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segunda-feira, 11 de julho de 2016

suspensões da CVO

As suspensões da CVO são um ponto fraco da moto quando comparamos com os demais modelos da família Touring.

Para tentar compensar essa deficiência pedi que fosse substituído o fluído da suspensão dianteira, pois temia que ela sofresse do "mal da agua suja" que normalmente encontramos quando trocamos o fluído.

A providência se mostrou acertada, pois a moto melhorou muito na absorção das irregularidades do piso, e acho que ainda pode melhorar mais se utilizar um fluído 15W ao invés do 5W que o manual recomenda. Será feito na próxima revisão.

Já a suspensão traseira estava usando a regulagem de fábrica recomendada no manual (posição 1 de 20 possíveis). Já havia feito uma regulagem de teste levando da posição 1 para a posição 8 (40% de dureza da mola), mas com o novo comportamento da suspensão dianteira, essa regulagem se mostrou insuficiente para deixar o comportamento da moto homogêneo.

Adotei a posição 12 no amortecedor traseiro (60% de dureza na mola) e a moto se comporta muito melhor.

Agora absorve melhor as irregularidades do piso, não chega o fim de curso das suspensões nos buracos mais fundos e se comporta de maneira bem mais homogênea na negociação de curvas e frenagens.

Recomendo os ajustes para quem anda de Street Glide, mesmo as que tem apenas 5 regulagens na mola, adotando a posição 3 no amortecedor original.

A Street Glide, seja CVO ou Special, não terá um comportamento similar ao comportamento das Electras, mas melhora muito endurecendo a mola.su

terça-feira, 3 de março de 2015

PVC na suspensão dianteira funciona?

Pergunta normal que me fazem é como está indo a suspensão dianteira com o calço de PVC.


Rodei pouco, um pouco mais de mil quilômetros desde que coloquei os calços, fiz apenas um passeio até Nogueira, mas até agora tudo vai bem. Eu diria que a suspensão traseira vai pedir arrego antes da dianteira depois que coloquei os calços.

A moto deixou de dar fim de curso, pegou a serra de Petropólis, onde o piso está muito ruim, sem reclamar e venho passando pela rua Cosme Velho/Laranjeiras, onde o piso está fresado para recuperação do asfalto, também sem problemas.

Parece ser uma solução b(oa)b(onita)b(arata) que vale a pena fazer emergencialmente. Eu diria que é uma solução provisória que tem tudo para ficar definitiva.... 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

tentando uma solução para a suspensão dianteira

Postei em junho, quando fiz a revisão de 72.000 kms (veja aqui) que sentia as suspensões chegando ao final da vida útil.

A suspensão traseira foi resolvida nessa revisão, ao deixar os amortecedores na regulagem mais dura, mas a suspensão dianteira continuava me aborrecendo com as constantes pancadas na mesa por conta das molas cansadas.

Conversei com o Adriano após a minha chegada de Orlando sobre isso, melhorei um pouco a situação mantendo os pneus calibrados com mais frequencia (veja aqui) e em setembro a situação começou a deixar a condução da moto bem complicada (veja aqui).

Conversando e seguindo as recomendações que já haviam deixado no comentário e mails que tinha recebido estava pensando em fazer a troca das molas originais pelas molas da Progressive Suspension que tem várias soluções: desde um kit com molas e reservatório de gás até as molas mais usadas nas customizações que permitem rebaixar a frente.

O que todos me recomendaram é o fork lowering kit (link) composto pelas molas de apoio, molas de suspensão e um calço para deixar a suspensão desde a posição mais baixa (sem o calço) até a posição mais alta (com o calço integral), sendo a regulagem da altura definida pelo tamanho desse calço (cortado no tamanho para deixar a moto com uma altura entre a máxima e a mínima).

Esse calço, visualmente falando, não passa de um tubo a ser serrado (ou não) e conversando novamente com o Adriano sobre a dificuldade em pilotar a moto e a dificuldade em trazer o kit nessa época de fim de ano, ele recomendou a troca de óleo da suspensão (usando o 15w) por um mais grosso (20w) e fazer um calço com tubo de pvc comum. Ele já havia feito isso para um cliente há algum tempo atrás e o cliente havia gostado do serviço.

