terça-feira, 29 de junho de 2010

FTD: a novela continua

A HDSP conseguiu liminar que garante a manutenção do contrato apesar da sentença prolatada e publicada na semana passada. A fonte é o jornal Estado de São Paulo em sua edição eletrônica (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100629/not_imp573489,0.php). Segue íntegra da nota publicada:

DISPUTA JUDICIAL
Reviravolta no caso Harley Davidson
O Grupo Izzo, representante exclusivo das motos Harley Davidson no Brasil, conseguiu ontem à tarde uma liminar para manter seu atual status no negócio. Há uma semana, a fabricante americana de motos havia conseguido romper, na Justiça, o contrato com o distribuidor. A multinacional também havia conseguido autorização para nomear novos concessionários no País. Ambas as determinações estão, agora, suspensas. O imbróglio envolvendo a Harley Davidson e seu concessionário se arrasta desde o final de 2009. A fabricante alega violação do acordo de exclusividade e mau atendimento a clientes. Já o Izzo diz ser alvo de uma estratégia da americana para mudar o modelo de distribuição no Brasil.


Acessando o site do TJ SP na manhã de hoje (29/06/2010) verifica-se que houve juntada de documentos e que os autos encontram-se conclusos para nova decisão do juiz.

Sobre os documentos juntados nada pode ser esclarecido por não ter acesso aos autos, mas com a informação publicada pelo Estado de São Paulo pode-se supor que seja uma notificação ao juízo da existência da liminar concedida ou mesmo a interposição de recurso de Apelação.

E enquanto isso, segue a novela...

domingo, 27 de junho de 2010

Efeitos dos preços competitivos das HDs

Eu tenho certeza que nós somos os interessados em comprar HD por preços mais competitivos, mas depois do processo judicial que se iniciou em Março eu fico em dúvida sobre quem é o interessado popularizar as HDs.

Um dos interessados em vender HD deveria ser a própria HD, mas a produção vem em ritmo bem pequeno e apenas de modelos consagrados ou lançamentos.

Um dos não interessados em vender HD deveria ser a HDSP. Afinal, para que colocar azeitona na empada de quem está me processando? Mas isso também não acontece. Com as sucessivas promoções a HDSP vem vendendo bem (ou será que somos nós que estamos comprando devido aos baixos preços... momento Tostines!).

A popularização que vem ocorrendo com os preços mais acessíveis das HDs vem trazendo alguns efeitos marginais que deixam muita gente pensando.

Mostra que a marca é forte e tem um bom potencial de mercado que se encontrava adormecido devido à política de preços do dealer nacional.

Também mostra que existe uma "gordura" na margem de revenda das HDs que pode (e deve) sofrer um "emagrecimento" definitivo.

Acredito que a atual tabela de preços promocionais vem deixando muita gente com dor de cotovelo por ter comprado a sua moto por um preço bem mais alto do que poderia (e foi vendida), mas tenho certeza que não existe ninguém jogando dinheiro fora e todos fizeram o melhor negócio possível à época da compra de suas motos.

Por outro lado, vemos que o dealer nacional (que ganhou tantos prêmios de vendas) praticou preços que tinham a nítida intenção de elitizar a marca, já que preferia ganhar em uma moto o que poderia ganhar vendendo duas ou três.

A economia de mercado dá dois caminhos para o comerciante: vender muito com margem menor ou vender pouco com margem maior. Em ambos os casos, o lucro auferido se equipara e dependendo da demanda represada pode ser muito melhor uma venda em menor número (para manter o mercado aquecido) do que uma venda em maior escala.

Outro efeito marginal que vem sendo sentido é a demanda por peças substitutas. Em vários fórums de proprietários vem aparecendo soluções alternativas para serem usadas nas HDs. Lubrificantes de marcas mais baratas que mantém a especificação original, filtro de óleo genérico e peças equivalentes encontradas no mercado de auto peças (com a globalização, muitas peças de automóveis podem ser usadas nas HDs sem qualquer problema).

Ou seja, o preço de aquisição começa a ficar competitivo, mas o custo de manutenção continua sendo um problema para uma parcela dos novos proprietários que conquistaram o sonho da HD.

Espero que essa parcela que procura alternativas se mantenha adepta da filosofia sobre a importância da procedência da peça e não patrocine o roubo de motocicletas para atender a demanda por peças mais baratas.

De toda a forma, fica mais uma lição para a turma da matriz que vem se preparando para assumir a estratégia da HD no Brasil: não basta vender a moto por preço mais competitivo.

É preciso um pós-venda eficiente, com técnicos de bom nível prestando bons serviços por preços justos e peças de reposição a preços competitivos para evitar que esse mercado promissor não seja desperdiçado logo após a venda da motocicleta.

