domingo, 27 de fevereiro de 2011

Screamin’ Eagle Street Performance Tuner Kit

Muitos colegas vem fazendo a opção pelo SERT/SEST/SEPST. Essa sopa de letras indica apenas a evolução do equipamento que serve de interface para a regulagem da injeção.

O SERT (Screamin'Eagle Race Tuner) teve várias versões e foi substituído em final de 2007 pelo SEST (Screamin'Eagle Super Tuner), que acompanhava a evolução da eletrônica nas novas ECUs adotadas pela HD.

O catálogo 2009 já trazia a nova versão: SEPST (Screamin'Eagle Pro Super Tuner) que tem interface mais fácil e permite a gravação do Data Log sem a necessidade do computador estar conectado à interface.

Até aí nada de novo. Apenas melhoramentos em um acessório que foi ficando cada vez mais conhecido dos proprietários de HDs que precisavam regular as injeções eletrônicas.

Mas tudo que é bom acaba sendo modificado: o catálogo 2011 traz o SESPT. Muda uma letra, abaixa o preço, mas acaba a possibilidade de regular a injeção fora das oficinas dos dealers, assim como acaba a possibilidade de usar mapas de injeção que possibilitem o uso das HDs em condições mais esportivas, explorando o potencial do V2.

Motivos para isso? Não posso responder, mas com certeza está relacionado a posição politicamente correta da HD de limitar emissões e ruídos.

Ainda se encontram as versões anteriores a versão 2011 da interface e por isso cabe o alerta: se você tem intenção de comprar um equipamento que te possibilite regular de forma completa e sem restrições evite a última versão da interface.

Essa versão tem part number 41000008 e só aceita os mapas street legal, sendo usado apenas em conjunto com o software exclusivo das oficinas dos dealers (o digital technician), impedindo que sejam feitas modificações feitas diretamente pelos proprietários.

A versão mais moderna, presente no catálogo 2010 SE, tem part number 32109-08b com preço de US 459$95 (contra US 330$95 da nova versão), mas sem qualquer tipo de limitação para uso.

Os fóruns de proprietários nos EUA e Austrália são unânimes em desaconselhar o uso do SESPT ao invés do SEPST.

Pela minha experiência com o equipamento, sigo a indicação dos colegas americanos e australianos: compre o SEPST - part number 32109-08b para não ficar na mão das oficinas autorizadas.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

injeção HD - sistema de alimentação

Já relatei o problema e a solução do problema que passei com a Fat que simplesmente não ligava após o tanque esvaziar e mais tarde não ligando nem com o tanque cheio.

Foi um problema com o sistema de alimentação da injeção e isso acabou sendo assunto de tópico no Motonline, iniciado pelo colega forista Leoclima (http://www.motonline.com.br/forum/forum_posts.asp?TID=18922&PN=1&get=last#572198 ), que trouxe algumas fotos que tomei a liberdade de reproduzir aqui no Blog.

As fotos foram feitas em uma Dyna 2006, com motor TC88, mas valem para qualquer modelo Softail, Touring, além das Dynas. Nas Sportsters esse sistema é acessado por um vigia que fica por baixo do tanque, e portanto, de muito mais fácil acesso.

A primeira foto mostra o que a gente encontra quando remove o painel que fica por cima do tanque de combustível: uma tampa vigia que dá acesso ao interior do tanque de combustível:


Ao sacar os parafusos e tirar a vigia e a junta, temos acesso ao sistema de alimentação que fica submerso dentro do tanque:

E a terceira foto que seleciona mostra o sistema fora do tanque: filtro do pescador, pescador, bomba de combustível, filtro de combustível e mangueiras (2).
No caso do problema da Fat, tive furadas as duas mangueiras (notem que estão escurecidas pelo tempo de submersão na gasolina) e o filtro de gasolina (que nesse sistema não tem envólucro de aço, mas sim de plástico).
O manual da Fat recomenda a substituição da "tela do filtro de combustível" aos 40000 kms (25000 milhas). A tela não pode ser trocada sem a substituição do filtro de combustível, portanto temos a recomendação de troca do filtro de gasolina aos 40000 kms.
Com o intervalo tão alongado para a troca de filtro, acabei não fazendo a troca por desconhecimento e o Adriano também não sabia da recomendação já que são poucas as injetadas que ele cuida e chegam tão longe.
Com base na experiência (troca das mangueiras em garantia, primeiro aos 8000 e depois a outra mangueira aos 16000 kms e agora a troca aos 45000 kms do filtro e as duas mangueiras) eu vou tomar a precaução de diminuir esse intervalo de 40000 kms para 24000 kms (intervalo entre a última troca de mangueiras e essa nova troca de mangueira) a fim de estar mais prevenido sobre essa situação.
Aos poucos vou fazendo o meu programa de manutenção. O último ítem de troca preventiva que falta confirmar é o belt da transmissão secundária (previsão de 50000 milhas - 80000 kms, mas que reza a lenda ser 60000 milhas - 96000 kms).