Usar óleo mais grosso visa compensar o enfraquecimento da mola original e o calço visa levantar a suspensão tal e qual o sistema da Progressive Suspension.

Assim foi feito e o resultado está sendo muito bom até o momento. Rodei pelo Rio, nas vias esburacadas de sempre, onde a mesa recebia as pancadas da suspensão e isso não acontece mais.

Do mesmo modo, a moto não "abana" mais nas curvas, permitindo fazê-las com mais velocidade dentro e de forma mais segura. Vou rodar, mas acho que o problema está resolvido até que o óleo 20w não consiga mais compensar o cansaço do material das molas originais, quando acredito que os amortecedores traseiros também já terão completado sua vida útil.

Nesse momento vai ser mesmo necessário a troca, que pretendo fazer usando as suspensões da Progressive: o fork lowering kit na frente e os PS422.

O efeito colateral da solução do problema foi a necessidade de lavar a moto. Além da sujeira habitual, voltou com a sujeira habitual de oficina e não teve mais jeito.

Dessa vez lavei no 1220 na Barrinha. Conseguiram o milagre de fazer a moto voltar a brilhar


São Pedro não pareceu muito satisfeito com a idéia de ver a Fat limpa depois de tanto tempo, pois foi só confirmar que poderia lavar a moto, apesar do horário que cheguei (quase 17h) que o tempo fechou.... hehehehehe


Mas chegou em casa limpa. Vou tentar mantê-la menos suja lavando pelo menos duas vezes no ano...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

suspensão traseira da Street Glide

A Street Glide foi a estrela do catálogo em 2012. O fator novidade junto com o fato de ser uma Electra "mais leve" e o estilo bagger que começava a fazer fãs no Brasil contribuíram para o modelo ser muito bem vendido na estréia.

Em 2013 a Street Glide perdeu público por conta da suspensão traseira. Enquanto a 2012 veio com a suspensão hidropneumática tradicional das Tourings, com regulagem através de bomba de ar e manômetro de mão, a 2013 "inovava" com uma suspensão com regulagem através de pré-carga em mola, abandonando o auxílio pneumático.

Muita gente não sentiu diferença entre as duas suspensões, muitos gostaram da mudança pela facilidade em não ter mais de regular o ar no sistema, mas a realidade é que a nova suspensão continuou batendo bastante, principalmente quando carregada.

Em 2014 tivemos a entrada das Tourings Rushmore Project, com o novo motor e caixa TC103 High Output, os freios ABS Reflex, novo sistema de som (bem mais simples em relação à Ultra Limited), nova iluminação e novo projeto aerodinâmico. Essas novidades fizeram bem à Street Glide que vem tendo um resultado de vendas bem melhor em relação ao ano passado.

Na época em que vi a moto no dealer carioca achei que a suspensão não havia mudado (março/2014 - http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2014/03/confirmado-street-glide-2014-continua.html), mas no site indica que as 2014 já contavam com suspensão com ajuste através de válvula de ar SHOWA, que estão presentes no mercado americano apenas na versão Special, que será comercializada no Brasil na linha 2015.

Acredito que a suspensão possa ter sido modificada em algum momento durante 2014, já que a minha postagem foi feita em Março e muita coisa acontece em seis meses. Conto com a ajuda dos leitores do blog para saber se as Street Glide 2014 já contam com a suspensão SHOWA da Street Glide Special.

A suspensão da Street Glide Special tem uma uma regulagem mais precisa que a regulagem da pré-carga da mola de 2013 e tem o objetivo de rebaixar a suspensão aliviando a pressão do ar, deixando a moto mais baixa, bem de acordo com o estilo bagger. O "efeito colateral" é a possibilidade de endurecer a suspensão traseira para adequar o uso à carga evitando o fim de curso que acontece nas versões 2012(suspensão tradicional) e 2013 (suspensão com pré-carga na mola) devido ao amortecedor traseiro com curso menor 12" contra 13" da Limited).

