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quinta-feira, 15 de março de 2018

ABRACICLO: primeiro bimestre 2018

Os números da HDMC no primeiro bimestre de 2018 mostram ligeira elevação na projeção em relação à 2017, o que não deixa de ser uma decepção.

Uma decepção por conta da procura pelos novos modelos no final de 2017 que não se concretiza no início de 2018. 

Considerando o que vejo nos fóruns e redes sociais só consigo imaginar que a HDMC começou o ano com o pé no freio em termos de produção, pois existe a sensação que só não se vende mais porque não tem moto para vender.

Eu só posso especular os motivos para esse ritmo lento como falta de confiança no mercado consumidor, desejo em aumentar a demanda reprimida para manter as vendas sem necessidade de promoções para escoar estoque ou dificuldades anteriores dos dealers em honrar os contratos assinados.

Seja qual for o motivo os números para o primeiro semestre mostram uma projeção bastante semelhante ao ano de 2017: com 804 motos produzidas (no primeiro semestre de 2017 foram 738 motos produzidas) projeta-se 4824 unidades produzidas em 2018 (o ano de 2017 fechou com 4781 unidades produzidas).

Na ponta da venda aos dealers, a HDMC vendeu 858 unidades e projeta 5148 unidades (no ano de 2017 foram 5141 unidades vendidas).

Já a concorrente BMW começou mais animada: 1484 unidades produzidas (839 no primeiro bimestre de 2017) projetando 8904 unidades a serem produzidas em 2018 (em 2017 foram 6641 unidades); e na ponta da venda foram comercializadas 1119 unidades projetando 6714 unidades a serem vendidas em 2018 (em 2017 foram vendidas 7054 unidades). Pelo histórico da marca alemã, acredito que a projeção de vendas vai melhorar ao longo do ano.

Os carros chefes da BMW continuam a ser a GS 1200 na versão standard e adventure, sendo que agora a marca alemã conta com o reforço da nova "pequena premium" GS 310 que já consegue vender mais que a GS 1200.

Na HDMC os modelos Softail continuam sendo muito bem vendidos, com os dois primeiros lugares em vendas no top ten. Vale ressaltar que o fator novidade ainda rende frutos com quase todos os modelos Softail no top ten (exceção para a Deluxe que chegou mais tarde aos dealers) e a nova queridinha entre as Tourings, a Road Glide, fazendo sucesso e emplacando seus dois modelos no top ten.

O segmento CVO começa fraco, muito provavelmente pelo alto valor cobrado, e só vendeu 123unidades, sendo 7 Street Glide com motor Twin Cam. Detalhe que a produção dos modelos CVO equipados com o motor M8 coincide com o número de vendas, apenas seis, dando a impressão que estão sendo produzidos conforme pedido emitido pelos dealers.

Antes de fazer o top ten é bom dizer que os números foram agrupados conforme os modelos e não conforme a motorização, por isso temos a Fat Boy com o total de vendas dos motores 107 e 114 além da versão anniversary; a Fat Bob agrupando os motores 107 e 114; a Sporster 48, Limited e Breakout 114 agrupando versão standard e anniversary.

Vamos ao top ten do primeiro bimestre: o best seller é a Fat Boy com 132 vendas e 147 produzidas; o segundo lugar fica com a Fat Bob com 120 vendas e 121 produzidas; o terceiro é da Iron com 93 vendas e 75 produzidas; em quarto vem a Sportster 48 com 90 vendas e 59 produzidas; em quinto chega a Limited com 53 vendas e 58 produzidas; em sexto chega a Breakout com 46 vendas e 67 produzidas; em sétimo a Road Glide Ultra com 41 vendas e 17 produzidas; em oitavo a Heritage com 40 vendas e 30 produzidas e temos um empate no décimo lugar: Slim e Road Glide Special com 35 vendas e 25 produzidas.

Os números das Sportsters dão a medida de como a HDMC vem privilegiando as Softails: tanto Iron quanto 48 venderam mais que produziram, dando a entender que estão desovando o estoque 2017 e Roadster e Custom aparecem muito mal colocadas pela pequena produção inicia: Roadster vendeu 28 e produziu 34 e a Custom vendeu 12 e produziu 18. Acredito que esses números tendem a subir conforme o interesse pela "novidade" diminuir.

O mico do bimestre ficou com a Road King em suas duas versões: a Classic vendeu 12 e produziu 13 unidades e a Special vendeu 16 e produziu 13, mas devemos esperar que a RK venha a superar ou igualar a Street Glide que vendeu 29 e produziu 26 nas duas versões: standard e anniversary.

