quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

respeite para ser respeitado

 Desde a publicação da postagem anterior venho recebendo vários comentários querendo saber motivo do problema ocorrido no evento onde ocorreu o incidente veiculado pelo vídeo.

Do mesmo modo venho recebendo relatos de outros problemas ocorridos em eventos organizados por MCs e pedindo para divulgar.

A regra de ouro "respeite para ser respeitado" vale para tudo na vida.

O blog foi criado com a intenção de divulgar informações que possam servir para tirar dúvidas que aparecem todos os dias de proprietários de HDs e no "mundo harley". 

Não foi criado para investigar o que acontece ou deixa de acontecer entre moto clubes, integrantes de moto clubes e/ou incidentes diversos que acontecem diariamente.

Quando acontece algum problema cabe aos envolvidos resolver ou divulgar e o blog nunca foi veículo de divulgação de versões ou interpretações sobre incidentes.

Respeitar as tradições, as cores e o escudo de MC começa no entendimento que os assuntos de MC são restritos aos integrantes do MC e será sempre um assunto interno, salvo entendimento contrário do MC.

Aos leitores que mandaram os comentários que não foram respondidos no blog (tentei responder a todos que deixaram forma de responder privadamente), peço que entendam a responsabilidade de tudo que é veiculado no blog é minha e portanto reservo a mim o direito de publicar ou não.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

eventos organizados por MC: qualquer um pode participar?

Circula um vídeo nos grupos de WhatsApp de um incidente em um evento de motos que teria acontecido entre dois clubes 1% e com isso apareceram algumas mensagens condenando este ou aquele MC, afirmando ser perigoso frequentar esse tipo de evento, mostrando que haviam seguranças armados e etc.

Não vou entrar no mérito do incidente pois além de não ter participado do evento, também desconheço os motivos que levaram ao incidente.

Mas cabe lembrar as regras de ouro: respeite para ser respeitado e só vá aonde for convidado.

Nunca houve restrição a participação de não membros em eventos públicos organizados por MCs, desde que a pessoa que não é membro do MC tenha sido convidada, penetras quase sempre não são bem recebidos. O membro que tiver convidado a pessoa que leva um penetra vai ficar bem aborrecido com o seu convidado, mas isso é para ser resolvido depois. Portanto se for convidado para um evento de MC é sempre bom avisar antes se for levar algum amigo junto, não acredito que haverá qualquer tipo de inconveniente (sempre bom lembrar que o convidado que leva um amigo é responsável pela conduta do amigo).

Lembrando que um clube 1% tem regras próprias de comportamento e que os membros são muito comprometidos com o clube, não se deve esperar muita gentileza quando acontece um incidente.

O vídeo que motivou a postagem é uma mostra disso.

O que leva a outra regra de ouro: respeite para ser respeitado. Quem faz convite deseja o comparecimento do convidado, mas não quer se aborrecer com ele. Bom senso é fundamental. Se for convidado, compareça, divirta-se, mas pense antes de fazer um comentário de gosto duvidoso ou uma brincadeira inconveniente: não vale a pena arrumar um confusão por uma bobagem.

Eu já frequento eventos organizados por MCs há mais de vinte anos e nunca vi um incidente. Já vi alguns convidados inconvenientes serem "aconselhados" a ir embora e já fui embora para não me aborrecer.

Concluindo: qualquer um pode participar de um evento organizado por um MC, basta ser convidado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

motor Milwaukee 8: precisa fazer upgrade?

 Eu venho usando motos com motorização Milwaukee 8 desde 2018 quando troquei a CVO por uma Road King Special.

Nesse período rodei 7100 kms com a Road King Special M8 107, 3600 kms com uma Street Glide M8 107 alugada para ir ao evento dos 115 anos da HD e 4300 kms com a Low Rider S M8 114 completando 15000 kms em cerca de 4 anos.

A RKS fez parte da "segunda fornada" do M8 no Brasil e já teve alguns problemas resolvidos e outros resolvidos em garantia, como já postei por aqui.

A SG americana era da mesma "fornada" e não tive nenhum problema com ela na viagem.

A LRS vem se comportando sem qualquer tipo de incidente desde que comprei demonstrando que o "laboratório dos clientes" que a HD usa em suas primeiras séries resolveu os pequenos defeitos iniciais.

Rodar 15000 kms com motos em diferentes estágios de uso não é uma experiência que possa ser classificada como longa duração como foi com a Fat Boy, mas dá para perceber que o projeto tem tudo para ficar em linha por muito tempo (completou 4 anos em agosto).

