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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fazedores de Poeira







Alguns leitores que fazem parte do meu Facebook e não são do Rio me perguntaram se estou fazendo parte de um MC por conta de fotos onde aparecem os Fazedores de Poeira e eu estou na foto com camiseta ou o colete com o escudo nas costas.

Senhores, continuo não fazendo parte de MC.

Tal e qual foi na época dos Biduzidos e Malvadões (que continuo frequentando), os Fazedores de Poeira, ou apenas os Poeiras, são um grupo de amigos que se reuniram graças a iniciativa de Marcelo Salmon há pouco mais de um ano.

Todos fazemos parte do HOG há pelo menos oito anos e atualmente estamos afastados das atividades do Chapter.

Criamos um círculo de amizades que transcendeu ao HOG, frequentando a casa uns dos outros e fazendo viagens juntos.

Hoje o grupo se reúne nos fins de semana para fazer um passeio ou combinar alguma viagem, como a que foi feita no início do ano pelas serras paranaenses e catarinenses ou a última feita no fim de semana passada para comparecer ao Bike Fest de Tiradentes.

Vai quem pode, aparece quem está de folga e procuramos manter o grupo unido e rodando.

Embora os Poeiras seja um grupo fechado, sempre aparecem convidados para se juntar nos passeios porque a ideia é manter uma boa convivência com todos, independente da marca da moto ou grupo.



o que esperar de um evento

Fim da Bike Fest em Tiradentes e novamente ouvi muitas críticas sobre o excesso de participantes, dificuldades em bares, bandas fracas, além das já tradicionais queixas sobre valores majorados pela hotelaria e bares para aproveitar a oportunidade.

Em seguida vem a tona a insatisfação de um MC, tradicional organizador do evento em Cabo Frio- RJ, por ter a verba pública destinada ao evento cortada e logo em seguida aparece um segundo MC para realizar o mesmo evento com soluções alternativas.

E para terminar a semana vem a comunicação de um dos grupos que frequento de que não participaria do evento realizado em via pública na orla turística de Niterói em virtude dos organizadores (que também houve uma divisão entre eles) começar a cobrar pelo uso do espaço destinado ao grupo, coisa que nunca havia sido feita.

Três eventos, três acontecimentos comuns, três assuntos que rendem muita polêmica.

Eventos grandes realizados em cidades pequenas, como Tiradentes e Penedo, costumam ter sempre uma grande frequentação e costumam ser fonte de renda extra para hotéis e restaurantes: fato notório.
Assim como falhas rotineiras da parte da organização (normalmente para acomodar alguma restrição ou "política") também são esperadas. Tanto é assim que somente os anônimos acabam frequentando o espaço destinado ao evento. Aqueles grupos assíduos, que usam o evento apenas como pretexto para um encontro, normalmente promovem "eventos" particulares onde apenas os convidados participam (e esses costumam ser o principal tema da conversa quando se comenta sobre o evento principal).

Outro assunto relacionado a participar dos eventos é quem organiza o evento.

Muitos amigos sequer se movimentam para participar de um evento se a organização muda ou se algo muda na organização, como é o caso de Cabo Frio e Niterói. Um evento conta com a tradição da realização para se firmar no calendário. Se a organização não entende isso, normalmente o evento fracassa. Esse foi um dos motivos da HDMC modificar o formato do HOG Rally de dois dias para o tradicional formato de três dias.

Tanto Cabo Frio quanto Niterói devem ter uma renovação entre os participantes pois já ouvi várias desistências em participar dos eventos. Isso não significa um fracasso, pois dependerá da renovação dos interessados em participar do evento, mas com certeza vai representar uma arrecadação menor para os organizadores.

Um evento motociclístico segue basicamente o mesmo formato: expositores, palco com bandas e bar, portanto esperar algo além disso é exagerar nas expectativas.

O bom evento se caracteriza por bons expositores: montadoras e customizadores conhecidos são os melhores chamarizes. Melhor ainda se tiver uma atração musical conhecida.

A HDMC sempre faz um evento monomarca, que para os fãs da marca é ótimo pois os participantes tem todos o mesmo interesse e a troca de experiências acaba acontecendo.

Mas ultimamente os bons eventos tem sido poucos e o que se encontra é sempre "mais do mesmo", coisa que vem me desmotivando a comparecer a eventos, exceção feita quando sei que vou encontrar amigos no evento porque aí qualquer coisa é motivo de festa.

Portanto, se você está começando nas duas rodas e nunca foi a algum evento, compareça. Nem que seja para saber como é e decidir que não volta ou que poder fazer uma triagem entre os vários eventos que aparecem no calendário.

Dê preferência aos eventos que a maior parte dos seus amigos diz que vai comparecer para não ficar se sentindo como um peixe fora da água.

Curta a estrada para ir e voltar do evento, essa é a melhor parte dos eventos na minha opinião.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

amanhã não tem 1220

Depois de dez anos como referência para as tardes de sábado, a 1220 Motos estará fechada.

Muitos vão tomar um susto quando encontrarem as portas fechadas, mas a verdade é que o 1220 fechou as portas.

O imóvel foi vendido e não existe previsão de abertura em outro endereço, apesar do Alexandre Izzo afirmar que o 1220 vai voltar.

Eu lamento que a crise econômica tenha atingido o 1220 e entendo a posição do Alexandre em aproveitar a oferta pelo imóvel, mas a "calçada da fama" e a churrasqueira sempre à disposição de quem quisesse acendê-la vão fazer falta para encontrar os amigos.

Depois do fechamento do Rota 66 do Leblon, o encerramento das atividades da 1220 é mais uma tradição que se quebra dentro da comunidade harleyra aqui no Rio.


sábado, 21 de novembro de 2015

sensacional

Bayer publicou um post no Old Dog Cycles um post mostrando como a gente se sente quando acontecem situações corriqueiras para quem vive em cima de duas rodas.

Vale a leitura: veja aqui.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

fim de semana com amigos

Depois de muito tempo reencontramos com o pessoal de São Paulo: Celestino, Marcela, Chacon, Solange, Willy e Aninha.

Encontro rápido para almoço em Silveiras, novamente no Restaurante do Ocílio, como já havíamos feito em 2011 (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2011/09/destinos-do-feriado.html).

