Wilson Roque postou em seu blog hoje sobre a utilização do Rodoanel paulista.
Esse sistema de estradas visa evitar que o tráfego de passagem cause mais problemas ao transito na capital paulista, evitando que seja necessário atravessar as marginais para seguir para litoral ou interior paulista.
Vale a leitura:http://wilsonroque.blogspot.com.br/2014/10/rodoanel-nova-alternativa-para-cruzar.html
É sempre bom poder evitar trafegar por São Paulo.
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domingo, 12 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de abril de 2013
trajetos alternativos
Quem anda com o HOG RJ, como
é meu caso, já conhece os destinos e as estradas mais frequentes:
Petropólis/Itaipava pela BR-040; Teresopólis pela BR-116, Nova Friburgo pela
RJ-116; circuito Teresopólis/Friburgo pela RJ 130; Angra dos Reis/Parati pela
BR-101; Região dos Lagos pela RJ-124 e Penedo pela Dutra.
Ano passado o HOG RJ fez
alguns trajetos alternativos para destinos conhecidos e alternativos como a
RJ-149 para Rio Claro no churrasco do Jacir e a RJ-122 para o Bate&Fica em
Cachoeiras de Macacu.
E vale bem a pena explorar
as estradas fluminenses. Fiz alguns dos roteiros sugeridos no Rio Riders
sozinho por não ter disponibilidade nos dias marcados pelo grupo e já sugeri
alguns roteiros também, além de alguns feitos de carro com a família.
Por sugestão do Marcelo
Melodia, vou listar roteiros e deixar como sugestão e para me lembrar de
fazê-los. Companheiro certo para esses roteiros é o próprio Melodia, mas tenho
certeza que mais gente se anima a fazer esses roteiros.
Basicamente são roteiros
para quem gosta de rodar e não fazer apenas roteiros com gastronomia
comprovada.
O primeiro é um roteiro que
fiz duas vezes esse ano: uma vez de moto em janeiro e outra vez com a família
de carro: Visconde de Mauá. Já foi assunto de uma postagem e a inspiração para
o “Rabo da Lagartixa” foi Hélio Rodrigues. Cerca de 500 kms seguindo pela Dutra
até Penedo e lá acessando a RJ-163 até Visconde de Mauá. Não chega a 40 kms de
Penedo até Mauá, mas vale a estrada.
O segundo fiz há alguns anos
e vale a repetição: Lumiar via estrada Serramar. São quase 400 kms seguindo
pela BR-101 na direção norte até Casimiro de Abreu, subindo a RJ-142 (estrada
Serramar) até Lumiar e voltando por Muri (seguindo a RJ-142), acessando a
RJ-116 em Friburgo, descendo até a RJ-122 de Cachoeira de Macacu até Guapimirim
e voltando pela BR-116/BR-040 até o Rio. O Rio Riders fez uma variação desse
roteiro (voltam direto pela RJ-116 até a BR-101 para voltar ao Rio pela Ponte
Rio-Niterói).
O terceiro é uma variação de
um trajeto que o Newton Valle fez no Rio Riders: entrocamento da BR-354 e
BR-485 na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. São cerca de 500 kms indo
e voltando pela Dutra até Engenheiro Passos e de lá subindo para o sul de Minas
Gerais pela BR-354. O trecho da BR-354 é sinuoso e bastante movimentado.
Alternativa é a BR-485 entrando por Itaipava, mas o piso está em pior estado de
conservação.
O quarto é uma idéia que
ainda não coloquei em prática: Três Rios pela BR-393, mas saindo do Rio pela
TransOeste e voltando pela BR-040. Serão quase 500 kms e a ideia é fazer a
TransOeste completa, sair pela BR-101 até Mangaratiba, subir a serra do Piloto
pela RJ-149 até Rio Claro, seguir para Barra do Piraí pela RJ-145/RJ-137 e lá
acessar a BR-393 para chegar à Três Rios, voltando direto pela BR-040.
