Mostrando postagens com marcador viagem em grupo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagem em grupo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

HD 115t: comentários finais

A exemplo do que fiz cinco anos atrás (relembre aqui), vou encerrar a série HD 115th anniversary event com uma análise final.

Qualquer viagem vale a pena, se for de motocicleta melhor ainda.

A entrada/saída dos EUA ficou simplificada com a adoção do controle automatizado.

O Giba novamente mostrou sua competência tratando de assuntos externos à viagem, como por exemplo prestando assistência a um colega do grupo que deixou a moto tombar no seu pé inviabilizando a viagem de moto (moto no caminhão e o piloto seguiu, conforme seu desejo, no carro de apoio), bons hotéis e boa estrutura para atender as diversas necessidades que foram pedidas antes mesmo de embarcar no avião. Mais uma vez sem queixas e para quem participou só teve a preocupação de montar na moto e aproveitar a viagem.

Pena que a maior parte da viagem foi em Interstates, os trechos mais agradáveis para pilotar foram as estradas vicinais.

Foi muito bom ter a companhia da Silvana na garupa nas cidades. 

E para terminar vou postar uma foto do grupo com quem partilhei os 3.600 kms subindo os EUA de sul a norte: da direita para esquerda estão Marinho, Carmelo, eu, Alvaro, Rogério e Mauro.


quinta-feira, 26 de julho de 2018

HD 115th anniversary celebration event: Milwaukee 2018

Entrando em ritmo de finalização de preparativos para participar do evento em Milwaukke.

Viagem marcada para 17/8 para fazer parte do grupo da Brazil Bike Travel pela segunda vez.

Este ano a viagem será mais "sossegada": apenas 3000 kms saindo da Luisiana (New Orleans) e subindo pelo Mississipi, Tennessee (Memphis, Lynchburg, Nashville), Kentucky, North Carolina (Robbinsville), Missouri (Saint Louis), Illiinois (Pontiac e Chicago) e Wisconsin (Milwaukee).

Serão 19 dias com várias paradas mais longas para poder conhecer a destilaria do Jack Daniels, visitar Graceland, fazer o tail of the Dragon durante o percurso até Milwaukee.

Provavelmente ficarei "mudo" durante a viagem, mas assim que chegar farei o relato.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

afinal, o que é um evento?

Já é notório o caso do Bodes do Asfalto que foi multado no Ceará sob a alegação de que estaria organizando um evento em rodovia federal sem a devida autorização, em infração ao art. 174 do CTB.

Segundo Tulio Dantas, membro do MC e amigo meu de BSB, não havia qualquer tipo de evento, mas sim um deslocamento do MC.

Ora, esse tipo de deslocamento é comum nos MCs, que marcam seus passeios para confraternizar ou fazer os passeios mandatórios das atividades dos mesmos. O próprio HOG organiza esses passeios semanalmente.

Essa novidade veio trazer insegurança a quem viaja em grupo, pois não havia uma definição do que seria um evento em estrada federal, deixando a cargo da autoridade policial definir, conforme a ocasião, o que seria um evento e impossibilitando que se viaje em grupo como já é uma prática usual entre os adeptos do moto-turismo.

Depois de muitas postagens, comentários e posicionamentos defendendo o deslocamento em grupo, a PRF soltou nota técnica endereçada aos policiais encarregados de fiscalização de transito para evitar múltiplas interpretações do que seria um evento em estrada.

A nota técnica 1/2017/DFTT/CGO pode ser acessada no site da PRF e não pretendo copiar a mesma na postagem, mas sim destacar alguns pontos que merecem maior esclarecimento da parte da PRF, apesar de entender que a nota técnica representa um avanço em relação à situação anterior onde nada era definido.

Inicialmente a nota técnica destina-se a criar base para evitar que a circulação da estrada seja perturbada por um evento e uniformizar a fiscalização desse tipo de evento (ítens 3.1 e 3.4 da NT).

Dentro dessa orientação a PRF, na falta de legislação complementar do Denatran, estabeleceu dois critérios (ítem 3.6 inciso I) cumulativos para que seja considerado um evento: causar problemas de circulação na rodovia e organização prévia visando um objetivo comum.

É sempre bom frisar que o ítem 3.6 inciso III afirma que o mero deslocamento de grupo de motociclistas ou ciclistas respeitando as normas e conduta especificadas no CTB NÃO constitui infração ao art. 174 do CTB, mesmo que o grupo esteja se deslocando em formação.

Outro ponto a frisar é que essa NT deve ser observada por todos os PRFs em serviço, conforme o ítem 4.1.

Se você for observar bem a NT, vai ver que a fiscalização não pode supor que houve uma organização para atingir um destino ou que o trem atrapalhe o transito, coisa fácil no deslocamento de qualquer trem com mais de dez motos, uma vez que o mero deslocamento não é motivo para autuar o trem.

Por outro lado um trem que não dá passagem, trafegando durante todo o trajeto na faixa da esquerda, ou que ostensivamente entra em conflito com outros usuários da estrada para não permitir que o trem seja "invadido" não estará em conformidade com as normas e condutas previstas no CTB e vai permitir ao policial autuar pelo artigo 174.

São os dois lados da moeda: nem o grupo tem todos os direitos sem nenhum dever e nem a autoridade policial pode autuar a seu bel prazer.

Espero que essa ocorrência no Ceará, que nos trouxe essa NT, seja um marco para que possamos usar as estradas com mais segurança. 

