comparar com a tabela 2023 dá uma olhada neste link.

Nightster Special                        R$ 111.900,00

Sportster S                                  R$ 125.900,00


Pan America Special                   R$ 149.900,00


Low Rider S                               R$ 116.400,00

Low Rider ST                             R$ 137.900,00

Fat Bob                                       R$ 123.900,00

Breakout                                     R$ 126.900,00

Heritage Classic                          R$ 127.500,00

Fat Boy                                       R$ 125.500,00


Road King Special                       R$ 140.900,00

Street Glide Special                      R$ 159.600,00

Road Glide Special                       R$ 159.500,00

Road Glide                                    R$ 175.500,00

Road Glide Limited                       R$ 166.900,00

Ultra Limited                                 R$ 169.100,00


CVO Road Glide ST                       R$ 247.450.00

CVO Road Glide                             R$ 276.650,00

CVO Road Glide Limited                R$ 299.000,00


quarta-feira, 22 de maio de 2024

FENABRAVE: fechamento 2023 e primeiro quadrimestre 2024

Tenho usado os números de emplacamentos da FENABRAVE por conta da Royal Enfield, que não faz parte da ABRACICLO.

Em 2023 a RE chegou muito perto da BMW e no primeiro quadrimestre de 2024 já ultrapassou a marca alemã.

Vamos aos números: em 2023 a BMW emplacou 13.995 unidades (praticamente atingiu a meta de 14.000 unidades), a RE emplacou 12.436 unidades (acima da meta de 11.500 unidades), a Triumph emplacou 6.480 unidades (praticamente atingiu a meta de 6.500 unidades), a Harley-Davidson emplacou 1.982 unidades (pouco acima da meta de 1.800 unidades) e a Ducati emplacou 1.210 unidades (atingiu a meta de 1.200 unidades).

Vale notar que a única montadora que teve uma performance realmente acima das metas foi a Royal Enfield, e no primeiro quadrimestre de 2024 a montadora segue performando bem.

Vamos aos números: A RE emplacou 4.690 unidades (projeta uma meta de 14.000 unidades), a BMW emplacou 4.478 unidades (mantém a meta de 14.000 unidades), a Triumph emplacou 2.396 unidades (projeta uma meta de 7.200 unidades), a Harley-Davidson emplacou 537 unidades (projeta uma meta de 1.600 unidades) e a Ducati emplacou 282 unidades (projeta uma meta de 850 unidades).

Comparando as metas para 2024 com os números de emplacamentos podemos ver um início tímido da HD e Ducati, manutenção de política de vendas por parte da BMW e Triumph e uma performance de líder da RE. 

Vamos ver até onde vai o fôlego da RE.

ABRACICLO: fechamento 2023 e primeiro quadrimestre 2024

Quando fui buscar os números da ABRACICLO para o primeiro quadrimestre de 2024 percebi que ficou faltando fechar 2023.

Como esquecimento acaba virando dívida, vou pagar a dívida agora: em 2023 não houve surpresa e a BMW fecha o ano em primeiro lugar entre as montadoras do segmento premium, seguida pela Triumph, Harley-Davidson e Ducati.

Vamos aos números: BMW produziu 13.905 unidades e não atingiu a meta de 14.000 unidades que o terceiro trimestre de 2023 apontava.

A Triumph produziu 6.781 unidades e ficou bem abaixo da meta de 7.500 unidades que o terceiro trimestre de 2023 indicava.

A Harley-Davidson produziu 1.632 unidades e performou pior que a duas primeiras ficando quase 20% abaixo do números que o terceiro trimestre de 2023 apresentava.

A Ducato produziu 1.232 unidades e também ficou abaixo da meta indicada pelo terceiro trimestre de 2023.

Conclusão? O ano 2023 refletiu bem a economia em compasso de espera.

O top ten da HD de 2023 ficou assim: Fat Boy (240 unidades), Nightster (186 unidades), Sportster (185 unidades), Road Glide Limited e Breakout (138 unidades), Road Glide Special, Road King Special, Street Glide Special e Heritage Classic (108 unidades) e a Limited (84 unidades) fecha a lista.

A Pan America ficou com o troféu mico do ano em 2023 (43 unidades) e a Low Rider S (42 unidades) perdeu espaço com a entrada no catálogo da irmã "estradeira" Low Rider ST (66 unidades) mostrando que o fator novidade sempre tem peso.

A política de motos diferenciadas se mantém viva com a venda total do lote de CVO Road Glide Limited (30 unidades).

No primeiro quadrimestre de 2024 mostra metas ligeiramente superiores aos números finais de 2023: BMW produziu 4.925 unidades (meta de 14.700 contra 13.905 produzidas em 2023), Triumph produziu 3.002 unidades (meta de 9.000 unidades contra 6.781 produzidas em 2023), Harley-Davidson produziu 708 unidades (meta de 2.100 unidades contra 1.632 produzidas em 2023) e Ducati produziu 371 unidades (meta de 1.100 unidades contra 1.232 produzidas em 2023).