E o último é um roteiro
histórico: Caminhos da Corte que vem a ser parte do caminho feito por D.Pedro I
em 1822 saindo do Rio para São Paulo, onde proclamou a independência. É o “iron
butt” dos roteiros, com quase 600 kms. Para começar esse roteiro é preciso ir
pela Dutra até o km 34 da parte paulista na altura de Cruzeiro e seguir pela
Rodovia dos Tropeiros (SP-068) passando por Silveiras, Areias, S.José do
Barreiro no Parque da Bocaina, Arapeí e Bananal. Seguir pela RJ-139/RJ-155 até
Rio Claro e descer a serra do Piloto pela RJ-149 até Mangaratiba, BR-101,
TransOeste até a zona sul do Rio, ou não descer por Rio Claro se mantendo na
RJ-157 até a Dutra (o que encurta bastante o “iron butt”: 500 kms)
Boas ideias para aproveitar
os dias secos e frios que vem pela frente, mesclando com passeios do HOG que
gosto de fazer como Miguel Pereira (RJ-125) que ainda não foi feito, os eventos
de Penedo e Tiradentes, empadas em Nogueira e esfihas em Juiz de Fora no
Salva-Terra.
E se alguém perguntar o que a
gente faz nesses lugares, pode responder: “a gente faz a volta”.
sábado, 27 de abril de 2013
Destinos fluminenses
Em termos de estradas, o Rio de Janeiro não tem os privilégios de São Paulo, onde a malha rodoviária é composta por estradas com boa conservação e contam com várias rodovias com pistas duplicadas com até 4 faixas.
Por aqui as rodovias em padrão paulista se limitam às ligações com São Paulo (Dutra - BR-116) e Minas Gerais (BR-040). As demais tem conservação variando de ruim à muito bom, dependendo da época que foram reformadas, e normalmente são em pista única com faixas de mão e contra-mão.
Quem vem de São Paulo segue pela Dutra até o final e deve sair para a Linha Vermelha a fim de evitar a Av. Brasil, o mesmo acontece com quem vem de Minas pela BR-040 que também deve acessar a Linha Vermelha.
Na Linha Vermelha o visitante tem duas opções: ou segue até o final e acessa a Zona Sul do Rio pelo Tunel Rebouças, ou acessa a Linha Amarela até o final para chegar na Zona Oeste via Barra da Tijuca. Essas são as entradas mais comuns do Rio.
Muitos leitores perguntam o melhor caminho para chegar à Costa Verde (Angra dos Reis) e Região dos Lagos (Cabo Frio e Búzios).
A Costa Verde, para quem vem do sul, tem acesso vindo pela Dutra, ao chegar em Piraí (km 237) e acessa a RJ-137/RJ-139 retornando à Angra pela BR-101. Eu recomendo um caminho alternativo, e bem mais agradável: ao invés de seguir pela RJ-139, ao chegar em Rio Claro, acesse a RJ-149 e desça até Mangaratiba, seguindo pela BR-101 até Angra dos Reis. A RJ-149 foi toda reformada e o trecho da BR-101 entre Mangaratiba e Angra dos Reis proporciona paisagens excelentes, sem falar que é um trecho bem conservado da BR-101.
A escolha natural para esse destino, a BR-101 saindo de Santos ou a partir do litoral Norte paulista, é bem mais vagarosa e perigosa passando por várias localidades menores e enfrentando muitas lombadas. Não recomendo.
Quem vem de Minas Gerais vai ter de vir ao Rio de Janeiro para acessar a BR-101 em seu início pela av. Brasil, trecho complicado, mas a alternativa (BR-393 a partir de Três Rios, até Volta Redonda e de lá acessar a Dutra) é longa e cansativa. Não recomendo.
A Região dos Lagos, para quem vem do sul e de Minas Gerais, precisa passar pelo Rio de Janeiro. Ao acessar a Linha Vermelha, vai ter acesso à Ponte Rio-Niterói e seguindo pela BR-101 até a Via Lagos (RJ-124) e de lá seguindo até Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. O maior cuidado é na Via Lagos, que apesar de bem conservada e ter duas faixas em cada pista, não conta com mureta divisória e acontecem alguns acidentes por conta de veículos invadindo a contra-mão. Passar por ali durante a noite é contar com muitos faróis altos nos olhos.