De nada vale uma viagem em grupo, onde cada membro se conduz de maneira individual. Do mesmo modo de nada vale uma viagem em grupo onde o grupo vai causando problemas ao longo da estrada.
É preciso cada vez mais se conscientizar de que viajar em grupo traz segurança ao grupo que assume a postura onde cada um se preocupa com o companheiro: seja não perdendo o companheiro de trás de vista ou seja evitando quebrar a formação, mantendo sempre as normas de conduta que são conhecidas de todos.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

andar em grupo

Tiradentes começa a "temporada de eventos" e muita gente combina de seguir para o encontro em grupo.

Para quem não tem experiência para viajar em grupo, o Bayer fez um resumo muito interessante e que pode ajudar aos novatos.

Percam um tempo e acessem o Old Dog neste link.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

detalhes na reunião mensal do HOG RJ

O HOG RJ, dentro do seu planejamento orientado pelo Chapter Director Artur Albuquerque, tem uma reunião mensal e a ata dessas reuniões é publicada na página do Chapter no Facebook.

Na ata desse mês constam dois detalhes interessantes: a constatação da baixa adesão dos veteranos ao evento HOG Brasil conforme já havia comentado antes (leia aqui) e resposta a uma reclamação de um calouro que não conseguiu acompanhar o ritmo do trem, ficando para trás e sendo acompanhado pelo cerra-fila do passeio.

A resposta segue a filosofia que sou defensor: se você não se sente confortável no trem, seja por não conseguir acompanhar o ritmo ou seja por querer impor um ritmo individual, deixe o trem. A segurança do trem depende da formação e o do respeito à regra.

A velocidade do trem é um compromisso entre a velocidade do mais lento e o esforço que o mais lento faz para evoluir e se aprimorar. 

O trem tem um ritmo estabelecido durante o briefing, leva em consideração a dificuldade inerente do deslocamento de grande número de motos e é algo "acordado" entre todos os participantes.

Se você acha que o trem vai te acompanhar durante todo o percurso, você precisa repensar seus princípios. É claro que ninguém pretende deixar um colega de viagem para trás, mas exige-se que todos tentem acompanhar o ritmo proposto. E não pense que o cerra-fila é o seu anjo da guarda: o cerra-fila tem um compromisso com o grupo e não pode abandonar o grupo para acompanhar um retardatário, no máximo irá até a próxima parada para acertar detalhes de quem irá acompanhar o retardatário para que possa voltar a desempenhar as funções para com o grupo.

Se isso não é possível, combine com amigos que estejam dispostos a acompanhar o seu ritmo ao invés de seguir um ritmo previamente combinado.

Experiência se adquire com a prática, e é a experiência que facilita a prática. É um círculo de aprendizagem e se não consegue executar, recomendo que deixe de lado a vaidade e o orgulho, indo em um trem mais lento até conseguir seguir confortável na velocidade limite da estrada (velocidade normalmente acertada para os deslocamentos em grupo).

Do mesmo modo, se o grupo grande te deixa inseguro, respeite seus limites e acerte viagens em grupos menores. Não são todos que sentem a vontade pensando que o colega da frente ou de trás vai conseguir evitar qualquer problema de percurso durante a viagem em grupo.

domingo, 12 de abril de 2015

HOG RJ: expedição Mendoza chega ao fim após 10.620 kms percorridos

Terminou a primeira viagem internacional de um HOG Chapter brasileiro pela América do Sul onde os participantes foram e voltaram com suas motocicletas participar do evento Harley Mendoza e esticando até o Chile, Lagos Andinos e retornando pelo Uruguai.

Antes desta viagem, o mesmo HOG RJ já havia feito uma viagem pela Flórida, com a organização da Brazil Bike Travel, em 2012 onde os participantes fizeram um passeio por Miami, Fort Lauderdale e Key West em motos alugadas.

A expedição foi conduzida e planejada pelo Diretor do HOG RJ, Artur Albuquerque, e está descrita em várias postagens na página no Facebook do HOG RJ, sendo várias postagens referentes à essa expedição compartilhadas pelos seguidores.

Existe um projeto de apresentar a expedição ao HOG Brasil para, em caso de interesse do marketing HDMC, ser publicada na revista do HOG.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Rider Pro oferece pacote para quem quer ir ao HOG Rally Caldas Novas

Rider Pro é a nova denominação do Rider Program, curso de pilotagem que é oferecido aqui no Rio.

O curso de pilotagem em baixa velocidade já é bem conhecido e já foram feitas duas edições do curso de pilotagem em estrada.

Com a proximidade do evento HOG Rally, os instrutores do Rider Pro, Newton Valle e Badá Barreto, estão montando um grupo com no máximo 12 motos e carro de apoio para ir a Caldas Novas com partida em 17/04 e retorno em 24/04.

A programação prevê pernoite em Ribeirão Preto na ida e Itatiba na volta, 5 noites no Di Roma International Resort, todas as diárias com café da manhã.

O ingresso para o evento deve ser providenciado pelo interessado, uma vez que os mesmos estão vinculados ao número HOG do participante.

Os instrutores farão parte do grupo e estarão à disposição não só para conduzir o grupo, mas também fazer observações sobre a condução na estrada.

Maiores informações pelo celular: 21 98814 0080

domingo, 12 de outubro de 2014

visita a Portugal

Como devem ter reparado o blog deu uma parada.

Consegui conciliar datas para fazer uma viagem com mais três casais de amigos e voltei a Portugal.