A Ducati é a montadora mais pessimista neste início de ano e a Triumph a mais otimista: vamos ver se confirmam.

O top ten, na realidade um top eleven por conta dos empates, da HD em 2024 começa assim: Pan America (120 unidades), Street Glide e Road Glide (72 unidades), Fat Bob e Heritage (66 unidades), Sportster S e Breakout (54 unidades), Road Glide Limited (48 unidades), Ultra Limited (42 unidades), Fat Boy e Low Rider ST (36 unidades).

A Low Rider S e a Road King Special iniciam mal o ano com apenas 6 unidades produzidas e no núcleo das diferenciadas CVO a CVO Road Glide Limited ainda não aparece na tabela e as Road Glide com o motor 121 VVT (CVO Road Glide e CVO Road Glide ST) já estão perto da metade do lote a ser fabricado.

Acredito em uma recuperação da Road King Special, mas acho que a Low Rider S está em seu último ano: o modelo já foi superado pela irmã ST e esse ano o modelo ST já aparece no top ten enquanto a LRS teve suas primeiras seis unidades produzidas em abril, passando todo o primeiro trimestre sem entrar na linha de produção.

E vale ressaltar a grande produção da Pan America se deve a uma dedicação exclusiva da Harley-Davidson em janeiro: foi o único modelo que aparece no quadro de produção da ABRACICLO, demonstrando uma ação bem fora do padrão Harley-Davidson na fábrica de Manaus. Vamos ver o que vai aparecer para a Pan America depois de um 2023 sofrível.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

ABRACICLO: números do terceiro trimestre

 A ABRACICLO publicou os números acumulados no terceiro trimestre referentes à produção de seus associados e tudo segue dentro do previsto para 2023, com a Harley-Davidson em terceiro lugar entre as marcas premium associadas na ABRACICLO.

A BMW produziu 10.547 unidades, a Triumph produziu 5.708 unidades, a Harley-Davidson produziu 1.458 unidades e a Ducati produziu 1.009 unidades.

Em relação às metas previstas a BMW, Triumph e Ducati mostram queda no ritmo de produção, indicando que podem não atingir as metas previstas. A Harley-Davidson segue seu ritmo de produção e deve atingir a meta para 2023.

O top ten da Harley-Davidson mostra a Fat Boy como best seller com 188 unidades produzidas, seguida de perto pela Sportster S com 185 unidades produzidas, em terceiro a Nightster com 144 unidades produzidas, em quarto a Road Glide Limited com 126 unidades produzidas, em quinto a Breakout com 120 unidades produzidas, em sexto chegam empatadas com 108 unidades produzidas a Heritage e a Street Glide Special, em oitavo chegam empatados com 102 unidades produzidas Road Glide Special e Road King Special e fechando o top ten a Ultra Limited em décimo com 84 unidades produzidas.

Esses Top Ten mostra alguns detalhes interessantes: a substituição da Ultra Limited pela Road Glide Limited, o efeito da "promoção" da Nightster dando 10% de desconto e a confirmação que a Pan America vai precisar de preço mais competitivo se quiser entrar no nicho da BMW GS 1250 e Tiger 900.

A produção da CVO Road Glide Limited anniversary edition foi feita apenas em maio/23, com todas as unidades vendidas em pré-venda e mesmo assim não tivemos a chegada dos demais modelos CVO (Street Glide e Road Glide) que foram para o catálogo americano com o novo motor de VVT de 121ci.

Vale notar a mudança na estratégia de venda da Low Rider S e Low Rider ST. A produção dos dois modelos somados chega aos números dos modelos classificados em oitavo lugar no top ten (102 unidades produzidas) e foi praticamente vendida em sua totalidade com pedidos de pré-venda e a Harley-Davidson já anunciou que produzirá novos modelos apenas mediante pré-venda. As inscrições nas listas de espera já estão sendo aceitas nos dealers.

Essa forma de produção com o produto já vendido mostra uma preocupação da Harley-Davidson em não apostar mais no "fator novidade" de seus produtos (os dois modelos Low Rider S e Low Rider ST trazem o motor de 117ci, exclusivo no Brasil para esses dois modelos) e só investir em novos modelos que tenham aceitação comprovada, ao contrário, por exemplo, da Pan America que já tem baixa procura.

Se a modalidade de produzir apenas o que o mercado deseja se tornar uma estratégia recorrente, a fábrica da Harley-Davidson em Manaus começa a perder investimento e a Harley-Davidson pode estudar uma mudança de postura de montadora para importadora, com a planta industrial servindo apenas para usufruir dos benefícios fiscais da zona franca montando modelos sob demanda.

Acompanhando...

FENABRAVE: emplacamentos terceiro trimestre

Publicados o volume acumulado de emplacamentos pela FENABRAVE e nada mudou na ordem das marcas tradicionais.