A alternativa para não entrar no Rio de Janeiro de quem vem do sul é acessar a BR-395 em Volta Redonda, seguir até Três Rios voltando pela BR-040 e andar muito pelas serras fluminenses para descer a Rio-Friburgo (RJ-116), acessando a BR-101 e a Via Lagos. Quem vem de Minas tem o trabalho facilitado por já estar na BR-040, mas vai seguir pelas serras até Nova Friburgo, tal e qual quem vem do sul. Alternativa longa, cansativa e com várias estradas com conservação deficiente. Não vale a pena.
Por aqui as rodovias em padrão paulista se limitam às ligações com São Paulo (Dutra - BR-116) e Minas Gerais (BR-040). As demais tem conservação variando de ruim à muito bom, dependendo da época que foram reformadas, e normalmente são em pista única com faixas de mão e contra-mão.
Quem vem de São Paulo segue pela Dutra até o final e deve sair para a Linha Vermelha a fim de evitar a Av. Brasil, o mesmo acontece com quem vem de Minas pela BR-040 que também deve acessar a Linha Vermelha.
Na Linha Vermelha o visitante tem duas opções: ou segue até o final e acessa a Zona Sul do Rio pelo Tunel Rebouças, ou acessa a Linha Amarela até o final para chegar na Zona Oeste via Barra da Tijuca. Essas são as entradas mais comuns do Rio.
Muitos leitores perguntam o melhor caminho para chegar à Costa Verde (Angra dos Reis) e Região dos Lagos (Cabo Frio e Búzios).
A Costa Verde, para quem vem do sul, tem acesso vindo pela Dutra, ao chegar em Piraí (km 237) e acessa a RJ-137/RJ-139 retornando à Angra pela BR-101. Eu recomendo um caminho alternativo, e bem mais agradável: ao invés de seguir pela RJ-139, ao chegar em Rio Claro, acesse a RJ-149 e desça até Mangaratiba, seguindo pela BR-101 até Angra dos Reis. A RJ-149 foi toda reformada e o trecho da BR-101 entre Mangaratiba e Angra dos Reis proporciona paisagens excelentes, sem falar que é um trecho bem conservado da BR-101.
A escolha natural para esse destino, a BR-101 saindo de Santos ou a partir do litoral Norte paulista, é bem mais vagarosa e perigosa passando por várias localidades menores e enfrentando muitas lombadas. Não recomendo.
Quem vem de Minas Gerais vai ter de vir ao Rio de Janeiro para acessar a BR-101 em seu início pela av. Brasil, trecho complicado, mas a alternativa (BR-393 a partir de Três Rios, até Volta Redonda e de lá acessar a Dutra) é longa e cansativa. Não recomendo.
A Região dos Lagos, para quem vem do sul e de Minas Gerais, precisa passar pelo Rio de Janeiro. Ao acessar a Linha Vermelha, vai ter acesso à Ponte Rio-Niterói e seguindo pela BR-101 até a Via Lagos (RJ-124) e de lá seguindo até Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. O maior cuidado é na Via Lagos, que apesar de bem conservada e ter duas faixas em cada pista, não conta com mureta divisória e acontecem alguns acidentes por conta de veículos invadindo a contra-mão. Passar por ali durante a noite é contar com muitos faróis altos nos olhos.
A alternativa para não entrar no Rio de Janeiro de quem vem do sul é acessar a BR-395 em Volta Redonda, seguir até Três Rios voltando pela BR-040 e andar muito pelas serras fluminenses para descer a Rio-Friburgo (RJ-116), acessando a BR-101 e a Via Lagos. Quem vem de Minas tem o trabalho facilitado por já estar na BR-040, mas vai seguir pelas serras até Nova Friburgo, tal e qual quem vem do sul. Alternativa longa, cansativa e com várias estradas com conservação deficiente. Não vale a pena.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
sair do Rio está cada vez pior
Comecei o ano com algum tempo livre e pude fazer alguns passeios curtos no entorno do Rio e pude constatar a dificuldades em sair (ou chegar) no Rio.
Os acessos passam todos pela Av. Brasil ou Linha Vermelha, foi criada a opção da Transoeste, a Transcarioca está em construção e a idéia é criar vias expressas para evitar que se cruze a cidade, contornando até chegar à melhor entrada/saída.
