sábado, 28 de maio de 2016

ride test na Indian Chief

E finalmente consegui uma oportunidade de fazer o ride test e experimentar a Indian Chief.

Dan Morel já escreveu sobre as impressões no ride test que fez, e foi inclusive alvo de postagem anterior minha.

Além dele, os inúmeros relatos de satisfação que já li, me deixavam cada vez mais curioso sobre a moto.

O ride test foi de cerca de 40 quilometros, saindo da Barra até Ipanema e voltando, com trânsito variando de leve a intenso, onde obrigou a fazer corredor em determinadas situações.

Longe de ser uma condição de "uso normal", o ride test foi bem variado, com piso em reparos, piso ruim e piso novo, além de trafegar pelo trânsito mais parado por conta de sinais e cruzamentos, passando pela via expressa da Lagoa-Barra e o novo viaduto do Joá.

A moto escolhida por mim foi a Chief Classic, tendo sido oferecida a Chief Vintage (que foi pilotada pelo Lobo, acompanhando todo o caminho) e a Scout (que não me atrai e por isso não cogitei testar).

A Chief é uma moto de peso semelhante às Softails da Harley-Davidson, mas com entre-eixos maior dando a impressão de ser um moto muito grande e pesada.

Essa impressão inicial se desmancha no momento de sentar na moto: a moto mostra ser fácil de tirar do cavalete lateral (que fica meio longe para quem tem perna curta) e o conjunto banco/suspensão se mostra confortável antes mesmo de colocar a moto em movimento.

A moto usada para o teste usava ponteiras esportivas, que deixou o ronco bastante grave e agradável de ouvir (pelo menos para quem gosta do som dos V2).

Saindo para o teste, em menos de 10 metros já me sentia a vontade na moto: veste muito bem, o guidão pode ser melhor regulado, mas a posição original é muito boa. Senti falta do contra-pedal (vendido como acessório), mas é questão de condicionamento.

Pilotando, de cara o trânsito já obrigou a fazer corredor, coisa bem natural para a Chief. Com trânsito livre, a moto despeja potência rapidamente e ganha velocidade de forma bem natural, chegando a empurrar na aceleração.

A moto se comporta de forma muito similar ao comportamento das Softails da HD: neutra, exige força no uso do esterço, mas mantém a trajetória com facilidade.

A frenagem é muito linear e homogênea. Não fiz uso do ABS em nenhum momento.

As retomadas são bem fortes, mas merecem uma atenção da engenharia da Indian para poder aproveitar melhor o motor 1800 que mesmo sendo bem elástico, mostra uma indecisão na baixa.

A tampa do cilindro é responsável pela boa dissipação do calor e a moto esquenta muito pouco, praticamente fria se compararmos com os Twin Cam 96 e 103 e esquenta tanto quanto o Twin Cam  110 de refrigeração híbrida que equipa a CVO.

É uma moto que representa uma alternativa tão boa, em muitos quesitos bem melhor, que as HDs.

Para a turma que não gosta do índio no paralama dianteiro e os paralamas fechados cobrindo a roda, recomendo trocar os paralamas porque a moto é excelente.

No resumo é uma Softail com tamanho de Road King que resolve a maioria dos problemas (ou características como gostam de dizer) das Harley-Davidson.

Sobre o dealer Indian: pelo menos no Rio, a equipe de vendas é super solícita. Não deixa nenhuma dúvida sem resposta e dá total atenção ao consumidor. Não comento sobre a oficina, mas até o momento não li queixas sobre o atendimento e não acredito que existirão problemas tão cedo pelo pequeno número de motos rodando.

Agora é esperar que liberem um dos novos modelos que chegaram (Roadmaster e Cheiftain) para ver como se comportam com o angulo de cáster mais fechado, e consequentemente trazendo uma cíclista bem diferente das Chief.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

a CVO e a chuva

A rede CAN BUS, nos módulos de punho, tem pavor de umidade e ontem foi dia da CVO pegar chuva, uma vez que fica estacionado no tempo enquanto estou no trabalho.

Providência que tomei antes de sair para voltar para casa foi usar o calibrador de pneus do posto para dar um jato e eliminar uma parte da agua que estava nos punhos, morcego e banco.

Pode não resolver, mas é uma experiência a ser feita ao longo do uso da CVO para tentar evitar os seguidos problemas de umidade nos módulos de punho.

Outra providência foi usar a "capa de chuva" do filtro SE: como o filtro é totalmente exposto ao tempo, existe uma recomendação para colocar uma cobertura no filtro a fim de evitar que a agua da chuva seja sugada pelo filtro junto com o ar atmosférico. É outra das ações que pode não resolver, mas vai para a lista de experiências ao longo do uso da CVO.

E por último uma constatação: o banco pode ser muito bonito, com relevo interessante, mas as costuras permitem a entrada de agua na espuma e por mais que você seque o banco, vai acabar com a bunda molhada quando sentar nele após tomar chuva. Nada que incomode, mas é uma característica chata para se conviver.

primeiras informações sobre as HD 2017

Como sempre, Dan Morel é a principal fonte para as novidades sobre a HD e seu catálogo.

Ainda é cedo para as novidades pré-season, mas já saiu o catálogo de cores e pelo catálogo já se nota que a HDMC vai apostar no fim das "customizações de fábrica". Não me refiro a linha CVO, mas sim ao programa HD1 onde o cliente pedia para a moto já sair de fábrica com as customizações de seu agrado.

