sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FTD: Triumph publica nota

Em postagem feita pelo Paulo Couto, colunista do Motonline, no fórum sobre HD, fiquei sabendo que a Triumph na página brasileira, em seu site oficial (http://www.triumph.com.uk/br) publicou nota informando aos clientes que estuda alternativas para resolver os problemas que venham sofrendo.

Todos sabem que o dealer brasileiro da Triumph é o Grupo Izzo, que vendia as motos da Triumph nas lojas HDs e que por força de ação judicial foi obrigado a parar de fazê-lo, assim como prestar os serviços de mecânica para as Triumph nas oficinas HDs.

Essa nota vem reforçar a sensação que o dealer nacional está passando por um período turbulento e enfrentas dificuldades bem maiores do que as que chegam ao público.

O ambiente nas lojas HDs segue sendo de muita incerteza, mesmo com as reformulações que vem sendo feitas.

As hipóteses que são veiculadas (possível acordo em fase final, novo dealer - e vários são os nomes para assumir as lojas: Toyota, Pão de Açucar, Itavema - continuação do dealer para cumprir contrato e outras menos plausíveis) só aumentam a incerteza e já deram vários prazos para o encerramento das atividades do dealer.

Os preços continuam em níveis mínimos propiciando bons negócios para quem está apostando, os prazos de entrega vem diminuindo, assim como os problemas com os gravames.

Mas os serviços na oficina continuam sendo alvo de críticas.

E nisso o tempo passa e a novela segue.

Segue íntegra do comunicado da Triumph:

A Triumph informa aos clientes brasileiros das motocicletas Triumph que estamos comprometidos em continuar a fornecer nossos produtos e a prestar serviços em relação aos produtos vendidos por nosso distribuidor brasileiro.

A Triumph está, neste momento, discutindo alternativas para, tão logo possível, voltar a fornecer peças e a prestar serviços, e manteremos os clientes informados sobre os próximos passos.

A Triumph espera poder resolver, adequadamente, qualquer problema temporário que os clientes de nossos produtos possam estar enfrentando, tão logo estejamos aptos a voltar a prestar serviços e fornecer peças no Brasil.

Caso possua algum problema, favor nos contatar mediante +44 1455 251700.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

a última da Fat

Minha Fat completou 4 anos em julho deste ano e serve como assunto para as postagens. Atualmente está com 42.300 kms rodados.

Vem tendo manutenção simples e no momento estou esperando os pneus acabarem (o dianteiro ainda é o original e o traseiro veio da moto da Silvana) para trocá-los e passar a usar os Metzelers ao invés do Pirelli.

Os tensores da corrente do comando devem ser trocados aos 48.000 kms para evitar muitas paradas antes da revisão de manutenção programada pelo manual.

Mas a Fat vem apresentando umas falhas que já havia reclamado com o Adriano antes da revisão dos 40.000 kms. A moto engasga e falha durante a aceleração, principalmente em retomadas.

Feita a revisão nada foi encontrado de anormal e como a moto havia melhorado fui deixando de lado até junho, quando as falhas recomeçaram e vem aumentando junto com os back fires.

Cogitei mudar o mapa, mas a moto está bem regulada. O log de erros não aponta defeito, não existe vazamento de gasolina e a parte elétrica parece sem problemas.

Coloquei o fato no Fórum HD (www.forumhd.com.br) e alguns colegas deram sugestões: bomba de gasolina e bicos injetores foram campeões nas sugestões. Verificar os sensores também foi sugerido. E um colega, o Leo Campos de Teresópolis aventou a possibilidade de ser algo relacionado com formação de vácuo dentro do tanque que impediria a normalidade do fluxo de combustível.

Verifiquei mais uma vez sensores (com a ajuda do Adriano limpei os sensores MAP e CKP), mangueiras, velas e cabos. Não quis partir para um investigação mais profunda de bicos e bombas porque as velas apresentavam coloração recomendada.

Por último acolhi a sugestão do Léo e abri o tanque quando começaram as falhas. Bingo! Falhas resolvidas!

