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terça-feira, 28 de julho de 2020

usando o Bell Star MIPS



No "inverno carioca" eu costumo trocar o capacete aberto pelo capacete integral e estou com o Star MIPS na cabeça desde junho.

Como houve uma postagem negativa sobre esse capacete achei que valia a pena passar as impressões sobre o uso do capacete.

Sem desmerecer a experiência negativa do consumidor que teve problemas com a viseira soltando e mau pós venda do importador da Bell, mas estou bastante satisfeito com o capacete.

Comprei em novembro de 2018 para substituir o Nolan N-44 e de lá para cá não tive nenhum tipo de problema com o capacete ou viseira.

Tem boa ventilação e vedação do vento, tanto que preciso estar constantemente vigiando os pardais de velocidade pois é muito fácil chegar sem perceber a velocidades acima de 100 km/h e com o isolamento social e tráfego mais livre fica muito fácil ser premiado com uma foto do pardal.

A viseira Panovision é uma viseira fotocromática, escurecendo e clareando conforme a intensidade da luz e foi uma das críticas que o modelo recebeu pois o consumidor esperava que essa mudança fotocromática fosse "mais rápida". 

Não sei o que o pode ser considerado como uma mudança fotocromática "mais rápida", mas é claro que a viseira clareia e escurece em um processo que exige tempo mínimo e no momento em que estiver totalmente escura nunca terá a mesma eficiência que uma lente escura que é usada em óculos de sol.

Como medida, saio com o capacete em dia de sol da minha garagem e quando chego na esquina (cerca de 200 metros) a viseira já está escura. 

Aqui no Rio é comum transitar em túneis e meu trajeto normal inclui pelo menos dois deles. A viseira clareia rapidamente (cerca de 50 metros já tenho uma visão bem clara dependendo da iluminação pública) sem causar qualquer tipo de problema de visão. Na saída do túnel o efeito de ofuscamento com a claridade cessa rapidamente, com os olhos se acostumando facilmente à mudança de luminosidade.

E, como já postei acima, no sol de meio dia a luminosidade fica atenuada, mas não chega a escurecer totalmente como estivesse usando óculos de sol.

Para meu uso, a viseira Panovision é melhor que usar óculos escuros, que só se mostram mais eficientes no horário de pico da luminosidade do sol.

Em dias nublados e a noite a viseira dá conforto.

Sobre o uso do casco fiquei bastante satisfeito. O capacete tem tamanho bom, não laceou e não cansa com uso prolongado.

Sobre a proteção MIPS não posso dizer muita coisa pois não testei (e espero não testar), mas é uma proteção "invisível", sem incomodar ou alterar o uso.

Detalhe para quem usa óculos ou gosta de usar fones intra-auriculares: o capacete é justo e não permite o uso de fones com conforto e os óculos precisam ser colocados usando os dedos para afastar as orelhas e ajustar as hastes dos óculos.

Até o momento o Star MIPS foi uma escolha acertada.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Bell Star MIPS

Com a aposentadoria do Custom 500 passei a usar o Star MIPS com maior frequência dentro da cidade, principalmente antes de comprar o Scout Air.

A avaliação do uso urbano do Star MIPS foi surpreendente: boa visão lateral e frontal (não chega a seu um N-43 ou um N-44), bem ventilado e a viseira Panovision funciona muito bem escurecendo e clareando com rapidez.

O casco tricomposto dele me animou a comprar o Scout Air pois o peso reduzido faz diferença no uso.

Recomendo o investimento a quem procura um capacete integral.

Bell Scout Air


Em março postei sobre o fim da vida útil do Custom 500 e falei sobre as minhas alternativas para o substituir: AGV Blade, outro Custom 500 ou Scout Air.

Acabei comprando o Scout Air: o casco tricomposto falou mais alto na hora da escolha.

Comprei via internet na Superbike (R$663,00 em três vezes), mas já comentaram que esse capacete pode ser encontrado na Kpa7 que fica na Barra: não fui conferir.

Comprei do mesmo tamanho do Custom 500 e encontrei a mesma dificuldade inicial com o capacete muito justo.

Fiz como no Custom 500: com o polegar fui "ajustando" nos locais onde o capacete apertava mais na cabeça e ficou perfeito, tal e qual o Custom 500.


O formato do capacete não é "formiga atômica", ficando bem justo na lateral e com um forro mais espesso no tampo da cabeça. Como o capacete é um 3/4 e não um Jet, o pescoço fica mais exposto, acabando na linha do maxilar ao invés da linha inferior da cabeça.


A pala do capacete é bem minimalista ao contrário do Custom 500 que tinha uma pala vintage, mas com tamanho suficiente para cobrir a visão direta do sol abaixando a cabeça.

É um capacete muito leve, o mais leve que já usei até hoje (mais leve inclusive que o capacete customizado que teve o forro substituído).

Originalmente esse modelo não tem viseira e também, ao contrário do Custom 500, não aceita as viseiras Bubble que são adaptadas nos capacetes "old school" vendidas em separado por não ter os colchetes no casco.

Mas é possível comprar uma viseira feita especialmente para ele: custa R$198,00 e comprei na Motosprint.



A viseira é fixa, segue a linha inferior do capacete, e na cabeça segue a linha do maxilar.


Nessa foto dá para perceber bem como o queixo fica descoberto.

O peso da viseira é insignificante perto do peso total, cobre bem os olhos e o nariz, deixando bem ventilado mesmo sendo fixa.

Existe uma versão smoke (escurecida).

Já venho usando esse capacete há dois meses (um mês com viseira), alternando com o Star MIPS. Para o inverno carioca está excelente, mas no verão a viseira vai ficar em casa.

quinta-feira, 28 de março de 2019

e o Custom 500 vai ser aposentado

O Custom 500 é meu "companheiro" há quase 5 anos.

