terça-feira, 28 de maio de 2013

Roteiro para o grupo do HOG RJ

HOG RJ fez briefing no último sábado e liberou planilha com as indicações para a viagem à São Paulo, valendo tanto para o grupo que sai na quinta quanto para o grupo que sai na sexta.

O local para a saída do grupo é o Posto BR do Parque das Rosas na av. das Américas 3757 com partida para 6h30.

Primeiro abastecimento será no Posto Belveder, logo após o primeiro pedágio da Dutra em Viúva Graça.

Segundo abastecimento será na Dutra, no posto Graal Estrela em Queluz (SP).

Terceiro abastecimento será na Rod. Carvalho Pinto, no posto Frango Assado em Jacareí (SP).

Quarto abastecimento será na Rod. Ayrton Senna no posto Final em Guarulhos.

A volta está marcada para domingo, com saída às 9h30 da Ibis Barra Funda.

Primeiro abastecimento será na Rod. Carvalho Pinto no posto Frango Assado em Jacareí.

Segundo abastecimento será na Dutra no posto BR em Guaratinguetá.

Terceiro abastecimento será também na Dutra no posto BR em Penedo, onde o grupo fará uma parada para almoço.

Quarto abastecimento será na Durta no posto Ipiranga da Casa do Mamão em Piraí.

Durante a estada em São Paulo não há programação fixa, exceto pelo evento HD 110th Experience São Paulo, mas há a sugestão de visitar o Johnnie Wash na Av. Dr. Cardoso de Melo, 570 - Vila Olímpia na noite de sexta-feira e café da manhã no dealer HD ABA na Av. Marques de S. Vicente 1930, dealer mais próximo do hotel sugerido, Ibis Barra Funda.

Para quem for na quinta feira, a HD ABA fechou uma parceria com o Bourbon Street Music Club, na Rua dos Chanés 127 em Moema. Existe um folheto na fan page do HOG RIO que garante 50% de desconto no ingresso.

Além disso, no sábado pela manhã estão confirmados as saídas dos Chapters ABA-SP e Auto Star SP para Campinas e Guaruja, respectivamente, retornando diretamente para o desfile que abre o evento HD 110th Experience São Paulo

sexta-feira, 24 de maio de 2013

nada a acrescentar

Bayer, autor do Blog Old Dog Cycles que acompanho normalmente postou hoje uma carta aos motoristas que diz tudo e mais alguma coisa sobre a batalha diária para se andar de moto diariamente no meio do transito das grandes metrópoles.

Ia apenas linkar, mas achei melhor copiar:

Eu sou motoqueiro*. E sei que você me odeia, amigo motorista.