O problema decorre de algum vácuo formado quando o ar no tanque se equivale ao líquido e começa a impedir o perfeito escoamento do combustível para a bomba. Ao abrir a tampa, desfaço esse feito por impedir que o vácuo se forme efetivamente.

Como havia trocado a tampa original por uma decorada, estou voltando para a tampa original para verificar se o problema se dá na tampa. Se isso não resolver, devo desmontar o tanque para verificar suspiro, o-rings da válvula de escoamento e pescador.

Vamos ver o que acontece, mas fica a recomendação para evitar grandes mecânicas antes de descartar completamente as causas simples que podem acarretar o defeito.

comprometimento

Com o aumento de vendas de HDs, cada vez mais temos interessados em ingressar nos motoclubes tradicionais e cada vez mais se fundam motoclubes onde somentes proprietários de HDs são admitidos.

Todo mundo quer transformar em realidade os filmes de Hollywood.

O HOG é por definição um moto grupo onde não existe restrição para participar. Até mesmo os não proprietários podem participar como convidados de um membro.

Eu gozo de um prestígio dentro da comunidade de HDs, emprestado pelos colegas e amigos que me leem, e cada vez mais me perguntam porque continuar no HOG já que existem outras opções.

O HOG naturalmente sofre uma renovação quando os colegas se tornam amigos e decidem eles mesmos levarem um ritmo mais condizente com a experiência adquirida com o passar do tempo.

No HOG RJ esses amigos, apesar de formarem diversos grupos dentro do Chapter, se mantém ativos dentro do HOG, apesar das inúmeras brincadeiras que são alvo.

Isso não vem de uma vantagem pessoal dada pelo dealer ou pela fábrica. Vem de um comprometimento que cada um tem com o escudo do HOG e com os amigos que frequentam o grupo.

O comprometimento acontece exatamente porque não é cobrado por ninguém. É essa a filosofia que acho interessante: confraternizar e dividir experiências sem nenhum obrigatoriedade.

A mesma filosofia que encontro nos Biduzidos, que faço parte também, nos Dark Side Riders que nasceram de uma dissidência dos Biduzidos ou nos Harley Friends que nasceram no FHD.

Comprometimento nasce da vontade de cada um fazer parte de um todo e não da obrigatoriedade de fazer parte de algo, como alguns diretores de outros Chapters insistem em cobrar.

Comprometimento nasce da liberdade de pensar e agir e não da cumprimento de regras traçadas em um estatuto como em muitos motoclubes.

Comprometimento nasce nas risadas de um encontro para bater papo e tomar uma cerveja, falando de tudo um pouco, gozando os colegas e acima de tudo se solidarizando com os amigos que a gente faz dentro do grupo.

Se alguém quer realmente saber o que é comprometimento, dê uma olhada nos caras que carregam o escudo do HOG nas costas porque não é fácil carregar esse escudo.

vale a receita escape/filtro/regulagem de injeção?

Vamos nós outra vez falando da tradicional receita do Stage I da SE: escape/filtro/injeção.

Muitos colegas novos... muitas perguntas repetidas e muitas respostas repetidas.

Tem colega que quer ter "som de Harley" na sua HD e só isso. Tem outros que querem "mais potência". Outros querem customizar e começam pelo escapamento e filtro.

Senhores,como diz Jack, vamos por partes: o ideal é, quando trocar escape e filtro, enriquecer a mistura e modificar as regulagens da injeção (leia-se remapear).

Isso é o ideal. Nada impede trocar o escapamento sem trocar filtro e sem regular a injeção ou trocar filtro sem trocar escapamento sem regular a injeção ou ainda trocar escapamento e filtro sem regular a injeção.

Tem colegas que simplesmente liberam a ponteira original furando o selo de vedação sem fazer mais nada.

Minha experiência: troquei ponteiras e filtro com apenas três dias que a Fat estava comigo e não tinha a menor idéia (apesar do pessoal na Izzo ter tentado vender o SERT) do que seria remapear e o SERT.

