Como o "cliente" tem sempre razão, estou experimentando uma nova imagem para o blog.
Gosto do fundo preto, mas recebi comentários sobre a dificuldade em ler nesse fundo.
Mantendo o fundo, mas acinzentando o fundo do texto. Espero feed back.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
a volta do N-43
Manhãs e noites mais frias não tem me animado muito a usar o AGV Blade.
Como o casco do capacete é pequeno e a viseira acompanha a linha inferior, o pescoço acaba exposto. É o ponto fraco desse modelo.
No verão isso é ótimo, mas agora está cobrando o preço. Preciso usar um lenço no rosto para cobrir o pescoço e isso acaba me incomodando quando a moto para no transito.
Tentei usar o AGV GP Tech, mas a viseira do capacete fechado sempre limita bastante a visão lateral, mas isso não é demérito para o modelo. Apenas não é o mais indicado (para meu uso) na cidade.
Solução foi trazer o Nolan N-43 de volta à ativa. Usando uma bandana para evitar que o capacete fique balançando, o N-43 se mostra um coringa bom para os dias mais frios, pois a viseira grande cobre o queixo e uma parte do pescoço, as ventilações abertas não deixam a bandana incomodar e não perco a visão lateral para andar no transito e no corredor.
Com a versatilidade de usar o N-43 totalmente aberto com óculos googles, com queixeira e óculos googles, aberto com viseira e queixeira com viseira, esse projeto é meu preferido entre todos os capacetes que já usei. Além de ser bem confortável e já prever a instalação do intercom para quem gosta do brinquedo.
Pena que esse capacete tenha ficado largo tão rápido, mas não descarto uma nova tentativa com um tamanho menor.
terça-feira, 4 de junho de 2013
HD 110th Experience São Paulo: balanço do evento
Apesar de me oferecerem uma moto para desfilar, não participei do desfile por achar que não valia a pena ter o trabalho de pegar e devolver a moto simplesmente para rodar alguns kms de moto em São Paulo e ficar esperando hora e meia por isso.
Mesmo assim, a gente acaba perguntando como foi e as opiniões não foram as melhores. Unanimidade foi apenas a sensação de grandiosidade que o volume de HDs proporcionou: o G1 falou em 2000 motos e o Infomotos falou em 4000 motos, fazendo uma média: 3000 motos. O dobro do último desfile das bandeiras realizado na segunda edição do RHD.
A concentração para o desfile foi o ponto alto do desfile. Ver o "mar de HDs" deu a impressão de que todas as HDs vendidas no Brasil estavam no Anhembi, nas palavras do Celestino, além do show dos Credenciados. O desfile em si acabou sendo um anti-climax por conta do percurso pequeno, mas entendo que uma cidade como São Paulo não pode ter seu transito virado de cabeça para baixo por conta do marketing de uma fábrica.
O desfile deve ter servido para fazer o filme de divulgação, mas achei interessante que o desfile não tenha sequer chegado à ponte que serve como cenário do logo do evento.
Tiro no pé foi o destaque dado ao envolvido na investigação sobre furto de HDs realizada pelo DEIC. O dono da loja de couros compareceu ao evento, e como carregava em sua moto uma bandeira americana, foi posicionado à frente, logo após as bandeiras do Chapters e do pelotão de LOH. Deu entrevista e posou como "modelo de harleyro" por estar devidamente fantasiado e ter uma moto que a gente pode chamar de exótica porque vi muito poucas com chifres. Entendo que não se pode impedir acesso, desde que tenha ingresso, mas destacar a presença é demais. Só falta aparecer na revista do HOG novamente.
A entrada no local do evento merece um comentário: para quem vinha de HD, entrava no sambódromo para estacionar a moto sem que houvesse verificação ou recebimento de ticket. Não sei como era controlada a saída, mas sem grande controle de entrada não pode haver controle de saída.
Quem vinha a pé, entrava caminhando pelo sambódromo, vendo as motos e passeando pelo local onde estavam estacionadas. O controle de ingresso era feito somente na entrada do local do evento, já dentro do sambódromo, permitindo que qualquer curioso andasse pelo estacionamento das motos.
Quando voltei para buscar o carro vi algumas travas de bicicletas, normalmente usadas para prender o capacete na moto, cortadas com alicate me fazendo supor que tivemos alguns furtos de capacetes no evento
Na entrada havia duas roletas para o HOG e uma para o público em geral, e os integrantes do HOG recebiam pulseira que garantia ingresso no evento a qualquer momento, ingresso na área HOG e um pin do evento. A camiseta não foi oferecida, devendo ser comprada por quem tivesse interesse.