A Transoeste vem muito bem até chegar no viaduto da Via Nove. Daí em diante você pode ou não ter trânsito pesado e com certeza encontra trânsito pesado a partir do Cebolão. Nesse trajeto você encara o viaduto do Joá com tráfego controlado e o tunel do Grota Funda que caiu o revestimento do teto.
Já a Linha Vermelha está saturada, com piso bem gasto e os engarrafamentos são constantes por conta do acesso à Ponte e as saídas para a Ilha, BR-040 e Dutra.
A av. Brasil tem um panorama ainda pior que a Linha Vermelha, com transito urbano em toda a extensão.
Com isso tudo, você percorre miseravelmente 60 kms em vias sobrecarregadas, de piso gasto e com forte tráfego urbano. Mas tudo bem, você vai pegar a estrada e vai melhorar. Desculpe, mas isso não vai acontecer.
A BR-040 tem forte tráfego até o pedágio e o piso piora sensivelmente na subida da serra até Petropólis. A estrada só melhora depois da passagem de Duques a 85 kms da Zona Sul do Rio de Janeiro.
A BR-116 na direção norte passa pelo início do trânsito da BR-040 em Caxias e também só melhora depois do primeiro pedágio em Piabetá, quando o tráfego urbano cessa e nisso você já rodou outros 80 kms da Zona Sul do Rio.
Se o caminho passa pela Dutra, a estrada só aparece depois do pedágio em Seropédica, outros 90 kms da Zona Sul. Até chegar nesse ponto é tráfego urbano e obras para a criação da pista marginal.
A BR-101 não tem panorama melhor: no sentido norte a gente encara a Ponte, a Rio-Manilha e antes de passar por Itaboraí a estrada não rende, a 85 kms da Zona Sul do Rio. Se vamos no sentido sul, o tráfego urbano vai até Itaguaí a 80 kms da Zona Sul do Rio.
Ou seja, para conseguir aproveitar estradas no Rio é preciso encarar pelo menos 80 kms de transito urbano, com motoristas trafegando com carros sem manutenção, mal educados e achando que a motocicleta só serve para atrapalhar.
No último sábado estive em Nogueira, destino comum para quem tem pouco tempo para aproveitar uma estrada e em 210 kms de trajeto, 170 foram de acesso ao bom piso da BR-040 depois de Duques, ou seja, em um passeio de 2 horas e meia (ida e volta) só curtimos a estrada por 20 minutos.
Com o calor que estamos aturando é preciso muita disposição para sair do Rio.
Os acessos passam todos pela Av. Brasil ou Linha Vermelha, foi criada a opção da Transoeste, a Transcarioca está em construção e a idéia é criar vias expressas para evitar que se cruze a cidade, contornando até chegar à melhor entrada/saída.
A Transoeste vem muito bem até chegar no viaduto da Via Nove. Daí em diante você pode ou não ter trânsito pesado e com certeza encontra trânsito pesado a partir do Cebolão. Nesse trajeto você encara o viaduto do Joá com tráfego controlado e o tunel do Grota Funda que caiu o revestimento do teto.
Já a Linha Vermelha está saturada, com piso bem gasto e os engarrafamentos são constantes por conta do acesso à Ponte e as saídas para a Ilha, BR-040 e Dutra.
A av. Brasil tem um panorama ainda pior que a Linha Vermelha, com transito urbano em toda a extensão.
Com isso tudo, você percorre miseravelmente 60 kms em vias sobrecarregadas, de piso gasto e com forte tráfego urbano. Mas tudo bem, você vai pegar a estrada e vai melhorar. Desculpe, mas isso não vai acontecer.
A BR-040 tem forte tráfego até o pedágio e o piso piora sensivelmente na subida da serra até Petropólis. A estrada só melhora depois da passagem de Duques a 85 kms da Zona Sul do Rio de Janeiro.
A BR-116 na direção norte passa pelo início do trânsito da BR-040 em Caxias e também só melhora depois do primeiro pedágio em Piabetá, quando o tráfego urbano cessa e nisso você já rodou outros 80 kms da Zona Sul do Rio.