E a noite, por insistência da minha filha do meio Marina, encontramos com Alexandre, Luciana, Soraya e Sylvio em um restaurante mexicano no Jardim Botânico.

Vale muito a pena fazer 600 kms para passar um sábado em boa companhia.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Rótulos

Muitas vezes faço menção à algumas classificações e sempre aparece algum comentário perguntando o que quero dizer com determinada palavra.

A realidade é que existem várias classificações informais que acabam sendo uso comum na comunidade HD como "old school", "jaspion", "rider", "poser", "biker" entre outras.

São rótulos que se empregam e que muitas vezes não tem nada a ver com esta ou aquela pessoa, mas acabam passando a imagem para quem está lendo.

Vou colocar o que significam esses rótulos no meu entendimento apenas para servir com dicionário para quem está começando a ler sobre HD e seus proprietários. Quem quiser colaborar, é bem vindo.

Começando pelo mais citado a todo momento: old school. Old school é o cara que se guia pelas tradições que vão sendo aprendidas conforme a gente convive. É o cara que não só vive pelas tradições, como se empenha em difundí-las. Old school não é necessariamente o proprietário que gosta de usar o colete de couro, capacete vintage, ou anda com uma bobber.

E já que se falou em bobber, bobber é a motocicleta transformada buscando eliminar partes supérfluas, normalmente com frente bem modificada, muitas vezes sem o paralama dianteiro e traseira usando paralama tipo fender, deixando a roda traseira bastante exposta.

E ao contrário das bobbers, as choppers são motocicletas também transformadas de garfo dianteiro com maior angulação, pneus finos na frente, largos na traseira e chassi mais alongados.

As cruisers são as custons de desenho mais clássico como a linha softail, onde tem frente e traseira mais equilibrada, paralamas maiores impedindo que as rodas sujem o piloto e centro de gravidade mais baixo, normalmente o piloto senta mais ereto, com braços mais paralelos ao chão e pernas mais a frente em plataformas.

As muscle bikes, como a linha V-Rod, já buscam outro piloto. despejam muita potência na roda, arrancam forte e exigem bastante técnica para tirar a performance que elas podem entregar.

Voltando aos pilotos, uma classificação que costuma ser muito usada é bikers, riders e posers. Os bikers usam a moto diariamente, mesmo que seja apenas para ir até a padaria. A moto faz parte do proprietário e o proprietário cuida mais da moto que de si mesmo. Nem sempre a gente vê esse cuidado na moto brilhando, mas pode ter certeza que essa moto não vai deixar seu proprietário na estrada... e se isso acontecer, ele vai dar o jeito dele para ela voltar a rodar, nem que seja amarrando arame ou usando uma fita hellerman. O biker só encosta a moto se não tiver outro jeito. Para trocar de moto tem de acontecer algo que inviabilize manter a moto.

O rider já busca a moto para as viagens ou passeios. Gosta da estrada, não tem saco para o trânsito e gosta de conforto. Pode muito bem deixar a moto de lado para encarar o trajeto de ir e vir do trabalho para poder  escutar o som e curtir um ar condicionado. É a turma que gosta de passar dias na estrada, mas chegar e dormir em um bom hotel e comer uma boa refeição. Cuidam da moto, mas trocam conforme o velocímetro vai aumentando.

Já o poser é o cara que conhece todas as estradas, usa o equipamento completo, compra a touring e deixa a moto ainda mais completa, e se aparecer um modelo ainda mais completo ou um acessório mais novo, troca a moto. Infelizmente os passeios dele se limitam a oficinas e bares da moda para contar como equipou a moto, quanto gastou no casaco novo e onde vai ser a próxima viagem, que irá de avião porque de moto é cansativo. Chuva nem pensar e se um cromado perde o brilho ou encontra uma ferrugem, é pretexto para uma reforma completa.

O jaspion, como o próprio nome lembra, é o proprietário das japonesas. Normalmente vestidos como fossem para a prova de motovelocidade, gostam de performance esportiva e a moto tem de ser veloz, muito veloz... problema é quando o cérebro ou o braço não acompanham a velocidade...

A gente conhece muitos colegas que se enquadram nessa ou naquela classificação, mas posso garantir que muitos só parecem se enquadrar. Vale sempre a pena conversar e trocar experiências, afinal sempre encontramos um pouco de "coxa" nos "malvadões"...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

novo fórum para ser visitado

Meu amigo Bugno, dos Biduzidos, está encarando uma fase desbravadora na internet: administra o novo site sobre mototurismo chamado Passeio de Moto.

Esse site vem sendo um resumo de vários passeios já feitos e refeitos pelos Biduzidos em São Paulo.

Alguns antigos retornam para os passeios, outros compram finalmente suas motos e os roteiros vem sendo discutidos como tópicos do fórum, assim como alguma técnica sobre as motocicletas.

Lembrando sempre que nos Biduzidos não temos apenas HDs e que alguns mantêm-nas apenas por não conseguirem abandonar a paixão, conseguem-se algumas comparações interessantes com a BMW e opiniões sobre motos de outros segmentos como as big trail (segunda paixão de muitos).

Vale a pena se cadastrar e participar dos passeios. O fórum é fechado e necessita cadastro para participar. Também não se obriga a participar dos Biduzidos: bons amigos não precisam de "instituições" para se juntarem.

Os passeios estão listados na página de entrada e podem ser vistos uma pequena resenha e fotos.

Acesse: http://www.passeiodemoto.com.br/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Itaipava 19.02.11

Sábado pela manhã, dia de sol, mais dois alucinados para dividir a estrada e moto que havia passado nas mãos de mecânicos e ainda não havia ido para a estrada.

Condições facilitadoras para um pequeno passei de 190 kms no sábado pela manhã.
Saímos às 8h30 de um posto BR aqui na Lagoa, após abastecer e tomar um expresso com pão de queijo.

Apesar de convocar um número maior de alucinados, acabamos sendo três.. três Fats que partimos para Itaipava (BR-040) às 8h45.

Seguimos com estrada sem movimento, apenas algum transito mais pesado na passagem por Duque de Caxias e subimos a serra de Petropólis pelo caminho que vai receber denominação de rota turística após a duplicação da descida pelo outro lado da serra.