Portugal é destino bem conhecido por ter ascendência portuguesa e é sempre uma viagem muito agradável.

Percorri pouco mais de 3000 kms revisitando cidades conhecidas e fazendo alguns percursos diferentes.

Boa comida, boas estradas e paisagens variadas são os atrativos de Portugal, que aliado à presença dos amigos fizeram com que essa tenha sido uma excelente viagem.

Para quem gosta de viajar de carro ou moto, a Europa é um destino mais interessante que os EUA pela oportunidade de fazer o percurso em estradas menores ou pelas auto estradas onde as médias são bem mais altas que nos EUA.

Infelizmente não se pode alugar HD em Portugal e as escolhas acabam sendo limitadas aos modelos da BMW. Nós fizemos a viagem de carro pois tanto eu quanto outro amigo temos casa e carro na terrinha (o que já deixa a viagem mais barata).

As locadoras de motocicleta em Portugal não oferecem modelos da HD em parte pelo mercado reduzido que a montadora tem no país. Com apenas três lojas (Faro, Lisboa e Porto) que vendem juntas pouco mais de 100 unidades por ano, o mercado custom é pequeno e tem pouca demanda.

Nesse passeio vi apenas uma Sportster nas ruas e várias BMW e Honda (sempre Big Trails), mostrando bem o mercado português.

O custo de vida ainda não é proibitivo para viajar: se gasolina e pedágios são caros, a comida e alojamento são bastante acessíveis.

O GPS se mostrou um acessório necessário: embora conheça bem as principais rotas, o GPS me levou por outros caminhos mais curtos e mais rápidos que os caminhos conhecidos.

E isso tudo sem a barreira da língua estrangeira. Recomendo visitar Portugal e ver as raízes da nossa terra brasilis.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

HOG Rally Gramado 2014: inscrições encerradas e briefing carioca para a viagem

Quem entra no Hot site dedicado ao evento encontra publicado na aba inscreva-se que as inscrições estão encerradas e faz a chamada para o Harley Days em setembro (sem local definido e nada indica que teremos uma terceira edição no Rio de Janeiro).

Acredito que tenham sido encerradas por terem sido vendidos todos os passaportes, embora não existam maiores informações sobre o motivo para o encerramento das inscrições.

E há pouco mais de vinte dias do evento ainda não vejo grande movimentação entre os amigos mais chegados para ir a Gramado, me passando a impressão que teremos uma grande renovação de público para o evento HOG este ano.

Acompanho vários Chapters pelo Brasil através dos amigos que fiz nesse tempo de viagem com a Fat e vejo que a organização vem propondo várias soluções para os integrantes participarem do evento: desde a possibilidade de envio da moto por transportadora, translado via ônibus de Porto Alegre à Gramado para quem chega de avião e comodidades incluindo ônibus servindo como apoio a quem vai no trem de motos.

O Chapter RJ já tem seu trem organizado, faz briefing para os dois trens que estão sendo organizados, o primeiro saindo do Rio e o segundo saindo de Porto Alegre, no dia 24/04 às 19h30 no dealer carioca.

Para aqueles que estão inscritos, é contar os dias para a viagem.

domingo, 9 de março de 2014

sequencia na formação de Road Captain

Está programado o módulo M2 para a formação de novos Road Captains no HOG RJ.

Assim como o primeiro módulo, este módulo também terá como facilitador o Diretor do HOG RJ, Artur Albuquerque, e acontece no dia 27/03 (editado) às 19h30 no dealer carioca.

Esse módulo tem objetivo direcionado a aqueles que desejam fazer parte do staff do HOG RJ, com apresentação e uniformização das técnicas para conduzir um trem de motos.

Aqueles que já fizeram parte do staff do HOG RJ e quiserem participar também serão benvindos. Eu pretendo participar desse módulo.

Vagas são limitadas e a inscrição deve ser feita diretamente com a secretária do HOG RJ no dealer carioca.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

workshop M1 pilotagem defensiva - viajando em grupo

Participei ontem do primeiro módulo de pilotagem defensiva.

Com o Diretor Artur Albuquerque servindo como facilitador, o workshop transcorreu como uma palestra onde os apartes eram permitidos.

Muitas técnicas aprendidas com a prática de viagens pelas Américas, normas para se comportar dentro do trem do HOG e dicas para uma pilotagem mais segura.

Interessante para os calouros que nunca andaram em grupo, e principalmente para aqueles que pretendem viajar com o HOG.

Lembrando sempre que você não precisa andar no trem do HOG para participar dos passeios do HOG, principalmente com a divulgação antecipada das planilhas com pontos de parada e trajeto na página do HOG no Facebook, mas se decide participar do trem do HOG é fundamental que siga as normas para viajar em grupo.

A segurança do grupo depende do cumprimento das regras de viagem em grupo. Se você não as conhece, se informe. Se você não se adequar a essas regras, viaje no seu ritmo e do seu modo.

E mais um detalhe: se você não consegue acompanhar o trem ou acha que o trem está limitando sua pilotagem, deixe o trem e vá encontrar os colegas no próximo ponto de encontro ou destino. O importante, como o Artur gosta de frisar, é se sentir confortável na sua pilotagem.

Ride safe and keep riding!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

formação de Road Captains

O HOG RJ, dentro do mesma orientação do HOG Internacional, vai oferecer 4 módulos para formar novos Road Captains.