O exemplo mais conhecido do programa HD1 são os modelos A e B da Sportster 1200 Custom.

Junto com o final desse programa, nota-se que a Sportster 72 também deve sair do catálogo, muito provavelmente pela falta de interesse do mercado nesse modelo diferenciado, quando se pode comprar uma Iron e seguir a linha da 72, mas sem o preço da 72.

E o último detalhe é fim da produção da Fat Lo para o mercado americano, conhecida como Special no mercado brasileiro. Dan Morel aponta a Fat Special S como a principal causa para essa "morte prematura" do modelo, que seguirá em fabricação para mercados determinados, como o nosso.

Para ver o catálogo de cores e ler a postagem, acesse o link.

Indian impressiona a todos que fazem o ride test

Dessa vez foi o Dan Morel que ficou impressionado e saiu fazendo contas para comprar uma Chief (leia aqui), inclusive elogiando bastante o atendimento feito pelo dealer carioca.

Eu ainda não fiz o ride test para avaliar, mas o slogan "new choice is coming" se confirma com os relatos que vem sendo feitos por compradores satisfeitos.

O ponto negativo que vejo na marca é a falta de tradição dentro do mercado brasileiro, exatamente por ser a "novata" entre as montadoras. Essa falta de tradição se reflete em uma dependência do dealer e sua oficina, além da dificuldade em conseguir acessórios (também dependendo do dealer).

Em princípio a ideia de depender do dealer não me assusta, mas não me agrada. Marcas como a BMW tem sua reputação arranhada exatamente por problemas com o dealer (aqui no Rio é um desses casos), por isso gosto de ter sempre o plano B na manga.

Pela comparação que Dan Morel fez na sua postagem, o nosso "mercado doméstico" carioca está muito bem servido pelo dealer, as ainda são poucas as motos colocando quilômetros nos odômetros para ter uma idéia do que esperar da marca com o uso.

Vamos ver se o ride test desencanta nesse feriado.

maio amarelo não impede mais vítimas na "guerra do trânsito"

Para que não sabe, e são muitos porque a divulgação da campanha foi pífia, estamos em meio a uma campanha para educação no trânsito visando diminuir o número de vítimas causadas pela má educação no trânsito.

Infelizmente para o Road Captain Antonio Eduardo do Chapter Brasília essa campanha não conseguiu resultado efetivo.

Antonio Eduardo morreu após uma colisão traseira causada por uma motorista dirigindo um IX 35. A via onde aconteceu o acidente tinha velocidade máxima de 50 km/h e era cheia de quebra-molas, razão pela qual Antonio Eduardo havia diminuído a marcha e acabou sendo atropelado (não há melhor descrição) e morto.

Detalhe, em imagens veiculadas pela sucursal da Rede Globo em Brasília, viu-se a motorista dando ré e atropelando o corpo estendido de Antonio Eduardo após o atropelamento.

O amigo Ubiratã Muniz Silva, que nem sequer é ativo no HOG Brasília, iniciou uma campanha para que não se esqueça o que aconteceu e a motorista tenha a justa punição. Em carta aberta divulgada na time line dele no Facebook, que vou transcrever agora, ele fala sobre o assunto"