É uma estrada com piso em concreto, muitas ondulações e curvas bastante acentuadas que vem desde o tempo do império e é a principal via de acesso às Gerais aqui no Rio.

Subida lenta, eu diria quadrada mesmo, porque estou sem ritmo de estrada e não consigo deixar de pensar no acidente da Silvana que aconteceu há um ano e meio atrás nessa mesma subida.
Vou puxando a fila das três Fats e os meus dois companheiros percebem as curvas quadradas e me deixam seguir na "minha velocidade" e não na velocidade que estamos acostumados a subir... para ter uma idéia, uma Honda 250 (acho que era uma Twister) passou por nós fazendo a curva na faixa da direita.... devagar mesmo.

No meio da subida consigo melhorar a performance (acabamos passando novamente a Twister) e conseguimos entrar na parte "atapetada" da BR-040 em direção à Itapaiva.

Essa parte do tapete começa em Petropólie e vai até Juiz de Fora. Pista com piso muito bom, duas faixas e acostamento tanto na direita quanto na esquerda.

Pode ser coincidência, mas assim que passo o local do acidente, consigo achar o meu ritmo na estrada e com a boa estrada e pouco movimento conseguimos "surfar" na estrada, buscando melhores pontos para tangência e imprimimos uma boa velocidade até Itaipava.

A idéia inicial era chegar em Itaipava, abastecer e verificar a média das motos e voltar, mas mudamos a programação e fomos comer empadas em Nogueira (assim como Itaipaiva, também é distrito de Petropólis) e ficamos em Nogueira por quase hora e meia conversando fiado, com direito a pitar cigarros (eles, não eu) e após falar com o pessoal do HOG RJ, decidimos esperar por eles que também subiam a serra de Petropólis.

Fomos ao local do almoço do HOG, mas este estava fechado (provavelmente por conta da falta de movimento devido aos deslizamentos que afetaram bastante a economia da região) e como o trem do HOG demorava a chegar, voltamos para o Rio.

Se a subida foi quadrada, a descida foi redonda e muito prazeirosa: a parte do tapete foi sem transito e novamente dedicada ao "surfe" no melhor estilo speedy, com direito a raspar as plataformas e a partir da descida da serra, também com piso em concreto e muitas ondulações já encontramos alguns caminhões descendo a serra, mas dessa vez minha cabeça se comportou bem e mantive um bom ritmo.

Na parte do transito mais pesado na baixada fluminense (da REDUC até a entrada da linha vermelha), fomos trafegando sem grandes problemas, dando passagem e ultrapassando respeitando os limites de velocidade e trânsito.

O passeio terminou no Rota do Leblon, como é nosso costume, com direito a muita água com gás porque o calor já começava a ficar forte (eram 13h00 e tinhamos completado 192 kms com média de consumo em 20,3 km/l).

Bom passeio.

Indicações da viagem: um tanque das softails chega e sobra, podendo abastecer na partida e passear sem estresse com combustível. Se quiser abastecer, a melhor opção é o posto Brazão de bandeira Shell, na descida de Itaipava para Petropólis, um pouco depois do trevo de Araras.
O pedágio é R$ 3,80 pagos na ida e na volta. A empada em Nogueira é uma pedida muito boa e muitos motociclistas acabam fazendo de lá um ponto de encontro e conversa fiada. As empadas custam R$ 4,00 ou R$ 4,50 (dependendo do sabor, que são vários: desde a tradicional empada de queijo até a empada de bacalhau). Vende-se cerveja no local, mas nota-se que o refrigerante é a pedida normal: 8 empadas, 4 refrigerantes custaram R$ 40,00.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

HOG RJ: cinco dias e três momentos diferentes

Momentos de turbulência no dealer que, com a associação feita com o dealer por conta do suporte contratual, acabam refletindo no HOG.

O HOG é um motogrupo muito heterogêneo exatamente pela facilidade de ingresso: basta ser proprietário de uma HD para fazer parte.

Já os motoclubes tradicionais são homogêneos pela necessidade de convivência e aceitação do novo membro pela maior parte dos membros. Até mesmo para fazer parte dos Biduzidos é preciso conviver com os membros mais antigos, mesmo que virtualmente através do fórum.

Levando isso em consideração, é fácil entender porque tantas brincadeiras com o HOG. Coxa é a denominação mais conhecida dos membros do HOG.

Mas tudo tem dois lados: se a heterogeneidade do HOG é um vício com que se tem de conviver, a liberdade de participação é uma qualidade muito interessante porque muitas vezes não se consegue participar de encontros, reuniões e passeios como seria desejável e nem por isso você deixa de participar do HOG.

É normal dentro do HOG existirem vários grupos pequenos coexistindo pacificamente, mas pela primeira vez nos últimos três anos eu vi esses pequenos grupos se mantendo separados no café da manhã. Esso foi o primeiro momento que me chamou a atenção nesses últimos cinco dias.

Parece uma preparação para uma indepedência dos grupos menores em relação ao HOG como forma de auto defesa em virtude de um provável desmanche do HOG com o rompimento do contrato entre dealer e matriz. Apesar de todos desejarem manter-se membros do HOG, os amigos mais chegados já procuram caminhos para manter os encontros semanais caso isso não seja mais possível de acontecer nas instalações dos dealers.

O segundo momento que percebi ocorreu no Swap Meet de domingo passado realizado no Ruta Café. Eu cheguei antes, usando meu colete do HOG/Biduzidos e estava sozinho conversando com todos sem grandes problemas. Alguns colegas e amigos do HOG RJ também estavam por lá, mas sem trajar o colete.

Foram chegando diversos colegas, membros de motoclubes tradicionais e usando os coletes e via-se nitidamente esses grupos passando, olhando e perguntando pelas peças. Chegaram também os colegas de FHD que vinham de um passeio para ver o evento e assim por diante.

Em dado momento chegaram alguns amigos mais chegados do HOG RJ, trajando os coletes do HOG RJ e junto comigo formaram um grupo que passou a agir como os demais grupos dos motoclubes. Ou seja, o HOG passou a se comportar como um motoclube exatamente porque estavamos formando um grupo homogêneo. Um dos pequenos grupos de sábado.