O local do evento me pareceu apertado, coisa confirmada com a chegada dos participantes. Houve uma divisão do espaço privilegiando ao HOG, que ficou perto do palco e tinha um pouco mais de conforto com uma área coberta onde os patrocinadores do evento (Bradesco e Petrobrás) colocaram alguns extras como café, área para relax (massagem) e salão de beleza para as Ladies of Harley. Além disso, havia um bar que servia Jack Daniels e mesa e cadeiras. Levaram em consideração as críticas feitas pelos Chapters para uma valorização do HOG nos eventos HDMC, em síntese levaram a estrutura do HOG Rally para a área HOG no evento HDMC.
Ficam as críticas de quem pagou mais caro (o ingresso HOG custou a metade do preço do ingresso comum) e acabou em lugar pior e com pior estrutura.
Havia uma loja vendendo camiseta do evento com preço diferenciado para o HOG, exposição de fotos em painéis contando a estória da empresa, o famoso jump start, onde você acelera parado com um ventilador na sua cara e exposição do catálogo 2013.
Bem, eu cheguei ao local do evento com o primeiro show já acontecendo: a banda Fabulous Bandit. Acredito que assisti a metade do show e fiquei com pena de não ter assistido o show inteiro. Gostei da banda e do repertório.
Houve uma exibição com as XR1200, modelo que sai do catálogo no ano que vem, de manobras radicais. Coisa que não acontece no uso comum.
Show seguinte foi o Mr. Kurk. Para quem conheceu o Rock Stock, vai lembrar fácil do Kurk, vocal da banda. A banda se desfez, o Kurk trouxe novos integrantes e manteve a qualidade: show que agrada sempre.
A banda Balance Van Halen cover fez o show seguinte que também foi bem legal.
Na sequencia tivemos Bill Davidson falando, homenagem ao Cap. Senra, tido como o harleyro mais antigo do Brasil e o show principal da noite: Capital Inicial. Não foi ruim como pichavam, mas o Dinho andou se perdendo nas letras... coisas da vida.
Balanço da festa: melhor do que esperava. Ouvi bom rock, um espaço confortável que permitiu conversar com muitos amigos de outros estados e um ingresso com bom preço. Gastaria mais indo ao cinema com a Silvana e o Nuno.
Vale ainda ressaltar o excelente marketing feito pela ABA HD que manteve seu nome em evidência criando programações para todo o feriadão, desde sugestão de show para a quinta a noite, quando já começavam a chegar os primeiros participantes do evento, sugestões de restaurantes com convênio firmado com o dealer, passeio na sexta feira até Campinas e oferta de serviço de leva e traz para quem estivesse nos hotéis sugeridos pela organização até a loja na Barra Funda. Não tenho notícia sobre o café da manhã na Auto Star, mas pelo que vi no sábado pela manhã na ABA HD, valeu o empenho.
Agora as atenções se voltam para a festa em Roma (com benção do Papa...), Sturgis fazendo Rally especial em homenagem à HDMC e Milwaukee. E segue o baile.
Mesmo assim, a gente acaba perguntando como foi e as opiniões não foram as melhores. Unanimidade foi apenas a sensação de grandiosidade que o volume de HDs proporcionou: o G1 falou em 2000 motos e o Infomotos falou em 4000 motos, fazendo uma média: 3000 motos. O dobro do último desfile das bandeiras realizado na segunda edição do RHD.
A concentração para o desfile foi o ponto alto do desfile. Ver o "mar de HDs" deu a impressão de que todas as HDs vendidas no Brasil estavam no Anhembi, nas palavras do Celestino, além do show dos Credenciados. O desfile em si acabou sendo um anti-climax por conta do percurso pequeno, mas entendo que uma cidade como São Paulo não pode ter seu transito virado de cabeça para baixo por conta do marketing de uma fábrica.
O desfile deve ter servido para fazer o filme de divulgação, mas achei interessante que o desfile não tenha sequer chegado à ponte que serve como cenário do logo do evento.