Rodei sem alterar a injeção por um ano e meio, e como tinha tido muito pouca experiência com a moto stock, achei que havia melhorado. Não tive nenhum problema mecânico, o consumo era razoável (sempre na casa dos 14 km/l no circuito urbano), mas na estrada sentia que a moto não rendia o que as outras rendiam.

Por conta disso comecei, depois de seis meses, a procurar razões para isso. Reclamei na Izzo e eles trocaram os bicos injetores por outros de leque maior ainda em garantia e disseram que ia colocar nova regulagem na ECU (remapear). Se fizeram isso, não dá para saber ao certo, mas a moto melhorou e embora o consumo tivesse aumentado um pouco (caiu para a média de 13 km/l que é mantida até hoje), o rendimento melhorou...continuava dissipando muito calor, mas melhorou de maneira geral.

Em conversas com alguns mecânicos que estavam saindo da Izzo, comecei a ter conhecimento como era feito remapeamento, quando era feito e porque era feito. Na época (abril de 2007 - lembro bem porque estava preparando a moto para a viagem para o evento do HOG Rallye procurando sissy bar e bolsas para viajar com a Silvana na garupa) eles me mostraram o digital technician funcionando e como era feito o remapeamento: download de mapa em substituição do mapa existente.

O DT é ferramenta exclusiva da oficina do dealer e pode sim remapear a ECU... não sei se eles continuam fazendo isso, mas eles tem a ferramenta para tal.

A opção para o proprietário da HD era o SERT. Com isso fui estudar o que era mapa de injeção, ferramentas alternativas para regulagem, SERT e fiz opção pelo SERT em final de 2007, na Izzo em 10x no AMEX por um valor bem razóavel, mas a versão estava sendo descontinuada (por isso o valor razóvel). Como a moto já era antiga (havia sido totalmente remodelada em julho de 2006 com a entrada do motor 96) não me importei com isso.

O remapeamento que eu fiz (preparar mapa, testar, corrigir) com o meu SERT teve resultados bem melhores do que os que tinha obtido quando foi remapeada na autorizada, deixando inclusive a moto com uma lenta abaixo dos 1000 rpms.

Portanto, se você quer tirar o miolo ou trocar o escape para conseguir o "som de Harley" depois de já ter feito vários kms com a sua moto stock, posso garantir que vai sentir perda de torque em baixa e vai pensar em como pode compensar isso.

Troca de escape ou retirada do miolo implica em aumentar a vazão de saída e isso vai implicar na perda do torque. Como uma coisa puxa a outra, o próximo passo é um filtro de maior vazão e um enriquecedor ou uma ferramenta mais completa.

Por isso todo cara que modifica o escape acaba adotando a "receita" padrão de filtro/escape/remapeamento.

combustível: qual o recomendado?

Já postei algumas vezes sobre combustível e sempre coloquei que a minha posição era de que a gasolina de alta octanagem era desperdício em virtude do projeto dos motores HDs. Valia apenas para manter o sistem de admissão afastado de problemas decorrentes da qualidade da gasolina.

Em um debate com um colega de FHD (www.forumhd.com.br) sobre a recomendação do manual, nem sempre bem traduzido e interpretado, e ele me chamou atenção para um detalhe interessante.

O manual recomenda gasolina de 91 octanas, que na minha interpretação seria uma recomendação em virtude da não presença de chumbo (a HD veta o uso de gasolina com chumbo) em gasolinas com octanagens inferiores a 91 octanas e portanto a nossa gasolina comum atenderia perfeitamente à essa recomendação (87 octanas sem chumbo).

Essa minha interpretação estava comparando bananas com laranjas: uso de tabelas RON/MON. Uma gasolina comum nos EUA tem 87 octanas na tabela MON que corresponde a gasolina, em tese comum, de 91 octanas na tabela RON usada no Brasil.

Acho interessante comentar que o manual recomenda expressamente o uso de gasolina de 91 octanas na tabela brasileira e gasolina com 91 octanas no Brasil somente as premium e pódium.

Nada impede o uso da gasolina comum brasileira, posso afirmar isso porque uso a comum há quatro anos sem problemas.