A formação sempre se deu pela experiência adquirida em viagens e passeios do HOG, mas o Artur Albuquerque tomou a iniciativa de criar módulos baseado na experiência adquirida nas viagens que fez e padronizar as instruções para que haja uma uniformidade de ações dos RCs em passeios e viagens do HOG RJ.

O Chapter Florianópolis também teve essa iniciativa este ano, criando seis módulos com base no Riders Program, onde o sexto módulo seria dedicado à formação do RC.

Aqui o treinamento será dividido nos seguintes módulos: M1 (Participar em Trens de Moto), M2 (Conduzir Trens de Moto), M3 (Conhecimentos Críticos) e M4 (Viajar de Moto).

Além de treinar os colegas que formarão o staff de estrada do HOG RJ em 2014, o Artur quer trazer os colegas que já participaram do HOG na função de RC para uma reciclagem e formação de equipe "ad hoc" para poderem conduzir um trem do HOG RJ em eventual necessidade.

Acho interessante participar, já fiz inscrição para o primeiro módulo, pois é sempre bom ouvir soluções de quem já passou pelos problemas.

Primeira edição do M1 acontece no dia 23/01/2014.

HOG RJ reinicia os cursos de pilotagem em grupo

Retomando a iniciativa de oferecer cursos para pilotagem em grupo, o HOG RJ está marcando para o dia 23/01/2014 o Workshop de Pilotagem Defensiva. Inscrições são limitadas e devem ser feitas por telefone.

Transcrevendo a postagem feita na página do HOG RJ no Facebook:

Vem aí o 1o Workshop para pilotagem defensiva e orientação para andar em grupo.

Teremos vagas limitadas, logo quem tiver interesse deve procurar a Priscilla e fazer a inscrição pelo telefone 3613-1111. 

Quem tiver feito a inscrição e não puder participar por favor libere a vaga para que outro possa aproveitar a oportunidade.

Ride Safe & Have Fun

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Punta del Este

Os grupos que partiram para Punta já estão por lá.

No caminho muita chuva, muito trânsito até chegar à Curitiba e mais alguma chuva que inviabilizou o plano de passar pela Serra do Corvo Branco.

E o detalhe mais interessante é que a maioria não irá ao evento, que serviu apenas como pretexto para fazer alguns milhares de kms.

No domingo começa a aventura da volta.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

a caminho de Punta del Este

Não sou eu (bem que gostaria, mas não há condição para este ano), mas já tem vários amigos indo para estrada e aproveitando o feriado de hoje.

Saiu hoje cedo um grupo aqui do Rio, onde vão vários amigos que fizeram a viagem dos 110 anos comigo, e estão a caminho de São Paulo.

Também saiu hoje cedo um grupo do HOG Ribeirão Preto e já devem estar fazendo o Rastro da Serpente pela hora que saíram.

Na sexta saí mais um grupo aqui do Rio com intenção de fazer o Rastro da Serpente e as serras catarinenses do Rio do Rastro e Corvo Branco no caminho para Punta.

Vou acompanhando pelas redes sociais. Esse ano, a festa vai contar com muitos brasileiros.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

HD 110th Experience: volta para casa

Com as últimas 90 milhas até Chicago para completar a passagem pelo nono estado americano (Illinois) o odômetro da viagem completou 2940 milhas (4704 kms). Highway durante todo o trajeto, pista dupla, sentido único.

Pedágio apenas no Illinois. O primeiro foi tranquilo: havia cobrança manual, mas o segundo foi complicado: unattended, ou seja cobrança automática com moedas em valor certo (não dá troco) e se você não tiver moedas, não consegue pagar.

Foi meu caso. Para as contigências desse tipo, você precisa anotar a licença do carro, estado da licença, hora da passagem, local da passagem e entrar na web para fazer o pagamento via cartão de crédito. Tem sete dias para isso, ao final do prazo é multado. Detalhe é que o site não aceita endereço fora dos EUA, eu usei como endereço o Aeroporto de Chicago e indiquei que o carro era alugado. Recebi e-mail confirmando o pagamento, sinal que o "jeitinho" funcionou.

Chegamos cedo no Aeroporto, mas preferimos não arriscar a entrar na cidade e ficar presos no trânsito. O check in no aeroporto é feito por você mesmo. Dei sorte, como haviam poucos passageiros naquele momento, pedi e recebi ajuda de um funcionário da US Airways que fez o check in.

Dentro do aeroporto ainda andamos bastante fazendo hora. Existe comércio variado e achei uma loja HD para comprar a última camiseta.

Embarque no horário, malas despachadas diretamente para o Rio (não faria novo check in) e estava preocupado apenas com a conexão: tempo muito curto entre as conexões e achei que teria que correr, mas não aconteceu. O processo de saída dos EUA foi simplificado e não precisei sair do terminal de passageiros e entrar novamente, a leitura do cartão de embarque vale como carimbo de saída do país e foi só sair de um avião e entrar em outro.

As aeronaves eram iguais às da ida (um B-767 e um A-321) e a viagem transcorreu sem incidentes.

Rodei a grande maioria das estradas com uma mini van da Chrysler: a Town&Country. Carro bem espaçoso, quase sempre com seis passageiros e algumas malas de consumo razoável para um motor de seis cilindros e 3 litros de capacidade do motor (23 mpg ou 9,5 km/l). Comprei um GPS da Garmin (Nuvi 42) que atendeu perfeitamente e nem precisei ligar meu Ipod no carro: ele tinha um rádio via satélite com programação 24h de rock de todos os tipos e épocas.

