quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Harley-Davidson apresenta seu line up para 2021

Ontem foi feito o lançamento oficial da linha 2021 da Harley-Davidson, catálogo enxugado segundo a estratégia Hardwire de excluir redundâncias.

Muito já foi apresentado com antecedência por Dan Morel em seu blog e o lançamento oficial se transformou em mero filme promocional da marca sem detalhar modelos e mudanças.

O site já está devidamente atualizado, inclusive o site brasileiro, e lá se pode ver com mais detalhe o line up, opções de cor, opções de motorização e preços praticados nos EUA (no site HDMC Brasil não foram veiculados os preços).

A família Sportster segue viva com a Iron 883, Iron 1200 e Sporstster 48 agrupadas sob a aba Street.

A família Softail apresenta a motorização 107 na Standard, Slim e Super Glide, e a motorização na Low Rider S, Street Bob, Fat Bob, Fat Boy e Heritage agrupadas sob a aba Cruiser com exceção da Heritage que está na aba Touring

A família Touring apresenta a motorização 107 na Electra Glide Standard, Road King, Road Glide e Street Glide, e a motorização 114 na Road King Special, Road Glide Special, Street Glide Special, Road Glide Limited e Limited agrupadas sob a aba Touring.

Na aba Touring também se encontra a família CVO com motorização 117 na CVO Street Glide, CVO Road Glide e CVO Limited.

Os modelos tradicionais terminam na aba Trike com o Freewheeler, Tri Glide Ultra e CVO Tri Glide.

As novidades ficaram por conta dos veículos elétricos Livewire e as bicicletas elétricas Balance Bikes para crianças e Ebicycles (a Serial no.1) para adultos.

A Pan America tem lançamento previsto para amanhã e entra em pré-venda e a High Performance Custom, projeto baseado na motorização da Pan America, começa a aparecer, mas falam em lançamento oficial apenas em 2022.

No site HDMC Brasil encontramos a família Softail com seis modelos (cinco na aba Cruiser e a Heritage na aba Touring) e a família Touring com cinco modelos.

A motorização 107 segue viva no Brasil com a Sport Glide e todos os demais modelos utilizam a motorização 114: as Softails Low Rider S, Breakout, Fat Bob, Fat Boy e Heritage, e as Tourings Road King Special, Street Glide Special, Road Glide Special, Road Glide Ultra e Limited.

Maiores detalhes podem ser vistos acessando o site HDMC.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Low Rider S: apenas um FOB?

Chegou no e-mail uma pergunta sobre o FOB da Low Rider. O colega demonstrava irritação com a sua Fat Boy 107 por ter recebido apenas um FOB ao invés dos dois como sempre havia recebido.

Na entrega da moto o Marcelinho fez a tradicional explanação mostrando detalhes da moto, entrega das chaves, ferramentas para regular a suspensão, manual, capa para moto (cortesia da Rio HD) e trocando o segredo do Security System.

O que ele chamou a minha atenção: a Low Rider S não tem chave de ignição como a Road King Special (a moto liga no corta corrente na presença do FOB), apenas um FOB (a HDMC deixou de entregar um FOB reserva), a bateria já vinha preparada para utilizar o Battery Tender com o rabicho colocado para fora da tampa, a existência de duas chaves da tranca da direção (a reserva está presa na pasta do manual) e detalhe para a mudança do formato da chave da tradicional chave de tubo para uma chave com o segredo em 3D, ausência de sirene no Security System (agora o alarme aciona apenas os piscas), porta USB já instalada na coluna da direção abaixo da linha do tanque (para quem usa o celular no suporte é uma mão na roda) e a regulagem da mola da suspensão traseira através de ferramenta para dar aperto no conjunto ao invés da catraca que vem embaixo ou do lado direito do banco.

Para meu uso ter um FOB reserva nunca foi detalhe relevante, mas confesso que sinto falta da chave de ignição. Já não gostava de não ter chave de ignição quando usei a CVO, mas é simplesmente por hábito.

Na reclamação do colega, o fato de não ter recebido um segundo FOB mostrava descaso pelo cliente. Eu não vejo assim. É uma economia em escala de produção que não significa grande coisa em uma moto, mas faz diferença para o fabricante na produção de milhares de motos, basta ver o exemplo da Apple ao deixar de fornecer fones de ouvido e carregadores para IPhone 12.

Está registrada a insatisfação do colega por não receber dois FOBs.

Low Rider S: buscando melhorar a ergonomia

Com o comando avançado surge o problema da postura mais relaxada, já que as pernas ficam mais esticadas e a coluna naturalmente se acomoda em uma posição mais reclinada.