Ubiratã Muniz Silva
23 de maio às 14:10 · Brasília, DF · 
CARTA ABERTA À COMUNIDADE MOTOCICLÍSTICA DE BRASÍLIA E ÀS AUTORIDADES DE FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO DO DISTRITO FEDERAL
Ontem à tarde faleceu um dos nossos, o Antônio Eduardo, "Road Captain" do chapter do HOG - Harley Owners Group de Brasília.
Não o conhecia pessoalmente, nunca cheguei a conversar com ele, o conhecia apenas "de vista", já que nunca participei muito ativamente dos eventos do HOG Brasília (mais por falta de tempo do que de vontade). Mas já sei por amigos em comum o quanto que nosso "Road Captain" era querido por todos, além de ser, é claro, referência e exemplo em pilotagem segura e consciente.
Deixo aqui meus sentimentos de indignação pelo ocorrido. Infelizmente, TODO SANTO DIA eu presencio em nossa cidade algum motorista cambaleando pela pista mexendo no celular. Até segurando tablet de 10" junto ao volante e teclando (ziguezagueando a 25 por hora em via de 70) já vi.
O fato é que foi aprovada, há poucos dias, a revisão do Código de Trânsito Brasileiro, que aumenta (dentre outras medidas) as penas pecuniárias (multas) para quem dirige mexendo ao celular. Em que pesem as boas intenções dos legisladores em mudar a categoria desse tipo de infração, na minha opinião, não passa de mera letra morta, e explicarei a vocês o porquê:
Há quanto tempo não sabemos de alguém ser multado por conduzir mexendo no celular? Quando foi o último caso de multa por conduzir usando o celular que você viu?
O fato é que nossos órgãos de fiscalização de trânsito, infelizmente, só querem fiscalizar aquilo que não dá trabalho ou não dá despesa para eles.
A fiscalização de trânsito no Brasil infelizmente se resume basicamente ao controle de seis infrações específicas: velocidade e avanço de sinal, além de, agora, também, o tráfego em faixas exclusivas de ônibus (controle de todas elas feito de forma automática pelos radares fixos e móveis, sem qualquer intervenção humana - até a leitura da placa é feita via computador, por OCR), alcoolemia e documentação atrasada (averiguáveis em blitze feitas em local estático, sem necessidade de patrulhamento ostensivo) e muito de vez em quando (só me resta supor que ou quando há metas de arrecadação a cumprir ou quando os agentes estão se sentindo entediados) por estacionamento irregular.
Pergunto novamente: Com exceção de blitzes armadas em locais fixos e estáticos, quando foi a última vez que você foi parado na rua por um policial ou agente de trânsito por uma infração? Quando foi a última vez que você viu agentes de trânsito mandando veículos encostar, seja um motorista falando ao celular, seja um carro com luz queimada ou até mesmo sem as menores condições de rodar, seja um veículo em alta velocidade trafegando pelo acostamento para fugir do engarrafamento?
QUALQUER endurecimento na lei para quem dirige usando o celular será inócuo se não houver fiscalização ostensiva de trânsito, com patrulhamento e agentes parando motoristas irregulares a qualquer local e momento. Quem se lembra dos tempos em que se você estivesse fazendo besteira, uma viatura policial simplesmente mandava você encostar e você levava, além da multa, uma bela bronca do policial de trânsito? Essa era uma ação que tinha resultados muito mais "educativos" do que simplesmente receber um boleto bancário 30 dias depois da infração.
Mais do que pedir o endurecimento das leis, temos que pedir é que as leis atuais sejam de fato cumpridas, o que não ocorre. Os órgãos de fiscalização de trânsito precisam sair de trás das funções burocráticas e voltar a fazer patrulhamento ostensivo, como era antigamente. Patrulhamento em duplas de moto seria ideal, pois mantém-se o "elemento surpresa". Seria o uso mais correto para aquelas motos BMW caríssimas compradas com o nosso suado dinheiro de impostos.
Peço desculpas pelo texto longo, é que estou realmente indignado com essa situação. Mais ainda com a alegação da motorista (de acordo com a matéria do Bom Dia DF) que as "motos frearam de repente" (ora, então ela nunca ouviu falar em MANTER DISTÂNCIA não?). É óbvio que ela estava sem atenção à via.
Maior ainda é meu medo que este caso seja mais um crime de trânsito que termine impune, já que a referida motorista tem parentesco próximo com autoridades do Poder Judiciário (magistrados).
Agora entendamos todos que a legislação de crimes de trânsito no Brasil é, infelizmente, muito branda,e por mais injusto que isso possa parecer, se a motorista for eventualmente for condenada a pagar cestas básicas, já é uma vitória (provavelmente, se houver condenação, não vai além disso). Sabemos que qualquer mudança na legislação visando endurecer as penas para esse tipo de crime de trânsito só se aplicará a novos casos, já que nossa Carta Magna é clara: lei penal só retroage em benefício ao réu. A nós cidadãos, infelizmente só resta trabalhar com o que a lei nos oferece hoje. E, claro, com a opinião pública.
Nada vai trazer o Antônio de volta. Nada. Uma vida foi perdida por um motivo fútil, e nada a trará de volta.
A vontade de fazer justiça com as próprias mãos, principalmente no meio motociclístico, é grande, eu sei. Mas não resolve nem traz nosso colega de volta. O que temos que fazer é agir, como cidadãos conscientes que somos, para que a morte dele não seja em vão. Temos que exigir providências das autoridades para que outras mortes sem sentido como essa deixem de ocorrer. TEM que existir policiamento ostensivo de trânsito nas cidades e estradas. Não bastam apenas câmeras espetadas em postes, nem são suficientes as blitzes estáticas em saídas de bares e baladas. Tem que ter viatura e moto circulando,sim, mandando parar quem tá fazendo besteira ao volante ou ao guidão (sim, tem muito motociclista irresponsável por aí também). Tem que ter viatura circulando nas cidades e estradas. Tem que ter polícia rodoviária com radar escondido pegando (E MANDANDO PARAR) quem aposta corrida (de carro e moto) na BR-060. Tem que ter agente na rua, mandando infrator parar, dando, além da multa, aquela enquadrada básica que é muito mais educativa que um boleto bancário com desconto quando pago antes do vencimento.
Mesmo que não consigamos mudar a cabeça das pessoas ou convencer as autoridades a fiscalizar com menos preguiça (em vez de só fiscalizar o que não dá trabalho), só o fato de, como comunidade, termos tentado mudar alguma coisa, é a melhor homenagem que podemos fazer ao Antônio e sua família, seja a família de sangue, seja a família motociclística.
Poderia ter sido qualquer um de nós. Poderia até nem ter sido um biker. Poderia ser um ciclista, um ocupante de um carro de menor porte, um pedestre, um adulto ou uma criança, ou uma família inteira atravessando a rua. O fato é simples: não podemos, repito, NÃO PODEMOS deixar essa morte sem sentido cair no esquecimento.
Brasília, 22 de maio de 2016
Ubiratã Muniz da Silva (Bira)
Motociclista independente
Filiado ao HOG-Harley Owners Group desde Outubro/2013

Na minha família, e no blog, tem um relato que acidente causado por imprudência de um motorista de caminhão: a Silvana, minha esposa e companheira de muitos quilometros fosse na garupa ou com a moto dela, não morreu. Teve sequelas mínimas em relação ao trauma que sofreu, mas o pior trauma foi desistir da motocicleta por medo que acontecesse novamente.

Para a esposa do Antonio Eduardo (ela também foi atropelada, mas escapou com escoriações) vai sobrar além do trauma do acidente, a saudade do marido morto.