Tiro no pé foi o destaque dado ao envolvido na investigação sobre furto de HDs realizada pelo DEIC. O dono da loja de couros compareceu ao evento, e como carregava em sua moto uma bandeira americana, foi posicionado à frente, logo após as bandeiras do Chapters e do pelotão de LOH. Deu entrevista e posou como "modelo de harleyro" por estar devidamente fantasiado e ter uma moto que a gente pode chamar de exótica porque vi muito poucas com chifres. Entendo que não se pode impedir acesso, desde que tenha ingresso, mas destacar a presença é demais. Só falta aparecer na revista do HOG novamente.
A entrada no local do evento merece um comentário: para quem vinha de HD, entrava no sambódromo para estacionar a moto sem que houvesse verificação ou recebimento de ticket. Não sei como era controlada a saída, mas sem grande controle de entrada não pode haver controle de saída.
Quem vinha a pé, entrava caminhando pelo sambódromo, vendo as motos e passeando pelo local onde estavam estacionadas. O controle de ingresso era feito somente na entrada do local do evento, já dentro do sambódromo, permitindo que qualquer curioso andasse pelo estacionamento das motos.
Quando voltei para buscar o carro vi algumas travas de bicicletas, normalmente usadas para prender o capacete na moto, cortadas com alicate me fazendo supor que tivemos alguns furtos de capacetes no evento
Na entrada havia duas roletas para o HOG e uma para o público em geral, e os integrantes do HOG recebiam pulseira que garantia ingresso no evento a qualquer momento, ingresso na área HOG e um pin do evento. A camiseta não foi oferecida, devendo ser comprada por quem tivesse interesse.
O local do evento me pareceu apertado, coisa confirmada com a chegada dos participantes. Houve uma divisão do espaço privilegiando ao HOG, que ficou perto do palco e tinha um pouco mais de conforto com uma área coberta onde os patrocinadores do evento (Bradesco e Petrobrás) colocaram alguns extras como café, área para relax (massagem) e salão de beleza para as Ladies of Harley. Além disso, havia um bar que servia Jack Daniels e mesa e cadeiras. Levaram em consideração as críticas feitas pelos Chapters para uma valorização do HOG nos eventos HDMC, em síntese levaram a estrutura do HOG Rally para a área HOG no evento HDMC.
Ficam as críticas de quem pagou mais caro (o ingresso HOG custou a metade do preço do ingresso comum) e acabou em lugar pior e com pior estrutura.
Havia uma loja vendendo camiseta do evento com preço diferenciado para o HOG, exposição de fotos em painéis contando a estória da empresa, o famoso jump start, onde você acelera parado com um ventilador na sua cara e exposição do catálogo 2013.
Bem, eu cheguei ao local do evento com o primeiro show já acontecendo: a banda Fabulous Bandit. Acredito que assisti a metade do show e fiquei com pena de não ter assistido o show inteiro. Gostei da banda e do repertório.
Houve uma exibição com as XR1200, modelo que sai do catálogo no ano que vem, de manobras radicais. Coisa que não acontece no uso comum.
Show seguinte foi o Mr. Kurk. Para quem conheceu o Rock Stock, vai lembrar fácil do Kurk, vocal da banda. A banda se desfez, o Kurk trouxe novos integrantes e manteve a qualidade: show que agrada sempre.
A banda Balance Van Halen cover fez o show seguinte que também foi bem legal.
Na sequencia tivemos Bill Davidson falando, homenagem ao Cap. Senra, tido como o harleyro mais antigo do Brasil e o show principal da noite: Capital Inicial. Não foi ruim como pichavam, mas o Dinho andou se perdendo nas letras... coisas da vida.
Balanço da festa: melhor do que esperava. Ouvi bom rock, um espaço confortável que permitiu conversar com muitos amigos de outros estados e um ingresso com bom preço. Gastaria mais indo ao cinema com a Silvana e o Nuno.
Vale ainda ressaltar o excelente marketing feito pela ABA HD que manteve seu nome em evidência criando programações para todo o feriadão, desde sugestão de show para a quinta a noite, quando já começavam a chegar os primeiros participantes do evento, sugestões de restaurantes com convênio firmado com o dealer, passeio na sexta feira até Campinas e oferta de serviço de leva e traz para quem estivesse nos hotéis sugeridos pela organização até a loja na Barra Funda. Não tenho notícia sobre o café da manhã na Auto Star, mas pelo que vi no sábado pela manhã na ABA HD, valeu o empenho.
Agora as atenções se voltam para a festa em Roma (com benção do Papa...), Sturgis fazendo Rally especial em homenagem à HDMC e Milwaukee. E segue o baile.