A Deluxe chegou por último e já está praticamente empatada com a Street Glide com 27 vendas e 35 produzidas.

O único modelo com números mais diferentes é a Breakout que tem um pequeno encalhe de quase metade da produção.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

ABRACICLO terceiro trimestre

Foram publicados os números referentes ao terceiro trimestre (setembro/17) e os números mostram que tanto BMW quanto HDMC encontraram o "ritmo" de vendas para atingir suas metas: 7000 unidades para a marca bávara e 5000 unidades para a marca americana.

A BMW chega em setembro com 5198 unidades produzidas e 5268 unidades vendidas, mantendo a projeção de 7000 unidades vendidas/produzidas para 2017. O carro chefe da BMW continua sendo a GS1200, que responde com suas duas versões (GS e Adventure) por quase 50% da venda/produção da marca.

A HDMC chega em setembro com 3459 unidades produzidas e 3745 unidades vendidas, mantendo a projeção de 5000 unidades vendidas/produzidas para 2017. Ao contrário da BMW, a HDMC mantém as vendas distribuídas pelo catálogo e os modelos se alternam nas posições do top 10 conforme as promoções que são feitas ao longo do ano.

O top 10 da HDMC para o terceiro trimestre é o seguinte: Iron 883 com 617 vendas (570 produzidas), Ultra Limited com 489 vendas (555 produzidas), Sportster Roadster (bastante presente nas últimas promoções) com 430 vendas (480 produzidas), Fat Boy Special com 404 vendas (323 produzidas), Breakout com 309 vendas (158 produzidas), Fat Boy com 273 (266 produzidas), Heritage Classic com 227 vendas (194 produzidas), Street Glide Special com 225 vendas (254 produzidas), De Luxe com 184 vendas (121 produzidas) e Road King Classic com 156 vendas (161 produzidas).

Vale a pena notar que entre o top 10 de produção, a Sportster 48 aparece em quinto lugar com 266 unidades produzidas, mas não figura no top 10 de vendas (apenas 130 vendidas) e já começou a figurar nas promoções mensais que a HDMC faz para desovar estoque.

Duas observações para terminar o post: as CVOs 2017 praticamente já atingiram o meta tradicional de 30 unidades vendidas (24 Limited CVO e 20 Street Glide) restando uma Limited CVO produzida a ser vendida e 5 Street Glide CVO produzidas a serem vendidas e com a aproximação do Salão Duas Rodas acredito que a meta de 30 unidades não deva ser atingida já preparando o mercado para os modelos 2018 que serão apresentados.

A outra observação é sobre os modelos que serão descontinuados em 2017; Softails e Dynas. As Dynas simplesmente desapareceram da lista de modelos fabricados no Brasil: a Fat Bob não foi fabricada, a Low Rider teve duas unidades fabricadas e a Street Bob apenas uma em 2017.

Já as Softails Twin Cam parecem estar em fim de festa: a Breakout não foi montada no segundo semestre e não tem mais estoque nos dealers. Fat Boy Special (81 unidades em estoques dos dealers), Fat Boy (7 unidades em estoques dos dealers), Heritage Classic (33 unidades em estoques dos dealers) e De Luxe (63 unidades em estoques dos dealers) ainda seguiram em produção no segundo semestre, mas o ritmo está perto de zero e provavelmente devem dar espaço na linha de montagem para as novas Softails Milwaukee 8 ainda em 2017.

Portanto para quem deseja usar o Twin Cam por mais algum tempo é bom se apressar. Os fãs das "legítimas" Dynas dificilmente vão encontrar alguma unidade zero, os fãs da Fat Boy com seu visual "terminator" ainda conseguem achar uma zero com algum trabalho, os fãs da Heritage/De Luxe que não gostaram dos novos faróis de Led também precisam se decidir pois os estoques já devem estar bem próximos do final. Somente os fãs da Breakout vão ter alguma moleza com o final das Softails TC já que o estoque ainda é alto e a moto tem de dar espaço para a prima M8 que chega em novembro com o Salão Duas Rodas.

quarta-feira, 22 de março de 2017

ABRACICLO: números do carnaval

Reza a lenda que o ano só começa após o carnaval, e parece que as montadoras levam isso a sério.