Itaipava 19.02.11

Sábado pela manhã, dia de sol, mais dois alucinados para dividir a estrada e moto que havia passado nas mãos de mecânicos e ainda não havia ido para a estrada.

Condições facilitadoras para um pequeno passei de 190 kms no sábado pela manhã.
Saímos às 8h30 de um posto BR aqui na Lagoa, após abastecer e tomar um expresso com pão de queijo.

Apesar de convocar um número maior de alucinados, acabamos sendo três.. três Fats que partimos para Itaipava (BR-040) às 8h45.

Seguimos com estrada sem movimento, apenas algum transito mais pesado na passagem por Duque de Caxias e subimos a serra de Petropólis pelo caminho que vai receber denominação de rota turística após a duplicação da descida pelo outro lado da serra.

É uma estrada com piso em concreto, muitas ondulações e curvas bastante acentuadas que vem desde o tempo do império e é a principal via de acesso às Gerais aqui no Rio.

Subida lenta, eu diria quadrada mesmo, porque estou sem ritmo de estrada e não consigo deixar de pensar no acidente da Silvana que aconteceu há um ano e meio atrás nessa mesma subida.
Vou puxando a fila das três Fats e os meus dois companheiros percebem as curvas quadradas e me deixam seguir na "minha velocidade" e não na velocidade que estamos acostumados a subir... para ter uma idéia, uma Honda 250 (acho que era uma Twister) passou por nós fazendo a curva na faixa da direita.... devagar mesmo.

No meio da subida consigo melhorar a performance (acabamos passando novamente a Twister) e conseguimos entrar na parte "atapetada" da BR-040 em direção à Itapaiva.

Essa parte do tapete começa em Petropólie e vai até Juiz de Fora. Pista com piso muito bom, duas faixas e acostamento tanto na direita quanto na esquerda.

Pode ser coincidência, mas assim que passo o local do acidente, consigo achar o meu ritmo na estrada e com a boa estrada e pouco movimento conseguimos "surfar" na estrada, buscando melhores pontos para tangência e imprimimos uma boa velocidade até Itaipava.

A idéia inicial era chegar em Itaipava, abastecer e verificar a média das motos e voltar, mas mudamos a programação e fomos comer empadas em Nogueira (assim como Itaipaiva, também é distrito de Petropólis) e ficamos em Nogueira por quase hora e meia conversando fiado, com direito a pitar cigarros (eles, não eu) e após falar com o pessoal do HOG RJ, decidimos esperar por eles que também subiam a serra de Petropólis.

Fomos ao local do almoço do HOG, mas este estava fechado (provavelmente por conta da falta de movimento devido aos deslizamentos que afetaram bastante a economia da região) e como o trem do HOG demorava a chegar, voltamos para o Rio.

Se a subida foi quadrada, a descida foi redonda e muito prazeirosa: a parte do tapete foi sem transito e novamente dedicada ao "surfe" no melhor estilo speedy, com direito a raspar as plataformas e a partir da descida da serra, também com piso em concreto e muitas ondulações já encontramos alguns caminhões descendo a serra, mas dessa vez minha cabeça se comportou bem e mantive um bom ritmo.

Na parte do transito mais pesado na baixada fluminense (da REDUC até a entrada da linha vermelha), fomos trafegando sem grandes problemas, dando passagem e ultrapassando respeitando os limites de velocidade e trânsito.

O passeio terminou no Rota do Leblon, como é nosso costume, com direito a muita água com gás porque o calor já começava a ficar forte (eram 13h00 e tinhamos completado 192 kms com média de consumo em 20,3 km/l).

Bom passeio.

Indicações da viagem: um tanque das softails chega e sobra, podendo abastecer na partida e passear sem estresse com combustível. Se quiser abastecer, a melhor opção é o posto Brazão de bandeira Shell, na descida de Itaipava para Petropólis, um pouco depois do trevo de Araras.
O pedágio é R$ 3,80 pagos na ida e na volta. A empada em Nogueira é uma pedida muito boa e muitos motociclistas acabam fazendo de lá um ponto de encontro e conversa fiada. As empadas custam R$ 4,00 ou R$ 4,50 (dependendo do sabor, que são vários: desde a tradicional empada de queijo até a empada de bacalhau). Vende-se cerveja no local, mas nota-se que o refrigerante é a pedida normal: 8 empadas, 4 refrigerantes custaram R$ 40,00.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

HDMC se pronuncia

A HDMC se pronunciou. Em entrevista coletiva em hotel em São Paulo, os gerentes e diretores da HDMC divulgaram as diretrizes para o mercado brasileiro.

Os amigos Roque (http://wilsonroque.blogspot.com/2011/02/comunicado-de-imprensa-harley-davidson.html) e Rômulo (http://www.viagemdemoto.com/2011/02/planos-da-harley-davidson-do-brasil.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ViagemDeMoto+%28Viagem+de+moto%29) já publicaram nos seus blogs sobre o assunto, mas o que achei mais interessante foi a postagem na página do facebook do HOG RJ do companheiro Rodrigo Azevedo que estava presente na coletiva.