"motocicleta é perigoso, Vidal"
Enquanto o trem do HOG RJ seguiu sem problemas, tanto na quinta quanto na sexta, para São Paulo e voltou sem problemas no domingo, os vários colegas que preferiram viajar fora do trem acabaram se solidarizando com os envolvidos no acidente de domingo a tarde, quando quatro HDs colidiram com dois automóveis que engavetaram por conta de chuva e pista molhada.
Não tenho como fazer juízo sobre o acidente porque não tenho informações detalhadas, apenas que houve o acidente e os colegas que vinham na estrada foram parando para prestar socorro e acompanhar as acidentadas no hospital. Graças a boa estrela de todos, tudo acabou em prejuízo material.
Escrevi em um tópico no Fórum Harley sobre um acidente com um novato, onde se creditava o acidente à pouca experiência. O acidente de ontem não envolveu calouros, mas todos com experiência na estrada e em suas motos. Acidentes acontecem, vou transcrever a minha resposta porque acho que se encaixa perfeitamente.
"Motocicleta é km rodado, não se discute. Problema são os "efeitos colaterais" de ter muitos kms rodados com a mesma motocicleta porque a tendência ao excesso de confiança aumenta bastante, principalmente porque o piloto acha que não acontece mais nada por ele pois ele "sabe o que a moto é capaz".
Todo mundo cai: tombo bobo, acidente grave ou simplesmente não agüentar o peso porque pisou em um folha solta no chão. E quando não é isso, foi porque algum infeliz achou que o carro passava no espaço deixado pela moto e vai dividir faixa entre a moto e outro carro, distraiu com o rádio, celular, filho no banco traseiro e assim por diante. São vários relatos assim. E nem comento as imprudências do dia a dia que nós mesmos fazemos porque entramos em "psycho mode" depois de se aborrecer em casa ou no trabalho.
Moto vem sendo minha companheira há mais de trinta anos e nem por isso esqueço como é perigoso (e fica cada dia mais perigoso) usá-la. Não vou desistir de pilotar, mas não dá para esquecer disso.
Treinar manobras de emergência até virar reflexo condicionado, procurar oportunidades para manter e avaliar sua pilotagem nas várias condições (até um passeio coxa do HOG serve para você se avaliar na estrada ou pegar chuva voltando para casa).
A simples troca de capacete já traz mudanças radicais na pilotagem: para quem anda com um capacete aberto, com grande visão periférica e muito vento na cara (barulho e pedriscos) e coloca um capacete fechado limitando a visão periférica e bem mais silencioso vai perceber que andará mais rápido (perde a noção de velocidade pelo aumento do vento) e toma mais susto coma chegada de veículos ao lado (não percebe tanto o que acontece em volta porque não consegue ver como via no capacete aberto).
Motocicleta é detalhe e quanto mais se anda, mais se percebem os detalhes à sua volta e quanto mais você treina os limites, mais percebe até onde tua moto te ajuda e quando ela vai passar a te atrapalhar.
A idéia é chegar aos 90 de idade em cima de uma moto (provavelmente será um Trike ou terá marcha a ré porque o corpo mão vai agüentar o esforço), mas para isso tem de usar o que já aprendi e prestar atenção a alguma coisa que ainda preciso aprender.
Calouros caem porque não tem quem mostre onde pode a acontecer um imprevisto ou onde eles falham. Veteranos caem porque não tem humildade para receber uma crítica.
Mas todo mundo cai."
Ride safe!
Não tenho como fazer juízo sobre o acidente porque não tenho informações detalhadas, apenas que houve o acidente e os colegas que vinham na estrada foram parando para prestar socorro e acompanhar as acidentadas no hospital. Graças a boa estrela de todos, tudo acabou em prejuízo material.
Escrevi em um tópico no Fórum Harley sobre um acidente com um novato, onde se creditava o acidente à pouca experiência. O acidente de ontem não envolveu calouros, mas todos com experiência na estrada e em suas motos. Acidentes acontecem, vou transcrever a minha resposta porque acho que se encaixa perfeitamente.
"Motocicleta é km rodado, não se discute. Problema são os "efeitos colaterais" de ter muitos kms rodados com a mesma motocicleta porque a tendência ao excesso de confiança aumenta bastante, principalmente porque o piloto acha que não acontece mais nada por ele pois ele "sabe o que a moto é capaz".
