Mostrando postagens com marcador tombos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tombos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pneus II

Vou trocar os pneus da Fat. Chegaram ao limite da segurança, pelo menos para minha pilotagem. O pneu traseiro ainda não alcançou o TWI (marca que indica o desgaste do pneu), mas o dianteiro já ultrapassou essa marca.

Porque um post para isso? Porque a moto já vinha balançando ligeiramente e eu teimosamente desejava levar os pneus até determinada data antes de trocar.

Nisso, saindo da garagem ontem a noite, com piso levemente úmido por conta de uma garoa que se iniciava, a moto escorregou e caiu. Não teve dano, exceção a marca no fundo da tampa da primária e provável junta dessa tampa estourada (mostra leve vazamento).

A moto deitou completamente no chão (as plataformas e os Highway Pegs seguraram a moto até que ela se deitasse completamente demonstrando que o engine guard é placebo) e eu fiz o rolamento para evitar maiores problemas (esfolei o joelho).

O detalhe principal dessa queda (não dá para chamar de tombo porque foi realmente muito lento, quase parado) foi a deslizada da moto em cima do piso de pedra portuguesa.

A moto escorregou de frente e de traseira (primeiro com a frente e a traseira acompanhou) sem que houvesse óleo ou água... apenas uma leve umidade por conta do sereno e início de orvalho que diminuiu bastante o atrito da calçada.

Pneus gastos foram, no meu entender, a principal causa da queda. O dianteiro vai completar 43000 kms e o traseiro está com mais ou menos 20000 kms.

Fica a lição aprendida: começou a balançar, mesmo que ainda não tenha chegado ao TWI é hora de trocar os pneus.

Muitos já comentaram sobre a "frisagem" do pneu para levar o pneu a rodar mais kms. Não recomendo e agora com base na experiência. Essa "frisagem" afunda os sulcos em borracha de menor aderência e o pneu, mesmo mantendo o desenho original, tem esses sulcos feitos abaixo da TWI indicando que a borracha já não tem condição de uso.

Providenciarei a troca e vou verificar a primária. Vou experimentar os recomendadíssimos Metzeler.

domingo, 22 de junho de 2008

Inimigos de uma pilotagem segura



Quem anda de moto conhece o ditado "motoqueiro que diz que nunca caiu é mentiroso!". Isso é verdadeiro em parte, pois todo mundo acaba caindo e os tombos, além de servirem de estórias para conversa, acabam por ensinar alguma coisa a quem caiu.

Os tombos podem ser leves, graves ou mortais. Você tanto deixa a moto tombar parado (e para os harleyros isso é algo que pode acontecer até mesmo no posto de gasolina ao pisar em uma mancha de óleo) como pode ter um acidente com sequelas bastante graves (pinos e placas, sem falar nos arranhões de praxe).

A pilotagem segura é o melhor modo de evitar um tombo e o maior inimigo da pilotagem segura é sempre o piloto. Causa humana é o maior índice nas estatísticas de acidentes e os maiores culpados são o medo e o excesso de confiança. O motociclista que tem medo acaba sofrendo acidente pela falta de prática e o motociclista que tem confiaça demais em si mesmo acaba sofrendo acidente por não acreditar que aquilo possa acontecer com ele.

A melhor maneira de evitar os acidentes é a prática contínua e o conhecimento da sua moto. Quando você pilota por instinto, normalmente você não precisa pensar em como fazer a curva ou como frear, simplesmente faz. E o instinto nasce com a prática. Minha esposa foi a Tiradentes, pilotou por quase 300 quilometros dentro do trem de motos, sem pensar ou se preocupar, simplesmente acompanhando o grupo. Quase chegando lá, ela se descuidou e olhou para o velocímetro, pouco antes de uma curva, e quando viu a velocidade ficou com medo. Resultado: uma curva quadrada que o instinto consertou.

A Harley Davidson, preocupada com a segurança do piloto e passageiro, tem um curso em cinco etapas: o "Rider's Program". Aqui no Brasil, e em especial no Rio de Janeiro, o Grupo Izzo não consegue realizar com a devida periodicidade o Rider's Program. As razões são as mais diversas, desde a falta de datas até a falta de quorum. No nosso caso em especial (Chapter Rio de Janeiro), eu venho tentando fazer o primeiro módulo há dois anos, mas quando tem interessados (por exigência do Grupo Izzo é necessário um mínimo de 25 interessados) os organizadores modificam as datas e os interessados se desmotivam e o curso não sai. Colegas do Chapter tiveram que ir a São Paulo para fazer os dois primeiros módulos, mas mesmo em São Paulo não foi feito ainda o terceiro módulo.

