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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Milwaukee 8: Engine Idle Temperature Management System (EITMS)

O EITMS, ou o "sistema que desliga o cilindro traseiro" era corriqueiro nos Twin Cam, podendo ser setado pelo acelerador eletrônico nas Tourings ou via programação nas Softails, mas eu não tinha certeza se essa função estava setada no M8.

Desde ontem (2/10) o calor no Rio apertou e a temperatura nos corredores de transito vem subindo e notei que o EITMS existe no M8.

O M8 já é um motor que dissipa menos calor que o TC e isso é um aumento no conforto para usar as HDs no trânsito, mas foi uma boa surpresa notar o EITMS funcionando ontem.

Resta saber como vai ser quando chegarmos no pico do verão. Confesso que muitas vezes deixei a CVO em casa para usar o ar condicionado no carro durante o verão por ser um sofrimento usar a CVO em transito pesado, coisa que acredito não vá acontecer com a RKS.

Por enquanto segue a "lua de mel" com a RKS.

domingo, 1 de junho de 2014

"a vida do idiota é atribulada e cheia de imprevistos"

Essa frase me foi dita por um amigo, Aluísio Bindemann, e reflete perfeitamente o índice de acidentes de trânsito.

Durante a semana foram três ocorrências similares: o carro liga a seta para mudar de faixa e o idiota mete a mão na buzina e força a passagem pelo corredor. Nas três vezes foi moto no chão e carro amassado. Tempo perdido com discussão e em um caso tempo perdido para o idiota que provavelmente vai passar por cirurgia por conta de perna quebrada.

Não sei se conhecem o fundamento de usar a seta: quem liga pretende fazer uma conversão e quanto mais rápido isso acontece, mais rápido o trânsito anda.

Ceder a vez não significa atraso: na maior parte das vezes vai representar um avanço porque o trânsito não se interrompe esperando que o impasse seja terminado.

Na moto ainda temos o agravante do corredor: se você vem no corredor tem de estar atento às mudanças de faixa que os carros fazem, se o motorista sinaliza a sua vida melhora. Tirar a mão do acelerador não é nenhuma "agressão à sua masculinidade", pelo contrário: é um reconhecimento da sua inteligência.

O mau hábito de se transformar no "buzininha" não vai evitar que um carro entre na sua frente se vir a brecha, ainda mais se já estiver sinalizando que vai fazer isso.

Corredor já é um local mais arriscado para trafegar e ser idiota não ajuda a melhorar.

Ser inteligente no trânsito ajuda mais que a "armadura" que o deputado do PT quer impor pela via legislativa.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Trânsito, motocicleta e educação: precisamos de um ponto comum

Com as capitais virando megalópoles, transito piorando e necessidade de deslocamento rápido para uma qualidade de vida, muitos vem adotando a motocicleta como solução para perder menos tempo no trânsito.

Por que a motocicleta vem sendo escolhida? Porque a motocicleta se mostra cada vez mais viável como um meio rápido e barato para a população de qualquer camada de renda. Se a pessoa coloca na ponta do lápis, o financiamento de uma motocicleta de baixa cilindrada acaba saindo mais barato que o gasto com o transporte coletivo. Consequência: a frota de duas rodas aumenta rapidamente com proprietários, em sua maioria, inexperientes.

Juntamos a esse aumento de motociclistas inexperientes a falta de educação dos motoristas e pedestres e o panorama de acidentes explode.

Muitos acidentes, aumento de custo no sistema de saúde. Solução do governo do lisarb: limitar, coibir e dificultar o uso da motocicleta, mesmo que isso cause cada vez menos mobilidade nas cidades.

O último "milagre" para melhorar essa situação é a exigência de limitador de velocidade para motocicletas. Uma ideia que não tem o menor respaldo técnico. A dificuldade em implantar essa solução é grande e não terá consequência na diminuição de acidentes, pelo contrário: deve causar mais colisões traseiras já que os veículos não limitados dificilmente vão pensar em desviar de uma motocicleta. 

E atrás dessa "lei milagrosa" outras virão como é normal na cabeça de nossos governantes.