Nesse tempo laceou muito pouco, nunca caiu no chão, tem algumas marcas de pancadas em paredes e o forro, mesmo mantendo a limpeza e higienização, está se desfazendo.

Na comparação com outros capacetes, ele se mostrou um produto melhor que os Nolan N-43 e N-44 em termos de laceamento (o Custom 500 começou bem justo, sendo necessário uma adaptação na forma da cabeça), a pintura sobreviveu bem ao tempo de uso (ficava preso na moto sempre que chegava em casa) e o estado geral era razoável.

O que incomoda mesmo são os pedaços do forro que ficam presos na cabeça conforme tiro o capacete. Acredito que o tempo de uso aliado ao suor (foi o capacete que sempre encarou o calor do Rio de Janeiro) tenham contribuído para isso acontecer.

Com a chegada do outono/inverno vou começar a usar mais continuamente o Bell Star alternando com o capacete personalizado que mandei pintar.

Enquanto isso vou analisando o próximo "capacete urbano".

Inicialmente estou tendendo a escolher entre o AGV Blade, que já usei por muitos anos, ou comprar outro Custom 500 (vi uma pintura RSD que me agradou bastante, embora a cor de fundo não seja a minha preferida - prata) que se mostrou um excelente produto.

No Fórum Harley surgiu um tópico sobre o Bell Scout Air, um capacete homologado pelo INMETRO e comercializado pela RS1 (ainda não encontrei em outras lojas) e Mercado Livre com casco tricomposto que me interessou por não ser em fibra de vidro com a maioria dos capacetes abertos comercializados. O ponto negativo nele é o formato 3/4 que não cobre a cabeça de forma completa.

Infelizmente o Bell Custom 500 Carbon ainda não se encontra homologado e comercializado no Brasil e a importação direta dele fica bastante onerosa: cerca de 340 Euros, fora as taxas de importação, que provavelmente deixaria o valor final maior que o valor pago no Bell Star integral que comprei em novembro do ano passado. 

O casco em fibra de Carbono é um atrativo grande para esse capacete, mas o preço final inviabiliza.

Vou tentar encontrar o Bell Scout para poder avaliar "ao vivo e a cores" antes de bater o martelo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Capacete Bell Star MIPS: primeiras impressões

Tenho andado com o novo capacete para avaliar. Ainda não fui para circuito rodoviário, mas no circuito urbano, mesmo com as temperaturas "infernais" do verão carioca, me agradou bastante.

O capacete é bem ventilado, extremamente compacto, a visão lateral é pouco comprometida e dentro do esperado para um capacete integral tricomposto: é mais pesado carregando na mão do que vestindo na cabeça.

O casco MIPS deixa o capacete bastante justo na cabeça, sem qualquer oscilação em velocidades até 120 km/h, embora não tenha tido oportunidade de imprimir esse ritmo por muito tempo dentro da cidade.

A viseira Protint que veio como brinde é excelente: escurece e clareia com rapidez proporcionando conforto na entrada e saída de túneis e garagens. Funciona com o mesmo princípio das lentes transitions que escurecem com a ação do ultra violeta. É mais fina que a viseira que acompanha o capacete e tem duas regulagens permitindo uma abertura mínima ou total.

A acústica é muito bem resolvida deixando o som das ponteiras ainda mais grave sem qualquer prejuízo para o som externo. Como o casco é muito justo, usar headphone ou intercom pode ser difícil, necessitando de alguma adptação. Por enquanto sigo com o silêncio do capacete.

O produto é bom e recomendo para quem está pensando em usar capacete integral. Vamos ver como o capacete vai se comportar durante o uso.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

capacete Bell Star MIPS Isle de Man


Como já havia postado (aqui) aposentei o N-44 e estava decidindo o próximo capacete fechado.

O que me fez decidir por esse modelo foi a tecnologia MIPS (multi-directional impact protect system) que garante maior proteção à caixa craniana se movimentando internamente e mantendo a cabeça fixa enquanto o corpo e capacete vão balançando com a queda.

É um capacete tricomposto (aramida, kevlar e fibra de carbono) e peso máximo de 1,5kg.

Usei a medida do Bell Custom 500 (tamanho 58) e o capacete ficou perfeito.

A primeira impressão é boa, com o forro bem acolchoado. O casco externo tem 4 medidas o que garante um tamanho mais proporcional, mas deixa a turma claustrofóbica incomodada porque, a exemplo da AGV, a queixeira deixa pouco espaço entre o queixo e o capacete.

Tem boa área de visão, abertura para ventilação no queixo e no alto da cabeça, além de abertura de exaustão e a Bell garante que o sistema Panovision e o perfil streetview aumentam o conforto e a visão na posição mais ereta que é característica nas motos custom.

Comprei o capacete na Grid Motors via web e foi entregue em casa 5 dias após a efetivação da compra.

O preço do capacete é R$2.799,00 (na FC-Moto custa 416 euros e na RevZilla custa 530 dólares). Recebi um desconto pela primeira compra no site (5%) e mais um desconto por ter comprado a vista (5%), na realidade pagamento em uma vez no cartão de crédito, fazendo um total de R$ 2.545,00 (R$19,00 de frete).

A FC-Moto cobra frete de 20 euros, a RevZilla cobra frete de 40 dólares para esse capacete. Considerando as taxas de importação temos cerca de R$3.000,00 para a compra feita na Europa e cerca de R$3.600,00 para a compra feita nos EUA com importação direta.