O terceiro momento foi ontem a noite (quarta feira) no Rota, tradicional ponto de encontro das quartas feiras. Lá estávamos novamente um pequeno grupo de amigos mais chegados conversando como se nada tivesse acontecendo, fazendo piadas e conversando sobre HDs. O detalhe que me chamou a atenção foi a busca de soluções para o café da manhã, já que naquele momento a informação era que não haveria o encontro na loja pelo fato da mesma estar fechada. Estavamos agindo como um grupo buscando soluções para um problema do grupo.

Hoje o HOG RJ tem um núcleo homogêneo de amigos que faz a diferença no funcionamento. Talvez essa seja uma explicação para o Chapter RJ ter uma convivência diferente da que é relatada nos outros Chapters.

Essa característica vai se mostrar valiosa para a existência do HOG e espero que sirva de incentivo para os demais Chapters porque o HOG vai passar por um período onde o espiríto de motoclube vai ser fundamental para continuar existindo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

desabafo de um amigo harleyro

Frequento vários fóruns na internet e conheço várias pessoas de vários locais.

Com a confusão judicial e os problemas advindos das vendas de HDs zeros, muitas pessoas aproveitam os locais de debate democrático para externar sua revolta e gozar da situação em que se encontram os proprietários de HDs.

Já li de tudo: de pessoas que se solidarizam e repudiam as práticas do revendedor autorizado a pessoas que se ocupam em denegrir a marca HD criticando as motocicletas.

Não tenho procuração para defender a HD, mas muitas vezes as críticas e protestos são exagerados, seja contra a marca e seus produtos, seja contra o revendedor autorizado.

Um post publicado no fórum do Motonline (www.motonline.com.br) feito por um grande amigo capixaba que usa o nick de LMAD conseguiu resumir com perfeição o meu pensamento sobre essa situação. O título do tópico é BMW G 650 GS, e um proprietário de HD que comprou e recebeu sua motocicleta, mas encontra-se impedido de licenciar a moto pergunta sobre o novo modelo da BMW dentro do tópicos HDs como forma de protestar contra a prática do revendedor autorizado. O link para acessar o tópico no motonline é "http://www.motonline.com.br/forum/forum_posts.asp?TID=15983&PN=1&TPN=1"
(editado por mim para inserir o link)

Vale a pena ler esse post do LMAD, transcrito na íntegra:

Amigos,

Deve ter mais de ano que não posto nada aqui. Pra falar a verdade, pra acertar a senha foi um parto... Tenho andado afastado dos fóruns e dos amigos que fiz aqui, um pouco por falta de tempo, um pouco por querer ficar mais com minha filha, um pouco por ficar irritado (sem razão) com muita discussão infrutífera. Tenho acompanhado (lido) o fórum dos meus amigos biduzidos, dos meus amigos DSR, dos meus amigos FHD, e os amigos desses fóruns que acabam por se reunir de certa forma aqui no Motonline.

Mas queria dar uma contribuição aqui: com relação a esses questionamentos que surgiram nesse tópico, queria dizer que:

- Gosto de Harley justamente porque é atrasada tecnologicamente. E rezo para que continue o mais atrasada possível. Qualquer mecânico que tenha alguma experiência em fusca, trator, Feneme, acaba conseguindo trabalhar nela.

- Ferrugem aparece porque é de metal. Quer plástico, compra uma japa.

- É pesada porque é de aço. Novamente, quer moto leve, compra japa.

- Esse lance da suspensão traseira da 883, me dá nos "nelvos". Parece até que a moto foi desenvolvida pra rodar nesse terreno lunar que é o Brasil. Ou pra carregar piloto com 120 kg e mais garupa. Reclamar disso é a mesma coisa que comprar um Smart e reclamar do porta-malas... Só aqui no Brasil mesmo, é que a proposta do veículo não é levada em consideração quando se faz uma compra. O que tem de gente que compra picape e nunca vai carregar nada na caçamba, que compra perua e nem filho tem, que compra um Celta e coloca 8 pessoas dentro, não tá no gibi.

- Tenho visto um monte de gente que compra HD pelos motivos errados: porque teoricamente dá status, porque tá barato, porque financia em 835 vezes sem juros, porque tá o mesmo preço da Shadow e da Boulevard, porque um amigo comprou, porque acha que é o Terminator, sei lá. Daí compra, sem saber o que está comprando. Sem saber que esquenta, que é pesada, etc. E sai falando que HD é um lixo, que bom mesmo é a Shadow, a Drag ou a Boulevard. Beleza. Venda e compre uma japa. E vá ser feliz, sem calor nos ovos, sem ter que se misturar com harleyro metido a besta, sem ter que se preocupar com ferrugem, etc. Mas por favor, não saia por aí falando que uma moto que tem 107 anos de história, que é referência e fonte de inspiração / cópia pra qualquer outra fábrica de moto custom no mundo, é um lixo. Admita que fez caca em comprar sem saber o que é. Que comprou porque o carnê cabia no seu salário. Que comprou porque queria pagar de gatão na Faria Lima no sábado de tarde. Admita seu erro, mude, e siga em frente.

- Não confundam Harley-Davidson com RIZZO.

- Eu queria (podem me bater a vontade), que das duas uma: ou HD voltasse a custar os olhos da cara, ou a marca ficasse sem representante no Brasil, vindo só por importação direta. Quem gosta, ama Harley, ia se dar mal. Mas muito mais gente incauta ia deixar de se dar mal. Porque ver uma propaganda na Veja, dizendo que você com vinte poucos contos, em 24x sem juros, pode andar por aí de HD pagando de gatão, é difícil resistir. Mesmo pra quem não tem a menor idéia do que seja HD, como a imensa maioria que compra. Ia evitar esse mar de usadas com menos de um ano, com menos de 1000 km. Ia evitar esse mar de gente falando mal de uma coisa que compraram sem saber o que é. Você não vê ninguém que pagou 100 mil nos antigamente, reclamando da moto. Geralmente ama a moto, tá com ela até hoje, e não vende nem a pau. Porque antes de meter a mão no bolso pra pagar 100 conto numa moto, o cara vai querer saber o que é. Mas pra pagar 25 dividido sem juros, compra sem ter nem idéia. Como dizia meu pai: Quem não tem cabelo, não carrega trança! (Isso porque ele não conheceu meu amigo Celestino, hehehe.