A solução efetiva para uma convivência de motocicletas no trânsito precisa de tempo: é preciso educar os personagens desse cenário. Já passou da hora de iniciar medidas educativas para mostrar ao motociclista que trafegar pelo corredor em velocidade excessiva ou ficar zigue-zagueando entre carros ou ainda ficar disputando largada de moto gp a cada sinal de trânsito.

Do mesmo modo, já passou da hora para iniciar um programa valorizando a vida em cima da motocicleta, para que o motorista pense e use seus espelhos, deixe o celular em paz e passe a presta atenção ao veículo da frente, mesmo que seja uma motocicleta ou bicicleta.

E vale para o pedestre, que ansioso para atravessar acaba não usando as faixas de pedestre só porque o transito parou.

Educação? Será que isso passa nas cabeças responsáveis pelas grandes cidades? Ou ficaremos apenas nas soluções politicamente corretas de incentivar transporte público (leia-se cartéis de empresas de ônibus e construtoras participantes de obras públicas para metrô)..

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

seta e corredor: relação complicada

"Seta não é c.., dê sem medo" é uma frase que leio muito na web, principalmente no Facebook.

Mas de que adianta dar seta para fazer conversão ou mudar de faixa se o infeliz que vai em cima da moto decide acelerar para passar antes do carro fazer o que está indicando?

Corredor não é faixa de rolamento, é alternativa para as motocicletas não ficarem presas no trânsito e deve ser usada como tal: não adianta ficar aborrecido porque o carro está indicando que vai mudar de faixa e você vai ter de diminuir para deixar o carro fazer a conversão: isso é trânsito.

Nesta semana foram três acidentes perfeitamente evitáveis se o infeliz que vai em cima da moto tivesse o usado o bom senso e desacelerado ao invés de acelerar.

Vale a campanha: "seja paciente, dê a vez." Quem sabe o DPVAT baixa....

sexta-feira, 24 de maio de 2013

nada a acrescentar

Bayer, autor do Blog Old Dog Cycles que acompanho normalmente postou hoje uma carta aos motoristas que diz tudo e mais alguma coisa sobre a batalha diária para se andar de moto diariamente no meio do transito das grandes metrópoles.

Ia apenas linkar, mas achei melhor copiar:

Eu sou motoqueiro*. E sei que você me odeia, amigo motorista.

Mas eu não odeio você. Não acho certo julgar uma categoria inteira por causa dos erros de alguns. Você odeia todos os motoqueiros porque teve um que bateu no seu espelho. Mas eu não consigo odiar todos os motoristas porque teve um que me fechou enquanto usava o Facebook no celular.
Sabe, eu também sei que você se irrita quando eu passo no corredor e dou uma buzinada de leve. Já cansei de ouvir você gritando ou buzinando de volta quando faço isso. O engraçado é que em todas as vezes, a buzina não foi para você, mas para a madame na sua frente. Aquela que mudou de faixa na SUV de 3 toneladas sem olhar no retrovisor. Ou foi para o apressadinho do seu lado que atravessou duas faixas na minha frente para não perder o retorno.
Talvez você perdoasse mais a minha buzina se percebesse que as fechadas que eu levo dos outros carros, são bem piores e mais frequentes do que as que você leva. Piores, porque no meu caso eu posso ir para o chão e terminar a vida debaixo de uma roda de caminhão. E mais frequentes pois, se você já toma fechada no seu carro, imagine eu que estou em um veículo bem menor que o seu. Se o sujeito não enxerga um carro pra mudar de faixa, o que dirá uma moto.
Sei que vários de nós são na verdade um lixo sobre duas rodas. Mas isso não é só no nosso caso… Tem gente ruim por aí em duas, quatro e até de seis rodas… Gente que comprou a carta, que dirige embriagado, que não respeita a ninguém, gente que já até matou no trânsito e ficou impune. E não são poucos.
Você, motorista, reclama dos ônibus, dos caminhões, dos taxistas, dos ciclistas, dos pedestres, dos motoqueiros. Mas o que você não percebe é que o mundo foi feito para você. Mesmo sendo uma minoria, tudo é pensado nos motoristas de carros. Todas as obras são feitas pensando em vocês, para priorizar a locomoção de vocês. Por isso entendo perfeitamente que vocês não gostem de dividir espaço nas ruas. Isso ainda é um conceito novo, não é mesmo?
Mas pense que cada moto na sua frente, também é um carro a menos na sua frente. O mesmo vale para cada pedestre, ciclista e passageiro de ônibus. Se a gente conviver numa boa, eu sou um carro a menos criando congestionamento para você. E enquanto você fica no ar condicionado e no conforto do seu pequeno mundo particular, eu estou no frio, na chuva e tomando água de esgoto na cara quando você passa correndo em cima de uma poça suja. Sem falar nos malucos querendo passar por cima de mim…
Mesmo assim, não desisto de andar de moto. Seria mais fácil pegar o carro e chegar limpinho no trabalho, sem me preocupar com nada, ouvindo música. Mas não é a vida que eu escolhi, nem a vida que meus irmãos de moto escolheram.
Por isso, da próxima vez que eu passar por você, não me feche, dê espaço. Se eu buzinar, não significa que eu estou te xingando, é só um aviso amigável para aquele executivo na sua frente prestes a me fechar porque está discutindo no celular.
Olhe para mim e fique feliz de eu não ser mais um FDP na sua frente atrasando o seu tão precioso trânsito.
Abraços,
Bayer // Old Dog
*Sim, me chamo de motoqueiro. E não necessariamente no sentido pejorativo do termo, mas porque essa história de motociclista é nova e, quando eu comecei a andar, a gente se chamava de motoqueiro mesmo, sem frescura.
Para quem quiser conhecer mais, acesse: www.olddogcycles.com e divirta-se.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Hábito da adrenalina