Até mesmo para quem viaja e traz o capacete na mala a economia não chega a ser significativa (cerca de R$1.800,00 para a compra feita na Europa e R$ 2.100,00 para a compra feita nos EUA) porque além do transtorno de trazer o capacete na mão, ainda tem a possibilidade de problemas com a alfândega e fiscalização com a PRF na estrada pela falta do selo.

Agora é usar o capacete para ter uma melhor avaliação, mas isso demora porque o capacete vai ser presente de natal....  

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

procurando um novo capacete

A viagem nos EUA foi a despedida do N-44.

Apesar de não ter completado 4 anos com ele, o N-44 padeceu do mesmo mal do N-43: mesmo tendo comprado um casco menor do que o casco do N-43, o N-44 ficou frouxo e me obrigou a usar uma bandana para evitar que ficasse balançando com a velocidade do vento, me deixando incomodado com o movimento.

Gostei dele, foi um capacete versátil pela possibilidade de ser transformado em capacete aberto ou fechado, mas é meu encerramento com a Nolan.

Como mantenho o Custom 500 da Bell em uso (alterno com o Taurus customizado). não vou mais investir em um capacete com casco fabricado em policarbonato: o próximo será um capacete fabricado com materiais mais nobres, tricomposto de policarbonato, kevlar e fibra de carbono.

Não se encontra um capacete com casco tricomposto sem ser fechado.

As opções que tenho visto são o AGV Corsa, Corsa-R (evoluções dos meus últimos AGVs), mas as pinturas "racing" não me atraem.

A melhor alternativa que vi foi o Bell Star MIPS (evolução do Star) e o Bell Pro Star (mais antigo que o Star MIPS).

Com a atual cotação do dólar e euro não vale a pena fazer a importação direta da FC-Moto (um Corsa-R custa 850 Euros, acrescidos do imposto de importação e frete chega fácil a quase 1500 Euros ou 7.800 Reais) e devo cotar nas lojas brasileiras, mas antes quero ver se encontro esses modelos Bell para poder avaliar melhor.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

pala no Jack

Pala comprada e recebida em um dia por conta se frete expresso, aproveitei para colocar os googles que eu uso, e o resultado foi esse:



Os googles usados como exemplo nas figuras da resolução do Denatran são bem maiores (do tipo usado em capacetes para motocross), mas como a própria resolução afirma que o óculos de proteção deve ser específico para uso com capacete aberto, misto ou com queixeira e pala, e cobrir totalmente os óculos de grau, optei por esses que cumprem a resolução e se adaptam melhor ao tamanho do capacete.

Apenas para exemplificar, meus óculos de grau são estes:


E os googles que uso:


E, apesar da proibição de uso apenas de óculos de grau, muitas vezes uso óculos escuros com lentes para meu grau da Oakley, são wind jacket (tem uma proteção para vedar entrada de ciscos e pedriscos) e elástico para ajuste:



Comparando os três:


Eu prefiro a solução do wind jacket da Oakley por ser apenas um óculos na face a ser ajustado e dá a mesma proteção aos olhos e visão corrigida cumprindo perfeitamente o objetivo da resolução ao exigir googles que permitam o uso de lentes corretivas.

Coisas da terra brasilis e seus legisladores de mente limitada.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

capacete old school


Há seis meses eu ganhei de presente de dia dos pais um Bell 500 Custom.

Usei e continuo usando sempre que estou rodando nos meus trajetos urbanos, principalmente com o calor que vem fazendo.

A experiência tem sido boa, me lembrou dos tempos que andava com um capacete open face "peru sadia" na década de 80, e olha que usei muitas vezes o capacete no cotovelo.... 

Por conta disso decidi fazer a experiência com um capacete personalizado old school.

Algumas pesquisas, alguns contatos com amigos que já usavam esse modelo e acabei fechando um capacete com o Cleber Guida da CD8 Custom que trabalha em parceria com a Steel Dreams em São Paulo.

Pesou a favor dele o fato de não haver problemas com entregas (existem vários relatos de customizadores de capacete que atrasam bastante a entrega) e o pessoal do Rio com que falei me pedir para comprar o capacete (o modelo mais recomendado é o Taurus Wind ou o Pro Tork) e levar para fazer o trabalho.

Eu não achei nenhum Taurus Wind para venda (descartei o Pro Tork assim que peguei ele na mão em uma loja na Zona Norte do Rio), acabei fechando com o Cleber que fornece o capacete pronto.

Um capacete desse tipo custa entre R$150,00 e R$230,00 (preços que foi dado pelas lojas em que estive, mas foi apenas uma estimativa uma vez que eles não tinham em estoque e nem como encomendar) e o capacete pronto custou R$700,00. Aqui no Rio cheguei a cotar apenas a customização por esse preço.

Não vou entrar no mérito dos custos para fazer a personalização do capacete porque acredito que cada customizador tenha sua planilha de custos, que dificilmente será igual a do concorrente e muito menos ficar citando os artistas que fazem esse trabalho já que a maioria tem página no Facebook ou site na web.

O trabalho feito no Taurus Wind consiste em uma nova pintura, colocação de moldura cromada, remoção do forro original e substituição por um forro mais baixo e em tecido mais nobre. Como o capacete é homologado pelo INMETRO (com o forro original), o capacete personalizado chegou com selo e etiqueta na cinta que prende o capacete.

Dentro da norma legal, esse capacete está homologado (não há nenhum dispositivo que proíba a modificação de um capacete homologado), mas com certeza é bem menos seguro que o capacete na forma original. 

Lembrando sempre que mesmo o capacete na forma original não é um modelo dos mais seguros (com certeza melhor que o Pro Tork, mas bem menos seguro que qualquer capacete modular ou fechado).