Pude experimentar e comprovar que não nasci para andar de Electra e suas primas Ultra e Street Glide. Serei candidato a uma Sportster 48 para fazer companhia à minha Fat e quando a Slim aparecer por aqui, pode ser que ela ocupe o lugar da Fat.

Vi muita coisa que só vi em filmes, joguei muita conversa fora e fiz uma viagem sem preocupação graças ao Giba e a Brazil Bike Tour que organizou um passeio agradável, sem problemas (e os que apareceram foram solucionados rapidamente pelo Giba) e sem estresse de longos deslocamentos.

Não fiz um check in ou check out: chegava no destino, pegava a mala e recebia a chave do quarto. Na saída sequer entregava a chave, levantava da mesa do café e pegava a estrada.

Para quem quer fazer turismo, curtir um passeio de moto e não se estressar, vale a pena pensar em viajar com a BBT. Fiquei satisfeito.

a caminho do 110th experience: Milwaukee

Ligação final e o planejamento marcou mais dois dias de estrada: cerca de 800 milhas, com pernoite em Sioux Falls em South Dakota e La Crosse no Wisconsin, ambos em hotéis BW até chegarmos em Milwaukee, Wisconsin.

Completamos 350 milhas até Sioux Falls, sem paradas, sempre pela I-90: uma estrada de grandes retas, pouco transito e algumas obras. Paramos três vezes para aliviar o forte calor e, diferente do calor do deserto de Nevada, umidade alta. A alta temperatura (perto de 40º), maior umidade e estrada monótona aumentou bem o cansaço.

Em Sioux Falls visitamos a J&L, dealer HD. Loja grande, com vários modelos 2014, mas ainda não vi o novo motor. Fiz ass test na Softail Breakout, prometida para o catálogo brasileiro em 2014, e gostei. A moto ao vivo mostra uma personalidade que as fotos da web não traduzem: roda traseira larga, suspensão dianteira lançada e mesa fina deixam a moto bem longa. A altura do banco é boa, o comando avançado e o drag bar deixam a moto bem confortavel para mim. A garupa é ruim, moto pensada apenas para o piloto e uma carona rápida. Vai ocupar muito bem o espaço deixado pela Blackline.

Também fiz ass test no Dyna Wide Glide e gostei. "Veste" melhor que a Fat Bob (que ficou muito feia com a reestilização) para mim. Meus braços não ficam tão esticados e o banco me deixa mais perto dos comandos. Coloco no mesmo patamar da Softail Slim, embora goste mais da Slim por ser mais baixa. Entra na lista dos modelos que fazem falta no catálogo brasileiro.

Além do dealer HD, fomos visitar o dealer Indian em Sioux Falls. Esse é um dealer multimarca, vendendo Honda, Yamaha, Polaris, Victory, Triumph e Indian. Por incrível que pareça não tinha nenhum modelo Indian lançado no início do mês.

Perguntei sobre as motos e eles me informaram que a Indian não trabalha com motos em consignação como as demais marcas que representam e por isso só vendem conforme recebem pedido. Se for desse jeito, acho difícil que o cacique vá incomodar o vôo da águia.

Mais 300 milhas e estavamos no último pernoite antes de Milwaukee: La Crosse no Wisconsin. A maior parte das 300 milhas foi feita em estradas de Minesota.

A paisagem foi mudando de grandes cultivos para cultivos menores, mais casas e árvores comforme atravessávamos o Minesota.

Como não paramos junto com as motos, acabamos fazendo menos uma parada e visitamos o dealer de Albert Lea Area: loja grande, atulhada de roupa e itens de life style em promoção. Acabei comprando uma bolsa de viagem para a roupa suja de 35 polegadas e rodízios pela metade do preço de tabela: melhor preço que achei para esse tipo de mala.

Achei um sensor que haviam me pedido, pastilhas de freio também pedidas e comemos cachorro quente com limonada por conta do dealer.

A estrada continuou bastante monótona, mas a temperatura amenizou graças à ausência do sol, com tempo nublado durante boa parte do tempo, a viagem rendeu melhor chegamos a La Crosse antes das 15h, cruzando o rio Mississipi.

Check in feito e lá fomos nós atrás do dealer HD de La Crosse: também uma loja completa, mas bem menos atulhada que a loja de Albert Lea.

La Crosse é uma cidade pequena a beira do Mississipi e chegar cedo nos permitiu apreciar o por do sol no rio Mississipi no bar do Hotel ouvindo um trio tocando rock e country, tivemos até Born to be Wild no repertório.

Saída bem cedo para Milwaukee no dia seguinte. Apesar do percurso pequeno, apenas 190 milhas, era necessário chegar cedo para pegar as credenciais e assistir o show de aniversário de 30 anos do HOG com Lynyrd Skynyrd.

Hospedados em um hotel no centro de Milwaukee, a milha e meia do Summerfest Park, com transfer do Hotel. A cidade é grande, bem diferente do que esperava. Muitos viadutos circulando o centro da cidade e o rio Milwaukee cortando o centro da cidade.

Arquitetura interessante, principalmente no centro da cidade. O Summerfest é um parque dedicado a comemorações e além da HDMC, outras indústrias estão na cidade como a Miller.

Milwaukee estava vivendo em função do evento HD 110th Anniversary, incluindo uma extensa programação do canal FOX local durante todos os três dias. Além do Summerfest, se viam outros locais onde ocorriam feirinhas com artigos para motos. Estivemos em um dos dealers locais, o House of Harley-Davidson, e a rua estava fechada para uma dessas feirinhas.