Mas eu não odeio você. Não acho certo julgar uma categoria inteira por causa dos erros de alguns. Você odeia todos os motoqueiros porque teve um que bateu no seu espelho. Mas eu não consigo odiar todos os motoristas porque teve um que me fechou enquanto usava o Facebook no celular.
Sabe, eu também sei que você se irrita quando eu passo no corredor e dou uma buzinada de leve. Já cansei de ouvir você gritando ou buzinando de volta quando faço isso. O engraçado é que em todas as vezes, a buzina não foi para você, mas para a madame na sua frente. Aquela que mudou de faixa na SUV de 3 toneladas sem olhar no retrovisor. Ou foi para o apressadinho do seu lado que atravessou duas faixas na minha frente para não perder o retorno.
Talvez você perdoasse mais a minha buzina se percebesse que as fechadas que eu levo dos outros carros, são bem piores e mais frequentes do que as que você leva. Piores, porque no meu caso eu posso ir para o chão e terminar a vida debaixo de uma roda de caminhão. E mais frequentes pois, se você já toma fechada no seu carro, imagine eu que estou em um veículo bem menor que o seu. Se o sujeito não enxerga um carro pra mudar de faixa, o que dirá uma moto.
Sei que vários de nós são na verdade um lixo sobre duas rodas. Mas isso não é só no nosso caso… Tem gente ruim por aí em duas, quatro e até de seis rodas… Gente que comprou a carta, que dirige embriagado, que não respeita a ninguém, gente que já até matou no trânsito e ficou impune. E não são poucos.
Você, motorista, reclama dos ônibus, dos caminhões, dos taxistas, dos ciclistas, dos pedestres, dos motoqueiros. Mas o que você não percebe é que o mundo foi feito para você. Mesmo sendo uma minoria, tudo é pensado nos motoristas de carros. Todas as obras são feitas pensando em vocês, para priorizar a locomoção de vocês. Por isso entendo perfeitamente que vocês não gostem de dividir espaço nas ruas. Isso ainda é um conceito novo, não é mesmo?
Mas pense que cada moto na sua frente, também é um carro a menos na sua frente. O mesmo vale para cada pedestre, ciclista e passageiro de ônibus. Se a gente conviver numa boa, eu sou um carro a menos criando congestionamento para você. E enquanto você fica no ar condicionado e no conforto do seu pequeno mundo particular, eu estou no frio, na chuva e tomando água de esgoto na cara quando você passa correndo em cima de uma poça suja. Sem falar nos malucos querendo passar por cima de mim…
Mesmo assim, não desisto de andar de moto. Seria mais fácil pegar o carro e chegar limpinho no trabalho, sem me preocupar com nada, ouvindo música. Mas não é a vida que eu escolhi, nem a vida que meus irmãos de moto escolheram.
Por isso, da próxima vez que eu passar por você, não me feche, dê espaço. Se eu buzinar, não significa que eu estou te xingando, é só um aviso amigável para aquele executivo na sua frente prestes a me fechar porque está discutindo no celular.
Olhe para mim e fique feliz de eu não ser mais um FDP na sua frente atrasando o seu tão precioso trânsito.
Abraços,
Bayer // Old Dog
*Sim, me chamo de motoqueiro. E não necessariamente no sentido pejorativo do termo, mas porque essa história de motociclista é nova e, quando eu comecei a andar, a gente se chamava de motoqueiro mesmo, sem frescura.
Para quem quiser conhecer mais, acesse: www.olddogcycles.com e divirta-se.

a visão da HDMC para fidelizar seu cliente

A revista Duas Rodas publicou uma entrevista com Mark van Genderen, vice-presidente que cuida das ações da HDMC USA para a América Latina, onde o entrevistado afirma que "a compra da moto é só o primeiro passo".

Concordo com a afirmação do executivo, mas quando afirma no prosseguimento que "quando pensamos em ser uma fabricante de motocicletas diferente, isso inclui uma experiência premium para ao consumidor. A compra da moto é o primeiro passo, mas são os eventos, a customização e as roupas que  permitem ao cliente se sentir como um membro da família. É algo que tentamos fazer no mundo e que combina bem com o Brasil, com a paixão dos motociclistas pelas Harley.", a coisa muda radicalmente de figura.

Não tem como negar que todo mundo gosta de festa, de preferência com um planejamento mais antecipado, e que o life style é uma "modinha" que traz bastante lucro para a empresa, mas a "experiência premium" tem para mim outra definição: usar um produto confiável, sem aborrecimento para cumprir a garantia e sem precisar alternativas para conseguir peças de reposição.

Afirmar que o mercado brasileiro é importante para a matriz porque o país tem sido alvo de atenção das ações de marketing voltada para o life style não é motivo de satisfação para um cliente que fica com a moto parada por até um mês a espera de uma solução.

Pelo contrário: os relatos de problemas impedem a fidelização de clientes pela insatisfação com a marca na hora de resolver um problema que, dentro da ótica do consumidor, será sempre o problema mais importante  a ser resolvido para aquele proprietário.

O movimento FTF, que tem sido uma modinha para os calouros que querem ser aceitos entre veteranos, só ganha força com essa estratégia de valorizar o life style em detrimento do pós-venda.

Quando me perguntam se vejo algum fato que possa mostrar uma mudança nesse panorama, respondo que só vejo mudanças no momento em que o universo de proprietários de HD for maior que o universo de futuros proprietários de HD. Ainda é muito grande a demanda, a estratégia de marketing que mostra um cenário diferenciado apenas por ser um proprietário de HD é muito eficiente e a tendência de manter as vendas de motos zero em alta continua sendo cumprida porque ainda parece muito importante para uma parcela grande de proprietários e futuros proprietários ter uma moto nova, mesmo tendo de encarar os prováveis problemas durante o período de garantia.