No segmento premium a produção é pífia nos dois primeiros meses: a BMW produziu 839 unidades, a HDMC produziu 738 unidades e a caçula Indian produziu meras 58 unidades.

Com esses números as estimativas para 2017 sobem ligeiramente: cerca de 5000 unidades para a BMW e cerca de 4500 unidades para a HDMC. A produção da Indian espelha cerca de 350 unidades para 2017, número que deve mudar.

Na comparação com 2016, este ano ainda não mostra grande recuperação no mercado, vez que os números estimados estão bastante parecidos com os resultados finais de 2016.

Na ponta da venda, as fábricas fecharam com seus dealers as seguintes vendas: BMW 779 unidades (previsão em cerca de 4700 unidades vendidas para 2017), HDMC 648 unidades (previsão em cerca de 3900 unidades vendidas para 2017) e Indian 72 unidades (previsão em cerca de 450 unidades vendidas para 2017), mostrando também que os números seguem muito próximos dos resultados de 2016.

O top ten do carnaval da HDMC mostra a desova dos estoques das Dynas e o sucesso inicial de vendas dos novos M8.

Ficou assim: Breakout (em promoção) com 95 unidades, Fat Special (também em promoção) com 79 unidades, Iron com 76 unidades, Fat Bob (queimando estoques) com 75 unidades, Ultra Limited (já aparecendo na quinta posição com o novo M8) com 53 unidades, Roadster (olha a "novidade" da HDMC) com 43 unidades, Street Glide Special (outra com motor M8) com 39 unidades, Street Bob (também queimando estoques) com 35 unidades, Sportster 48 com 30 unidades e Heritage Classic com 28 unidades. Menção para a Road King Classic que aparece no décimo primeiro lugar com 21 unidades vendidas (outro com motor M8).

Com base nos números do carnaval, acredito que mude pouca coisa no mercado premium: a BMW e HDMC seguem liderando e a Indian fazendo esforço para se desligar das "marcas menores" do segmento.

Também podemos esperar que o M8 tenha uma boa participação nas vendas da HDMC, não só na família Touring, mas também nas CVOs que já contam com 12 unidades vendidas (a preços nunca antes imaginados por ninguém....). A esperada Road King Special deve alavancar as vendas do M8 no final do ano, garantindo um bom ano de estréia para o novo motor da HDMC.

Acredito no potencial da Roadster (deve tirar o lugar da Sportster 48) e penso que as Dynas só não terão um ano pior devido as prováveis promoções que serão feitas. Carregar o "vovô" TC96 é um peso que nenhuma HD merece... Sem falar que o preço não pode baixar muito por conta dos valores praticados na família Sportster... Ou seja, as Dynas estão entre a cruz e a espada nesse ano de 2017 e espero que o Salão Duas Rodas traga o motor TC103 como novidade para a família Dyna.

domingo, 17 de janeiro de 2016

balanço final da ABRACICLO em 2015

Divulgados os números finais da produção e venda das montadoras e a HDMC perdeu o posto de maior montadora no segmento premium para a BMW, mantendo o primeiro lugar entre as Customs.

A HDMC produziu 6397 unidades e vendeu 6342 unidades enquanto a BMW assume o primeiro lugar no setor com 8528 unidades produzidas e 8561 unidades vendidas.

A Indian diminuiu o ritmo de produção na planta da Dafra e termina com 156 motocicletas produzidas e 153 unidades vendidas.

Apenas para completar o quadro das marcas premium, a Triumph segue mantendo o ritmo de cerca de 4000 unidades produzidas e vendidas, a Ducati vem mantendo o ritmo na planta da Dafra de 600 motos produzidas e vendidas. A Dafra monta as superesportivas da MV Agusta, mas os números são muito baixos e influenciam muito pouco o segmento premium.

Para 2016 tanto BMW quando HDMC já começaram a praticar a nova tabela: enquanto a Harley-Davidson reajustou sua tabela deixando os seus modelos com preços bem próximos dos praticados nos EUA (praticando a conversão de moedas), a BMW fez um reajuste intermediário uma vez que todos os modelos vendidos ainda são 2015/2016 (exceção à Nine T que ainda é 2014/2015).

Quem tiver interesse nas tabelas, Wilson Roque publicou as tabelas no seu blog: HDMC (aqui) e BMW (aqui).

Eu recebo muitas críticas por comparar a BMW com a HDMC, a mais comum é dizer que estou comparando alhos com bugalhos, mas a realidade é que as duas montadoras batalham em um mercado status e vale a pena comparar as estratégias das duas.