Li poucos relatos sobre a 2014, a maioria de satisfação, mas nenhum proprietário vinha de outra Touring para comparar e nada foi dito sobre a suspensão traseira, ou seja, não existe informação se melhorou ou piorou em relação às versões mais antigas.

Sobre as 2015, a situação é ainda pior: nada escrito ou comentado e como não tenho ido ao café da manhã no dealer não sei nem se as Special já estão no Rio, acredito que já estejam.

Resumindo a análise das suspensões, acho que a HD traz um sistema mais preciso de regulagem que o anterior de pré-carga na mola, e bem mais eficiente, talvez até mesmo mais eficiente que a suspensão tradicional que equipava os modelos 2012.

É mais um ponto interessante para quem tem dúvidas na escolha de uma touring.

terça-feira, 29 de julho de 2014

suspensão dianteira da Fat

Postei sobre o resultado da revisão de 72000 kms (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2014/07/primeiros-500-kms-apos-revisao.html) onde comentei sobre a suspensão dianteira.

Conversei com o Adriano e nada de diferente foi feito: oleo 15w na suspensão como sempre.

Foi feita uma inspeção visual e nada fora do lugar. Adriano saiu e deu uma volta com ela e achou que a moto está normal para a "idade" dela. Provável vilão: molas cansadas pelo uso.

Como último detalhe a ser verificado, calibrei os pneus (depois de um bom tempo sem fazer isso) e encontrei a pressão baixa (24 lb ao invés da calibragem que uso: 32lb). Com os pneus calibrados, a suspensão melhorou e deixou de dar fim de curso em qualquer depressão.

O cansaço vem mostrando sua cara.

domingo, 8 de junho de 2014

revisão de 72.000 kms

Com mais de um ano após a revisão de 64.000 kms (13/03/2013), revisei novamente a Fat.

Com um uso abaixo da minha média ( 7.000 km/ano ao contrário dos 9.500 km/ano que vinha mantendo), notei que a Fat teve um desgaste acima do que estou acostumado.

Com algumas intercorrências durante 2013 (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2013/07/sert-ficou-obsoleto.html ; http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2013/08/problema-na-alimentacao-da-fat.html e http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2013/10/carburacao-por-um-fio-ou-faca-mesbla.html ) e a viagem à Milwaukee junto, a moto acabou ficando praticamente parada por três meses.

Ainda passou por outro problema na injeção quando soltou a trava que segura o filtro/regulador de pressão (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2014/02/mais-um-defeito-na-fat.html) e o cansaço nos amortecedores (http://wolfmann-hd.blogspot.com.br/2014/04/fat-esta-sentindo-o-peso-da-idade.html ) deixaram esses 8.000 kms com muitas queixas para serem resolvidas.

A moto parou por todo um final de semana tendo trocado todos os lubrificantes (caixa, motor e primária), esticado a corrente da primária (vou verificar o esticador manual dessa corrente na próxima revisão para possível troca), filtro de óleo, lavado o filtro de ar (devo trocar na próxima revisão já que a limpeza já não se mostra tão eficiente), reaperto, regulagem de folgas em cabos e a tradicional limpeza de sensores e caixa de fusíveis: revisão normal.

Acrescente a isso a troca de fluído de freios (troca recomendada a cada dois anos e a moto completa oito anos em julho), troca de pastilhas (compradas em viagem), troca de velas (estava com velas "menos velhas" desde os testes por conta do problema com a alimentação em Julho/Outubro de 2103) e ajuste no farol auxiliar que não estava conseguindo regular o foco.

E por último troca da junta da vigia do tanque (tantas aberturas e fechamentos dessa vigia para verificar os problemas de alimentação custaram vazamento de combustível quando o tanque era cheio), verificação das suspensões dianteira  e traseira: desmontando por completo a mesa dianteira (buchas do riser inferiores bem desgastadas: inverti-as com as buchas superiores) e verificando coxins, suportes da balança e amortecedor (regulado na última posição para deixar a suspensão mais dura e evitar o fim de curso).