Velocidade é hábito. Quanto mais você anda forte, mais você sente falta da adrenalina da velocidade e quando percebe está acelerando para sair da garagem.

Como todo hábito, custa a ser controlado e vencido.

Tenho visto cada vez mais acidentes em razão do excesso de velocidade e da imperícia em controlar a moto em situações corriqueiras como entrar em uma curva mais fechada ou desviar de um buraco. Quando acontece uma emergência como desviar de um carro que trocou de pista ou desviar de um pedestre quase sempre acontece o acidente.

Não bastassem as situações normais do transito, tenho visto uma novidade: largada no sinal de transito. Quando há espaço, juntam-se vários "pilotos" de rua aguardando o sinal abrir e saem em disparada. Já vi dois no chão após se chocarem na "largada".

Por que isso? Porque eles são "pilotos", porque eles são "hábeis" e porque eles precisam mostrar aos colegas que andam melhor que os demais.

Hoje em dia é cada vez mais importante controlar o hábito da adrenalina.Treinar para as situações de emergência que estão se multiplicando com os audazes do guidão e do volante.

Respirar várias vezes e procurar um espaço para permitir a passagem dos "buzininhas" que vem perturbando pela rua e tentar manter a boa vontade na hora que um desses "espertos" cai na sua frente e você precisa tomar uma atitude para ajudar.

Infelizmente, com a popularização da motocicleta, passamos a ser alvos também dos "invencíveis e incaíveis valentinos" das cidades.

E não pensem que isso é privilégio das motos de baixa cilindrada. Tem muito "valentino" andando em motos de grande porte, big trails e estradeiras.

Sugiro que, além das técnicas de frenagem de emergência, o contra-esterço e contra-peso para uma correção de trajetória emergencial, passemos a praticar  a antecipação e cada vez mais pilotagem defensiva para ter mais chances de ir e voltar para casa diariamente.

sábado, 18 de agosto de 2012

"comigo não acontece"

Tem duas semanas que voltei à terra brasilis e durante esse tempo, trafegando com a Fat no trânsito carioca, percebi que cada vez mais se abusa da mobilidade da motocicleta no trânsito.

Talvez eu já tivesse me habituado com isso e viajando para fora e convivendo com outra realidade tenha me chamado mais a atenção, ou talvez tenha sido apenas uma piora dos maus hábitos, mas a realidade é que em duas semanas (onze dias usando a moto) eu vi dez acidentes com motocicleta, sendo um comigo que tombei com a Fat após a passagem por um "lago" de óleo diesel derramado pouco antes da praça Sibélius no sentido Barra da Tijuca (local de transito pesado aqui no Rio).