Para quem acompanha o segmento fica nítida a estratégia da montadora alemã de ampliar o leque de opções de forma gradativa, aumentando a escala de produção para poder manter o preço de venda em um patamar mais competitivo enquanto a montadora americana aposta no marketing do life style para manter suas vendas, apostando pouco na ampliação do catálogo brasileiro ou na atualização dos modelos vendidos no mercado brasileiro com os vendidos no mercado internacional pela matriz.

Essa diferença de estratégias parece mostrar também uma diferença na mentalidade do consumidor, que está bancando o risco da compra de um modelo com maior sinistralidade e maior índice de furto e roubo em nome de um produto mais moderno e de aquisição mais fácil.

Resta saber se a HDMC vai começar a se preocupar com a liderança ou apenas se preocupar em continuar figurando com a maior montadora Custom do Brasil. Com o cenário econômico pouco favorável a ampliação do mercado consumidor dos produtos premium, a disputa pela fatia que sobra tende a ser mais complicada. Vamos ver como as montadoras vão se comportar na busca pelo consumidor em um mercado menor e com mais uma montadora buscando espaço, a Indian.

O top ten do segmento premium: GS 800 (1742 unidades), GS 1200 (1583 unidades), GS1200 A (1334 unidades), GS 650 (1197 unidades), F800 (917 unidades), Iron 883 (895 unidades), XL 1200 Custom (704 unidades), Tiger XRX (692 unidades), Tiger Explores (627 unidades) e Breakout (621 unidades).

E para terminar o top ten da HDMC: Iron 883 (895 unidades), XL 1200 Custom (704 unidades), Breakout (621 unidades), Sportster 48 (532 unidades), Limited (514 unidades), Fat Boy Special (466 unidades), Heritage (351 unidades), Fat Boy (340 unidades), Night Rod Special (305 unidades) e Deluxe (265 unidades). O mico do ano ficou mesmo com a Low Rider com 113 unidades.


domingo, 27 de dezembro de 2015

detalhes interessantes nos números da ABRACICLO em novembro

Wilson Roque já postou sobre os números da HDMC em novembro (leia aqui), mas não comentou sobre os números da Indian, que vem sendo publicados sob a responsabilidade da DAFRA.

Se os números da HDMC são decepcionantes (algo já esperado), os da Indian mostram a fábrica iniciando as montagens em ritmo acelerado.

A Indian, além de cumprir a meta de inaugurar 4 dealers em 2015, também mostrou disposição para tentar cumprir a meta de vender 100 motos por mês: saiu da produção pífia de 4 unidades em outubro para 83 unidades fabricadas em novembro e 79 unidades vendidas, e o dealer carioca já vem mostrando em sua página no Facebook as entregas aos novos proprietários de suas Scouts. Não li nenhum registro de entrega das Chiefs (apenas 9 vendidas, que acredito permanecem nos salões dos dealers).

Já a HDMC manteve a fábrica parada em novembro: zero unidades fabricas e 378 unidades vendidas, configurando o pior mês de vendas em 2015.

A HDMC já perde o primeiro lugar no segmento de motos premium para a BMW. A marca bávara já tem vendidas 7808 unidades, quase 2000 unidades acima da marca da HDMC (5975 unidades vendidas até novembro de 2015).

Detalhe para o fato que isso vem acontecendo desde janeiro, coisa que nunca havia acontecido na disputa entre as duas montadoras que vinham oscilando na liderança desde que a BMW começou a montar suas motos em Manaus.

Para dezembro, a HDMC está trazendo os novos modelos 2016 para os salões dos dealers: já se encontram softails com o novo motor 130 ci. Vamos ver se isso será suficiente para salvar o mês de dezembro.

Para 2016 não se espera uma mudança no panorama atual: a BMW deve se manter na liderança do segmento premium, a Indian deve manter o crescimento no seu ritmo de produção e consequentes vendas, mas sem incomodar a HDMC dentro do segmento custom além do já esperado pelo marketing do fator novidade.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

meu BMW

Carro, e não moto, antes que alguém surte.

Por que falar de um carro? Porque comprei esse carro em 1992 para que todos da família (meu pai e minha irmã) pudessem ter um carro para rodar em Portugal durante as férias que estivéssemos por aqui.

