sábado, 18 de outubro de 2014

HDMC divulga o catálogo 2015

Dentro do esperado, a HDMC divulgou seu catálogo de modelos para 2015 para coincidir com o evento São Paulo Harley Days, e muito provavelmente quem for ao evento verá em primeira mão os novos modelos.

A maioria das "novidades" anunciadas pelo Dan Morel se confirmou: a chegada da Softail Breakout, da Dyna Low Rider e as CVO Street Glide e Limited. Apenas a Dyna Street Bob não havia sido comentada por ele.

Da mesma forma, a continuação da motorização das Softails e Dynas com o TC96, mantendo o TC103 apenas para as Tourings, foi outra previsão que o Dan Morel acertou na mosca.

Eu acertei a saída da Sportster 883R e Dyna Super Glide Custom: os números dos dois modelos eram fracos e tudo apontava para a descontinuação de produção. Além desses dois a Dyna Switchback também foi descontinuada no Brasil, uma pena pois o modelo oferecia um ótimo custoxbenefício para quem procurava uma moto pronta para viajar por um preço mais acessível.

O catálogo 2015 encontra-se publicado no site HDMC Brasil, incluindo os preços sugeridos para esses modelos.

Todos os modelos tiveram seus preços reajustados. O reajuste ficou perto de 3%, com a maioria abaixo disso, mas alguns modelos tiveram reajustes maiores como foi o caso da Deluxe (4%), VRSC (4,5%), Touring (5%).

A Street Glide teve um aumento bem maior: 8,5%, mas o modelo trazido esse ano é a Street Glide Special que conta com o infotainment utilizado na Ultra Limited (tela touch scren, saída de aúdio mais forte e GPS).

Detalhando as famílias vemos que as Sportsters perderam a 883R e ganharam apenas novas cores para a Sportster 48 (azul) e Sporster XL1200Custom (também azul e pintura bicolor).

A família Dyna perdeu dois modelos (Super Glide Custom e Switchback) e ganhou outros dois (Low Rider e Street Bob). A Fat Bob ganhou nova cor (azul) e teve seu assento modificado, que pode trazer mais conforto para os baixinhos, será preciso um "ass test" para comprovar.

Os dois novos modelos da família Dyna são os mais interessantes para o meu gosto. A Street Bob é inspirada em uma Bobber, com guidão mini-ape, motor dark, filtro ar redondo e pedaleira central. Está praticamente pronta para um banco de molas. Fiquei em dúvida se a moto será vendida com banco do garupa: todas as fotos mostram a moto com banco solo, mas as pedaleiras do garupa aparecem nas fotos. Esperar para ver fotos do evento ou a chegada do modelo nos dealers. Além das cores tradicionais, aparece o azul exclusivo dos modelos 2015.

A Low Rider é meu lançamento preferido: estilo retrô, console com conta-giros, banco com opção de encosto suplementar e comando central ligeiramente mais avançado (pelas fotos parece que adiantaram o comando em 2 polegadas), além da possibilidade de regular o guidão na fixação do riser deixam a moto bem ajustável para pilotos de qualquer altura. Pena que mantiveram o motor TC96 ao invés de trazer o 103 do mercado americano. Tem sugestão de preço bem perto da Fat Bob, e bem mais barata que uma Softail, e some-se o fato de ser novidade, o modelo tem tudo para ser um best seller em 2015. Também conta com a pintura azul e traz um verde brilhante como opção de cor.

A família Softail ganhou um modelo: a Breakout e as demais apresentam apenas a pintura azul como novidade.