Muitos motociclistas/motoqueiros morrem no trânsito, uma parte por imprudência deles próprios, mas outra grande parte por imprudência de terceiros que assumem o risco (em linguagem jurídica agem com preter-dolo) de cometer uma infração que pode acarretar uma morte ou invalidez apenas pelo prazer.

A fiscalização deve ser aumentada, como disse o Bira; as multas devem ser mais onerosas e o crime de trânsito (que acaba na grande maioria das vezes em cestas básicas) deve ser julgado conforme o resultado e não pela forma como foi cometido. Explicando melhor: apenas por ser um crime tipificado pelo Código de Trânsito Brasileiro, o homicídio não é tratado como tal, mas sim como um resultado não desejado ao cometer infração prevista no CTB. 

Isso tem de mudar: lesão corporal seguida de morte, homicídio causado por preter-dolo devem ser julgados sem o benefício da pena diminuída por acontecer no trânsito. São resultados já previstos no Código Penal e devem ser julgados como tal.

Pelo fim do capítulo dos crimes em espécie no CTB e pelo julgamento conforme o CP. É o mínimo que se espera de uma sociedade justa. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

mercado de usadas se acomodando

Tenho visto vários anúncios de Harleys para venda e estou notando um detalhe interessante: as tradicionais "ofertas milionárias" estão desaparecendo.

Muitas motos mais antigas e negociadas pelos valores da tabela FIPE estão voltando ao mercado com reduções de até 20% em relação à primeira oferta.

Especulando sobre o assunto, acredito que o mercado simplesmente parou e os vendedores seguem com a necessidade de se desfazerem de suas motos, ou não estariam desistindo dos valores iniciais.

Apenas com exemplo, vou usar a minha FAT, ano 2006, com tabela FIPE em R$ 32.451,00.

Não tenho visto moto anunciada igual a minha (mesmo ano de fabricação), mas sim de anos anteriores (2004/2005) e com pedidas extremamente salgadas: entre R$30.500,00 (a mais rodada com 60000 kms) e R$38.000,00 (a menos rodada com 2500 kms).

De outro lado estou vendo Fat Boy 2011 com pedida de R$38000,00, o mesmo valor da maior pedida por uma Fat Boy 2005.

Do mesmo modo, já vi Fat Boy 2008 por R$34.000,00, que vem a ser o preço intermediário na pesquisa que fiz sobre os preços de venda para as Fat Boys 2006/2005/2004.

Apenas para finalizar, acredito que o preço mais justo para esse modelo fique na faixa entre R$28.000,00 e R$30.000,00, dependendo do estado de conservação (ítens a serem substituídos proximamente e acessórios que sigam com a moto), bem abaixo da tabela FIPE e muito mais baixos que os valores pedidos nas ofertas, que acredito serem revisados conforme a negociação não aconteça por falta de interessados.

É boa notícia para quem está procurando sua moto (recomendo paciência) e má notícia para a turma que estava valorizando suas motos com base na tabela de zero quilômetro praticada pela HDMC (que também já reviu os valores para poder alcançar as metas propostas para 2016).

cebolinha de Dyna

No ultimo "pepino" que a Fat teve, troquei a lanterna por conta de um soquete queimado, mas mesmo assim o freio traseiro não estava acionando a luz.

Fiz um reparo meia boca no interruptor que veio integrado ao aeroquip, mas não deu certo (leia aqui).

Pesquisando sobre uma solução, descobri que a cebolinha da Dyna deve resolver o problema do interruptor, fato confirmado pelo Celestino lá em São Paulo.

Agora é correr atrás de uma cebolinha de Dyna para deixar a Fat em forma novamente.

erro U1068 permanece no log

A CVO teve uma pane elétrica em março (leia aqui) e da visita à oficina do dealer restou apenas o mistério do erro U1068, que não foi verificado após a reprogramação do safety system e consequente compra de um novo FOB que havia sido perdido.

Já mencionei que o erro não se encontra na lista de erros divulgada após a adoção da tecnologia CAN BUS, mas que as informações nos fóruns americanos dão conta de problema de comunicação entre o rádio e o velocímetro, fato também relatado na postagem anterior.

O software do Infotainment está desatualizado (versão 1.19.1) e deve ser atualizado através de procedimento que pode ser feito na garagem ou pela oficina do dealer para a nova versão (1.19.2).

Com a proximidade da data de aniversário da CVO (10/06) e a exigência de revisão por tempo ou quilometragem (que não será atingida, atualmente perto dos 6000 kms), vou deixar para que esse problema seja verificado na revisão.

É um problema que não vem afetando o uso do Intotainment, apenas me forçando a usar o joystick para ajustar o volume conforme o barulho externo atrapalha o uso.

Fica a recomendação aos proprietários das Tourings Rushmore Project que peçam sempre que o software seja atualizado, embora essa providência devesse constar do check list das revisões.

sábado, 14 de maio de 2016

números ABRACICLO abril/16

Foram publicados os números referentes à produção e venda no atacado em Abril e fechando o primeiro quadrimestre.

A HDMC teve seu melhor mês no ano, mostrando que as promoções foram eficazes para recuperar as vendas e dando mostra que o mercado aceita um reajuste menor na tabela. Espero que essa conclusão tenha sido a mesma que a diretoria da HDMC tenha chegado.

A HDMC produziu 1569 unidades e vendeu 1341 unidades, projetando quase 5000 unidades produzidas para 4000 unidades vendidas.