- Rizzo, Diniz (não meu amigo planaltino, nesse eu confio), Ford, Dafra, Brastemp, Nestlé. Tô pouco me phoden** pra quem vai ficar com a representação. Acho que vai continuar um lixo (talvez um lixo melhor, porque ser mais lixo que o atual, demandaria um esforço que acho que poucos teriam capacidade).

- Resumindo: quer ter uma Harley? Acha legal? Viu Easy Rider e desde então sonha com um "Bar and Shield"? Quer impressionar o mala do seu vizinho? Beleza. ENTÃO VAI PROCURAR SABER O QUE É HARLEY-DAVIDSON ANTES DE COMPRAR.

Não vou entrar nessa discussão de VROD e Revolution, porque o risco de eu ter um troço é grande...

Pronto, pode começar a sessão de espancamento...

Abração aos amigos, saudades de todos, vou tentar voltar a postar nos fóruns.

estão de volta as aventureiras do Ushuaia

Claudia Fujarra e Valéria Aranha chegaram sábado ao Rio de Janeiro diretamente de Mendoza, onde participaram do evento tradicional de harleyros na Argentina.

Completaram mais de 8000 kms (revisão feita em São Paulo, na revenda HD Cerro Corá) e trouxeram muitas estórias para contar.

No domingo já tivemos (eu e a Silvana) a oportunidade de dar as boas vindas no Rota 66 (deveria ter sido no sábado, mas um pneu furado obrigou a Rocker da Claudia a chegar ao Rio em cima de um reboque) e já ouvimos algumas das muitas estórias.

Mais uma vez, parabéns pela aventura e sejam bem retornadas!

domingo, 7 de março de 2010

Rockers no Ushuaia

Temos no HOG RJ duas amigas, Claudia Fujarra e Valéria Aranha, que já são reconhecidas internacionalmente como aventureiras. Já foram ao Atacama duas vezes, a primeira pilotando Sportsters e a segunda pilotando Fat Boys e agora começam a retornar do Ushuaia.

Elas vem mantendo atualizados os amigos do HOG RJ através de e-mail e achei impressionante o último relato, exatamente o da conquista do Ushuaia e o início do retorno.

Nesse e-mail a gente pode perceber a dureza da aventura, desta vez feita em duas Rockers. Elas seguem sozinhas, sem carro de apoio e vão resolvendo os problemas da melhor maneira possível.

Parabéns às duas "iron butt" do HOG RJ e bom retorno.

Segue íntegra do e-mail narrando a conquista do Ushuaia:
Bom dia a todos

Finalmente chegamos no famoso Fim del mundo - USHUAIA

Saimos de Rio Gallegos ontem e de la para a barca de travessia do estreito de Magalhaes sao 125km,
Paramos na fronteira para sair da Argentina e entrar no Chile procedimentos burocraticos que tomam cerca de 1 hora e meia.

Em seguida se anda mais 30 km para pegar o ferry boat, chegando la demos a sorte da barca estar pronta pra sair foi entrar direto e em menos de 5 minutos ja estavamos no mar.
A travessia dura aproximadamente 25min com o ferryboat abarrotado de veiculos.

Chegando do outro lado ja se encontra a placa "Bienvenidos a Tierra del Fuego " mas nao fique achando que chegou hehehehehe

Anda-se mais uns 30km em estrada maravilhosa quando derepente tem a terrivel placa :
FIM DEL PAVIMENTO

Nesse momento de cara para o ripio paramos e zerei o odometro, ai comecamos a luta....sao 147,50km

Nos primeiros 17 km 'e desesperador...velocidade entre 20 e 30km
Nos 40km seguintes voce ja ta se achando....velocidade 40km a 60km
Sabe aquela rabeadazinha que a moto da e agente gela?
Pois e aqui sao 147,50km assim, depois de um tempo voce ate acha que ta tudo bem

Mas os 90km finais sao um saco...pois voce ta cansada e parece que nunca chega ao destino.
Sem o contar o poeirao agora nao somos mais "bonecas de piche" agora somos "bonecas de chocolate" hehehe totalmente marrons

Ainda no final do ripio tem a aduana chilena onde se sai do Chile, para 17km na frente se entrar novamente na Argentina ... mais 1h e meia nessa burocracia.

Quando finalnmente estamos de volta em solo Argentino damos de cara com o posto de gasolina de San Sebastian FECHADO
Proximo POSSIVEL posto em 70km ou em outra cidade a 170km.
Nos tinhamos 5 litros de gasolina para cada moto, mas fomos levando ate onde dava pra chegar.

Chegamos entao em Rio Grande que fica a 70km da fronteira, uma cidade muito bonita e bem rica. A 200metros do posto a gasolina da Claudia acabou, dai colocamos 300ml e seguimos pro posto onde eu abasteci com 18 e 800ml e Claudia com 18 e 500litros.

Tomamos 1 chocolate quente e comemos 1 bom sanduiche, recolocamos todos os apetrechos do frio, ou seja , nos embrulhamos novamente.e fomos entrentar os ultimos 250km pra chegar aqui.
Nos perdemos um pouquinho na saida de Rio Grande pois e meio chatinho pra pegar a ruta de novo.


Os primeiros 100km a estrada nao tem sinalizacao e ja tinha escurecido tivemos que abrir a viseira e o frio queimava as bochechas
Os 150km restantes a estrada 'e otima e bem sinalizada, mas tem muitas curvas e como estava de noite tivemos que vir com muita cautela.

CHEGAMOS... cade hotel????
Sexta feira a cidade bombando parecia meio dia de tanto carro e gente no centro das badalacoes...os hoteis lotados para o fim de semana
Depois do quinto "NON AI VAGA" Conseguimos um otimo hotel na rua mais badalada..o unico senao 'e que nao tem garagem, dai paramos Samira & Samara na porta do hotel.

Agora vamos tomar cafe e sair pras fotos habituais

Bjs a todos

Valeria

sábado, 23 de janeiro de 2010

"one man down"

Fazendo uma tradução do jargão militar, significa que um colega foi abatido. Isso aconteceu hoje.