Ainda não me convenceram a comprar uma HD novamente, mas enquanto isso vamos aproveitando as festas do marketing HD.

Blood Biker prepara nova festa

A revista Blood Biker organiza a Segunda Blood no Mercato Nero, mesmo local da festa de lançamento da revista.

Traz como atração a banda Mad Cats e a festa acontece dia 27/05 a partir das 18h.

Endereço do Mercato Nero é Av. das Américas 14300.

HOG RJ tem programação voltada para o evento HD 110 SP

Neste sábado o HOG RJ faz programação caseira: teremos café com Rock no dealer carioca.

A banda Into the Purple começa a tocar a partir das 11h e o tradicional café da manhã começa às 9h.

Logo após o término da show, o HOG RJ convoca os colegas que seguem no trem, tanto de quinta quanto de sexta, para o briefing visando a viagem a São Paulo para participar do evento HD 110th Experience São Paulo.

Até o  momento são cerca de 40 motos nos dois trens, com a lista dos participantes publicadas na fan page do HOG RJ.

Ao término do briefing, o HOG RJ sai para almoço em Pedra de Guaratiba.

domingo, 19 de maio de 2013

mantendo uma Twin Cam

Muita gente pergunta como mantenho a Fat rodando.

Em essência, eu uso a moto todos os dias que posso. Uma HD que roda não costuma dar problema.

Se você não pode usar a moto com tanta frequência pequenos cuidados trazem mais sossego: mantenha o tanque cheio e deixe a moto parada com o descanso em uma base de borracha.

E não descuide da manutenção preventiva. Eu sigo o manual, fazendo as revisões em intervalos de 8000 kms. Não faço troca de óleo intermediária por evitar o lubrificante mineral, dou preferência aos semi sintéticos (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2012/12/troca-de-oleo.html).

Para quem compra a moto zero, sugiro manter as revisões no dealer pelo prazo da garantia. Fiz assim e não me arrependo: no momento em que precisei fazer uso da garantia, foi feito a contento (demorou, mas foi feito). Se pretende comprar a moto e abrir mão da garantia por não ter confiança no serviço do dealer, faça pelo menos a primeira revisão: 1600 kms é um intervalo de uso muito pequeno (se bem que tenho amigos que demoraram um ano para chegar nessa marca) para abrir mão da garantia, assim até chegar na marca de 8000 kms você pode avaliar bem se vale ou não a pena abrir mão da garantia.

Na revisão de 1600 kms, se fizer no dealer, reclame da suspensão dianteira, mesmo sem motivo. Melhor passar por chato do que descobrir que o óleo da suspensão devia ter sido trocado na revisão de entrega e não foi. Do mesmo modo, se sentir dificuldades para a partida da moto, reclame da bateria: os relatos com problemas nos reguladores de voltagem são inúmeros. Também não custa recomendar que se engraxe a caixa de direção, normalmente esquecida.

Ao sair da revisão de 1600 kms, nota-se que a moto está mais solta e já vale a pena pensar em escape e filtro, se for a sua ideia inicial. Depois disso pense em ajustar a injeção e provavelmente vai começar a pensar se vale a pena melhorar a ergonomia.

Nas revisões seguintes peça sempre para regular freio, acelerador e embreagem. Não deixe de pedir para lubrificar as partes móveis do pedal de acionamento da caixa de marchas. Um pouco de graxa faz sempre milagres. E vale também uma limpeza nos bornes da bateria e caixa de fusíveis. Verifique as sujeiras que ficam agarradas no bloco do motor: normalmente são pequenos vazamentos por parafusos devido a junta rasgadas ou sensor de injeção mau preso (meu último vazamento foi por conta do sensor de ponto que ficou frouxo).

Algumas marcas devem ser lembradas: troca de filtro de óleo e lubrificante de motor e primária a cada 8000 kms, troca de lubrificante de caixa de marchas a cada 16000 kms, troca do óleo do garfo a cada 16000 kms, troca de fluído de freio a cada dois anos.

Barulhos novos devem ser identificados e verificados: pode ser um problema grave ou apenas mais uma das "características HD" que aparecem com o uso.

Para quem tem um TC88, atenção aos tensores da corrente de comando: inspecione na marca de 40000 kms e vá fazendo isso até que sejam trocados, ou seja preventivo e troque aos 40000 kms para não ter dor de cabeça. A HDMC recomenda 64000 kms como marca final para a troca desses tensores.