O riser original é reto para deixar o guidão em uma posição esteticamente melhor com a adoção da fairing no farol.

Detalhe do riser na foto abaixo:


Detalhe do guidão compondo o estilo club bike com o fairing no farol na foto abaixo


Minha primeira tentativa foi girar o guidão para dentro a fim de ganhar uma polegada em relação à posição original: é soltar o clamp e girar o guidão, fazendo os devidos ajustes nas manetes.

O resultado pode ser visto na foto abaixo.


Eu tenho um encosto de lombar que usei na RKS. Esse encosto de lombar é fabricado pelo Erê e tem ajuste com velcro por baixo do banco.

A ideia do encosto da lombar na Low Rider S não tem muito função na lombar porque o banco original é cavado e tem bom suporte para a lombar.

Mesmo assim coloquei o encosto para ver se jogava a posição para frente, permitindo flexionar o braço em manobras de baixa velocidade quando o piloto esterça completamente a moto.

É muito simples, basta tirar o banco e prender a cinta de velcro e como o encosto estava em casa, fiz a tentativa, mesmo achando que não teria resultado prático.

Detalhe do encosto preso no banco na foto abaixo.

Como já previa, o resultado prático foi praticamente nulo. Esse encosto fica preso, mas não fica posicionado, devendo ser colocado na posição certa sempre que o piloto se mexe e com a espessura bem fina na parte que se acomoda no banco era apenas uma encheção de saco a mais na hora de sair. Além de ficar bem feio.

Foi devidamente retirado e guardado.

No momento, a solução do ajuste no guidão é a melhor sem precisar de grandes investimentos além de uma chave allen. Vou aguardar a entrega do kit cortesia HD antes de buscar um riser curvo para substituir o original, que me parece ser a melhor solução para manter guidão e banco original.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

comando avançado: o que mudou



Mudou o conforto de ter a perna mais esticada, mas piorou o engate das marchas e encontrar o Neutro.

Como diria Jack, vamos por partes: poder andar com a perna esticada melhora muito a minha ergonomia no uso da moto. Alivia o quadril e o joelho e permite rodar sem maiores incomodos, tal e qual sempre fiz usando os highway pegs nas motos anteriores.

Tem a contrapartida: a posição mais relaxada cobra um preço na coluna, que passa a ficar mais curvada e a lombar recebe maiores impactos, que espero resolver alterando a regulagem da mola na suspensão traseira.

A ciclística da moto não mudou porque a geometria é a mesma, mas a posição de pilotar fica alterada. Para mim é a volta da diversão porque já é minha posição preferida desde os tempos da Vulcan em 1997.

Já a parte mecânica sofreu um pouco. Com o varão que ligar o pedal ao trambulador na caixa de marcha, passar marcha ficou mais "seco" e acaba ficando mais duro, além de dificultar encontrar o Neutro quando para no sinal com a marcha engatada, coisa que normalmente não faço porque já vou baixando as marchas conforme vejo o sinal amarelando ou sei que vou parar a moto (é muito mais fácil achar o Neutro com a moto andando do que com ela parada).

Como a troca dos comandos foi meramente substituir peças, acredito que regular a embreagem para o novo comando é uma providência necessária.

Já o pedal de freio, que também precisa ser regulado pois está baixo desde que peguei a moto (ajuste a ser resolvido em revisão), melhorou muito com a posição mais inclinada.

Eu pretendia comprar um crash bar para proteger a moto, mas o comando avançado inviabilizou o modelo que estava negociando, por enquanto segue sem qualquer tipo de engine guard.

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

e Dan Morel segue apresentando a linha HD 2021

 Dessa vez foi a Road Glide Special, confirmando os rumores que ele mesmo já havia postado anteriormente.

Pequenas mudanças para integrar as Tourings com as CVOs dentro da filosofia de diminuir redundâncias entres os modelos.

Para assistir o vídeo acesse aqui.

Low Rider S: primeiras impressões

 



A primeira impressão foi que precisava abandonar o comando central.

A moto gosta de manter o giro acima da marca de 2000 rpm, ao contrário da RKS que aceitava bem rodar abaixo dessa marca. A consequência prática é trabalhar mais com a caixa de marchas.

O motor 114 enche bem mais rápido que o motor 107 que usei na RKS.

A embreagem por cabo é o paraíso para quem vem da embreagem hidráulica, principalmente para as manobras em baixa velocidade.

Frenagem eficiente. A Low Rider S vem equipada com discos flutuantes e o ABS é independente, ao contrário do ABS Reflex das Tourings, sem maiores problemas porque nunca adotei o uso de apenas um freio no uso da RKS.