A BMW emplacou 10.504 unidades, seguida pela Royal Enfield com 8.349 unidades, Triumph com 4.900 unidades, Harley-Davidson com 1.393 unidades e Ducati com 944 unidades.

Os números de emplacamentos acumulados do terceiro trimestre mostram uma subida na média de vendas de quatro das cinco marcas: BMW, RE, Triumph e Ducati. Apenas a Harley-Davidson manteve a média de vendas no terceiro trimestre quando comparados com os números do primeiro semestre.

Agora é esperar 2023 terminar.

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Nightster Special: novidade encalhada

Dificilmente eu vejo um modelo perder o fator "novidade" tão rapidamente quanto a Nightster Special.

O modelo está em promoção por R$ 99.900,00 e tinha seu preço na última tabela divulgada pela HDMC em R$ 111.900,00, uma redução de R$ 12.000,00 (10,72%).

Essa promoção mostra que o modelo foi mal recebido e perde muito na preferência do comprador de HD quando é comparada com a irmã maior Sportster S (R$ 125.900,00), fato que não pode ser explicado pelas especificações pois a diferença entre os modelos se resume principalmente ao motor menor adotado na Nightster, mas para o consumidor de motos custom a Nightster tem uma ergonomia muito mais dentro do estilo.

O encalhe de um modelo novo mostra bem que nem sempre o "fator novidade" faz diferença e a HDMC, a exemplo do que fez com a Low Rider S, tenta fazer o desencalhe pela redução de preço.

E para quem comprou a moto dentro do "fator novidade" é algo para deixar uma dor de cabeça grande por ter pago o valor cheio antes da promoção. Será que a HDMC, através dos seus dealers, pensa em compensar esse consumidor? Será que existe algum consumidor do produto que chegou a comprar a moto pelo preço cheio?

E fica a dúvida: será que vale comprar a Nightster com valor promocional ou o modelo vai sair do catálogo assim que as unidades produzidas forem vendidas?

terça-feira, 11 de julho de 2023

FENABRAVE: emplacamentos no primeiro semestre

Como a ABRACICLO deixou de publicar números referente à venda no atacado, passei a acompanhar os números de emplacamentos via FENABRAVE.

Como não poderia ser diferente, a BMW segue em primeiro nos emplacamentos com 6.631 unidades, seguida pela Royal Enfield (que não faz parte da ABRACICLO) com 5.461 unidades, Triumph com 3.164 unidades, Harley-Davidson com 901 unidades e Ducati com 582 unidades.

As vendas no varejo projetam números inferiores aos números projetados pela produção, mas acredito que mesmo com encalhe, os números projetados pela produção no primeiro semestre devem ser atingidos.

Vale notar o excelente desempenho de vendas da Royal Enfield: mesmo sem um produto no segmento de alta cilindrada, sua política de preços deveria servir como um incentivo a HDMC para mudar sua estratégia atual para o mercado brasileiro.

O mercado quer um produto "tradicional" desde que esteja dentro do tamanho de seu bolso.

ABRACICLO: números do primeiro semestre

ABRACICLO publicou os números referentes à produção no primeiro semestre e nada de novo acontece no mercado, pelo contrário, temos uma subida na produção das big trails BMW e Triumph e uma queda na produção da Harley-Davidson.

A BMW encerrou o primeiro semestre com 7.418 unidades e a Triumph com 3.854 unidades tendo entre seus best sellers a GS1250 (BMW) e a Tiger 900 (Triumph).

Já a HDMC terminou com 1.003 unidades e seu best seller continua sendo a Fat Boy.

A Ducati fecha o segmento com 694 unidades e seu best seller é a Multistrada V4.

Esses números permitem estimar 15.000 unidades produzidas pela BMW, 8.000 unidades produzidas pela Triumph, 2.000 unidades pela HDMC e 1.500 unidades produzidas pela Ducati.

Em relação aos números de 2022 a BMW crescerá 15%, a Triumph crescerá 25%, a HDMC terá uma queda de 25% e a Ducati se manterá dentro dos números de 2022.

O que causa essa queda da HDMC? A política de preços continua sendo a grande vilã e para manter o nível de vendas dos maiores dealers brasileiros é preciso causar uma escassez crescente visando manter a procura acima da oferta.

O top ten da HDMC no primeiro semestre é o seguinte: Fat Boy, Sportster S, Nightster S empatada com a Heritage, Road Glide Limited, Ultra Limited, empatadas em sétimo Road King Special, Street Glide Special, Breakout e fechando a Road Glide Special.

Vale notar que o efeito novidade parece ter acabado e a Pan America ficou fora do top ten depois ter sido o best seller de 2022.

Já as novas Sportster S e Nightster S estão em alta pelo efeito novidade tanto pela tecnologia (já presente na Pan America) quanto pelo preço mais competitivo, ficando logo atrás da Fat Boy.