Todo mundo cai: tombo bobo, acidente grave ou simplesmente não agüentar o peso porque pisou em um folha solta no chão. E quando não é isso, foi porque algum infeliz achou que o carro passava no espaço deixado pela moto e vai dividir faixa entre a moto e outro carro, distraiu com o rádio, celular, filho no banco traseiro e assim por diante. São vários relatos assim. E nem comento as imprudências do dia a dia que nós mesmos fazemos porque entramos em "psycho mode" depois de se aborrecer em casa ou no trabalho.
Moto vem sendo minha companheira há mais de trinta anos e nem por isso esqueço como é perigoso (e fica cada dia mais perigoso) usá-la. Não vou desistir de pilotar, mas não dá para esquecer disso.
Treinar manobras de emergência até virar reflexo condicionado, procurar oportunidades para manter e avaliar sua pilotagem nas várias condições (até um passeio coxa do HOG serve para você se avaliar na estrada ou pegar chuva voltando para casa).
A simples troca de capacete já traz mudanças radicais na pilotagem: para quem anda com um capacete aberto, com grande visão periférica e muito vento na cara (barulho e pedriscos) e coloca um capacete fechado limitando a visão periférica e bem mais silencioso vai perceber que andará mais rápido (perde a noção de velocidade pelo aumento do vento) e toma mais susto coma chegada de veículos ao lado (não percebe tanto o que acontece em volta porque não consegue ver como via no capacete aberto).
Motocicleta é detalhe e quanto mais se anda, mais se percebem os detalhes à sua volta e quanto mais você treina os limites, mais percebe até onde tua moto te ajuda e quando ela vai passar a te atrapalhar.
A idéia é chegar aos 90 de idade em cima de uma moto (provavelmente será um Trike ou terá marcha a ré porque o corpo mão vai agüentar o esforço), mas para isso tem de usar o que já aprendi e prestar atenção a alguma coisa que ainda preciso aprender.
Calouros caem porque não tem quem mostre onde pode a acontecer um imprevisto ou onde eles falham. Veteranos caem porque não tem humildade para receber uma crítica.
Mas todo mundo cai."
Ride safe!
fim de semana paulistano
Sexta-feira serviu para muita gente enforcar e aproveitar um feriadão, mas não deu para mim: trabalhei em ritmo acelerado, mas precisei trabalhar.
Partimos às 13h de carro, com a idéia de aproveitar a noite de sexta para encontrar amigos paulistas.
Dutra tranquila, chuva até Barra Mansa, e transito leve na entrada de São Paulo.
Apesar do pretexto de comparecer ao evento HD, a ideia foi aproveitar a cidade sem se preocupar em visitar os locais voltados para motociclistas/motoqueiros. Já iniciamos escolhendo hotel melhor localizado que o hotel sugerido localizado na Barra Funda: ficamos no Itaim Bibi e fomos ao Veríssimo Bar, localizado no Brooklin Novo (R. Flórida 1434) recomendado pelo Willy, onde encontramos os paulistas agregados dos candangos de Brasília que vieram para São Paulo com o mesmo pretexto do evento da HD.
Noite agradável, local agradável e conversa muito divertida. Vale a pena conhecer o local.
Sábado dedicado ao evento HD, mas como decidimos deixar as motos no Rio, o desfile previsto para a abertura do evento não interessava. A ideia foi café sem pressa, fazer alguma coisa e almoçar em um bom restaurante.
O "fazer alguma coisa" da manhã acabou sendo uma visita à ABA HD na Barra Funda. Chegamos com o trem se preparando para partir e devo confessar que os trens do HOG são sempre impressionantes pelo número de motocicletas: entre a primeira moto partir e a última sair foram quase dez minutos de saída do trem em formação.
A loja é bem interessante, mas merece outra visita sem que tenha passado pelo "nuvem de gafanhotos" de harleyros buscando comprar life style.
Almoço no Bar des Arts na Vila Olímpia. Restaurante muito bom e merece uma visita, coisa que faço sempre que posso.
Do almoço para o Anhembi para participar do evento, reencontrar amigos e ver o que a HDMC havia preparado. Sobre isso farei um post exclusivo.
Volta no domingo, com café tardio e como desgraça pouca é bobagem, tive um crise de gota que me impediu de pisar com o pé direito, mancando cada vez mais. O carro acabou sendo a melhor opção para esse fim de semana porque se tivesse vindo de moto ela teria ficado em São Paulo por falta de condição física.