Hoje já temos uma boa experiência em preparação dos Milwaukke 8 e já aparecem as tradicionais perguntas: vale a pena fazer Remap? O Stage I é recomendado? e o Stage II? 

Sem falar nas tradicionais: Esquenta muito? Dá deixar rodando mais redonda? Vale a pena usar um enriquecedor de mistura?

Eu não sinto falta de desempenho no M8: tanto o 107 quanto o 114 são motores onde o torque aparece cedo com o 107 sendo mais "preguiçoso" na subida de giros, mas nada que um bom trabalho com a caixa de marchas não resolva.

O M8 não é um motor desconfortável no trânsito urbano: esquenta e dissipa calor muito menos que a minha Fat remapeada. Contribui para isso o fato de que o M8 funciona com uma exigência de marcha lenta mais baixa por ter um sistema elétrico bem melhor projetado que os Twin Cam e o radiador de óleo como item de série nas motos que usam o M8.

O M8 também não é um motor "enforcado" pela mistura pobre. O mapa de injeção e o uso de duas velas por cilindro permite um motor com queima mais eficiente gerando um desempenho bom com um consumo de combustível muito bom (a minha RKS tinha uma média na cidade de 14 km/l, a LRS vem mantendo 18 km/l enquanto a Fat Boy nunca passou dos 12 km/l).

Tanto na RKS quanto na LRS troquei apenas as ponteiras, não fiz remapeamento e nem troquei o back plate ou o elemento do filtro de ar. E a troca das ponteiras não trouxe nenhum tipo de problema.

Portanto, para quem não quer um desempenho realmente esportivo, o M8 é um motor para trocar as ponteiras (se quiser o "barulho tradicional") e mais nada.

Para quem busca um desempenho esportivo vale pensar em fazer o Stage II. O Stage I faz diferença no 107, que não tem filtro de alta vazão, e pouca diferença no 114, que já conta com o filtro e back plate esportivos. A troca dos comandos feita no Stage II é que vai fazer a real diferença em termos de desempenho e com isso o remapeamento é obrigatório.

Fazer um remapeamento para enriquecer a mistura ou usar um enriquecedor de mistura é praticamente nulo: no máximo o preparador vai deixar a curva de aceleração mais uniforme, mas o ganho de potência não vai chegar a 5%. O Milwaukee 8 já é um motor bem calibrado para as condições de uso.

Como o Stage II é uma preparação que não se consegue fazer na garagem, eu não penso em mudar nada na LRS além das ponteiras em termos de preparação.

Já a turma que quer frequentar o "clube dos 200" recomendo juntar mais uns trocados e partir direto para o Stage II ao invés de ficar procurando soluções alternativas como remapeamento com mapas prontos fornecidos pelo fabricante do dispositivo escolhido para remapear em casa.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Fat Boy M8 perdeu espaço entre os proprietários mais tradicionais

O evento de sábado passado foi meu primeiro evento com maior frequentação em algum tempo e nada melhor que andar pelo estacionamento para ver as motos e não dá para deixar de notar que, entre os modelos equipados com o M8, as Fat Boys eram uma minoria perto dos demais modelos.

Venho lendo nos fóruns e grupos de proprietários uma queda na preferência pelo modelo desde que foi atualizado com a nacele quadrada e o pneu 280 mm.

Já pude rodar com o motor 107 e 114 na Fat Boy, a ergonomia da moto não mudou, a pilotagem com o pneu mais largo exige maior uso do contra-esterço, mas a moto continua sendo uma moto bem interessante de pilotar. Um pouco menos divertida porque exige maior atenção que exigia a minha Fat Boy, motor muito forte, suspensão bem resolvida e para onde o piloto quer, coisa que a minha Fat Boy nunca me permitiu....

Os números de emplacamentos da Fat Boy deixam o modelo como Best Seller no catálogo 2021 e mesmo assim vi poucas Fats paradas no evento.

É certo que a frequentação do evento era majoritariamente de proprietários com mais tempo de HD, o que restringe a amostragem no estacionamento, mas eu vi muitas Road Glides e Limiteds M8 mostrando que as Tourings seguem sendo o projeto da maioria dos veteranos.

Até a Low Rider S, que ainda não entrou em produção em 2021 e vem escoando a produção 2020 mantendo preço e o Kit Confort de brinde, apareceu bem no estacionamento.

Entre os proprietários que conheço e converso com mais freqüência, vários passaram pela Fat Boy M8, mas trocaram a moto por vários motivos depois de usar a moto por pouco tempo.

E entre os proprietários que ainda rodam com as Fat Boys Twin Cam, não vejo muita vontade de trocar por outra Fat Boy M8. Trocam por outra Fat Boy TC mais nova, mas não se animam com a Fat Boy M8.