Embora siga dentro da meta, ainda gera um encalhe em cerca de 1000 unidades.

Acredito que a produção seja diminuída para controlar a demanda, assim como acredito que as promoções devam prosseguir até a normalização desse balanço entre produção e venda.

Já a concorrente Indian, marca da Polaris, vem mantendo o balanço produção e venda zerado: até o momento são 242 unidades produzidas e 242 unidades vendidas, embora exista saldo de Roadmaster (quatro unidades) e vendas de Chieftain a serem produzidas para atender (quatro unidades).

A Indian segue dentro da meta de 800 unidades em 2016 (no momento a projeção se mostra ligeiramente abaixo: 726 unidades) e que podem influenciar na meta da HDMC.

Comprovando o sucesso da promoção da HDMC o top ten de vendas para 2016 mostra Sportster, Fat Boy e Limited entre os dez mais vendidos: Iron (324 vendidas e 260 produzidas), Breakout (132 vendidas e 216 produzidas), Fat Boy Special (127 vendidas e 133 produzidas), Sportster 48 (122 vendidas e 133 produzidas), Limited (114 vendidas e 132 produzidas), Sportster 1200 Custom (80 vendidas e 76 produzidas), Heritage Classic (64 vendidas e 102 produzidas), Fat Boy (58 vendidas e 36 produzidas), Night Rod e Deluxe (ambas com 46 vendidas, 47 unidades da NRE produzidas e 98 unidades da Deluxe produzidas).

A promoção não afetou o desempenho do restante da família Touring, que vem mantendo um público fiel: Street Glide Special (33 vendidas e 47 produzidas) e Road King (42 vendidas e 74 produzidas) seguem dentro do volume habitual.

Detalhe que merece nota é o balanço de venda e produção da Breakout , Heritage Classic e Deluxe mostrando volume significativo de encalhe e já merecendo uma promoção para melhorar a situação.

Vale mencionar que o baixo volume de vendas da família Dyna vem comprovando a péssima aposta em manter a motorização TC96 (Fat Bob vendeu 18 unidades, a Street Bob vendeu 31 unidades e a Low Rider vendeu 17 unidades, mantendo a lanterna desde 2015) e a desova das CVOs 2015 (Limited vendeu 44 unidades e a Street Glide vendeu as últimas 10 unidades), proporcionando a chegada da linha 2016: a primeira Limited CVO foi vendida em Sorocaba e a primeira Street Glide CVO já saiu da fábrica (ambas com apenas uma unidade produzida).

Finalizando deixo duas observações: a primeira é que a Indian (ainda) não é concorrente de peso da HDMC, mas já atrapalha a estratégia de vendas da HDMC. Com um desempenho constante, vem subtraindo uma parcela pequena do mercado da HDMC e fazendo com que a montadora líder altere sua estratégia de preços para acabar com encalhes antes mesmo de terminar o primeiro semestre.

E a segunda é uma mudança na preferência do consumidor do segmento custom, notadamente os clientes com maior capacidade econômica (alvo preferido da HDMC com sua família Touring), que começa a perder o "hábito" de só procurar no dealer HDMC e já enxerga a Indian como uma opção interessante de compra. Talvez seja o momento da HDMC repensar sua estratégia de marketing voltada apenas para o life style.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Fat ciumenta (II)

O tratamento para a labirintite vem evoluindo e estou retornando à rotina, voltando a dirigir e andar de moto.

Fiz as duas motos voltarem a rodar e a Fat já se mostra ciumenta com o tempo em que vem ficando na garagem: a iluminação traseira apagou (acendendo apenas com o uso do freio dianteiro).

Desmontando a lanterna, tirando a lâmpada, removendo o bocal e apareceu o culpado: curto no bocal da lâmpada (já mostrando o plástico marcado pelo curto).

Como quem tem padrinho não morre pagão, arrumei uma nova lanterna (inviável pagar em um bocal o preço do conjunto todo, como apurei no dealer), dessa vez de led.

Feita a troca, a lanterna voltou a acender e o freio dianteiro continuou acendendo a iluminação. Mas o freio traseiro continuou sem funcionar. Provável culpado: a cebolinha do freio, e não deu outra: fio quebrado na cebolinha, sem condição de solda.

Como havia trocado a linha de freio por uma linha de freio em aeroquip, a cebolinha original foi substituída por um interruptor (que não está funcionando) e precisa ser substituído.

Problema: quem vendeu a linha de freio não está mais no mercado e não tenho como resolver o problema. Pedi ajuda a um amigo em São Paulo e estou no aguardo sobre uma solução que não envolva toda a troca da linha de freio.

Custo zero na troca da lanterna (a lanterna foi presente) e o custo de uso segue sem novidade em R$ 0,40/ km rodado.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

detalhes na reunião mensal do HOG RJ

O HOG RJ, dentro do seu planejamento orientado pelo Chapter Director Artur Albuquerque, tem uma reunião mensal e a ata dessas reuniões é publicada na página do Chapter no Facebook.

Na ata desse mês constam dois detalhes interessantes: a constatação da baixa adesão dos veteranos ao evento HOG Brasil conforme já havia comentado antes (leia aqui) e resposta a uma reclamação de um calouro que não conseguiu acompanhar o ritmo do trem, ficando para trás e sendo acompanhado pelo cerra-fila do passeio.

A resposta segue a filosofia que sou defensor: se você não se sente confortável no trem, seja por não conseguir acompanhar o ritmo ou seja por querer impor um ritmo individual, deixe o trem. A segurança do trem depende da formação e o do respeito à regra.