A Softail Breakout é esperada com alguma ansiedade por conta da Breakout CVO que foi muito bem vendida apesar do alto preço das versões CVO. O modelo traz o motor 96 no lugar do 110, mas tem a mesma ciclistica (aro 21 na frente, aro 18 com pneu 240 na traseira, perfil baixo, entre-eixos grande). Os aros são em liga leve, mas bem diferentes dos aros da CVO. O estilo chopper com banco baixo, comando avançado, guidão drag bar pode ser um problema para um piloto mais baixo. No "ass test" que fiz em Milwaukee no ano passado não me senti muito a vontade, apesar de plantar os dois pés no chão. Fiquei muito esticado e provavelmente teria de modificar o banco, já que o guidão original serve de fixação para o painel de instrumentos e qualquer modificação de riser ou guidão traria a necessidade de modificar o painel. O tanque segue a tendência da Blackline: limpo e com apenas a tampa do tanque, sem medidor de combustível, deixando a superfície assimétrica. O preço foi uma surpresa para mim: os modelos FX (a Breakout é a FXSB) costumam ser as mais baratas da família Softail e dessa vez será a mais cara: preço sugerido de R$58.700,00. Vamos ver se a influência do preço da CVO (quase R$96.000,00) vai deixar esse preço mais atraente.

As VRSC mudaram apenas a pintura, incluindo o verde brilhante e o azul exclusivo 2016 para a Night Rod Special..

E as Touring também mudaram apenas pintura e tiveram a versão da Street Glide modificada para a Special, com acabamento mais parecido com o acabamento da Limited e usando a mesma versão do infotainment, acompanhado pelo maior aumento percentual do catálogo 2015.

Pena que a Limited Low não veio para o Brasil.

Mistério desfeito para 2015, é começar a buscar sua HD.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

HOG RJ divulga o briefing para o trem SPHD

Acessando a página do HOG RJ no Facebook já se pode ver a planilha com as paradas planejadas para o trem que sai na sexta feira e volta no domingo.

Para quem quiser se agregar ao trem na passagem pela Dutra, a saída está marcada para 6h00 do Posto Ipiranga no Terminal Alvorada (Barra da Tijuca) estando previsto o primeiro agrupamento após o pedágio da Linha Amarela, seguindo para o primeiro ponto de encontro na Dutra (posto Belvedere logo após o primeiro pedágio), com parada de 30 minutos. Hora prevista para essa parada entre 7h30 e 8h00.

O segundo ponto de encontro na Dutra é o Graal Itatiaia, logo após a entrada para Penedo, também com 30 minutos e hora prevista entre 9h30 e 10h00.

Terceiro ponto de encontro será em Pindamonhagaba e o quarto ponto de encontro será na SP-070 (Carvalho Pinto) no Posto Frango Assado, seguindo direto para São Paulo rumo aos hotéis sugeridos (IBIS Barra Funda e Morumbi).

A volta será no domingo, com ponto de encontro no IBIS Barra Funda às 10h00 e paradas no Frango Assado da Carvalho Pinto, Pindamonhagaba, Itatiaia e Piraí.

Se você decidiu participar do evento e ainda não tem ingresso, há ingressos à venda na Rio Harley-Davidson.

Boas Estradas.

domingo, 12 de outubro de 2014

quando a crítica não é ofensa

Bayer postou em seu blog um chamamento a razão dos apaixonados pela marca e pelo mito Harley-Davidson.

Quando se comenta um defeito, mostra-se uma solução ou mostra-se que a realidade é diferente do marketing não significa depreciar a marca ou a tradição e muito menos os produtos HDs. É simplesmente mostrar que não se deixa de ver os defeitos por gostar de uma marca.

Vou transcrever a postagem que ele intitula "Carta aberta aos leitores do blog" (http://olddogcycles.com/2014/10/carta-aberta-aos-leitores-do-blog.html) por concordar completamente com a postagem. Quem se interessar em acompanhar o debate nos comentários, visite o Old Dog Cycles.

Segue a transcrição:

De uns tempos pra cá, é cada vez mais comum eu receber em posts antigos (especialmente os do tempo em que a Izzo representava a Harley) comentários apaixonados de proprietários de HD defendendo a Harley, como se o Old Dog Cycles estivesse em algum tipo de cruzada contra a Harley.