Infelizmente, a caminho do café da manhã na loja HD RJ, o nosso colega de HOG Rubens, proprietário de uma Heritage vermelha, teve um acidente grave ao colidir com uma Kombi. Fui avisado do acidente pelo Roberto e me dirigi para o local, mas já encontrei-o a caminho do Hospital, a moto sendo liberada pelo Aluísio do Black HOG e outros colegas do HOG como o Emílson e o Roberto. Detalhes do acidente ainda são vagos, mas os resultados são graves: ele está com uma fratura de fêmur e bacia, necessitava de cirurgia até a tarde deste sábado e encontrava-se internado no Hospital Miguel Couto, no Leblon, aguardando a cirurgia ou remoção para hospital conveniado.

A esposa dele vinha na garupa e sofreu um corte na testa por conta do capacete de tamanho errado (provavelmente) que usava.

Fica a lembrança de que o equipamento de segurança é investimento a ser feito na própria saúde. Um capacete de tamanho errado ou de péssima fabricação geralmente traz mais prejuízos do que os valores gastos em um bom capacete.

Junto com esse acidente, outros acidentes de pessoas à minha volta foram relatados nesta semana: a Marcela, esposa do Celestino - ambos membros dos Biduzidos em SP - teve um acidente com a sua Sportster 883C a caminho de Curitiba quando uma carreta cruzou na sua frente desviando de uma colisão de quatro carros no trecho inicial da Régis Bittencourt. Nada de grave aconteceu com ela (escoriações e dez pontos no joelho) e a moto foi levada para a oficina.

Também dos Biduzidos em SP, o Léo, filho mais velho do Genaro, foi espremido por um carro forte ao tentar a ultrapassagem pela direita. O carro forte vinha sendo empurrado por um onibus e provavelmente não percebeu o Léo fazendo a ultrapassagem pela direita. O onibus ao ver a cena de trás aliviou a pressão e o carro forte, notando a motocicleta, também aliviou. Resultado: pedaleira amassada e um susto para o Léo e o Genaro que vinha logo atrás.

Já aqui no Rio um funcionário de um dos postos da rede em que trabalho faleceu após colisão com um onibus. No ato do acidente teve o pé direito amputado pelo mata cachorro da moto, foi removido para o hospital, mas não aguentou e faleceu após dois dias.

Por que relato esses acidentes? Porque desde o acidente da Silvana venho observando que na maior parte dos acidentes entre motos e carros sempre sobra para o motociclista. É preciso manter a conscientização de que não somos invulneráveis, que acidentes acontecem e a melhor forma de prevenção é evitar que eles aconteçam através de maior prudência na nossa pilotagem.

Irrita muito a falta de educação de motoristas de veículos mais pesados, que não dão a devida importância às motocicletas, mas não adianta transportar essa irritação para o acelerador. Não vale a pena.

Ao colega Rubens, empenho a minha solidariedade e torço para que a sua situação se resolva da melhor maneira possível. Para a Marcela e o Celestino, meus queridos amigos, desejo que esses acidentes bobos não mais os alcancem.

Mas para o Léo, iniciante na carreira de duas rodas fica uma recomendação: ao motociclista cabe a dura tarefa de pensar por ele e pelo motorista que vai na rodovia dentro do seu raio de ação. Sábio é aquele que aprende com os erros alheios.

domingo, 22 de novembro de 2009

vale a pena ler e refletir

Essa semana recebi e-mail do Sidinho, ex-diretor do HOG RJ, contendo um texto que recebera de outro diretor de HOG BH. Vou publicar a íntegra do e-mail para leitura:


Olá Amigos,

recebi esse texto do Aldemir (HOG -MG) através do querido Marcelo (HOG MG) que sempre me escreve. Achei bem bacana entâo estou repassando para meus amigos.

Abs a todos,

Sidinho.


MOTOQUEIROS

Há algum tempo atrás, o pai de um anjo, que não está mais entre nós, com o n°24 pintado em seu capacete, disse-nos que gastou muito tempo falando de história sobre vocês, mas, para ser honesto, eu nunca prestei muita atenção. Então, como ele era muito cabeça dura, ele me fez conhecer todos vocês, um por um. Ser abraçado e beijado por vocês, como se fosse o próprio filho; vestindo aquelas roupas de couro apertadas, aqueles capacetes coloridos, vocês pareciam realmente durões ...

Mas uma vez que as viseiras fumês eram levantadas, vocês tinham olhos bonitos, limpos e cheios de lágrimas; olhos onde você poderia se perder neles, chegar em suas almas e ver que pura elas são.

Tirando suas roupas de couro, e, no final do dia, você veria que eles cresceram como
crianças, nada mais que isso...

Eles gostam da vida, carnes, cerveja e "tira gosto" (pra não escrever lingüiça ou salsicha. hehehehe) e ainda procurando pela mãe, quando as coisas dão errado...

Tem gente que diz que quando montamos em nossas motos, anjos e demônios vão conosco!
Pode ser até verdade, é um tipo de dualismo que faz esse estilo de vida ser tão rico em emoções, que fazem seu coração bater mais rápido, parecendo que vai sair pelo peito a qualquer momento.

Demônios fazem você acelerar, irracionais e violentas aceleradas, na hora que a adrenalina corre direto para seu cérebro e você fica tremendo por vários minutos.

Anjos que carregam com eles a face a as vozes de quem não está mais conosco; vozes da experiência por vezes forjada em ossos quebrados.

Sim é verdade que você pode morrer pilotando uma moto; isso pode acontecer com qualquer um de nós isso machuca, REALMENTE MACHUCA.

Mas nada se compara à quantidade de vida que torna isso em lembranças fantásticas, em "flashes" que duram uma eternidade de risadas, aquelas risadas altas e profundas que vêm do coração, tão altas que fazem o sol brilhar num dia nublado.

Converse com qualquer um de nós, peça-nos para dizer sobre uma história de nossos últimos passeios alguma curva da estrada de sua montanha preferida, e você se perderá naqueles olhos sorridentes, naquele sorriso natural que gradualmente se espalha pelo rosto inteiro.

Converse com qualquer um de nós, pergunte como a vida seria se algum dia tivéssemos de desistir de nossa paixão e, tudo que você irá escutar é o som do silêncio, você verá que aquele rosto sorridente do "garoto" ficará vazio... como um marinheiro partindo para o mar ou como um pássaro com a asa quebrada...

Sim, você pode morrer em uma moto, mas acredite, não há melhor jeito de se viver o pouco tempo que nos é dado!