Se o caminho passa pela Dutra, a estrada só aparece depois do pedágio em Seropédica, outros 90 kms da Zona Sul. Até chegar nesse ponto é tráfego urbano e obras para a criação da pista marginal.
A BR-101 não tem panorama melhor: no sentido norte a gente encara a Ponte, a Rio-Manilha e antes de passar por Itaboraí a estrada não rende, a 85 kms da Zona Sul do Rio. Se vamos no sentido sul, o tráfego urbano vai até Itaguaí a 80 kms da Zona Sul do Rio.
Ou seja, para conseguir aproveitar estradas no Rio é preciso encarar pelo menos 80 kms de transito urbano, com motoristas trafegando com carros sem manutenção, mal educados e achando que a motocicleta só serve para atrapalhar.
No último sábado estive em Nogueira, destino comum para quem tem pouco tempo para aproveitar uma estrada e em 210 kms de trajeto, 170 foram de acesso ao bom piso da BR-040 depois de Duques, ou seja, em um passeio de 2 horas e meia (ida e volta) só curtimos a estrada por 20 minutos.
Com o calor que estamos aturando é preciso muita disposição para sair do Rio.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
as estradas que a Fat percorreu
A viagem do Rio a Florianópolis tem várias opções. A nossa escolha foi a mais direta.
Eu e o Marinho saímos do Rio na quarta para pernoitar em São Paulo: Dutra até Taubaté e de lá pelo complexo da SP-070 (Carvalho Pinto/Ayrton Senna). Estradas conhecidas, ambas pedagiadas, assim como seus problemas: o grande volume de tráfego até Queimados, os caminhões até Barra Mansa e o vento lateral na passgem por Garulhos na Ayrton Senna. A rigor a melhor parte do percurso é a Dutra entre Resende e Guaratinguetá, Esta etapa foi vencida em seis horas e meia, com paradas em Itatiaia (Graal na Dutra) e em São José dos Campos (Frango Assado na Carvalho Pinto). Nosso pernoite foi no Ibis Morumbi para facilitar a saída no dia seguinte e por conta disso atravessamos toda a extensão das Marginais Tietê e Pinheiros. Uma sugestão para quem entra em São Paulo: evite os horários de rush, entramos em São Paulo às 15h15 e em apenas 30 minutos atravessamos as duas marginais.
Na quinta nos agrupamos com o Celestino e Marcela em uma Electra Glide 2002 (centenária e com mais de 150.000 kms rodados) e partimos para o encontro com Chacon e Solange em uma Electra Glide 2004, Willy com uma Electra Glide 2009 e Rafael com sua Vulcan. Formamos um grupo onde a Fat era a HD menor. O trajeto escolhido foi via Rastro da Serpente: Rodovia Castelo Branco, uma passagem rápida pela Rodovia Raposo Tavares e Rodovias José Ermírio de Moraes/Rodovia Sebastião Camargo Penteado a fim de acessar a BR-476 (Sorocaba/Itapeva/Capão Bonito/Apiaí/Adrianópolis/Tunas/Colombo/Curitiba). Um trajeto com cerca de 500 kms que levou quase doze horas para ser percorrido, parte pelo mau estado da estrada a partir de Capão Bonito até Adrianópolis e parte por conta de um problema ocorrido com a Electra centenária: a haste que transmite os movimentos do pedal/contrapedal de câmbio desgastou as estrias impossibilitando a troca de marchas. Com paciência, arame e Superbonder a Electra conseguiu chegar em Curitiba, onde pernoitou até segunda feira quando foi levada para a oficina da The One.
O Rastro da Serpente é uma bela estrada, mas o lado paulista não vai resistir a mais um período de chuvas. Muito esburacado, com várias curvas sem asfalto e algumas curvas em meia pista de barro, a condição piora a cada ano (fiz essa mesma estrada em junho de 2011) e não vi grande esforço em reparar os problemas existentes e muito menos terminar as obras que foram começadas. Além do mau estado da estrada, as condições climáticas também ajudaram a baixar a velocidade: pegamos chuva/neblina/chuva entre Capão e Apiaí: uma hora para percorrer trinta quilometros. Vai ficar muito arriscado tentar passar de moto se a conservação seguir o modelo atual.