Nesse ano ele completa 20 anos e já conta com 113.500 kms (ainda vai andar pelo menos mais uns 1000 kms na volta ao norte de Portugal) e segue funcionando como um relógio: sem problemas, com desempenho excelente e bem ecônomico (13 km/l na estrada em um motor 6 cilindros, tá muito melhor que esperavamos).

Detalhe: esse carro roda apenas um ou dois meses (raramente) por ano. O resto do tempo fica parado na garagem, com a bateria desligada, tanque cheio e pneus com calibragem máxima. Na volta ao uso, religa-se a bateria e calibra-se os pneus. Troca de óleo conforme a necessidade indicada no painel pelo computador de bordo e troca de ítens desgastados como pneus e pastilhas.... parece até minha Fat.... hehehehehe.

Como um carro clássico (dos primeiros 325 a mudarem da carroceria quadrada para a carroceria conhecida atualmente e que vem sendo reestilizada nesses 20 anos), ele não tem o auxílio da eletrônica atual que controla tração, freios e suspensão. Muito menos as caixas automáticas que decidem quando devem (e se devem) fazer reduzidas.

É um carro com suspensão baseada na geometria que deu origem às suspensões esportivas que equipam os classe M, injeção multiponto de primeira geração e abs também de primeira geração, onde você tem de reduzir para entrar na curva e trocar marchas na hora certa para fazer uma ultrapassagem.

E vocês não imaginam o prazer que isso traz quando se viaja pelas auto estradas européias....

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

BMW Riding Experience

Sábado passado (13/09) houve o evento patrocinado pela marca alemã BMW que consistiu em Test Drive de diversos modelos de carros e motos da linha 2009, entre eles a nova série 6.

Ganhei convite e fui ver as novidades. As motos estavam rodando o tempo inteiro e só dava para olhar os novos modelos nos intervalos entre uma saída e outra. Já os carros estavam em exposição aguardando a saída e no estande montado na sede do Itanhangá Golf Club, onde era servido um buffet.

Novidade mesmo só a série 6, mas como não fiz test drive (agenda completa) não vou tecer qualquer comentário sobre os carros.

Nas motocicletas estavam liberadas para teste as GS 650 X e GS 650 Adventure, além da GS 1100 e os modelos K 1200 R e K1200 T. Como não sou amante dos gafanhotos big trail, me inscrevi para dar uma volta na K 1200 R.

Depois de uma espera de mais de uma hora (padrão IZZO de organização) montei na criança. Moto com características de moto speed, com motor gerando mais de 170 cavalos e com muita tecnologia embarcada (controle de tração, controle das suspensões feito eletronicamente e abs), a motocicleta tem torque em todas as faixas de giros e acelera muito, mas muito rápido mesmo.

Os freios abs param a moto em distâncias, que para quem anda de HD, muito curtas, sem travar rodas e com uma certa violência ao menor toque dos manetes de freio. Aliás, se você não quiser usar o freio traseiro, não se preocupe porque existe um sistema que balanceia o uso dos freios ao simples toque da manete do freio.

Como o trajeto foi curto e feito na rua não me arrisquei a grandes experiências nas curvas, mas ela aceita bem qualquer entrada, e como o torque surge muito cedo, a saída de curva é uma catapulta para frente.

A regulagem de suspensões é um capítulo a parte: com pelo menos oito posições pré-definidas e uma posição programável, é impossível você não conseguir o melhor acerto das suspensões. A roda traseira não patina (controle de tração auxiliado pela suspensão eletrônica) e as suspensões absorvem qualquer impacto oriundo das diferenças de piso. Você pode inclusive mudar o ajuste da suspensão em uso para melhor performance da moto.

Enfim, uma moto que custa mais ou menos o que custa uma Electra Glide, com muita tecnologia e muita disposição para andar.

Vale a pena trocar de moto? Não. Minha Fat não faz nem metade do que essa BMW faz, mas em compensação tem um opcional que ainda não encontrei nas outras motos: a "família HD".

Vou explicar melhor: enquanto esperava minha vez, chegaram vários colegas de HD, trazendo uma animação a um evento bem desanimado, com várias panelinhas formadas. Quando aquelas HD entraram pelo clube, com o ruído característico das Harley falei para a Silvana: a galera chegou! Todos olharam para o grupo, o grupo chegou fazendo bagunça, muitos proprietários e interessados nas BMW foram ver as HDs e acabou se formando dois grupos: um de preto de HD e outro de roupa azul e branca da BMW.

Engraçado como harleyro gosta de moto. Mesmo em um evento da concorrência, todos foram conhecer os modelos novos.