E se você não entendeu nada até agora, não se preocupe, você nunca entenderá!

Mas se um dia você estiver na estrada com sua família indo para a praia, na
segurança de seu carro, UM DE NOS passar vagarosamente pelo seu carro, você verá que seu filho, sentado no banco de trás, de repente virar a cabeça, acenando e
cumprimentando empolgado, não tente entender seu filho também.
Seu filho, com toda sua inocência, vê em nós uma centelha de algo que você nunca
reparou!

E o motociclista acenará também, não há nada de errado e você sabe que...

Anjos na terra se cumprimentam!

MOTOCILCISTAS, UM BANDO DE GRANDES E ESTRANHOS CARAS FELIZES EM SER MOTOCICLISTAS!

Renato Dupas Batista

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

razões para ter uma HD

Eu li uma postagem no blog do PHD Roque(http://wilsonroque.blogspot.com) muito bem humorada sobre as razões para ter uma HD.

Destaco duas: "elas não são imitação de nada,mas sim, elas próprias" e "harleiros são reconhecidos mundialmente. Basta você usar uma touca ou uma camiseta em qualquer lugar do mundo e alguém vai se aproximar e conversar com você sobre a sua moto".

Essas duas traduzem exatamente o espírito que serve como ligação entre cada um dos milhares de pilotos que fazem a opção pelo que representa uma Harley Davidson: sempre originais e capazes de elevar você a uma elite que não precisa de apresentações... simplesmente são o que são.

Para quem quiser ler, o link é "http://wilsonroque.blogspot.com/2009/10/eu-tenho-harley-e-dai.html.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Novas opções na internet

Fiz registro em dois novos fórums: o Dark Side Riders e o Harley Friends. São opções, principalmente para quem vive em São Paulo, mas com participantes em todo o Brasil, de grupos democráticos e que tem em comum algo fascinante: andar de Harley Davidson.

Nesses dois grupos eu conheço várias pessoas, principalmente no Dark Side Riders e posso garantir uma coisa: eles tem o que há de melhor na irmandade HD: interesse por boas estradas, bom papo e uma boa cerveja.

O Dark Side Riders marca passeio todo fim de semana que São Pedro permite, inclusive já participei de um (na época eles ainda eram Biduzidos) e o Harley Friends marca encontro toda terça à noite em um posto de gasolina em Moema.

Em comum, a presença no Johnnie Wash nas tercas à noite e os membros que pertencem à ambos os grupos, pois se não fosse assim não seriam democráticos.

Vale a visita no fórum do Harley Friends para sentir o clima. No Dark Side Riders, o registro é necessário para participar e ver as conversas.

Fica a sugestão.

domingo, 19 de julho de 2009

Enquanto isso...



Esse fim de semana tivemos a comemoração do aniversário do Álvaro. Festança com convite para toda a turma que já roda junto com o HOG RJ há mais de um ano. Detalhe: a festa aconteceu em Goiânia - GO.

A comemoração já começou na quinta feira passada, quando dez amigos partiram com suas HDs para Goiânia (e infelizmente eu tive que ficar no Rio e perder essa viagem que prometia e cumpriu!): Salmon, Claúdio, Chico, Rodolfo, Emílson (todos de touring), Sérgio, Carlinhos, Pirim, Rogério (todos de softail) e o aniversariante Álvaro estreando sua Electra Glide.

Roteiro via Ribeirão Preto para um chopp no Pinguim na quinta, Goiânia na sexta a noite, festa no sábado, churrasco em Brasília no domingo, cachaça em BH na segunda e retorno para o Rio na terça, provavelmente no Rota 66.

A foto acima registra uma das paradas feitas durante a viagem. Fiquem certos que custou bastante "dor de corno" ter ficado para trás nessa viagem.

Ao aniversariante, feliz aniversário. Aos viajantes, continuem tomando mais uma por mim.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Você faz parte de um motoclube e não sabia?

Nem só de Harley-Davidson vive um Harleyro.... Também gostamos de conviver com os colegas, tenham ou não HD, jogar conversa fora e viajar com os amigos.

Pensei bastante antes de postar sobre o assunto e acho que é válido refletir sobre alguns casos que vem ocorrendo nos motogrupos, pois me parece que tentam sutilmente fazer parecer que esses motogrupos são na realidade motoclubes, onde tudo tem uma regra e pensar por si mesmo é uma transgressão a um código de conduta.

Eu já postei anteriormente sobre motoclubes e motogrupos fazendo ressalvas sobre pertencer a um motoclube e pertencer a um motogrupo.

Eu ando com o HOG RJ porque a maioria dos amigos que andam comigo andam com o HOG. O HOG tem muitas críticas e alguns até evitam sair no trem do HOG por achar que os novatos trazem insegurança à viagem. Tudo bem, afinal o HOG não é um motoclube, ou pelo menos eu pensava assim.

A minha convivência com o HOG RJ me dá uma sensação de que todos os chapters se comportam da mesma maneira: total liberdade para ir a encontros, marcar viagens com determinados membros sem comunicar ao resto do chapter, marcar encontros em locais diferentes, as vezes até indo a vários locais no mesmo dia só para encontrar com amigos que preferiram ir a um lugar diferente.

Pelo que tenho lido isso não é regra nos demais chapters. Já acho bastante estranho que não haja renovação nas diretorias, mas entendo que um bom trabalho deva ser mantido até o momento em que o diretor diga que está cansado e não pode mais continuar mantendo o bom nível. Assim aconteceu no HOG RJ e por isso pensava que assim seria nos demais chapters.

No blog do HOG POA, mantido pelo Reinaldo e a Fernanda, houve uma mudança singela, mas bastante significativa: hoje esse blog é o blog Harlystas - blog dos amigos harlystas do Rio Grande do Sul. Por que essa mudança? Por conta de uma divergência sobre o local para haver uma reunião no meio da semana. Indicaram um local diferente do local indicado pela direção do HOG POA e o Reinaldo passou a ser tachado de desagregador.

Bom isso poderia ser um caso isolado, mas acontece também em SP, onde os colegas do Harley-Davidson Group (amigos entre si com o interesse mútuo nas HDs) se distanciam visivelmente dos chapters paulistas.