O meu tombo foi algo previsto por mim: passei pela mancha, senti o odor característico do diesel e infelizmente o sinal de trânsito fechou me obrigando a parar sem tempo de limpar a banda de rodagem dos pneus. Resultado: frenagem, travamento de roda e inclinação além do centro de gravidade e a queda logo em seguida. Por estar esperando algo assim não tive nenhum problema (dores musculares) e a moto precisou trocar buchas do riser por ter deslocado o guidão na queda.

Em cinco minutos, já estava de pé, a moto em pé e eu puxando o guidão para chegar em casa.

Esse foi um acidente previsto.

O problema são os acidentes que a gente já sabe que vão ocorrer e o piloto, seja por excesso de confiança ou por falta de experiência, não acredita que vai ocorrer e acaba no chão.

Nos dez acidentes eu vi três pilotos aguardando socorro médico pela gravidade da queda, seis pilotos (eu inclusive) sem gravidade e já arrumando a situação para seguir viagem e um acidente que já esperava acontecer e que se tornou realidade deixando a piloto no chão aguardando socorro médico.

Esse acidente em especial é que me levou a pensar como a galera se auto convence com a frase do título: "comigo não acontece". Era um acidente previsível devido à forma de pilotar que a colega tinha. Usando uma scooter, passando muito próximo dos carros e sem levar em consideração o que acontece em sua volta, a piloto da scooter passou uma Hilux pelo lado da sarjeta enquanto um moto taxi passava a mesma Hilux pelo corredor. Na frente da Hilux, um carro parava junto à calçada, na linha da sarjeta obrigando a scooter, que não via o moto taxi por conta da caminhonete, a fechar a Hilux e bater no moto taxi e caindo na frente da Hilux.

Provavelmente a Hilux chegou a colidir com os dois no chão pois estava desviando do carro parado também e o resultado foi a piloto imóvel no chão e o moto taxi levantando e seguindo o caminho apressado deixando o motorista da Hilux para se explicar quando a autoridade de trânsito chegasse.

Desculpem os colegas que acham que podem fazer de tudo no trânsito, mas não podem. Acidentes estão começando a virar rotina e deixam de impressionar exatamente por conta dos suicidas de duas rodas que acham que "comigo não acontece".

Se existe a necessidade conscientizar os motoristas sobre a presença das motocicletas, dando passagem e tendo maiores cuidados na troca de faixa de rolamento, além da costume que motocicleta freia mais rápido (entre outros detalhes), também existe a necessidade de se educar os pilotos/motociclistas/motoqueiros que o abuso terá sempre um resultado imprevisto. Abusar da mobilidade da moto, tentando ultrapassar outra moto dentro do corredor de carros (sim, eles fazem isso!), cortando sem qualquer aviso ou prudência, acelerando além do tolerável dentro do corredor e atropelando um pedestre irresponsável que insiste em atravessar a rua na frente de um ônibus, entre outras atitudes, é aumentar as estatísticas e tornar ainda mais negativa a imagem de um transporte necessário para uma grande metrópole.

Vamos começar a pensar que "comigo também pode acontecer" para tentar minimizar os resultados... comigo aconteceu esta semana e custou R$80,00 para trocar as buchas... com a menina da scooter aconteceu e provavelmente vai custar semanas ou meses de recuperação.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Movimento contra os obstáculos criados pelo BRT

A AMO começou um movimento pela retirada dos "tachões" que marcam as esquinas por onde passam as linhas do novo serviço de ônibus criado pela Prefeitura do Rio de Janeiro: o BRT.

Para quem não conhece o Rio, esse serviço pretende que os ônibus circulem obrigatoriamente dentro de uma faixa, permitindo tráfego de carros e motos dentro desta faixa somente no quarteirão anterior a conversão à direita.

Para evitar acidentes com conversões na frente dos ônibus, os idealizadores do serviço criaram obstáculos para evitar a conversão na esquina utilizando blocos com inclinação negativa. Ou seja, os ônibus podem passar por cima e sair da faixa, mas quem está fora da faixa não consegue entrar sem bater no obstáculo.

E bater em obstáculo com uma motocicleta normalmente tem apenas um resultado: tombo!

E tombos tem sempre uma outra consequencia: lesão no piloto e no garupa!