A maioria dos leitores aqui entende o blog, mas acho necessário fazer uma ressalva para quem acompanha há pouco tempo.

Caso não tenha ficado claro, este é um blog voltado para Harleys, Bobbers, Choppers, antigas e Cafe Racers. Recentemente, as BratStyles e o Baixo Custom entraram na pauta.

Dentre eles, o mais discutido aqui, com mais de 1.000 posts contabilizados, é a Harley-Davidson. E isso acontece justamente porque eu, Bayer, o responsável por esta porra aqui, sou proprietário de HDs há mais de 10 anos. Ando de moto há 21 anos, tenho carta há 18, e desde que comprei a minha primeira HD nunca mais deixei de ter uma na garagem. Aliás, teria tido uma antes se a minha condição financeira permitisse.

Ando com outras marcas, testo motos, uso uma scooter, assisto corridas, mas meu coração sempre volta para o V2 refrigerado a ar de Milwaukee. Venho de uma família americana, que inclui veteranos da Segunda Guerra Mundial, então o mundo das HDs, Indians, Motoclubes e afins sempre correu muito forte em minha veias. O american made sempre contou sim, pontos a favor nas minhas contas.

Mas ser apaixonado pelos modelos, pela engenharia, pela história e tradição de uma marca, a ponto de levar isso para o meu estilo de vida e me fazer gastar muito do meu tempo livre trazendo informações para outros apaixonados, não é o mesmo que ser cego e não enxergar os problemas de pós venda, especialmente de uma marca que se posiciona como Premium no Brasil.

Como um executivo da própria HD me disse uma vez: “É complicado trabalhar aqui, pois os clientes se consideram os guardiões da marca e do que ela representa.”

No Brasil, por causa da cultura do futebol, as pessoas tendem a “torcer” pelas coisas. Um time pode ser péssimo, mas ai de quem falar mal. Um partido pode ser corrupto, mas ai de quem falar mal dele. É preto e branco, branco e preto.

Mas o mundo é feito de tons de cinza. E apesar de eu ser completamente apaixonado por motos, e ter um grande carinho pela Harley, eu não vou virar “torcedor”. Vou sim criticar o que está errado, e elogiar o que está certo.

Afinal, quem me culpa de criticar a HD, esquece quantos posts foram dedicados às novas ideias da empresa, como a linha Street e LiveWire, ou explicando a tecnologia e contando importância histórica dos modelos da marca. Quantos novos proprietários não vieram me contar pessoalmente, ou nos comentários, como eu ajudei eles a entrarem nesse universo. Sem falar que foi aqui que surgiu o post “Vamos esclarecer algumas coisas“, que volta e meia é postado nos fórums de Harley e Customs quando surge uma discussão sobre a marca.

Muitas das análises que faço sobre aqui sobre o marketing da Harley e outras marcas, não são críticas negativas, são análises. E elas são feitas por uma pessoa que trabalhou por muitos e muitos anos nessa área, e esteve do outro lado da mesa em reuniões que envolviam estratégias de muitas das marcas comentadas aqui. Sem falar que eu conto apenas o que qualquer profissional envolvido na área está careca de saber…

A Harley mora no meu coração. Tento não focar apenas nelas pois o mundo do motociclismo e da customização é muito maior do que isso. Mas esperar que eu seja como várias publicações da grande mídia, e ser chapa branca, só elogiando, não faz sentido. Ainda mais quando tudo o que rola aqui, sai do meu bolso, sem patrocínio de nenhum fabricante de motos.

Como disse o saudoso Aldous Huxley:

“Fatos não deixam de existir só porque foram ignorados.”
― Aldous Huxley

Rodoanel em São Paulo perto de sua conclusão

Wilson Roque postou em seu blog hoje sobre a utilização do Rodoanel paulista.