Para quem usa os motores mais novos TC96 e TC103, já existem relatos de falhas nesses tensores na marca de 80000 kms desmanchando a ideia de que os novos sistemas adotados nesses motores haviam solucionado esse problema.

O belt tem fama de durar 100000kms, mas a fábrica recomenda a troca com 80000 kms. Não custa verificar quando chegar nessa marca, porque um belt quebrado no meio do nada é uma bela aporrinhação, sem falar no problema que pode causar na coroa.

Uma coisa que aprendi na prática: filtro de gasolina. O filtro de gasolina fica dentro do tanque e acaba ficando esquecido. A fábrica recomenda a troca com 40000 kms. O meu durou 45000 kms até ficar totalmente entupido e furou duas mangueiras internas causando falhas aos 16000 kms e novamente aos 24000 kms (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2011/02/injecao-hd-sistema-de-alimentacao.html). Com a qualidade do combustível brasileiro, pretendo ser conservador e fazer a troca do filtro e mangueiras a cada 24000 kms (próxima revisão).

Filtro de ar e velas tem recomendação de troca no manual, mas eu troco conforme desgasta. Meu filtro de ar durou 43000 kms, quando notei que as bordas estavam queimadas e mesmo assim rodou até a revisão de 48000 kms. As velas foram trocadas aos 24000 kms, mas estavam novas. As atuais já passaram essa marca.

Pastilhas de freio devem ser trocadas conforme necessário também, assim como os pneus. A inspeção é visual. Meu uso é majoritariamente urbano e troco pastilhas entre 8000 e 16000 kms. Os pneus dependem  da marca: atualmente com os Michelin espero fazer 20000 kms com o pneu traseiro e 40000 kms com o pneu dianteiro.

As Sportsters tem manutenção menos intervalada, mas não são muito diferentes das Twin Cam.

Cuide bem da sua moto que ela cuidará bem de você.

F.T.F. está virando "modinha"

F.T.F. é um movimento contrário às estratégias da HDMC que associam a motocicleta a um estilo de vida, onde a maior preocupação é conquistar novos clientes com a ideia de que tudo pode ser esquecido com um fim de semana viajando com sua HD.

Como marketing de pré-venda funciona muito bem, mas quando o cliente tem a necessidade do pós-venda, a coisa muda muito de figura. Basta ler os vários relatos de problemas nas revisões de entrega ou no acionamento da garantia.

Eu já fiz post em maio do ano passado sobre o assunto quando fui cobrado por alguns leitores sobre uma "mudança de posição" ao expor opiniões sobre os diversos problemas na retomada do controle da operação brasileira pela matriz americana (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2012/05/ftf.html).

O que mudou daquela data para os dias de hoje: praticamente nada. O panorama do pós-venda continuar praticamente o mesmo e o empenho na venda do HD life style está cada vez maior, basta ver os itens que são encontrados nos dealers e os eventos organizados de forma amadora que vem sendo realizados.

Em compensação, virou moda reclamar com base no relato "do irmão de um primo do meu amigo que saiu com a irmã do dono da loja", ou seja, reclamar somente por reclamar.

Reclamar é direito do consumidor consciente, que deve exigir os seus direitos na relação de consumo. E esse consumidor deve reclamar a quem vá fazer diferença para exercer esse direito: o dealer, o gerente, o chefe da oficina, o SAC e por fim a justiça.

Não vejo coerência em reclamar do tratamento da fábrica e continuar usando a moto. Em algum momento esse consumidor vai ter de lidar com a fábrica para resolver um problema.

Do mesmo modo, não vejo coerência no cliente que, apesar de saber de todos os problemas com a garantia, insiste em comprar a moto zero e reclama do preço da revisão, do serviço que sequer foi feito ainda e do preço que vai pagar. Quando comprou já conhecia o cenário e mesmo assim se decidiu por enfrentar o problema.

A única conclusão que chego com tudo isso é que a nova "modinha" é fingir ser "malvadão" falando mal da fábrica, do dealer e do HOG para poder viver o "sonho easy rider" durante o fim de semana e voltar a usar o terno durante a semana sem culpa.