A volta foi lenta: chuva desde São José dos Campos, um acidente envolvendo 4 HDs em Volta Redonda (piloto e garupa de uma das motos foram levados ao hospital, mas liberadas em seguida) causou um atraso de quase duas horas para liberar a pista e desfazer o transito.
Pelo que acabei sabendo, houve um engavetamento de dois carros e as motos acabaram se envolvendo por não terem conseguido parar. Muita chuva e pista escorregadia ajudaram a agravar o acidente.
E só consegui voltar a andar de moto hoje, depois que a crise abrandou.
Apesar de tudo, foi um ótimo fim de semana. São Paulo é muito bom no fim de semana.
Partimos às 13h de carro, com a idéia de aproveitar a noite de sexta para encontrar amigos paulistas.
Dutra tranquila, chuva até Barra Mansa, e transito leve na entrada de São Paulo.
Apesar do pretexto de comparecer ao evento HD, a ideia foi aproveitar a cidade sem se preocupar em visitar os locais voltados para motociclistas/motoqueiros. Já iniciamos escolhendo hotel melhor localizado que o hotel sugerido localizado na Barra Funda: ficamos no Itaim Bibi e fomos ao Veríssimo Bar, localizado no Brooklin Novo (R. Flórida 1434) recomendado pelo Willy, onde encontramos os paulistas agregados dos candangos de Brasília que vieram para São Paulo com o mesmo pretexto do evento da HD.
Noite agradável, local agradável e conversa muito divertida. Vale a pena conhecer o local.
Sábado dedicado ao evento HD, mas como decidimos deixar as motos no Rio, o desfile previsto para a abertura do evento não interessava. A ideia foi café sem pressa, fazer alguma coisa e almoçar em um bom restaurante.
O "fazer alguma coisa" da manhã acabou sendo uma visita à ABA HD na Barra Funda. Chegamos com o trem se preparando para partir e devo confessar que os trens do HOG são sempre impressionantes pelo número de motocicletas: entre a primeira moto partir e a última sair foram quase dez minutos de saída do trem em formação.
A loja é bem interessante, mas merece outra visita sem que tenha passado pelo "nuvem de gafanhotos" de harleyros buscando comprar life style.
Almoço no Bar des Arts na Vila Olímpia. Restaurante muito bom e merece uma visita, coisa que faço sempre que posso.
Do almoço para o Anhembi para participar do evento, reencontrar amigos e ver o que a HDMC havia preparado. Sobre isso farei um post exclusivo.
Volta no domingo, com café tardio e como desgraça pouca é bobagem, tive um crise de gota que me impediu de pisar com o pé direito, mancando cada vez mais. O carro acabou sendo a melhor opção para esse fim de semana porque se tivesse vindo de moto ela teria ficado em São Paulo por falta de condição física.
A volta foi lenta: chuva desde São José dos Campos, um acidente envolvendo 4 HDs em Volta Redonda (piloto e garupa de uma das motos foram levados ao hospital, mas liberadas em seguida) causou um atraso de quase duas horas para liberar a pista e desfazer o transito.
Pelo que acabei sabendo, houve um engavetamento de dois carros e as motos acabaram se envolvendo por não terem conseguido parar. Muita chuva e pista escorregadia ajudaram a agravar o acidente.
E só consegui voltar a andar de moto hoje, depois que a crise abrandou.
Apesar de tudo, foi um ótimo fim de semana. São Paulo é muito bom no fim de semana.
feriado na BR-040
Quinta-feira passada, feriado de Corpus Christ, tive tempo de rodar um pouco com a Fat na estrada. Com o problema que tive na mão esquerda quis aproveitar para ver como estava a recuperação e fui para a tradicional empada em Nogueira.
Junto com Roberto e Melodia decidimos em cima da hora por conta do (mau) tempo e subimos a serra.
A subida da serra de Petrópolis está com o piso em mau estado e, apesar de ter sido estabelecido horário para o tráfego de veículos pesados, a serra estava com bastante transito devido aos caminhões. Fomos no corredor entre os carros desde o primeiro viaduto (km 93) até a Casa do Alemão (km 84).
Passando Duques, pegamos a estrada mais livre e é sempre muito prazeirosa a descida para Itaipava.
Empada e retorno, com direito a almoço no Rota 66.
Saldo do passeio: ainda vou ter muito trabalho para recuperar totalmente a mão esquerda, maltrada pela lambança da auxiliar de enfermagem.
terça-feira, 28 de maio de 2013
para quem vai a São Paulo
São Paulo é um destino bastante interessante para quem sai do Rio de moto. A Dutra e a SP 070 (Rod. Carvalho Pinto/Ayrton Senna) são boas estradas e permitem uma viagem bem segura.