Pensando nisso é que o Lobo começou no blog do Lord of Motors uma campanha para divulgar a ação da AMO tentando que esses obstáculos sejam retirados e evitar assim uma grande possibilidade de acidentes com motocicletas que são fechadas por outros veículos e perdem boa parte da segurança ativa que é a sua mobilidade.

Acessem o blog do LOM: http://www.lordofmotors.com/2012/02/cronica-de-uma-morte-anunciada.html

sábado, 26 de novembro de 2011

Harley e o transito urbano

Eu uso a moto diariamente e por conta disso meu uso é majoritariamente urbano.

Depois de cinco anos eu vejo aumentarem muito os acidentes com motos e as HDs também estão aparecendo com mais frequencia, seja porque os proprietários começam a desistir do carro durante a semana ou seja porque o número de HDs vem aumentando.

Por conta disso (acidentes e tempo de uso) muita gente sempre pergunta como é que eu "aturo" sair com uma "moto tão grande" e andar no "meio daquele transito todo".

Primeiro, eu não aturo. Eu gosto de andar de moto, principalmente com a HD, e sempre prefiro andar de moto do que ficar preso dentro do carro por mais que o carro seja confortável (musica, bom assento, ar condicionado). O tempo inerte esperando o carro da frente andar é tempo dentro de uma prisão onde não se pode fazer nada, exceto esperar o tempo passar para chegar no final do trajeto.

Além disso, a HD pode ser uma moto grande, mas ainda é menor que um carro e sempre vai existir uma passagem que vai te permitir economizar alguns minutos (as vezes mais de meia hora) quando o transito vai se acomodando na sua passagem. Isso tudo sem mencionar que quanto mais você anda com a moto, menor e mais ágil ela fica. A prática traz a experiência e a experiência faz tudo ficar mais fácil.

A pior parte disso tudo é andar no meio do transito. A imperícia e imprudência, aliada à falta de educação do motorista de carro, ônibus, caminhão e do motociclista (ou motoqueiro, como queiram chamar), além do próprio pedestre aumentam bastante o estresse de conduzir no transito.

Sempre tem um veículo mudando de pista porque a fila ao lado andou "mais rápido" para voltar para a fila anterior porque viu que não era isso, sempre aparece um pedestre que atravessa no meio da via porque tem preguiça de ir até a faixa ou não tem paciência de esperar o sinal abrir para ele e sempre tem um alucinado em cima de duas rodas que quer passar por qualquer lugar, mesmo que seja por cima de você e da sua HD.

Recomendação para evitar estresse: paciência. Você já está de moto, vai chegar mais cedo do que se fosse de carro portanto pode perder cinco minutos para se livrar do alucinado que provavelmente vai bater na próxima esquina. Dê passagem e se livre do problema.

Outra recomendação: tenha certeza que foi visto. Não hesite em usar a buzina ou para quem tem escape esportivo, usar o acelerador. Aviste de longe o motorista "costureiro". Normalmente este motorista está mais para o centro da pista, podendo trocar de faixa repentinamente. Olhe o retrovisor do carro para ver se o motorista está atento à sua passagem, se tiver dúvida diminua até ter certeza. No corredor entre ônibus ou caminhão o cuidado deve ser dobrado porque a motocicleta entra muito rapidamente no ponto cego dos espelhos mais altos (vale também para os SUVs).

E o último alerta: cuide da sua segurança. O verão está chegando e cada vez mais é difícil ter animo para vestir jaqueta, luva e bota, sem falar na tentação da bermuda e camiseta para ir à praia. Evite a preguiça e a tentação: HD esquenta e quando cai, pesa bastante e se for em cima em cima da pele o estrago é grande (de jaqueta ou calça também, mas sempre melhor um pouco). Treine as manobras de emergência sempre que puder para que isso se transforme em reflexo e evite as distrações (música é legal, mas aliena o piloto da realidade).

Não sou inocente a ponto de acreditar que os meus leitores achem que faço isso sempre, mas tento fazer disso um hábito. Afinal aquele dia em que venci a preguiça de vestir a jaqueta pode ser o dia que vá precisar dela.

Motocicleta é quilometro rodado, quando mais você anda, melhor a sua pilotagem.