sexta-feira, 3 de junho de 2022

EXPOMOTOS 22: primeiro salão pós pandemia

Estive em viagem durante o mês de maio e tive a oportunidade de visitar a EXPOMOTOS que aconteceu na cidade do Porto em Portugal entre 6 e 8/5.

O mercado português tem características bem diversas do nosso mercado, sem montadoras no território nacional, rede de revendedores pequena e frota totalmente inportada, o que deixa um mercado consumidor pequeno e que trabalha na maior parte do tempo através de encomendas. Mesmo assim as marcas tradicionais como Honda, Yamaha, Kawasaki, Suzuki, Harley-Davidson,, BMW, Triumph, KTM, Ducati e Royal Enfield estiveram representadas.

Salão nos moldes bem conhecidos no Brasil, com uma parte na entrada com lojas vendendo capacetes, luvas, casacos, calças e bugigangas diversas. Nada de muito interessante, com capacetes em policarbonato de marcas alternativas e equipamentos em couro de fabricação própria, como jaquetas, luvas e botas. Eu acabei achando um par de luvas de Revit, marca que conheço do site alemão FC Motos, mas os preços são muito similares aos praticados no Brasil.

Na parte de exposição das marcas e modelos, o evento traz dois espaços distintos: um espaço logo na entrada onde estavam expostas motos e scooters elétricas, várias marcas que não conhecia mostrando produtos muito similares entre si, e alguns expositores mostrando customizações e preparação de motores.

No salão principal estavam as tradicionais japonesas (Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki), européias (BMW, Triumph, Ducati e KTM), a indiana Royal Enfield e as americanas Harley-Davidson e Indian.

Não vi lançamentos, com exceção da família ST e a Pan America da Harley-Davidson, que apresentou o catálogo completo oferecido em Portugal. As japonesas trouxeram seus modelos esportivos e trail, a Indian trouxe o catálogo completo, assim como a Royal Enfield. BMW, Triumph e Ducati apresentaram catálogo restrito que acredito serem os modelos de maior interesse em Portugal.

Senti falta da Nightster, modelo da família Sportster que foi apresentado nos EUA em abril, mas que só chega em Portugal em junho, e mesmo assim bem melhor que no Brasil onde tem promessa de entrar no catálogo 2023.

Fiz fotos e "ass test" nos modelos que chamavam mais a atenção como a BMW R18, novidade prometida para o Brasil

BMW R18, a Custom da marca alemã, foi exposta na versão Bagger.

Painel em tela TFT bem grande que pode ser uma distração na pilotagem.

Os cilindros enormes e cromados chamam bastante a atenção na moto.

Carenagem de farol no melhor estilo morcegão.

Os alforges rígidos compõem o estilo Bagger.

No “ass test” chama a atenção o baixo peso da moto na comparação com as Tourings da Harley-Davidson e a posição das pernas com joelhos dobrados. A altura e largura do banco me permitiram plantar os pés no chão. Guidão permite alguns ajustes feitos no riser.

O ponto negativo na ergonomia são os grandes cilindros no motor boxer que obrigam a deixar as pernas bem dobradas.

Não pude deixar de fotografar o nosso "grande lançamento", que vem sendo divulgado nos dealers brasileiros: a Harley-Davidson Pan America

esta é a versão Standard, que não vem para o Brasil


painel em LCD


farol e farol auxiliar em LED

O "ass test" mostrou uma boa ergonomia: não fico longe do guidão, os joelhos não ficam dobrados e os pés plantam bem nas pedaleiras, mas é uma moto alta (mesmo com a possibilidade de regular a altura do banco) e acabo ficando na ponta dos pés. É uma moto leve comparando com as Softails.




esta é a versão Special, que será vendida no Brasil, vestida a carater com bolsa e alforges laterais





A diferença que chama mais atenção é a adoção de aros raiados ao invés dos aros de liga da versão Standard.

O "ass test" mostra que o banco é mais macio e por isso acredito que seja uma moto mais confortável. Perguntei sobre alforges e tourpacks rígidos, mas a Harley-Davidson não disponibiliza esses acessórios em Portugal, o que vai deixar uma demanda entre os proprietários que gostam dos top case das GS/Tiger.

A versão selecionada para o Brasil é a versão top de linha e vem para buscar espaço entre as Big Trails do nosso mercado, acho que vale a pena os dealers fazerem essa demanda junto à fábrica.

Um dos modelos expostos que não virá para o Brasil é a Sportster S, que vem tendo um bom resultado de vendas em Portugal

modelo "fora da caixa", muito mais perto do estilo das V-RSC

banco e escapes bem característicos

espelhos retrovisores na ponta do guidão, uma tendência café racer

frente minimalista, buscando o estilo naked

O "ass test" da Sportster S lembrou muito a Night Rod Special pela ergonomia: moto baixa, pedaleira avançada, guidão obrigando a uma posição mais agressiva em cima do tanque, formando a posição "C" característica

E para terminar a família ST, que também não vem para o Brasil, composta pela Road Glide, Street Glide e Low Rider (este modelo só chega em Portugal em junho).


filtro de ar esportivo, característico dos motores 117

painel sem grandes mudanças. Detalhe para os novos retrovisores

Street Glide tem suspensões mais altas

Road Glide também tem suspensões mais altas

painel sem nenhuma mudança

Os dois modelos tem suspensões mais altas, com bancos mais cavados não dando grande diferença para os modelos Special que estamos acostumados. O grande diferencial é mesmo o motor 117ci que não dá para comentar.

Infelizmente não matei a curiosidade sobre a Low Rider, nem mesmo o modelo tradicional, que mudou o guidão, mas gostei muito da FXST, mesmo não tendo nada a ver com a nossa FXST dos anos 2000.

guidão "meio seca"e tanque menor

a moto lembra muito a Street Bob que veio para o Brasil.

A FXST é o modelo de entrada em Portugal (custa mais barata que a Sportster S) e é uma moto bem interessante. O ass test lembra muito a Street Bob, com pedaleiras em uma posição de meito termo entre as pedaleiras centrais e os comandos avançados. O guidão é confortável e o banco é bem confortável. Fica a sugestão para a HDMC Brasil.



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