Quem leu o post sobre o roteiro do HOG e assustou com o número de paradas deve pensar que o grupo do HOG é um grupo bastante heterogêneo, com motos que tem menor autonomia como as Sportsters 883R e Iron e precisa de tempo maior de parada por conta do maior número de participantes.
Não sigo com o grupo do HOG pois trabalho na sexta feira e vou adiantar o serviço para sair na hora do almoço, quando o grupo já terá saído há algum tempo.
Eu tenho bastante experiência nesse roteiro e se você tiver uma autonomia maior pode economizar paradas. Normalmente saio abastecido do Rio, partindo da Zona Sul direto pela Linha Vermelha e acessando a Dutra. Minha primeira parada é pouco antes do segundo pedágio da Dutra, no Graal Itaitaia com mais ou menos 2h30 de viagem e isso vai me fazer parar novamente na SP-070, no posto Frango Assado em Jacareí, novamente com mais ou menos 2h30 de viagem e só parando novamente no hotel em São Paulo (mais 1h30 de viagem). Viagem tranquila e dentro dos limites da estrada (o complexo da SP-070 é cheio de radares de velocidade e não convém facilitar.
A chegada em São Paulo requer um pouco de atenção: a via expressa da Marginal Tietê tem tráfego proibido para motocicletas, devendo usar apenas as vias laterais ou a via entre a via expressa e a via lateral. Uma boa dica, é se manter na via mais lateral a partir da entrada da Ponte Cruzeiro do Sul, pois para quem vai acessar a Nove de Julho ou 23 de Maio por Santana se não estiver atento vai passar a entrada e o retorno vai ser bem complicado.
A dica serve também para quem vai ao evento deste final de semana no Anhembi e está hospedado no IBIS Barra Funda. O Hotel está praticamente na margem da Marginal Tietê e para acessá-lo será necessário entrar na rua do hotel logo após o sambódromo paulista.
Dentro de São Paulo existem basicamente duas alternativas: contornar as marginais até as entradas dos bairros procurados como Moema, Itaim, Vila Olímpia ou seguir por dentro da cidade através da Nove de Julho para esses bairros ou via 23 de Maio até o Ibirapuera. Quase tudo de interessante está nessa área da cidade (Moema, Itaim, Vila Madalena e Vila Olímpia).
Bares "temáticos" para motociclistas existem vários: Johnnie Wash, Gas Wash, Galpão Wash, Seca Suvaco, Bar do Xerife são alguns que eu conheço. Esses bares são em sua maioria, oficinas ou lava- rápidos que oferecem um bar para os clientes sentarem enquanto o serviço é feito e após o expediente da oficina ou durante o expediente noturno a clientela acaba movimentando bastante o bar. É bom lembrar que existem opções de gastronomia bem melhores e que esses bares acabam oferecendo cerveja e petiscos na maior parte do cardápio. Tem muita moto parada e devem estar bastante movimentados neste fim de semana.
Eu já estive nesses bares, mas atualmente prefiro opções onde se come melhor porque um bom "bar de motociclista" é qualquer bar onde se reúna os amigos e se consiga ficar de olho nas motos paradas na rua.
Opções de casas noturnas também é variada: Wild Horse e Bourbon Street em Moema tem bandas ao vivo e na nova Faria Lima existem várias opções, praticamente uma ao lado da outra. Perto do IBIS Barra Funda está o Bar Brahma Aeroclube que é muito bem recomendado.
E para quem quer aproveitar o fim de semana para andar de moto nas estradas paulistas, são várias as opções para isso: Castelo, Castelinho, Bandeirantes são excelentes. O HOG Auto Star SP vai descer a Imigrantes/Anchieta e o HOG ABA SP vai pegar a D. Pedro. Para gastar o tempo sem rodar com o HOG, um café da manhã no Serra Azul em Itupeva, no km 72 da Rodovia Bandeirantes, costuma ser ponto de encontro de motociclistas.
E na hora de voltar para o Rio eu costumo marcar encontro no primeiro posto da Rodovia Ayrton Senna (km 29) e de lá seguir de volta para casa, abastecendo novamente no Graal do Clube dos 500 em Guaratinguetá e no Ipiranga da Casa do Mamão em Piraí. São paradas a cada 2 horas e fazem render bastante o tempo na estrada.