Seguro de HD está ficando mais caro?

Quando comprei a Fat o valor do seguro era bem alto (cerca de R$ 4000,00 em um seguro novo feito pela Sul América). No ano seguinte esse valor reduziu consideravelmente (menos da metade, cerca de R$ 1.600,00), no terceiro ano continou reduzindo (cerca de R$ 1200,00) e no ano passado chegou ao ponto mais baixo (R$ 780,00).

Várias renovações com mudança de classe de bônus, mas mesmo assim foi uma redução considerável.

Isso acontece em função do risco inerente ao contrato de seguro das HDs.

O risco em contrato de seguro é calculado em função dos sinistros que envolvem os segurados (colisão, quedas, roubos e incêndios) e no caso das HDs o cuidado dos proprietários aliado a uma postura dos mesmos em não patrocinar o roubo de motocicletas evitando comprar peças de procedência duvidosa sempre foi um dos motivos para que isso acontecesse.

Esse ano já tinha ouvido varios relatos de aumento nos prêmios dos seguros (ou pelo menos sem redução em relação aos valores anteriormente pagos) e na minha renovação deste ano também aconteceu isso. O valor permanece o mesmo, com diminuição do valor da franquia.

Os relatos de roubos de HDs (principalmente as Sportsters em São Paulo) começam a ser mais frequentes denotando que houve alguma alteração no interesse do alheio em relação às HDs.

As modelos 2010 estão vindo com alarme de fábrica e alguns colegas já começam a tomar mais cuidados com as motocicletas evitando estacionamentos públicos.

As medidas são boas, afinal cautela nunca é demais. Mais uma coisa deve ser novamente divulgada e encorajada: não patrocine o crime. Não compre peça de origem duvidosa. São muitos os colegas que vem comprando as motocicletas zero km e verificando que o custo de manutenção e customização é mais alto do que nas japonesas.

Se existe o escrúpulo de não comprar peça nas bocas de São Paulo (região da General Osório e adjacências), o mesmo não se pode dizer de comprar peças no E-bay e na versão tupiniquim, o Mercado Livre.

A compra na internet não é garantia de procedência da peça. A garantia da procedência da peça são as recomendações dos colegas e a reputação do vendedor.

Ser escrupuloso na escolha do vendedor as vezes implica em perder uma "pechincha", mas com certeza se esse vendedor de "pechinchas" tiver encalhe na peça, com certeza vai deixar de abastecer o seu estoque com peças de origem duvidosa.

É importante que se mantenha a união entre os colegas que andam de HD e que isso seja passado aos calouros que estão adentrando nesse novo mundo.

HD é tradição e tradição deve ser mantida por quem a repercurte.

Evitar as peças sem origem é evitar que a sua moto seja a próxima fornecedora desse estoque.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

FTD: preços promocionais prosseguem

Enquanto continua a indefinição sobre as estratégias das partes no processo, o dealer segue com suas promoções e segurando os preços em patamares bem abaixo da média anterior ao processo judicial.

Para quem gosta de viver emoções fortes, segue a íntegra do e-mail enviado da loja HD BH e divulgado no fórum dos Biduzidos pelo amigo e colega Biduzido Rômulo:
Prezado Cliente,

Segue abaixo relação de motos disponíveis para pronta entrega.
Para os outros modelos o prazo de entrega é de 15 dias.
Ligue agora e reserve sua máquina!

HERITAGE CUSTOM DISPONIVEL PARA PRONTA ENTREGA!
R$ 40.900,00 A VISTA.
R$ 20.450,00 SINAL + 12 VEZES SEM JUROS DE R$ 1.704,16 NO AMERICAN EXPRESS.

HERITAGE CLASSIC DISPONIVEL PARA PRONTA ENTREGA!
R$ 43.900,00 A VISTA.
R$ 21.950,00 SINAL + 12 VEZES SEM JUROS DE R$ 1.829,16 NO AMERICAN EXPRESS.

DELUXE DISPONIVEL PARA PRONTA ENTREGA!
R$ 44.900,00 A VISTA.
R$ 22.450,00 SINAL + 12 VEZES SEM JUROS DE R$ 1.870,83 NO AMERICAN EXPRESS.

NIGHT ROD SPECIAL DISPONIVEL PARA PRONTA ENTREGA!
R$ 69.900,00 A VISTA.
R$ 34.950,00 SINAL + 12 VEZES SEM JUROS DE R$ 2.912,50 NO AMERICAN EXPRESS.