Tudo isso custou R$ 900,00 (material e mão de obra) e o serviço foi feito pelo Adriano Godinho, como sempre com muito cuidado. Acompanhei apenas o serviço feito no amortecedor traseiro para tirar a cisma com o fim de curso que a moto vinha dando e não vi nada que pudesse ser o causador do problema.

Com a regulagem do amortecedor na posição mais dura possível, esse problema desapareceu (falta rodar com a Silvana na garupa) mostrando que o amortecedor está perto do final da vida útil.

O que mais impressionou nesse uso foi realmente o desgaste pelo "não uso", comprovando que moto que roda é moto que não quebra.

O custo atualizado baixou para R$ 0,43/km rodado.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Fat está sentindo o peso da idade

A Fat completa oito anos em julho e a idade começa a ser sentida no conforto da moto com os amortecedores copiando as irregularidades do piso.

Quem percebeu isso foi a Silvana, andando na garupa. Ela pinçou um musculo na lombar e qualquer solavanco acaba sendo mais percebido, mesmo já estando recuperada.

O detalhe é que a gente acaba acostumando, pois foi apenas após ela me chamar a atenção para a "rua esburacada", que na realidade é apenas um piso bem maltratado, sem buracos. E como você passa todo dias pelo mesmos pisos, acaba não percebendo que a moto está menos confortável.

Ela nunca foi um Landau, mas agora está bem sensível às irregularidades. Ainda não perde a aderência por conta disso, mas mostra que rodar na cidade é bem pior que rodar na estrada.

Estou chegando ao marco de 72.000 kms (45.000 milhas) e vou fazer revisão. Nessa revisão vou dedicar um tempo à suspensão traseira, já que está programada a troca dos fluídos da suspensão dianteira e fluídos de freio (8 anos).

Não espero encontrar nada estourado ou solto, acredito realmente no desgaste do uso urbano (mais de 75% do uso dela foi urbano) e já estive verificando as possibilidades para uma possível substituição ou recuperação.

Não estou muito inclinado por recuperar os amortecedores originais: uma inspeção visual não mostra marcas ou vazamentos.

As opções são novos amortecedores HD (na faixa de U$400) ou optar pelos PS-422 da Progressive Suspension (variando entre U$500 e U$750 com ajuste remoto).

Ainda não consegui reunir informações suficientes sobre o PS-422 para avaliar e por enquanto vou verificar antes de escolher a solução, mesmo porque vários amigos já me disseram que é cedo para pensar em trocar amortecedores por cansaço.

Meu paradigma preferido é a Electra Glide centenária do Celestino Gomez, amigo querido de São Paulo, e ele já me disse que troco os amortecedores da Electra aos 100.000 kms e porque surgiu uma oportunidade.

Recomendou a troca, dizendo a estabilidade e o conforto da Electra ficaram ótimos, mas diz que ainda é cedo.

Vamos esperar a revisão.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

paralama faz falta?


Por conta de um acidente estou rodando sem paralama desde terça feira (28/01): a moto estava sem roda e sem paralama em cima do cavalete para corrigir um desvio da canela direita quando, durante um aperto da mesa, caiu do cavalete e o paralama segurou a criança.

Detalhe: paralama recebeu o peso todo e sequer amassou, mas lascou a pintura. Se fosse um paralama de plástico provavelmente estava procurando canelas novas...

Ainda não tinha feito isso, já li e vi vários relatos de customizações bobbers onde o paralama é abolido, mas nada como experimentar.

Posso dizer que você "come" mais sujeira e "bebe" mais água. Tudo sobe e vem no seu rosto.

Mas o que mais me impressionou foi a sutil mudança no comportamento da moto: a moto fica com mais "vontade própria".

Explicando melhor: o paralama compõe a rigidez do sistema de suspensão e direção da Fat Boy, agindo como um Fork Brace.

Sem ele, na frenagem a moto puxa para o lado do disco, reflete mais as imperfeições do asfalto puxando para o lado o buraco e o guidão fica mais "bobo" pela ação do piso andando em reta.