Nosso grupo ficou desfeito em Curitiba: Celestino e Marcela alugaram um carro para seguir até Floripa, Chacon e Solange pretendiam fazer a Serra do Rio do Rastro (e fizeram com direito a pneu furado e tombo quase parados), Willy e Rafael seguiram acompanhando um amigo que viajava de carro e a viagem seguiu em dupla até a volta ao Rio.
Sexta pela manhã seguimos para Florianópolis: BR-376 até Joinville e BR-101 até Florianópolis. O menor trecho da viagem com cerca de 400 kms, saímos tarde (9h00) e pegamos muita chuva na descida da BR-376 no trecho da Serra do Mar, pouco antes de Joinville e um pouco depois antes de acessar a BR-101. 13h15 estávamos em Canasvieiras fazendo o check in e aguardando nossas esposas que vinham de avião. A BR-101 no litoral catarinense é pouco protegida e o vento lateral é uma constante, assim como o excesso de velocidade. Mais de uma vez fomos obrigados a forçar o ritmo para evitar ser empurrados por carros e caminhões em velocidade bem acima do permitido. Santa Catarina padece de fiscalização, tanto de excesso de velocidade quanto de embriaguez. Apesar do trecho ser bem fácil, é bastante tenso ter de ficar vigiando os kamikazes do volante.
A volta foi na segunda pela manhã e seguimos por boa parte do caminho de ida. A subida para Curitiba foi o caminho inverso, dessa vez com muita chuva na BR-101 e sol na BR-376 fazendo com a que subida da Serra do Mar fosse um prazer ao contrário da descida tensa da sexta feira, feita com chuva e com muitos caminhões em volta. Trecho feito em tempo ligeiramente menor, permitindo almoço e check in bem cedo.
Na terça a idéia inicial era pegar a Régis, Rodoanel, Marginais SP-070 para pernoite em Taubaté. Abastecendo as motos em Curitiba, o frentista alertou o Marinho sobre um vazamento forte de óleo em cima da primária. Uma inspeção visual mostrou que o óleo pingava do filtro de ar e com a pressão do óleo caindo, decidimos ir até a The One para verificar o problema, afinal a moto está em garantia.
Bem recebidos na The One e com atendimento muito atencioso por parte do Índio e dos mecânicos, foi identificado a perda de um litro de óleo e o vazamento provavelmente pelas válvulas que estão no suspiro do coletor do filtro de ar. Fica, não fica para serviço em garantia, a falta de todas as peças e uma garantia que a moto chegaria até São Paulo da parte do mecânico que fez a limpeza e completou o óleo nos fizeram tomar o caminho de São Paulo. A Régis Bittencourt (BR-116) é uma estrada bonita e que ainda não tinha feito. A realidade é que a fama que a precede é um pouco exagerada, ou demos muita sorte.
Com um piso regular para bom, a Serra do Azeite completamente duplicada e a Serra do Cafezal com a subida praticamente toda duplicada (a descida é feita em apenas uma pista), a estrada permite um bom ritmo e chegamos no Rodoanel em cerca de seis horas.
O Rodoanel Mario Covas merece uma consideração: quatro faixas, com duas dedicadas preferencialmente aos caminhões (as duas mais a direita) e duas dedicadas exclusivamente a carros e motos (as duas mais a esquerda). Tudo ótimo, sem pedágio ao contrário das BRs, mas a realidade contraria a teoria: em vários momentos estava entre dois caminhões. Era muito recorrente a presença de caminhões na faixa mais a esquerda que tem tráfego de caminhões proibido. Foram alguns sustos até começar a vigiar quando ia aparecer mais um caminhão onde era proibido. A fiscalização, dever da PM paulista, é fraca e o Rodoanel merece cuidado para trafegar durante a semana.
Do mesmo modo, a proibição de tráfego de motos na pista expressa da Marginal Tietê merece pois as placas indicam seguidamente o caminho pela via expressa e as motos não podem seguir por lá, obrigando a manter atenção redobrada para não errar o caminho (eu errei em uma das pontes e fui obrigado a fazer o retorno na Rodovia dos Bandeirantes, que parece ser normal já que o retorno é logo no ínicio da Rodovia).