SPORTSTER XL 883R DISPONIVEL PARA PRONTA ENTREGA!
R$ 25.900,00 A VISTA.
R$ 12.950,00 SINAL + 12 VEZES SEM JUROS DE R$ 1.079,16 NO AMERICAN EXPRESS.

Informações importantes sobre os planos:
• Consulte-nos sobre outras opções de financiamento;
• Os valores podem ser alterados sem prévio aviso;
• Condições sujeitas à disponibilidade em estoque.

Aguardo seu breve contato.

Atenciosamente,



Vendas | Harley-Davidson BH
MG| 31 3275.2711
MG| 31 3337.7959
MG| 31 9999.5136

Rua Olimpio de Assis, 426 – Cidade Jardim
Belo Horizonte – Minas Gerais – 30380-150


Não custa chamar a atenção que esses modelos são para pronta-entrega, fato que nunca vi nesses quatro anos andando de Fat Boy e frequentando o HOG RJ.

Sobre a documentação para o licenciamento das motocicletas, só se informando antes.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

as HDs injetadas esquentam... e agora?

Muitos colegas novos: vários escolhem a HD como primeira moto, outros vem de outras marcas e alguns vem de HDs carburadas.

Em comum apenas a constatação: o motor Twin Cam dissipa muito calor.

E uma dúvida: é normal?

Senhores, depois de quatro anos posso afirmar que os TC esquentam muito e sim é normal isso.

O motor TC dissipa grande quantidade de calor devido às condições que são exigidas pelos programas anti-poluentes. Filtro de ar e escapamentos restritos aliados a uma mistura ar/combustível muito pobre fazem com que os motores HDs sofram muito para gerar potência e a potência gerada e não utilizada acaba em calor a ser dissipado pela máquina, como em qualquer máquina térmica.

No uso em viagens essa característica do motor refrigerado a ar passa desapercebida em virtude da ventilação forçada, mas no trânsito pesado é algo que muitas vezes faz a pessoa pensar no carro com ar condicionado... principalmente no verão carioca.

Solução para isso: deixar o motor trabalhar como ele foi concebido e para isso voltamos a velha estória de filtro de ar e ponteiras esportivas e afinação da injeção para melhorar a mistura.

As vistorias feitas nos diversos Detrans das capitais vem mostrando que as modificações de filtro e escapamento esportivos ficam dentro dos limites tolerados desde que a mistura seja bem regulada para tal.

Além do beabá, muita gente faz opção pelo radiador de óleo como forma de ajudar na dissipação do calor gerada pela refrigeração a ar dos motores HDs.

O radiador de óleo, ao contrário do radiador de água, só funciona com a moto em movimento porque depende da ventilação forçada feita pelo deslocamento da moto para resfriar o óleo e consequentemente resfriar o motor e diminuir a dissipação do calor feita pela máquina. Ajuda mas não resolve no trânsito.

A HD melhorou a eletrônica dos TC 96 e hoje você já pode programar, com a ferramenta adequada, o motor para que o cilindro traseiro seja desligado em velocidade perto de zero e temperatura acima de 100º (ou coisa parecida) dando maior conforto no trânsito pesado das grandes cidades.

Portanto, HDs maiores e mais novas (as Sportsters esquentam também, mas em nível menor) esquentam, mas o bom disso é que dá motivo para você começar a mexer nelas.

Dinamômentro: quando usar?

Injeção eletrônica é um grande avanço tecnológico, mas também uma grande dor de cabeça se você não tem profissionais com a devida formação técnica a disposição para resolver os problemas que aparecem ou que você mesmo cria.

Aqui no Rio a situação continua bastante ruim, apesar da entrada no mercado do PHD Drago que investiu nesse segmento e criou condições de excelência para trabalhar as injeções eletrônicas com a Maxima Performance.

A Maxima Performance conta com pessoal formado na Dyno Jet e condições técnicas que envolvem a utilização de um dinamômetro de última geração, mas atende preferencialmente a clientes que fazem a opção pelo Power Comander.

O PHD Drago, ciente do não compromisso da oficina autorizada com esse tipo serviço, vem trabalhando para dar ter melhores condições de prestar serviços também aos colegas que fazem a opção pelo equipamento da Screaming Eagle (divisão esportiva da HD).

Injeção eletrônica não é um bicho de sete cabeças, os problemas decorrentes do uso normal são pequenos e na maior parte das vezes se resumem a maus contatos dos sensores ou sensores enviando leituras erradas, mas as injeções das HDs tem um problema de nascimento que incomoda, particularmente no verão: a mistura pobre que faz os motores dissiparem muito calor, além da deixar a performance do motor bastante amarrada.