A velocidade do trem é um compromisso entre a velocidade do mais lento e o esforço que o mais lento faz para evoluir e se aprimorar. 

O trem tem um ritmo estabelecido durante o briefing, leva em consideração a dificuldade inerente do deslocamento de grande número de motos e é algo "acordado" entre todos os participantes.

Se você acha que o trem vai te acompanhar durante todo o percurso, você precisa repensar seus princípios. É claro que ninguém pretende deixar um colega de viagem para trás, mas exige-se que todos tentem acompanhar o ritmo proposto. E não pense que o cerra-fila é o seu anjo da guarda: o cerra-fila tem um compromisso com o grupo e não pode abandonar o grupo para acompanhar um retardatário, no máximo irá até a próxima parada para acertar detalhes de quem irá acompanhar o retardatário para que possa voltar a desempenhar as funções para com o grupo.

Se isso não é possível, combine com amigos que estejam dispostos a acompanhar o seu ritmo ao invés de seguir um ritmo previamente combinado.

Experiência se adquire com a prática, e é a experiência que facilita a prática. É um círculo de aprendizagem e se não consegue executar, recomendo que deixe de lado a vaidade e o orgulho, indo em um trem mais lento até conseguir seguir confortável na velocidade limite da estrada (velocidade normalmente acertada para os deslocamentos em grupo).

Do mesmo modo, se o grupo grande te deixa inseguro, respeite seus limites e acerte viagens em grupos menores. Não são todos que sentem a vontade pensando que o colega da frente ou de trás vai conseguir evitar qualquer problema de percurso durante a viagem em grupo.

Can Bus e a nova lista de erros dtc

A tecnologia CAN BUS traz códigos DTC mais específicos devido ao maior controle pelos módulos adotados.

Eu tenho tido alguns comentários sobre erros que não aparecem nas listas que já publiquei e com a compra da CVO comecei a pesquisar sobre a lista mais atualizada dos Códigos de Erros DTC.

E o próprio método de fazer o diagnóstico foi alterado com a adoção da partida sem chave (se o safety system estiver ativo é preciso que o FOB esteja na proximidade da moto): agora ao invés de segurar o botão do odômetro (que desapareceu), você precisa acionar o botão "trip" enquanto aciona o corta-corrente para a posição "run".

As seções são alternadas também pelo botão "trip" ao invés do botão do odômetro.

Segue a nova lista:

DTC’s from the 2015 Touring Models: Electrical Diagnostic Manual 
Diagnostic Mode:
1 Press and hold the trip odometer reset switch, (trip Button) while turning the Ignition on.
2 Release the trip button and diag will appear on the odometer display
3 Press and release the trip button and ECM will appear on the odometer display. It will have a Y for yes or N for no depending if there are any ECM codes present
4 Quickly press and release the trip button to cycle through the modules. Modules include ECM, BCM, SPDO, ABS and Rad, (Engine Control Module, Body Control Module, Antilock Brake System, Radio).
5 Once the desired module is displayed press and hold the trip button.
6 If any DTC’s are stored the odometer will display the DTC. Quickly pressing the trip button will cycle through the stored DTC’s
7 When all DTC’s have been cycled through the odometer will display end.
8 To clear all DTC’s press and hold the trip button while a DTC is displayed. 
9 Press and release the trip button to move to the next module.
10 Make note of all DTC’s. Operate bike to verify DTC’s are set and are current.
11 Turn Ignition off to exit diagnostic mode.

DTC’s are designated by a P,C,B or U
P codes indicate issues monitored by ECM
C codes indicate an issue with ABS
B codes are set by Radio, Instruments and BCM
U codes indicate a communication problems with the modules