Havia festa acontecendo no HD Museum e até mesmo na fábrica com locais para visitar e fotografar.

Sobre esse dealer não deu para para ter uma impressão de como funciona normalmente. Com o evento, haviam muitos temporários, eles colocaram uma tenda para venda de produtos e a loja estava lotada. Ainda assim a venda de peça funciona como nenhuma outra que vi: não tendo a peça procurada, você pagava e recebia um invoice para a retirada na loja no dia seguinte. Dia seguinte, e não 24 horas depois. O Alexandre encomendou a peça que faltava para instalação de um mini ape na sua Ultra aqui no Brasil na hora do almoço e às 10h do dia seguinte a peça já se encontrava no dealer.

Além disso, ele havia comprado uma jaqueta em Siox Falls que havia ficado justa e conseguiu trocar por outra na House of HD. Detalhe: foi reembolsado da diferença de preço entre o valor pago a maior em Sioux Falls e o valor que a jaqueta era vendida na House of HD. Esse é um pós-venda que funciona.

Um belo fecho para uma bela viagem.

a caminho do 110th Experience: Black Hills

Outra ligação entre os parques de Yellowstone e Black Hills que o planejamento da viagem marcava nova divisão em dois dias: o primeiro com 390 milhas até Sheridan (Wyoming) com pernoite em um BW e o segundo com um pouco menos (270 milhas) até Rapid City (South Dakota) para passar duas noites, também em BW.

A rodagem do primeiro dia foi praticamente em auto estrada contornando Yellowstone: primeira parte em uma highway de pista simples com mão e contra-mão e a segunda parte em highway de pista dupla e sentido único. Piso bom, curvas apenas no início do dia, velocidade de cruzeiro alta (limites entre 65 e 75 mph) e muito frio pela manhã (termômetros das motos chegaram a marcar 40 F, perto de 5 C).

Paramos no dealer HD Beartooth em Billings (Montana), onde vi os primeiros modelos 2014 ao vivo. Não gostei da Fat Bob, a Wide Glide é uma moto que faria sucesso no Brasil (principalmente com a saída da Blackline), o Rushmore Project - novidade das Tourings - deixou a Ultra e a Street Glide com uma cara mais moderna, acerto da HDMC. Os novos morcegões foram melhorados aerodinamicamente e ganharam uma abertura para ventilação que parece direcionar o ar para a cabeça do piloto. O tourpack também foi modificado, me dando a impressão de estar maior. Alforges seguem iguais.

Não vi os novos motores, exclusivos das Ultras Limited. Pena.

Em compensação achei o sensor que faltava para a Fat.

A loja é grande e tem representação da Eagle Rider que permitiu a troca do pneu dianteiro na moto do Alexandre Marinho, já bem desgastado. Aliás a Eagle Rider também foi acionada para um defeito na moto do Carmelo: o regulador apresentou defeito na estrada e ele conseguiu que o dealer de Yellowstone rebocasse e fizesse o serviço, com o endosso da empresa. "So far, so good" para a BBT e a Eagle Rider.

No caminho passamos por Little Bighorn (Montana), local onde o 7º Regimento de Cavalaria EUA foi dizimado graças à arrogância do general Custer, que decidiu encarar uma desvantagem numérica de 10 para 1 e enfrentar Crazy Horse e 3000 índios. Até hoje o 7º de Cavalaria é estigmatizado dentro do US Army por essa batalha perdida.

Sheridan (Wyoming) é uma cidade pequena, basicamente servindo como ponto de alojamento para visitantes (vários hotéis na Main Street) e que acrescentou pouco à viagem, exceto uma boa cama. Acontecia um Rodeio na cidade, mas ninguém se animou a ir ver a festa.

No dia seguinte aturamos uma estrada mónotona até Rapid City (South Dakota), sempre em auto estrada de limites de velocidade altos, muitas retas e poucas curvas: muito bom para usar o cruise control. Chegamos e nos alojamos no BW, jantar em um Shopping perto do hotel que tinha várias opções de restaurantes: Red Lobster, Olive Garden e Outback.

Manhã seguinte começou com algum atraso: algumas motos tiveram problemas e foram levadas ao dealer HD em Rapid City para reparos, deixando alguns a pé. Solução foi alugar um outro carro para fazer os passeios. Eu estava com GPS e saímos antes que todos estivessem de volta para aproveitar o dia, conosco seguiram o PJ, Vonzodas e Willie, todos agregados por mim já que os conheço de São Paulo.

Visitamos o memorial Rushmore, onde estão esculpidos os quatro grandes presidentes dos primeiros 150 anos da república americana: Washington, Jefferson, Lincoln e Roosevelt.

Em seguida descemos para Deadwood, Sturgis, Hill City e memorial Crazy Horse onde está sendo esculpida no morro um estátua de Crazy Horse em seu cavalo. Em relação às esculturas dos presidentes, Crazy Horse será cerca de dez vezes maior. Em construção desde 1948, ainda está longe do final.

Sturgis ainda tinha vestígios do Rally acontecido no início do mês, onde a Indian apresentou seus três modelos. É uma cidade pequena, com uma avenida principal, muitos bares e hotéis menores. O dealer HD é grande e com muita coisa. Silvana fez a festa.