Agora é pegar a estrada e aproveitar a cidade e o evento como bônus.
Quem leu o post sobre o roteiro do HOG e assustou com o número de paradas deve pensar que o grupo do HOG é um grupo bastante heterogêneo, com motos que tem menor autonomia como as Sportsters 883R e Iron e precisa de tempo maior de parada por conta do maior número de participantes.
Não sigo com o grupo do HOG pois trabalho na sexta feira e vou adiantar o serviço para sair na hora do almoço, quando o grupo já terá saído há algum tempo.
Eu tenho bastante experiência nesse roteiro e se você tiver uma autonomia maior pode economizar paradas. Normalmente saio abastecido do Rio, partindo da Zona Sul direto pela Linha Vermelha e acessando a Dutra. Minha primeira parada é pouco antes do segundo pedágio da Dutra, no Graal Itaitaia com mais ou menos 2h30 de viagem e isso vai me fazer parar novamente na SP-070, no posto Frango Assado em Jacareí, novamente com mais ou menos 2h30 de viagem e só parando novamente no hotel em São Paulo (mais 1h30 de viagem). Viagem tranquila e dentro dos limites da estrada (o complexo da SP-070 é cheio de radares de velocidade e não convém facilitar.
A chegada em São Paulo requer um pouco de atenção: a via expressa da Marginal Tietê tem tráfego proibido para motocicletas, devendo usar apenas as vias laterais ou a via entre a via expressa e a via lateral. Uma boa dica, é se manter na via mais lateral a partir da entrada da Ponte Cruzeiro do Sul, pois para quem vai acessar a Nove de Julho ou 23 de Maio por Santana se não estiver atento vai passar a entrada e o retorno vai ser bem complicado.
A dica serve também para quem vai ao evento deste final de semana no Anhembi e está hospedado no IBIS Barra Funda. O Hotel está praticamente na margem da Marginal Tietê e para acessá-lo será necessário entrar na rua do hotel logo após o sambódromo paulista.
Dentro de São Paulo existem basicamente duas alternativas: contornar as marginais até as entradas dos bairros procurados como Moema, Itaim, Vila Olímpia ou seguir por dentro da cidade através da Nove de Julho para esses bairros ou via 23 de Maio até o Ibirapuera. Quase tudo de interessante está nessa área da cidade (Moema, Itaim, Vila Madalena e Vila Olímpia).
Bares "temáticos" para motociclistas existem vários: Johnnie Wash, Gas Wash, Galpão Wash, Seca Suvaco, Bar do Xerife são alguns que eu conheço. Esses bares são em sua maioria, oficinas ou lava- rápidos que oferecem um bar para os clientes sentarem enquanto o serviço é feito e após o expediente da oficina ou durante o expediente noturno a clientela acaba movimentando bastante o bar. É bom lembrar que existem opções de gastronomia bem melhores e que esses bares acabam oferecendo cerveja e petiscos na maior parte do cardápio. Tem muita moto parada e devem estar bastante movimentados neste fim de semana.
Eu já estive nesses bares, mas atualmente prefiro opções onde se come melhor porque um bom "bar de motociclista" é qualquer bar onde se reúna os amigos e se consiga ficar de olho nas motos paradas na rua.
Opções de casas noturnas também é variada: Wild Horse e Bourbon Street em Moema tem bandas ao vivo e na nova Faria Lima existem várias opções, praticamente uma ao lado da outra. Perto do IBIS Barra Funda está o Bar Brahma Aeroclube que é muito bem recomendado.
E para quem quer aproveitar o fim de semana para andar de moto nas estradas paulistas, são várias as opções para isso: Castelo, Castelinho, Bandeirantes são excelentes. O HOG Auto Star SP vai descer a Imigrantes/Anchieta e o HOG ABA SP vai pegar a D. Pedro. Para gastar o tempo sem rodar com o HOG, um café da manhã no Serra Azul em Itupeva, no km 72 da Rodovia Bandeirantes, costuma ser ponto de encontro de motociclistas.
E na hora de voltar para o Rio eu costumo marcar encontro no primeiro posto da Rodovia Ayrton Senna (km 29) e de lá seguir de volta para casa, abastecendo novamente no Graal do Clube dos 500 em Guaratinguetá e no Ipiranga da Casa do Mamão em Piraí. São paradas a cada 2 horas e fazem render bastante o tempo na estrada.
Agora é pegar a estrada e aproveitar a cidade e o evento como bônus.
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