B1103 LHCM Internal error
B1153 RHCM internal error
B1200 IM internal fault
B1210 Fuel level sender shorted low/open
B1211 Fuel level sender shorted high
B1212 Fuel signal low
B1213 Fuel signal high
B1300 Radio voltage high
B1301 Radio voltage low
B1302 Face plate home button stuck
B1303 Face plate favorite button stuck
B1304 Face plate navigation button stuck 
B1305 Face plate power/mute button stuck 
B1306 Rear hand controls shorted high
B1307 Rear hand controls shorted low
B1308 Rear volume up button stuck
B1309 Rear volume down button stuck
B1310 Rear mode button stuck
B1311 Rear PTT button stuck
B1312 Rear tune up button stuck
B1313 Rear tune down button stuck
B1314 LHCM VR button stuck
B1315 LHCM up button stuck
B1316 LHCM left button stuck
B1317 LHCM center button stuck
B1318 LHCM right button stuck
B1319 LHCM down button stuck
B1320 RHCM Info button stuck
B1321 RHCM up button stuck
B1322 RHCM left button stuck
B1323 RHCM center button stuck
B1324 RHCM right button stuck
B1325 RHCM down button stuck
B1326 RHCM CB squelch up button stuck
B1327 RHCM CB PTT button stuck
B1328 RHCM CB squelch down button stuck
B1329 Faceplate preset button 1 stuck
B1330 Faceplate preset button 2 stuck
B1331 Faceplate preset button 3 stuck
B1332 Faceplate preset button 4 stuck
B1333 Faceplate preset button 5 stuck
B1334 Faceplate preset button 6 stuck
B1335 Faceplate preset button 7 stuck
B1336 Faceplate preset button 8 stuck
B1337 Front left speaker shorted together
B1338 Front left speaker open
B1339 Front left speaker shorted low
B1340 Front left speaker shorted high
B1341 Rear left speaker shorted together
B1342 Rear left speaker open
B1343 Rear left speaker shorted low
B1344 Rear left speaker shorted high
B1345 Front right speaker shorted together
B1346 Front right speaker open
B1347 Front right speaker shorted low
B1348 Font right speaker shorted high
B1349 Rear right speaker shorted together
B1350 Rear right speaker open
B1351 Rear right speaker shorted low
B1352 Rear right speaker shorted high
B1353 Speaker offset DC output
B1354 GPS antenna open
B1355 GPS antenna shorted low
B1356 SDARS antenna open
B1357 SDARS antenna shorted
B1358 Front left headset shorted high
B1359 Front right headset shorted high
B1360 Front left headset shorted low
B1361 Front right headset shorted low
B1362 Rear left headset shorted high
B1363 Rear right headset shorted high
B1364 Rear left headset shorted low
B1365 Rear right headset shorted low
B1366 Internal thermal shutdown error
B1401 Amp voltage low
B1402 Amp voltage high
* Amp 1 Amp 2
B1403 Speaker offset DC output *
B1404 Internal thermal shutdown error *
B1405 EQ correlation error 
B1406 Invalid or missing EQ
B1410 Channel 1 speaker open *
B1411 Channel 1 speaker shorted low *
B1412 Channel 1 speaker shorted high *
B1413 Channel 1 Speaker shorted together *
B1420 Channel 2 speaker open *
B1421 Channel 2 speaker shorted low *
B1422 Channel 2 speaker shorted high *
B1423 Channel 2 speaker shorted together *
B1430 Channel 3 speaker open *
B1431 Channel 3 speaker shorted low *
B1432 Channel 3 speaker shorted high *
B1433 Channel 3 speaker shorted together *
B1440 Channel 4 speaker open *
B1441 Channel 4 speaker shorted low *
B1442 Channel 4 speaker shorted high *
B1443 Channel 4 speaker shorted together *
B2102 System power output shorted high
B2103 System power output shorted low
B2104 System power output overloaded
B2106 L4 output open
B2107 L4 output shorted high
B2108 L4 output shorted low
B2109 L4 output overloaded
B2112 ACC output shorted high
B2113 ACC output shorted low
B2114 ACC output overloaded
B2116 Fuel pump output open
B2117 Fuel pump output shorted high
B2118 Fuel pump output shorted low
B2119 Fuel pump output overloaded
B2121 Starter output open
B2122 Starter output shorted high
B2123 Starter output shorted low
B2124 Starter output overloaded
B2127 E4 output shorted high
B2128 E4 output shorted low
B2129 E4 output overloaded
B2131 High beam output open
B2132 High beam output shorted high
B2133 High beam output shorted low 
B2134 High beam output overloaded
B2136 Low beam output open
B2137 Low beam output shorted high
B2138 Low beam output shorted low
B2139 Low beam output overloaded 
B2141 Left front turn signal output open
B2143 Left front turn signal output shorted low
B2144 Left front turn signal output overloaded
B2146 Right front turn signal output open
B2148 Right front turn signal output shorted low
B2149 Right front turn signal output overloaded
B2151 Left rear turn signal output open
B2153 Left rear turn signal output shorted low
B2154 Left rear turn signal output overloaded
B2156 Right rear turn signal output open
B2158 Right rear turn signal output shorted low
B2159 Right rear turn signal output overloaded
B2161 Brake lamp output open
B2163 Brake lamp output shorted low
B2164 Brake lamp output overloaded
B2168 Running lights output shorted low
B2169 Running lights output overloaded
B2172 H2 output shorted high
B2173 H2 output shorted low
B2176 Security antenna output open
B2177 Security antenna output shorted high
B2178 Security antenna output shorted low
B2183 G2 output shorted low
B2188 G3 output shorted low
B2193 H4 output shorted low 
B2198 H3 output shorted low
B2201 IGN switch off w/VSS
B2203 Ignition switch input shorted low
B2206 Run/stop switch input open/shorted high
B2208 Run/stop switch input shorted low
B2210 Run/stop switch inputs both open
B2212 Run/stop switch inputs both closed
B2218 Neutral switch shorted low
B2223 Rear brake switch shorted low (light on)
B2226 BAS input open
B2228 BAS input shorted low
B2231 Fork locked/VSS
B2232 Fork lock shorted high
B2233 Fork lock shorted low
B2234 Fork lock detected with option disabled
B2235 Fork lock configuration invalid
B2250 Clutch switch stuck
B2251 Horn switch stuck
B2253 FTP switch stuck
B2254 Left turn switch stuck
B2255 Trip switch stuck
B2256 LHCM Police siren power stuck
B2257 LHCM Police siren wail power stuck
B2258 LHCM police siren yelp stuck
B2260 Start switch stuck
B2261 Right turn switch stuck
B2262 Front brake switch stuck
B2263 Hazard switch stuck
B2264 RHCM police lights power switch stuck
B2265 RHCM police lights front switch stuck
B2266 RHCM police lights rear switch stuck
B2267 RHCM police ICR switch stuck
B2270 BCM internal error
B2271 BCM voltage low
B2272 BCM/IM voltage high
B2274 Constant battery line error