Já Deadwood tem mais vida turística, principalmente a Main Street com seus bares tradicionais, preservados como ainda estivesse no século XIX. Foi lá que aconteceu o assassinato de Wild Bill Hickok (correção feita pelo Tulio Dantas, leitor e colega forista do Fórum Harley. Valeu, Túlio!) e existe um marco lembrando isso. Cidade de velho oeste, com vários museus lembrando isso. Existe um dealer HD que é apenas uma boutique.

Hill City é a menor das três, com apenas uma rua e a atração principal é o dealer HD, também apenas boutique.

Durante o Rally de Sturgis (primeira semana de agosto), essas três cidades ficam recheadas de HDs, rodando entre elas.

Wyoming e South Dakota parecem se incomodar menos com o ruído dos escapes esportivos e já ouço o ruído que estamos acostumados no Rio.

Ligação entre Rapid City e Black Hills foi feita em auto estrada, mas a maior parte do passeio foi feita em estrada por dentro das cidades e parques, com velocidade menor e várias curvas completando um trajeto de quase 150 milhas.

Nesse passeio experimentei a Ultra Electra Glide que estava com o Alexandre Marinho: por melhor que seja a moto, não é meu número. Senti falta do vento na cara: por conta do morcegão e das perneiras, o vento apenas turbilhona em volta sem bater no piloto. Não é isso que eu penso como pilotar uma motocicleta.

Some a isso a falta da visão próxima (só tinha visão cerca de dois metros a frente) e a sensação de estar fechado em compartimento fica completa.

Sei que muito se acostumam, mas encarar uma Electra só acontece se a Silvana quiser voltar a andar de moto.

Em termos de pilotagem,  a Electra é uma moto muito dócil rodando. Saindo da imobilidade requer atenção e força para colocar os quase 400 quilos em pé. Muito confortável, tanto para o piloto quanto para o garupa e se comportou muito bem nas curvas de Black Hills. A gente precisa acostumar com o maior número de informações que o painel fornece e a comodidade da eletrônica e conjunto de som.

A Ultra é mais alta que a Electra (andei nas duas nesta viagem), mas a ergonomia não precisa de grandes ajustes (wind shield mais baixo, talvez o da Street Glide, e um banco mais cavado devem deixar a moto "no jeito"). A Electra "vestiu" melhor, bastando um windshield mais baixo.

Também experimentei a Street Glide: o vento dança menos em minha volta e com o windshield mais baixo a cabeça balança mais já que o vento se concentra no capacete ao invés de bater no corpo todo por conta do morcegão. Esse balanço da cabeça incomoda. Das três é a que menos esquenta, mas continuo perdendo a visão próxima.

O motor TC 103 responde bem, mas esquenta mais que o da Fat. Mesmo rodando sentia o calor sendo dissipado no tanque de óleo. Parado em cruzamento ou sinal, sentia a batata da perna esquentar quando encostava na tampa da primária, fato que não acontece na Fat. De toda forma atende bem os objetivos de rodar muitos quilômetros.

Boas motos, mas como disse antes, não é meu  número, principalmente a Ultra. Realmente estou na turma do "menos é mais".

Até este momento, já ultrapassamos a marca de 2.000 milhas rodadas, e ainda falta chão até Milwaukee.

a caminho do HD 110th Experience: Yellowstone National Park

Tivemos um trecho longo de ligação entre os parques de Zion/Bryce e o próximo parque: Yellowstone, mais de 500 milhas para percorrer.

O planejamento da BBT dividiu essa ligação com dois pernoites: em Ogden (Utah) e Jackson (Wyoming) até a entrada de Yellowstone.

O primeiro dia foi de auto-estrada: 240 milhas até Ogden, uma cidade que serviu de esconderijo para os gangsters no final da repressão da Lei Seca.

No caminho visitamos o dealer HD em Lindon (Utah): aTimpanogos. Outra loja onde o Giba conseguiu um desconto para o grupo nas compras de motorclothes e acessórios. Ainda não foi dessa vez que encontrei o sensor para a Fat.

Nessa loja fiz o ass test em três modelos exclusivos do catálogo EUA 2013 que acho muito interessantes: as Sportsters 48, 72 e a Softail Slim. Dessas três apenas a Sportster 48 foi prometida para o catálogo brasileiro em 2014, um pena.

Sobre as Sportsters dá para dizer que a 72 tem menos detalhes a serem resolvidos: a pintura candy não me agrada. Comando avançado e guidão mini ape resolvem bem a ergonomia para o meu uso, mesmo não sendo a minha preferência pelo mini ape. O banco solo não dá muito apoio à lombar e talvez precise de alguma modificação.

A 48 é mais interessante, tanto pela pintura sólida, quanto pelos espelhos invertidos. O banco é o mesmo da 72 e vale pensar em alguma coisa para apoiar a lombar, embora o guidão esteja em uma posição que me deixa com os braços esticados e precise de um riser maior ou talvez um mini-ape. Comando avançado, rodas mais largas e o tanque pequeno me atraem muito, sendo o modelo das Sportsters que mais me atrai.

Comparando as duas com a Sportster XL1200 Custom, a 48 tem a mesma base e talvez o riser da custom seja a solução para a ergonomia dela. Já a 72 é uma solução bem mais conhecida, deixando o diferencial para o aro 21 e os pneus de perfil baixo. São motos "pequenas" na comparação com as "gordas", mas vale o conceito, principalmente para a 48, onde menos é mais.

