A linha Touring foi bastante modificada (quadro, motor, eletrônica e escapamento). O acelerador "fly-by-wire" e o abs já vem dos modelos 2008.
Como essas motos ainda não chegaram ao mercado brasileiro, e pouco se comenta sobre defeitos nos novos modelos, algumas pessoas estão muito interessadas nelas, mas se sentem pouco a vontade sem saber se essas motos vão ter algum "calo".
Tomando por base os modelos 2008, existe um defeito que começa a aparecer, principalmente nos aceleradores "fly-by-wire".
Alguns colegas e um grande amigo se queixam que o acelerador fica preso, não deixando a rotação diminuir de 2500 rpm tornando um inferno, tanto pelo calor quanto pela dificuldade em controlar a moto, dirigir as EGs no transito. Na estrada esse defeito não atrapalha.
E como uma coisa puxa a outra, o Bugno dos Biduzidos (www.biduzidos.com.br) acaba de relatar um problema com a borboleta que controla a saída dos gases (não abria e causa superaquecimento no cilindro traseiro). Como essa borboleta é controlada eletronicamente pela injeção, cresce a lista de problemas nas Touring.
O caso do Bugno parece ter sido um defeito mecânico, que as revisões do Izzo não haviam atestado (precisou de um diagnóstico do Pimenta para descobrir o problema) e foi resolvido em garantia.
O caso dos aceleradores é mais preocupante, uma vez que o acelerador eletrônico não tem cabos e apenas envia os sinais de acelerar e desacelerar (o cabo do retorno das injetadas) para a injeção. Dessa forma, a possibilidade de um defeito eletrônico crônico cresce.
Um defeito crônico e uma rede autorizada despreparada costumam ser fatais para a fama do modelo. Exemplificando o despreparo das oficinas autorizadas: o Marcelo (grande amigo e dono de uma EG que fez a primeira revisão há menos de dez dias) reclamou o defeito, e a PRIMEIRA COISA QUE O MECÂNICO FEZ FOI VIRAR O GUIDÃO PARA ESTICAR UM CABO QUE NÃO EXISTE! Ora, se eles que deveriam conhecer profundamente a moto não sabem que não existe cabo, imagine as atrocidades que serão feitas para tentar sanar o defeito apresentado.
O gerente da loja do Rio autorizou toda a troca do conjunto de acelerador em garantia antes mesmo de atestar defeito nesse conjunto, mas o defeito permaneceu. Logo após a revisão, o Marcelo foi a São Paulo, e na JK e no Pimenta também não descobriram a causa do defeito.
A próxima solução nessa brincadeira de mexer até acertar (digna dos bons mechânicos que temos) será trocar toda a ECU que controla a eletrônica da moto, incluindo a injeção e abs. Se esse defeito crônico for algo que atinja uma série de ECUs, um recall será necessário e urgente (imaginem uma falha no abs durante uma frenagem de emergência: risco de vida para o piloto e garupa), até mesmo porque esse defeito já foi apontado por Harleyros norte-americanos (o próprio Marcelo passou por isso com uma moto alugada para o evento dos 105 anos da HD)denotando que o defeito não é parte de um lote usado apenas nas motos fabricadas para o mercado nacional.