Na entrada da curva, a moto exige uma "negociação" mais suave porque dependendo da inclinação e da qualidade do piso ela pode não corrigir de maneira precisa já que as canelas funcionam independentes.

E quanto mais rápido, mais você sente a falta do paralama.

Ficou a lição: não abra mão do Fork Brace ou do paralama, mesmo que seja cortado.

domingo, 12 de setembro de 2010

efeitos do tombo

Somente ontem pude fazer uma revisão mais minuciosa dos pneus e suspensões a fim de verificar possíveis causas e estragos com o tombo de domingo passado.

O vazamento na primária cessou na segunda feira demonstrando que foi mero encharcamento da junta.

Verifiquei com mais tranquilidade os pneus e o pneu dianteiro chegou ao final com um desgaste irregular do lado esquerdo (o lado do disco de freio): será trocado essa semana.

Já o pneu traseiro ainda se apresenta com 3 mm (cerca de 1,5 mm antes de chegar ao TWI) e ainda deve rodar cerca de 2000 a 3000 kms: vou mantê-lo rodando mesmo fazendo a opção pelo Metzeler na dianteira.

Como pneu dianteiro apresentou uma longevidade um pouco maior que esperado (quase 10% a mais), vou rodar com marcas diferentes até o final do pneu traseiro.

Inspecionando a suspensão dianteira encontrei o parafuso de fixação da mesa com folga (cerca de uma volta) e mais nenhum problema. O parafuso foi apertado e a direção se mostrou mais precisa.

Da inspeção acredito que o vilão foi mesmo o pneu dianteiro, com desgaste excessivo (começa a esfarelar na faixa mais gasta) não conseguiu aderência mínima necessária para manter o equilíbrio. A folga na fixação da mesa pode ter contribuído minimamente, mas não seria causa para o tombo já que a influência dessa folga pode ser sentida mais fortemente nas imperfeições do piso.

Vale a recomendação de troca ao atingir a marca TWI, mesmo que seja com desgaste irregular.

A folga na mesa não chegou a ser verificada na revisão de 40000 kms porque havia tido um problema de vazamento de óleo da suspensão antes da revisão e optei por não trocar o óleo: erro meu em não recomendar que fosse inspecionada a fixação da mesa e folga na caixa de direção (que foi devidamente lubrificada, mas não inspecionada).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mesa dianteira - problema crônico das softails

Minha Fat quebrou, pela segunda vez, o parafuso que segura a mesa dianteira.

Há coisa de um ano quebrou o parafuso do lado direito que foi descoberto, antes de fazer grandes estragos, quando estava trocando o óleo da suspensão dianteira durante a revisão dos 24000kms. Parafuso trocado, óleo trocado sem necessidade de trocar os retentores e a vida segue em frente.

Mas na semana passada comecei a ouvir barulho na suspensão dianteira e sentí-la mais dura. Como me encontrava perto da Brazil Custom resolvi passar por lá para verificar. Loja fechada, decidi fazer o precisava ser feito (estava a caminho de Niterói) e voltar depois.

Posso garantir uma coisa: se você cuida da moto, ela também cuida de você. Não cheguei a rodar 500 metros e a mesa desceu por inteira e começou a vazar óleo na canela esquerda... retorno e fiquei esperando a loja abrir. Se tivesse insistido provavelmente ficaria a pé no caminho para Niterói.

Frente desmontada e o vilão apareceu: o parafuso que prende a mesa, dessa vez o esquerdo, estava partido e as pancadas originadas do nosso "asfalto liso" acabaram desrosqueando a canela fazendo vazar óleo... o Adriano disse que nunca viu isso acontecer: a canela desrosquear e óleo vazar sem estourar retentor foi novidade.

No final restou apenas a troca de óleo e do parafuso quebrado, sem maiores prejuízos para a suspensão, mas este defeito é crônico e acontece com muitas softails. Portanto atenção aos ruídos na mesa e a diferenças no comportamento da suspensão... normalmente o vilão é esse parafuso.

quinta-feira, 5 de março de 2009

suspensão dianteira e guidão

O defeito na moto do Rogério trouxe várias dúvidas em relação à suspensão dianteira e o guidão das Fat Boys. Mais de um colega veio perguntar se era normal a mesa descer ou o retentor estourar e associavam ao guidão frouxo ou a moto não conseguir andar em linha reta.