As suspensões são firmes, mas ainda dá para sentir pancada no fundo da coluna em buracos. Vou olhar a regulagem (segundo o manual deve estar na posição zero) e buscar uma regulagem com maior carga na mola.

A ciclística da Low Rider S é excelente: a melhor que já usei até agora nas HDs e o menor peso em relação às Tourings que vinha usando nos últimos cinco anos me fizeram pensar porque ainda insistia em andar com as Tourings, fato que pode ser revisto quando usar a moto na estrada.

Mas, como disse logo no início, o comando central não funciona para mim. Fico com a perna mais dobrada e acabo bem dolorido tanto no joelho quanto no quadril.

Com uma semana de uso fui na HD para ver a posição da Sport Glide, outro modelo bastante elogiado, e ver o que poderia ser feito para melhorar. No "ass test" a posição do comando avançado da Sport Glide me deu maior conforto e com a cortesia da Rio HD, dei uma volta e bati o martelo pela troca dos comandos na Low Rider S.

A HDMC tem em seu catálogo um extensor para comando avançado para ser usado no comando original da Sport Glide, mas não é o caso.

Além do comando original da Sport Glide, a HDMC tem em seu catálogo o comando avançado que equipa a FXDR/Fat Bob que é preto e se adequa melhor ao estilo dark da Low Rider S.


A Rio HD tinha para pronta entrega o kit para troca, instalava na hora e já pendurei mais uma no cartão de crédito. O kit instalado ficou em R$ 3.966,00.

Apenas para ilustrar o kit para comando avançado da Wings Custom para a Street Bob, que deve ser o mesmo da Low Rider S (não consultei), ficava em cerca de R$3.100,00 com frete para o Rio. Somando ao valor para trocar os comandos, que estimo em 10% do valor do comando, chegamos a cerca de R$3.400,00, cerca de 15% mais barato.




voltando as duas rodas: Low Rider S

 


Vendi a RKS (relembre aqui) em um momento pouco oportuno dentro do mercado de HDs pois logo em seguida a HDMC atualizava a tabela para recompor a defasagem cambial deixando os preços das motos novas bem fora da minha expectativa dentro do cenário econômico gerado pela COVID 19.

Fiquei sem perspectiva de voltar a rodar com uma RKS, as zero subiram cerca de 25% e as usadas anunciadas são raras e subiram bem.

Avaliando uma solução provisória recebi ofertas para motos dentro do patamar de R$25.000 como Fat Boy TC88 e Sportsters 12/13 e colocando um pouco mais Fat Boy EVO e Sportster 48 14/15. Todas opções interessantes, mas eu não tinha a liquidez necessária para negociar e fui vendo e procurando.

Em dezembro a HDMC iniciou uma promoção para vender Low Rider S, em seguida iniciou promoção para vender Fat Boy 107 e Sport Glide, todos com entrada de 30% e taxa 0,78% com prestação reduzida e valor residual a ser pago no final. A Low Rider S ainda contava com um kit conforto que inclui guidão Reach, banco confort (que pela foto parece ser o Sundowner) suporte e pedaleira para a garupa.

Eu já tinha lido boas recomendações sobre a Low Rider S no Fórum HD e o empurrão que faltava para encarar novamente o carnê foi o bônus que a Rio HD deu para a compra do modelo.

Inicialmente o bônus foi veiculado para troca de moto e financiamento dentro das condições veiculadas, mas conversando com o Marcelinho, vendedor que me atende desde os tempos que ele recebia motos para serviço na oficina do Grupo Izzo, foi estendido o bônus para a compra sem troca de moto e financiamento na mesma taxa, porém sem prestação reduzida porque não interessava pagar o valor residual.

Apenas para ilustrar, o valor residual que reduz o valor da prestação mensal leva a moto para um valor final maior que se você fizer o financiamento tradicional. No caso da Low Rider S subia 5,4%.

O chamado financiamento balão só interessa ao profissional que trabalha em empresa com participação nos lucros no fim do exercício financeiro pois recebe um valor extra que compensa a menor despesa mensal no fluxo de caixa, ou para quem pensa em trocar de veículo ao final do financiamento entregando o veículo antigo como parte do pagamento para quitar o financiamento anterior e usar o saldo como entrada para veículo novo.

Entraram os recursos que esperava, o valor da moto menor permitindo a entrada no valor que esperava gastar em uma moto usada e um carnezinho um pouco mais elástico e a Low Rider foi para a garagem no lugar da RKS.

Uma solução provisória por um tempo maior do que eu pretendia, mas definitivamente mais interessante.