A escolha do Taurus Wind é motivada pelo casco pequeno e com o forro rebaixado, encaixa na cabeça até bem embaixo deixando o capacete bem rente à cabeça (visual homem bala), coisa que o Custom 500 não consegue por conta do forro usado (forro bem mais alto no topo da cabeça, cinta em torno da cabeça e laterais bem baixas, não chega a ser um capacete grande mas te deixa com um visual formiga atômica). Esse formato mais alto do Custom 500 dá maior segurança no amortecimento do choque em caso de uma queda.

Tanto o Custom 500 quando o personalizado são confortáveis (o Custom 500 precisou ser ajustado na cinta em torno da cabeça), mas o Custom 500 tem melhor isolamento acústico.

Os cascos são em Policarbonato, tanto do personalizado quanto do Custom 500, e acredito que o personalizado tenha um casco mais fino e provavelmente vai rachar mais fácil, mas isso é o processo construtivo adotado pela Taurus visando diminuição de custos.

Em relação ao processo de compra, fabricação e entrega do Cleber Guida, nada a reclamar. Pelo contrário: sempre atendeu e respondeu os e-mails que procurei tirar as dúvidas, e uma vez dado o sinal (50%) pediu 30 dias para personalizar e fez em 20 dias. A entrega foi via Correios e acho que dei sorte: entre a data do envio e o recebimento não chegou a uma semana.

Resumo: é um capacete de estilo, para ir "na padaria", mas com uma personalização muito bem feita. Recomendo.

Para quem tiver interesse em visitar o site na web, segue o link, no instagram: cleber_steelcd8 e ainda pode ser encontrado no Facebook bastando colocar no busca CD8-Custom.

E Para quem está curioso com o meu capacete, a pintura escolhida foi uma pintura que está no site e homenageia o meu "patrocinador" das quartas feiras no Rota 66, seguem as fotos abaixo



Vista da parte traseira



Vista da parte dianteira



Vista da lateral



Vista do forro.

Próximo passo é a compra de uma pala, como no Custom 500, mas está em falta no Rio: encontrei em Jundiaí, na Zelão Racing uma pala feita originalmente para o Zeus 380 F.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

fim de vida do AGV GP Tech

Depois de 4 anos de uso, estou aposentando o GP Tech. 

Esse casco teve origem nas pistas de moto GP e foi o sucessor do GP Pro (que usei por outros quatro anos).

Fora de linha desde o ano passado com a chegada do AGV Pista GP, foi chegando do fim da vida sem ficar largo ou desconfortável. A causa da aposentadoria foi o desgaste do forro que está se desfazendo.

Tive a oportunidade de experimentar o sucessor dele e não gostei: embora o Pista tenha um bom campo de visão, o formato do casco foi pensado para uso em alta velocidade, quando o piloto fica praticamente deitado no tanque.

Para o uso em posição custom, o capacete traz o casco na linha do queixo muito para baixo e acaba incomodando.

Opções para a substituição não faltam já que o casco tricomposto (kevlar/carbono/fibra) estão mais populares, eu particularmente gosto muito do AGV T2, uma evolução do Ti Tech, mas também já está ultrapassado e prestes a sair de linha de produção.

Opção de qualidade ainda são os capacetes da Shark, que tem vários modelos com casco tricomposto (meu preferido é o Race).

O grande inconveniente em todas as opções de cascos mais nobres é o formato do casco, que da mesma forma que o AGV Pista, tem sido pensados para uso em motos esportivas.

O N-44 já está completando um ano e tem se mostrado mais resistente que o irmão N-43 que laceou rapidamente, terei tempo para procurar um casco feito com materiais nobres e que me agrade.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pala no Custom 500

Comprei um acessório para o Custom 500: uma pala.

A pala é bem pequena, mas já tirou um pouco do aspecto "cabeção" que esse modelo de capacete normalmente tem.

Sem falar na proteção (mínima) contra o sol na cara e a pouca influência aerodinâmica que normalmente as palas dão nos capacetes abertos (puxar a cabeça para cima).

Gostei.







terça-feira, 11 de agosto de 2015

presente de dia dos pais: Bell Custom 500 RSD Check it

A turma aqui de casa se juntou e me presenteou com um capacete novo: o Bell Custom 500 com a pintura criada pela Roland Sands para a Bell no modelo Check it.

É o meu primeiro capacete "old school" e preciso me acostumar com o peso pluma e o uso de googles ao invés de viseira.

Como acessório, a Bell oferece uma viseira Buble, mas acho pouco prática para quem usa óculos uma vez que fica fixa e atrapalha na hora de colocar os óculos com o capacete.

Outro acessório, esse sim devo comprar, é a pala. A pala ajuda bastante na hora que estou de frente para o sol, bastando baixar a cabeça para não ser ofuscado pela luminosidade, além de combinar com o estilo do capacete.







O capacete é muito bem acabado, com uma pintura de bom gosto e friso em cobre ao longo da abertura. Bastante leve e com forro interno diferenciado em relação aos capacetes comerciais que estava acostumado.

Esse capacete tem laterais bem finas e concentra a proteção no topo da cabeça. O diamêtro interno é bastante justo e cheguei a ficar incomodado na têmpora, mas já estou abaixando o forro interno com as mãos no local onde a pressão era maior deixando o capacete mais confortável.


Por conta desse detalhe, eu recomendo que vistam o capacete antes de comprar. Já li alguns relatos de problemas com compras via internet onde o capacete foi comprado tendo como parâmetro os tamanhos dos modelos mais comercializados.

Eu cheguei a experimentar um tamanho maior, mas para mim não serviu: uma vez vestido, o capacete afundava até a altura dos olhos atrapalhando a visão.

Usei o capacete hoje, primeiro com os googles com o elástico por dentro do capacete e depois com o elástico por fora. Prefiro por fora por não pressionar os meus óculos nos olhos.