A Softail Slim é uma moto que me faria encarar os problemas do pós-venda HDMC novamente. Moto baixa, guidão confortável e banco na posição certa deixam a ergonomia muito próxima da minha Fat. Vale a troca do riser e a colocação das Highway Pegs. O motor TC 103 e o ABS são atrativos extras para uma moto cujo estilo é o meu preferido. É uma substituta para minha Fat, não seria uma parceira porque são muito parecidas.

Sobre a loja em si, gostei. Montada na estrutura de uma fábrica antiga, com salão amplo e muito espaço para motos novas e usadas. Estava presente toda a linha 2013 e já esperavam os lançamentos 2014 para o final de semana.

A seção de motorclothes era grande, com muita variedade e muitos itens do HD lifestyle (até churrasqueira tinha).

Em Ogden, terminamos o dia em uma cervejaria a 25th Street bem interessante: a Rooster's Brewster. Não bebi, mas os amigos que estavam comigo gostaram de algumas das cervejas fabricadas lá e uma entrada de camarão em molho de queijo é excelente. O molho não precisa nem do camarão.

Pernoite em hotel BW Plus para saída em direção a Jackson.

A ligação seguinte (250 milhas) foi feita por estradas menores, mas com cenários mudando rapidamente: deixamos o Utah, passamos por um pedaço do Idaho para chegar ao Wyoming.

O Idaho é um estado essencialmente agrícola, e passagem por este estado incluiu longas retas até voltarmos a passar pela National Forest, voltando a passar entre morros e vales.

A chegada em Jackson trouxe uma paisagem cinematográfica, de montanha com um rio no fundo do vale.

Jackson é uma cidade movimentada: muita gente fazendo turismo para conhecer a região, que no inverno funciona como uma estação de esqui. Tem uma boutique HD, nada de peças ou oficina.

Hospedagem no The Lodge, hotel muito confortável inspirado em um alojamento de caça, com muita madeira e muitos animais empalhados, coisa que vi muito em outros locais na cidade também, incluindo na steak house que jantamos.

Saindo de Jackson, passamos por dentro do Grand Teton National Park rodando 40 milhas dentro do parque e entramos no Yellowstone National Park pela entrada sul para fazer o South Loop.

Grand Teton e Yellowstone são parques florestais, bem diferentes de Zion e Bryce onde o canyon era a vista principal, e aqui a atração é a vida selvagem.

Vimos gamos, um alce e um bisão no passeio dentro do parque. Parada para fotos do lago e geisers (o Old Faithfull ficou para o dia seguinte) e a paisagem mudou do vermelho dos canyons para o verde das árvores.

Para poder visitar melhor Yellowstone, ficamos em um BW por duas noites em West Yellowstone (Montana), cidade pequena que parece viver da venda de souvenirs de Yellowstone. Perto de Jackson, West Yellowstone parece uma cidade fantasma, sem atrativos além de uma galeria de tiro onde vários colegas experimentaram pistolas, revólveres e fuzis. Eu preferi seguir a recomendação do Hélio Rodrigues Silva e firmei o caráter junto com o Carmelo bebendo uma garrafa de Jack Daniels Old nº 7 e outra de Single Barrel. Lógicamente tivemos a ajuda dos demais companheiros conforme a sessão de tiro se encerrava. Foi uma noite de conversa fiada e muita risada.

O dia seguinte foi usado visitando o Old Faithfull, um geiser que entra em erupção a cada hora e meia jorrando sua água quente diariamente e fazendo o North Loop para ver mais da fauna em Yellowstone marcando mais 300 milhas no odômetro da viagem.

Comparando os dois lados de Yellowstone: o lado sul tem a predominância de geisers, com o enxofre impregnado no ar, e o lado norte mostra uma floresta mais densa onde é possível ver mais da fauna presente no parque. Infelizmente não tivemos a oportunidade de ver um urso pardo ou lobos, mas conseguimos encontrar com uma manada de bisões e ver como os cervos convivem com os moradores em Tower Roosevelt, onde uma fêmea e dois filhotes pastavam no jardim de algumas casas sem serem incomodados.

a caminho do HD 110th Experience: Bryce National Park

Saindo do Zion National Park, seguimos por estradas secundárias até Bryce National Park.

Estradas de mão e contra-mão, grandes retas onde a paisagem rural é predominante. O Bryce é um parque natural como Zion, mas ao invés de estar na garganta do canyon, está na borda permitindo uma visão do alto, e que visão!

Depois de alguns atrasos pelo tempo (chegamos a pegar chuva de granizo), conseguimos acessar dois mirantes muito interessantes: Sheeps Creek e Bryce Point.

Sheeps Creek está mais na lateral e permite uma visão limitada, já Bryce Point tem uma vista privilegiada de todo o Canyon. Vale a visita.

Saindo de Bryce pernoitamos em Richfield (Utah) completando 230 milhas nesse dia.

Hospedagem em outro BW. Detalhe foi a chegada: chuva e vento lateral fazendo as Electras balançarem na estrada.  Anote-se que apesar disso, todos seguem satisfeitos com as motos, elogiando bastante os TC 103.

Visitando Richfield para jantar descobrimos uma Steak House, a Steve's Steakhouse, excelente, que nos recebeu para jantar mesmo a trinta minutos do final do expediente: um excelente jantar para coroar as 230 milhas do dia.

Pelo que sempre comentam sobre os restaurantes, ser atendido no final do expediente e sem problemas desfez um preconceito sobre o mau atendimento nos EUA. Até agora não tivemos problemas e fomos sempre bem atendidos.