Com os atrasos por conta da "visita" a The One, evitamos a SP-070 e seguimos pela Dutra chegando em Taubaté em duas horas para pernoite.
Na quarta, trecho pequeno novamente (cerca de 350 kms) feitos em quatro horas e meia pela Dutra, sem novidades.
No geral, as rodovias pedagiadas estão em boas condições de uso, com fiscalização fraca (quase inexistente) enquanto as rodovias sob a tutela federal ou estadual encontram-se em franca decadência. Considero que São Paulo, nas suas rodovias sob concessão, tem a melhor malha viária do país.
Eu e o Marinho saímos do Rio na quarta para pernoitar em São Paulo: Dutra até Taubaté e de lá pelo complexo da SP-070 (Carvalho Pinto/Ayrton Senna). Estradas conhecidas, ambas pedagiadas, assim como seus problemas: o grande volume de tráfego até Queimados, os caminhões até Barra Mansa e o vento lateral na passgem por Garulhos na Ayrton Senna. A rigor a melhor parte do percurso é a Dutra entre Resende e Guaratinguetá, Esta etapa foi vencida em seis horas e meia, com paradas em Itatiaia (Graal na Dutra) e em São José dos Campos (Frango Assado na Carvalho Pinto). Nosso pernoite foi no Ibis Morumbi para facilitar a saída no dia seguinte e por conta disso atravessamos toda a extensão das Marginais Tietê e Pinheiros. Uma sugestão para quem entra em São Paulo: evite os horários de rush, entramos em São Paulo às 15h15 e em apenas 30 minutos atravessamos as duas marginais.
Na quinta nos agrupamos com o Celestino e Marcela em uma Electra Glide 2002 (centenária e com mais de 150.000 kms rodados) e partimos para o encontro com Chacon e Solange em uma Electra Glide 2004, Willy com uma Electra Glide 2009 e Rafael com sua Vulcan. Formamos um grupo onde a Fat era a HD menor. O trajeto escolhido foi via Rastro da Serpente: Rodovia Castelo Branco, uma passagem rápida pela Rodovia Raposo Tavares e Rodovias José Ermírio de Moraes/Rodovia Sebastião Camargo Penteado a fim de acessar a BR-476 (Sorocaba/Itapeva/Capão Bonito/Apiaí/Adrianópolis/Tunas/Colombo/Curitiba). Um trajeto com cerca de 500 kms que levou quase doze horas para ser percorrido, parte pelo mau estado da estrada a partir de Capão Bonito até Adrianópolis e parte por conta de um problema ocorrido com a Electra centenária: a haste que transmite os movimentos do pedal/contrapedal de câmbio desgastou as estrias impossibilitando a troca de marchas. Com paciência, arame e Superbonder a Electra conseguiu chegar em Curitiba, onde pernoitou até segunda feira quando foi levada para a oficina da The One.
O Rastro da Serpente é uma bela estrada, mas o lado paulista não vai resistir a mais um período de chuvas. Muito esburacado, com várias curvas sem asfalto e algumas curvas em meia pista de barro, a condição piora a cada ano (fiz essa mesma estrada em junho de 2011) e não vi grande esforço em reparar os problemas existentes e muito menos terminar as obras que foram começadas. Além do mau estado da estrada, as condições climáticas também ajudaram a baixar a velocidade: pegamos chuva/neblina/chuva entre Capão e Apiaí: uma hora para percorrer trinta quilometros. Vai ficar muito arriscado tentar passar de moto se a conservação seguir o modelo atual.
Nosso grupo ficou desfeito em Curitiba: Celestino e Marcela alugaram um carro para seguir até Floripa, Chacon e Solange pretendiam fazer a Serra do Rio do Rastro (e fizeram com direito a pneu furado e tombo quase parados), Willy e Rafael seguiram acompanhando um amigo que viajava de carro e a viagem seguiu em dupla até a volta ao Rio.