Rodando, o capacete se mostrou silencioso (para um capacete sem viseira), onde o vento não atrapalhou, senti um pouco de diferença em relação ao N-44 pela parede lateral mais fina e a nunca mais exposta, mas gostei. Vai melhorar com o uso.

Definitivamente é um capacete para uso na cidade, em velocidade menor, pela baixa proteção que oferece ao rosto. Para ir e voltar do trabalho nos dias quentes do verão carioca vai ser perfeito.

Esse capacete está sendo importado pela Star Racer, importadora dos produtos Alpine Star, foi homologado junto ao INMETRO (temo o maldito selo) e esteve em pré-venda pelo preço promocional de R$499,00. Ainda não divulgaram o preço após a entrega dos capacetes que foram encomendados durante o período promocional.

Aqui no Rio, a Kpa7 é revendedora Star Racer e foi onde retirei o capacete por ter dado preferência à loja física (poderia ter recebido diretamente do importador via correio). A loja tinha estoque do Custom 500, inclusive na pintura Check It.

De acordo com o Fernando, dono da Kpa7, o capacete tem tido muita procura e quem tiver interesse é bom fazer contato ou ir direto à loja porque o importador já encerrou a pré-venda e não disponibilizou novas unidades para venda via internet.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

quatro meses com o N-44

Comprado em janeiro deste ano (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2015/01/nolan-n-44.html) o Nolan N-44 aposentou o AGV Blade (ficou apenas para uso "oficial" nas vistorias do DETRAN) e venho alternando o uso dele com o AGV GP Tech.

Com quatro meses de uso, ratifico as primeiras impressões que tive dele (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2015/02/primeiras-impressoes-de-uso-do-n-44.html): é um capacete que funciona muito bem tanto na estrada quanto na cidade, mudando a configuração com muita facilidade, e mostrou ser bom de chuva: não deixa entrar água, manteve a ventilação (principalmente com a viseira no primeiro estágio) e não embaçou parado (sem queixeira). Acredito que com queixeira ele vá embaçar parado por conta da rede na base da queixeira.

Um detalhe que notei é a viseira em quatro estágios: variando de completamente aberto, ligeiramente fechado, fechado permitindo maior ventilação e completamente fechado. A viseira na posição completamente fechada deixa o casco tão rígido como se estivesse com a queixeira no lugar, aliviando a rigidez conforme é aberta, mesmo na primeira posição que permite apenas uma maior ventilação.

E um segundo detalhe interessante é a atenuação de ruído em alta velocidade que a rede instalada na base da queixeira permite. Vale a pena o uso da queixeira sempre que for para a estrada: aumenta em muito o silêncio no capacete e ainda privilegia a aerodinâmica pelo formato das "asas" na rede.

Esse estilo de capacete nasceu em 2010 com o Schuberth J1 (descontinuado) e o antecessor do N-44, o Nolan N-43. Atualmente já se encontram modelos similares fabricados pela Airoh, Caberg e Zeus, sendo o Zeus 611A o único homologado para uso no Brasil (com o selo do INMETRO) e preço interessante (menos da metade que paguei para importar o N-44).

Nunca peguei um Zeus na mão para comparar com o N-44, mas o conceito é o mesmo: com queixeira e viseira, com queixeira e sem viseira, sem queixeira e com viseira, sem queixeira e sem viseira. É opção para quem estiver interessado nesse estilo de capacete.

Fazendo uma comparação com o GP Tech, se fosse para escolher apenas um capacete ficaria com o N-44, mas considero que o ideal é manter os dois capacetes.

A grande desvantagem que vejo no N-44 em relação ao GP Tech é o uso de materiais menos nobres na sua composição: enquanto o GP Tech tem casco em fibra de Carbono e Kevlar, o N-44 tem casco em policarbonato e por isso menos resistente a impacto em alta velocidade.

A grande vantagem do N-44 em relação ao GP-Tech é o maior campo de visão, mesmo na configuração com queixeira, deixando o uso urbano muito mais seguro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

primeiras impressões de uso do N-44


Usando o N-44 com mais regularidade, tanto na cidade quanto na estrada (apenas uma vez no último fm de semana) já dá para perceber que o capacete melhorou em relação ao antecessor: esse está melhor para montar/desmontar e a ventilação interna está com mais entradas melhorando o conforto.

A versão Jet com pala e sem viseira está melhor: a pala é maior e protege mais do sol direto que o anterior. Infelizmente  não dá para usar pala em conjunto com a viseira integral por estar no mesmo encaixe, do mesmo modo que o N-43. Precisa dos goggles para usar a pala, embora sempre dê para argumentar com a viseira interna (que cobre melhor os olhos que a anterior).

O forro também está mais confortável, mas isso pode ser efeito "novo" por estar mais justo.

Na comparação com o Zeus 611 (um modelo nacional que vi anunciado na web), o N-44  tem uma viseira maior e parece que a queixeira atrapalha menos a visão lateral, mas não estive com o Zeus na mão para ter certeza.

Comparando com o AGV Blade, o casco do N-44 cobre mais a cabeça, deixando a nuca mais protegida. Eu prefiro por sentir a cabeça mais bem encaixada.

Para quem acha que a queixeira removível é frágil, o encaixe do N-44 é melhor que o do N-43 e parece mais resistente que as queixeiras dos articulados a venda.

O sistema modular da Nolan só perde para o Evoline em termos de praticidade porque precisa guardar as peças fora de uso para montar/desmontar o capacete, mas é bem mais leve.

A versão integral também me agrada. Embora seja mais pesado que o AGV GP Tech (cerca de 200g) não cansa, pelo menos no passeio curto que fiz no fim de semana. O bom tamanho da viseira e a queixeira bem projetada não prejudicam a visão lateral, tendo um campo de visão melhor que o GP Tech.