A diferença de preço entre premium e pódium é pouca e a pódium vale pela qualidade. Para quem acha que a diferença entre pódium e comum compensa o uso da comum, experimenta uma premium.

O grande problema no uso da gasolina premium ou pódium é encontrar um posto que venda o produto nas viagens. Eu vou manter o uso da comum na estrada para ter um pouco mais de tranquilidade, procurando sempre um posto que demonstre fazer parte dos programas de controle de qualidade das distribuidoras.

Como já me disseram algumas vezes, não dá para garantir o que entra no tanque, como é que podemos garantir o que sai do escapamento...

Ficam as ponderações para os colegas decidirem sobre que combustível usar. Eu pretendo abandonar o coquetel de gasolina comum/gasolina pódium que fazia para adotar a gasolina pódium ou premium sempre que possível. Como escrevi acima: comum só na estrada.

domingo, 15 de agosto de 2010

aumentam os furtos de Sportster em São Paulo

Há pouco tempo postei sobre a sinistralidade das HDs, mais exatamente quando renovei o seguro da Fat.

Já na época havia alerta de vários colegas paulistas sobre o aumento de cuidado a ser tomado quando se estaciona uma HD em SP, principalmente as Sportsters.

Pois o alerta vem se transformando em repetição de casos de furtos, principalmente de Sportsters, assim como a oferta de peças sem procedência de Sportsters na área da General Osório em SP.

Chega-se ao cúmulo de encontrar anúncio no Mercado Livre de um motor inteiro de Sportster 883R veiculado por uma loja localizada na área.

Fica novamente o alerta para que seja evitado a compra de peças sem procedência. A compra dessas peças prejudica a todos e ninguém garante que o comprador não possa ser a próxima fonte de peças.

Não comprar peças sem procedência garante o não interesse de amigos do alheio nas nossas HDs, a tranquilidade quando se estaciona a moto na rua e o baixo valor dos prêmios de seguro.

Cabe a cada um fazer a sua parte.

test drive: Dyna do Cláudio e Sportster do Adelino

Na semana passada fui ao café na loja HD RJ de carro, acompanhando a Silvana, e tive a oportunidade de experimentar a nova Dyna do Cláudio que finalmente estava em condições de rodar (não está pronta) após a instalação do guidão ape hanger, o popular seca-suvaco.

Não foi a primeira moto com guidão ape hanger que andei, mas gostei do resultado. Melhor que as outras que tive oportunidade de pilotar (eram softails) pela dirigibilidade que a moto apresentou.

Alguns detalhes para os amantes do ape-hanger: procurem não colocar um guidão onde suas mãos fiquem acima da linha do ombro para evitar dormência nas mãos e posicionem os manetes de forma a que o punho não fique em posiçao forçada para baixo. Inclinar os manetes um pouco para cima dando uma postura mais natural para o aperto dos manetes ajuda muito a uma pilotagem mais confortável.

E uma sugestão para quem gosta dos ape-hangers mais altos: invertam os espelhos para poder usá-los sem levantar a cabeça e instalem os piscas na linha do farol, pois os motoristas não estão acostumados a ver os piscas acesos acima do capacete do piloto.

O segundo test drive foi em uma Sportster 883 Custom carburada do Adelino. Aliás o HOG RJ deve ser um dos poucos lugares a ter dois Adelinos figurando na lista dos presentes...

Eu já havia andado na Sportster 883 R do Karuna (antes e depois dos ajustes com o SERT) e a Sportster Custom é bem diferente. Além do fato de ser carburada (as reações são ligeiramente mais lentas que das injetadas), a posição mais baixa, com guidão mais baixo e consequentemente centro de gravidade mais baixo, deixam a moto mais manobrável em baixa velocidade.

O tanque mais largo me agrada e compõe bem o estilo custom para a Sportster. É uma bela opção para quem procura uma HD mais leve, mas padece das mesmas características das irmãs R e std: suspensão traseira com pouco curso (no caso da moto do xará, isso foi resolvido com a adoção dos PS 412 heavy duty), banco pouco confortável, mas o comando avançado de fábrica deixa a pilotagem bem agradável.