C0562 ABS voltage low
C0563 ABS voltage high
C1014 ABS ECU relay error
C1021 ABS front WSS always zero
C1023 ABS rear WSS always zero
C1025 ABS Front wheel speed intermittent
C1027 ABS rear wheel speed intermittent
C1029 ABS wheel speed difference too high
C1032 ABS Front wheel speed circuit open/shorted
C1034 ABS rear wheel speed circuit open/shorted
C1040 ABS pump/motor error
C1055 ABS ECU internal error
C1061 ABS front apply solenoid circuit open/high resistance
C1062 ABS front release solenoid circuit open/high resistance
C1065 ABS rear apply solenoid circuit open/high resistance
C1066 ABS rear release solenoid circuit open/high resistance
C1071 Rear prime valve error
C1072 Rear isolation valve error
C1073 Front isolation valve error
C1074 Front prime valve error
C1075 Front linked inlet valve error
C1076 Front linked outlet valve error
C1077 Front circuit pressure sensor error
C1078 Rear circuit pressure sensor error
C1081 Front master pressure sensor error
C1082 Front master pressure sensor offset error
C1083 Front wheel pressure sensor error
C1084 Front wheel pressure sensor offset error
C1085 Rear master pressure sensor error
C1086 Rear master pressure offset sensor error
C1087 Rear wheel pressure sensor error
C1088 Rear wheel pressure sensor offset error
C1089 Pressure sensor external supply error
C1159 ABS invalid stored VIN
C1178 ABS no VIN received from ECM
C1184 ABS invalid VIN from ECM
C1195 Wake up error

P0031 Front HO2S low/open
P0032 Front HO2S shorted/high 
P0051 Rear HO2S low/open
P0052 Rear HO2S shorted/high 
P0072 AAT sensor low
P0073 AAT sensor high/open
P0107 MAP sensor failed low/open
P0108 MAP sensor failed high/open port
P0112 IAT sensor shorted low
P0113 IAT sensor high/open
P0117 ET sensor shorted low
P0118 ET sensor high/open
P0120 TPS 1 range error
P0122 TPS 1 low
P0123 TPS 1 high/open
P0131 O2 sensor low/engine lean (front)
P0132 Engine running rich (front)
P0134 Oxygen sensor High/open (front)
P0151 O2 sensor low/engine lean (rear)
PO152 Engine running rich (rear)
P0154 O2 sensor High/open (rear
P0220 TPS 2 range error
P0222 TPS 2 low/open 
P0223 TPS 2 high
P0261 Fuel injector low/open (front)
P0262 Fuel injector shorted high (front)
P0264 Fuel injector low/open (rear)
P0265 Fuel injector shorted high (rear)
P0371 CKP sensor wrong number of pulses
P0374 CKP Sensor no pulses
P0444 Purge solenoid low/open
P0445 Purge solenoid shorted high
P0502 VSS failed low
P0503 VSS failed high
P0505 Idle speed control unstable
P0562 ECM voltage low
P0572 Brake switch low
P0577 Cruise control input error
P0603 ECM EEPROM memory error
P0605 ECM FLASH memory error
P0641 5 Volt reference out of range
P0651 5 Volt reference 2 out of range
P0691 Fan/cooling relay output low/open
P0692 Fan/cooling relay output high
P1009 VTD disabled fuel due to bad password 
P1017 ET indicates overheating
P1019 ECT Difference (high temp)
P1270 TGS 2 A/D validation error
P1353 No combustion detected (front)
P1356 No combustion detected (rear)
P1475 Exhaust position actuation error
P1477 Exhaust valve actuator low/open
P1478 Exhaust valve actuator shorted high
P1501 JSS low
P1502 JSS high/open
P1510 ETC limited performance mode
P1511 ETC power management mode
P1512 ETC forced idle mode
P1514 ETC air flow error
P1600 ETC watchdog error
P1608 Loss of continuous battery
P1655 ACR solenoid low/open
P1656 ACR solenoid shorted high
P1691 Cooling fan left low/open
P1692 Cooling fan left shorted high
P1693 Cooling fan right low/open
P1694 Cooling fan right shorted high
P2100 ETC driver open circuit
P2101 ETC actuation error
P2102 ETC driver shorted low
P2103 ETC driver shorted high
P2105 ETC forced shutdown mode
P2107 ETC driver internal error
P2119 ETC actuator return error
P2122 TGS 1 low/open
P2123 TGS 1 high
P2127 TGS 2 low/open
P2128 TGS 2 high
P2135 TPS correlation error
P2138 TGS correlation error
P2176 ECT zero position learning error
P2184 ECT sensor low
P2185 ECT sensor high
P2300 Ignition coil driver low/open (front)
P2301 Ignition coil driver shorted high (front)
P2303 Ignition coil driver low/open (rear)
P2304 Ignition coil driver shorted high (rear)

U0001 CAN BUS error
U0002 CAN comm bus perf error
U0003 Network management monitoring
U0100 Lost comm w/ECM
U0121 Lost comm W/ABS
U0140 Lost comm W/BCM
U0141 Lost comm w/LHCM
U0142 Lost comm w/RHCM
U0156 Lost comm w/SPEEDO
U0158 Lost comm w/fuel gauge
U0159 Lost comm w/volt gauge
U0160 Lost comm w/ fuel and volt gauge
U0184 Lost comm w/radio
U0185 Lost comm w/Amp 1
U0186 Lost comm w/ AMP 2
U1302 ACC bus perf error 
U1401 Lost com w/CB