É bem ventilado, contando com entradas laterais e central maiores e a viseira interna escura está melhor: está baixando mais e cobre melhor os olhos. Não vi distorções com o uso das viseiras em conjunto e em um dia muito ensolarado recomendo o uso de óculo escuros por baixo da viseira interna porque a lente escura da viseira interna ameniza, mas o brilho intenso ainda incomoda, mesmo com a viseira baixa.

O capacete se mostro bem silencioso: na versão Jet o vento só começa a zumbir acima de 80 km/h e na versão integral não escutei o zumbido antes dos 140 km/h.

Esse capacete tem ainda mais uma versão: com queixeira e pala, lembrando muito os capacetes para off road. Usei essa versão também, mas não vi muito sentido em manter a queixeira em conjunto com a  pala, me agrada mais sem ela, mas o uso da queixeira sem a viseira não atrapalha, pelo contrário: protege o queixo em caso de queda.

Do mesmo modo é possível usar o capacete apenas com a viseira externa, sem pala ou queixeira, mas do mesmo modo que o uso com pala e sem viseira não me agradou, o uso do capacete somente com a viseira não me agrada.

O casco não tem formato old school e usar apenas com viseira não traz "estilo" e deixa o queixo sem proteção.

Finalizando: estou satisfeito e já tenho as minhas duas versões preferidas: Jet (apenas com a pala) para uso urbano e Integral (viseira externa e queixeira) para uso na estrada.

Comparando custos, o N-44 custou R$1150,00 e um AGV Blade para uso urbano mais o AGV GP Tech para uso na estrada ultrapassam os R$4000,00, para comparar com os modelos que tenho.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Nolan N-44

Apesar de o meu Nolan N-43 ter ficado frouxo com um tempo que considerei curto, sempre foi um capacete que me agradou, por isso decidi aposentar o AGV Blade (vai ficar guardado para ir à vistoria anual da moto por ter o selo do INMETRO) e comprar para o lugar dele o sucessor do N-43: o Nolan N-44.

Tal como o anterior, o N-44 é modular podendo ser usado com ou sem queixeira, viseira e pala, se transformando de um capacete fechado Full em um capacete aberto Jet rapidamente, facilitando o uso tanto no inverno quanto no verão carioca, lembrando sempre que a configuração Jet exige o uso de goggles.



Esse modelo, como o anterior, conta com uma viseira interna escura para o sol, pode receber o sistema N-com da Nolan e teve a ventilação aprimorada, assim como o sistema para retirar viseira/pala (agora com engate rápido ao invés da trava rosqueada). A viseira tem campo de visão tão bom quanto o N-43, o que vai permitir usar o capacete com a queixeira na cidade sem perder a visão lateral como acontece na maioria dos capacetes fechados.

A cinta jugular também foi modificada, ficando mais fácil a abertura/fechamento, e o tecido do forro agora é lavável e mais ventilado para aumentar o conforto


O N-44 é um capacete de apenas dois cascos externos: um menor para os tamanhos XS, S, M é um maior para os tamanhos L, XL e XXL. Dessa vez fiz a escolha pelo tamanho M (57/58) que é o tamanho do AGV GP Tech ao invés do L (59/60) que tinha comprado para o N-43 e espero que esse tenha vida útil maior. Está justo, deixa a cabeça "menor" (casco externo menor) sem perder o conforto.

Tem peso ligeiramente menor que o N-43 e igual ao AGV Blade, mas perde para o GP Tech que é feito em fibra de carbono, enquanto o N-44 é feito em policarbonato.

O custo da importação ficou em R$ 1.100,00 pagando o imposto de importação, frete e a nova taxa de despacho que a ECT está embutindo nas encomendas internacionais (R$12,00). Como o capacete não é comercializado no Brasil, não tenho base para comparação exceto o ML, onde os importabandistas estavam pedindo R$ 1.200 em agosto/2013 (data do último anúncio veiculado).

Essa proximidade de valores pode ser atribuída à desvalorização do real que está deixando os artigos importados mais caros.

Comparando com capacetes escamoteáveis de marcas tradicionais, o N-44 só é mais caro que o N-90 (indisponível atualmente) e é praticamente a metade do preço do Shark Evoline 3 (modelo comercializado pela HD como FXRG) e Shoei Multitec. A Arai não tem modelo escamoteável e os revendedores AGV não tem trazido o Numo.

A SHARP (órgão britânico que avalia a segurança dos capacetes comercializados no Reino Unido), não avaliou o N-44, mas o modelo tem certificação EEC e DOT.

Agora é colocar na cabeça e usar para ver se confirma os reviews do Revzilla.



quinta-feira, 3 de julho de 2014

AGV Blade perto do final da vida útil

Como não tenho feito viagens longas, o AGV GP Tech tem alternado pouco com o AGV Blade. Com isso o Blade tem tido um uso bastante frequente e já começa a abri o bico, balançando na cabeça.

O uso mais intenso com a temperatura mais baixa (não chega nem perto das temperaturas do Sul do Brasil ou mesmo de São Paulo e Minas Gerais) mostrou também que a viseira não tem a efetiva vedação deixando frestas para entrada de vento.

Na comparação com o Nolan N-43, o AGV Blade mostrou uma vida útil menor em cerca de seis meses: o N-43 aguentou em perfeitas condições de uso cerca de dois anos (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2012/10/n-43-fim-da-vida-util.html) enquanto o Blade chegou a ano e meio desde que comprei e coloquei em uso (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2012/11/agv-blade-e-seus-concorrentes.html).