A Low Rider S vem sofrendo dos efeitos da transição de modelos: depois de ter tido sua produção paralisada em 2021, retornando somente no início de 2023 com a motorização 117 ci, agora vem tendo o ritmo de produção ajustado para a entrada da Low Rider ST com a pintura personalizada Enthusiast Fast Johnnie. Essa transição parece não estar sendo bem administrada na fábrica da HDMC porque a LRST ainda não aparece no quadro da ABRACICLO e a LRS teve uma pausa na produção em junho depois de ter sido iniciada apenas em abril.

E como último detalhe: toda a produção da CVO Road Glide Limited 120th anniversary edition já foi vendida e entregue. A produção (30 unidades) foi totalmente vendida em pré-venda e o preço não foi nada convidativo: R$ 299.000,00.

terça-feira, 11 de abril de 2023

Low Rider S 117ci

Quando Dan Morel publicou a chegada da Low Rider S 117 ci pude conversar com ele sobre o lançamento e perguntei se ele já tinha andado na moto para poder comparar com a 114 que ele tem (foi um dos primeiros proprietários da LRS 114 aqui no Brasil), mas ele não tinha andado no modelo com o novo motor.

Novo modelo, novo motor: vale a pena trocar a minha por uma nova?

Minha moto está nova, ainda não atingiu a marca de 10.000 kms, pouco mais de dois anos comigo, bem ajustada à minha ergonomia (o guidão Reach é muito mais confortável que o original), mas a moto nova traz um motor ligeiramente mais potente (pulou de 99 cv para 103 cv), mudou o painel para um painel no guidão ao invés do painel tradicional em cima do tanque e está ligeiramente mais alta com a mudança na inclinação da suspensão dianteira e o aumento de curso no amortecedor traseiro.

Eu venho buscando um test ride na 117 já tem algum tempo: não consegui em Portugal (lá consegui fazer o test ride na Spotster S - assunto para outra postagem) e acabei andando em uma que está a disposição na Rio HD.

A moto está na cor que chamo de cinza naval (atlas silver metalic) com o acabamento em preto fosco e é uma combinação que me agrada bastante. O comando central não é do meu agrado, mas mesmo assim não incomodou para fazer o test ride, assim como a nova posição mais alta. Acho que a ergonomia melhorou em relação à minha LRS pois consegui me achar melhor na moto.

Andando com a moto, a diferença de motorização só aparece mais tarde. Do mesmo jeito que notei essa mudança quando troquei a RKS 107 para a LRS 114, o torque aparece mais tarde e você precisa trabalhar bem a caixa de marchas para sentir a aceleração plena que o 117 te traz, e quando traz é muito forte.

A ciclística da 117 te leva a "abusar" mais e requer alguma adaptação. Frenagem semelhante a 114.

Para quem espera motos semelhantes, elas são bem diferentes.

Vale a pena trocar de "brinquedo"? Não.

Por que não? Porque minha moto não está paga e para fazer a troca a diferença não é pequena. Junto a isso que a 117 vai exigir uma tocada mais agressiva para que eu classifique como "divertida" como classifico a minha 114 e estou muito satisfeito com o meu "brinquedo" atual.

Quem tem interesse em uma moto forte, com pilotagem mais agressiva para fazer o torque aparecer na hora do mantra "reduz, freia, acelera, troca marcha" é uma moto que recomendo.

Mas tem bem poucas 117 nas revendas, não sei se o público está aguardando a chegada da LRST com sua carenagem e alforges ou se a HDMC Brasil não está fazendo o trabalho de casa no marketing desse modelo, que vem a ser o modelo mais barato na tabela atual da HDMC.

Agora é esperar a ST porque sou bem curioso para ver o modelo ao vivo.

sábado, 8 de abril de 2023

Harley-Davidson: line up 23 e tabela

Em janeiro a HDMC disponibilizou o line up americano e a HDMC Brasil disponibilizou o line up brasileiro logo em seguida: no catálogo americano e brasileiro temos a saída da Sport Glide (que micou no ano passado no Brasil) e o motor M8 107 segue em produção para atender os modelos standard da Road Glide e Street Glide, além da Sport Glide para mercado europeu (o modelo ainda está presente no catálogo Portugal)

Quem acompanha o Dan Morel sabe que a HDMC promete algumas novidades ao longo do ano, novidades estas que talvez venham ao Brasil.

As apostas no motor M8 121ci equipando as novas CVO que virão para o Brasil (a HDMC tem produção estimada de 30 unidades 2023, mas ainda temos unidades 2022 à venda) devem ser a novidade mais esperada no evento Homecoming que marca o aniversário de 120 anos da marca.

O line up americano conta com 23 modelos de motocicletas e a HDMC trouxe a maior parte desse line up para o Brasil, mostrando que a matriz voltou a dar importância ao mercado brasileiro que desde 2021 conta com um catálogo reduzido de Softail e Touring e sem CVO.