Minha preferência no catálogo 2021 continua sendo a Road King Special por manter o estilo atemporal que marca as Harley-Davidson, recomendo a Low Rider S tanto pelo preço de compra quanto pelo pacote mecânico que considero o melhor dentro da família Softail, mas já olho a Heritage 114 com outros olhos, principalmente com banco solo e sem wind shield, principalmente por ter o alforge para carregar as tralhas rotineiras (fiquei mal acostumado com a CVO e a RKS).

Interessante perceber que não estou sozinho nessa lista de preferência dentro do meu círculo de amizades.

Torcendo para o marketing Harley-Davidson não esquecer a parcela "dinossauro"que existe no universo HD porque parece que os modelos voltados para essa parcela tendem a virar "dinossauros" no catálogo e talvez entrem em extinção também.

Legion Bikers - inauguração sede RJ

O Legion Bikers inaugurou sua sede RJ no último sábado (23/10) em um evento bem movimentado, com muitos MCs marcando presença e desejando sorte ao MC novato na cena em duas rodas do Rio.

A sede fica dentro do posto Ipiranga na Abelardo Bueno, junto do Jeunesse Arena, no sentido Ayrton Senna.

Muitos conhecidos, show de bandas de Rock, estacionamento para as motos, cerveja gelada e churrasco no espetinho marcaram o evento muito bem organizado pelo Legion Bikers.

Gostei de ter ido no evento, o primeiro evento aberto a convidados que participei desde os decretos com as medidas sanitárias publicados durante a pandemia.





Zé Roberto fazendo uma participação no show de Rock



Poeiras marcando presença no evento






terça-feira, 5 de outubro de 2021

Harley-Davidson reajustou a tabela

Virou o mês e a tabela no site da Rio Harley-Davidson mostra novos valores para os modelos zero quilometro. 

Já esperava algum ajuste na tabela de motos zero pela atual conjuntura econômica e a variação cambial voltando a ser positiva, mas não tinha nenhum tipo de alerta para reajuste nas redes sociais e nenhuma conversa sobre "aproveitar o preço antes do aumento". 

A Low Rider S continuar não aparecendo na publicações de produção da ABRACICLO e os modelos que aparecem para venda como moto zero são 20/21 e por isso segue sem qualquer alteração no preço e segue como "moto de entrada" no catálogo 2021.

O aumento foi de 1,5% e a nova tabela é a seguinte (fonte site da Rio HD):

                                    Low Rider S 114                          R$ 90.500,00 (preço antigo)

                                    Fat Bob 114                                  R$ 98.425,00

                                    Sport Glide 107                             R$ 100.375,00

                                    Breakout 114                                 R$ 101.800,00

                                    Heritage Classic 114                     R$ 103.775,00

                                    Fat Boy 114                                   R$ 105.725,00

                                    Road King Special 114                  R$ 111.750,00

                                    Street Glide Special 114                R$ 129.300,00

                                    Road Glide Special 114                 R$ 131.900,00

                                    Ultra Limited 114                          R$ 139.200,00 
   
                                    Road Glide Limited 114                R$ 137.925,00

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Low Rider S: chegando na marca de 4.000 kms

E enquanto não se decreta a "extinção dos dinossauros" sigo com a minha média de lazer (400 km/mês) sem grandes ocorrências. A última foi o erro C1032 em junho que não voltou a se apresentar.

Atingindo a marca de 4.000 kms (2.500 milhas), metade do previsto para a segunda revisão (8.000 kms ou 5.000 milhas), mas acredito que a revisão vai ser feita no tempo.

Lubrificantes na marca, sem consumo, pneus e pastilhas sem desgaste excessivo (inspeção visual) e consumo com média excelente (20 km/l).

A LRS vem se mostrando um moto com uma pilotagem muito agradável, ciclística e freios acima da média das minhas outras Harley, a ergonomia se mostrou acertada com a adoção do guidão Reach Handlebar do Kit Confort que veio de brinde na compra da moto e comando avançado.

Não sinto falta de wind shield, mas ainda não fiz nenhuma viagem com trecho superior a 120 km.

As ponteiras V&H Twin Slash são bem mais barulhentas que as ponteiras V&H Eliminator que tinha na RKS, mas nada que me atrapalhe (ou já me acostumei). 

Não senti falta em nenhum momento de ajuste de performance que me obrigue a fazer remapeamento (tenho ponteiras e filtro de ar esportivos), mas venho mantendo um ritmo bem tranquilo no uso da moto.

A LRS vem se mostrando cada vez mais como uma solução provisória que vai se tornando definitiva.