Em comentários sobre a foto do seu crachá de identificação e acesso ao evento, Rodrigo deu várias informações interessantes:
  • teremos doze lojas até o final deste ano: 4 em São Paulo, 2 no Rio de Janeiro (uma na Barra e outra na Zona Sul), 1 em Belo Horizonte, 1 em Curitiba, 1 em Porto Alegre, 1 em Brasília e 1 em Campinas;
  • um centro de treinamento em São Paulo com show room mostrando toda a linha HD no Brasil;
  • um centro de distribuição com todas as peças, independente de modelo e número de unidades rodando;
  • uma oficina funcionando no Rio em regime de urgência até 8 de março, enquanto as novas lojas não entram em funcionamento;
  • as novas tourings com motor 103 estarão disponíveis logo, mas a Sportster 48 parece que ainda não virá;
  • mudança de local da planta da fábrica HDMC em Manaus para aumentar a produtividade de 7000 motos/ano para 20000 motos/ano;
  • promessa de ampliação da rede de revendores para o próximo ano.

Detalhe que interessa aos cariocas, os dois revendedores ainda estão em processo de escolha e por isso a demora na implantação da oficina e o anúncio de programação do primeiro Harley´s Rio Day que será o primeiro evento oficial da nova gestão.

Vale a pena ler a matéria no G1 (http://g1.globo.com/carros/noticia/2011/02/harley-davidson-assume-operacao-no-brasil-e-anuncia-nova-fabrica.html) e o blog do companheiro Rodrigo Azevedo (https://sites.google.com/a/comunique-se.com.br/evqv/blog/12lojasdaharleynobrasilateofimdoano) que tratam da coletiva dada pela HDMC.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O privilegio de ter uma Harley no Rio



Esse vídeo foi publicado no Facebook e mostra um sábado típico dos colegas e amigos do HOG RJ que não seguem no passeio.

Chapters Brasil - Ilhabela

Para quem vai a Ilhabela, recomendo se apressar.

As informações dão conta que os passaportes estão acabando, assim como os pacotes hoteleiros começam a ter preços mais salgados.

Eu estou esperando maiores informações sobre a existência ou não de recreadores ou espaço dedicado às crianças menores para decidir se irei ou não.

A Silvana tem interesse em ir, a região é bonita e pretendemos levar o Nuno junto. Irei de carro (vou engrossar a turma dos coxas) já com boa disposição e paciência para enfrentar o transito da descida para Bertioga e a espera da balsa para acessar Ilhabela.

O pessoal do Chapter RJ ainda não abraçou a idéia do Chapters Brasil e isso é mais um fator a ser levado em conta na hora da inscrição.

Mas é preciso se decidir logo porque quem deixar passar o tempo, vai pagar mais caro na rede hoteleira e talvez não encontre mais passaportes disponíveis.

quem tem medo da injeção eletrônica?

Minha moto já passou por quatro episódios em que a injeção eletrônica de combustível parou de funcionar.

Em nenhum deles foi um problema eletrônico. Em duas ocasiões foi pane elétrica e nas outras duas foi problema na linha de alimentação (mangueiras furadas).

Ou seja, quando todos dizem que a injeção é um problema complicadíssimo, necessitando de mão de obra especializada, posso garantir que qualquer mecânico mais interessado é capaz de resolver pelo menos 70% dos problemas de injeção nas HDs.

Descartando problemas de maus contatos ou panes elétricas, além de problemas com entupimento ou vazamentos, aí sim teremos necessidade de um mecânico especializado em injeção.

É lógico que um mecânico especializado vai conseguir achar o defeito muito mais rápido, mas podemos fazer um check list a ser seguido antes de consultar o especialista.

Se a moto não te dá nenhum código de erro no diagnóstico, aposte em um mau contato se o defeito é intermitente ou o arranque sequer dá sinal de vida. Esse defeito é muito chato de ser encontrado, mas comece olhando na caixa de fusíveis, nos contatos dos sensores (embora se for um mau contato em um sensor, você terá um código de erro), carga da bateria (fundamental para a partida com a injeção), se há corrente nas velas (cabos de velas e velas sujas são um belo ponto de partida para um defeito no arranque da moto) e finalmente se não há fio partido no corta-corrente ou na chave liga/desliga da moto.

Já se a moto tenta arrancar e não segura a marcha lenta, ou nitidamente você percebe que a gasolina não chega nos bicos, aposte nas mangueiras internas do tanque, no pressurizador (um pequeno diafragma na saída do tanque), respiro do tanque, filtro de gasolina e só depois aposte na bomba ou bicos sujos.

Se passar por tudo isso e ainda assim não tiver nenhum sinal da moto, aí você chama o especialista.