Para 2023 a HDMC traz para o Brasil 15 modelos, se contarmos as Sport Glide ainda à disposição serão 16 modelos, incluindo as novidades Sportster S (em pré-venda), Nightster Special e a Low Rider ST (a "caçula" da família ST lançada nos EUA). A Softail Breakout segue no line up da HDMC equipada com o motor M8 117, mas essa motorização ainda não se encontra disponível para venda sendo possível comprar apenas o modelo equipado com o M8 114.

Ficam de fora os modelos standard da Road Glide e Street Glide, a Nightster, que no Brasil teremos apenas a versão Special, a Pan America, que no Brasil temos apenas a versão Special, as Tourings da família ST Road Glide e Street Glide e as Softail "pé de boi" Street Bob e Standard.

Resumindo, a HDMC trata o mercado brasileiro como um mercado premium ao trazer apenas as versões Special e deixando de fora os modelos mais baratos das famílias Sportster, Pan America, Softail e Touring.

Tudo leva a crer que a HDMC lançará algum modelo Icon no Homecoming de julho deste ano, mas nada indica que a família Icon virá para o Brasil como já aconteceu em 2021 e 2022.

A tabela 2023 divulgada em janeiro segue em vigor e a Low Rider S continua como o modelo mais barato, mesmo equipada com o motor M8 117, e a mais cara segue sendo a Ultra Limited. A CVO continua sendo o modelo mais exclusivo e neste ano virá com a pintura 120th Anniversary.

Os modelos com a pintura comemorativa 120th Anniversary (Ultra Limited, Road Glide Special, Street Glide Special, Fat Boy e Heritage) já chegam vendidos em pré-venda: por ser uma edição limitada, a HDMC vai montar o total de 72 unidades, além das 30 CVOs.

A tabela atualmente em vigor pode ser encontrada nos sites dos revendedores. Ao consultar o site da fábrica não se encontra essa informação.

Os valores a seguir foram obtidos no site da Rio Harley-Davidson:

Nightster Special           R$ 111.900,00
Sportster S                     R$ 125.900,00

Pan America Special      R$ 139.995,00

Low Rider S                   R$ 109.800,00
Sport Glide (modelos restantes) R$ 112.900,00
Fat Bob                          R$ 113.300,00
Breakout (motor 114)    R$ 114.700,00
Heritage                         R$ 116.900,00
Fat Boy                          R$ 119.100,00

Road King Special         R$ 133.900,00
Street Glide Special       R$ 146.900,00
Road Glide Special        R$ 149.900,00
Road Glide Limited       R$ 156.700,00
Ultra Limited                 R$ 158.200,00

CVO Road Glide Limited       R$ 246.700,00

sexta-feira, 7 de abril de 2023

FENABRAVE: emplacamentos primeiro trimestre

Muito vem sendo comentado sobre a economia brasileira principalmente sobre uma possível recuperação, plataforma do governo eleito, mas o primeiro trimestre terminou aos soluços: com crises e falas desmentidas tivemos uma inflação ainda acima da meta, produção abaixo do esperado, férias coletivas e taxas de desemprego subindo.

No que interessa ao mundo das duas rodas, as montadoras não parecem muito confiantes neste ano, vivendo uma expectativa antes de começar realmente a trabalhar, desovando estoques (a HDMC praticamente não produziu no primeiro bimestre pelo que a ABRACICLO publicou e ainda não atualizou o primeiro trimestre) e mantendo o mercado em compasso de espera.

A FENABRAVE já divulgou os números referentes ao primeiro trimestre e praticamente todas as montadoras vem projetando números inferiores aos conseguidos em 2022: somente a Royal Enfield e a Triumph projetam números melhores, mas dentro de uma margem de erro podemos dizer que o melhor que as montadoras parecem projetar será repetir 2022.

Projetando os emplacamentos para 2023, temos a BMW com 2.843 no primeiro trimestre (11.372 no ano), a Royal Enfield com 2.739 no primeiro trimestre (10.956 no ano), Triumph com 1.355 no primeiro trimestre (5.420 no ano), HDMC com 322 no primeiro trimestre (1.288 no ano) e Ducati com 263 no primeiro trimestre (1.052 no ano).

Os números da HDMC tradicionalmente melhoram ao longo do ano por conta de féria coletivas no início do ano e na ABRACICLO os modelos esperados para 2023, Sportster S (já está em pré-venda e em exposição no show room das revendas), Nightster e Low Rider ST ainda não aparecem na divulgação pela ABRACICLO como tendo iniciado produção, e por isso acho falsa essa primeira projeção de apenas 1.300 emplacamentos em 2023: no mínimo vai empatar com 2022.

Vale notar que a Royal Enfield com um catálogo de motos de cilindrada média vem performando muito bem e se torna dona de um nicho que as montadoras premium, exceção à BMW com sua linha de 310 cc, e as japonesas descuidam há muito tempo. Existe demanda para motos de média cilindrada no mercado brasileiro.