Aliás teremos uma nova tentativa de Riders Program em Julho, nos dias 18 e 19, com custo de R$ 120,00 para o primeiro módulo. Procure maiores informações com a Patrícia, assistente do HOG Chapter RJ no telefone 2494 5500.

Aproveitando essa deficiência, o irmão PHD Captain, de São Pedro d'Aldeia, começou a apresentar e ministrar um curso em quatro módulos, tendo sido o último feito no dia 10 de maio no kartdrómo da Barra. Eu ainda não fiz por falta de tempo, mas quem fez o curso diz que é muito bom, repetindo sempre que podem.

O curso se chama curso de controle operacional em baixa velocidade para motocicletas pesadas, tendo sido divulgado pela revista especializada MOTO, no site dos PHD (http://www.phd-br.com/) e no site dos Biker Friends (http://www.bikerfriends.net/), site dedicado à customização de motocicletas, com uma seção de classificados muito boa. Para maiores informações sobre o curso, o PHD Captain mantém um site (http://www.aviaomotoskill.com/), onde você encontra tudo sobre o curso.

Para quem não tem tempo, fica o lembrete: motocicleta tem de andar e você, piloto, tem de fazer muitos quilometros com ela. Pilote equipado, respeite os seus limites e não se considere um "Evel Knievel", até mesmo porque Evel Knievel conseguiu quebrar todos os ossos do corpo. Ande por prazer, pilote com responsabilidade e aproveite para aprender com os erros dos outros porque quando o erro é nosso, normalmente custa caro.

Você já tentou levantar uma Harley Davidson?

Em algum momento na vida de um harleyro já aconteceu da moto tombar ou cair. A Harley é uma moto pesada e como todos imaginam, depois que o centro de gravidade é ultrapassado, só em um estado de adrenalina total para impedir que a moto vá para o chão. No máximo a gente tenta que a moto diminua a velocidade da queda.

Depois que passa o susto, você se levanta se tiver ido junto com a moto ou simplesmente vê a menina deitada no chão, você começa a pensar como é que isso aconteceu... e não vai saber explicar.

Seja prático. Primeira coisa será fechar a torneira da gasolina se a sua moto for carburada, depois ver se alguém te ajuda a levantar a moto. Muitas vezes você está sozinho e sozinho continua. A Revista HOG Tales colocou uma matéria interessante sobre como levantar a moto sozinho, que publico abaixo as providências a serem tomadas:

Vamos checar a nossa máquina: certifique-se que o motor está desligado. Certifique-se que não houve derramamento de combustível no chão ou em qualquer parte da motocicleta. Tome muito cuidado, se houver.Se a motocicleta tombou para o lado direito, extenda primeiro o descanso e engrene a marcha em primeira.Agora, use esta técnica para levantar sua motocicleta :

(Technique II – Motocicletas pesadas – uma motocicleta que tombou para o lado esquerdo)
1 - Vire o guidão para a posição de travamento.
2 - Encontre o ponto de equilíbrio entre os dois eixos, considerando o peso do motor. Você quer o ponto onde o peso da motocicleta estará bem distribuído no sentido do comprimento.
3 - Abaixe-se e coloque as costas/nádegas de encontro ao banco do piloto. Mantenha suas costas eretas.
4 - Com uma mão, agarre a manopla, mantendo o seu punho reto.
5 - Com a outra mão, agarre uma parte da estrutura da motocicleta, tomando o cuidado para não agarrar nenhuma parte quente (escapamento, por exemplo).
6 - Suspenda a motocicleta usando suas pernas, enquanto continua empurrando a motocicleta com as nádegas, em pequenos movimentos, para colocá-la na vertical. Mantenha suas costas eretas.
7 - Abaixe o descanço da motocicleta (neste exemplo) e coloque-a num lugar seguro.

Depois que sua motocicleta estiver na posição vertical e devidamente estacionada em um lugar seguro, tome alguns minutos para inspecioná-la e verificar se houve alguma avaria.Na maioria das vezes, o tombamento só ocasiona alguns arranhões e assim mesmo no mata-cachorro. Mas verifique se não há alguma parte da motocicleta raspando o pneu, especialmente quando você ( e o seu garupa) estiver sentado na motocicleta.Cuidado especial deve ser tomado com as manoplas, para verificar se o freio de mão ou a embreagem, não foram afetados. Se tiverem sido atingidos, mesmo que aparentem boas condições, devem ser substituídos na primeira oportunidade.(adaptação livre de um artigo escrito por Becky Tillman, Instrutora Líder da Academia Harley-Davidson de Motociclismo e publicado na revista Hog Tales, de Março/Abril de 2008).