A última viagem do N-43 foi Milwaukee no ano passado, quando abandonei-o no hotel para não trazer na mala novamente e atualmente meu capacete reserva é um AGV Bali que foi da minha irmã (capacete aberto também, mas muito mais chegado a um "cocão" que o Blade) que tem a vantagem de ser devidamente selado.

No momento estou usando a mesma técnica que usei quando usava o N-43: uma bandana para evitar que o casco fique balançando com o vento (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2013/06/a-volta-do-n-43.html), mas já vou começar a buscar alternativas para Blade, inclusive importados sem o selo já que o Bali é selado e cobre qualquer exigência legal.

As opções que vejo atualmente para os capacetes abertos seriam um novo AGV Blade (que gostei bastante mesmo com a vida útil), um novo Nolan N-43 (bastante versátil, inclusive para a estrada com o uso da queixeira), um LS2 OFF559 (Silvana tem um e gosta dele) ou a evolução do N-43: o Nolan N-44.

O mais barato é o LS2, mas parece estar saindo de linha: poucas ofertas na web e ainda não fui procurar nas lojas de equipamentos aqui no Rio.

O mais caro é o Nolan N-44: 250 Euros na FC-Moto, mais o imposto de importação e frete o que deve deixar o custo bem próximo de R$1000,00.

Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a vida útil do Blade e não estou inclinado a comprar outro igual, o Nolan N-43 já tem custo ligeiramente mais baixo que o N-44: 200 Euros, mas é um capacete que foi substituído e a diferença não é significativa para justificar a escolha por um capacete que ficou ultrapassado.

Como vou viajar novamente este ano, vou procurar o N-44 para avaliar ao vivo e decidir a troca do Blade no final do ano. Até lá, bandana na cabeça.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

o selo do INMETRO promete ainda muita aporrinhação

O debate sobre o capacete importado, que não tem o selo do INMETRO, e o mesmo capacete comercializado na terra brasilis com o selo custando duas ou três vezes mais caro, é reincidente.

O fato novo é a resolução 453 (26/09/2013) do CONTRAN que exige a presença do selo da certificação do INMETRO, devendo o mesmo ser observado durante a fiscalização (artigos 1º e 2º)

Ou seja, mesmo com o ofício pedido pelo MP onde o INMETRO se diz impossibilitado de certificar todos os capacetes em uso no Brasil, o CONTRAN resolveu que todo o capacete deve ter o selo de certificação do INMETRO nessa nova resolução, que revoga as resoluções anteriores.

As exceções são os capacetes fabricados antes de agosto de 2007 (parágrafo único do artigo 2º) onde não são aplicados os dois primeiros artigos da resolução.

Essa resolução também permite a circulação com a viseira ligeiramente levantada (cobrindo os olhos), mas exige goggles que permitam o uso de óculos de grau, com elástico por fora do capacete aberto em caso de não existir viseira.

Mas você pensou que ia terminar por aí... Enganam-se!

O INMETRO vai certificar partes e componentes das motocicletas. Através da portaria 123 de 19/03/2014, o INMETRO vai certificar compulsoriamente partes e peças de reposição de motocicletas a fim de "garantir a segurança dos motociclistas".

Os fabricantes e importadores tem até 15/09/2015 para se adequarem à portaria e será proibida a comercialização de peças e partes de reposição sem a certificação a partir de 19/03/2017 (três anos após a publicação da portaria).

O que isso traz para os "importabandistas" de plantão? Problemas para comercializar e talvez dificuldades na importação de peças e partes, já que a certificação é feita por lotes, e uma peça fora do lote certificado não receberá o famigerado selo.

Problemas para daqui há três anos, mas com certeza será desculpa para os aumentos de peças de reposição que deverá passar pelo processo de certificação.

Mas a segurança do motociclista/motoqueiro continua no foco: o "colete inflável" não passou, o limitador de velocidade continua em tramitação e o Roque postou mais uma: projeto de lei obrigando ao uso de botas, coletes, joelheiras e cotoveleiras (http://wilsonroque.blogspot.com.br/2014/04/motociclistas-serao-obrigados-usar.html ).

Em resumo, o equipamento será obrigatório e para evitar o custo para o proprietário, as montadoras deverão fornecer esse equipamento na compra de uma motocicleta nova.

Lógico que não haverá custo... vai estar dentro do preço da moto, ou alguém duvida. Sem falar que se isso passa teremos mais um selo do INMETRO para atestar a qualidade.

O legislador brasileiro vai conseguir que eu venda a minha moto....

quarta-feira, 12 de junho de 2013

selo INMETRO: posição do DENATRAN

Não sei se conhecem, mas o DENATRAN tem em seu site uma seção destinada a educação no transito e dentro desta seção uma subseção intitulada publicações.

Uma destas publicações é destinada a tirar dúvidas de motociclistas e discorre sobre o que é permitido ou não ao motociclista.

Uma das dúvidas é o capacete. Sobre o capacete são apenas quatro perguntas com a resposta do DENATRAN, mas a resposta sobre capacete antigo e importado (item 10), tem dados interessantes: o DENATRAN informa que o selo é exigido para capacetes após agosto de 2007, devendo os mesmos estarem com os reflexivos. O que me chama a atenção é o final da resposta: "capacetes importados podem ser usados, desde que homologados pelo INMETRO ou do órgão internacional por ele reconhecido".

Essa resposta da cartilha do DENATRAN valida a interpretação de que o capacete importado pode ser usado se estiver na lista de modelos homologados pelo INMETRO, acrescentando também os capacetes que atendam as normas internacionais, que seriam a norma americana DOT e a européia EEC.

Isso estende bastante a lista de capacetes que podem ser usados no Brasil.

Mas como tudo na terra brasilis, se a "otoridade" quiser procurar pelo em ovo e quiser aporrinhar, não vai ser a cartilha do DENATRAN que vai evitar. De toda forma, a argumentação para recurso posterior ganha força com essa visão do DENATRAN.