Como diria Jack the Riper, vamos por partes. Inicialmente todas as FLST (Heritage, Fat Boy e Deluxe) tem o mesmo sistema de caixa de direção e suspensão e portanto o que acontecer com um modelo pode acontecer com os demais modelos.

É normal que guidão fique frouxo, principalmente se você procura uma posição mais adequada para a sua pilotagem. O guidão é preso na mesa por buchas, que com o passar do tempo acabam ficando frouxas e dando a imprensão de que o guidão está balançando. Muita gente associa isso a folga na caixa de direção, o que não é verdade. É uma vibração que pode acarretar em folga nas buchas, mas não é causa e efeito.

Outra coisa é a moto puxando para algum lado, que nas Fat Boys pode ser também por conta dos pneus maiores. Normalmente a caixa de direção apresenta folga e pode ser regulada quando você sentir a moto puxando e tiver certeza que seus pneus estão devidamente calibrados ou não estão furados (caso recente foi o furo no pneu traseiro da Fat Boy do Rodrigo, que inclusive estava achando que havia desaprendido a pilotar a moto quando na verdade vinha rodando com o pneu furado há pelo menos um mês - só calibrando o pneu sem se dar conta que podia estar furado).

E finalmente existe um terceiro sintoma (barulho ao passar em irregularidades) que aponta para a suspensão (defeito da moto do Rogério).

Dos três sintomas, com certeza o mais grave é o sintoma do barulho ao passar em irregularidades. Bem verdade que nossos escapamentos atrapalham na detecção desse sintoma, mas o barulho vem acompanhado por uma suspensão muito irregular e que quase não absorve as irregularidades do piso.

Portanto, se você sente seu guidão frouxo ou desalinhado sem perceber qualquer tipo de alteração no alinhamento da moto, provavelmente suas buchas estão necessitando de aperto ou troca.

No caso de sentir que a moto não consegue trafegar alinhada, provavelmente seu problema está na caixa de direção, que pode ser regulada no parafuso por baixo da mesa que fica em posição central na frente da moto. Lógico que você pode ter uma consequencia desse defeito que redunda em aperto das buchas do guidão.

E se você vem sentindo a frente da moto muito boba, recomendo verificar e trocar o óleo da suspensão, que ao desmontar a suspensão para essa verificação você pode se deparar com um dos parafusos que prendem a mesa quebrados (aconteceu comigo na revisão de 24000 km sem que chegasse ao extremo pelo que passou o Rogério na subida para Teresopólis). A substituição é rápida e você vai sentir uma diferença brutal no comportamento da moto.

Geralmente o aperto da caixa de direção e buchas do guidão é feito nas revisões periódicas, mas parece que você precisa reclamar isso no momento da abertura da OS porque senão essa verificação não é feita.

A troca do fluído hidraúlico da suspensão dianteira é feita a cada 16000 km (eu me precavi e mandei fazer isso fora de época e achei o parafuso quebrado), mas também recomendo que seja pedido essa troca no momento da abertura da OS como forma de precaução.

A moto do Rogério teve esse problema reclamado na revisão de 1600 km, parece que ele não foi atendido e o parafuso estourou aos 4000 km (cerca de dois meses depois). Certo que tudo foi feito em garantia (é por isso que se recomenda que as revisões dentro do período de garantia sejam feitas na autorizada), mas sempre fica a sensação de mal estar pelo acontecido, ainda mais quando se havia reclamado o defeito na revisão e mesmo assim nada foi feito até o momento em que a quebra ocorreu.

É chato ficar reclamando, mas se você tem algum problema e sua moto ainda está em período de garantia, não deixe passar em branco e faça valer o seu direito a garantia de fábrica.

Manutenção periódica é uma garantia de que a sua moto terá menos chances de parar em uma viagem.