Voltarei a analisar as marcas premium quando a ABRACICLO divulgar os números do primeiro trimestre.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

ABRACICLO: fechando 2022

A ABRACICLO publicou os números finais da produção no ano de 2022 e ficou confirmado os números deprimentes da Harley-Davidson: 2.628 unidades produzidas.

Números que superaram a marca projetada de 2.500 unidades, mas ainda assim muito abaixo do que a marca vinha produzindo no Brasil até a troca do CEO da marca nos EUA, que tem uma estratégia de lucratividade com a margem de revenda ao invés da lucratividade pela escala de produção.

A HDMC tem uma capacidade ociosa em sua linha de produção brasileira (chegou a produzir 8.000 unidades em 2013 quando a HDMC assumiu a operação no Brasil no lugar do Grupo Izzo), mas a estratégia de causar escassez para aumentar a demanda não foi abandonada.

Espero que a marca retome suas marcas de 5.000 motos porque atualmente a HDMC Brasil produz um quinto do que produz a BMW, atual líder nesse segmento de motos premium.

A Royal Enfield, mesmo sendo uma marca tradicional não faz parte do segmento premium, mas serve como parâmetro de vendas, continua fora da ABRACICLO e não tenho como avaliar a produção da marca, mas pelo relatório de emplacamentos fornecido pela FENABRAVE tem crescido muito, com números bem perto da líder BMW, mostrando que vale a pena investir na escala de produção.

Para deixar postado, o número de emplacamentos fornecidos pela FENABRAVE mostra a BMW com 12.707 unidades emplacadas, seguida pela Royal Enfield com 10.126 emplacamentos, Triumph com 5.212 emplacamentos, HDMC com 2.032 emplacamentos e a Ducati com 1.098 emplacamentos.

Vale notar que a RE tem cerca de três anos no mercado, vende cerca de 90% das vendas da BMW, o dobro da Triumph e cinco vezes mais que a HDMC.

Voltando aos números de produção da ABRACICLO, a líder BMW vem 13.022 unidades produzidas, a Triumph vem 6.074 unidades produzidas, a HDMC vem com 2.628 unidades produzidas e a Ducati fecha a lista com 1.476 unidades produzidas.

Fazendo o balanço entre os emplacamentos e a produção a BMW tem um encalhe de cerca de 10%, a Triumph tem um encalhe de cerca de 15%, a HDMC tem um encalhe de cerca de 20% e a Ducati tem um encalhe de cerca de 25%.

Como não tenho visto nenhuma promoção anunciada, as montadoras vem mantendo essas unidades fora das revendas, mas em algum momento deste ano devemos ter alguma "desova" de estoque.

O top ten da HDMC ficou da seguinte maneira: a Pan America, que teve pré-venda em todo o primeiro semestre de 2022 (e mais um pouco) é a best seller do ano com 468 unidades produzidas seguida pela Fat Boy com 408 unidades, um empate na terceira colocação entre Road Glide Limited e Ultra Limited com 324 unidades, em quinto a Heritage com 234 unidades, em sexto a Street Glide Special com 162 unidades, em sétimo a Road King Special com 150 unidades, em oitavo a Low Rider S com 144 unidades, em nono a Fat Bob com 132 unidade e outro empate no décimo entre a Road Glide Special e a Breakout com 102 unidades.

A Road Glide CVO teve 24 unidades produzidas e ainda existem 2 unidades a serem vendidas.

A Sport Glide fica com o mico do ano, muito por ser a única com o motor M8 107, com apenas 54 unidades produzidas. O modelo saiu do catálogo americano e brasileiro, mas o motor M8 107 ainda está em produção para mercados especifícos.

Detalhe para a Low Rider S, que ficou fora da linha de produção em 2021 e só voltou a ser produzida, desta vez com o motor M8 117, no segundo semestre e mesmo assim conseguiu superar a Fat Bob, tradicional rival da Fat Boy.

A Fat Bob só não ganhou o mico do ano por conta do resultado da Sport Glide, que já era uma aposta minha para o mico de 2022

terça-feira, 18 de outubro de 2022

ABRACICLO: produção terceiro trimestre

 A ABRACICLO atualizou a produção de motocicletas até 30/9/22, completando o terceiro trimestre.

O ritmo de produção aumentou e mostra que as metas para 22 devem ser atingidas, mostrando um ano de recuperação em relação à 2021.

A exceção foi a Harley-Davidson que não deve cumprir a meta, mesmo com a entrada em produção da Pan America e da Road Glide CVO, mesmo chegando muito próximo e não podemos descartar que haja um aumento mais expressivo para atingir a meta.

A BMW segue líder no segmento produzindo 10.013 unidades, praticamente chegando aos números de 2021 (10.767 unidades).

A Triumph segue na segunda posição com 4.313 unidades produzidas.

A Harley-Davidson vem na terceira posição com 1.808 unidades produzidas.