Para quem quiser consultar a cartilha: http://www.denatran.gov.br/publicacoes/download/DENATRAN_RESPONDE.pdf

sexta-feira, 7 de junho de 2013

a volta do N-43

Manhãs e noites mais frias não tem me animado muito a usar o AGV Blade.

Como o casco do capacete é pequeno e a viseira acompanha a linha inferior, o pescoço acaba exposto. É o ponto fraco desse modelo.

No verão isso é ótimo, mas agora está cobrando o preço. Preciso usar um lenço no rosto para cobrir o pescoço e isso acaba me incomodando quando a moto para no transito.

Tentei usar o AGV GP Tech, mas a viseira do capacete fechado sempre limita bastante a visão lateral, mas isso não é demérito para o modelo. Apenas não é o mais indicado (para meu uso) na cidade.

Solução foi trazer o Nolan N-43 de volta à ativa. Usando uma bandana para evitar que o capacete fique balançando, o N-43 se mostra um coringa bom para os dias mais frios, pois a viseira grande cobre o queixo e uma parte do pescoço, as ventilações abertas não deixam a bandana incomodar e não perco a visão lateral para andar no transito e no corredor.

Com a versatilidade de usar o N-43 totalmente aberto com óculos googles, com queixeira e óculos googles, aberto com viseira e queixeira com viseira, esse projeto é meu preferido entre todos os capacetes que já usei. Além de ser bem confortável e já prever a instalação do intercom para quem gosta do brinquedo.

Pena que esse capacete tenha ficado largo tão rápido, mas não descarto uma nova tentativa com um tamanho menor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

AGV Blade e seus concorrentes

Comecei a usar o AGV Blade, capacete aberto comercializado no Brasil pelos representantes da AGV.

Capacete tem dois cascos externos: um para tamanhos XS(53,54), S (55/56) e M(57/58) e outro para tamanhos L(59/60), XL(61/62) e XXL(63/64) ao invés de três cascos externos como é a prática na fabricação dos capacetes fechados da marca. Essa característica deixa o casco externo do tamanho M bem menor do que o casco do tamanho L. Além disso você também tem menos espuma no M do que no L uma vez que o M é o último tamanho do casco externo menor e o L o primeiro tamanho do casco maior.

Na prática isso traz um capacete mais justo e que se mexe bem menos sem trazer um "cabeção" para o casco externo, coisa que não acontece nos capacetes fechados onde M e L dividem o mesmo casco externo.

A forma do casco não é old school, mas traz viseira agregada que evita o uso de óculos de proteção ou o bubble shield fixo como nos capacetes old school e como os old schools tem casco ainda menor, o Blade traz uma camada interna mais espessa trazendo um pouco mais de segurança para o piloto. O único old school com a mesma camada interna que conheço é o Bell Custom 500 que não é homologado no Brasil.

A área de visão do Blade é comparável à área de visão de um capacete old school e junto com o baixo peso do capacete são os pontos altos do modelo. O ponto negativo é o formato do casco externo que não cobre toda a cabeça deixando a nuca bem exposta.

Com desconto para pagamento à vista, ficou em R$ 580,00, ligeiramente mais caro que se importasse diretamente (hoje comprando na FC-Moto, com frete e impostos, ficaria em cerca de 200 euros - R$ 540,00).

Antes de decidir pelo Blade consegui experimentar outros modelos e marcas: Bell Mag 9, Bell Custom 500 e LS2 OFF 559.

Os capacetes da Bell não tem homologação no Brasil e não vale a pena importar com a loteria da receita: um Bell Custom 500 com frete e impostos sairia mais caro que o Blade com selo e o Mag 9 mais caro ainda: cerca de 300 doláres para o Custom 500 e 400 dólares para o Mag 9 (preços da Bell Store que cobra 90 doláres de frete para o Brasil).

O Mag 9 estava a venda por um colega de QI que não se adaptou ao modelo por conta dos óculos de grau e tinha bom preço (acabou sendo vendido para outro colega de QI). Não me acostumei ao modelo por conta do casco externo cobrindo toda a cabeça e pressionando todo o maxilar inferior, mas o capacete sem dúvida é o melhor projeto de capacete aberto que vi. Talvez em outro tamanho, mas no tamanho certo estava incomodando bastante.

O Custom 500 é um capacete old school bem reforçado e com casco externo bem maior do que usualmente se vê sendo usado. Confortável, mas a exigência dos óculos de proteção ou do bubble shield para evitar possíveis problemas com a fiscalização policial deixam esse capacete como um opção para um passeio curto onde não se tenha tantas possibilidades de se aporrinhar usando diariamente.

O OFF 559 é um capacete barato (menos de R$300,00) com opções de cores interessantes, mas com um acabamento mais fraco que o Blade. Também tem apenas dois cascos externos e me pareceu com uma camada interna mais fina que o Blade. A Silvana tem um para os passeios curtos que fez nesses dois anos (ir e vir ao RHD e algumas vezes até o Rota) e gosta bastante, mas o tamanho da capacete dela é S, deixando a camada interna mais espessa e confortável.

Com a compra do Blade estou abandonando o SK-1 antigo e mantendo o N-43 como reserva. Na comparação com esses dois capacetes, o Blade é melhor que o SK-1 e perde para o N-43 que ainda é o capacete aberto mais seguro e confortável que já tive. Pena que a vida útil seja mais curta e não seja homologado no Brasil. Ainda não tive a oportunidade de experimentar um tamanho menor desse capacete e talvez ainda volte para ele se o tamanho menor não tiver um início desconfortável.

Estou gostando do capacete, vamos ver como se comporta com o uso contínuo.