E isso não acontece só no HOG. Acontece também nos Biduzidos, onde diferenças pessoais não foram resolvidas e uma parte dos foristas deixou de postar e comparecer ao tradicional café da manhã no Serra Azul.

Não pensem que isso também não acontece no Rio, apenas as diferenças pessoais são resolvidas antes que o mau-estar seja extremado.

Frequentar o HOG ou qualquer outro motogrupo como os Biduzidos é questão pessoal e vale para cada um. Querer impor vontades ou regras em um grupo que preza a liberdade pessoal é desagregar. Não existem chefes, presidentes ou coisa parecida em um moto grupo. Existe sim um grupo de iguais que se tratam como iguais. Diferenças pessoais devem ser resolvidas entre aqueles que envolveram no episódio e tomar partido só leva a desagregação, do mesmo modo que usar de influência para isolar alguém leva ao mesmo destino.

Eu andei sozinho muitos anos, prezo o relacionamento interpessoal que um motogrupo permite, mas não aturo um "otoridade" investida por um revendedor ou coisa parecida.

Eu não tenho privilégios por frequentar o HOG RJ e acho que nenhum dos demais membros dos demais chapters tem. Hierarquia ficou no tempo em que estive nas forças armadas e vale para todos aqueles que prezam a liberdade de pensamento e opinião.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Claudio e Paty




Por fim, um reconhecimento ao casal Claudio e Paty. Fizeram a viagem junto conosco, se programando para que não fizessemos a viagem sozinhos e fazendo desses 1562 kms uma diversão ainda maior.

Não tem tempo ruim para o casal e o Claudio ainda protagonizou alguns fatos bem pitorescos, como os ovos em Tatuí e o corte de cabelo em Moema. A Paty por sua vez, foi para o Rio trabalhar e fez questão de voltar para São Paulo no fim de semana só para não perder a farra, e nós para não deixarmos ela triste fizemos o enorme "sacrifício" de passar o fim de semana em São Paulo.

Abraços ao casal e vamos em frente porque ainda tem muitos quilometros para andarmos juntos.

Fim de semana Biduzido em São Paulo: 25/26.04

Os Biduzidos são um motogrupo que reúne pessoas em todo o país e como não podia deixar de ser a maioria é de São Paulo. Faço parte do fórum e gosto de pensar que também faço parte do grupo.

Como é normal de acontecer todos tem sua vida pessoal, mas os feriados e o fim de semana deu oportunidade de um convívio real. Durante o evento HOG já tinha me encontrado com alguns deles em Campos de Jordão, na chegada a São Paulo encontrei novamente para um chopp e na quarta feira, data prevista para irmos a HD Pimenta, outros passaram por lá para cumprimentar (Godoy, Márcia e Chacon).

O fim de semana foi o ponto alto dos encontros. No sábado 25.04, fizemos um pequeno passeio até Tatuí. Encontro no posto do km 28 da Rodovia dos Bandeirantes com Bocuzzi, Godoy e Camacho, que junto comigo e o Claudio (com as esposas na garupa) fizemos um trem para não esquecer. Sempre no limite da estrada com Bocuzzi como Capitão de Estrada e Godoy de Cerra Fila, o trem de cinco motos se comportava de forma homogenêa fazendo ultrapassagens na melhor forma do manual do Riders I (Group Riding). Godoy via a necessidade da ultrapassagem e já fechava a pista e o Bocuzzi imediatamente após iniciava a ultrapassagem para entrar na frente dos veículos em distância segura e apropriada para todos fazerem a ultrapassagem.

O trajeto foi muito bonito, mesclando rodovias principais com estradas turísiticas em duas mãos. Com a partida do km 28 da Bandeirantes, seguimos até Cabreúva, onde pegamos uma estrada vicinal até Itu. Parada em Itu para fotos e seguimos até Tatuí.

Tatuí foi outro marco pitoresco: almoço na Costelinha da Caipirinha, onde você se serve do arroz e feijão direto do fogão, com salada a vontade e escolhe o prato principal entre costela de boi, costela de porco, peito de frango ou lombo de porco. Se fosse só isso já era muito bom, mas ainda tinha ovo frito a vontade.... esse foi o fato marcante: o Claudio a todo momento pedia mais ovo frito e de tanto comer os ovos fritos começamos a achar que a Fat dele ia ficar "nitrada" na estrada.

A volta foi feita pela Castelo Branco, sempre na velocidade da estrada e com o mesmo comportamento do trem. Um passeio memorável.

A noite encontramos Celestino, Marcela, Chacon e Solange para um chopp em Moema e quando a Silvana comentou que ela estava moída de ter feito a viagem até Tatuí na garupa do Badlander (um verdadeiro banco solo com um pequeno acabamento que dizem ser a garupa do banco - na verdade simplesmente impede o garupa de ir sentado no paralama traseiro da moto), rapidamente propuseram um comboio Biduzido até Penedo, o que a Silvana gostou muito, pois era mais da metade da viagem longe da garupa do Badlander.

Domingo de tempo encoberto, encontro marcado para o posto da Ayrton Senna (SP070) e partimos em novo comboio de cinco motos: eu fui de Capitão de Estrada, Marcela com a 883 C, Claudio e Paty de Fat, Celestino levando a Silvana na garupa de Electra e Chacon com a Solange na garupa de outra Electra como Cerra Fila.

Viagem tranquila, no limite da estrada novamente. O trem não foi tão homogenêo quanto o de sábado, mas sempre que enfrentávamos um pouco mais de transito nos agrupavámos para prevenir problemas. Almoço em Penedo, e como quem tem padrinho não morre pagão, o Rogério, que vinha de Ribeirão Preto com sua L200 (onde participou e chegou em quarto lugar do Rally Mitsubishi), trouxe a Silvana até o Rio e evitando um divórcio por conta da garupa do Badlander.

Essa demonstração dos Biduzidos em nos acompanhar até Penedo somente para possibilitar uma viagem mais confortável para a Silvana e o Rogério desviando caminho para Penedo para trazer a Silvana até o Rio dão a verdadeira mostra do que é o espiríto harleyro... onde você estiver, se estiver com algum problema, sempre vai ter um motociclista para dar uma mão.

Sem palavras para expressar a gratidão pela ajuda para a Silvana nessa volta de São Paulo.