A Ducati fecha o segmento com 1.008 unidades produzidas.

Projetando os números do terceiro trimestre teremos a BMW produzindo 13.350 unidades (meta são 12.000 unidades), a Triumph produzindo 5.750 unidades (meta são 5.500 unidades), a Harley-Davidson produzindo 2.400 unidades (meta sã0 2.500 unidades) e a Ducati produzindo 1.350 unidades (meta são 1.200 unidades).

A cumprir estas projeções, a Ducati mostra a melhor retomada entre as quatro montadoras: uma subida de 35% em relação à produção de 2021. A BMW mostra um subida de 25%, a Triumph mostra uma subida e 12% e a Harley-Davidson mostra 10%.

Quando analisamos os emplacamentos em números fornecidos pela FENABRAVE, a subida da Ducati não se justifica sem haver algum tipo de promoção por isso acredito que teremos um ritmo menor no quarto trimestre.

Com os emplacamentos posso adicionar a Royal Enfield ao grupo: a BMW emplacou 9.226 unidades, a Royal Enfiel emplacou 7.454 unidades, a Triumph emplacou 3.871 unidades, a Harley-Davidson emplacou 1.596 unidades e a Ducati emplacou 777 unidades.

Pelos números da FENABRAVE, a Royal Enfield é a montadora mais agressiva e já ultrapassou os emplacamentos de 2021 (6.538 unidades) com o detalhe que a Royal entrou no mercado com 2021 em andamento e não vendeu durante os doze meses como fizeram as demais.

A projeção de emplacamentos mostra números bem mais parecidos com as metas de produção e assumindo que as montadoras não queiram passar o ano com estoque no pátio, todas elas devem diminuir o ritmo de produção, com exceção da Harley-Davidson que deve manter o ritmo atual de produção.

As projeções para emplacamento mostram BMW com 12.300, Royal Enfield com 9.900, Triumph com 5.100, Harley-Davidson com 2.200 e Ducati com 1.050.

O Top Ten da Harley-Davidson tem a Fat Boy com 300 unidades, Ultra com 258 unidades, Road Glide Limited com 240 unidades, a Heritage com 168 unidades, a Pan America 156 unidades, a Fat Bob 132 unidades, a Street Glide com 120 unidades, a Road King com 108 unidades, a Low Rider com 96 unidades e  a Breakout com 86 unidades.

A CVO Road Glide Limited já aparece com 24 unidades produzidas e deve estar perto da cota para 2022.

Chamo a atenção para a Pan America: a Harley-Davidson começou a produzir a Pan America em agosto e em apenas dois meses já é o quinto modelo mais montado pela HDMC Brasil. De acordo com as informações que tive, a HDMC Brasil está produzindo apenas as motos já vendidas em pré-venda, ou seja, são motos que já estão vendidas.

Isso demonstra que a Pan America, salvo algum problema crônico (e não tenho lido nenhum relato que mostre isso), será um best seller na linha da HDMC Brasil e confirma a aposta que a montadora fez ao incluir em seu catálogo uma Big Trail estradeira.

Com as projeções para 2022 perto de serem confirmadas e os números de venda vou arriscar um "exercício de futurologia": para 2023 teremos a Nightster (mesma plataforma mecânica da Pan America) e a saída da Sport Glide, que vem vendendo pouco.

E para terminar: a Road Glide já está vendendo quase tanto quanto as "Electras": a soma da produção da Road Glide Special e Road Glide Limited chega a 318 unidades e a soma das Street Glide Special e Ultra Limited chega a 378, mostrando que os modelos estão dividindo as atenções da turma que gosta do som e carenagem na estrada.

Falta só a HDMC Brasil buscar uma estratégia de vendas baseada no volume de vendas porque o catálogo está se mostrando muito equilibrado pelas opções oferecidas.


sexta-feira, 29 de julho de 2022

ABRACICLO: produção do primeiro semestre

 A BMW segue líder do segmento premium, seguida pela Triumph, Harley-Davidson e Ducati. A Royal Enfield continua fora da ABRACICLO e não há números de produção.

Recorrendo ao site da FENABRAVE e consultando os emplacamentos no primeiro semestre verifica-se que a Royal Enfield vem conquistando mercado e já consegue emplacar quase tantas unidades quanto a BMW.

Vamos aos números: BMW produziu 6.126 unidades e tem como meta 12.000 unidades para 2022, a Triumph produziu 2.820 unidades e tem como meta 5.500 unidades, a Harley-Davidson produziu 1.020 unidades e tem como meta 2.500 unidades e a Ducati produziu 573 unidades e tem como meta 1.200 unidades.

Metas modestas perto do volume produzido pelas marcas populares, mas representam um ano de pequena recuperação em relação à 2021. Se cumpridas as metas, as montadoras terão uma produção 10% maior que o ano de 2021.