Esse sistema de estradas visa evitar que o tráfego de passagem cause mais problemas ao transito na capital paulista, evitando que seja necessário atravessar as marginais para seguir para litoral ou interior paulista.

Vale a leitura:http://wilsonroque.blogspot.com.br/2014/10/rodoanel-nova-alternativa-para-cruzar.html

É sempre bom poder evitar trafegar por São Paulo.

Motor TC96 continua na ativa em 2015

Com  a tradicional colaboração do Dan Morel, já está praticamente afastada a possibilidade do motor TC103 aposentar o TC96 no Brasil.

O motor mais novo continuará exclusividade da família touring e o TC96 continuará equipando Softail e Dyna em 2015. Essa motorização será exclusiva para o mercado brasileiro e japonês.

Os demais países da América Latina já contam com o TC103 nas famílias Softail e Dyna desde o início deste ano.

As novidades para 2015 serão mesmo apenas a entrada da Softail Breakout, Dyna Low Rider e as Limited e Street Glide CVO, além da adoção da Street Glide na versão Special que conta com o infotainment com a versão touch screen.

Não se sabe até quando o TC96 seguirá com sobrevivendo, mas a cada ano menos mercados recebem essa motorização, sem falar na reforma na planta de York, indicando que essa motorização está perto do final, mas parece que o local do funeral será mesmo o Brasil.

São Paulo Harley Days: evento HOG em programação extrae

Para quem vai ao SPHD, foi publicado na fun page do HOG RJ no Facebook o evento pré SPHD destinado apenas à membros do HOG.

Vai acontecer na sexta-feira 17/10 no Bar Brahma Aeroclube que fica bem perto do local do evento SPHD: av, Olavo Fontoura 650 das 20 às 24h.

O evento terá show com as bandas T-Ale e Rock The Night, tem consumação mínima de R$35,00 por pessoa e para participar é preciso estar com sua anuidade HOG em dia, dando direito a levar um acompanhante.

Esse evento HOG é organizado pelo dealer paulista Autostar e HOG São Paulo.

visita a Portugal

Como devem ter reparado o blog deu uma parada.

Consegui conciliar datas para fazer uma viagem com mais três casais de amigos e voltei a Portugal.

Portugal é destino bem conhecido por ter ascendência portuguesa e é sempre uma viagem muito agradável.

Percorri pouco mais de 3000 kms revisitando cidades conhecidas e fazendo alguns percursos diferentes.

Boa comida, boas estradas e paisagens variadas são os atrativos de Portugal, que aliado à presença dos amigos fizeram com que essa tenha sido uma excelente viagem.

Para quem gosta de viajar de carro ou moto, a Europa é um destino mais interessante que os EUA pela oportunidade de fazer o percurso em estradas menores ou pelas auto estradas onde as médias são bem mais altas que nos EUA.

Infelizmente não se pode alugar HD em Portugal e as escolhas acabam sendo limitadas aos modelos da BMW. Nós fizemos a viagem de carro pois tanto eu quanto outro amigo temos casa e carro na terrinha (o que já deixa a viagem mais barata).

As locadoras de motocicleta em Portugal não oferecem modelos da HD em parte pelo mercado reduzido que a montadora tem no país. Com apenas três lojas (Faro, Lisboa e Porto) que vendem juntas pouco mais de 100 unidades por ano, o mercado custom é pequeno e tem pouca demanda.

Nesse passeio vi apenas uma Sportster nas ruas e várias BMW e Honda (sempre Big Trails), mostrando bem o mercado português.

O custo de vida ainda não é proibitivo para viajar: se gasolina e pedágios são caros, a comida e alojamento são bastante acessíveis.

O GPS se mostrou um acessório necessário: embora conheça bem as principais rotas, o GPS me levou por outros caminhos mais curtos e mais rápidos que os caminhos conhecidos.

E isso tudo sem a barreira da língua estrangeira. Recomendo visitar Portugal e ver as raízes da nossa terra brasilis.