O problema da mistura pobre é acerto da injeção para que os motores se adequem às condições de admissão de combustível e explusão de gases e possam cumprir o programa de emissão de gases poluentes, hoje em dia com limites cada vez mais restritivos.

Enquanto a admissão e expulsão pode ser melhorada com troca de filtro e escape, a mistura não pode ser enriquecida com o girar de um parafuso como era feito no carburador. É preciso modificar a quantidade de ar/combustível seja via aumento de injeção de combustível, seja via diminuição de entrada de ar.

Soluções para a mistura também existem várias, já falei sobre elas, e adotando uma dessas soluções você consegue enriquecer a mistura.

Nesse ponto começa a dor de cabeça. Resolvendo a admissão com o filtro, a expulsão com o escape esportivo e a mistura com uma nova regulagem a moto foi bem modificada em relação às condições originais.

E os resultados nem sempre são aqueles que gostaríamos ou esperavamos. Solução? Reajustar a injeção até acertar. Nesse momento entra o dinamômetro.

O ajuste do mapa das TC 96 levou um mês de tentativa e erro, muito estudo e muita conversa. O ajuste do mapa da minha Fat (motor TC 88) levou duas semanas por conta do know how apreendido com o mapa das TC 96. Com o dinamômetro leva algumas horas, segundo os especialistas (opinião emitida nos vários tópicos que tratam sobre isso no Fórum HD - www.forumhd.com.br).

O mapa das TC 96 passou por um dinamômetro em São Paulo e teve ajustes finos que melhoraram o desempenho (nas medições) em sensíveis 4% deixando as motos com uma curva de aceleração mais eficiente (principal efeito sentido). Esse mapa foi repassado aos colegas que usam o mapa desenvolvido aqui no Rio e tem gente que sente a diferença, tem gente que prefere o mapa antigo e tem gente que usa o mapa novo só porque passou no dinamômetro.

Dessa experiência com o mapa da TC 96 ficou uma dúvida: vale a pena usar o dinamômetro? O uso do dinamômetro te dá o ajuste técnico perfeito, mas custa caro. O método da tentativa e erro te dá o ajuste pessoal adequado ao teu uso (o mapa das TC 96 está sendo modificado pelo Monge porque ele não gostou da desaceleração em relação ao mapa recomendado originalmente pela HD), além de você ter a satisfação de dizer que foi você que fez.

Tecnicamente falando não há dúvida: o dinamômetro deve ser usado sempre porque os motores tem pequenas diferenças entre eles e o dinamômetro vai afinar a injeção para aquele motor.

Economicamente falando, se você não tem intenção de criar um motor com desempenho extremamente esportivo e gostaria que sua moto simplesmente resolvesse alguns problemas para ter melhor uso, é preciso avaliar o que você tem a sua disposição: se você já tem algo de eficiência comprovada a disposição não vale a pena o gasto, mas se você usou o que está a sua disposição e isso não te satisfez: só o uso do dinamômetro para chegar no seu objetivo.

A decisão, como sempre, é pessoal do mesmo jeito que a decisão de modificar a sua moto, como modificar e que acessório é mais interessante.

Sugiro uma decisão de bom senso: se você ainda não sabe exatamente os objetivos, vá usando até determiná-los.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

FTD: repercursões da sentença

A imprensa especializada e os jornais paulistanos já repercurtiram a sentença junto às partes.

Enquanto a HD se mostra bastante otimista com a sentença prolatada, acreditando que não haverá nova reviravolta, a HDSP emitiu nota anunciando que estaria tomando as providências para reverter novamente a decisão judicial.

O Grupo Izzo inclusive trata de acalmar os clientes e futuros clientes afirmando que toda a estrutura atual seguirá em funcionamento normal.

Já a HD contrata novo diretor oriundo da Toyota para cuidar do escritório brasileiro situado em São Paulo. A idéia é privilegiar o atendimento e satisfação do cliente, enquanto cuida de melhorar a estrutura de distribuição e treinamento com um novo centro a ser inaugurado em São Paulo. Tudo com a intenção de atender melhor aos novos dealers que serão credenciados.

Em relação aos dealers, a HD já informou através da imprensa que será aberto processo de seleção dos novos dealers, nada informando sobre o atual dealer. Ou seja, a HD não descarta de vez o dealer atual, mas já trabalha para melhorar sua rede de credenciados.

Não é tradição da HD credenciar apenas oficinas, devendo o dealer vender e atender os clientes, portanto as oficinas mais tradicionais não devem ser credenciadas pela HD mantendo seu esquema independente e especializado em HDs.

Agora é esperar os prazos judiciais para saber os caminhos que serão trilhados pelas partes envolvidas no processo judicial.