Voltando aos números referentes aos emplacamentos, onde posso incluir a Royal Enfield, temos a BMW com 5.616 emplacamentos seguida pela Royal Enfield com 4.539 emplacamentos, Triumph com 2.504 emplacamentos, Harley-Davidson com 990 emplacamentos e a Ducati com 500 emplacamentos.

O grande trunfo da RE vem sendo a Meteor 350 que vem respondendo por metade dos emplacamentos. Vale ressaltar que a Meteor não pode ser classificada como uma moto premium, embora seja uma custom de baixa cilindrada que atende bem uma fatia do segmento custom que praticamente não tem opções.

O top ten da produção da Harley-Davidson é o seguinte: Fat Boy (192), Limited (168), Road Glide Limited (156), Heritage (101), Fat Bob (87), Street Glide Special e Road King Special (ambas com 78). Breakout (54), Road Glide Special (53) e LRS (35).

Vale lembrar que não aparece nenhuma CVO produzida, embora tenhamos o modelo no catálogo 22 e a que a LRS vem sendo produzida em ritmo lento por ser o único modelo equipado com o M8 117 ci.

A Sport Glide, único modelo equipado com o M8 107 ci, vem perdendo espaço pela sua motorização menor e pelo pouco conforto oferecido a garupa, principalmente na comparação com a Heritage que tem motor 114 ci, alforges maiores e garupa mais confortável. É a candidata a ser o mico do ano.

A Pan America ainda não aparece na lista de modelos produzidos apesar de se encontrar em pré-venda, dando a entender que ainda não chegou nos patamares pretendidos para iniciar a produção.

E para concluir, com os últimos valores divulgados para os modelos Touring (K1600, R18 da BMW e Gold Wing da Honda), a Limited vai se tornando uma opção mais atraente para quem prefere usar uma Touring ao invés de uma Big Trail.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

HD 2022: tabela 2022 aparece nos sites dos dealers

 Levou algum tempo, mas a tabela sugerida em janeiro/2022 (veja aqui) começou a aparecer nos sites dos dealers com a chegada dos modelos 2022.

Ainda recebo e-mails com promoções a preço antigo em modelos 2021 e isso representa um economia interessante para quem está procurando HD zero, mesmo que não seja na cor desejada.

Se está criando coragem para encarar um financiamento, a hora é essa: você vai economizar cerca de 15% na compra de um modelo 2021 onde as diferenças entre os modelos se resumem à nova paleta de cores, sem nenhuma diferença mecânica, exceção à nova Low Rider S 117 e a Road Glide Limited CVO que ainda não chegaram aos dealers.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

ecos do Faster, Further no Brasil

Assim que o evento foi ao ar, o site da HDMC Brasil foi renovado e apareceram dois novos modelos no catálogo Brasil: a Low Rider S 117 e a CVO Road Glide.

Além da apresentação desses dois novos modelos, aparece no site a promessa de comercialização da Pan America no Brasil, abrindo caminho para os novos motores Revolution Max (já temos conversas sobre dealers organizando listas de espera para o modelo em agosto/22)

Eu não esperava essa ação rápida da HDMC Brasil, trazendo dois modelos com bastante procura nos EUA.

A chegada da CVO Road Glide vai atender uma parcela de proprietários da família CVO que estão secos por novidades, pois a HDMC Brasil não traz modelos CVO desde 2019.

Já a chegada da Low Rider S com o motor 117 está movimentando bastante os grupos de proprietários pelas novidades na motorização, até mesmo proprietários de Touring estão curiosos em saber se teremos pelo menos uma Street Glide ST para poder aproveitar o M8 117 nos "caminhões".

Infelizmente esses lançamentos vão ser para poucos: a HDMC Brasil traz tradicionalmente um número limitado de CVOs, e sempre com preços bem salgados, e não acredito que o fator "novidade" faça a Low Rider S conquistar seu lugar na preferência dos proprietários devido sua inspiração Club Bike e pegada mais esportiva, que não atraiu o consumidor tradicional de Harley-Davidson no Brasil.

De toda a forma, com a estratégia de preços que a HDMC Brasil vem fazendo, comprar uma Harley-Davidson 2022 vai exigir bastante do bolso dos proprietários.

A tabela Harley-Davidson válida a partir de janeiro de 2022 apresentou um aumento de cerca de 15% e ultrapassa a barreira dos R$100.000,00 para o "modelo de entrada", que para minha surpresa continuará sendo a Low Rider S mesmo equipada com o M8 117 (R$104.100,00) e a CVO, como esperado, será o modelo mais caro (R$ 246.700,00).

Ainda não vi nenhum dealer divulgando a tabela de janeiro/22, talvez por ainda estarem terminando com os estoques de 2021.

De toda a forma, com a colaboração de Dan Morel, segue a tabela com os novos preços. A Low Rider S segue indicando a versão com motor 114, mas o preço será válido para o motor 117, exceto se sair outra tabela antes da moto chegar aos dealers.