Sexta pela manhã seguimos para Florianópolis: BR-376 até Joinville e BR-101 até Florianópolis. O menor trecho da viagem com cerca de 400 kms, saímos tarde (9h00) e pegamos muita chuva na descida da BR-376 no trecho da Serra do Mar, pouco antes de Joinville e um pouco depois antes de acessar a BR-101. 13h15 estávamos em Canasvieiras fazendo o check in e aguardando nossas esposas que vinham de avião. A BR-101 no litoral catarinense é pouco protegida e o vento lateral é uma constante, assim como o excesso de velocidade. Mais de uma vez fomos obrigados a forçar o ritmo para evitar ser empurrados por carros e caminhões em velocidade bem acima do permitido. Santa Catarina padece de fiscalização, tanto de excesso de velocidade quanto de embriaguez. Apesar do trecho ser bem fácil, é bastante tenso ter de ficar vigiando os kamikazes do volante.
A volta foi na segunda pela manhã e seguimos por boa parte do caminho de ida. A subida para Curitiba foi o caminho inverso, dessa vez com muita chuva na BR-101 e sol na BR-376 fazendo com a que subida da Serra do Mar fosse um prazer ao contrário da descida tensa da sexta feira, feita com chuva e com muitos caminhões em volta. Trecho feito em tempo ligeiramente menor, permitindo almoço e check in bem cedo.
Na terça a idéia inicial era pegar a Régis, Rodoanel, Marginais SP-070 para pernoite em Taubaté. Abastecendo as motos em Curitiba, o frentista alertou o Marinho sobre um vazamento forte de óleo em cima da primária. Uma inspeção visual mostrou que o óleo pingava do filtro de ar e com a pressão do óleo caindo, decidimos ir até a The One para verificar o problema, afinal a moto está em garantia.
Bem recebidos na The One e com atendimento muito atencioso por parte do Índio e dos mecânicos, foi identificado a perda de um litro de óleo e o vazamento provavelmente pelas válvulas que estão no suspiro do coletor do filtro de ar. Fica, não fica para serviço em garantia, a falta de todas as peças e uma garantia que a moto chegaria até São Paulo da parte do mecânico que fez a limpeza e completou o óleo nos fizeram tomar o caminho de São Paulo. A Régis Bittencourt (BR-116) é uma estrada bonita e que ainda não tinha feito. A realidade é que a fama que a precede é um pouco exagerada, ou demos muita sorte.
Com um piso regular para bom, a Serra do Azeite completamente duplicada e a Serra do Cafezal com a subida praticamente toda duplicada (a descida é feita em apenas uma pista), a estrada permite um bom ritmo e chegamos no Rodoanel em cerca de seis horas.
O Rodoanel Mario Covas merece uma consideração: quatro faixas, com duas dedicadas preferencialmente aos caminhões (as duas mais a direita) e duas dedicadas exclusivamente a carros e motos (as duas mais a esquerda). Tudo ótimo, sem pedágio ao contrário das BRs, mas a realidade contraria a teoria: em vários momentos estava entre dois caminhões. Era muito recorrente a presença de caminhões na faixa mais a esquerda que tem tráfego de caminhões proibido. Foram alguns sustos até começar a vigiar quando ia aparecer mais um caminhão onde era proibido. A fiscalização, dever da PM paulista, é fraca e o Rodoanel merece cuidado para trafegar durante a semana.
Do mesmo modo, a proibição de tráfego de motos na pista expressa da Marginal Tietê merece pois as placas indicam seguidamente o caminho pela via expressa e as motos não podem seguir por lá, obrigando a manter atenção redobrada para não errar o caminho (eu errei em uma das pontes e fui obrigado a fazer o retorno na Rodovia dos Bandeirantes, que parece ser normal já que o retorno é logo no ínicio da Rodovia).
Com os atrasos por conta da "visita" a The One, evitamos a SP-070 e seguimos pela Dutra chegando em Taubaté em duas horas para pernoite.
Na quarta, trecho pequeno novamente (cerca de 350 kms) feitos em quatro horas e meia pela Dutra, sem novidades.
No geral, as rodovias pedagiadas estão em boas condições de uso, com fiscalização fraca (quase inexistente) enquanto as rodovias sob a tutela federal ou estadual encontram-se em franca decadência. Considero que São Paulo, nas suas rodovias sob concessão, tem a melhor malha viária do país.
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